Roubos em série: A PM não faz prevenção , a Civil não investiga e o governo premia com cadeia e demissão os policiais mais combativos 31

Editorial: Roubos em série

27/08/2014 02h00

Enquanto a segurança pública aparecia como tema principal do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, na segunda-feira, a secretaria responsável pela área divulgava dados desconcertantes sobre a ocorrência de roubos no Estado e na capital.

Paulistas e paulistanos ficaram sabendo que, em julho, a incidência desse crime patrimonial cometido com violência cresceu pela 14ª vez consecutiva. Trata-se da maior sequência de aumentos dessa modalidade delituosa desde o início da série estatística, em 2001.

Até julho deste ano, houve 186.588 roubos no Estado. De 2004 a 2008, esse número era registrado apenas em novembro.

Não surpreende, portanto, que, no encontro promovido por Folha, UOL, SBT e Jovem Pan, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tenha sido alvo preferencial de perguntas e críticas sobre suas políticas para o setor. Mesmo sem informações atualizadas, os adversários do tucano já dispunham de farta munição para questioná-lo.

Como de costume, Alckmin usou a seu favor a redução histórica da taxa de homicídios em São Paulo, que tem se mantido na faixa de 10 a 11 casos por 100 mil habitantes –a média nacional é de 29, segundo o “Mapa da Violência”.

Embora louvável, tal conquista –consolidada na década passada e para a qual contribuíram diversos fatores, como os demográficos– em nada melhora os resultados pífios da atual gestão no enfrentamento dos roubos.

Basta dizer que, nesse campo, o governo teve o desplante de comemorar ligeira redução no ritmo de crescimento, como se os paulistas fossem se contentar com uma criminalidade que aumenta devagar.

Na comparação com julho de 2013, os roubos subiram 12,6% no Estado e 20,3% na capital; em junho, os avanços haviam sido de 14,7% e 21%, respectivamente; nos 12 meses anteriores, a elevação média fora de 22,3% e 29,3%.

Mantido o padrão de desaceleração, seriam necessários seis meses para cessar a escalada no Estado, e mais de dois anos na capital.

O governo diz que as notificações pela internet, iniciadas em dezembro passado, contribuíram para ampliar os registros; argumenta ainda que o fenômeno é nacional.

Tais explicações não convencem. As estatísticas mostram que a tendência começou antes de dezembro, e São Paulo, o Estado mais rico do país, deveria dar o exemplo na segurança pública. A administração Alckmin, todavia, tarda em adotar iniciativas satisfatórias.

É saudável que essa área seja objeto de discussão na campanha eleitoral. Pena que o tema se repita a cada pleito, servindo antes para alimentar a retórica beligerante das candidaturas do que para estimular estratégias eficazes.

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998

Carcereiro do 63º DP é executado na Zona Leste 26

Mais um colega foi vitima de emboscada na noite de anteontem na zona leste,o carcereiro Samuel Rosa dos Anjos lotado no 63ºDP,Vila Jacui foi emboscado quando chegava em sua residencia e abatido covardemente com varios disparos!Ao se ler o B.O lavrado proprio DP onde o colega era funcionario podemos nitidamente observar o verdadeiro mascaramento do B.O conforme determinação da SSP/SP pois para justificar a não emboscada,alegam que foi roubo,inclusive da arma do colega.Fontes dizem que os 4 executores estavam em um bar proximo a residencia do colega e parece que aguardavam sua chegada.Meus sentimentos a familia do colega morto covardemente,mais uma vitima do PCC com certeza!!

DESEMPREGO À VISTA – Pavor da derrota ( perda da boquinha ) assombra militantes do PT, pesquisa aponta vitória de Marina 19

Após pesquisas, PT fala pela primeira vez em risco de derrota

VALDO CRUZ
ANDRÉIA SADI
DE BRASÍLIA

27/08/2014 02h00

O resultado da pesquisa Ibope e de levantamentos informais, que mostraram queda nas intenções de voto de Dilma Rousseff (PT) e uma possível derrota no segundo turno para Marina Silva (PSB), acenderam o sinal amarelo na cúpula da campanha dilmista.

Pela primeira vez, o governo fala em risco de derrota na eleição presidencial deste ano, o que até a entrada de Marina na disputa era visto como improvável.

Segundo um interlocutor da presidente Dilma, a campanha está alerta porque a expectativa inicial era que apenas Aécio Neves (PSDB) caísse, mas os levantamentos indicaram que a petista também perdeu votos.

Dilma oscilou no Ibope de 38% para 34%. Aécio, de 23% para 19%. Marina teve 29%.

Agora, petistas avaliam a melhor estratégia para desconstruir a imagem de Marina, visando principalmente a disputa de um segundo turno com a candidata do PSB. No Ibope, Marina vence a petista na reta final, com 45% contra 36%.

Integrantes da cúpula petista, ministros e secretários executivos foram convocados para uma reunião nesta terça-feira (26) à noite no comitê petista para discutir os rumos da campanha.

A queda das intenções de voto de Dilma e a subida de Marina levaram lulistas a defender, nos últimos dias, mais uma vez, a troca de candidatura no PT, hipótese rechaçada pelo ex-presidente Lula.

Defensores do movimento “volta, Lula” dizem que a opção pelo ex-presidente teria sido mais “segura”, diante do novo cenário eleitoral. Admitem, porém, que a esta altura dificilmente o petista toparia o desafio.

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) minimizou o crescimento de Marina.

“Qualquer pesquisa nesse momento tem que ser tomada como uma coisa muito provisória. Não é por causa desses números, mas eu já tenho dito há alguns dias que lá pelos dias 7 a 10 de setembro nós teremos uma fotografia mais aproximada do embate eleitoral. Porque nós estamos sob a influência, o lançamento da novidade e da exposição enorme que a Marina teve”, disse.

EUFORIA

A campanha de Marina esperava um cenário semelhante ao que foi apontado pelo Ibope. Pessebistas dizem que a ordem agora é não deixar a euforia tomar conta do entorno da candidata. “O clima de já ganhou’ nunca é favorável, mas estamos animados, é claro”, avalia um aliado.

Assessores de Aécio afirmaram que a pesquisa não surpreendeu a campanha, que já aguardava um crescimento de Marina.

Para os aliados do tucano, esta era “a semana” da ex-senadora. Alguns chegaram a manifestar alívio pelo fato de Aécio ter se mantido no patamar de 20% das intenções de voto. Algumas pesquisas internas apontavam um índice menor para o candidato.

INDENIZAÇÕES – PSB assume a responsabilidade civil pelos danos decorrentes da queda do avião recebido em comodato; cujos pilotos foram contratados por colaboradores de Eduardo Campos 19

O Partido Socialista Brasileiro esclarece:

A aeronave de prefixo PR-AFA, em cujo acidente faleceu seu presidente, Eduardo Henrique Aciolly Campos, nosso candidato à presidência da República, teve seu uso – de conhecimento público– autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira.

Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final.

A tragédia, com o falecimento, inclusive, de assessores, impôs conhecidas alterações tanto na direção partidária quanto na estrutura e comando da campanha, donde as dificuldades enfrentadas no levantamento de todas as informações que são devidas aos nossos militantes e à sociedade brasileira.

Brasília, 26 de agosto de 2014

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Nos termos do atual Código Civil Brasileiro não há responsabilidade objetiva do proprietário do bem por ato de terceiro, especialmente tratando-se , como no caso , comodato , ou seja, empréstimo gratuito de bem durável ( coisas não fungíveis ) , para pessoa jurídica – no caso PSB – com capacidade jurídica e financeira para responder por eventuais danos causados a outrem. 

Os moradores de Santos – sem demora – podem ingressar com ações contra o PSB, com pedido cautelar – tutela antecipada – para bloqueio de fundos em poder da agremiação política. 

Observando-se que – de tudo denota-se –  a queda do avião decorreu de imprudência e imperícia dos pilotos da aeronave; recrutados e remunerados por pessoas ligadas ao partido. 

“Sabemos que Marina não é do PSB, mas ajudará o País” 17

Victor Miranda
N/A

Márcio França
Morte de Campos ainda dói, segundo Marcio França

Em questão de meses, o deputado federal e ex-prefeito de São Vicente Márcio França (PSB) se tornou figura carimbada na mídia nacional. Um dos principais parceiros de Eduardo Campos, candidato à Presidência morto em um acidente de avião em Santos, há 13 dias, ele foi um dos símbolos de uma tragédia que comoveu o País. Agora, tal qual o seu partido, França busca forças para enfrentar uma eleição histórica, ao mesmo passo que concorre ao cargo de vice-governador de São Paulo na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB). Após inúmeros debates públicos com Marina Silva, ele ironicamente assume a postura de conciliador entre os membros da legenda socialista e da Rede Sustentabilidade, além de presidir o comitê financeiro da candidatura nacional. “Eu queria fugir, mas estou no olho do furacão”, disse antes de sua entrevista exclusiva a A Tribuna.

O PSB se preparou pelo menos dois anos para a candidatura de Eduardo Campos e teve que mudar tudo em 10 dias. Como o partido lida com essa mistura de sentimentos?
Ainda com muita insatisfação, com uma imensa tristeza. O Eduardo não era apenas o nosso candidato, era o nosso grande líder. Foi uma candidatura que começou a ser trabalhada há quase 15 anos, mas que ganhou força recentemente. Toda a sua trajetória apontava para isso. Ele fez um excelente governo em Pernambuco e, ao mesmo tempo, sabia lidar com seus opositores. Era um grande gestor e um ótimo político. Mas ele mesmo nos ensinou que não devemos desistir do Brasil. Então, precisamos superar o trauma e ir adiante.

Mas, desde o material até troca da composição da chapa, é preciso construir repentinamente uma nova candidatura…
Claro que tivemos grandes prejuízos em termos de material de campanha. Já estava tudo confeccionado e, mesmo com a Marina nas fotos, o candidato era o Eduardo. O Beto (Albuquerque, candidato a vice-presidente) não aparece. Poderíamos pensar que essa candidatura sai atrás das demais. Mas não podemos deixar de destacar que essa parte material está sendo muito compensada pela mídia espontânea. A Marina está em todos os jornais, canais de tevê, portais de internet. Os números das pesquisas já vêm mostrando essas vantagens.

Em termos de estratégia de campanha, há mudanças na forma de lidar com os nomes de Marina e Eduardo?
O nosso compromisso maior, evidentemente, era com o Eduardo. A estratégia estava muito clara. Preparar as bases e fazer com que o Eduardo fosse conhecido em âmbito nacional, o que iria começar a acontecer agora, com os programas de tevê. A Marina somaria com a sua imagem, que já era bem conhecida. Ela acabaria transferindo um pouco da sua confiabilidade. Pelo nosso planejamento, a partir do momento que isso começasse a acontecer, haveria uma transferência automática, principalmente do eleitorado da classe C, que busca uma terceira via na política nacional. É o que começa a ocorrer agora, com a Marina. Está acontecendo quase tudo como nossa equipe, juntamente com o Eduardo, planejou. Mas infelizmente precisou que ele viesse a falecer para que as pessoas o conhecessem.

