Archive for Setembro 2007
E NO FIM O AMOR QUE VOCÊ RECEBE É IGUAL AO QUE VOCÊ FAZ
GRÃO DE AREIA
Um pequenino grão de areia
Que era um pobre sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
Imaginou coisas de amor.
Passaram anos, muitos anos
Ela no céu, ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pôde com ela se encontrar
Se houve ou se não houve alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar
O que há de verdade é que depois, muito depois,
Apareceu uma estrela no mar
EU DEVERIA TER ACREDITADO EM VOCÊ: ELES SÃO UNIDOS.
O MINISTÉRIO PÚBLICO NOS QUER ETERNAMENTE SOB A DITADURA DA CORRUPÇÃO?
Procurador ameaça com ação no STF; delegado diz existir casta intocável.
Fausto Macedo
“Se a PEC da polícia passar, no dia seguinte vai ser alvo de ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal”, avisou ontem o procurador de Justiça José Carlos Cosenzo, presidente da Associação dos Ministérios Públicos (Conamp). Segundo ele, “a PEC vai criar um trem da alegria inimaginável, porque outras carreiras policiais, civis e militares terão reajustes automáticos de vencimentos e isso vai criar um grande problema para todos os governadores”.”Isonomia de salários é a meta”, bradou Amaury Portugal, presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Federal em São Paulo. “A PEC restabelece um regime jurídico que, na década de 1990, igualava salários de delegados federais e procuradores da República”, afirmou.Segundo Portugal, “embora os delegados exerçam funções típicas das carreiras jurídicas (juízes e promotores), não são reconhecidos por essa qualidade, o que reflete no seu regime salarial”. Ele assinala que um procurador da República “ganha no ápice da carreira cerca de R$ 25 mil, mais adicionais e gratificações”.Delegado da PF em final de carreira, explica Portugal, ganha R$ 15 mil. “Todas as gratificações, adicionais de periculosidade e ganhos por sentença judicial, além de outras verbas dos delegados, foram suprimidas pela implantação do subsídio como forma de salário cheio”, argumenta o presidente do sindicato federal. “A diária de um policial federal é vergonhosa, R$ 120, e nunca é paga adiantadamente como manda a lei. O governo é o que mais burla a lei e não cumpre seus compromissos.”O líder dos delegados federais acusa promotores e procuradores de quererem “formar uma casta intocável, com os privilégios de carreira jurídica e altos salários”. “Não aceitamos essa postura do Ministério Público, como também somos manifestamente contra a sua ingerência na investigação criminal, que é prerrogativa do delegado”, ataca.Cosenzo rebate: “A PEC 549 é um contra-senso porque os delegados reconhecem o poder de investigação do Ministério Público.” De acordo com o procurador, “eles sustentam que não podem ganhar menos que os promotores porque atuam nas mesmas circunstâncias ou sob os mesmos parâmetros”. “A inconstitucionalidade é clara até pelo fato de que, se conquistarem a equiparação, quem vai conseguir aumento de vencimentos para eles será o procurador-geral. Terão de se submeter ao regime remuneratório do MP, que prevê que eventuais reajustes só podem ser pleiteados por meio de projeto de lei de iniciativa exclusiva do procurador-geral.”"Os governadores vão ter que resolver um problema de graves conseqüências e proporções”, alerta Cosenzo. “Em São Paulo, por exemplo, se o governo tiver que dar aumento para os 2 mil promotores de Justiça, vai ter que estender a 150 mil policiais. Os delegados vão ter que carregar junto os oficiais da Polícia Militar bacharéis em Direito”, diz. O procurador diz ver razão na luta dos delegados por bons salários, pois “eles são merecedores de condição melhor” e “a polícia é muito mal remunerada”. “Mas a vinculação é inconstitucional. O Supremo tem inúmeras decisões nesse sentido”, ressalva.
OS PLANTONISTAS DO DECAP "QUE SE VENDEM"
Local: Sab 29 set 2007 02:44
Assunto: Re: [DELEGADOS] Re: MAÇANETA
Rodrigo, a Portaria está totalmente em vigor…. alguns distritos não a estão observando pois os plantonistas não se importam em trabalhar além do que devem ou se “vendem” (com medo de bonde ou outro tipo qualquer de represália!). Desde que a Portaria “saiu”, eu não trabalhei um só dia em 04 equipes, mesmo com os colegas tirando férias ou licenças….
Andreza
[DELEGADOS] Re: MAÇANETA
A PORTARIA NÃO FOI REVOGADA, ELA ESTÁ ENGAVETADA ATÉ COMENTAREM NOVAMENTE, OCASIÃO EM QUE, ALGUEM IRÁ PEDIR O SEU DESARQUIVAMENTO….RSSS
DÉCIO SUPLICY. —–
Ainda com relação à entrevista do assistente do Decap, eu pergunto:
E aquela portaria, tão alardeada pela Adpesp, feita pelo diretor do Decap, a qual inclusive elogiei, onde colocava os assistentes para tirar plantão para formar 5 equipes? Foi revogada?
