Archive for Outubro 29th, 2007
DISCREPÂNCIAS!
mgalego2002Mon, 10 Feb 2003 14:30:34 -0800
Não quero ser chato, mas gostaria de destacar alguns pontos. Dentre muitos que podem ser destacados em seu tempo, existem esses dois: em uma reportagem, destaca-se os “bons tratos” dados aos seqüestrados e, em outra, mostra-se que a coisa não era tão perfeita assim. Como se houvesse algum bom trato depois de se privar alguém da liberdade pessoal, de uma forma ilegal e violenta como o seqüestro. A imprensa “passa a mão na cabeça” desses indivíduos, quase que romanceando suas histórias. Será que é medo?
Bem, analisemos…
Márcio Almeida
Agetepol – CEPOL – SP
Mais longo seqüestro da história leva à prisão do líder da maior quadrilha do país
13:47 10/02
Carina Martins, repórter iG em São Paulo ([EMAIL PROTECTED])
SÃO PAULO – O mais longo seqüestro do país terminou na madrugada desta segunda-feira, com a prisão de Pedro Ciechanovicz, apontado como líder de uma das maiores e mais surpreendentes quadrilhas da história policial brasileira. Atuando há nove anos, a quadrilha é acusada de ser responsável por todos os grandes seqüestros desde 95.
Mas a polícia demorou para montar o quebra-cabeça, graças à “inteligência e profissionalismo” de Ciechanovicz. “Ele é um superprofissional“, disse o delegado Everardo Tanganelli. A quadrilha é acusada de ser responsável, entre outros, dos seqüestros dos donos da G. Aronson, Cutrale e do filho do dono das Lojas Cem.
O delegado do Denarc Everardo Tanganelli está há cerca de um ano e meio investigando a quadrilha, mas só chegou ao nome do líder um mês atrás. Dos 29 integrantes, 11 foram presos e dois mortos. Mesmo assim, a quadrilha não era desmantelada, porque a polícia não conseguia chegar a Ciechanovicz. Isso porque o grupo era organizado em células, como nas organizações terroristas.
O organograma funcionava da seguinte forma: na célula-mãe, da qual Ciechanovicz fazia parte, havia cinco pessoas. Essa célula recrutava pessoas em cidades do interior de São Paulo para realizar determinado seqüestro, criando assim uma nova célula, que se agregava ao grupo. Muitas vezes, essas células secundárias faziam o levantamento de quem seria a nova vítima. A nova célula seqüestrava a vítima – com o apoio logístico da célula-mãe – e entregava o seqüestrado para os líderes. Na prática, os seqüestradores nem sabiam onde ficava o cativeiro. Para Tanganelli, “é coisa de se fazer até um filme”.
Descrito como muito inteligente e culto, Ciechanovicz teria aprendido as táticas “terroristas” na temporada que passou preso na Penitenciária do Estado, onde teria conhecido os seqüestradores de Abílio Diniz.
Ciechanovicz foi preso após uma operação policial que o acuou em sua casa, em Curitiba, “um verdadeiro bunker”, segundo Tanganelli. A negociação durou nove horas, e chegou a ter troca de tiros. Ciechanovicz ameaçou se suicidar e matar sua esposa, e assim ganhou tempo para se comunicar com as “células” e ordenar a libertação do empresário João Bertin, 82 anos, que estava em cativeiro havia 157 dias – no mais longo seqüestro do país. Ciechanovicz também teria orientado uma destruição maciça de provas, antes de se entregar à polícia.
O Denarc não foi até o cativeiro de Bertin, mas as demais vítimas da quadrilha sempre foram “bem tratadas” (destaque meu). “Tinham o alimento que pediam, e ficavam impressionadas com a qualidade dos livros que Ciechanovicz lhes fornecia” (grifo meu), disse Tanganelli. “Uma das vítimas chegou a desenvolver a síndrome de Estocolmo, e se refere aos seqüestradores com carinho”. No entanto, a quadrilha mandava para a família fotos das vítimas sob a mira de armas como fuzil 7.62, AK 47 e M-16.