Então, para vocês, o nome de Eduardo Campos cresceria nestes dois meses, à medida que a sua imagem fosse conhecida?
O que eu sinto hoje é uma comoção nacional, uma espécie de arrependimento. As pessoas lamentam a oportunidade que jamais terão de votar no Eduardo. As declarações que ouço são no sentido de que o eleitor gostaria de ter tido a chance de eleger o Eduardo. Ainda mais depois da exposição da sua família, do seu estilo, do jeito de fazer política sem remeter ao político convencional, com a imagem tão desgastada.

Qual a marca deixada por Eduardo Campos?
A Marina Silva sempre cita três pontos. O primeiro, de mobilizar o País, como um todo. Ao contrário de outros nomes, a exposição da sua imagem trouxe uma discussão de que é preciso renovar, de que a política pode ir além. O segundo legado é uma demonstração da política séria, que vai contra aquela marca que as pessoas têm de que policial não presta. O clima que as pessoas estavam no velório mostra isso, que ainda hoje, é possível que um político seja querido e reconhecido pelo seu povo. Em terceiro, ele se apresentava como a nova política, como alguém que acreditava no que falava e tinha tudo para ser diferente. No dia do enterro, estavam lá o Alckmin, o Fernando Henrique e o Lula. Mas não estavam as pessoas que o Eduardo combatia, as raposas, aquela imagem contestada da velha política.

A superexposição de Marina e o próprio desempenho crescente da sua candidatura reacenderam as divergências entre o PSB e a Rede. É possível conciliar em um mesmo grupo duas correntes tão fortes?
Para mim, toda opinião sincera deve ser respeitada. A Marina não é do PSB e nós sabemos bem disso. Aceitamos a filiação dela a pedido do Eduardo e eu fui um dos que cooptaram por sua vinda, por entender que ela tinha trânsito em muitas áreas e por saber que ela concordava com muitos pensamentos nossos. Mas há também muitos pensamentos dela que não são nossos. Não dá para dizer agora que ela tem que incorporar tudo o que nós pensamos, cobrar que ela mude radicalmente. A Rede, por exemplo, tem uma linha que vai contra a lógica partidária, que é muito rejeitada pela população. Tanto que eles nem usam o termo “partido”. A nossa opção foi por uma posição de lealdade. A Marina foi muito gentil e leal ao aceitar ser vice do Eduardo, mesmo tendo um nome mais conhecido e uma popularidade maior. Ao mesmo tempo, nós sabemos que não tínhamos neste momento um nome tão forte quanto o dela dentro do PSB. O Beto é um grande nome, e por isso o escolhemos como vice. É o que dava para fazer no momento e foi a melhor opção.

Mas a aceitação interna a nome dela não parece ter sido tão tranquila assim…
Veja, nós tínhamos grandes companheiros nossos de PSB que estavam engajados de corpo e alma na campanha do Eduardo, e não na da Marina. Portanto, é natural que alguns reajam dessa forma, por tudo estar ainda muito recente, muito forte. Mas o que precisamos agora é transformar esses pontos de discórdia em convicção. Pois o que parece é que essa candidatura é exatamente o que a população brasileira quer. Eu fico me perguntando o que o Eduardo quis me dizer com esse acidente, justamente em Santos? Sinto que ele queria que eu, pela proximidade que tinha com ele, ajudasse a conduzir o partido para os interesses do povo brasileiro. E eu sei que, mesmo a Marina não sendo do PSB, ela vai ajudar muito o partido e o País. O partido porque, mesmo não sendo uma candidatura nossa, a imagem dela vai ajudar a fazer deputados e fortalecer os desempenhos nos estados. Ao mesmo tempo, tendo uma candidatura à Presidência, mesmo que nesses moldes, nós ficamos mais competitivos no cenário nacional. Hoje, o grande político puxador de votos do Brasil não está vivo, chama-se Eduardo Campos. Por isso, tenho certeza de que o crédito dessa candidatura ficará com o PSB. Por ser uma pessoa correta, tenho certeza de que a Marina acolherá o PSB da mesma forma que nós a acolhemos.

Ao que parece, o senhor, que teve divergências públicas com Marina, é quem se coloca como mediador entre o PSB e a Rede, é isso?
Não sei se eu poderia dizer isso, mas com certeza serei um dos mediadores. Afinal, o partido me indicou para a coordenação financeira da campanha nacional. A equipe financeira é o coração de qualquer campanha. É um gesto do partido para mostrar que quer essa integração. Se não fosse assim, a Marina não deixaria nas nossas mãos um item tão importante da campanha. Pela nova lei, ao fim da campanha as despesas não morrem mais após a eleição. Atualmente, todos os números da campanha ficam com o partido. Isso significa que, ao final de outubro, os débitos e créditos dessa candidatura ficarão com o PSB. Nada mais natural do que ela nos dê esse controle, já que emprestamos o partido politicamente para que ela pudesse participar das eleições. E eu fui o escolhido pelo partido.

Após a primeira pesquisa eleitoral que mostrou Marina em segundo lugar, surgiu uma avalanche de críticas à candidatura. Para o senhor, é um sinal de que os rivais sentiram o golpe?
Todo mundo que ganha destaque fica mais vulnerável às críticas. Enquanto o Eduardo estava na faixa dos 8 a 10 pontos, era bom tê-lo em campo. Quando a Marina cresce, e isso iria acontecer também com o Eduardo, as coisas mudam de figura. Com o episódio do acidente, isso aumenta. Mas a Marina tem um ponto positivo, e olha que ninguém dentro do PSB teve mais debates internos com ela do que eu. É impossível não reconhecer seus méritos, sua história de vida, a forma como ela lida com as questões ambientais, o seu sentimento espiritual muito forte. Sua imagem sempre esteve distante de grandes escândalos. Ela própria diz que não tem muito o perfil de gestora. Fernando Henrique e Lula não eram bem administradores. A gerente era a Dilma, que não foi bem. Então, a forma de governar o país não depende somente desse perfil gestor, mas tem a ver com uma série de coisas. A Marina tem uma convicção ambiental e uma figura respeitada internacionalmente que pode representar ao Brasil um diferencial. Esses aspectos são mais fortes do que as críticas. O que atrai os votos à Marina é que as pessoas não a imaginam envolvida em escândalos. Isso vai contra à visão de que Brasília é formada por políticos tramando contra o Brasil. Tudo isso se reflete na corrida eleitoral.

Como é a relação do senhor com Marina hoje? Ela continua reticente em relação ao apoio ao PSDB em São Paulo?
Ainda é o que mais polemiza em nossa relação. Eu não discordo da tese dela, porque eu admiro pessoas que têm coerência. Ela pensa que se nós acreditamos em uma candidatura de mudança, nós temos que romper com as velhas tendências que existem. Acontece que eu sou muito leal, tenho conceitos muito enraizados e não sei descumprir compromissos assumidos. Nós estamo há quase quatro anos trabalhando ao lado do governador Geraldo Alckmin, um homem extremamente sério e responsável com as coisas públicas. Quando a Marina entrou no partido, em outubro do ano passado, nós tínhamos 2 anos e 10 meses nessa relação. Eu não considerava certo voltar atrás de uma palavra dada, mesmo que houvesse uma novidade interna acontecendo. A Marina, embora não tenha aceitado essa história publicamente, avalizou com a presença dela. Ela não rompeu com o Eduardo por conta disso. Ou seja, ela não achou que esse acordo precisava ser rasgado, embora não concordasse com ele. Isso demonstra que ela continua com a posição dela, e nós com a nossa. O próprio fato de eu estar em sua coordenação financeira, é uma prova de que há uma confiança na nossa relação.

Como o senhor vai conciliar o cargo de presidente do comitê financeiro de Marina com a campanha de vice-governador?
Aqui o meu papel é importante, mas as situações cotidianas e administrativas recaem sobre o Geraldo Alckmin. Então, eu consigo conciliar os dois lados. Estou presente quando necessário, mas sei que o governador faz questão de fazer as coisas pessoalmente. Como a Marina pode ser a presidente, acho muito importante que a relação entre ela e o Governo de São Paulo sejam estreitas, pois um vai precisar do outro. Com o Eduardo seria assim, mas perdemos esse interlocutor. Com isso, o meu papel no Estado tem um outro viés de importância.

Até pela proximidade que o senhor tinha e pelo choque do acidente, o senhor fala no nome de Eduardo Campos com muita frequência. Em menos de duas semanas tão intensas, já deu tempo da ficha cair?
É complicado. Mas acho que a ficha caiu no segundo seguinte à confirmação de que era a aeronave que o Eduardo estava. Isso foi quase duas horas depois. Nesse período, deu tempo de pensar em tudo, mas sempre com aquela esperança de que não fosse verdade. Quando veio a confirmação, o meu mundo caiu. Há dois anos, quando perdemos a eleição em São Vicente, dei uma entrevista a você dizendo que minha mente funciona como um GPS, que altera a rota conforme as circunstâncias. Aquele foi um momento de recalcular a rota. Veja só que interessante: se o Caio (França) tivesse vencido a eleição aquele ano, eu teria me dedicado de corpo e alma para ajudá-lo a fazer um bom governo. Ao fazer isso, eu teria que depender muito do Governo Federal. O meu foco estaria em ajudar o meu filho a governar. Eu poderia ser contrário ao rompimento com a Dilma. Se eu não tivesse rompido com a Dilma, o Eduardo não teria se candidatado. Se ele não tivesse se candidatado, não haveria a candidatura de Marina. E assim vai, as coisas se sucedem. Hoje, possivelmente, eu seria candidato a deputado federal mais uma vez. Por isso, na política, essa história de sorte ou azar, só o tempo irá dizer. O que eu lamento mesmo é a perda do amigo, do ser humano. Esse episódio do Eduardo demonstra que a vida não está no nosso controle. Na política, é uma questão de pensar em alternativas. As derrotas são importantes para nos fazerem melhorar. Eu, melhor do que ninguém, aprendi isso. Agora, a morte de uma pessoa como o Eduardo, deixa esse pensamento. A vida passa e nós precisamos ter muito discernimento e sabedoria com as decisões e escolhas que faremos. Ninguém esperava que o avião fosse cair. Ninguém espera pelo pior. Mas as coisas são assim. A ficha caiu, mas ainda dói muito.

