Bolsonaro está certo em relação aos médicos cubanos…Quem for bom ele disse que contratará e dará asilo político…Não tem que pagar nada para o governo ditatorial…Bolsonaro, dá o Lula pra eles em troca de médicos com diploma bom , verdadeiro e apostilado na USP 61

Resultado de imagem para médicos cubanos revalida

Asilo político
Bolsonaro prometeu asilo político aos médicos cubanos que desejarem permanecer no Brasil. “Temos que dar asilo para as pessoas que queiram, não podemos continuar ameaçando [de expulsão do país] como foi no passado. (…) Se eu for presidente, cubano que pedir asilo aqui vai ter.”

A legislação prevê o asilo político como forma de proteger qualquer cidadão estrangeiro que se encontre perseguido em seu território por delitos políticos, convicções religiosas ou situações raciais.


Fonte: Agência Brasil 

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Essa fala sim dá orgulho ouvir !

Major Olímpio tá mais do que certo…É hora de compor e buscar melhorias para os policiais 27

A  rebelião do WhatsApp contra o Major Olímpio

Soldados virtuais que ajudaram a eleger o capitão Bolsonaro condenam proximidade do senador com João Doria

Consuelo Dieguez

 

 

Os soldados dos grupos de WhatsApp de São Paulo, que ajudaram a eleger o capitão Jair Bolsonaro, do PSL, presidente do Brasil declararam guerra ao Major Olímpio, senador eleito por São Paulo também pelo PSL. A batalha travada com afinco no aplicativo, por onde eles se comunicam desde antes das eleições, começou com as recentes demonstrações de apoio do major ao futuro governador do estado, João Doria, eleito pelo PSDB. O pivô: Gilberto Kassab, do PSD. Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações de Michel Temer (e das Cidades de Dilma Rousseff) e réu na Lava Jato, Kassab foi escolhido por Doria para ser chefe da Casa Civil.

A braveza da infantaria do Whatsapp – formada, em grande parte, de empresários dos ramos da indústria e do agronegócio – não se concentrou em Doria, mas no futuro senador. “O major Olímpio se demonstrou um oportunista, se valendo de práticas da velhíssima política”, diz uma das mensagens, que continua num tom ainda mais agressivo. “Um político que há pouco tempo não tinha a mínima chance, nem projeção e é mais um dentre tantos que surfaram na onda Bolsonaro e se aproveitaram da mesma.” Outra mensagem irada avisa: “Só posso dizer que nunca mais irei votar nesses dois, e vou continuar a meter a boca em todos os lugares em que pedi voto para o Major Olímpio, chamando-o de traidor, que é exatamente o que ele é.” Major Olímpio contemporiza. Por meio de sua assessoria, disse que o encontro com Doria foi republicano e um dos assuntos tratados foi a indicação da deputada estadual Janaina Paschoal, sua correligionária, para a presidência da Alesp, a Assembleia Legislativa do estado.

Os grupos de WhatsApp em apoio a Bolsonaro – na casa de duzentos e com cerca de 250 integrantes cada um – foram formados em 2017. Em São Paulo, são comandados por duas figuras de destaque do agronegócio no estado: o ruralista Jorge Izar e Luiz Antônio Nabhan Garcia, presidente da União Democrática Ruralista, a UDR. Nabhan Garcia recentemente se envolveu num entrevero com o futuro ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, que pôs por terra suas pretensões de se tornar o ministro da Agricultura do novo governo. Espalhados por todas as cidades de São Paulo (sim, todas), e por vários outros estados, os grupos se formaram para angariar apoio para a candidatura Bolsonaro, marcar eventos, carreatas, além de defender e divulgar a candidatura de políticos do PSL para o Congresso Nacional e para as Assembleias Legislativas. O ativismo não se encerrou com o fim das eleições. O batalhão parece disposto a agir como fiscal dos candidatos que ajudaram a eleger. Entre eles, o Major Olímpio, cujo comportamento, diga-se, já vinha deixando muito bolsonarista descontente bem antes mesmo do fim do pleito.

A insatisfação com o major começou quando ele manifestou que, no segundo turno da disputa paulista, apoiaria o governador Márcio França, do Partido Socialista Brasileiro, o PSB. A legenda é considerada de esquerda pelos apoiadores de Bolsonaro. Olímpio não só fez campanha aberta para França, como convenceu a Polícia Militar do estado, corporação a qual ele pertenceu, a votar em peso no candidato. À época, os grupos bolsonaristas do WhatsApp defendiam o apoio a Doria e acusavam Olímpio de oportunismo – o major alegava que optara por França porque este estaria disposto a sustentar

os interesses corporativos da polícia e dos militares. Doria não era o candidato dos sonhos dos bolsonaristas. Tratava-se apenas de uma questão pragmática. O candidato do PSDB, disse um dos integrantes dos grupos, era mais palatável do que o “comunista Márcio França”, ou Márcio Cuba, como era chamado nas redes.

“É claro que quase ninguém ali tolerava o Doria”, me disse, muito irritado, um dos integrantes desses grupos. “Mas a alternativa ao Márcio França era o Paulo Skaf, que fez campanha usando e abusando do dinheiro da Fiesp, do Sesi e do Senai, instituições bancadas pelos empresários para servir aos interesses da categoria e não para projetos políticos pessoais do candidato.”

As “deslealdades” do Major Olímpio, segundo outro integrante desses grupos, não teriam acabado aí. Ele é acusado de ter tentado sabotar a indicação do general Hamilton Mourão como vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro. E de ter se aliado ao ruralista Nabhan Garcia, seu amigo pessoal, para enfraquecer a candidatura de Levy Fidelix, presidente do PRTB, o partido de Mourão, a deputado federal. Numa das recepções a Bolsonaro, no aeroporto de Presidente Prudente, Nabhan Garcia e Major Olímpio tentaram impedir que Levy Fidelix e o candidato do PRTB ao governo do estado, Rodrigo Tavares, subissem no caminhão que seguiria com o capitão em carreata pelas ruas da cidade. A turma do agronegócio se rebelou e, aos berros, exigiu que eles subissem no veículo. “Major Olímpio e Nabhan Garcia estavam tentando sabotar o PRTB para garantir a candidatura de França”, me disse esse integrante do grupo.