(Agora o contraponto…)
Empresário libertado nesta segunda está desnutrido
15:07 10/02
Redação ([EMAIL PROTECTED])
O empresário João Bertin, 82 anos, libertado na madrugada desta segunda-feira após 157 dias de sequestro, foi examinado por um médico, que constatou desnutrição (negrito meu). Ele no entanto, já está com a família em Lins e passa bem. As informações são da TV Modelo.
Em entrevista à TV, o empresário, dono de um dos maiores frigoríficos do país, falou que, por enquanto, seus planos para o futuro era apenas “almoçar”.
Bertin foi libertado numa estrada vicinal entre Assis e Paraguaçu Paulista. Ele conversou com um grupo de crianças que esperava o ônibus escolar e
pediu carona para o motorista do veículo.
O empresário foi solto depois da prisão, em Curitiba, de Pedro Ciechanovicz, apontado como líder de uma das maiores e mais surpreendentes quadrilhas da história policial brasileira.
OS PORQUÊS DE CERTAS PROMOÇÕES POR MERECIMENTO!
Setembro de 1985
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A S F R A U D E S D O I N A M P S
A VERDADEIRA HISTÓRIA DA MAIS CHOCANTE FRAUDE DO BRASIL
C O M O F O I D E T E C T A D A
Os envolvidos nesta Máfia brasileira
Os porquês que impediram a elucidação
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Sellinas, diretor da SECRETEL, Serviço de Inteligência Científica Ltda. apontando a grandeza da fraude, em conferência dentro do Show-Room da empresa. |
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Georges P. Sellinas (São Paulo, SP)
Dentro do complexo da sociedade, uma mistura de idéias, caracteres, mentalidades e costumes, formam a luta da sobrevivência lícita e ilícita, legal e criminosa.
Forma-se, o criminoso e a vítima, o ataque e a defesa.
Fazem parte, os que constroem e os que destroem; os honestos e desonestos; os corruptos, os chantagistas e os aproveitadores.
Alguns protegidos e outros perseguidos por um complexo de Leis manipuladas e aproveitadas por alguns que desequilibram, com suas influências, os interesses e bem estar da sociedade, gerando inclusive a desordem, a violência e tudo tipo de crime e contravenção. São alguns “defensores” das mesmas que escondem seus crimes atrás dos distintivos.
Geralmente, os crimes desses “protetores” da sociedade, tem um denominador comum, é a obtenção ilícita de riquezas às custas daqueles que pagam para se sentirem protegidos.
A “Fraude do INAMPS”, premiou alguns, enriquecendo-os ilicitamente às custas da desgraça das camadas mais pobres desta sociedade.
Esta fraude, é destacada como o crime mais doloroso e mais chocante, porque contaminou e condenou aqueles que tem como único recurso de sobrevivência, a Previdência Social.
Foi exatamente esta consideração que despertou os sentimentos do engº Sellinas e da equipe de sua empresa SECRETEL, Serviço de Inteligência Científica Ltda. em conjunto com alguns delegados e agentes da Polícia Federal, confiados à Sellinas pelo delegado Romeu Tuma, que na época era superintendente do Depto. Regional da Polícia Federal de São Paulo, para detectar todos os “mecanismos” daquela imensa fraude.
Em 14 de julho de 1983, exatamente quatro meses após a posse de Tuma à frente daquela superintendência, a SECRETEL recebeu uma denúncia, informando que vários serviços ilícitos se desenvolviam na agência de detetives particulares “MERCURIO de Investigações” de Valdecy Moraes de Jesus, estabelecida à rua Vitória, 829, 11º andar – posteriormente no 1º andar – em São Paulo.
Depois de um cuidadoso e bem articulado plano de contra-espionagem, a SECRETEL, infiltrou naquela agência de Valdecy, um de seus agentes secretos, especialmente treinado, a se candidatar como funcionário daquela agência, instruído-o e ampto. para suportar inclusive, todos os “inconvenientes” do “novo emprego”.