FIDELIDADE E COMPROMETIMENTO – ATRIBUTOS DOS CORAJOSOS E TRANSPARENTES
RODRIGO:
A denominação fidelidade e comprometimento, antes de um slogan, surgiu como definição do pequeno grupo de amigos formado no Fórum da Associação dos Delegados. Você é grande exemplo de fidelidade, comprometimento e atitude. A razão maior para eu me candidatar, isoladamente, é representar “o nosso pequeno grupo” – sei que tais palavras poderão ser distorcidas – demonstrando que os nossos ideais não se acham apenas do plano virtual, ou melhor, “cibernético” como fala o colega Lew. Quando eu fizer a nossa retrospectiva – do nosso grupo formado no Fórum, verdadeiramente o grupo mais revolucionário desta Carreira, possivelmente o único – demonstrarei, com maior propriedade, o “porquê” do surgimento do Delpol-PC e do Delegados-Delegados. Um grupo que, buscando aproximação pessoal, se reuniu na Adpesp sem direito a recepção e participação dos membros daquela diretoria. Em virtude do pouco caso da Associação em relação aos colegas do interior, mas muita atenção e reverência para os fiéis convivas do restaurante da Adpesp. Do diretor presidente da Adpesp sequer recebemos pequena resposta. Para os quais nunca passamos de um “bando de inimputáveis”. Eu não compareci, mas vocês compareceram fazendo história. É muito fácil formar chapa para concorrer a Adpesp por aqueles que, diuturnamente, lá estão. Debater, sobre as mesas, também é muito mais fácil e prazeroso. Muito mais fácil quando se tem a colaboração de agentes políticos com livre trânsito na administração policial e na própria Associação. Difícil é congregar colegas dispersos neste Estado gigantesco. Também, “coragem e transparência” são atributos apenas dos participantes do Fórum. Coragem de expressamente externar opiniões e críticas em desfavor do governo, da administração policial e de autoridades. Transparência ao colocar as manifestações e objetivos às claras. O discurso oral logo é esquecido. Os excessos verbais facilmente explicáveis e perdoados pelos ofendidos. Acabam na conta do copo. Não me lembro de nenhuma manifestação dos colegas Paulo Lew, Emanuel, Teresinha ou do suscitado candidato da situação, no espaço destinado a congregar os consortes da Adpesp. Não me lembro de subscreverem a convocação da assembléia extraordinária. E não lembro que tenham eles reivindicado da Adpesp a reativação do Fórum. Sequer buscaram explicações. Talvez não avaliassem a importância daquele espaço para os colegas do DEINTER. Dos colegas do DECAP lembro, apenas, da contundente manifestação do colega Brito – se não me falta memória – manifestando-se em desfavor do Doutor Roque pela maneira que ele tomou para si a conquista dos plantões de 5 equipes; além de relatar suposto superfaturamento das reformas da colônia de férias. Estas as últimas manifestações do Fórum, posto dia seguinte ser violentamente suprimido. Coragem e transparência é mostrar aquilo que se pretende fazer. Sem quaisquer medos de perseguições ou da apropriação das idéias. Coragem e transparência não cabe àqueles que escamoteiam os objetivos e, principalmente, se apropriam das idéias e criações alheias. O esboço para reforma do estatuto da Adpesp ou eventual constituição de uma nova associação – por mim elaborada em Santos há cerca de um ano, foi publicado no Fórum. O Blog Flit Paralisante não foi criado oportunisticamente. Foi criado, experimentalmente, no mês de março de 2007, posto vislumbrar ou intuir o iminente fim do Fórum. Não foi o pioneiro da blogosfera policial, mas foi o primeiro criado por Delegado de Polícia deste Estado para tratar de assuntos da Carreira. Não estou cobrando créditos, apenas estou demonstrando que oportunismo e apropriação de idéias são próprios de quem não possui coragem para inovar e transparência para mostrar aquilo que pensa. A denominação FLIT PARALISANTE – ao contrário do que se pensa – em quase nada se relaciona com o poeta Cazuza. Tem o significado de instrumento neutralizador das condutas que nos são nefastas. Eu disse quase nada, pois do poema apenas serviriam as estrofes: “meu mundo que você não vê… meus sonhos que você não crê”. Servindo em relação àqueles que acham que nos escondemos; que nos julgam meros falastrões sem ações. Para quem, ainda, não viu e avaliou o impacto que o grupo remanescente do Fórum causou na Instituição.
A ADPESP NÃO PODE EFETUAR CRÍTICAS DE CUNHO POLÍTICO-PARTIDÁRIO
Artigo 7o. – É expressamente vedado à “ADPESP” envolver-se em questões político-partidárias e religiosas, bem como ceder a sua sede e sub-sedes para fins estranhos aos da Associação.
Parágrafo único – A proibição não atinge, individualmente, a nenhum dos sócios, inclusive aqueles que componham os órgãos dirigentes e representativos da “ADPESP”.
Assim, salvo melhores e abalizadas interpretações, não cabe ao Presidente da Adpesp falar em favor ou desfavor deste ou daquele partido.
E se os governos Tucanos fossem inimigos da valorização policial, os Delegados da Polícia Federal e demais carreiras – além de outras polícias estaduais – não perceberiam bons vencimentos.
Não foi o PT quem os valorizou.
A questão, neste Estado, não é partidária.
O problema “é o cultural roube quem puder”; entre nós institucionalizado.
Nº
Estado
Remuneração/ 2007 (inicial bruto), em R$
Polícia Federal (Delegado Federal)
10.862,14 ( a maior remuneração do país)
04
Goiás 7.635,41 (salário válido até 31.05.2007, a partir de 01.06.2007 passa a ser de R$ 8.748,00)* ex-vice e sucessor do Senador M. Perillo(PSDB)
06
Alagoas (com inclusão do adicional noturno)
7.166,87
10
Roraima
6.000,00
15
Rio Grande do Sul
5.296,01
16
Rio Grande do Norte
5.091,34
25
Minas Gerais
3.734,93
27
São Paulo (existem 3 pisos salariais, incluídas todas as vantagens)
3.024,00 -
ALE I e II
3.159,07 -
ALE III
3.508,15 -
ALE V
* ATUALIZAÇÃO EFETUADA EM JUNHO DE 2007.