A pressão nos grupos de WhatsApp pode, por hora, não ter qualquer poder para prejudicar Doria ou o Major Olímpio com suas manifestações virtuais de revolta. Tanto que, em resposta à reação irada dos bolsonaristas, assessores do futuro governador entraram nas conversas e avisaram que a decisão de Doria em relação à indicação de Kassab era irreversível, o que foi entendido como provocação. “Por duas vezes, na semana passada, manifestei pessoalmente para uma pessoa muito próxima do João a decepção e o descontentamento geral com essa nomeação do Kassab. E pedi que ela fizesse chegar aos ouvidos dele a indignação da maioria dos seus eleitores, que não admitem uma figura como Kassab chefiando a Casa Civil do nosso estado. Kassab, ao unir-se a Lula e Dilma, já deu várias demonstrações de que está se lixando para o povo!”, postou uma eleitora indignada.

Existem dois sinais importantes nessa trincheira eletrônica. O primeiro é de que o agronegócio está rachado. De um lado, o pecuarista Nabhan Garcia e seus seguidores. De outro, os ruralistas ligados a setores mais mecanizados como o da soja, do sucroalcooleiro e o de papel e celulose, que se desentendem sobre quem deve ser o interlocutor do setor com o futuro presidente. O agronegócio foi um dos setores que primeiro embarcaram na candidatura do capitão, e lhe deu um expressivo suporte.

O segundo recado do embate virtual não é menos importante. Não se pode esquecer que foi pelo WhatsApp que esses grupos se mobilizaram para organizar as bem-sucedidas manifestações a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Também foi pelo tela a tela que Bolsonaro alcançou uma espetacular visibilidade – como candidato, ele tinha quase nenhum espaço na propaganda eleitoral na tevê, além de ter ficado praticamente fora da mídia tradicional nos últimos anos. Por tudo isso, o batalhão do WhatsApp bolsonarista se considera corresponsável pela vitória tanto do capitão quanto dos candidatos do PSL. E já demonstrou que continuará na ativa.

Consuelo Dieguez

Consuelo Dieguez, repórter da piauí desde 2007, é autora da coletânea de perfis Bilhões e Lágrimas, da Companhia das Letras

A prioridade na Polícia Civil é combater a corrupção, afirmam o presidente Bobby e a presidenta Alice…SECOLD’S já tem em todas as 70 Delegacias Seccionais: Setores Especializados de Coletoria e Distribuição…Quiáquiáquiá, lembrando do CaiPiraPor, ransquei lasca, sô! 46

O combate à corrupção é prioridade na Polícia Civil de São Paulo

Raquel Kobashi Gallinati e Gustavo Mesquita*

13 Novembro 2018 | 06h00

O aperfeiçoamento do combate à corrupção no País passa pelo fortalecimento das polícias judiciárias estaduais, o que significa incremento de autonomia, estabelecimento de mandato fixo para delegado geral, escolhido a partir de lista tríplice votada pelos delegados e outros quesitos não menos importantes que colaborem para barrar interferências políticas na atuação dos membros da Polícia Civil, a única instituição legalmente constituída em nível estadual para realizar a devida investigação criminal.

Legalidade, igualdade e dignidade são princípios e direitos garantidos pela Constituição Federal e estão ligados às atividades das polícias investigativas. O delegado de polícia, por ser o primeiro garantidor dos direitos do cidadão, precisa ter condições apropriadas e independência assegurada para a condução dos seus trabalhos, que lhes permitam adotar medidas legais necessárias em cada caso. A autonomia das polícias vai contribuir para o fortalecimento da democracia e o desenvolvimento da Segurança Pública.

Em sintonia com o desejo da população de combate à corrupção, os delegados de polícia paulistas, representados por suas entidades de classe, redigiram e entregaram ao governador eleito, João Doria, e aos então candidatos ao governo, sugestões de medidas para modernização da Polícia Civil. Vários itens apontam exatamente para tornar eficiente o combate à corrupção, a saber:

Contratação de pessoal especializado para exercer a chamada atividade meio e atendimento da Polícia Civil, especialmente no que tange às complexas atividades de licitação, liberando policiais para cuidar da investigação criminal; ampliação dos Setores Especializados de Combate aos Crimes de Corrupção – SECOLD’S em todas as 70 Delegacias Seccionais; descentralização da investigação de Crimes de Corrupção; Instalação de Laboratório de Lavagem de Dinheiro na Corregedoria da Polícia Civil.

A forte presença do assunto corrupção na pauta demonstra a importância com que é tratado pelos delegados de polícia do Estado de São Paulo. Para as entidades de classe de delegados civis, é preciso que existam operações “Lava Jato” em escala estadual, não só em São Paulo, mas em todas unidades da federação, para que a corrupção endêmica que assola a nação seja seriamente atingida por um trabalho especializado e implacável, inclusive com mudanças pontuais na legislação, a fim de que corruptores e corruptos sejam punidos de fato, de modo a servirem de exemplo para demais criminosos que desviam bilhões de reais dos contribuintes, montante que deveria ser investido no bem estar social, mas segue nas mãos sujas da corrupção e do crime organizado.

Nessa mesma toada, a realização do I Fórum Nacional de Inteligência Aplicada para o Combate à Criminalidade, organizado pelas entidades de delegados civis e federais de São Paulo, nos dias 12 e 13 de novembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, na região central de São Paulo (SP), com a presença de 1.000 delegados, é mais um indicativo de que as duas polícias estão em sintonia para não só atuarem contra os males da corrupção em todas as esferas, mas, sobretudo, trocarem informações a fim de aperfeiçoarem a investigação através de métodos e tecnologias que podem ser empregadas em situações semelhantes, mas de diferentes contextos, em ambas as instituições.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo vive hoje um momento de expectativa positiva pelo que há de vir, tanto em âmbito estadual quanto nacional, em que se tem, aliás, a já confirmada presença do juiz Sergio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública. É dentro desse escopo, o da esperança, que os delegados de polícia do Estado de São Paulo trabalham para melhorar, ainda mais, o seu papel enquanto garantidores de direitos do cidadão, para oferecerem à sociedade um ambiente mais justo, livre da criminalidade exacerbada e, principalmente, dos crimes financeiros cometidos por organizações, por vezes enraizadas no próprio estado. Todavia, com muito esforço e dedicação dos delegados e policiais civis, desde já podem ter a certeza de que estarão com os dias contados no envenenamento que tanto promovem contra o bem estar da sociedade.

*Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo

*Gustavo Mesquita, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo

https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/promotoria-desvenda-patrimonio-de-propinas-de-ex-chefe-de-agua-e-esgoto-de-ribeirao-preto/

Tesouro: Professor e militar são mais da metade dos inativos nos estados…( Com os militares e magistrados o Bolsonaro – muito honestamente – não vai mexer…Logo: o resto vai SIFU cada vez mais!…E porrada nos ativistas! 31

Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes

Brasília

13/11/2018 11h24

Mais da metade dos servidores aposentados nos estados são professores ou militares, categorias que contam com regras mais benevolentes para pedir o benefício. Integrantes dessas carreiras acabam passando para a inatividade mais cedo do que os funcionários das demais categorias, o que torna mais frequente a necessidade de reposição e eleva os gastos dos governos estaduais.