Durante os cinco meses de “trabalho” do agente, naquela agência, inúmeros serviços de “grampos” haviam sido contratados ao proprietário e detetive particular, que em sua maioria foram executados, pelo detetive particular, Aparecido Feliciano da Silva.
Numa das “fichas/contrato” de prestação de serviços, que Valdecy firmava com seus clientes, figurava o nome do economista MILTON DE MELO MILRÉU como mandante de “grampo” nos telefones de algumas pessoas categorizadas. Esta informação, enviada à SECRETEL, pelo seu agente “lotado” naquela agência de Valdecy, levantou grandes suspeitas políticas para Sellinas.
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Os “grampos” que Milton de Melo Milréu havia contratado com Valdecy eram: No telefone, 570-7530 pertencente ao Cel. THOMAS CAMANHO NETO, ex-superintendente do INAMPS de S.P., instalado em sua residência à Alam. dos Nhambiquaras, 166 em São Paulo. No telefone, 267-8879 pertencente ao ADILSON GOMES DE OLIVEIRA, ex-Secretário da Receita Federal e genro do Presidente do INAMPS, médico ALOYSIO SALLES, instalado em sua residência à rua Visconde de Pirajá nº 201 – 11º andar, no Rio de Janeiro. E no telefone, nº 32-1957 pertencente ao ex-governador (na ocasião, vice-governador de São Paulo ORESTES QUÉRCIA), instalado à rua Conselheiro Gomide, 233 na cidade de Campinas do Estado de São Paulo.
Pesquisada e analisada esta informação por parte da equipe, da Secretel, foi concluído, tratar-se de algo muito importante e se fazia necessária a presença da Polícia Federal, que por sua vez, coordenaria o flagrante do “grampeador” e de seus “mecanismos” de escuta clandestina, logo após a detecção e localização dos mesmos, pela equipe técnica da Secretel.
Sellinas, pediu então ao superintendente Romeu Tuma (amigo na ocasião), seu consentimento em prosseguir a “operação”. Consentido-se, ofereceu o delegado EVERALDO TANGANELLI e sua equipe de agentes das Operações Especiais, que inclusive incluía, o especial amigo, de Sellinas, o agente, federal na ocasião, MIGUEL FLORIANO DA SILVA.
Junto com o delegado Tanganelli, Sellinas articulou o esquema da detecção dos “grampos”, que entraria em ação logo após o recebimento do sinal verde do agente secreto, “lotado” na agência de Valdecy Moraes de Jesus.
No dia 04 de Dezembro de 1983, Valdecy recebeu a quantia de Cr$.4.000.000,00, de Milton de Melo Milréu, programando imediatamente a instalação dos referidos “grampos”, ao “grampeador” Aparecido Feliciano da Silva.
Devido a complexidade da operação dos “grampos” e a falta de auxiliar para o “grampeador”, Valdecy, obrigou o “agente secreto”, lotado como funcionário na empresa do Valdecy, de auxiliar o “grampeador” em seu “trabalho, na instalação dos “grampos” nos telefones, de Camanho e em seguida do vice-governador, em Campinas.
Durante a instalação do “grampo” fora da casa de Camanho, uma das equipes da empresa SECRETEL, acompanhava e fotografava, com teleobjetivas a instalação do “grampo” e do “auxilio” que oferecia o “agente secreto” da empresa acima!
Completado o “serviço”, o “grampeador” e seu “auxiliar” seguiram para Campinas, dando seqüência da “ordem de serviço” de Valdecy e de seu mandante.
Paralelamente, outra “ordem de serviço” de “grampo” estava sendo enviada por Valdecy à um tal de “Santos”, também “grampeador”, na cidade do Rio de Janeiro, para “grampear” o telefone de Adilson Gomes de Oliveira.
