Sistema de vigilância integrado ajuda polícia a capturar bandidos em rodovias paulistas 3

Por Jornal Nacional

 

Sistema de vigilância integrado ajuda polícia a capturar bandidos em rodovias paulistas

Sistema de vigilância integrado ajuda polícia a capturar bandidos em rodovias paulistas

Cidades do interior de São Paulo montaram um sistema de segurança inédito no país. A chamada muralha eletrônica tem como base a troca de informações e está ajudando a polícia a reduzir os índices de criminalidade.

O mesmo sistema de segurança está em quase 30 cidades onde moram cinco milhões de pessoas. São 1.100 câmeras instaladas em municípios da Grande São Paulo, litoral e interior do Estado. A maior parte dos equipamentos está na região de Jundiaí. A muralha virtual registra a passagem de quase seis milhões de veículos por dia. Nada escapa aos olhos eletrônicos e ao sistema de inteligência.

As informações dos veículos usados em crimes são compartilhadas. Se uma quadrilha sai de uma cidade e entra em outra, será descoberta. O monitoramento com câmeras especiais ainda gera um banco de dados que pode ser analisado de várias formas, desde o caminho percorrido por um suspeito até o cruzamento de um veículo com uma ou mais ocorrências.

Uma quadrilha invadiu uma empresa em Indaiatuba. Os assaltantes levaram R$ 12 milhões em fertilizantes agrícolas em caminhões roubados. Dois dias depois, um dos carros usados na escolta dos caminhões entrou em Jundiaí. O sistema deu o alerta, a Guarda Civil cercou e prendeu os bandidos. Eles estavam com duas vítimas sequestradas de outro roubo de carga que tinha acabado de acontecer. No caso de placas clonadas, o próprio sistema indica a duplicidade.

Das quase 30 cidades que usam o sistema de segurança no Estado de São Paulo, Campinas é a mais populosa, com 1,1 milhão de habitantes. Depois que o monitoramento começou, houve queda no roubo e furto de veículos.

O banco de dados também facilita o trabalho de investigação da polícia. “Essas informações chegando dessa forma, com qualidade e com velocidade, não há dúvida que a Polícia Civil consegue desenvolver um trabalho melhor, esclarecendo melhor e mais rapidamente os crimes e, consequentemente, reduz a criminalidade naquela região de atuação”, afirma Paulo Sérgio Giacomelli, gestor de Segurança de Jundiaí (SP).

A troca de informações entre as cidades é inédita no país. “Esse exemplo que a gente está vendo aqui é um exemplo da polícia do futuro, aquela que estabelece padrões criminais e age em cima de casos específicos. É isso que países como Estados Unidos, como Inglaterra, como França, como Alemanha têm tentado fazer com que suas forças policiais façam”, diz o professor de segurança pública da FGV Rafael Alcadipani

Polícia Civil por meio do IIRGD passará a expedir nova Carteira de Identidade 17

Decreto Lei nº 9278/2018

Carteira de Identidade

A partir de 20 de agosto e obedecendo ao Decreto Lei nº 9278/2018, o Instituto de Identificação da Polícia Civil (IIRGD) passará a expedir novos modelos de Carteiras de Identidade para todo o Estado de São Paulo, inclusive nos Postos do Poupatempo. Trata-se de novo “layout” estabelecido em Lei Federal e trará a inclusão de informações e documentos, dentre eles estão PIS-Pasep, Carteira de Motorista, CPF, Cadastro Nacional de Saúde, Carteira de Trabalho, Identidade Profissional e até tipo sanguíneo. É preciso levar os documentos originais para inclusão dessas informações.

O novo modelo mantém o QR Code, uma espécie de código de barras, na parte interna, que serve para garantir a autenticidade do documento. Referido documento seguirá um padrão nacional, sendo que a Carteira de Identidade antiga continua valendo.

A emissão do novo modelo é só para quem precisa de uma segunda via ou vai tirar o documento pela primeira vez, informou MITIAKI YAMAMOTO – Diretor do IIRGD. A emissão do RG permanece sob responsabilidade e gestão do Instituto de Identificação da Polícia Civil (IIRGD), a Imprensa Oficial do Estado, como parceira auxilia na divulgação de interesse coletivo.
Delegado Diretor do IIRGD – Dr. MITIAKI YAMAMOTO Resultado de imagem para MITIAKI YAMAMOTO

Bela cana, parabéns! – Policiais do 70º DP- Vila Ema – da Capital apreendem mais de 140 quilos de cocaína em morro de Santos 4

 


Mais de 130 kg de cocaína são localizados em morro de Santos, SP — Foto: Divulgação/Polícia Civil Mais de 130 kg de cocaína são localizados em morro de Santos, SP — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Mais de 130 kg de cocaína são localizados em morro de Santos, SP — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Pelo menos 132 tabletes de cocaína foram encontrados em um carro na rua Torquato Dias, no Morro da Nova Cintra, na noite de quinta-feira (15). O veículo estava estacionado em frente a um imóvel monitorado por investigadores do 70º Distrito Policial de São Paulo.

Um homem foi preso no local. O endereço era alvo paralelo da investigação, pois os policiais monitoravam a movimentação em um galpão no bairro Prosperidade, em São Caetano do Sul. A suspeita é que os dois endereços eram utilizados como depósito de drogas e ilícitos.

No galpão, outros dois homens foram localizados e também presos na mesma noite. Com eles estavam uma ambulância, um caminhão e um carro com compartimentos ocultos para transporte de droga. Também havia em um fundo falso em um cômodo do imóvel.

A Polícia Civil informou que os três homens foram encaminhados ao 70º DP, na Vila Ema, onde foram indiciados por tráfico de drogas. Eles também serão responsabilizados por promover, constituir, financiar e integrar organização criminosa. Os veículos e a droga foram apreendidos.