O INQUÉRITO CIVIL INSTAURADO POR DELEGADO DE POLÍCIA
A IMPUNIDADE E SINAIS EXTERIORES DE RIQUEZA
O atual Delegado-Geral fala em corregedoria preventiva.
Nada mais preventivo do que a Corregedoria verificar os sinais de riqueza ostensivamente exibidos por quantidade considerável de autoridades e policiais civis.
Parece que sempre foi um tabu cuidar da vida do alheio, digo, do patrimônio. A vida íntima muito se bisbilhota.
Assim, pouco importa se um investigador, cujo salário não ultrapassa R$ 2.500,00, possui um veículo Mercedes de R$ 200.000,00.
Também, nenhuma importância se dá ao fato de determinados Delegados, com vencimentos em torno de R$ 5.000.00 a 8.000.00, serem proprietários de imóveis de R$ 500.000,00; 800.000,00; 1.500.000,00 e até casas na praia de Acapulco – no Guarujá – na ordem de R$ 2.000.000,00.
E o pior: tal tipo agente público é considerado exemplar.
Um modelo a ser imitado.
São os diletantes.
Os herdeiros de ricas famílias que, desprendidamente, abraçam a carreira policial por espírito público.Antiga desculpa de gente corrupta; na esteira de uns poucos abnegados, verdadeiramente, afortunados de berço.
Os desonestos, entre outros malefícios coletivos, acabam,indiretamente, sendo úteis para o Governo, pois nada reivindicam.Quando nos postos de comando adotam, falsamente, postura irrepreensível.
Não necessitam dos vencimentos. Sendo contrários a quaisquer reivindicações; especialmente a greve.
E, obviamente, não querem que os honestos se fortaleçam, passando a desenvolver seus trabalhos sob condições de vida mais equilibradas; menos adversas.
Os preferem vulneráveis.
E peculiar a sólida situação financeira de empresas de segurança de propriedade de alguns policiais.
Estão sempre em franca expansão.
Enquanto boa parcela das legalmente constituídas acaba falindo; pelos custos operacionais e encargos trabalhistas.
As primeiras não apresentam dívidas trabalhistas e fiscais.
Diga-se a propósito; raramente seus funcionários efetuam reclamação trabalhista.
Não ficaria bem para um policial demandar outro policial, denunciando o “bico”.
Em alguns casos um “bico” como segurança de um cassino ou congênere.
Nestes estabelecimentos, por vezes, acabam mortos durante assaltos (roubos).
E, quando possível, a versão oficial dá conta de ato de bravura praticado em momento de folga.
De qualquer forma: na Polícia o enriquecimento com empreendimento lícito é raro.
De regra o enriquecimento se dá com proventos de atividades criminosas; e as empresas de “fachada”, sejam elas de segurança, consultoria, pequenos mercados, pousadas, imobiliárias, bares, lanchonetes e restaurantes, servem apenas para lavagem de dinheiro.
Apurar o enriquecimento ilícito de policiais.
Um fundamento, mais que razoável, para que ao Delegado de Polícia se atribuísse poderes para instauração de inquérito civil.
Inquérito Civil, mas sob o controle Judicial e do Ministério Público.
METÁSTASE DA CORRUPÇÃO
Os três últimos Secretários da Segurança, e respectivos adjuntos, são ou foram Procuradores de Justiça.
Eles nomeiam a cúpula da Polícia Civil.
Pouco, ou quase nada, fizeram para combater a corrupção de gente graúda.
Delegados inquinados como ímprobos são familiares ou parentes de Procuradores de Justiça.
CORRUPÇÃO ENDÊMICA NO BRASIL
CORRUPÇÃO ENDÊMICA NO BRASIL
SEGS.com.br
Autor ou Fonte Redatora é: Luís Stefano grigolin Data: 24/09/2007
É uma vergonha! Assim diria Bóris Casoy ao se manifestar quanto ao alto índice de corrupção ativa e passiva que presenciamos por todos os veículos de comunicação do país, todo santo dia. Virou coisa tão corriqueira que alguns dos meus pares jornalistas tratam com a maior naturalidade a quebra de preceitos constitucionais e a barganha criminosa entre os poderes. O que é o mensalão diante dessa nomeação gigantesca de gargos de segundo escalão, declaradamente, em troca de posicionamento político diante dos interesses dos governos na preservação da CPMF?
Isso tudo é notícia crime! Cadê a polícia! Mas que polícia?
Como impedir corrupção em um país que as polícias estão sob comando de políticos meliantes? Como impedir tráfico de influência num país onde o presidente da república indica os ocupantes da suprema corte, onde governadores elegem o presidente dos tribunais estaduais, onde o governo amplia os cargos em comissão e loteia a máquina pública, onde o governo leiloa os cargos de segundo , terceiro e primeiro escalão em troca de posições não republicanas de congressistas que por sua vez não deixam escolha, numa visível extorsão à luz do dia?
Cadê a vergonha? Só conseguimos ver a falta dela!
Vivemos um Second Life, onde vale tudo e as regras do jogo são essas. Não são! Estamos tropeçando em crimes, dois pesos e duas medidas, homens públicos fazendo que não enxergam o óbvio, estamos em meio a uma montanha de ilegalidades na política nacional, é uma vergonha! Estamos entorpecidos e anestesiados com tanta corrupção e impunidade! Em qualquer país civilizado deste mundo o governo já teria caído, muitos atores estariam atrás das grades. É ridículo assistir a passividade coletiva da sociedade como um todo, e da oposição destruída, refém de suas próprias besteiras, onde o roto não pode falar do rasgado.