Os dados divulgados nesta terça-feira (13) pelo Tesouro Nacional mostram ainda que, em estados em graves dificuldades financeiras como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, os professores e militares são mais de 80% dos aposentados.

Esse patamar elevado também é observado em Santa Catarina, um dos governos estaduais que recentemente avisaram à União que não cumprirão o teto de gastos (mecanismo que limita o crescimento das despesas à inflação).

A equipe econômica do governo já considera inevitável a negociação de um novo socorro, como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na sexta-feira (9).

A estratégia que será sugerida à equipe do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), é cobrar dos governadores apoio à reforma da Previdência. O déficit nos regimes de aposentadorias dos estados tem sido crescente e chegou a R$ 94 bilhões no ano passado, segundo os dados do Tesouro.

Na média dos estados, os professores são 50% dos inativos do Poder Executivo, enquanto os militares representam cerca de 15%.

As regras gerais de aposentadoria no país preveem a possibilidade de pedir o benefício após 35 anos de contribuição, se homem, e 30 anos de contribuição, se mulher. O benefício por idade, por sua vez, pode ser solicitado após 15 anos de contribuição, desde que a mulher tenha 60 anos, e o homem, 65 anos.

Os professores contam com regras mais benevolentes. Mulheres podem pedir a aposentadoria após 25 anos de contribuição, enquanto homens, depois de 30 anos de contribuição. Na prática, se uma professora ingressa muito cedo na carreira e se mantém no mercado sem períodos longos de interrupção, ela tem chances de se aposentar antes dos 50 anos.

Já os policiais militares podem se aposentar, em muitos casos, após 25 anos de serviço e com salário integral.

Em 2016, a expectativa de vida das mulheres chegou a 79,4 anos, enquanto a dos homens, a 72,9 anos. Em defesa da reforma da Previdência, o governo argumenta que os brasileiros estão vivendo cada vez mais e, como não há idade mínima obrigatória no país, passando um período cada vez maior de suas vidas na aposentadoria.

“Considerando as regras especiais de aposentadoria destas carreiras, as reposições de servidores tornam-se mais frequentes e onerosas”, diz o Tesouro no Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais.

O órgão ressalta ainda que o número de professores aposentados cresceu em média 29% entre 2012 e 2017. Já a variação dos militares inativos no período foi de 33%. O aumento ficou acima da média das aposentadorias em geral nos Estados.

Considerando todas as carreiras do Executivo, o contingente de aposentados nos estados cresceu cerca de 25% em seis anos, mas há casos em que a variação foi ainda mais expressiva, como em Goiás (45%), Acre (76%), Bahia e Espírito Santo (ambos com 37%) e Mato Grosso do Sul (35%). “Isso caracteriza situação alarmante tanto quanto à reposição de servidores quanto em questão previdenciária”, afirma o Tesouro.

Ao todo, dez de 22 estados que informaram a alíquota previdenciária praticada pelo governo já cobram mais de 11% como contribuição como tentativa de sanar o problema do crescente déficit. O Tesouro alertou, porém, que essa saída tem efeito limitado e não foi suficiente para frear o avanço do rombo na Previdência.

Melhoramos ao ter um general à frente da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo 42

Doria esquece promessa a policiais e coloca general na Segurança Pública de SP

General da reserva João Camilo Pires de Campos assumirá a pasta a partir de janeiro de 2019

Artur Rodrigues
São Paulo

O governador eleito João Doria (PSDB) anunciou nesta terça-feira (13) o general da reserva João Camilo Pires de Campos para comandar a Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo. A indicação foi antecipada pela Folha na semana passada.

Campos foi um dos responsáveis pela área de segurança do programa de governo de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República e passou para a reserva após 48 anos de serviços no Exército.

Novo secretário de segurança, João Camilo Pires de Campos, em evento no Palácio dos Bandeirantes em 2017
Novo secretário de segurança, João Camilo Pires de Campos, em evento no Palácio dos Bandeirantes em 2017 – Ze Carlos Barretta/Folhapress

Ao anunciar o general, o tucano descumpre promessa de campanha de colocar um policial à frente da pasta. “Nós melhoramos, evoluímos nossa ideia e melhoramos ao ter um general à frente da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo”, disse o tucano nesta terça. “Nós teremos um secretário executivo da Polícia Militar e uma secretaria executiva com um policial civil”.

Com general, SP sinaliza início de militarização nacional da segurança 33

Avanço da crise deu mandato ao discurso de endurecimento de Bolsonaro, Doria e Witzel

Igor Gielow
São Paulo

A indicação do general João Camilo Pires de Campos para a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo é o sinal mais vistoso de um movimento de integração nacional do combate ao crime organizado pela via ainda informal da militarização.

Não é algo que conste num plano por escrito, mas está nas entrelinhas de conversas de envolvidos com o tema em Brasília e nos principais estados ao longo da campanha eleitoral de 2018.

O general de Exército João Camilo Pires de Campos em solenidade no Palácio dos Bandeirantes, em SP
O general de Exército João Camilo Pires de Campos em solenidade no Palácio dos Bandeirantes, em SP – Zé Carlos Barretta/Folhapress
A sinalização dada pelo eleitorado em favor do endurecimento no combate à violência, bandeira tanto de Jair Bolsonaro (PSL) como de João Doria (PSDB-SP), Wilson Witzel (PSC-RJ) e outros, abriu o caminho para a ideia de alguma coordenação nacional na área.

De tanto serem convocadas a tapar buracos país afora nas chamadas GLOs (operações de Garantia da Lei e da Ordem), quando os militares atuam como polícias nas ruas, as Forças Armadas são repositório natural de experiência com a agudização da crise na segurança.

De 1992 a setembro de 2018, foram 133 operações, metade de 2005 para cá. No total, o grupo violência urbana e greve de PMs responde por 38% das ações, empatando na liderança com requisições para grandes eventos.

Antes do general Campos, já havia sido indicado para o mesmo cargo, no Paraná, o general Luiz Carbonell, que serviu na área de comunicação da antiga missão brasileira no Haiti. O estado é central nas investigações de lavagem de dinheiro de todo o país, como a Operação Lava Jato provou, e está na rota do tráfico internacional de drogas no país.