SUJEIRA PARA BAIXO DO TAPETE – MPF/SP pede que investigação de acidente em Santos seja mantida apenas na jurisdição federal 17

 Fonte: MPF/SP

Apuração de crimes em acidentes aéreos é competência de autoridades federais, prevê Constituição

O Ministério Público Federal em Santos (MPF/SP) requisitou à Justiça Federal que a investigação da polícia paulista sobre o acidente aéreo ocorrido no dia 13 de agosto no município seja remetida para a jurisdição federal. A queda do jato Cessna 560XL prefixo PR-AFA causou a morte de sete pessoas, entre elas o ex-governador de Pernambuco e então candidato à presidência da República Eduardo Campos. O fato é objeto de um inquérito instaurado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo que apura a possível ocorrência dos crimes de homicídio e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

A Constituição Federal estabelece que a navegação aérea é um serviço público federal, explorado pela União diretamente ou mediante permissões e concessões. A Carta Magna prevê também que cabe aos juízes federais o julgamento de crimes praticados em detrimento de bens, serviços ou interesses da União ou cometidos a bordo de aeronaves. Portanto, a apuração sobre eventuais delitos que teriam levado à queda do jato em Santos é competência apenas de autoridades federais (Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal).

O procurador da República Thiago Lacerda Nobre, autor do procedimento que solicita a remessa, afirma ainda que, havendo ou não crime, quedas de aeronaves sempre ofendem serviço e interesse da União. “Trata-se de atividade que é integralmente regulada, fiscalizada e controlada por um sistema de órgãos federais, os quais devem adotar providências de prevenção e apuração de acidentes aéreos, inclusive para estabelecer, no exercício da competência regulatória, a revisão de atos normativos e técnicos que disciplinam os vários aspectos dessa atividade complexa”, escreveu.

Documentos sobre avião de Campos podem ter sido destruídos no acidente, diz PSB 6

Por Vitor Sorano - iG São Paulo | 25/08/2014 19:39

‘Se estava no avião não existe mais’, disse tesoureiro do partido. Mais cedo, Marina prometeu respostas sobre compra do jato

O novo tesoureiro da campanha presidencial do PSB, Márcio França, tentou distanciar de Marina Silva a polêmica sobre o uso do avião que caiu em Santos matando o então cabeça da chapa, o ex-governador Eduardo Campos. “Responder ela tem que responder, (mas) no limite da responsabilidade dela.”

Entenda: Marina promete respostas sobre compra do jato que matou Campos

França disse acreditar que Marina não tenha conhecimento sobre como foi feita a negociação que colocou o avião, de propriedade da AF Andrade Empreendimentos, à disposição de campanha de Campos.

Vitor Solano/iG São Paulo

Tesoureiro Márcio França durante entrevista nesta segunda-feira, em São Paulo

 

Não está claro, até agora, se o avião foi emprestado ou alugado para a campanha, e os dados não foram foram apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). França sugeriu que os documentos do contrato poderiam, inclusive, estar no avião, o que dificultaria ainda mais o esclarecimento do caso.

“Documento de avião você carrega no avião. Se estava no avião, já não existem mais”, disse França, pouco antes do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, promovido pela TV SBT, jornal Folha de São Paulo, portal UOL e rádio Jovem Pan. O tesoureiro também alegou desconhecer a forma do contrato, e que dados relativos do avião não entrarão nas contas da candidatura de Marina, que possui uma conta bancária nova, separada da de Campos.

França também sugeriu que esses recursos podem não entrar na conta do comitê financeiro da campanha presidencial do PSB – o partido pode abrir uma nova conta de campanha, segundo o TSE. “Eu não tenho certeza, mas aquele contrato pode estar vinculado ao comitê financeiro do Eduardo ou ao comitê financeiro da campanha Eduardo.”

Depois de tentar fugir da questão por três vezes, a candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, quebrou o silêncio e prometeu para “hoje (segunda) ou amanhã (terça)” respostas sobre o suposto uso de caixa 2 para comprar o jato.

Marina foi questionada a esse respeito depois de quase uma hora andando pelo corredor principal da Bienal do Livro, que acontece na zona norte de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (25). Como havia ocorrido no último domingo (24) e na sexta-feira (22), o candidato a vice, Beto Albuquerque, deputado federal pelo Rio Grande do Sul, tentou dar respostas no lugar da candidata, que, pressionada, decidiu falar.

Com a insistência da imprensa para que Marina se manifestasse, ela disse que está preocupada não apenas quanto à “questão legal”, mas quer respostas sobre as causas do acidente. “O partido está juntando informações e, entre hoje e amanhã, estará dando as explicações para a sociedade.”

Pesquisa mostrará números “avassaladores”

França afirmou que números a que a campanha de Marina teve acesso mostrarão uma melhora “avassaladora” da posição da candidata nas pesquisas de intenção de voto. O Datafolha apontou que, nos dias seguintes à morte de Campos, a candidata tinha 21% das intenções de voto, ante 20% de Aécio Neves (PSDB) e 36% de Dilma Rousseff (PT). “Para quem na última eleição era uma zebra, eu acho que hoje Marina é favorita”, afirmou França.

Aposentadoria integral para futuros delegados 39

Mudando de assunto e voltado ao mesmo, será que o delegados de pelúcia da polícia servil vão seguir o exemplo, ou os neo carreiras jurídicas vão se deixar intimidar por pareceres da PGE.

Aposentadoria integral para futuros delegados

Do portal da ADPF
A 20ª Vara da Justiça Federal no DF concedeu antecipação de tutela na ação judicial proposta pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), através do escritório de advocacia Torreão Brás, para garantir o direito à aposentadoria paritária e integral, com base na Lei nº 4.878/65 e na LC nº 51/85, para os futuros Delegados Federais aprovados no concurso de 2013.
De acordo com a decisão, os associados da ADPF não se submetem às regras de aposentadoria previstas na Constituição Federal para os demais servidores, por expressa exceção constitucional, tampouco podem ser enquadrados no regime de previdência complementar fixado pela Lei nº 12.618/12 e pela Portaria nº 44/2013, ainda que tenham ingressado no serviço público depois da vigência destes atos normativos.
Assim, os novos filiados da ADPF a partir da data de 04/02/2013 não estão inseridos no Funpresp, de forma que a contribuição previdenciária devida por elas voltou a ser incidida sobre a remuneração total recebida.
A Justiça Federal reconheceu o ponto de vista da ADPF, ao entender que, por exercerem atividades de risco, os Delegados Federais têm sim direito à aposentadoria especial. “O perigo da demora também resta comprovado, na medida em que os filiados da autora já estão submetidos ao regime de previdência complementar, mais gravoso, que lhes impõe a inativação com proventos de aposentadoria limitados ao teto do regime geral de previdência e a contribuição sobre valor bastante inferior ao estabelecido no regime anterior”, decidiu o juiz.
Funpresp
O novo regime previdenciário, que entrou em vigor em 04 de fevereiro de 2013, acabou com a aposentadoria integral para os funcionários públicos. Pelo texto, aqueles que ganharem acima do teto da Previdência (R$ 4.159) estarão submetidos ao regime da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp). Isso quer dizer que para os novos servidores, a integralidade dos salários só será possível para quem contribuir com o fundo. A ação movida e vencida pela ADPF provou que o novo regime previdenciário equivocou-se ao enquadrar os Delegados de Polícia Federal empossados após a publicação da Portaria nº 44/2013. As informações são do portal da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF).

Aécio Neves vai reduzir em 30% a taxa de homicídios no Nordeste 48

Aécio Neves vai reduzir em 30% a taxa de homicídios no Nordeste

Essa meta é uma das questões centrais do Plano Nordeste Forte para a segurança pública, que também prevê a ampliação dos recursos federais, acima da média per capita nacional, para a área nos estados nordestinos

O programa Nordeste Forte, lançado neste sábado (23/08), em Salvador (BA), pelo candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil busca encontrar soluções de desenvolvimento econômico sustentável, reduzir as desigualdades e promover uma integração regional destes Estados para o crescimento do Brasil. A segurança pública é uma das questões centrais do Plano Nordeste Forte. O conjunto de ações prevê a redução em 30% das taxas de homicídio na região nos próximos quatro anos.

Para isso, será implementada uma Política Regional de Segurança Pública no Nordeste, resultante da Política Nacional que integrará os sistemas e operações estaduais e federais. O objetivo é propiciar ações conjuntas e unificar todos os estados nordestinos.

O plano também prevê a ampliação dos recursos federais para segurança pública no Nordeste acima da média per capita nacional. “A partir do primeiro ano do meu governo não haverá contingenciamento dos recursos de segurança pública, e o foco será no Nordeste”, afirmou Aécio Neves. O sistema prisional também foi contemplado no plano e receberá forte aporte de recursos da União para que, em quatro anos, o déficit seja zerado.

Será criado ainda um Centro Regional de Inteligência, que abrigará um banco de dados, para integrar registros mais relevantes nos âmbitos estadual e federal. O Nordeste também ganhará uma base permanente da Força Nacional de Segurança Pública, que vai atuar em conjunto com as polícias civil e militar no combate ao crime, especialmente o tráfico de drogas nas regiões de fronteira.

O Nordeste Forte é uma carta de compromissos para a região com 45 ações estratégicas divididas em sete eixos básicos: Infraestrutura e Competitividade; Semiárido; Combate à Pobreza; Qualidade de Vida; Segurança Pública; Educação, Ciência e Tecnologia; e Juventude.

Você gostaria também de receber releases sobre a campanha de Aécio Neves em alguma dessas áreas: Meio Ambiente, Empreendedorismo, Periferia, Segurança, Terceira Idade, Saúde, Mobilidade, Educação, Economia, Ativismo e Agronegócios?

Avise-nos se quais são suas principais áreas de interesse, ficaremos felizes em lhe manter informado.

aecioplanonordeste

 

Dilma e o seu ( nosso ) avião de campanha 11

COLUNA ESPLANADA – OPINIÃO E NOTÍCIA

timthumbDilma e o seu avião

A FAB é precavida: só pilotam o avião presidencial os mais experientes comandantes, chamados ‘Caçadores’, e o AeroDilma é vistoriado todos os dias

por Leandro Mazzini

24 de agosto, 2014

Passados o choque, comoção e incredulidade com o acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos e equipe, a presidente Dilma Rousseff ganhou mais atenção dos assessores próximos com a notória mania de questionar seus pilotos sobre condições de tempo e de aeronave desde que assumiu o cargo. Reservada e meticulosa, a FAB é precavida: só pilotam o avião presidencial os mais experientes comandantes, chamados ‘Caçadores’; o AeroDilma é vistoriado todos os dias; e as peças da aeronave são trocadas bem antes do prazo estabelecido em manual.

Precaução excessiva

Dilma tem pavor de turbulência. Houve casos de mudar rota do avião em voo por causa de nuvens, conferir carta aérea com pilotos, e traçar plano de voo com comandantes.

Saibam o que a chapa Marina Silva respondeu às vítimas do avião utilizado pela legenda: “não é problema do PSB” 26

No Recife, vice de Marina diz que dono do avião que matou Eduardo não é problema do PSB

PUBLICADO EM 23/08/2014 ÀS 13:31 POR EM ELEIÇÕES, NOTÍCIAS

Foto: BlogImagem

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Por Paulo Veras, repórter do Blog.