Não é crível que Renan Calheiros pudesse ter escapado da cassação se ouvessem homens probos, à prova de tudo, dentro do congresso nacional. Por que a grande imprensa não coloca em letras garrafais a Constituição Federal e as transgressões que implicam essas barganhas escandalosas? Será que é porque dependem dos anúncios das estatais nos seus veículos? Onde está a oposição? Eu me envergonho de participar de um partido de oposição! Eu me envergonho de ser honesto! Eu me envergonho de não seguir o exemplo daquele velhinho que adentrou ao palácio com uma bengala e plantou na cabeça de José Dirceu.
É escandalosamente gritante o mar de corrupção neste país! Se não fosse por uns poucos obstinados e ousados jornalistas perseguidos como Arnaldo Jabor e Sallete Lemos entre outros, e alguns remanescentes homens probos do congresso, estaríamos vivendo um ambiente de “Alice no país das maravilhas”.
O presidente da república não deveria estar questionando cadê as provas que incriminam os seus correligionários, deveria estar propondo medidas para achá-las e para restringir novas ações que impedissem a progressão geométrica da corrupção.
Cadê as medidas provisórias, as proposições ao congresso do executivo para a desburocratização, controles mais apurados na gestão, para a qualificação de pessoal, para a reforma política e administrativa , para a extinção e redução drástica desses cargos sem concurso público, ocupado por homens de índole duvidosa que promiscuamente os barganham? Então não se pode afirmar que este governo seja sério!
É sério um governo que ajuda a manter um senador aclamadamente descartável pelo povo, é sério um governo que mantém na sua base como líder de governo um representante do partido cujo líder denunciou todo o esquema e o modus operandi do mensalão, e foi cassado por isso, onde acabam de ser indiciados os assessores mais próximos do presidente da república? É sério um governo que tem como Ministro das Relações Institucionais mais um integrante deste partido, acusado agora do mensalão mineiro? É sério um governo que nomeia ao órgão regulador do mercado de seguros e resseguros uma indicação de Roberto Jefferson, que depois de cassado, continua presidente do mesmo partido?
É séria esta entrevista do Presidente da República onde o jornalista do The New York Times ironicamente o chama de “presidente teflon”, onde nada gruda? Seria hilário se não fosse trágico. Será que ele achou charmoso o adjetivo? Ou aceitou o embuste guela a baixo e ainda achou bonito e gostoso! O presidente tem razão ao não dar entrevistas coletivas a todo instante, pelo menos nos preserva de sua ignorância quanto aos fluxos econômicos internacionais, dizendo que uma crise de proporções planetárias como as de “sub prime” no mercado imobiliário americano não atingiria o Brasil. E também diminui a convicção por parte dos jornalista externos que o presidente não sabia de nada.
Eu me incomodo pela desfaçatez do presidente e pela idêntica postura dos jornalistas norte americanos, que tem por hábito um humor refinado, quase imperceptível para quem não conhece o povo norte americano, cuja característica é intrínseca. Isso se torna hilário, lá fora, e é visto como algo que chamamos aqui de “cara de pau”, ou “vaselina”. A posição do leitor americano a este estado de coisas é a expressão ” como pode?” traduzida literalmente! Mas por aqui acham graça! Não sei de que?
É preciso fazer valer as leis deste país e enquadrar toda esta corrupção sem medo de desestabilização institucional. É tanta corrupção nos três poderes que há na sociedade a angustiante sensação que isso pode acabar demolindo a democracia. Talvez esta a sábia posição da população, que a tudo vê e a tudo se cala. Talvez esperando que hajam soluções e acomodações políticas para os casos de polícia em que se tornaram a insana relação entre os poderes da república, tendo em vista que de dois em dois anos podem corrigir nas urnas.
Que Deus fortaleça este entendimento e que possamos banir mais um monte de inservíveis que ocupam cargos públicos deste nosso país.
Luís Stefano Grigolin, corretor de seguros, consultor e especialista em tecnologia da informação, jornalista, suplente de Deputado Federal pelo PPS e cidadão indignado com maus políticos.
Este artigo é um oferecimento de Hiperseguro Consulting
TROPA DE ELITE – “ÓSCAR DA VERDADE"
resulta de crime ou se faz parte de uma grande campanha de marketing.
Rio de Janeiro.
E todas as polícias brasileiras são empresas.
O BOPE – dentro da organização policial – é apenas um pano de chão úmido.
A “burguesia fede”, fuma e cheira.
E o “Papa continua Pop”(com a proteção do BOP).
Para aliviar a culpa se faz caridade e serviços em ONGs.
Só protestam quando a desgraça vem bater na sua porta; cobrando-lhe pela omissão e participação nos lucros do sistema.
A violência é ouro.
“As polícias são organizações corruptas, constituídas por corruptos, chefiadas por corruptos protegidos e escolhidos por políticos corruptos.
Os honestos são mera figuração”. (investigador M. G.)
Um entrave, não fosse o papel de “verniz” da credibilidade.
A expressão “na polícia quem trabalha direito sempre se fode de um jeito ou de outro” não é mero enredo.
Dirão que é ficção, mas não é ficção.
Muitas promoções são compradas.
Querem um indício?
Para o maior posto, tanto na polícia civil quanto na polícia militar, promoção “apenas por merecimento”.
Mas que “merecimento”.
O mérito da indicação interna ou externa.
Sob o compromisso de fidelidade ao sistema.
E quando não se paga com dinheiro, se paga com subserviência.
E as polícias são idênticas: civil, militar e federal.