Doria deixa no papel maioria de suas promessas para segurança pública 10

Doria deixa no papel maioria de suas promessas para segurança pública

De 22 metas anunciadas pelo tucano, só duas foram totalmente implementadas

Thaiza Pauluze
FOLHA de São Paulo

Após sete meses à frente do Palácio dos Bandeirantes, João Doria (PSDB) ainda não tirou do papel mais da metade das promessas que fez para reduzir a violência e a criminalidade em São Paulo.

A segurança pública foi a grande aposta da campanha tucana ao governo do estado e é uma das bandeiras do ex-prefeito para disputar a sucessão de Jair Bolsonaro (PSL) na presidência, em 2022.

Entrega das novas viaturas da PM em Piracicaba
Entrega das novas viaturas da PM em Piracicaba – Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Folha mapeou 22 metas para a área anunciadas por Doria. Até agora, só duas foram totalmente implementadas: criar um aplicativo chamado SOS Mulher, que prioriza atendimento policial às vítimas com medidas protetivas, e manter a queda nos índices de homicídio —o primeiro semestre teve 1.332 homicídios, o menor número de casos para o período na série histórica, iniciada em 2001. O índice é de 5,5 casos por 100 mil habitantes, o menor do país (posto que o estado ocupa desde 2015).

Continuam na gaveta propostas como integrar as polícias, abrir dez novos Deics (departamentos de combate ao crime organizado) e expandir o programa de monitoramento de câmeras para todas as regiões do estado.

Doria também afirmou que uma das suas primeiras providências na cadeira seria aumentar o salário das polícias para o segundo maior do país —o estado ocupa as últimas posições do ranking e a defasagem é motivo de racha com a categoria.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a recomposição salarial será feita ao longo dos quatro anos de mandato, e detalhes da medida devem ser anunciados no fim de outubro.

Para cumprir outra meta, a de reformar quartéis e delegacias, Doria tem buscado o apoio da iniciativa privada. As obras de 120 distritos policiais, ou 9% do total, deveriam ter começado em julho. Em abril, a laje do 68º DP (Lajeado) caiu sobre duas viaturas.

O governador também pretende levar o padrão Poupatempo às delegacias, com agendamento online de dia e horário para a vítima comparecer à unidade. O sistema, no entanto, não foi implementado. Doria comprou ainda 1.226 novos carros para a PM, mas as viaturas não são blindadas, como prometido.

O governador João Doria na reunião do conselho de coronéis da Polícia Militar
O governador João Doria na reunião do conselho de coronéis da Polícia Militar – Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

A lista de promessas inclui novas armas para os agentes. A compra, porém, continua em fase de licitação, segundo a pasta.

Para os presídios, o tucano propõe que não haja mais “saidinhas” de presos e que a maioridade penal seja reduzida. As ideias, no entanto, estão além da caneta do governador e dependem do Congresso.

Doria também disse que queria ver todos os detentos trabalhando —hoje, 41,3% do total de presos com condenação em definitivo têm atividades; a lei de execuções penais determina que apenas esses podem trabalhar.

Outras seis promessas começaram a ser colocadas em prática. A exemplo da inauguração de quatro novos Baeps (Batalhões de Ações Especiais de Polícia) dos 22 prometidos e da contratação de 1.039 policiais — Doria falou que irá contratar 13 mil PMs e 8.000 policiais civis.

O Dronepol foi instituído como programa de policiamento com drone em abril deste ano. Por enquanto, são 15 núcleos operacionais e outros 56 devem estar funcionando até o fim do ano, segundo a gestão, que não detalhou em que operações os equipamentos estão sendo usados.

No sistema penitenciário, Doria criou 1.755 vagas com a inauguração de dois novos Centros de Detenção Provisória. O número de pessoas presas, no entanto, aumentou 6% neste primeiro semestre (mais de 103 mil pessoas) e o déficit nos presídios do estado permanece acima de 80 mil vagas.

Para Rafael Alcadipani, o professor da FGV e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a gestão Doria tem o mérito de priorizar a área, embora os investimentos na pasta tenham sido menores. Até início de agosto, foram aplicados R$ 46,8 milhões na segurança pública, valor que equivale a 15% do montante investido em todo o ano passado, de R$ 308,3 milhões.

Alcadipani diz que há algumas “prioridades erradas”, como a expansão dos batalhões especiais em lugar de investir na “polícia de proximidade”. Também critica a abertura de novas Delegacias de Defesa da Mulher enquanto a Polícia Civil ainda carece de estrutura e de agentes nos distritos policiais em geral.

Ainda falta olhar, na visão do professor, para a letalidade policial, “incentivada pelo governador”, diz.

O número de pessoas mortas por policiais militares em serviço cresceu 11,5% neste primeiro semestre, se comparado com o mesmo período de 2018. Foram 358 mortes — maior índice desde 2003. Na soma com os mortos por PMs de folga, os agentes mataram uma pessoa a cada 10 horas no estado.

Durante a cammpanha, Doria afirmou que “a Polícia Militar no Brasil tinha que matar mais”. Eleito, disse que o seu governo iria contratar os melhores advogados para defender policiais denunciados por matar em serviço. Perguntada se a gestão havia contratado defensores, a pasta de Segurança Pública não respondeu.

Em abril, o governador elogiou e condecorou no Palácio dos Bandeirantes os PMs que mataram 11 suspeitos após um roubo a banco em Guararema (Grande SP).

“É um discurso irresponsável, que mantém a cultura do esculacho. Não é papel do governador incentivar mortes. Mas ele tende a olhar a segurança pública como problema de polícia”, diz Alcadipani.

Na lista de propostas do tucano, não há uma que preveja a redução da letalidade policial.