No Rio, Witzel já disse que pretende elevar as duas polícias ao status de secretaria e extinguir o atual posto. Mas a situação lá é peculiar, pois a intervenção federal na área desde fevereiro tratou de aplicar métodos militares a problemas tão diversos como corrupção em batalhões e falta de equipamento.

Se os resultados finais da ação são controversos, o legado do trabalho do interventor Walter Souza Braga Netto é avaliado como positivo tanto no estado quanto no governo federal: reequipamento, diagnóstico e melhoria na administração penitenciária.

Esse arcabouço fica, independentemente de Witzel chamar o problema para si. E Braga Netto estará ao lado, reassumindo o Comando Militar do Leste. A intervenção termina em 31 de dezembro.

Em Minas, para fechar o triângulo do Sudeste, a expectativa é a de que o eleito, Romeu Zema (Novo), entre também no clube da militarização. Ele só deve anunciar seu secretariado na semana que vem.

l

PONTA DE LANÇA

A disposição do governo Doria de fazer dobradinha com a Brasília de Bolsonaro poderá azeitar cooperações e servir de ponta de lança para o país. A ideia tem muita simpatia entre envolvidos da Defesa na transição de governo.

Restará saber como isso se encaixaria nacionalmente. O superministério que está desenhado para o juiz Sergio Moro irá reincorporar a Segurança Pública, extirpada da Justiça no começo do ano.

A ideia em estudo é incluir áreas de inteligência financeira e controle de movimentações atípicas de valores. Isso, a volta da Polícia Federal para a Justiça e os prováveis integrantes da equipe de Moro dá um caráter “Lava Jato” ao ministério que não parece ter conexão natural com a atividade mais militarizada que se vê nos estados.

Essa parece ter mais a ver com o caráter de fusão de dados do Gabinete de Segurança Institucional que ficará com o general Augusto Heleno, caso Bolsonaro não mude de novo de ideia —o militar da reserva havia sido anunciado como seu nome para a Defesa.

Hoje, o GSI concentra informações de agências de inteligência, tendo alcance nacional: é tecnicamente o único órgão capaz de antever movimentos pulverizados como greves de caminhoneiros.

Se uma estratégia nacional envolvendo os estados de ponta do combate ao crime, hoje personalizado na potência transnacional que se transformou o PCC, for funcionar, terá de harmonizar esses perfis.

A crítica é esperada caso o processo vá em frente: será acusado de ser a volta a um passado marcado por abuso e violência. Na ditadura (1964-1985), as PMs eram forças de reserva do Exército, comandadas usualmente por coronéis da Força —em São Paulo, o último no cargo foi o polêmico Erasmo Dias (1974-1979).

Desde a redemocratização de 1985, as PMs passaram por um lento e difícil processo de adaptação à nova realidade. Foram feitas tentativas de “desmilitarização”, palavra de uso fácil mas para a qual nunca houve método claro.

Especialistas em segurança criticam o fato de o processo nunca ter sido levado a cabo, com a manutenção corporativa dos braços civis e militares —teoricamente com funções separadas, mas sempre em conflito e se sobrepondo.

Nos anos 1990, com episódios como o massacre da Casa de Detenção do Carandiru (1992), o governo aplicou anos de políticas visando conter a letalidade em São Paulo. No Rio, a corrupção generalizada gestou o fenômeno das milícias ligadas a policiais e um ambiente de morticínio que a intervenção federal não conseguiu melhorar.

hmias de violência que, de tempos em tempos, obrigam intervenções federais. Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, para ficar em alguns, viveram greves de policiais ao longo dos anos, flertando com caos civil. Crises penitenciárias viraram o segundo nome para acertos de contas de facções.

Isso tudo ajudou a desembocar, entre tantos outros fatores, na onda à direita das eleições deste ano. Não só no Executivo: mais do que dobrou, de 12 para 28, a bancada eleita com carreiras na segurança pública.

O temor de entidades de direitos humanos também é óbvio: o ambiente pode ficar mais permissivo à letalidade, vide os discursos dos eleitos —Witzel quer “abater bandidos”, Doria fala em “polícia na rua” e Bolsonaro defende isentar policiais de julgamento caso matem em serviço.

Resumo da operação: Tiras de Minas em concurso com o “estelionatário” planejavam roubar os dólares do empresário Paulista; o chefe da escolta meteu bala no mineiro safado…Os dois morreram e os demais sifuderam e sifuderão ainda mais…O empresário rapidamente escondeu os dólares que tentava vender na alta; sairá impune…E não ajudará os policiais em nada! 35

Caso típico de torpeza bilateral: o empresário com grande estoque de dólares em baixa e um estelionatário pagando muito acima do que qualquer doleiro pagaria,  objetivando concretizar a arapuca.

Ele e os policiais civis de Minas se dariam muito bem; se não tomassem todas as verdes americanas , certamente, um bom quinhão delas meteriam nos bolsos.

Não esperavam uma escolta formada por policiais.

Resultado: tiroteio, vexame para as instituições e cadeia para os protagonistas.

Aos policiais civis de São Paulo:, não alimentem falsas ilusões.

Serão todos demitidos, na melhor das probabilidades – assim como o signatário – na forma do art. 74, II, da LOP.

Contratem um bom criminalista; de preferência de Minas Gerais ( mais prático e mais barato ) .

Se forem colocados em liberdade aproveitem o período – como policiais no aguardo da demissão-  para buscarem novas oportunidades profissionais.

Caso lhes devolvam a funcional e a arma não percam as poucas oportunidades ….( entenderam, né ? )

A PC Já era pra vocês!

Não acreditem em vendedores de fumaça, a demissão é certa  até para aqueles que não foram presos.

Era só um bico honesto como outro qualquer , ninguém de vocês era obrigado a saber detalhes sobre os negócios do contratante.

Mas deram azar !

Por fim, Delegado de Polícia que honra o distintivo não faz segurança nem sequer para o Papa!

Doria de papo com Olímpio? 8

Doria de papo com Olímpio?

Major Olímpio, que trabalhou pela eleição de Márcio França contra João Doria, deverá se encontrar com o tucano no início da próxima semana, de acordo com a coluna da Sonia Racy, no Estadão. Eles deverão negociar a possível inclusão de deputados estaduais eleitos do PSL como secretários do time de Doria.

Ao saber da notícia, Janaína Paschoal não gostou. “A bancada do PSL não está à venda. Projetos bons serão aprovados. Projetos ruins serão rejeitados. Sou candidata à Presidência da Alesp e não retiro o nome, nem sob tortura”, disse. Como publicou o BR18 nesta semana, a bancada do PSL não está inclinada a fazer parte da base de Doria na Assembleia Legislativa.