Assistam ao filme nas salas de cinema.
A produção merece dos policiais a maior bilheteria da história cinematográfica brasileira.
Não existe mistificação; não faz proselitismo ao banditismo, tampouco a violência policial.
Mostra a realidade como ela é.
Uma sociedade corrupta que se deixa governar por corruptos e incompetentes.
E para a moçada chegada num “baseado” e numa “carreira”, os qualificativos “veados” e “vagabundas” é elogio.
São conscientes genocidas.
Não são vítimas.
E apesar dos pesares todas as Polícias do Brasil são merecedoras de todas as honrarias.
Melhor: estão fazendo mais do que deveriam fazer.
São a elite da escória.
E salvo as crianças, tudo mais não passa de escória.
Estava o Guerra no seu lugar
Parece uma música que meu filho gosta:
Avó a bordar…..
Estava a avó a bordar….. veio a mosca lhe cutucar….
A mosca na avó, a avó a bordar…….
Estava a mosca em seu lugar……..
veio a aranha lhe cutucar…
A aranha na mosca, a mosca na avó, a avó a bordar…..
Estava a aranha no seu lugar, veio o rato lhe cutucar…..
O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na avó, a avó a bordar……
Estava o Guerra no seu lugar, veio o Big lhe cutucar…….
O Big no Guerra, o Guerra no Tanga, o Tanga no Corazza…..
e a PC a rodar….
Brincadeira hein !!!! (AN)
(gostei da brincadeira , merece profunda reflexão)
Mudança da Polícia Civil
14/09/07 – Mudança da Polícia Civil
14/09/2007 às 11:17 por
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
Decretos de 13-9-2007
Dispensando:
Domingos Paulo Neto, RG 9.242.295, da função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP, ficando em conseqüência, cessada a gratificação de “pro-labore” correspondente;
Kleber Antonio Torquato Altale, RG 8.738.560, da função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 9 – Deinter 9, ficando em conseqüência, cessada a gratificação de “pro-labore” correspondente;
Marco Antonio Desgualdo, RG 3.893.141, da função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, da Academia de Polícia “Dr. Coriolano Nogueira Cobra”, ficando em conseqüência, cessada a gratificação de “pro-labore” correspondente;
Nelson Silveira Guimarães, RG 3.502.944, da função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo – Demacro, ficando em conseqüência, cessada a gratificação de “pro-labore” rrespondente;
Massilon José Bernardes Filho, RG 3.396.466, da função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Departamento de Inteligência da Polícia Civil – Dipol, ficando em conseqüência, cessada a gratificação de “pro-labore” correspondente.Designando:
nos termos do art. 1º, IV, alínea “a”, do Dec. 28.649-88, com a redação dada pelo art. 3º, do Dec. 49.513-05, o abaixo indicado para exercer a função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Quadro da Secretaria da Segurança Pública, fazendo jus a gratificação de “pro-labore” de 15% calculada sobre o valor do respectivo padrão de vencimento, de conformidade com o art. 6º, II, da LC 731-93:
Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa:
Carlos José Paschoal de Toledo, RG 11.673.737, vaga em decorrência da dispensa de Domingos Paulo Neto, RG 9.242.295; nos termos do art. 1º, IV, alínea “a”, do Dec. 28.649-88, com a redação dada pelo art. 3º, do Dec. 49.513-05, o abaixo indicado para exercer a função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Qua dro da Secretaria da Segurança Pública, fazendo jus a gratificação de “pro-labore” de 15% calculada sobre o valor do respectivo padrão de vencimento, de conformidade com o art. 6º, II, da LC 731-93:
Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 9 – Deinter 9 Piracicaba: José Carneiro de Campos Rolim Neto, RG 7.673.418, vaga em decorrência da dispensa de Kleber Antonio Torquato Altale, RG 8.738.560; nos termos do art. 1º, IV, alínea “a”, do Dec. 28.649-88, com a redação dada pelo art. 3º, do Dec. 49.513-05, o abaixo indicado para exercer a função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Quadro da Secretaria da Segurança Pública, fazendo jus a gratificação de “pro-labore” de 15% calculada sobre o valor do respectivo padrão de vencimento, de conformidade
com o art. 6º, II, da LC 731-93:
Academia de Polícia “Dr. Coriolano Nogueira Cobra”: Tabajara Novazzi Pinto, RG 4.275.640, vaga em decorrência da dispensa de Marco Antonio Desgualdo, RG 3.893.141; nos termos do art. 1º, IV, alínea “a”, do Dec. 28.649-88, com a redação dada pelo art. 3º, do Dec. 49.513-05, o abaixo indicado para exercer a função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Quadro da Secretaria da Segurança Pública, fazendo jus a gratificação de “pro-labore” de 15% calculada sobre o valor do respectivo padrão de vencimento, de conformidade com o art. 6º, II, da LC 731-93:
Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo – Demacro: Elson Alexandre Sayão, RG 5.535.522, vaga em decorrência da dispensa de Nelson Silveira Guimarães, RG 3.502.944; nos termos do art. 1º, IV, alínea “a”, do Dec. 28.649-88, com a redação dada pelo art. 3º, do Dec. 49.513-05, o abaixo indicado para exercer a função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Quadro
da Secretaria da Segurança Pública, fazendo jus a gratificação de “pro-labore” de 15% calculada sobre o valor do respectivo padrão de vencimento, de conformidade com o art. 6º, II, da LC 731-93:
Departamento de Inteligência da Polícia Civil: Domingos Paulo Neto, RG 9.242.295, vaga em decorrência da dispensa de Massilon José Bernardes Filho, RG 3.396.466, ficando dispensado da função que exercia de Delegado de Polícia Diretor do Departamento de
Homicídios e Proteção à Pessoa, e em conseqüência cessado o “pro-labore” correspondente; nos termos do art. 1º, IV, alínea “a”, do Dec. 28.649-88, com a redação dada pelo art. 3º, do Dec. 49.513-05, o abaixo indicado para exercer a função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Quadro da Secretaria da Segurança Pública, fazendo jus a gratificação de “pro-labore” de 15% calculada sobre o valor do respectivo padrão de vencimento, de conformidade
com o art. 6º, II, da LC 731-93:
Departamento de Inteligência da Polícia Civil: Domingos Paulo Neto, RG 9.242.295, vaga em decorrência da dispensa de Massilon José Bernardes Filho, RG 3.396.466; nos termos do art. 1º, IV, alínea “a”, do Dec. 28.649-88, com a redação dada pelo art. 3º, do Dec. 49.513-05, o abaixo indicado para exercer a função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Quadro da Secretaria da Segurança Pública, fazendo jus a gratificação de “pro-labore” de 15% calculada sobre o valor do respectivo padrão de vencimento, de conformidade com o art. 6º, II, da LC 731-93:
Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 2 – Deinter 2 – Campinas: Kleber Antonio Torquato Altale, RG 8.738.560, vaga em decorrência da dispensa de Paulo Afonso Bicudo, RG 3.001.004 (D.O. 13-9-2007). nos termos do art. 1º, IV, alínea “a”, do Dec. 28.649-88, com a redação dada pelo art. 3º, do Dec. 49.513-05, o abaixo indicado para exercer a função de Delegado de Polícia Diretor de Departamento, do Quadro da Secretaria da Segurança Pública, fazendo jus a gratificação “pro-labore” de 15% calculada sobre o valor do respectivo padrão de vencimento, de conformidade com o art. 6º, II, da LC 731-93:
Departamento de Identificação e Registros Diversos: Pedro Herbella Fernandes, RG 2.437.620, vaga em decorrência da dispensa de Maurício José Lemos Freire
FAMOSO JORNALISTA E POLÍTICO É EXECUTADO EM SÃO VICENTE
SÃO PAULO -
Segundo o delegado Niêmer Nunes Júnior, a vítima foi executada. “Foi um homicídio. A tese de latrocínio está descartada, já que todos os pertences dele, como relógio e carteira foram encontrados dentro do veículo”, explicou o delegado. “Por ser uma figura polêmica na cidade, nem todos gostavam dele. Temos de apurar com calma para descobrir quem o matou e com que motivação.”
Nunes Júnior disse que seria precipitado afirmar que o crime teve motivação política. “Mas é certo que quem o matou estava determinado a fazê-lo.” Rochinha teve dois mandatos de vereador em São Vicente, entre as décadas de 50 e 60. Seu filho, Roberto Rocha, cumpre seu sexto mandato como vereador e é o atual líder do prefeito Tércio Garcia na Câmara.
Em outubro de 2003, Rochinha foi preso por tentativa de homicídio. Ele feriu com um canivete Domingos Raimundo da Paz, o Mingão, durante a inauguração da sede do PMDB em Santos. Mingão é dono do jornal Clarim, que também é distribuído em São Vicente.
Antes do fato, os donos dos dois jornais rivais utilizavam, um contra o outro, as edições com propósito provocador. Rochinha ficou preso por pouco tempo. Após ter uma crise de hipertensão na cela, teve de ser hospitalizado.
“Dr. Guerra…. O Sr. Wilson, conhecido por “gordo” e também por “rocambole” no meio policial, também mantém uma milícia armada em escolta de dinheiro na Viação Piracicabana composta por policias de Praia Grande. Quando da reforma das viaturas do GOE, consta que foi êle quem pagou, e nessa época, circulou entre seus “funcionários” lá pela Praia Grande, que êle conseguiu aumentar em 50% a grana arrecadada para o Deinter. O conhecí quando trabalhei em um D.P. de Santos; êle deixa bem claro…. -Sou afiliado do Michel Temer, Presidente Nacional do PMDB.Quanto à Viação, consta que êle recebe por hora trabalhada de cada policial uma quantia exorbitante, pagando apenas R$ 7,00; êle tira o dele e o resto vai para o caixa do PMDB da região. Ocorre que êle tb é o responsável por alimentar o caixa do diretório do PMDB na Baixada Santista, onde diretores do Grupo Áurea, são políticos já eleitos e estão Brasília. A coisa é realmente enorme. Cada região deste país tem um “Gordo” para alimentar a sede de poder desses caras.Um abraço.Por favor não tenho forças para suportar uma retaliação por conta dessas informações. Mantenha-me em sigilo”.
Absurdamente quem era Malufista roxo se converteu ao Marxismo; prestando serviços ao PT, inclusive.
E onde se encontrar um petista dessa espécie – convertido por interesses inconfessáveis – serão encontradas todas as modalidades de fraudes na Administração Pública e, obviamente, “assassinatos por encomenda” para calar o denunciante. Outro ponto em comum: empresas de ônibus “versus” perueiros “versus” o interesse público.
AS MILÍCIAS DA BAIXADA SANTISTA
“Dr. Guerra….
O Sr. Wilson, conhecido por “gordo” e também por “rocambole” no meio policial, também mantém uma milícia armada em escolta de dinheiro na Viação Piracicabana composta por policias de Praia Grande.
Quando da reforma das viaturas do GOE, consta que foi êle quem pagou, e nessa época, circulou entre seus “funcionários” lá pela Praia Grande, que êle conseguiu aumentar em 50% a grana a arrecadada para o Deinter.