“Isso não é problema nosso”, afirmou o deputado federal Beto Albuquerque (PSB), vice na chapa presidencial da ex-senadora Marina Silva, ao ser questionado pelo Blog de Jamildo, no início da tarde deste sábado (23), sobre quem seria o dono da aeronave que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) usava para se deslocar durante a campanha pela Presidência da República e que caiu no último dia 13 matando Eduardo e outras seis pessoas.

A pergunta era direcionada a Marina, que fez sua primeira caminhada como candidata ao Planalto no bairro de Casa Amarela, no Recife, na manhã deste sábado. Mas Beto tomou a fala como vem fazendo todas as vezes em que a acriana é questionada sobre o assunto.

AÉCIO NEVES – Plano para combater a pobreza no Nordeste 56

Plano para combater a pobreza no Nordeste
24 Ago 2014

Aécio lança programa com foco na infraestrutura, educação, segurança e assistência na região
Leonardo Augusto – Correio Braziliense

Durante lançamento de programa para o Nordeste, o candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, afirmou ontem, em Salvador, que “ninguém tem um time mais qualificado para transformar o Brasil” do que ele. Tratado como vitrine de Aécio Neves na região, que tem 38 milhões de moradores aptos a votar e é o segundo colégio eleitoral regional do país, atrás apenas do Sudeste, o Programa Nordeste Forte tem foco na infraestrutura, investimento em educação, segurança e novas políticas de assistência social. O plano promete acelerar grandes obras, como a Transnordestina e a Ferrovia Oeste-Leste e asfaltar 100% dos acessos às cidades da região. Também pretende dobrar os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em quatro anos, promovendo a equidade com as demais regiões do país, e reduzir os índices de violência em 30%, além de combater a pobreza, especialmente no semiárido. Entre as ações nesse sentido, o tucano promete garantir uma renda mínima per capita de US$ 1,25 por dia para as famílias nordestinas, de acordo com as Metas do Milênio.

Dividido em sete eixos (veja quadro) e 45 ações, o programa prevê medidas para 100 microrregiões nordestinas — com até 20 cidades cada uma —, propondo projetos específicos. O texto do Nordeste Forte garante ainda a manutenção de benefícios já existentes, com a perspectiva de dar um passo adiante. Entre eles está o Bolsa Família, que o candidato promete “evoluir”, transformando-o em uma “política de Estado”. Com a proposta, o tucano enfatiza a continuidade de programas de transferência de renda. Uma das preocupações da campanha tem sido neutralizar o que o PSDB chama de “tática do medo”, que consiste nos rumores de que uma vitória da legenda levaria ao fim desses instrumentos.

O projeto de Aécio promete também levar o programa Saúde da Família para toda a população nordestina. O candidato tucano disse também que em seu governo terminará a transposição e a revitalização do Rio São Francisco. O Nordeste Forte ainda prevê implantar um programa de desenvolvimento decenal, articulado com todos os estados da região e com orçamentos aprovados pelo Congresso para recuperar a foz do Rio São Francisco e viabilizar projetos como o Baixio de Irecê, na Bahia, e a ligação entre as bacias do Parnaíba e do São Francisco. Aécio anunciou ainda que pretende implantar no Nordeste o programa “Poupança Jovem Brasil”, que deposita R$ 1 mil a cada ano no ensino médio por estudante.

Lideranças

A Bahia, quarto maior colégio eleitoral brasileiro, onde o programa foi lançado, foi um reduto da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas eleições. Para dar peso ao evento de ontem, Aécio convocou os principais líderes políticos tucanos nordestinos. Estiveram em Salvador Teotônio Vilela, governador de Alagoas; Cássio Cunha Lima, candidato ao Senado pela Paraíba; e Sílvio Mendes, candidato a vice-governador do Piauí. Depois do lançamento do programa, Aécio participou de um almoço com todos os coordenadores políticos de sua campanha no Nordeste.

Fazendo um contraponto a Marina Silva (PSB), que foi criticada por aliados do tucano como uma candidata “sem densidade e preparo”, Aécio se colocou como a opção segura de mudança no comando do Palácio do Planalto. “Ninguém tem o time qualificado que nós temos. Temos um conjunto de projetos que são os melhores. É possível transformar o sonho em realidade”, disse, numa referência à pouca experiência administrativa da concorrente.

Ao ser questionado sobre a candidata pessebista, ele disse que tem “um respeito enorme por Marina”, mas afirmou estar convencido de que suas propostas “são melhores”. “Estaremos no segundo turno”, afirmou.

PF vai investigar se avião foi comprado com uso de caixa dois 9

MARIANA BARBOSA
MARIO CESAR CARVALHO
DE DE SÃO PAULO

24/08/2014 02h00

Depois de se deparar com uma empresa de fachada e empresários sem condições econômica para comprar um avião de R$ 18,5 milhões, a Polícia Federal vai apurar se a aeronave que caiu com o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) foi comprada com dinheiro de caixa dois de companhias ou do próprio partido.

O avião pertence ao grupo A. F. Andrade, dono de usinas de açúcar que está em recuperação judicial, com dívidas de R$ 341 milhões.

No dia 15 de maio deste ano, um empresário de Pernambuco e amigo de Campos, João Carlos Lyra de Melo Filho, assinou um compromisso de compra da aeronave e posteriormente indicou as empresas BR Par e a Bandeirantes Pneus para a assumir dívidas de US$ 7 milhões (R$ 16 milhões) junto à Cesnna.

Edson Silva – 29.mai.2014/Folhapress
Eduardo Campos desembarca em Franca em maio após viajar no avião Cessna que caiu no último dia 13
Eduardo Campos desembarca em Franca em maio após viajar no avião Cessna que caiu no último dia 13

A BR Par não existe no endereço que aparece no seu registro na Junta Comercial, na avenida Faria Lima, em São Paulo. Já a Bandeirantes foi recusada pela Cessna por falta de capacidade econômica.

MAIS SUSPEITAS

Além do limbo jurídico sobre quem é o dono do avião, há também suspeitas de crime eleitoral. Para justificar o uso do jatinho perante o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a campanha do PSB precisaria apresentar em sua prestação de contas documentos que não existem.

Para poder transportar o candidato até que a documentação fosse transferida para aliados de Campos, o avião precisaria ter sido doado para a campanha do PSB.

A lei eleitoral permite a doação dos chamados bens permanentes –avião ou carro. “Mas a doação precisa constar de um contrato, com a emissão de recibo eleitoral pela campanha”, diz Katia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral. “Esse contrato precisa ser feito antes da doação.”

Segundo Ricardo Tepedino, advogado do grupo AF Andrade, não houve doação.

Pela lei, a campanha precisará explicar como bancou todas as despesas com voos, estimadas em R$ 1,2 milhão.

Na primeira parcial de prestação de contas, não há nenhuma despesa relacionada ao avião. A campanha, porém, poderá prestar contas até 25 de novembro, se houver segundo turno.

O custo da operação do jato foi calculado pela reportagem com base em uma análise dos planos de voo, aos quais a Folha teve acesso.

Em quase três meses, o Citation pousou em 34 aeroportos distintos, contabilizando 118 horas de voo.

Foram analisados os voos realizados desde o dia 15 de maio, quando o avião passou a ser usado exclusivamente pela campanha, até 13 de agosto, dia do acidente.

Se tivesse contratado empresa de táxi aéreo, a campanha teria gasto R$ 1,7 milhão. O custo é maior por incluir a margem de lucro.

A hora de voo do Citation XL custa em média R$ 14.500. Para um operador privado, o custo operacional é de cerca de R$ 10.000.

Para não configurar crime eleitoral, todas as despesas de combustível, salário de piloto e manutenção precisam ser pagas com notas emitidas em nome da campanha.

Reportagem do jornal “O Globo” revelou que no aeroporto Santos Dumont as despesas de apoio em solo foram pagas pela Lopes e Galvão, empresa com sede em uma escola infantil de Campinas.

“Se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico”, diz Kufa. Para ela, Marina pode ter a candidatura cassada e se tornar inelegível se as contas forem rejeitadas.

OUTRO LADO

Em entrevista coletiva após evento de campanha no Recife (PE), Marina Silva e seu vice, Beto Albuquerque, foram questionados sobre a propriedade do jatinho. Albuquerque disse que as informações necessárias estão sendo apuradas e que ele também quer “justiça”. “Queremos saber, e ainda não foi explicado, como esse avião caiu e matou o nosso líder”, afirmou o deputado. Marina não comentou.

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PERGUNTAS E RESPOSTAS

  • Quem é o dono do avião? O avião está registrado na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em nome do grupo A. F. Andrade, que tem sede na cidade de Ribeirão Preto (SP)
  • A aeronave foi vendida? Em 15 de maio, um empresário de Recife, João Carlos Lyra de Melo Filho, assinou um compromisso de compra da aeronave, mas as empresas que ele indicou para assumir uma dívida de US$ 7 milhões junto à Cessna não foram aprovadas. O grupo A. F. Andrade afirma que recebeu cerca de R$ 2,5 milhões e que conseguiu transferir a dívida que tinha junto à Cessna
  • Quem pagou? O grupo A. F. Andrade não revela de quem recebeu os R$ 2,5 milhões
  • O pagamento foi feito em dinheiro? Segundo o grupo A.F. Andrade, foi feita transferência bancária
  • O PSB podia usar o avião? O partido pode receber como doação o uso do avião desde que arque com as despesas, de acordo com a lei eleitoral. O candidato a vice de Marina Silva, Beto Albuquerque, diz estar certo de que houve uma doação para a campanha
  • Alguém doou o avião à campanha? O grupo A. F. Andrade diz que não doou nada para a campanha de Campos. Na prestação de contas da campanha também não consta nenhuma doação de aeronave
  • Quanto custa o jatinho? Cerca de R$ 18,5 milhões
Davilym Dourado/valor
O advogado Ricardo Tepedino, que nega ter havido doação
O advogado Ricardo Tepedino, que nega ter havido doação

 

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.

Filhos assistiram diretor do CDP ser metralhado em Praia Grande 21

Crime ocorreu na quinta

A TRIBUNA DE SANTOS

Bruno Lima
N/A

Vítima foi executada com mais de 60 tiros

O fuzilamento do diretor de disciplina do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande, Charles Demitre Teixeira, de 30 anos, no Jardim Real, foi assistido pelos filhos da vítima.

Ao chegar na Rua Norberto Florêncio dos Anjos, onde morava, o diretor de disciplina deu seta para entrar na garagem de casa, que já estava com o portão aberto, pois a sua mulher conhecia seus horários, mas teve o carro fechado por um veículo prata.

Sem tempo para tirar o cinto de segurança, Charles viu a aproximação de dois marginais armados com um fuzil e uma pistola .40, Foram 46 tiros de fuzil e 15 de pistola. Tudo na frente de dois dos quatro filhos da vítima e outras crianças que brincavam na tranquila rua do bairro.