Mas “Doria não é o Witzel”, afirma o coronel José Vicente da Silva Filho. Ex-secretário nacional de Segurança Pública, ele deixou a campanha do tucano por discordar da ampliação da Rota, a tropa de elite da corporação, mas vê Doria como mais moderado que o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), dono da frase “a polícia vai mirar na cabecinha e… fogo”.

“Acabou a campanha, acabou o discurso. Não houve ruptura do sistema que havia. Os projetos que estavam em andamento continuaram”, diz Silva Filho.

Para o coronel da reserva, um exemplo de ação exitosa foi a transferência de 22 líderes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) para presídios federais em fevereiro. “Depois, não houve mortes, fugas, motins. É um resultado positivo”, afirmou.

Camila Nunes Dias, professora da UFABC e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, discorda. “O PCC já adquiriu uma forma de atuar que independe de pessoas específicas. O sistema segue superlotado e em péssimas condições”, diz.

Ela critica iniciativas para aumentar a população carcerária e a ideia de conceder unidades à iniciativa privada. “Estamos assistindo exemplos catastróficos do Maranhão e do Amazonas.

Os agentes penitenciários vêm pressionando a gestão tucana, inclusive com protestos em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Eles querem que os servidores aprovados em concurso sejam nomeados —desde que assumiu, Doria não nomeou nenhum carcereiro— e que a categoria seja beneficiada com o aumento para profissionais da segurança pública.

“Esperamos uma resposta do governador. Se não, vamos fazer o sistema parar”, afirma Fábio Jabá, presidente do Sifuspesp, o sindicato dos funcionários do sistema prisional do estado.

Eleito na esteira bolsonarista, o deputado Tenente Coimbra (PSL) também tem criticado Doria. “Policial indo combater crime sem colete, com arma que falha. Tem que ser um super-herói”, afirma. São 12 mil policiais civis hoje sem colete balístico.

“Mas não adianta olhar só para o equipamento. ​Já estamos no mês oito e nada de reajuste [de salários]. Final do mês o agente precisa de dinheiro pra poder comer”, afirma o parlamentar.

É o mesmo tom dos sindicatos ligados à Polícia Civil. Raquel Kobashi Gallinati, do Sindpesp, o sindicato dos delegados, diz que o déficit na corporação chega a 14 mil profissionais e que, em algumas cidades, delegados respondem por mais de três delegacias.

Truculência policial e mira em movimentos sociais preocupam

O presidente do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos), Dimitri Sales, vê com preocupação o que chama de “processo de criminalização dos movimentos sociais”, e cita como exemplo a ação da PM, que entrou em um evento fechado do PSOL sem mandado, no dia 3 de agosto, no centro da capital. Ou a retirada pela PM do torcedor do Corinthians que xingou Bolsonaro, na arquibancada do estádio do clube, em Itaquera, um dia depois.

Para quem vive nas periferias, aumentou a sensação de medo, com um dia a dia de abordagens da polícia mais truculentas e armas mais pesadas. Doria autorizou que PMs usem espingardas de calibre 12 durante o patrulhamento, armamento que antes era restrito à noite. Também anunciou que vai comprar metralhadoras estilo “Rambo” e um fuzil que derruba até helicóptero.

“Os caras não pedem nem mais o documento, já saem batendo”, diz Jesus dos Santos, 34, do Jardim Brasil, zona norte da capital. Ele é parte do coletivo Casa do Meio do Mundo e co-deputado pela Bancada Ativista na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

Em Parada de Taipas, “tem mais polícia na rua e ações de repressão contra eventos organizados pela juventude, como os bailes funk”, diz Fernando Ferreira, 36, educador social e membro da Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio.

A política de criminalização dos pobres e pretos sempre existiu, afirma o articulador social Carlos Alberto de Souza Júnior, que vive no Jardim Ângela, extremo zona sul da capital. “Mas agora o governador diz que pode matar e os profissionais da segurança pública se acham no meio de uma guerra com a população”, afirma.

Até o porte físico dos agentes tem mudado, diz Júnior. “O gordinho que não corre atrás está sumindo da quebrada. Agora são tipo segurança do Metrô na linha 4-Amarela. Só que mal remunerados, mal treinados, eles decidem quem vive e quem morre.”

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que as abordagens “são regulamentadas pelos respectivos procedimentos operacionais padrão das instituições e aplicadas de acordo com a legislação” e o “uso de armas longas é facultado exclusivamente aos policiais devidamente habilitados”. Eventuais abusos, diz a pasta, podem ser registrados nas corregedorias.


CUMPRIU 

Criar um aplicativo de segurança da mulher

Manter a redução do número de homicídios

CUMPRIU PARCIALMENTE

Abrir 22 Baeps (Batalhão de Ações Especiais de Polícia); quatro foram inaugurados

Contratar 13 mil PMs e 8.000 policiais civis; governo nomeou 1.039 policiais militares e científicos

Levar bases comunitárias móveis da PM para todos os 645 municípios; das 200 novas bases previstas, o governo entregou 148

Abrir delegacias 24 horas por dia; Doria implementou atendimento integral em dez Delegacias de Defesa da Mulher

Implementar a Dronepol, polícia com drone; a PM tem 15 núcleos operacionais do programa, mas a promessa é que outros 56 entrem em funcionamento até o fim do ano

Aumentar vagas em presídios; foram abertas 1.755 vagas no sistema prisional paulista com a inauguração de três novas unidades, mas déficit segue em mais de 80 mil vagas

AINDA NÃO CUMPRIU

Comprar veículos blindados para a PM; segundo a secretaria, está em fase de testes

Reformar quartéis e delegacias; Doria busca apoio da iniciativa privada

Reajustar os salários dos policiais civis, militares, técnico-científica e bombeiros; governador diz que irá anunciar medida no fim de outubro

