Até agora, os depoimentos reforçam a versão de Baracat. “O bandido costumava abordar casais em carros de luxo, levantava a viseira e anunciava o assalto”, afirmou o delegado.
De acordo com Fontes, para evitar que fosse reconhecido, Brabosa cobria a placa traseira da moto com um saco plástico. Os investigadores duvidam que ele agia sozinho. “Suspeitamos que ele tinha cobertura de mais um criminoso e pelo menos de um receptador”, disse Fontes. “Temos certeza de que ele fazia arrastões no Morumbi e no Ibirapuera para roubar relógios”, reforçou.
Para o delegado, o comparsa fugiu após os disparos do promotor – que foi investigador de polícia antes de entrar no Ministério Público, em 1988. O advogado da família do motoboy, Paulo Guimarães da Silva, acredita que tenha havido uma briga de trânsito. “Como um cidadão vai roubar sem arma?”, afirmou Silva.
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo César Rebello Pinho, decidiu remover Baracat do Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep). Pinho ainda afirmou que a arma utilizada contra Firmino Barbosa não estava registrada no nome de Baracat.
Segundo o promotor, Baracat apresentou à Polícia Civil uma pistola 9 milímetros, de uso restrito, como a arma usada para os disparos em Barbosa. “Ainda não chegou o laudo da arma e seria precipitado adiantar alguma conclusão, mas ela não estava no nome dele”, disse. Na avaliação de Pinho, embora todo promotor tenha como uma das prerrogativas o porte de arma, nem com o seu aval, de chefe do MP, o uso de uma pistola desse calibre estaria permitido e Baracat poderá responder por porte ilegal de arma – as de uso restrito prevêem pena de 3 a 6 anos de prisão.
_http://www.estadao.com.br/noticias/geral,,105847,0.htm___________________________________
Considerando que o Delegado denunciado foi Investigador, do mesmo modo que foi o hoje Promotor Pedro Baracat Guimarães Pereira, a decretação das prisões apenas em relação aos quatro investigadores, NÃO TEM POR FUNDAMENTO A PERICULOSIDADE PRESUMIDA DOS MEMBROS DA CARREIRA DE INVESTIGADOR.
A ciranda da fortuna: Promotor filho do mais respeitado Delegado da Polícia Civil ; que , muito jovem, foi investigador – hoje – denuncia Delegado filho de outro respeitado ex- Delegado Geral ( no governo Covas ), que, igualmente muito jovem, foi seu colega de trabalho como Investigadores de Polícia…
Será que eles ingressaram com 18 anos, em seguida foram trabalhar no DHPP?
Ambos, atualmente, contam apenas 43 anos…Um é promotor desde 1988; outro Delegado desde 1990.
Com uma pontinha de inveja podemos afirmar: ser filho de Delegado importante não é nada mal…
Devem contar com algumas facilidades…
Méritos, também!
Mas o fardo deve ser pesado: HONRAR O PAI!

ADVOCATUS DIABOLI

