Onde está o dinheiro, Coluna Carlos Brickmann. 13

Brickmann Comunicações Ltda

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Quanto deve ganhar um juiz? Por Carlos Alberto Sardenberg* OS JURISTAS DA TELINHA versus A OAB DORMINHOCA NO SOFÁ, por Ilson Wajngarten* 

Brickmann & Associados Comunicação – B&A – 17/02/2012 – www.brickmann.com.br

Onde está o dinheiro, Coluna Carlos Brickmann.

(*) Coluna exclusiva para a edição dos jornais de Domingo, 19 de fevereiro de 2012

Para melhorar um pouco o salário da PM baiana, não havia dinheiro. A PM entrou em greve, o número de assassínios se multiplicou em Salvador, a quantidade de roubos cresceu dramaticamente.

Para anunciar na TV as inacreditáveis maravilhas do Governo Jaques Wagner, do PT, a felicidade que Sua Excelência proporciona ao povo baiano, o bem-estar que ele associou à alegria e à beleza do pessoal da Boa Terra, dinheiro houve. Um levantamento da colunista especializada Keila Jimenez, da Folha de S.Paulo, mostra que, de 16 de janeiro a 14 de fevereiro, o Governo baiano pagou 426 comerciais em três emissoras: Globo, Bandeirantes e SBT. Mas isso não é tudo: o Governo baiano patrocina também o SBT Folia, que transmite o Carnaval de Salvador, o Band Folia e o Festival de Verão da Globo.

Custos? A tabela de preços das emissoras dá uma pista, mas dificilmente o valor de tabela é o utilizado. É difícil calcular o custo do car naval publicitário: parece claro que as emissoras, diante de tal volume de publicidade, ofereceram algum desconto. Como parece claro, também, que a necessidade que o Governo tem de anunciar, num momento de crise, limita a barganha por descontos.

Mas não é este o ponto: o ponto é que existe dinheiro, que a penúria financeira não é tão grande como se anuncia. Os recursos da publicidade não são suficientes, sozinhos, para pagar um salário melhor; mas em quantos nichos do Governo não haverá recursos disponíveis para remanejamento e uso mais útil?

País rico

Temos 513 deputados federais e 81 senadores, cada um custando mais de R$ 100 mil mensais. Metade dos deputados e dois terços dos senadores tornariam o país menos democrático? Com certeza, não. No entanto, temos este inchaço – e somem-se ao inchaço os custos indiretos e as mordomias. No Brasil inteiro, há cerca de 58 mil parlamentares.

Qual a desvantagem de cortar tudo pela metade?

Caiu a ficha

É indiscutível que a opinião pública apoiou a decisão do Supremo que colocou em vigor a Lei da Ficha Limpa. Ótimo – mas quem é que elege os ficha suja, senão a mesma opinião pública? Nenhum parlamentar, de vereador a senador, nenhum ocupante de cargo executivo, de prefeito a presidente, chegou sozinho à sua cadeira. Todos foram eleitos pelo voto universal, direto, secreto. A lei pode ser ótima, mas é sempre insuficiente se o eleitor não estiver disposto a eleger gente cujo passado conheça, cujo trabalho acompanhe e em quem confie.

Mas, porém, contudo…

O deputado federal Paulinho da Força, candidato a prefeito de São Paulo pelo PDT, convidou Joaquim Grava, médico do Corinthians, para ser seu vice. Convidou também o ex-goleiro Ronaldo, por dez anos titular corinthiano, e o ex-atacante Dinei, de que m a torcida sempre gostou, para disputar a vereança. Motivo, dito pelo próprio Paulinho da Força: quer aproximar-se mais da torcida corinthiana e de seu manancial de votos.

Este colunista já tinha visto coisas como esta: Ademir da Guia, Biro-Biro, Zé Maria, Aurélio Miguel se elegeram. Mas nunca tinha visto a confissão de que o objetivo é despolitizar a campanha e caçar eleitores com base em seus times de coração. Isso não é sujar a ficha?

…todavia

O candidato do PTB à Prefeitura paulistana é o advogado Luís Flávio Borges d’Urso, presidente da OAB-SP. Em Brasília, entretanto, o petebista Gim Argello faz festa para o candidato do PMDB ao mesmo cargo, Gabriel Chalita.

Dizem que seu objetivo é indicar o vice de Chalita, passando por cima do PTB paulista.

Tentando entender

O jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, profissional de excelent e gabarito, que já trabalhou nos principais jornais e revistas do país e há vinte anos edita o Jornal Pessoal, acusou o empreiteiro Cecílio Rego de Almeida de apropriar-se ilegalmente de 4,7 milhões de hectares de terras públicas. Almeida entrou com processo contra Lúcio Flávio Pinto. Até aí, tudo OK: faz parte do jogo. A Justiça decidiu que as terras não pertenciam a Almeida e o condenou a devolvê-las – ou seja, Lúcio Flávio Pinto tinha razão (como vem tendo razão há muitos e muitos anos). Mas, mesmo assim, foi condenado por ofensa moral ao empresário Cecílio Rego de Almeida, e condenado a pagar R$ 8 mil de indenização.

Ué: se o jornalista disse que a terra era grilada, e era grilada, cadê a ofensa?

Tudo paradinho

Um assíduo leitor desta coluna, conhecedor das coisas, confirma: a transposição das águas do rio São Francisco está parada. Um parente dele, engenheiro, responsáve l por determinado trecho das obras, já foi retirado do local, por falta de recursos para tocar o serviço.

Milhões foram gastos e só restou a conta.

Difícil de entender

Uma ONG ligada a Galvão Bueno conseguiu aprovar projeto de R$ 2,2 milhões no Ministério do Esporte, pela Lei Rouanet. Assim que a imprensa começou a perguntar, a assessoria de Galvão disse que ele tinha abandonado a ideia.

Dúvida: se não tinha interesse no assunto, por que pleiteou o incentivo?

carlos@brickmann.com.br www.brickmann.com.br

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Reportagem de Sandro Barboza
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