Devido ao cargo que ocupava e às ameaças que recebia, Charles tinha a seu dispor escolta policial e a utilizava com frequência. Porém, poucas horas antes de sair do CDP avisou que não precisaria do acompanhamento. “Vamos apurar isso também junto a secretaria do CDP”.

Terceiro atentado

Este foi o terceiro atentado contra agentes penitenciários da mesma unidade em menos de uma semana. O diretor foi executado na noite de quinta-feira, na porta de casa, com mais de 60 tiros e na frente de dois filhos, um menino de 11 e uma menina de 9 anos.

Antes, na madrugada do dia 15, um agente penitenciário de 45 anos, lotado no CDP de Praia Grande, mas morador em Mongaguá, foi baleado pelo companheiro de profissão Paulo Alexandre Ribeiro Rosa, de 44 anos, por motivos ainda não esclarecidos.

Na manhã do mesmo dia, enquanto a vítima permanecia internada em estado grave, Paulo Alexandre foi encontrado morto, próximo ao CDP, com as mãos amarradas e o rosto coberto por um pano. Ele foi assassinado a pedradas.

Tal onda de violência provocou uma sensação de insegurança nos demais agentes penitenciários da unidade, que não sabem se há relação entre os fatos ou se os crimes estariam sendo orquestrados por alguma facção criminosa.

O receio é tanto que na sexta-feira, após o assassinato de Charles, os agentes penitenciários que haviam encerrado o expediente às 7 horas só deixaram o CDP após três horas.

Segundo o delegado titular da Delegacia Sede do Município, Aloízio Pires de Araújo, todas as suspeitas serão devidamente investigadas. Inclusive a suposta participação de facção criminosa. Contudo, ele ainda não enxerga relação entre os crimes.

“Não acredito em ligação. Principalmente pela forma com que o Paulo Alexandre foi assassinado (a pedradas). Isso vai na contramão dos bandidos de facções. Já em relação ao Charles, ele vinha recebendo ameaças, mas isso é normal na função que exercia”, disse.

“Vamos ver quais foram os presos que ingressaram e saíram do CDP recentemente e se houve problemas internos em relação a disciplina que possa ter gerado o desejo de vingança. As informações são de que ele era um funcionário rigoroso nas suas funções e esse comportamento pode ter lhe trazido alguns inimigos”, acrescentou Aloízio.

Caio França e a defesa das vítimas do Cessna PR-AFA 45

Caio-FrancaDigna de louvor a atuação e participação do candidato a deputado estadual Caio França ( 40640 )  – filho de Márcio França , deputado federal , presidente estadual do PSB e vice de Alckmin – que se mobilizou em favor dos empresários e moradores de imóveis das ruas Vahia de Abreu e Alexandre Herculano , em Santos.

Vítimas patrimoniais e morais da queda do avião que ceifou inexoravelmente  Eduardo Campos e seu estafe de campanha; os dois pilotos da aeronave , inclusive.

Respeitada a verdadeira comoção nacional pela morte do líder político; neste momento a prioridade é curar as dores dos prejudicados:  humildes moradores , pequenos empresários e educadores.

Pelo menos quatro microempresas diretamente voltadas às crianças foram gravemente afetadas.

Uma academia dedicada a infantes e idosos foi totalmente destruída.

Alguns imóveis deverão ser demolidos; várias famílias continuam desabrigadas desde o dia da tragédia.

Caio França, ontem ( 21/08/2014 ) , presente  à missa campal promovida pela Diocese de Santos em homenagem às vítimas do acidente aéreo no Boqueirão , na qualidade de representante do PSB , comprometeu-se pela defesa política dos cidadãos santistas.

Pontos para ele!

Até ontem ninguém do PSB – ou de qualquer outro partido – tinha se manifestado sobre a questão.

Aliás, uma infelicidade também para o diretório estadual do PSB; que nada tem com os eventuais problemas relacionados ao avião que era empregado pela direção nacional.

Caio França , tem as qualidades do genitor e mais algumas.

Além da aguda visão política do pai,  é dotado da pureza e comprometimento social da mãe ( educadora de profissão ) .

Muito inteligente e dedicado, acima de tudo é genuinamente humilde; o que lhe garante respeito e  livre transito em todas as camadas…

Do futebol na praia do Itararé à Assembleia Legislativa deste estado…

Sem demora, dos Bandeirantes ao Planalto!

Dr. Caio, a região conta com o seu trabalho.

São Vicente, transitoriamente , amarga a perda daquele que seria o seu mais jovem – e melhor – prefeito…

( Que amargor ! )

Quem sabe, da derrota calunga , o estado, a região , o Brasil  tenha ganhado o seu maior guerreiro.

Santistas lesados pela queda do avião de Campos não podem ser ainda mais prejudicados pela omissão de Marina Silva e eventuais falcatruas envolvendo a doação do Cessna ao PSB 8

Desavergonhadamente, a morte de Campos foi capitalizada eleitoralmente.

Especialmente pela carpideira mor: Marina Silva.

Ungida viúva e herdeira universal do patrimônio político do “de cujus”.

Com efeito, como em toda sucessão, disputam-se apenas as vantagens.

As dívidas ninguém quer!

Mas não há bônus sem ônus…

Quem quer a recompensa há de arcar com os encargos.

Marina e o PSB não podem deixar as vítimas do desastre a ver aviões.

Urge o pagamento das devidas indenizações!

Os cidadãos de Santos atingidos pelo infausto acidente não podem ser ainda mais prejudicados pelas eventuais falcatruas envolvendo a negociação da aeronave.

A verdade está mais do que na cara, o avião era doação de campanha – dissimulada e por interpostas pessoas – ao PSB.

Portanto, o partido deve arcar com as consequências civis do evento; sob pena de nas eleições colher as consequências políticas do calote.

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LAVAGEM DE DINHEIRO – Guerreiro do povo brasileiro fazia campanha voando num cabrito… Em Santos , cinquenta famílias ficarão a ver aviões ! 4

PF e Polícia Civil apuram suspeita de fraude em venda de avião de Campos

MARIO CESAR CARVALHO
MARIANA BARBOSA
RICARDO GALLO
DE SÃO PAULO

21/08/2014 13h17 – Atualizado às 22h15

A Polícia Federal e a Polícia Civil apuram a suspeita de possível fraude na venda do avião Cessna que caiu em Santos (SP) no último dia 13 com o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB).

O avião pertencia ao grupo A. F. Andrade, dono de usinas de açúcar, que está em recuperação judicial, e só poderia ser vendido com autorização da Justiça, o que não ocorreu, segundo os policiais.

O grupo, de Ribeirão Preto (SP), deve R$ 341 milhões.

  Edson Silva – 29.mai.2014/Folhapress  
Eduardo Campos desembarca em Franca em maio após viajar no avião Cessna que caiu no último dia 13
Eduardo Campos desembarca em Franca em maio após viajar no avião Cessna que caiu no último dia 13

O avião foi vendido a João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e seria registrado em nome da BR Par Participações e Bandeirantes Pneus, segundo documento do grupo A. F. Andrade enviado à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e obtido pela Folha.

Mello Filho é usineiro e já recebeu multas do governo por não comunicar suspeitas de lavagem de dinheiro quando tinha uma financeira. O dono da Bandeirantes Pneus, Apolo Santana Vieira, é réu em ação penal por importação fraudulenta de pneus.

O comprador assumiu uma dívida de US$ 7 milhões (R$ 15,9 milhões) junto à Cessna, dona da aeronave. Uma das suspeitas é de que as empresas não teriam capacidade para pagar esse valor. Até o dia do acidente, quase três meses após a compra, a Cessna não havia aprovado o cadastro da Bandeirantes.

A compra foi intermediada por Aldo Guedes, presidente da empresa de gás do governo pernambucano e sócio do ex-governador Eduardo Campos em uma fazenda. Foi Guedes quem contratou os pilotos que morreram.

A DÚVIDA

Os policiais querem saber por que o comprador não passou a aeronave para o seu nome, como manda a lei. Nos registros da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Cessna continua em nome do grupo A. F. Andrade.

Uma das hipóteses dos policiais é que isso foi feito para burlar credores. Segundo essa hipótese, o grupo não fez a transferência para não repassar aos credores o que recebeu. A lei de recuperação judicial determina que todo valor arrecadado seja usado para pagar as dívidas.

A queda do avião sem a transferência para os atuais donos pode trazer problemas com o seguro. A apólice da Bradesco Seguros está em nome do grupo A. F. Andrade. O fato de o antigo dono ter omitido a venda do avião pode ser uma razão para o não pagamento do seguro.

Celso Vilardi, advogado do grupo A. F. Andrade, diz que não há fraude. Segundo ele, o grupo recebeu do comprador oito parcelas do “leasing” feito na Cessna, cujo valor ele não revela (“leasing” é um financiamento em que o cliente paga parcelas mensais e ao final fica com o avião). A quantia foi repassada à Cessna para saldar dívidas, de acordo com Vilardi.

O valor foi pago em 8 de maio. O grupo comprou o avião por US$ 8,5 milhões, a serem pagos em até dez anos.

OUTRO LADO

Advogados do grupo A. F. Andrade refutam com veemência a suspeita de fraude. Segundo o criminalista Celso Vilardi, o avião representava despesas, e não uma receita.

“A venda do avião é uma dívida a menos. O grupo não ficou com um tostão do avião, repassou tudo para a Cessna porque havia dívidas”, diz.

Ricardo Tepedino, que defende o grupo na esfera cível, afirma que não há fraude porque a venda foi feita antes do pedido de recuperação.

O avião não estava em nome do novo dono, segundo o documento enviado à Anac, porque a Cessna analisava a capacidade financeira das empresas BR Par Participações e Bandeirantes Pneus.

A Bandeirantes disse em nota que tinha interesse no avião, mas a Cessna não aprovou o cadastro da empresa até o dia do acidente.

A Folha não conseguiu localizar a BR Par Participações. A reportagem também não encontrou Aldo Guedes e João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho.

ACIDENTE

O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Henrique Accioly Campos, 49, morreu no dia 13 de agosto em acidente aéreo em Santos, litoral paulista, onde cumpriria agenda de campanha. O jato Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, partira do Rio e caiu em área residencial. A Aeronáutica investiga a queda.

Dois pilotos e quatro assessores também morreram, e sete pessoas em solo ficaram feridas. Os restos mortais removidos do local do acidente foram para a unidade do IML (Instituto Médico Legal) em São Paulo. Na noite de sábado (16), o corpo de Campos chegou ao Recife. Os filhos dele carregaram o caixão usando camisetas com a frase “Não vamos desistir do Brasil”, dita pelo candidato na TV.

Cerca de 130 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, acompanharam no domingo (17) o cortejo com o corpo de Eduardo Campos no Recife, após o velório no Palácio do Campos das Princesas. O ex-governador foi enterrado sob gritos de “Eduardo, guerreiro do povo brasileiro”, aplausos e fogos de artifício. No velório, Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Lula receberam vaias da multidão, depois abafadas por aplausos. O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) também participou da cerimônia.