No dia seguinte, 05 do mesmo mês, Sellinas, solicitou ao delegado Tanganelli, preparar sua equipe, recomendando inclusive, não efetuar o flagrante imediatamente, mas aguardar uns dois dias, dando tempo desta forma, para que os “grampos” produzissem gravações suficientes, que possam orientar as investigações posteriores.
No dia 06, precipitado (ou atendia “ordem” de alguém) o delegado Tanganelli, formou duas equipes, compostas pelos agentes federais: José Venâncio Ferreira Filho, Benedito José Felice, Petronio e Miguel Floriano da Silva, para flagrar o “grampeador” num dos dois locais que por ventura se fizer presente, em São Paulo, ou Campinas.
Simultaneamente, uma ordem do DPF/SP seguia ao DPF do Rio de Janeiro, para que outra equipe, flagrasse o “grampeador” Santos no endereço de Adilson Gomes de Oliveira.
Após os flagrantes acima expostos, a equipe de operações especiais do delegado Everaldo Tanganelli, dirigiu-se à agência de Valdecy apreendendo todo “ferramental” dos serviços ilícitos daquela agência, inclusive armas, documentos e várias fitas gravadas, recolhendo Valdecy, “grampeador” e o “agente secreto” (para que Valdecy não desconfiasse dele), ao DPF/SP para depoimento e abertura de ocorrências.
Valdecy já havia escondido algumas fitas gravadas, pois devia justificar “serviço” ao Milton de Melo Milréu. Descobertas posteriormente, pelo “agente secreto”, foram entregues ao delegado Tanganelli, por intermédio de Sellinas, junto com um jogo de fotos, tiradas, durante a instalação dos “grampos” pelo “grampeador”, fora da casa do Cel. Thomas Camanho Neto. Apesar que este material constituía prova incontestável e que deveria ser juntado nos processos, sumiu-se!!! A partir dai, é que Sellinas passou a desconfiar, a Polícia Federal de Romeu Tuma e da Justiça Federal de Laurindo Dias Minhoto Neto.
O delegado Tanganelli, se reportava diretamente ao delegado José Massilon Bernardes Filho, o qual fazia parte da diretoria da Superintendência. À ele, Tanganelli, entregou o material apreendido.
Para Alguns do DPF/SP, uma nova “conquista comercial” abria-se pela frente. Uma nova “business” seria explorada. Uma nova “caça” à vista! “Milton de Melo Milréu”. Homem rico, envolvido na fraude, até o pescoço. Uma nova era para o “triângulo”: DPF/Minhoto/Nazzari. Era evidente, que Alguém, dentro do DPF comandava e resolvia a “parte” do chefão Romeu Tuma!
A operação seguiu com a liberação do Valdecy, logo após os depoimentos. Foram cercados todos os meios do mesmo, com o objetivo de localizar as fitas gravadas que viriam do Rio de Janeiro, que até naquele momento haviam sido guardadas pelo agenciador e “grampeador” daquela cidade e conforme as informações do agente secreto, viriam à São Paulo, com o intermediário e auxiliar de Valdecy, Artur de Melo para serem entregues posteriormente, pelo Valdecy, ao Milton de Melo Milréu, o qual integralizava o pagamento combinado, com um saldo de Cr$.4.000.000,00.
Visando o êxito na captura de Artur de Melo, de posse das fitas gravadas, estabeleceu-se uma ponte telefônica, durante 24 horas, entre SECRETEL e o Depto. de Ordem Pública Social do DPF/SP da rua Piauí, 527 passando desta forma todas as informações vindas secretamente do “agente secreto”, e “auxiliar” de Valdecy, o qual continuava ainda em atividades, naquela agencia, aproveitando a insuspeita confiança que Valdecy, conservava à ele.
O Diretor interino daquele Órgão na ocasião, era o delegado José Benedito de Oliveira Souza, substituindo na ocasião o Veronezzi, que se encontrava em férias. Assumiu pessoalmente o comando dia e noite nas estradas na espera de Artur de Melo, que conforme informações, viria do Rio de transporte coletivo.