Policiais de MG acusados de participar de tiroteio com policiais de SP são presos 8

Leonardo Augusto, especial para O Estado

Belo Horizonte

  • Reprodução/TV Globo

    Troca de tiros entre os policiais civis aconteceu no estacionamento de um hospital de Juiz de Fora

    Troca de tiros entre os policiais civis aconteceu no estacionamento de um hospital de Juiz de Fora

Três policiais civis de Minas Gerais envolvidos no tiroteio com policiais de São Paulo no estacionamento de um hospital de Juiz de Fora no dia 19 do mês passado foram presos na manhã desta segunda-feira, 12, na cidade mineira, que fica na Zona da Mata. Duas pessoas morreram em decorrência do confronto. Os policiais são lotados em Juiz de Fora.

O tiroteio teria ocorrido depois de um suposto desacordo entre o empresário Flávio de Souza Guimarães, que é de São Paulo e teria ido a Juiz de Fora trocar dólares, e o também empresário, Antonio Vilela, de Minas Gerais. O confronto teria ocorrido depois de ter sido descoberto que Antonio apresentou notas falsas de real para fazer a troca. A negociação envolveria cerca de R$ 14 milhões.

Os policiais de São Paulo, que seguem presos na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estariam fazendo segurança para Guimarães. Já os policiais civis de Minas estariam fazendo o mesmo serviço, mas para Vilela. Em depoimento em São Paulo, o empresário paulista negou ter ido a Juiz de Fora para trocar dólares, e disse que foi à cidade para negociar um empréstimo. Antonio Vilela também está preso em Minas Gerais.

Um dos mortos no confronto foi o policial civil Rodrigo Francisco, de 36 anos. Depois de ser internado em estado grave, o empresário Jerônimo da Silva Leal Júnior, baleado no confronto, morreu seis dias depois do tiroteio no hospital de Juiz de Fora. Jerônimo seria o proprietário da empresa de segurança que teria sido contratada pelo empresário paulista Flávio de Souza.

A assessoria de comunicação da Polícia Civil de Minas Gerais divulgou a seguinte nota: “em relação ao fato envolvendo servidores das Polícias Civis de Minas Gerais e de São Paulo, na cidade de Juiz de Fora (MG), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que a investigação está sendo presidida pela Corregedoria-Geral da PCMG, juntamente com os Promotores de Justiça da comarca de Juiz de Fora/MG e do GAECO da Capital. Esclarece que, nesta segunda-feira, 12, foram presos três policiais civis de Minas Gerais, que serão transferidos para a Casa de Custódia, em Belo Horizonte. O procedimento tramita em segredo de Justiça, portanto, não é possível que a instituição repasse detalhes do trabalho investigativo”

ADPESP lança documentário sobre a greve de 2008 53

Delegados lançam documentário da maior greve da Polícia Civil

O curta-metragem tem nove delegados relembrando a histórica greve de 59 dias que abalou São Paulo, em 2008, quando policiais civis e militares entraram em confronto nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes.

Três delegadas de polícia se deitam na frente de viaturas para impedir a retirada dos veículos, ordenada pelas autoridades de Segurança Pública. Os carros oficiais guarneciam uma manifestação de policiais civis, que tentavam ser recebidos pelo então governador.
Sem canal de diálogo, a maior greve da história da Polícia Civil se arrastaria por 59 longuíssimos dias, trazendo incerteza à população, que assistia, atônita, a um inédito conflito entre a PM e a Polícia Civil. Imagens da época mostram bombas, tiros e policiais feridos, a poucos metros do Palácio dos Bandeirantes.

A cúpula da Segurança determina a prisão de uma das delegadas que organizava a greve, por coincidência filha de um dos maiores líderes dos movimentos estudantis de 1968, Luiz Travassos. Quarenta anos depois, em 2008, a marcha de policiais denunciava São Paulo por pagar os piores salários do Brasil.

Depois de uma década, os bastidores da histórica greve da Polícia Civil, são finalmente contados por seus protagonistas, no curta “16/10 – Um dia para não ser esquecido”. O filme será exibido, pela primeira vez, nesta segunda-feira, 12/10, às 18h30 horas, no Centro de Convenções Frei Caneca, no primeiro dia do Fórum Nacional da Inteligência Aplicada para o Combate à Criminalidade (IACC).

Produzido pelo setor de comunicação da Associação dos Delegados de Polícia do Estado (ADPESP), o documentário conta as histórias de nove policiais, selecionados entre os milhares de integrantes do movimento. Eles relembram onde estavam, o que fizeram e sentiram naquele dia. Explicando, por exemplo, a decisão de se deitarem na frente das viaturas.

“16/10 – Um dia para não ser esquecido” revisita aos momentos mais tensos da greve policial que abalou São Paulo, como a passeata de policiais civis no Morumbi, que o governo tentava barrar com cordões de isolamento formados por policiais militares.

Tiros, bombas e 35 policiais feridos no conflito entre as polícias. Em vez de mais segurança e valorização de seus policiais (civis e militares), a opinião pública percebe que o governo aposta no confronto armado e irresponsável.
O risco é enorme. Os policiais civis enfrentam atiradores de elite e tropas especiais de Choque, igualmente mal remuneradas. Recebem solidariedade de policiais de todo o país, que ameaçam nacionalizar o movimento. O caso vai parar no STF.

A greve é vitoriosa, altera a organização das carreiras policiais e cumpre seu objetivo de apontar o sucateamento da Polícia Civil.

Mas o curta é extremamente atual. Passados 10 anos da greve histórica, os policiais paulistas ainda recebem o pior salário do país e trabalham com defasagem superior a 31% nos quadros da Polícia Civil, o que afeta o atendimento à população e a investigação dos crimes.

Entusiasta do curta metragem, o presidente da ADPESP, Gustavo Mesquita, diz que é importante avivar a greve policial, não só pela memória histórica, mas porque “a Polícia Civil ainda hoje é alvo de descaso por parte do governo, e quem mais sofre com isso é a população paulista”.