Marina Silva ficou ao lado de Renata Campos, viúva do candidato, durante o velório e o enterro. No cemitério, a ex-senadora foi seguida por pessoas que gritavam seu nome e tentavam tocá-la. Os corpos das outras vítimas do acidente foram enterrados em Recife, Aracaju, Maringá (PR) e Governador Valadares (MG).

Governador de Pernambuco por dois mandatos, ministro na gestão Lula, presidente do PSB e ex-deputado federal, Campos estava em terceiro lugar na corrida ao Planalto, com 8% no Datafolha. Conciliador, era considerado um expoente da nova geração da política.

Campos morreu num 13 de agosto, mesmo dia da morte do avô, o também ex-governador Miguel Arraes (1916-2005). Campos deixa mulher, Renata Campos, e cinco filhos, o mais novo nascido em janeiro. “Não estava no script”, disse Renata.

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Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Cabrito – coisa fraudulenta, contrafeita , adulterada , objeto de crime , etc. 

HERDEIRA DOS BÔNUS – Marina Silva não comparece à missa campal pela vida das pessoas que moram ao redor do local da queda do avião de Eduardo Campos…Até agora ninguém se habilitou herdeiro das dívidas com indenizações 13

 
Cerimônia
 

Missa em homenagem às vítimas de acidente áereo reúne 3 mil pessoas

N/A

Dom Jacyr celebrou missa em palanque

Cerca de 3 mil pessoas compareceram à missa campal promovida pela Diocese de Santos em homenagem às vítimas do acidente aéreo no Boqueirão, no último dia 13.

A cerimônia foi realizada na Rua Vahia de Abreu, próximo ao local onde caiu a aeronave transportando o presidenciável  Eduardo Campos (PSB), quatro assessores e dois tripulantes.

A missa foi presidida pelo bispo diocesano, dom Jacyr Francisco Braido e contou com a participação do prefeito Paulo Alexandre Barbosa, do candidato a deputado estadual Caio França (PSB) e de vereadores. Entre a multidão, pessoas segurando terços, cantando, e muito emocionadas.

N/A

Multidão acompanha missa atrás de alambrado montado na Rua Vahia de Abreu

Em entrevista concedida a jornalistas, dom Jacyr pediu mais prudência aos condutores de todos os tipos de veículo. ”Agradeço a Deus por todas as pessoas que estão vivas”, afirmou.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que permaneceu ao lado do bispo, no palanque, leu a oração dos fiéis e citou os nomes de todas as vítimas do acidente.

”Hoje, nós viemos agradecer a Deus pela vida das pessoas que moram aqui ao redor do local do acidente, mas, principalmente, rezar pelos que se foram nessa tragédia, que deixou a todos nós muito tristes”.

Interdição

A Rua Vahia de Abreu permanecerá bloqueada até as 18 horas desta sexta-feira para desmontagem do palco onde a missa foi celebrada.

N/A

Prefeito de Santos acompanhou cerimônia e leu a oração dos fiéis

O acidente

A tragédia que matou as sete pessoas ocorreu às 9h50 do último dia 13, quando a aeronave, vinda do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino à Base Aérea, em Guarujá, precisou arremeter após o piloto não conseguir enxergar a pista de pouso.

Na arremetida, o avião acabou caindo em uma área de residências, no Boqueirão. No momento da queda, uma forte explosão foi sentida. Treze imóveis foram atingidos, sendo que 10 precisaram ser interditados. Desses, dois permanecem fechados e precisarão de reformas.

No sábado, dia 15 de agosto, os restos mortais de todas as vítimas foram liberados do Instituto Médico Legal de São Paulo. No domingo, as vítimas foram sepultadas em suas respectivas cidades.

No acidente, morreram, além de Eduardo Campos, o fotógrafo Alexandre Severo Gomes e Silva, o assessor Carlos Augusto Ramos Leal Filho, o piloto Marcos Martins, o copiloto, Geraldo Magela Barbosa da Cunha, o cinegrafista Marcelo de Oliveira Lyra e o assessor de campanha e ex-deputado federal Pedro Almeida Valadares Neto.

Veja abaixo um trecho da missa campal celebrada no Boqueirão:

 

 

 

Transcrito de A TRIBUNA DE SANTOS ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Tribunal do Júri absolve PMs que foram filmados matando servente de pedreiro 58

Quatro PMs da Força Tática do 37º Batalhão (zona sul) deram cinco tiros (dois no tórax, dois no braço direito e o outro no braço esquerdo) no servente Paulo Batista do Nascimento, 25 anos.

Ele é o homem que apareceu no vídeo acima , exibido  pela TV Globo, sendo retirado de uma casa no Campo Limpo (zona sul).

Na imagem, ele é agredido e conduzido até um carro da corporação.

No vídeo, filmado por um cinegrafista amador, aparecem cinco PMs. Ouve-se um tiro, o que sugere que Nascimento foi executado. Para a Corregedoria da PM , ao menos sete PMs participaram direta ou indiretamente da ação. Quatro deles (um tenente e três praças) foram presos e denunciados; três destes aparecem no vídeo.

Agora, depois de dois dias, terminou na noite desta quinta-feira (21) o julgamento dos quatro policiais militares acusados pela morte de Paulo Barbosa do Nascimento.

Os PMs Marcelo de Oliveira Silva, Jailson Pimentel de Almeida,  tenente Halston Kay Tin Chen e Francisco Anderson Henrique foram absolvidos pelos jurados.

A sentença foi lida pouco antes das 20h30 pelo juiz Roberto Zanichelli Cintra, do 1º Tribunal do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda.

O Ministério Público informou que recorrerá contra a absolvição. 

PT instrumentaliza a Polícia Federal contra José Serra, candidato ao Senado preferido pelo eleitorado de São Paulo 59

Polícia Federal intima Serra a depor sobre cartel de trens em São Paulo

FLÁVIO FERREIRA
MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO

21/08/2014 02h00

A Polícia Federal intimou o ex-governador paulista e candidato ao Senado José Serra (PSDB) para depor sobre os contatos que manteve com empresas do cartel de trens que atuou no Estado entre 1998 e 2008, de acordo com documento obtido pela Folha.

A polícia quer saber se o tucano, quando era governador, atuou a favor das multinacionais CAF e Alstom numa disputa com outra empresa do cartel, a Siemens, como sugerem e-mails e o depoimento de um executivo à PF.

Além de Serra, outras 44 pessoas serão ouvidas pela polícia, que investiga suspeitas de fraude em licitações em sucessivos governos do PSDB. O depoimento de Serra foi marcado para 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições deste ano.

Também foram convocados o ex-secretário dos Transportes Metropolitanos José Luiz Portella, o atual presidente da estatal CPTM Mário Bandeira e o ex-presidente do Metrô Sérgio Avelleda.

No inquérito conduzido pelo delegado Milton Fornazari Júnior, três das sete concorrências sob investigação foram realizadas durante o governo José Serra (2007-2010).

E-mail de 2008 e depoimento do executivo da multinacional alemã Siemens Nelson Branco Marchetti sugerem que houve pressão de Serra e de Portella para que a empresa desistisse de um recurso judicial que impediria a conclusão de uma licitação da CPTM na qual a CAF apresentara a melhor proposta.

O e-mail relata uma conversa do executivo com Serra e Portella durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda, em 2008
Segundo Marchetti, Serra sugeriu que a companhia alemã buscasse um acordo para evitar a disputa com a CAF.

Na licitação da CPTM, que tinha como objeto a compra de 40 trens, a Siemens ameaçava questionar na Justiça o resultado da concorrência se não saísse vitoriosa.

A Siemens apresentou a segunda melhor oferta, mas esperava ficar com o contrato se conseguisse desqualificar a rival, que apresentara a proposta com preço mais baixo.

Segundo Marchetti, Serra alertou que a licitação seria cancelada se a CAF fosse desqualificada, mas disse que ele e Portella “considerariam” outras soluções para evitar que a disputa provocasse atraso na entrega dos trens.

De acordo com o e-mail, uma das saídas discutidas seria a CAF dividir a encomenda com a Siemens, subcontratando a empresa alemã para a execução de 30% do contrato. Outra possibilidade seria encomendar à Siemens os componentes dos trens.

Outro e-mail, do ex-presidente da Alstom José Luiz Álqueres, também cita Serra. Alquéres relata que Serra ajudou na abertura de uma fábrica da Alstom em uma antiga unidade da empresa Mafersa, em São Paulo.

OUTRO LADO

A assessoria do ex-governador José Serra (PSDB) disse que “estranha muito a inclusão do nome dele nesse inquérito às vésperas da eleição, sobretudo depois que o Ministério Público Estadual, e até o procurador-geral de Justiça, arquivaram a mesma investigação”.

A nota afirma que o procurador “reconheceu que Serra atuou de maneira a evitar qualquer cartel quando esteve no governo”.

Prossegue a nota da assessoria: “O vazamento desse inquérito neste período eleitoral revela motivação política para produzir artificialmente uma notícia”.

Serra afirma que não sabia do motivo da intimação da PF até ser procurado pela Folha.

Anteriormente, ele dissera que defendeu o interesse público ao se opor à medida judicial da Siemens, já que o preço oferecido pela CAF era muito mais baixo.

O ex-secretário de Transportes Metropolitanos José Luiz Portella e o ex-presidente do Metrô Sérgio Avelleda não quiseram se pronunciar.

A CPTM afirma que os seus “dirigentes continuam colaborando com os órgãos que investigam as denúncias sobre formação de cartel por parte das empresas que participaram de licitações”.

A estatal diz ter “total interesse em apurar os fatos e, constatado o prejuízo, exigir ressarcimento”

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

serrasenador

Segredo de Estado: A herança das dívidas de campanha; quem é o verdadeiro proprietário do avião que servia ao presidenciável Eduardo Campos ? 53

 20/08/2014 – 8:28

Mistério assegurado pela Aeronáutica e Polícia Federal. 

Passada a comoção pela queda do avião que matou o presidenciável Eduardo Campos e  seis homens de seu estafe de campanha; causando, também, ferimentos e graves danos materiais a moradores de imóveis das ruas Vahia de Abreu e Alexandre Herculano , em Santos, as vítimas – naturalmente – voltam as suas dores para os prejuízos suportados.

É hora de seguir em frente, contabilizar e cobrar indenizações.

A maioria dos moradores não possui apólice de seguro , especialmente contra danos decorrentes de acidentes aéreos.

Em conversações realizadas  nas imediações do local do fato, quando dos trabalhos de levantamento e arrecadação de salvados , representantes da Aeronáutica – quando indagados sobre responsabilidade civil imediata pelo evento – sonegaram a identificação do verdadeiro responsável pela aeronave a pretexto de que tal informação poderia influir sobre os destinos da Nação , ou melhor, no resultado das eleições para presidente.