Foi o delegado Oliveira que inicialmente, armou os inquéritos e os canalizou à Justiça Federal, 3ª Vara, ao ex-juiz e titular daquela Vara, na época, Laurindo Dias Minhoto Neto, que há vários anos era “catedrático” em “julgar” todo tipo de crimes, principalmente financeiros de alto nível, ou “julgar” crimes de réus milionários, dispostos a pagarem grandes subornos!
Mesmo assim, Laurindo Dias Minhoto Neto, foi um dos três ângulos do Triângulo, como acima exposto, porém o mais desgastado.
Apesar de ser o ângulo do “topo”, outros, o aproveitavam. os espertos e estrategistas da Polícia Federal, como também, o advogado do diabo Nelcy Nazzari! Estes últimos preparavam os inquéritos, dentro de um esquema “armado”, que oferecia “condições e facilidades” ao Minhoto para despachar dentro dos propósitos do “cliente réu”!
Seguiram inúmeras investigações, por parte dos “experts” do DPF/SP. O conteúdo das fitas gravadas do Valdecy, destinadas para Milréu, era a orientação do “grupo”, para atacarem locais de fraudes, principalmente hospitais.
Inúmeros hospitais foram “visitados”, pelos policiais federais. Os pequenos, apareciam nos noticiários como acusados de fraude! Para os médios e grandes hospitais existia “acerto”. Este “acerto” varia, dependendo do porte da fraude, do prestígio dos proprietários e o impacto do momento. As “verbas” eram estipuladas pelos estrategistas federais. Em quanto isso ocorria nos hospitais e outros locais envolvidos na fraude do INAMPS, Milton de Melo Milréu, “desembolsava” quantias bem sofisticadas, ao intermediário Nelcy Nazzari, com a justificativa de “alimentar” aquele juiz, para “prepará-lo” e “amaciá-lo”, para que na ocasião do grande “ataque”, esteja tudo “controlado”.
Na Polícia Federal, o clima era de muito “movimento”. Tuma, “elaborando” manchetes sensacionalizantes, para os jornais, como de seu costume, justificando desta forma, suas estratégias. Divulgando: “Prisão preventiva para Milton de Melo Milréu”. “Polícia Federal à procura do homem das fraudes do INAMPS”. E outras manchetes adequadamente preparadas para servirem de “iscas” e exploração financeira do Milréu, e dos outros fraudadores dos hospitais. O objetivo, era sempre apavorar os “criminosos da fraude” e “prepará-los”, para “caixinhas” gordas (esta é uma estratégia que os mafiósos da Polícia Federal, sempre adotaram). Todos os “leões loucos”, em cima do Milréu!!! Em quanto isso, os verdadeiros e grandes fraudadores, responsáveis daquela instituição, se encontravam cada vez mais apavorados. Pois era o “esquema”, estrategicamente montado, pelas armadilhas corruptas do grupo dos auxiliares do xerife Romeu Tuma.
Naquelas alturas, Milréu se encontrava escondido na fazenda de Nelcy Nazzari, explorado com a quantia de Cr$.850.000,00, para entregar ao Minhoto, para derrubar a prisão preventiva (desta vultuosa quantia – para aquela época, – Minhoto, recebeu apenas, Cr$.50.000,00, pois Nazzari o explorava sempre junto com os outros da quadrilha. Abocanhava somas fabulosas, deixando por trás, o resto da quadrilha, pois foi assim que criaram-se as grandes divergências entre ele [Nazzari] e Romeu Tuma, e Veronezzi). Uma grande parte ficou com Nazzari e o restante foi para os “sócios” federais!
Milton de Melo Milréu, procurava desesperadamente, acordo direto com Romeu Tuma.
Foi exatamente neste ponto, que Sellinas entrou em ação:
Procurou Tuma, na sua residência (ainda no velho endereço, da rua Caravelas), e propôs à ele, permitir, montar um flagrante ao Milréu, com a acusação de suborno, à Autoridade Federal. Milréu, através de um amigo, havia preparado, a vultuosa quantia de Cr$.13.000.000,00. Uma mala, cheia de dinheiro, que “derrubava” qualquer tradicionalmente honesto.