Comprar novas armas para as duas polícias; há licitação em andamento

Integrar as polícias Civil e Militar; segundo a gestão, um exemplo de trabalho conjunto das corporações foi durante a Copa América, mas não foi informado um plano de ação conjunta/integração

Abrir 10 DEICs (Departamentos Estaduais de Investigação Criminal) regionais

Levar padrão Poupatempo às delegacias

Abrir 40 novas Delegacias de Defesa da Mulher

Levar programa de monitoramento de câmeras para todas as regiões do estado

Fazer com que todos os presos trabalhem nos presídios

Reduzir a maioridade penal

Barrar a entrada de celulares nas penitenciárias

Conceder presídios à iniciativa privada; edital de concessão deve ser publicado este mês, segundo gestão

Acabar com a “saidinha” temporária de presosErramos: o texto foi alterado

Diferentemente do publicado em versão anterior do texto, foram seis promessas que começaram a ser colocadas em prática pela gestão Doria e não nove. O erro foi corrigido.

Problemas da Polícia Civil são discutidos em reunião 3

Problemas da Polícia Civil são discutidos em reunião

Encontro ocorreu nesta quinta-feira (15)

Bueno (à esq.) foi recebido nesta quinta-feira (15) à tarde por delegados da região

Falta de efetivo na Polícia Civil da região, estrutura de trabalho precária, salários considerados baixos e necessidade de reforma no Palácio da Polícia. Mais uma vez esses assuntos foram tratados, nesta quinta-feira (15), entre delegados e um representante da categoria: o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), Gustavo Mesquita Galvão Bueno.

Segundo Bueno, o governador João Doria (PSDB) prometeu reposição do quadro e aumentos nos salários a partir de outubro.

“A Polícia Civil sofre com deficit de 14 mil policiais no Estado, que se reflete na região de Santos. Apesar disso, a polícia vem fazendo muito, com poucos recursos e deficiência de instalações”.

Delegado e escrivães suspeitos de corrupção são afastados das funções em Ribeirão Preto 13

Por G1 Ribeirão Preto e Franca

 

Delegado e escrivães suspeitos de corrupção são afastados das funções em Ribeirão Preto
Jornal da EPTV 2ª Edição – Ribeirão Preto
Delegado e escrivães suspeitos de corrupção são afastados das funções em Ribeirão Preto

Delegado e escrivães suspeitos de corrupção são afastados das funções em Ribeirão Preto

Os três atuaram no 4º Distrito Policial de Ribeirão Preto (SP) e são suspeitos de deixarem de investigar os advogados denunciados na Operação Têmis por fraudes judiciais que causaram prejuízo de R$ 100 milhões a instituições financeiras.

Segundo a Corregedoria da Polícia Civil, o delegado e os escrivães respondem a dois inquéritos policiais pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, porém ambos estão em sigilo. Por isso, nenhuma informação sobre o caso pode ser divulgada.

4º Distrito Policial de Ribeirão Preto  — Foto: Reprodução/EPTV4º Distrito Policial de Ribeirão Preto  — Foto: Reprodução/EPTV

4º Distrito Policial de Ribeirão Preto — Foto: Reprodução/EPTV

As defesas dos policiais do 4º DP negam a existência de um esquema para favorecer os advogados presos na Operação Têmis e que vão recorrer do afastamento.

O esquema

Deflagrada em janeiro de 2018, a Operação Têmis identificou fraudes judiciais que causaram prejuízo de R$ 100 milhões a instituições bancárias. Dez pessoas são acusadas de envolvimento no esquema, entre elas quatro advogados.

Segundo o MP, o delegado e os dois escrivães que atuavam no 4º Distrito Policial e eram responsáveis pela investigação da fraude “praticaram atos infringindo o dever funcional”, como deixar de registrar depoimentos de vítimas que procuravam a Polícia Civil.

Em conversa no WhatsApp, escrivã envia conclusão de inquérito a investigado em Ribeirão Preto — Foto: Ministério Público/DivulgaçãoEm conversa no WhatsApp, escrivã envia conclusão de inquérito a investigado em Ribeirão Preto — Foto: Ministério Público/Divulgação

Em conversa no WhatsApp, escrivã envia conclusão de inquérito a investigado em Ribeirão Preto — Foto: Ministério Público/Divulgação

A Promotoria alega que os escrivães deixavam de registrar os depoimentos das vítimas nos inquéritos e recebiam “presentes” dos acusados, assim como outros tipos de benefícios, para acobertar os crimes, deixando de investigar devidamente as denúncias.

Conversas encontradas nos celulares dos advogados Klaus Philipp Lodoli e Renato Rosin Vidal – os aparelhos foram apreendidos quando a Operação Têmis foi deflagrada – revelaram como funcionava o acordo entre os agentes públicos e os réus.

A investigação concluiu também que os investigados não eram submetidos a depoimento no 4º Distrito Policial, mas apresentavam suas versões por escrito e, muitas vezes, esses documentos eram impressos na própria delegacia.

Os advogados acusados na Operação Têmis: Ângelo Luiz Feijó Bazo, Renato Rosin Vidal, Klaus Philipp Lodoli e Ramzy Khuri da Silveira — Foto: Arte/G1Os advogados acusados na Operação Têmis: Ângelo Luiz Feijó Bazo, Renato Rosin Vidal, Klaus Philipp Lodoli e Ramzy Khuri da Silveira — Foto: Arte/G1

Os advogados acusados na Operação Têmis: Ângelo Luiz Feijó Bazo, Renato Rosin Vidal, Klaus Philipp Lodoli e Ramzy Khuri da Silveira — Foto: Arte/G

Operação da Polícia Civil prende suspeitos de agir em jogos de azar em Barretos, SP 2

Por Pedro Martins*, G1 Ribeirão Preto e Franca

 

Ao todo, a Justiça expediu 19 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão. O delegado João Osinski Júnior, chefe do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-3) afirmou que três casas de bingo fechadas movimentavam R$ 120 mil por semana.