SERVIÇO:
“16/10 – Um dia para não ser esquecido”
Duração: 16 minutos

Horário: 18:30 horas

Local: auditório do Centro de Convenções Frei Caneca
Mais Informações: www.forumiacc.com.br

Organização e promoção: Sator e TechBiz

Os paradoxos da PM: está preparada para retaliações do PCC, mas não está preparada para impedir um resgate fantasioso ….Major Olímpio, que tal chamarmos os militares de verdade para cuidar da segurança paulista ?…( Acho que o Doria acertou nomenado uma General, espero que não seja do tipo que se deixe emprenhar pelos ouvidos ) 34

Sem aval de França, Promotoria vai à Justiça para transferir chefes do PCC

Ministério Público decidiu pedir remoção para presídio federal por avaliar que há risco de resgate

O governador Marcio França e o comandante geral da PM coronel Vieira Salles
O governador Marcio França e o comandante geral da PM coronel Vieira Salles – Bruno Rocha/Fotoarena/Agência O Globo

Rogério Pagnan
São Paulo

Diante da resistência do governo Márcio França (PSB) em transferir chefes do PCC para presídios federais, o Ministério Público de São Paulo decidiu apresentar sozinho um pedido à Justiça para tentar a remoção, por avaliar que há risco de resgaste na unidade estadual onde eles estão.

A lista dos que seriam transferidos, composta por 15 a 20 integrantes da facção criminosa, é encabeçada por Marco Camacho, conhecido como Marcola, número 1 do PCC e supostamente envolvido em um plano de criminosos para resgatá-los da penitenciária de Presidente Venceslau, no interior paulista.

O pedido da Promotoria deve ser feito entre segunda (12) e terça (13) ao juiz Paulo Sorci, da 5ª Vara de Execuções de São Paulo. Ele deve envolver promotores criminais que atuam na capital e no interior.

Na terça (6), Márcio França se reuniu com os secretários Lourival Gomes (Administração Penitenciária) e Mágino Alves Barbosa Filho (Segurança) e foi convencido pelo último do risco de represália da facção criminosa em caso de transferência.

Na mesma reunião, segundo a Folha apurou, Gomes disse ao governador que os serviços de inteligência não indicavam a possibilidade de reação do PCC semelhante à de 2006 —​quanto forças de segurança foram atacadas— e recomendou a transferência do grupo para fora do estado.

A reunião foi marcada por bate boca entre os secretários. O titular da Segurança alegou informações sigilosas e não quis fornecer a fonte de informação sobre a possibilidade de retaliação do PCC.

Nesta sexta-feira (9), durante evento na academia de formação de oficiais da PM paulista, ao ser questionado sobre esse assunto, França afirmou que não pretendia fazer a remoção dos presos.

Alegou ser necessário ter “cautela”, em razão de possibilidade de “reações”, e citou não haver consenso sobre a necessidade de transferência.

“Nós sabemos que existem pessoas criminosas que também têm a tentativa de produzir reações, confusões. Então, temos que tomar cautela, não é uma coisa simples”, afirmou.

“Na hora em que as forças de segurança entenderem por bem que há a necessidade de qualquer mudança, eu não tenho nenhum problema de fazer. Mas, por enquanto, não há essa fala hoje de maneira uníssona”, afirmou França.

Além do Ministério Público, a decisão de França de não avaliar a remoção por enquanto contrariou integrantes da Polícia Militar que, em sua maioria, defendem a transferência para unidades federais.

Oficiais disseram ao secretário de Segurança que seus homens estavam preparados para eventuais represálias.

O plano de resgate de chefões do PCC foi alertado a França e aos comandos do Exército e Aeronáutica pelo deputado federal e senador eleito Major Olímpio (PSL).

O parlamentar criticou duramente a decisão do governador, que considerou uma demonstração de fraqueza. “Fecha a porta do estado e entrega a chave ao Marcola.”

“Preso escolhendo onde quer cumprir a pena? Enquanto isso, a Grande São Paulo está sem Rota há 30 dias. E até quando ficarão por lá?” questionou Olímpio, em referência ao deslocamento de homens da tropa de elite da PM para reforçar a segurança em Presidente Venceslau devido à ameaça de um plano de resgate dos criminosos.

Pelo esquema descoberto pelo serviço de inteligência do governo paulista, chefões do PCC montaram um plano de resgate estimado em até R$ 100 milhões que incluiria um exército de mercenários e helicópteros de guerra.

Os bandidos planejam usar também lança mísseis para destruir as vigilância.

Pajubá: das religões afro-brasileiras às travestis, e da gíria LGBT à Globo…( 23

Pajubá: das religões afro-brasileiras às travestis, e da gíria LGBT à Globo

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Ontem à noite, no horário nobre, a Rede Globo ensinou a seus espectadores as origens de algumas palavras de pajubá, “linguagem popular usada pela comunidade LGBT”. De fato, há palavras do pajubá que se ouvem com frequência de norte a sul do Brasil – nas ruas, em memes na Internet, nas novelas e seriados, em bares e cafés… Mas os dicionários não registram quase nenhuma delas. Mais grave que isso: sequer registram pajubá.

O pajubá (também chamado bajubá) é o socioleto que, resultante da incorporação de vocabulário de línguas africanas usadas em religiões afro-brasileiras, como o candomblé, que, usado inicialmente como antilinguagem por travestis, foi posteriormente disseminado entre toda a comunidade LGBT e simpatizantes.

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O pajubá surgiu nos terreiros de candomblé – adições de palavras africanas ao português ocorriam naturalmente, em regiões de mais forte presença africana no Brasil. Além do iorubá, palavras do quimbundo, quicongo e de outras línguas também marcavam presença, e o dialeto resultante da assimilação desses africanismos, por resultar incompreensível para aqueles que não o conheciam, passou a ser usado também como forma de comunicação entre travestis – grupo tradicionalmente marginalizado, que se beneficiava da possibilidade de falarem entre si em uma espécie de código não compreendido pela maioria da população.

Pouco a pouco, ao longo das últimas décadas, o pajubá acabou chegando às grandes cidades de todo o Brasil e algumas de suas palavras e expressões popularizaram-se, ao ponto de que algumas poucas das milhares de palavras do pajubá já são palavras do português corrente no Brasil.

É o caso de , por exemplo, com o significado de “ruim” – que se ouve por todos lados, e se lê, por exemplo, aquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui) – mas que ainda não aparece em nenhum dicionário.