Quanto à Viação, consta que êle recebe por hora trabalhada de cada policial uma quantia exorbitante, pagando apenas R$ 7,00.”
A existência de milícia compostas por policiais, ex-policiais , gansos e simpatizantes nunca foi nenhuma novidade. A mais atuante foi criada e estabelecida em São Vicente na década de 70; sendo a ramificação local do ESQUADRÃO DA MORTE da Capital.
Foi muito atuante até o meado da década de 90, quando o grupo Viação Santos-São Vicente trocou de mãos.
A maioria dos policiais que se envolveram nas atividades do grupo Viação acabou muito mal.
E a grande parte dos desaparecimentos e execuções de pessoas na Baixada Santista foram praticadas por integrantes dessa milícia.
CORRUPÇÃO INSTITUCIONALIZADA (INDEPENDÊNCIA PARA A CORREGEDORIA OU MORTE)
A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE !
A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE !
29/09/2006
O que foi que nos aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, “explicáveis” demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece.
Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe.
Arnaudo Jabour a respeito do mensalão, também aplicável a tudo mais nesta terra: da ANAC a RENAN; de FHC a LULA.
E NO CASO DA POLÍCIA – O DEINTER-6 – DE SANTOS.
A corrupção do seu Diretor e do Seccional!
Ser sogro de Deputado Estadual deve dar direito ao enriquecimento ilícito.
NINGUÉM SABIA DE NADA – NUNCA OUVIRAM FALAR DE PROPRINA NA POLÍCIA CIVIL
CASSINO FUNCIONANDO E O DIRETOR E O SECCIONAL NÃO SABIAM ?
60 MÁQUINAS APREENDIDAS E A VERGONHA DO GAERCO TER QUE CHAMAR A PM PORQUE SE AVISA A CIVIL ERA CAGUETAGEM NA CERTA !
MANDA VER !
JORNAL A TRIBUNA
Sexta-Feira, 14 de Setembro de 2007, 07:08
Estourado cassino na Espírito Santo
Da Redação
Dissimulado sob a fachada de um imóvel sem qualquer identificação e cuja entrada era controlada por meio de câmera, interfone e seguranças, um verdadeiro cassino foi descoberto na Rua Espírito Santo, 99, no Campo Grande, às 23h20 de quarta-feira. No local havia cerca de 60 máquinas de caça-níqueis em operação. Na condição de apostadores, aproximadamente 50 pessoas, todas adultas e a maioria do sexo feminino, foram identificadas e conduzidas ao 7º DP como testemunhas. Após o registro de boletim de ocorrência, o grupo foi liberado. O promotor de justiça Cássio Roberto Conserino comandou a operação e disse que ela foi motivada por uma denúncia anônima. Para checá-la, ele contou com o apoio de policiais da Força Tática do 6º BPM/I. Posteriormente, dois delegados das polícias Civil e Federal foram acionados ao cassino clandestino. Responsável pelo Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco), do Ministério Público, Conserino instaurou procedimento investigativo para apurar a máfia dos caça-níqueis na região, a partir de denúncias disparadas pelo delegado Roberto Conde Guerra. Por meio de seu blog (diário eletrônico) denominado Flit Paralisante, Guerra revelou supostos esquemas de corrupção que dariam guarida à máfia dos jogos. No último dia 4 de julho, ele depôs durante cerca de três horas e meia ao promotor de justiça na sede do Gaerco, no Centro de Santos.DINHEIROApontado como um dos dois donos da casa clandestina de jogos do Campo Grande, Osvaldo Eduardo Maricato Pitta, de 41 anos, foi detido no local, mas também foi liberado após o registro do BO, porque a infração apurada — contravenção penal de jogo de azar — é considerada de menor potencial ofensivo. Porém, a apuração de outros crimes está sendo investigada, como contrabando e delitos contra a ordem econômica. Por esse motivo, o delegado Cássio Nogueira, da Polícia Federal, foi acionado pelo promotor. O delegado Otávio Augusto Carvalho, que estava de plantão no 7º DP, também se dirigiu ao local. Proveniente de apostas, a quantia de R$ 26.398,75 foi apreendida, bem como anotações supostamente ligadas à contabilidade da atividade clandestina e documentos que podem ter relação com o esquema. Madeiras e materiais de informática para a confecção de caça-níqueis também foram recolhidos.
NÃO QUEREMOS OUTROS CONCORRENTES
MENINO DE OURO DA POLÍCIA INJUSTAMENTE CALUNIADO…DETESTA TRAFICANTES
MARIO CESAR CARVALHO -KLEBER TOMAZ – da Folha de S.Paulo .
Três investigadores do Denarc, o departamento de narcóticos da Polícia Civil de São Paulo, foram condenados a 12 anos de prisão por tráfico de drogas. Não é um simples caso de policial que se torna traficante. No decorrer do processo, a cúpula do Denarc defendeu os investigadores e tentou evitar que eles fossem presos pela PF.
Os delegados que comandavam o departamento alegaram que os policiais estavam infiltrados num grupo criminoso para depois incriminá-lo. A Justiça desconsiderou o argumento. Não havia autorização judicial para a infiltração.
Os investigadores –os irmãos Sérgio Antonio Saconi, 39, e Sandro José Saconi, 37, e César Wesley Porcelli, 39– foram condenados por terem financiado a remessa de 1,5 kg de cocaína de Manaus (AM) para Campinas (SP) em 2004.
De acordo com a Polícia Federal, o volume de droga que eles negociavam era muito maior, de 1.520 kg. O grande negócio não foi concretizado porque a PF prendeu os traficantes que os policiais usavam, segundo a decisão judicial.