“Os donos das máquinas ficavam em São Paulo. Eles vão lastreando no interior. O jogo é online. Eles colocam as máquinas, instalam, fazem um link com a nuvem e, quando a polícia chega, eles desligam o link para não apurar nada dentro da máquina”, explicou.

Computadores apreendidos em bingo em Barretos, SP — Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoComputadores apreendidos em bingo em Barretos, SP — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Computadores apreendidos em bingo em Barretos, SP — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Ainda de acordo com Osinski Júnior, donos de estabelecimentos comerciais que aceitavam receber as máquinas com jogos ilegais ficavam com 30% ou 40% do lucro obtido. O restante era destinado aos dos líderes do grupo, na capital paulista. Um deles é considerado foragido.

Cerca de 200 máquinas caça-níquéis foram apreendidas pela Polícia Civil. Computadores, máquinas de cartões de crédito, mesas e cadeiras também foram levadas por agentes das oito delegacias secionais que participaram da operação na manhã de quinta-feira.

Osinski Júnior afirmou que as prisão temporárias por cinco dias poderão ser prorrogadas. Os suspeitos presos devem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e prática de jogos de azar.

Máquinas caça-níquel apreendidas durante operação em Barretos, SP — Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoMáquinas caça-níquel apreendidas durante operação em Barretos, SP — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Máquinas caça-níquel apreendidas durante operação em Barretos, SP — Foto: Polícia Civil/Divulgação

*sob a supervisão de Adriano Oliveira

PR e SP unificam banco de impressões digitais para agilizar solução de crimes 1

“PR e SP unificam banco de impressões digitais para agilizar solução de crimes
Angieli Maros

Papiloscopista do PR analisa impressão digital

Instituto de Identificação da Polícia Civil do PR tem mais de 13 milhões de registros| Foto: Marcelo Elias/ Gazeta do Povo

Um convênio assinado no fim de julho unificou o banco de dados de impressões digitais do Paraná e de São Paulo e, com isso, a Polícia Civil dos dois estados passam a ter uma rede com mais de 80 milhões de cadastros. Além disso, a parceria deve agilizar a solução de crimes ao reduzir de uma semana para uma tarde o tempo da perícia das impressões, mecanismo fundamental para identificar suspeitos e vítimas de crimes e também pessoas desaparecidas.

O contrato tem validade inicial de cinco anos e foi publicado no Diário Oficial de São Paulo no último dia 2 de agosto. O acordo permite que papiloscopistas selecionados do Paraná possam ter acesso direto ao sistema de Legitimação à Distância (Lead), cadastro de impressões desenvolvido pela polícia paulista e que, somente pelo Instituto de Identificação do estado vizinho, dispõe de 66,8 milhões de registros. O contrário – o acesso dos investigadores de SP ao banco aos dados do PR, com 13,7 milhões registros – também é válido.

De acordo com o delegado Marcus Michelotto, diretor do Instituto de Identificação da Polícia Civil do Paraná, a rede interestadual de informações criada com o convênio é benéfica sobretudo para os paranaenses. “São Paulo e Paraná têm uma relação muito grande e isso vai ser bem importante. Sabemos de crimes que ocorrem aqui e que são de paulistas muitas vezes. O próprio crime organizado é um caso”, observa.

Na prática, o Lead permite que investigadores autorizados solicitem perícias de impressão digital por meio de uma plataforma própria. Antes, o pedido era feito por meios não formais, o que retardava a chegada do laudo. “O sistema foi desenvolvido para ter uma tramitação segura e fiel. A gente manda um fragmento de local de crime, uma digital de uma pessoa e eles retornam por esse mesmo software logo depois com uma resposta oficial dizendo se é a pessoa, se foi identificada”, acrescenta o delegad.o

Segundo a Polícia Civil do Paraná, também já aderiram ao sistema os dados de Rondônia, Sergipe e Goiás e há perspectiva que outros estados, na sequência, passem a integrar o modelo”

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/curitiba/impressao-digital-crimes-parana-sao-paulo/
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Polícias de São Paulo repudiam lei de abuso de autoridade: “Há uma nítida inversão de valores” 5

Os sindicatos dos delegados federais e de Polícia Civil de São Paulo divulgaram a seguinte nota de repúdio à aprovação da lei de abuso de autoridade:

“O projeto de lei sobre abuso de autoridade aprovado ontem, na calada da noite, na Câmara dos Deputados algema de forma inaceitável as Polícias Judiciárias do país, representadas pela Polícia Federal e pelas Polícias Civis, demonstrando que há uma nítida inversão de valores quando se pretende intimidar os que enfrentam diretamente os criminosos, em vez de valorizar as suas ações.

O Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no Estado de São Paulo (Sindpf-SP) e o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpe-SP) repudiam a aprovação do projeto de lei nº 7596/17. Num momento em que a sociedade brasileira anseia pelo reforço do combate à corrupção, ao desvio de verbas públicas, aos crimes de lavagem de dinheiro, aos crimes violentos e às organizações criminosas, aprovar um texto que foi pouco ou nada discutido com o deliberado propósito de colocar freio nas ações da Justiça e, sobretudo, da Polícia Judiciária, é caminhar na contramão do que se espera da condução deste país, em todos os seus poderes legitimamente constituídos.

Nós, delegados de Polícia, não apenas compreendemos como respeitamos a legitimidade do Poder Legislativo para produzir leis, mas há que se ressaltar a necessidade quase obrigatória de estabelecer um debate sobre um texto que nitidamente pretende intimidar os entes estatais responsáveis por enfrentar diretamente os criminosos e travar as investigações, afetando inclusive operações de relevância como a Lava Jato. O que se viu ontem na Câmara foi justamente o oposto. O projeto foi aprovado quando grande parte da sociedade brasileira já havia encerrado suas atividades diárias.