Com efeito, o que uma coisa tem com a outra ?

Será que a chapa Eduardo Campos-Marina Silva utilizava o avião de forma irregular ?

O Cessna PR-AFA é cabrito ?

Será que o avião foi adquirido com recursos ilícitos, frutos da corrupção administrativa ?

Como é que pode um presidenciável circular por todo o país a bordo de um avião registrado em nome de uma empresa em situação pré-falimentar ?

Por que , até o presente momento , o PSB de Marina Silva não assume publicamente a responsabilidade pela utilização, manutenção e contratação dos pilotos da aeronave ?

Que partido é esse que parece dar uma de joão sem braço quando se trata de explicar a que título o avião foi cedido para a campanha nacional?

É esse o novo jeito de se fazer política ?

Lembrando que o seguro obrigatório do avião – se é que existe uma apólice regular – não ultrapassa a ordem de R$ 90.000,00 para ser rateado entre todos os prejudicados.

Apenas uma das vítimas calcula os danos em seu negócio na casa de um milhão de reais.

“Perdemos tudo” , reclamam alguns!

Nosso nariz defeituoso sente algo de podre no ar!

Depois da queda,  o coice .

As vítimas que se acautelem , tudo indica que serão as verdadeiras viúvas e órfãos de Eduardo Campos.

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Bandeira de campanha de um certo F.P. : 7.514 procedimentos contra policiais civis, que vão de descumprimento de horário até desvios graves de comportamento, chegando a 72 demissões, 9 exonerações e 579 punições 51

Ferreira Pinto é candidato ao cargo de Deputado Federal peloEstado de São Paulo pelo PMDB.

Nascido no bairro do Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto é formado em Direito e já foi tenente e capitão da Polícia Militar. Promotor de Justiça desde 1979, já trabalhou também como assessor da Corregedoria-Geral do Ministério Público.

Assumiu em 2009 a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, após os ataques promovidos pelos criminosos do grupo intitulado de Primeiro Comando da Capital, mais conhecido como PCC.

Assim que iniciou seu mandato como secretário garantiu que nenhum funcionário envolvido em denúncias graves ficaria à frente de cargos de confiança e até março de 2010 tinha instaurado 7.514 procedimentos contra policiais civis, que vão de descumprimento de horário até desvios graves de comportamento, chegando a 72 demissões, 9 exonerações e 579 punições.

Chance de derrota de Dilma anima mercados 47

CORREIO BRAZILIENSE
19 Ago 2014

CONUNTURA »
Bolsa avança e dólar recua diante da possibilidade de a presidente não se reeleger. Com a economia em ritmo lento, analistas reduzem para 0,79% a previsão de crescimento do PIB neste ano e continuam vendo a inflação perto do teto da meta
» DECO BANCILLON
» ROSANA HESSEL

A reviravolta no quadro eleitoral, que agora tem a ex-senadora Marina Silva (PSB) à frente da presidente Dilma Rousseff (PT) num provável segundo turno, animou o mercado financeiro ontem. A possibilidade de que a petista perca as eleições, que ainda não estava tão clara no radar dos analistas de bancos e de corretoras, deixou os investidores eufóricos. O resultado foi que a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) avançou 1,05% e o dólar recuou 0,27%, para R$ 2,26 — um movimento que se repete sempre que a presidente aparece em desvantagem nas pesquisas.

“O recado do mercado parece claro: não importa quem vença as eleições, desde que não seja Dilma Rousseff”, analisou o economista-chefe de um grande banco de investimentos. A rejeição à petista reflete a desaprovação do setor privado a políticas implementadas pelo governo, especialmente nos setores de energia e petróleo, que mais sofrem com o intervencionismo do Planalto. Mas expressam também a insatisfação cada vez maior com os fracos resultados da atual administração, marcada por inflação em patamar elevado e baixíssimo crescimento da produção, uma combinação que a maioria dos economistas atribui a erros na condução da política econômica.

Ontem, por exemplo, os analistas ouvidos pela pesquisa Focus, do Banco Central, reduziram pela 12ª semana consecutiva a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A estimativa recuou de 0,81%, na semana passada, para apenas 0,79%. Enquanto isso, a expectativa para a inflação mal saiu do lugar: passou de 6,26% para 6,25%.

“O mercado está convencido de que a economia trilha um caminho sem volta de baixo crescimento. Há uma sucessão de notícias ruins que tem feito os analistas continuarem cortando suas projeções”, disse o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal.

Espaço

Não surpreende, assim, a reação da bolsa à possibilidade de a presidente não ser reeleita. Ontem, tão logo foi divulgada a pesquisa do Instituto Datafolha, que mostrou Marina com 47% das intenções de voto numa disputa de segundo turno com Dilma, que ficaria com 43%, a bolsa começou a subir. Investidores mostraram especial interesse pelas ações da Eletrobras e da Petrobras, estatais que, segundo acredita o mercado, teriam mais espaço para obter melhores resultados num governo de Marina ou de Aécio Neves (PSDB).

 Já no início da manhã, os papéis da estatal Eletrobras avançavam quase 2%. Os da Petrobras subiam mais de 3%, apesar de já terem ganhado mais de 8% no pregão da última sexta-feira. A euforia contagiou os investidores estrangeiros. Mesmo antes da abertura do mercado brasileiro, por volta das 10h, as ações da Petrobras já mostravam elevação de quase 2% na Bolsa de Nova York. No fim do dia, porém, os papéis da petroleira fecharam com alta mais modesta, de 1,11%. A Eletrobras terminou o pregão com queda de 0,44%.

Cautela

Ainda que a substituição de Eduardo Campos, morto na semana passada, por outro candidato que não seja Marina não esteja nos cenários dos analistas, o mercado mantém certa cautela em relação à candidatura da ex-senadora, que ainda não foi oficializada. “Existe alguma apreensão em relação às posições de Marina em questões ambientais e diante do agronegócio”, assinalou o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. “Ela tem uma perspectiva bastante regulatória nessas áreas e poderia causar muito estresse não só com a bancada ruralista no Congresso como com os empresários do setor de energia, que também ficariam bastante apreensivos com regras mais duras.”

Não por acaso, tão logo o mercado digeriu a possibilidade de Marina ser eleita, as ações de empresas que poderiam ser expostas a uma política ambiental mais dura passaram a reverter os ganhos da sessão. O cenário talvez fosse diferente, avaliou a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, se o candidato que estivesse à frente nas pesquisas fosse Aécio Neves.

“O tucano veio com a ideia de melhorar institucionalmente a relação do governo com o agronegócio, criando uma pasta que concentraria todas as políticas para o setor, numa espécie de superministério”, disse. Para a maioria dos analistas ouvidos pelo Correio, o senador é o candidato que mais agrada ao mercado, por defender políticas consideradas mais amigáveis ao capital. “A impressão é de que Aécio tentará montar um time de notáveis no governo, e isso anima bastante os investidores”, afirmou.

Confiança desaba

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) registrou 46,5 pontos em agosto, seis a menos do que no mesmo período do ano passado. O indicador ficou ainda muito aquém da média histórica de 57,4. Os valores do ICEI variam de zero a cem. Abaixo de 50 pontos revelam falta de confiança do empresário. Entre os 27 setores pesquisados, o índice ficou acima dos 50 pontos somente nas indústrias farmacêutica, de alimentos e de bebidas.

O califado petista 29

O califado petista
19 Ago 2014

Arnaldo Jabor – O GLOBO

As eleições para presidente não serão “normais” – apenas uma disputa entre dois partidos para ver quem fica com o poder. Não. Trata-se de uma batalha entre democratas e não democratas. Está na hora de abrirmos os olhos, porque está em curso o desejo de Dilma e seu partido de tomar o governo para mudar o Estado. Não tenho mais saco para tentar análises políticas sobre a “não política”. Não aguento mais tentar ser “sensato” sobre a insensatez. Por isso, só me resta fazer a lista do que considero as doenças infantis do petismo, cuja permanência no poder pode arrasar a sociedade brasileira de forma irreversível.

O petismo tem a compulsão à repetição do que houve em 1963; querem refazer o tempo do Jango, quando não conseguiram levá-lo para uma revolução imaginária, infactível. Os petistas querem a democracia do Comitê Central, o centralismo democrático, o eufemismo que Lênin inventou para controlar Estado e sociedade. Eles não confiam na “sociedade”; só pensam no Estado, na interferência em tudo, no comportamento dos bancos, nos analistas de mercado e principalmente no velho sonho de limitar a liberdade de opinião. Assinam embaixo da frase de Stálin: “As ideias são muito mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que nossos inimigos tenham armas, por que deveríamos permitir que tenham ideias?”. Nossa maior doença – o Estado canceroso – será ignorada e terá uma recaída talvez fatal. Não fazem autocrítica e não querem ser criticados. A teimosia de Dilma é total – vai continuar errando com galhardia brizolista. Sua ideologia é falha, mal assimilada nessa correria sindicalista e pelega. Até agora governaram um país capitalista com regras e métodos anticapitalistas – dá no desastre econômico a que assistimos. Eles odeiam a competência. Acham que administrar é coisa de burguês – vejam o estrago atual. Acham que planejam a História, que “fazem” a História. Por isso, adotaram a mui útil “mentira revolucionária”. Assim, podem ocultar tudo da sociedade para o “bem dela”. Aliaram-se ao que há de pior entre os reacionários brasileiros e vivem a volúpia de imitá-los, com um adorável Frisson perverso ao cometerem malfeitos para “fins justos”. Aliás nem sabem o que são seus “fins”; têm uma vaga ideia de “projeto” que não passa de um sarapatel de “gramscianismo” vulgar com getulismo tardio e um desenvolvimentismo dos anos 1960. Foi assim que criaram a “roubalheira de esquerda”, que chamam de “desapropriação” de dinheiro da burguesia. Isso justificou o mensalão, feito para eleger Dirceu presidente em 2010. Fracassaram. Aliás, o PT abriga muitos fracassados porque, ao se dizerem “revolucionários” sentem-se superiores a nós, os alienados, os neoliberais, os direitistas, os vendidos ao imperialismo.

Não entendem o mundo atual e continuam com os pressupostos de uma política dos anos 1930 na URSS. Leiam os livros do período e constatem se um Gilberto Carvalho não pensa igualzinho ao Molotov. Para eles, a oposição é a união da “burguesia” contra o “povo” . No entanto, quem se aliou à pior burguesia patrimonialista foram eles; ou Sarney, Renan, Jucá, Maluf e Severino do macarrão são bolcheviques? Petistas só pensam no passado como vítimas ou no futuro como salvadores e heróis. O presente é ignorado, pois eles não têm reflexão crítica para entendê-lo. Adoram estar num partido que pensa por eles. Dá um alívio não ter de pensar – só obedecer. A mediocridade sonha com o futuro onipotente. A morte súbita de Eduardo Campos pirou os “hegelianozinhos de pacotilha” que descobriram que a História é intempestiva e não obedece ao Rui Falcão. Agora, rumam em massa para Pernambuco para elogiar quem chamavam de “traidor e menino mimado”.

