Paulo Fleury, que estava há 33 anos na polícia, afirmou que Ferreira Pinto fez campanha para demiti-lo da corporação 11

Delegado ameaçado de demissão diz que secretário o persegue

Sáb, 30 de Janeiro de 2010 10:48
SÃO PAULO

Prestes a ser demitido da polícia, o delegado Paulo Sérgio Óppido Fleury (filho de Sérgio Paranhos Fleury, diretor do Dops -Departamento de Ordem Política e Social-, morto em 1979) tenta reagir contra o que chama de “perseguição e tortura psicológica” por parte do secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

Na última semana, Paulo Fleury protocolou pedidos de providências na Procuradoria Geral de Justiça e no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo, contra o secretário.

Nos documentos, ele o acusa de assédio moral, “tortura psicológica” e também pede que o secretário seja afastado.
Paulo Fleury, que está há 33 anos na polícia, afirma que Ferreira Pinto mantém uma campanha para demiti-lo da corporação. Com os pedidos, ele tenta ganhar tempo para conseguir a aposentadoria antes.

A base das representações de Paulo Fleury é um encontro ocorrido com o secretário em abril do ano passado e no qual ele diz ter sofrido intimidação.
Nesse encontro, segundo a versão do delegado, Ferreira Pinto teria caminhado em sua direção e dito “não passa vontade”. O delegado afirmou à Folha não saber o motivo de o secretário ter dito isso a ele.

Dentro da polícia, a versão para a frase foi uma reação ao fato de que Paulo Fleury teria espalhado que precisava ser feito algo contra Ferreira Pinto.
Um oficial da PM e o delegado Marco Antônio Ribeiro de Campos estavam no gabinete do secretário quando aconteceu o encontro.

Dias depois, Fleury voltou à sede da secretaria e, com uma câmera escondida em uma gravata, gravou uma conversa com o delegado Campos na qual tentou confirmar que havia sido destratado pelo secretário.

O ex-perito do IC (Instituto de Criminalística) Onias Tavares de Aguiar, acusado pelo sumiço de 50 laptops que estavam à espera de perícia em 2005, foi contratado por Paulo Fleury para produzir um laudo sobre a gravação com o delegado Campos e que foi juntado nas representações.

No rol de testemunhas das representações contra Ferreira Pinto, Paulo Fleury citou os nomes, entre outros, dos também delegados Ruy Ferraz Fontes e Alberto Pereira Mateus Júnior, que eram do Deic, já tiveram prestígio na polícia paulista e hoje estão em cargos de menor relevância. À Folha, Fleury disse que tanto Fontes quanto Mateus Júnior sofrem o mesmo tipo de pressão que ele por parte de Ferreira Pinto.

As principais investigações contra o delegado Paulo Fleury na polícia começaram antes de Ferreira Pinto assumir a pasta, em março de 2009.

Quando estava na Delegacia de Turismo, Fleury foi acusado de apreender câmeras de vídeo que haviam sido furtadas e não registrar o encontro; já na Delegacia Antipirataria, o delegado presenteou escrivãs de uma juíza com bolsas falsificadas da marca francesa Louis Vuitton e mantinha uma empresa particular que cobrava para combater pirataria.

Procurado, Ferreira Pinto não quis se manifestar. A presidente da Associação dos Delegados de SP, Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro, que assumiu o posto no dia 11, estava em viagem e não foi localizada para falar sobre as ações da Corregedoria contra delegados no Estado. (ANDRÉ CARAMANTE)

  1. DESPACHOS DO GOVERNADOR,
    DE 1º-6-2010
    No processo administrativo DGP-6156-2003, vols. I
    a IV (CC-7419-2010) c/aps. CC-7418-2010 + CC-7890-
    2010 + CC-17118-2010, em que é interessado Paulo
    Sérgio Oppido Fleury: “À vista dos elementos de instrução
    constantes dos autos, destacando-se o parecer 421-
    2010, da AJG, bem assim o despacho aditivo exarado
    pela Chefia desse mesmo órgão, julgo parcialmente
    procedente a acusação irrogada a Paulo Sérgio Oppido
    Fleury, RG 6.900.074, Delegado de Polícia, do Quadro
    da Secretaria da Segurança Pública, aplicando-lhe a
    pena de demissão, com fundamento nos arts. 67, V, e
    74, II, da LC 207-79.”

  2. Daqui 6 meses quem estará na rua será esse arremedo de Secretário enquanto o Dr. Paulo Fleury, acredito, estará caminhando a passos largos para a reintegração, que, neste caso, entendo justa.

    Não conheço o Dr. Paulo Fleury, não o estou defendendo ou canonizando-o.

    Mas, que, no caso, foi cometida uma arbitrariedade contra ele, entendo que foi.

    E, faço votos de que obtenha a reintegração.

  3. Não trabalhei com o dr Fleury, porém, ninguém mais do que ele poderia ser um delegado de polícia, até porque acredito que ele estava na instituição mais por vontade do que necessidade, logo passada esta gestão de recalcados, alguém com ombridade irá reintegrá-lo.Pior que homem maricas fofoqueiro é mulher beber em buteco .
    O dr Fleury amargará essa demissão mas com certeza voltará, e nessa volta que utilize todo seu conhecimento e injustiça vivida para o bem da Polícia Civil

  4. Demitiram o Fleury, filho do delegado que fez os terroristas fugirem do país. É verdade que alguns voltaram…

    E POR QUÊ? Porque apreendeu algumas mercadorias e não botou no papel. Porque deu umas bolsas de presente. É o que alegaram. Isso não é nada!

    E a robalheira dos políticos, do Sarney (que continua sentado na sua cadeira no Senado), do Renan e de incontáveis outros? Tem ex-governador que está voltando…depois de tanta maracutaia.

    O Brasil, país da robalheira, demite o Fleury? Isso é hipocrisia. Se fosse um politico, nada aconteceria, nem que arrombasse o cofre do Estado.

  5. não sei dos fatos contudo tem muita gente que deveria ter ido para a cadeia com acusações gravissimas vai ver que Paulo não deu o que o Pinto Secretário queria

  6. Já foi tarde, até que a corro demorou um pouquinho para da parecer final no PA, é porque este tinha bala na agulha ($$$$) já se fosse pé rapado já teria rodado muito antes, mas ainda tem um monte DRs igual a este na PC, será estão dormindo????

  7. Pingback: Paulo Fleury, que estava há 33 anos na polícia, afirmou que Ferreira Pinto fez campanha para demiti-lo da corporação | Movie Reviews & Film Critics

  8. Que grandes recordações do então Del de Polícia Sergio Paranhos Fleury, homem íntegro e valorizador de todas missões policiais que lhes era confiadas, continuo respeitando, porém seu filho o que estou sabendo a respeito, não acompanha o mérito do pai, pois com 33 anos de serviço na polícia com direito ja a algum tempo, o porque não solicitou a sua aposentadoria, digo sempre quais as intenções de continuar em um orgão, que ja havia assegurado esta aposentadoria por contar com mais de 20 anos na função policial L.C. Fed. 15/1.9 . okei e pt

  9. Infelizmente, esse coxinha é um psicopata,recalcado e infeliz. Quando ele se aposentou da PM , os coxinhas soltaram rojões , pois ele era um ditador e algoz. Ele tortura psicológicamente os seus subordinados. No entando, o sonho dourado dele era ser delegado e ele não passa de um coxinha da PM. Ele é odiado na PM e eu , particularmente, desprezo essa criatura infeliz.

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