É imprescindível que o ministro da Justiça Sergio Moro interceda junto ao presidente da República para que o texto não seja sancionado da forma em que se encontra. A legislação sobre abuso de autoridade pode evidentemente ser atualizada, mas não direcionada para intimidar as instituições que estão trabalhando para passar o país a limpo.”

Acidente na estrada de Itapecerica da Serra deixa policial civil ferido e viatura destruída 5

Acidente na estrada de Itapecerica da Serra deixa policial civil ferido e viatura destruída

por Redação

 REPRODUÇÃO

Reprodução

Um grave acidente envolvendo uma viatura da Polícia Civil e um caminhão guincho deixou um policial, conhecido como Ari, ferido. A ocorrência aconteceu na Estrada de Itapecerica, no Jd. Elisa, na divisa com Embu-Guaçu, na manhã desta quarta-feira, dia 14.

Segundo apurou o Portal O Taboanense, a viatura está lotada no 47º DP, no Capão Redondo, em São Paulo. O Policial Civil ficou bastante ferido, foi socorrido e precisou utilizar um colar cervical antes de ser levado ao Hospital Geral de Itapecerica da Serra. Seu estado de saúde é estável.

A Polícia Civil não informou se a viatura estava em perseguição ou se foi um acidente comum.

Governo de SP homenageou os policiais Nota 10 do mês de julho 10

Governo de SP homenageia os policiais Nota 10 do mês de julho

Integrantes das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica são reconhecidos por atuação em ocorrências de destaque e bom desempenho

Qua, 14/08/2019 – 13h24 | Do Portal do Governo

 

O Governador João Doria e o Secretário da Segurança Pública, General João Camilo Pires de Campos, homenagearam nesta quarta-feira (14) policiais civis, militares e técnico-científicos do Estado de São Paulo com o certificado “Policial Nota 10”, referente ao mês de julho.

“São estes os policiais que ajudam a fazer a Segurança Pública do nosso Estado, a defender as famílias, o patrimônio e a combater a criminalidade. Homenagear significa respeitar e compreender o papel daqueles que dedicam a sua vida à sua profissão e a defender seu estado e os cidadãos”, disse o Governador.

Em sua sétima edição, a iniciativa, criada pela Secretaria da Segurança Pública, tem como objetivo reconhecer e estimular o bom trabalho policial em todo o Estado de São Paulo. A solenidade aconteceu no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo, na capital paulista.

“Este evento visa valorizar cada vez mais as pessoas que são fundamentais para a Segurança Pública. Os casos que temos aqui são de ações preventivas, repressivas e de salvamento. São as pessoas que verdadeiramente fazem a diferença, pois as instituições são formadas pelas histórias que essas pessoas escrevem”, afirmou o Secretário.

As ocorrências que geraram destaques aos profissionais são de prisões e apreensões de drogas e armas, além de salvamento e encontro de pessoas. Também foram reconhecidos médicos legistas com mais de dez anos de profissão, atuando em casos importantes.

Polícia Civil

Uma das equipes agraciadas atua na 2° Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O delegado Ítalo Zaccaro Neto, o escrivão Marcos Faria e o investigador João Eduardo Diogo foram homenageados pelos trabalhos que resultaram na prisão de uma quadrilha especializada em roubos a carros-fortes no dia 16 de julho.

Outro grupo homenageado é formado pelo delegado Mario Gomes Pereira, o investigador Carlos Cesar Alves e o escrivão Marcelo Ernandes de Moraes. Os agentes atuam no 27° Distrito Policial (Campo Belo) e foram os responsáveis pela prisão em flagrante, posteriormente convertida em preventiva, de um integrante de uma organização criminosa, no dia 18 de julho, na zona leste da Capital.

Também recebeu a condecoração a delegada Adrianne Mayer Bontempi e os investigadores Flávio Luis Santos e Janaína Samara Pacheco, integrantes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santo André. Os agentes foram responsáveis pela prisão de um homem suspeito de envolvimento com o crime de pedofilia, no dia 12 de junho.

O último policial civil agraciado foi o investigador Rafael Fabiano Cerato, da Delegacia de Polícia de Castilho. O agente recebeu a denúncia anônima que culminou na prisão de dois homens e apreensão de mais de meio quilo de maconha e diversas pedras de crack na cidade de Castilho, durante uma operação contra o tráfico de drogas denominada “Cavalo de Troia”.

Polícia Militar

Representando a Polícia Militar, uma das equipes homenageadas é formada pelo cabo Douglas Karas de Siqueira e o soldado Diego Feliciano Gomes, integrantes do 47° batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M). Os policiais foram reconhecidos pela prisão, em 5 de julho, de um homem que transportava R$ 69 mil em seu veículo sem saber informar a procedência do dinheiro e tentou subornar os PMs.

A segunda equipe da PM condecorada foi do 28° BPM/M. O cabo Monserrat Martins Belmonte e o soldado Gustavo Ladislau Stelmach foram reconhecidos pelo encontro de um rapaz autista no dia 11 de julho. O jovem estava desaparecido e foi encontrado pelos policiais na avenida dos Metalúrgicos.

O terceiro grupo homenageado faz parte do 17° Grupamento de Bombeiros, sediado em Mogi das Cruzes. O subtenente Fábio Fonseca e os cabos Marcus Vinicius Nogueira Pires e Marcelo Segala foram homenageados pelo salvamento de uma pessoa que estava encoberta por escombros, na cidade de Ferraz de Vasconcelos, em 3 de julho.