Querem criar os tais “conselhos” sociais, para adiar os problemas, fingindo uma “humildade democrática” para “ouvir” a população, de modo a ocultar seu autoritarismo renitente. Vivem a ideia de um futuro socialista como o substituto do sonho de “imortalidade” dos cristãos. Comunista não morre; vira um conceito. O homem é um ser social, e o “ser social” nunca morre. Para eles (e para o Kim da Coreia do Norte), o indivíduo é uma ilusão que criou essa dor melodramática. Quem morre é pequeno-burguês. Muitos intelectuais e artistas que sabem dessas doenças infantis preferem cavalgar o erro a mudar de ideia. Consola a consciência ter uma estrelinha vermelha pendurada na alma.

Os petistas têm uma visão de mundo deturpada por conceitos compartimentados e acusatórios: luta de classes, vitimização, culpados e inocentes, traidores e traídos. Acham que a complexidade é um complô contra eles, acham a circularidade inevitável da vida uma armação do neoliberalismo internacional. Confundem simplicidade com simplismo. Nunca fazem parte do erro do mundo; sentem-se superiores a nós, tocados pelo dedo de Deus.

Agora, no mundo modificado pelo fim do socialismo real, pelos impasses do Oriente Médio, pela crise financeira do capitalismo, pela revolução digital, sentem falta de uma ideologia que os justifique e absolva. E como não existe nenhuma disponível (social-democracia, nem pensar…), apelam para o tosco bolivarianismo que nos contamina aos poucos. É inacreditável como batem cabeça para ditadores e criminosos, de Ahmadinejad a Maduro, de Putin a Fidel, tudo em volta do fascismo populista de Chávez.

Dilma se acha Brizola, Lula imita Getúlio: nacionalismo, manipulação da liberdade, ódio a estrangeiros, desconfiança dos desejos da sociedade. Nada pior do que o brizolismo-getulista neste momento do país. Estávamos prontos para decolar no mundo contemporâneo, mas seguraram o avião e voltamos para trás.

Por isso, repito a frase oportuna de Baudrillard:

“O comunismo, hoje desintegrado, tornou-se viral, capaz de contaminar o mundo inteiro; não através da ideologia, nem do seu modelo de funcionamento, mas através do seu modelo de desfuncionamento e da desestruturação da vida social”.

Este é o perigo.

Inquérito policial eletrônico 20

Polícia Civil investe na tecnologia e contingente

Entre as iniciativas está o inquérito policial eletrônico
Luiz Maurício Souza Blazeck, delegado-geral da Polícia Civil – ADIVAL B. PINTO

Míriam Bonora
miriam.bonora@jcruzeiro.com.br

O uso da tecnologia e a reposição de funcionários na Polícia Civil são as principais medidas para combater o aumento da criminalidade na região de Sorocaba e em todo o estado. A afirmação é do delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Luiz Maurício Souza Blazeck, que esteve na última terça-feira em Sorocaba, no auditório da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), para uma palestra com delegados da cidade e da região.

Sobre o aumento dos homicídios, roubos e furtos de veículos na região de Sorocaba, registrados pelas estatísticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Blazeck argumenta que esse crescimento ocorreu também em outras regiões do estado e do país. Dentre as ações da Polícia Civil para combater esses índices, ele cita o uso da tecnologia, com a delegacia eletrônica, já implantada, o disque denúncia, o web denúncia e o programa estadual de recompensas. “Estamos buscando agora o uso da tecnologia para a investigação, como os sistemas alfa e fênix, e o próprio detecta”. Outra medida será o inquérito policial eletrônico, que deve ser aliado ao processo eletrônico para trazer economia, eficiência e aumento do nível de informações.

O delegado-geral comentou também sobre a reposição de funcionários da Polícia Civil. Ele lembra que uma nova lei, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), está em vigor desde o início deste mês e deve agilizar a chegada de novos profissionais, reduzindo o tempo entre a realização dos concursos e a formação dos policiais. “Há uma nova política para descentralizar a formação de policiais civis. O núcleo da Academia de Polícia Civil de Sorocaba já está cuidando da formação de novos policiais nas carreiras de investigador e escrivão de polícia”, acrescenta.

Fonte:

 JORNAL CRUZEIRO DO SUL – SOROCABA

João Alkimin – NADA MUDOU, NEM MUDARÁ 23

NADA MUDOU, NEM MUDARÁ

As eleições se aproximam e vejo inúmeros Policiais candidatando-se. Entendo que seja direito inalienável de qualquer cidadão se candidatar a um cargo eletivo, mas com tantos candidatos oriundos das fileiras da Polícia Civil tenho a mais absoluta certeza que ninguém se elegera e a Polícia Civil continuara sem representantes na assembléia ou na Câmara dos Deputados e tendo que continuar mendigando as antigas raposas qualquer tipo de reivindicação. Vejo com preocupação alguns tecendo loas ao candidato SKAF, talvez se esquecendo a proximidade do mesmo com o ex-secretário Ferreira Pinto aquele que sordidamente fez com que demitissem o Delegado Conde Guerra e o Perito Negrini.
De outro lado Geraldo Alckmin com chances de se reeleger já no primeiro turno e com isso teremos mais quatro anos de sucateamento da Polícia Civil, de salários vis, de falta de meios, estrutura, de falta de prestigiamento dos Policiais Civis.
Portanto, haveria absoluta necessidade de que a Polícia Civil elege-se seus próprios representantes assim como faz a Polícia Militar.
A continuar como estamos a Polícia Civil caminha em marcha rápida e inexorável para seu fim. Hoje quando existe um crime a Polícia Militar envia Policiais a residência da vítima. Não é essa sua função, pois se os envia ou é para consolar a família, o que não é sua função, ou para investigar, o que é prerrogativa da Polícia Civil. Enquanto isso continua a defasagem nos quadros da Polícia Civil inclusive com o abandono de suas instalações, bastando ver o 37ª DP em que a três meses foi quebrado o vidro da porta de entrada e a solução encontrada seria cômica se não fosse trágica, uma viatura parada no vão aberto com cones entalados aos lado da viatura. Isso é vergonhoso, denigre a imagem da Instituição, denegri a imagem dos Policiais; e o Governador, o Secretário de Segurança e o Delegado Geral quedam-se inertes e silentes como se isso fosse a coisa mais normal e natural do mundo.
De acordo com a nova Lei Policiais com 65 anos ou mais devem se aposentar, mas na realidade não foi o que ocorreu, pois os mesmos agora encontram-se numa espécie de limbo jurídico, não podem trabalhar, assinar documentos, mas também não podem ir cuidar de suas vidas e comparecem diariamente aos Departamentos em que estão lotados, onde continuam a ocupar as suas salas e aqueles que deveriam assumir o lugar muitas vezes não tem sala para se instalar.
Isso é vergonhoso, se existe uma Lei que se cumpra, libere-se aqueles que serão aposentados para que possam cuidar de suas vidas, permita-se que aqueles que devem assumir o lugar o façam e imprimam suas idéias, o que não pode continuar é do jeito que esta. Não existe situação pior do que se estar no limbo, se esta aposentado, mas não esta. Se comparece todos os dias ao local de trabalho para fazer o quê? Não se pode presidir um ato e não se pode assinar nada. Estão todos da situação da viúva PORCINA, os que são sem serem.
Espero sinceramente embora não acredite que as próximas eleições tragam alguma mudança e digo o porque não creio, políticos são sempre políticos, são iguais não mudam jamais.

João Alkimin

João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/

joaoshowtimejornalismo

 

Ex-traficante acusa o blog Flit Paralisante de FERIR DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA…Pode? 32

David Martins <martins.contato@gmail.com>
para:  dipol@flitparalisante.com
data:  17 de agosto de 2014 23:23
assunto:  BLOG FERE DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA.
assinado por:  gmail.com

Na área de notícias do site, uma notícia do ano de 2011 afronta minha dignidade da pessoa humana. Trata-se de menção à condenação de processo criminal de Campinas, onde figuro como corréu. Ocorre que, passados vários anos, já tive minha pena extinta pelo cumprimento integral da pena, nada mais devendo à sociedade. Porém, continuo tendo que suportar os efeitos da condenação, como se ela fosse perpétua, não consigo emprego, não consigo prestar concursos. Isso é uma afronta as Leis Brasileiras, principalmente à Nossa Constituição Federal. Peço que retirem imediatamente o link dessa notícia. Seguem as URLs da notícia:

http://flitparalisante.wordpress.com/2010/06/20/segundo-as-investigacoes-o-estudante-de-direito-vendeu-durante-um-ano-e-meio-quase-r-8-milhoes-em-drogas-o-que-despertou-o-interesse-de-policiais-corruptos-da-cidade-de-campinas/

http://flitparalisante.wordpress.com/2010/06/30/campinas-pedida-a-prisao-de-policiais-civis-e-militares-suspeitos-de-envolvimento-com-o-trafico/

Aguardo providências,

David Martins

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Resposta do Blog,

Meu caro David Martins, VAI TOMAR NO OCO! Você , o PCC e os policiais campineiros.

davidTraficante é  eterno devedor da sociedade, no mínimo você deveria pedir com humildade.

xupa (1)

Fernando Grella apreciará estudo sobre a criação de adicional por função exercida em equipe básica de polícia judiciária 128

 

Snap 2014-08-18 at 00.00.16O Delegado Geral , Dr. Luiz Mauricio Blazeck, encaminhou  ao Secretário de Segurança , Dr. Fernando Grella , esboço de projeto com base em um estudo elaborado por delegados de polícia objetivando a melhor qualificação e remuneração para os policiais civis operacionais que exercem atividades em turnos de revezamento como integrantes das equipes básicas de polícia judiciária.

O estudo tem por premissa o aprimoramento do denominado “cartão de visitas” da Polícia Civil e a necessidade de estimular profissionais com perfil para mediação e solução de conflitos ao exercício de atividades como plantonistas.

Pelo modelo os policiais plantonistas passariam a receber um adicional ou diárias diferenciadas. O adicional para aqueles submetidos  exclusivamente ao regime de plantão; as diárias para aqueles escalados eventualmente.

O tratamento diferenciado é mais do que necessário e salutar; inegavelmente o plantão é muito mais desgastante.

Contudo, internamente sofrerá injustas críticas e opositores, pois há quem observe os trabalhos dos plantonistas como irrelevantes; de menor complexidade.

Na prática, atualmente,  o que deveria ser o cartão de visitas da Polícia Civil, ou seja, o plantão ,  não passa de túmulo  ou esgoto profissional.

Os plantonistas foram coisificados pela Administração; por sua vez dispensam tratamento desumanizado e indigno às partes e vítimas que acorrem às dependências dos plantões distritais e centrais de flagrantes.

De qualquer forma, a iniciativa é digna de aplausos.