Era aproximadamente, 20h00′ da noite. Tuma, concordou com a proposta idéia. Na conversa com ele, informou, que outros amigos, haviam feito à ele, a mesma proposta de suborno, aconselhando, inclusive, ficar com o dinheiro. No plano de Sellinas, o caso era para montar o flagrante.
Após esse encontro, Sellinas se retirou, e dirigiu-se a sua residência, pensando no caminho a montagem do flagrante. Em volta das 23h00′, Tuma telefonou-lhe de “suspender” o que havia combinado. Para Sellinas, não era necessária nenhuma outra explicação, pois Tuma, não gostava de tratar “assuntos” por telefone, ainda naquela época. Aquela decisão não agradou Sellinas. Pois, ele era suficientemente armado com informações, conhecia toda aquela podridão, na palma da mão e já sabia seus propósitos.
Tuma, tentou inúmeras vezes enganar e se apresentar o tal, mas na realidade era outro. Sellinas, sempre concordou com ele. Nunca o convenceu. Apresentava-se muito fácil para ele. Pronto, para qualquer coisa que pediria. Incansável e enérgico, para cumprir, aquilo que Tuma solicitava à ele.
Dias mais tarde, o “conteúdo” da mala, ha tempo preparada pelo Milton de Mello Milreu, foi a seu destino, misteriosamente preparado. Conforme informações posteriores.
Ainda, aquela mesma noite, Tuma fez alguns contatos com pessoas de sua confiança, dando conhecimento do plano Sellinas. Esta foi imediatamente substituída, por outro “plano” mais “eficiente” (!!!)
A partir daí, Milton de Melo Milréu, dava seus depoimentos, dentro da própria superintendência da Polícia Federal, no 18º andar. Tinha toda a liberdade inclusive, dar entrevistas à imprensa, dentro na superintendência da Polícia Federal da rua Antônio de Godoi, e ainda, com os privilégios de uma pessoa da casa.
Foi por isso que a fraude do INAMPS, naufragou. Tuma não tornou-se herói, mas ganhou parte da “mala” acrescido do “PRÉMIO ESSO DE PUBLICIDADE”!!! Publicado no jornal “O Estado de São Paulo” seu jornal mais privilegiado, que cumpria com manchetes a pedido dos “amigos” (!!!)
Apesar dos inúmeros culpados desta chocante fraude, inclusive ministros, todos escaparam pela tangente, “graças” ao “herói” Romeu Tuma!!!
Em 25 de Setembro de 1986, Sellinas enviou ao jornal “Folha de São Paulo”, uma carta, fazendo referência: A punição do juiz das fraudes. Foi publicada em, 03 de Outubro, logo no início do mês seguinte. Naquela carta, Sellinas alertava:
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“A punição do juiz Laurindo Dias Minhoto Neto, conforme noticiado, não fecha a história da série de fraudes que foi acusado e envolvido. Será que não existem cúmplices, omissos ou coniventes? Será que a monstruosa fraude do INAMPS não envolve gente grossa que preparou o ‘prato’ do ex-juiz e continua ao bel-prazer às custas dos pobres contribuintes? Trata-se de uma história muito complexa e mal contada.”
Esta denúncia, esclarece somente pouquíssimos pontos corruptos da mais poderosa fraude do Brasil, mas é um esclarecimento importante, não somente para apresentar mais uma denúncia contra as autoridades corruptas, mas para servir, como resposta à revista “AFINAL” de 27 de Agosto de 1985, que publicou uma reportagem com título: “TUMA PRENDE BUSCHETTA, DESVENDA O CASO MENGELE E GANHA FAMA INTERNACIONAL, SO NÃO VENCEU A MÁFIA DO INAMPS”. Agora a respeitadíssima “AFINAL” sabe o porque!