Também foram agraciados o sargento Arnaldo Simões Júnior, os cabos Renato Pedrosa Carvalho e Claudemir Alvez Bezerra, bem como os soldados Renato Ribeiro dos Santos e Leandro Farias Chagas. Os PMs, integrantes do 1° Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), sediado em São Bernardo do Campo, foram os responsáveis pela prisão de quatro homens por roubo e também por manter vítima em cativeiro, no dia 25 de junho.

Por fim, também foi agraciado o cabo Sidnei da Silva Pereira, que atua no 1º Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran). O policial se destacou por sempre estar disposto a passar à tropa o conhecimento técnico adquirido ao longo dos 22 anos dedicados à instituição, sendo 15 em direção de motos, contribuindo para a excelência na prestação de serviço. Ao longo da carreira, atuou em grandes acontecimentos, como o evento musical Lollapalooza 2019.

Polícia Científica

Representando a Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC), foram condecorados os médicos legistas Luiz Roberto de Oliveira Fontes e Nelson Bruni Cabral de Freitas, chefes dos núcleos de Antropologia, do Instituto Médico Legal, e de Perícias Médico-Legais (NPML) de Sorocaba, respectivamente.

Com mais de dez anos de profissão, ambos realizam suas funções com muita dedicação e já tiveram participação em ocorrências de alta complexidade, comoção, repercussão e com muitas vítimas.

Quem vai pagar é a polícia, diz bancada da bala sobre projeto contra abuso de autoridade 8

Quem vai pagar é a polícia, diz bancada da bala sobre projeto contra abuso de autoridade

Parlamentares querem que Bolsonaro vete nove artigos do projeto aprovado na quarta (14) na Câmara

Thais Arbex
Brasília

Presidente da chamada bancada da bala, o deputado Capitão Augusto (PL-SP) afirmou à Folha na manhã desta quinta-feira (15) que o projeto que endurece as punições por abuso de autoridade “fere de morte as polícias”. “O projeto foi feito com intuito de atingir os juízes, mas quem vai pagar o pato é a polícia”, disse.

Augusto está à frente do grupo de deputados que vai pedir ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) vetos em pontos do projeto aprovado pela Câmara na noite desta quarta (14). A bancada da bala quer o veto de nove artigos do texto que dizem respeito à atividade policial.

O deputado Capitão Augusto (PL-SP), que preside a bancada da bala – Valter Campanato/Agência Brasil

Durante a tramitação da proposta no Congresso, uma das principais polêmicas se deu em torno de artigos que afetam policiais. Um exemplo é o que proíbe submeter o preso ao uso de algemas ou de outros meios de restrição de movimentos nos casos em que não haja resistência à prisão, ameaça de fuga ou risco à integridade física do próprio preso.

A pena é dobrada se o preso for menor de 18 anos ou se a presa estiver grávida.

Nesta quinta, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, também criticou esse ponto nas redes sociais. “As leis e a súmula vinc. nº 11 do STF já dão conta de inibir o policial a usar algemas. A lei aprovada ontem sobre abuso de autoridade piora ainda mais essa situação. Policial não tem bola de cristal para saber se preso vai fugir (art. 17)!”, escreveu, em sua conta no Twitter.

A avaliação de integrantes da bancada da bala é a de que o trecho expõe a risco não só os policiais, mas também a sociedade.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a proposta. “Eu não vi ninguém questionando o texto como um todo”, afirmou. Ele disse que o tema não deve ser judicializado e que cabe a Bolsonaro decidir se veta temas polêmicos, como o artigo sobre as algemas contestado pela bancada da bala.

“É uma decisão que o presidente da República vai ter que tomar, não acho que vai judicializar. O projeto foi articulado pelo Senado junto com os servidores de todos os poderes, e é mais democrático”, afirmou.

O texto aprovado estabelece ainda que são considerados passíveis de sanção por abuso de autoridade membros do Legislativo, Judiciário e Executivo, membros do Ministério Público, membros de tribunais ou conselhos de contas, servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas.

Também define a proibição de decretação de prisão provisória em “manifesta desconformidade com as hipóteses legais” e também a decretação de condução coercitiva sem que antes haja intimação para comparecimento ao juiz. A pena é de um a quatro anos de detenção.

Outra mudança prevê que a autoridade possa ser punida com seis a dois anos de detenção, além de multa, caso deixe de se identificar ou se identifique falsamente para o preso no ato de seu encarceramento.

Também foi alterada com a proposta as regras atuais sobre interceptações telefônicas. Hoje, é crime realizar esse tipo de atividade sem autorização judicial, com pena de dois a quatro anos. Agora, os deputados acrescentaram parágrafo para incluir na tipificação a autoridade judicial que pedir a quebra de sigilo ou interceptação “com objetivo não autorizado em lei”.


O QUE PREVÊ O PROJETO

Detenção de um a quatro anos e multa

  • Autoridade que decretar medida de privação da liberdade em desconformidade com as hipóteses legais
  • Quem decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado manifestamente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo
  • Quem executar a captura, prisão ou busca e apreensão de pessoa que não esteja em situação de flagrante delito ou sem ordem escrita de autoridade judiciária, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei, ou de condenado ou internado fugitivo
  • Quem prossegue com o interrogatório de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio
  • Quem impedir ou retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso à autoridade judiciária competente para a apreciação da legalidade de sua prisão ou das circunstâncias de sua custódia
  • Manter presos de ambos os sexos na mesma cela ou espaço de confinamento. Incorre na mesma pena quem mantém, na mesma cela, criança ou adolescente na companhia de maior de idade ou em ambiente inadequado, observado o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente
  • Quem invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à revelia da vontade do ocupante, imóvel alheio ou suas dependências, ou nele permanecer nas mesmas condições, sem determinação judicial ou fora das condições estabelecidas em lei
  • Quem obtiver prova, em procedimento de investigação ou fiscalização, por meio manifestamente ilícito
  • Quem divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado
  • Quem der início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe inocente.