O trio condenado continua trabalhando no Denarc, mas está em função administrativa: perdeu o direito de portar armas e usar o distintivo. Presos pela PF em novembro de 2004, os três obtiveram em abril de 2006 um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal que lhes dá o direito de apelar da condenação em liberdade.
A Corregedoria da Polícia Civil investiga os três policiais condenados. A tendência do órgão é seguir a decisão judicial e pedir a demissão do trio. A condenação ocorreu em julho.
A PF esbarrou no caso dos policiais traficantes ao investigar um grupo de colombianos em Araçoiaba da Serra, a 117 km de São Paulo. Ao grampear um telefone público que os traficantes usavam, a PF deparou-se com os policiais. As conversas mostram que eles negociavam a compra de cocaína. Ainda segundo a investigação da PF, os irmãos Saconi cuidavam da segurança dos traficantes durante o transporte da droga.
Robert Leon Carrel, um dos delegados mais famosos da história do Denarc, por causa da quantidade de drogas que apreendia, aparece em interceptações telefônicas combinando com um dos investigadores condenados, Sérgio Saconi, onde pegariam a droga.
“Tem um hangarzinho?”, pergunta Carrel.
“Tem”, responde Sérgio.
“Não tem PM, não tem nada…”, quer saber Carrel.
“PM?”
“É.”
“Há, não. É bem… o negócio é agrícola”, afirma Sérgio.
“Minha preocupação é: a gente tá lá esperando os caras e acontece que nem aconteceu em Itu. Caralho! E chega aquele monte de filha da puta de PM lá”, explica o delegado.
Logo em seguida, Carrel parece detalhar o que estavam negociando: “Tá legal, tá bom pra caralho, pô! 100 kg, caralho! A gente já vira a página”.
Quando foi preso o traficante que trazia 1,5 kg de cocaína de Manaus, Sérgio ligou para o delegado e ele orientou-o a ir até o Denarc. Carrel, no entanto, não foi acusado no processo.
Dois delegados da Polícia Civil que conversaram com a Folha dizem que a PF pode ter incluído o nome de Carrel no processo por ciúmes das apreensões que ele fazia, superiores à dos federais. Até 2004, Carrel era abastecido com informações do DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos.
Carrel era uma lenda entre os policiais. Teria alugado helicóptero para fazer o papel de traficante superpoderoso. Num outro episódio, teria aparecido de cadeira de rodas, interpretando um traficante tetraplégico. Como fazia apreensões de grande porte, nunca teve seus métodos questionados.
Outros dois delegados da cúpula do Denarc à época, Ivaney Cayres de Souza e Everardo Tanganelli, testemunharam na corregedoria a favor dos investigadores –disseram que eram bons profissionais.
No processo, o delegado da PF Sílvio César Fernandes Dias diz que Ivaney, Everardo e Carrel tentaram impedir a prisão dos investigadores. Ivaney teria ligado a ele e ameaçado: “Seu trabalho é sem critério. Você vai ver o que vai acontecer com você”. Ivaney refuta essa versão. Diz que foi ele quem prendeu os três investigadores.
Na interpretação do juiz, a infiltração dos investigadores era uma farsa. Quando o traficante peruano foi preso com 1,5 kg de cocaína no aeroporto de Viracopos, em Campinas (95 km de SP), os policiais do Denarc estavam no local. Se fossem infiltrados, eles ajudariam a PF a efetuar a prisão. Os investigadores, porém, fugiram.
Outra evidência de que os investigadores eram traficantes, segundo o juiz, foi que nenhum grama de cocaína comprada por eles foi apresentado ao Denarc –a droga era revendida pelos investigadores.
Outro lado
A Folha não conseguiu falar com Daniel Bialski, advogado de César Wesley Porcelli. Ele estava nos EUA, segundo seu pai, o também advogado Hélio Bialski. A Folha não conseguiu localizar os atuais advogados de Sérgio e Sandro Saconi.
No processo, os dois informaram que uma decisão judicial autorizava a infiltração em um caso e que este acabou se desdobrando em outra investigação.
O atual diretor do Denarc, Everardo Tanganelli, diz que o departamento não compra drogas nem infiltra policiais em grupos criminosos sem autorização judicial. Em nota enviada pela Secretaria de Segurança, ele afirma que o Denarc segue rigorosamente o que está previsto na lei nº 9.034, de 1995, a qual estabelece a obrigatoriedade de acompanhamento judicial nos casos de infiltração.
No caso dos policiais condenados, o departamento não tinha conhecimento da compra de drogas sem autorização judicial, segundo ele.
A nota informa que a cúpula do Denarc em 2004 (Ivaney Cayres, Tanganelli e Robert Leon Carrel) prestou depoimento sobre os três investigadores à Corregedoria, limitando-se a comentar a rotina dos policiais –não falaram sobre o crime “uma vez que não o presenciaram”.
Ivaney, que hoje está na Academia de Polícia, informou por um assessor que nunca tentou impedir a prisão dos policiais. Ele diz que foi ele quem os prendeu e os entregou à PF. Ainda segundo o delegado, o Denarc nunca comprou drogas com dinheiro de verdade –só usava cédulas falsas.
Ivaney e Carrel não quiseram falar à Folha. A reportagem explicou a um assessor de Carrel que as conversas do delegado com um dos condenados seriam citadas. O assessor disse que a mãe do delegado estava doente e ele não falaria.
Nunca existiu batismo nas substâncias apreendidas pelo DENARC.
A do Naldinho não estava aguardando comprador.