Entre as palavras do pajubá que deveriam ser dicionarizadas, por – como mostram rápidas pesquisas no Google – já terem extrapolado o grupo linguístico a que se restringiam, sendo já de compreensão e uso, em geral com fins humorísticos ou informais, por parte significativa da população brasileira, estão:

amapô – (do pajubá) s.f. 1 vagina; órgão sexual feminino; 2 mulher [variante: amapoa]

aqué (aqüé) – (do pajubá) s.m. dinheiro

babado – (do pajubá) s.m. acontecimento significante, podendo tanto ser bom quanto ruim; o mesmo que basfond/bafão

bafão – (de basfond, corruptela do francêss.m. notícia, novidade de especial importância; acontecimento significante, podendo tanto ser bom quanto ruim; o mesmo que babado

bafo – (derivação de bafão) s.m. notícia, novidade; acontecimento significante (sentido criado por analogia com bafão, como se esta fosse uma palavra no aumentativo)

bajubá – s.m. socioleto que incorporou vocabulário de línguas africanas ao português brasileiro; popularizado como antilinguagem empregada entre travestis [variante: pajubá] (Exemplos: aquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui e aqui).

climão – s.m. saia justa, clima pesado ou tenso entre duas ou mais pessoas. (Ex: aquiaqui e aqui)

ebó – (do pajubá) s.m. macumba

edi – (do pajubá) s.m. ânus (aqui e aqui)

elza – (do pajubá) s.f. roubo    (Dar a elza – roubar)

fazer carão – fazer pose, ser esnobe, arrogante

gongar – v. tentar prejudicar; derrubar; torcer contra; ridicularizar.

horrores – adv. muito, demais; advérbio de intensidade. Ex.: “Bebi horrores” = “bebi demais”

jeba – (do pajubá) s.f. órgão genital masculino de proporções avantajadas; o mesmo que benga

mala – s.f. genitália masculina, especialmente quando visível sob a roupa (Ex: aqui e aqui)

montado(a) – adj. muito arrumado(a) (por exemplo, para sair), produzido(a) ao extremo

neca – (do pajubá) s.f. órgão genital masculino

picumã – (do pajubá) s.m. cabelo; peruca; cabeleira

racha – s.f. mulher

 – adj. desagradável, ruim (aquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui)

Pajubá: das religões afro-brasileiras às travestis, e da gíria LGBT à Globo

Bolsonaro será um presidente inimigo das liberdades individuais e da diversidade…Não governará o Brasil buscando a felicidade geral, vai tentar impor o seu falso moralismo de puta velha convertida e a sua concepção econômica de “coronel de engenho” 47

Bolsonaro diz que seu governo terá acesso antes às questões do Enem

Do UOL, em Brasília

  • reprodução/Facebook

    09.nov.2018 - Jair Bolsonaro participa de live nesta sexta

    09.nov.2018 – Jair Bolsonaro participa de live nesta sexta

Em pronunciamento feito ao vivo por meio de redes sociais na noite desta sexta-feira (9), o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) voltou a criticar questões feitas no Enem deste ano e afirmou que, em sua gestão, o governo passará a ter acesso antes às questões da prova. Segundo o site do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), apenas “poucos servidores” da instituição e colaboradores têm acesso ao exame antes de sua aplicação.

Bolsonaro fez a afirmação ao comentar a prova do último domingo (4) do Enem, que trouxe uma pergunta sobre o “dialeto secreto” utilizado por gays e travestis. A prova mostrou um texto sobre o “pajubá, o dialeto secreto dos gays e travestis” e questionava o candidato quanto aos motivos que faziam a linguagem se caracterizar como “elemento de patrimônio linguístico”. Professores ouvidos pelo UOL defenderam a questão formulada no exame.

O pesselista critica que a questão aborda o mundo LGBT e que no seu governo o Enem não terá questões de teor semelhante. “Não vai ter questão dessa forma no ano que vem porque nós teremos acesso à prova antes”, prometeu.

Em seu site, o Inep explica que as questões são retiradas do Banco Nacional de Itens (BNI), que contém perguntas elaboradas e revisadas por colaboradores do Inep ao longo de vários anos. A composição das diferentes provas são feitas por um pequeno grupo de servidores do Inep e colaboradores que têm acesso a um local de segurança máxima, sendo a entrada permitida apenas após a realização de vários procedimentos de segurança. Clique aqui para saber mais sobre como é feita a prova.

Além de criticar a questão do Enem, Bolsonaro voltou a citar o combate à educação sexual nas escolas. “Quem ensina sexo é papai e mamãe e acabou, ponto final, não precisamos discutir esse assunto”, afirmou. Em sua avaliação, a maioria dos brasileiros “quer isso” e aproveitou para criticar o quadro visto em algumas universidades públicas. “É dinheiro jogado fora”, disse, prometendo mudanças.

O presidente eleito explicou que deve anunciar em breve o nome do futuro ministro da Educação e que ele precisa entender que o Brasil é um “país conservador”. “Precisamos de um ministro [da Educação] que entenda que nós somos um país conservador”, comentou.

O futuro presidente disse que também deverá anunciar os nomes escolhidos para comandar as pastas do Meio Ambiente, da Saúde e de Relações Exteriores. Até o momento, seis nomes estão confirmados em sua gestão: Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), General Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Sergio Moro (Justiça) e Tereza Cristina (Agricultura).

Ao divulgar que deve definir o ministro do Meio Ambiente na próxima semana, o presidente fez críticas a ambientalistas, lamentando as contestações que vem enfrentando de parte do setor e o que chamou de “indústria da multa” contra o agronegócio.

Eu quero ver vocês (ambientalistas) trabalhando de verdade…Vocês do meio ambiente não sabem o que é produzir, muitos de vocês, não sabem o quanto é difícil ser agricultor no Brasil, ser produtor rural, e vai lá meter a caneta nos caras

Jair Bolsonaro criticando atuação de ambientalistas

O presidente eleito aproveitou para defender a indicação da deputada Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura, dizendo que buscou um nome que representasse o setor produtivo e conhecesse as demandas do setor. “Lamento que o outro colega andou se excedendo”, disse, sem citar quem seria esta pessoa. Cotado para a vaga, o presidente da UDR (União Democrática Ruralista), o ruralista Luiz Antonio Nabhan Garcia, criticou ao UOL a escolha da parlamentar.

Garcia afirmou ser amigo de quase 30 anos de Bolsonaro, que o apoiou em toda a campanha e que a escolha foi a vitória da “força do poder político”. Nesta sexta, Bolsonaro afirmou que se fosse escolher alguém pelo tempo de convivência, escolheria a mãe. “Coloco a minha mãe. Ela está comigo há mais tempo”, disse.

“Ainda não sou o presidente”

No vídeo em que se comunicava diretamente com os seus seguidores, Bolsonaro também disse não ter tido responsabilidade sobre o aumento dos salários dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do procurador-geral da República (PGR), que foi aprovado pelo Senado na última quarta-feira (7).