Detenção de seis meses a dois anos e multa

  • Quem deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade judiciária no prazo legal
  • Quem deixa de comunicar, imediatamente, a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontra à sua família ou à pessoa por ela indicada
  • Quem prolonga a execução de pena privativa de liberdade, de prisão temporária, de prisão preventiva, de medida de segurança ou de internação, deixando, sem motivo justo e excepcionalíssimo, de executar o alvará de soltura imediatamente após recebido ou de promover a soltura do preso quando esgotado o prazo judicial ou legal
  • Quem fotografar ou filmar, permitir que fotografem ou filmem, divulgar ou publicar fotografia ou filmagem de preso, internado, investigado, indiciado ou vítima, sem seu consentimento ou com autorização obtida mediante constrangimento ilegal, com o intuito de expor a pessoa a vexame ou execração pública. Não haverá crime se o intuito da fotografia ou filmagem for o de produzir prova em investigação criminal ou processo penal ou o de documentar as condições de estabelecimento penal
  • Deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso quando de sua captura ou quando deva fazê-lo durante sua detenção ou prisão
  • Quem submeter o preso, internado ou apreendido ao uso de algemas ou de qualquer outro objeto que lhe restrinja o movimento dos membros, quando manifestamente não houver resistência à prisão, internação ou apreensão, ameaça de fuga ou risco à integridade física do próprio preso, internado ou apreendido, da autoridade ou de terceiros
  • Impedir, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado.
  • Quem negar ao interessado, seu defensor ou advogado acesso aos autos de investigação preliminar, ao termo circunstanciado, ao inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infração penal, civil ou administrativa, assim como impedir a obtenção de cópias, ressalvado o acesso a peças relativas a diligências em curso, ou que indiquem a realização de diligências futuras, cujo sigilo seja imprescindível
  • Quem antecipar o responsável pelas investigações, por meio de comunicação, inclusive rede social, atribuição de culpa, antes de concluídas as apurações e formalizada a acusação

Detenção de um a quatro anos e multa, sem prejuízo da pena cominada à violência

  • Quem constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou redução de sua capacidade de resistência, a exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública; submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não autorizado em lei; produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro

Detenção de três meses a um ano e multa

  • Quem coibir, dificultar ou impedir, por qualquer meio, sem justa causa, a reunião, a associação ou o agrupamento pacífico de pessoas para fim legítimo

Reclusão de 2 a 4 anos e multa

  • Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, promover escuta ambiental ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei

Magnífico flagrante do 2º DP – Bom Retiro – da Seccional Centro / DECAP 29

Magnífico flagrante do 2º DP – Bom Retiro.
500 quilos de maconha
6 fuzis Modelo AR 15 – calibre 556
Mais de 7000 mil projéteis 556
A equipe da distrital seguiu o caminhão desde Ourinhos-SP.
Flagrante em SP. Trabalho de inteligência e investigação brilhantemente dirigido pelo Dr. Sucupira, chefe dos investigadores Marcelo e equipes do 2 Dp
👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
PARABÉNS!!!

Vantagens que Bolsonaro anunciará para a polícia em outubro, antes do governador Doria 46

Bizu do que será anunciado 3O Out:

– Dejem R$ 500,00 por 8 horas, sem desconto IRPF, sendo que cada policial terá o direito de puxar 4 por mês;
– Criação do GAPA (Gratificação por Atividade Policial da Ativa) no valor de R$ 2500,00;
– aumento de 10%;
– ticket no valor de R$ 17,00 (dezessete reais);
– criação de mais 12 Batalhões de BAEP e 02 Batalhões CAEP;
– ESSgt PM nas unidades escolares regionais;
– Policial poderá utilizar os transportes públicos à paisana durante o serviço ou de folga, mostrando apenas a funcional;
– Edital de abertura de concursos para o CFO, CHQAO e ESSd PM, mais de 5000 Policiais.
– Remuneração para os Zégrupos de whatsapp dos mikes;
– Churrascos mensais, como cerveja Heineken, e putas, tudo na faixa.
– Apresentação da taça do Mundial do palmeiras

( Colaboração: RIC – escrivão )

Resultado de imagem para bolsonaro palmeirense

 

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Horra, ainda tem loki mandando o Bozo ir tomar no cu na frente da PM…Sifu! 

Ah, e delegada com sobrenome “Pescarmona” só pode ser palmeirense, né ? 

Se bandido for duro de matar como as baratas a polícia vai perder a guerra contra o crime 12

PMs do Rio de Janeiro e de São Paulo estão matando mais

barata
Publicado em 6 agosto, 2019 7:05 am
Policial Militar (PM). Foto: Reprodução/Facebook

Do Globo:

O avanço nacional do número de mortes decorrentes de intervenção policial – os chamados autos de resistência -, detectado em 2018, segue como tendência no Rio e em São Paulo, dois dos estados mais populosos do país. Em entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle no Youtube, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que enviará ao Congresso um projeto para dar “retaguarda jurídica” a policiais para que usem suas armas de fogo, e disse que bandidos “vão morrer que nem barata” nas ruas.

Especialistas vêm alertando que, apesar da redução de homicídios a nível nacional, detectada por estudos como o Atlas da Violência, o aumento da violência policial nos estados pode retroalimentar a sensação de insegurança.

Nos quatro meses iniciais do governo de João Doria (PSDB), 252 pessoas foram mortas por ações da polícia, segundo dados das Corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil de São Paulo, analisados pelo Instituto Sou da Paz. O índice representa um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No Rio, o número de autos de resistência chegou a 881 no primeiro semestre do governo de Wilson Witzel (PSC), contra 769 casos no mesmo intervalo de 2018. Os dados, divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do governo do Rio, representam um crescimento de 14% do índice no estado.