“Deixo bem claro: eu não sou o presidente da República. Estão botando na minha conta o reajuste do Judiciário, como se eu tivesse poderes para impedir. Eu dei minha opinião, que era inoportuno, mas a decisão não é minha, a decisão está nas mãos do presidente Michel Temer, se vai sancionar ou vai vetar. Ainda não sou o presidente”, afirmou.

O presidente eleito voltou a criticar a reação da imprensa à decisão do governo do Egito de suspender uma visita do ministro das Relações Exteriores brasileiro, Aloysio Nunes Ferreira, depois de Bolsonaro ter anunciado a intenção de mudar a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém.

“Pelo amor de Deus, vai dar bola pra isso? Quem decide a capital de Israel é o Estado de Israel. O Brasil não mudou a capital do Rio pra Brasília? Teve algum problema? Quem decide somos nós”, disse. “Daí vem a imprensa: ele está criando trapalhadas internacionais”, questionou. Na terça (6), após o anúncio do governo egípcio, o presidente afirmou que ainda não havia uma decisão definitiva sobre a mudança da embaixada.

Segundo Bolsonaro, essa não foi a reação que ele obteve nos encontros com embaixadores de outros países que já se reuniram com ele após as eleições. “Fui muito bem recebido, conversas maravilhosas com todos os países, o pessoal tem visitado aqui em casa, [conversas] de fortalecimento dos laços de amizade, comerciais”, afirmou o presidente eleito.

Ele voltou a criticar a imprensa ao negar ter concordado com as propostas para a reforma da Previdência de aumento do tempo de contribuição e da alíquota dos trabalhadores.

“A imprensa quis botar na minha conta 40 anos para se aposentar de forma integral, não tenho nada a ver com isso. É proposta que está lá na Câmara ou tá lá no governo para passar de 11% pra 22% o desconto previdenciário”, disse. “Nós não podemos falar em salvar o Brasil quebrando o trabalhador”, completou o presidente eleito, explicando que não quer que o Brasil siga o exemplo da Grécia, que precisou reestruturar a Previdência após a crise financeira no início desta década.

General da reserva do Exército deverá comandar Segurança no governo Doria 105

General da reserva do Exército deverá comandar Segurança no governo Doria

O general João Camilo Pires de Campos recebe medalha da Ordem do Ipiranga no Palácio dos BandeirantesMilitar já se reuniu com governador eleito em SP e deve resolver disputa entre polícias

Rogério Gentile
São Paulo

O general da reserva João Camilo Pires de Campos, que foi comandante militar da região Sudeste, deverá ser o novo secretário de Segurança Pública de São Paulo a partir de 2019.

Campos foi um dos responsáveis pela área de segurança do programa de governo de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República e passou para a reserva após 48 anos de serviços no Exército.

Já houve uma primeira reunião entre o governador eleito João Doria (PSDB) e o general, na qual o convite foi feito.

Se ele for aceito, será a primeira vez que um nome do Exército comanda a Secretaria da Segurança Pública em São Paulo desde 1979, quando Erasmo Dias foi titular da pasta.

Confirmada a escolha, Doria resolverá uma disputa entre as polícias Civil e Militar pelo comando da pasta.

O tema foi uma das prioridades de Doria na disputa eleitoral. Entre as suas promessas, estava a de nomear um policial para a secretaria, quebrando a tradição de escolher um representante do Ministério Público para a função.

“Eu asseguro a vocês que não teremos um promotor nem uma promotora à frente da secretaria. Reforço, sem nenhuma desqualificação e nenhum diminutivo à Promotoria”, disse ele na campanha.

Doria foi aconselhado por auxiliares, no entanto, a recuar parcialmente de sua promessa, sob o risco de começar o novo governo tendo de administrar um mal-estar entre as polícias.

Se escolhesse um policial civil, irritaria os policiais militares. Se escolhesse um policial militar, traria desconforto para os policiais civis.

Nesta quarta (7), Doria divulgou foto em rede social ao lado do presidente eleito –durante a campanha ele não foi recebido por Bolsonaro quando viajou ao Rio.

Governador João Doria e o Presidente Jair Messias Bolsonaro em reunião em Brasília

Governador João Doria e o Presidente Jair Messias Bolsonaro em reunião em Brasília – Reprodução Twitter

​Doria já anunciou nesta semana três ministros da gestão Michel Temer (MDB) como futuros secretários de seu governo em São Paulo.

O ex-prefeito da capital paulista Gilberto Kassab (PSD), atual ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, assumirá a Secretaria da Casa Civil.

Kassab tornou-se réu em setembro deste ano devido a ação do Ministério Público de São Paulo que o acusa de ter recebido via caixa dois o valor de R$ 21 milhões durante campanha para prefeito em 2008. Doria e Kassab disseram que as acusações não influenciarão em nada no mandato. ​

Na terça (6), Doria anunciou Rossieli Soares da Silva, titular do Ministério da Educação, para a pasta da Educação e, para a Secretaria da Cultura, o atual ministro da pasta federal, Sérgio Sá Leitão.

Na campanha eleitoral, Doria usou a gestão Temer para atacar adversários. Em debates e programas de rádio e TV, buscou desgastar seu adversário na corrida estadual, Paulo Skaf (MDB), ao associá-lo ao presidente da República.

DELEGADO ou CORONEL PM NA SSP – Em SP, Doria confirma Garcia na Secretaria de Governo e Kassab na Casa Civil 77

Pedro Venceslau

São Paulo

O governador eleito de São Paulo João Doria (PSDB) confirmou nesta segunda-feira, 5, que seu vice, o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM), vai ocupar a Secretaria de Governo a partir de 1º de janeiro. A notícia foi antecipada na semana passada pelo Estadão/Broadcast. Doria também anunciará nesta segunda que Gilberto Kassab, atual ministro das Comunicações do governo Michel Temer, será o secretário da Casa Civil de sua administração.

O ex-chefe de gabinete de Doria na Prefeitura, Wilson Pedroso, deve assumir a mesma função no governo estadual e cuidar das articulações políticas ao lado de Garcia e Kassab. Wilson Pedroso e Rodrigo Garcia são os responsáveis por coordenar a transição de governo.

O ex-prefeito de São Paulo deve anunciar ao longo da semana nomes que ocuparão outras pastas. Doria já informou que gostaria de ter um policial ocupando a pasta da Segurança Pública, mas ainda não definiu se seria civil ou militar.

O tucano também avalia levar para o Palácio dos Bandeirantes antigos aliados que estiveram com ele na Prefeitura, como Júlio Serson, que foi secretário de relações internacionais. Outro nome cotado é o de Fabio Santos para a subsecretaria de Comunicação.