Sr. investigador Renato Eidi Nagase este texto via WhatsApp é seu?…( Se for lamentamos a sua falta de ética , de coleguismo e bundamolismo! ) 8

Loop
Looploop545@gmail.com
187.38.XXXXXX
Recebido via WhatsApp:

“Hoje cedo fui com minha esposa na feira. Encontrei esse sujeito indigesto, que não sei o que como confirmou no cargo, na barraca de pastel. Cumprimentei e ficamos conversando com o dono da banca…
Chegou três pms perguntado da Dodge
Ignorei a conversa… eis que escuto o morfético me chamando no outro canto

NAGASE, ELES ESTÃO ACHANDO QUE NÃO SOU POLÍCIA, TAO QUERENDO ME PRENDER

Ele estava no semáforo e a vtr da Mike atrás. Moscou quando abriu o sinal e a vtr deu um sinal (farol ou sonoro) e ele abriu o vidro e falou que era polícia… os mikes foram atrás, puxaram a placa e o carango estava com o licenciamento vencido desde 2012

A abordagem dos pms foi muito tranquila, mas ele foi só arrogância.

esta aí o motivo..”

 

 

 

Em resposta a Loop

Loop,

Mande por e-mail o print da mensagem via WhatsAPP, assim poderemos confirmar a autoria.
Será que esse policial NAGASE (Renato Eidi Nagase ) é tão estupido para se referir ao colega como “sujeito indigesto, que não sei o que como confirmou no cargo” , “morfético” e “arrogante” ?

Ademais, se estava na feira como pode afirmar o que aconteceu no semáforo?
Preservarei a sua identidade! De qualquer forma, arrogância não justifica a busca no interior do veículo!
Ademais, estar com o licenciamento vencido desde 2012 demonstra que o investigador não é corrupto.

Mais um exemplo de que os PMs de Campinas declararam guerra aos policiais civis…Orgasmo de PM é constranger e humilhar policiais civis e na frente dos filhos…Cuidado sargento, a roda da fortuna é caprichosa! 26

Histórico:
Presente neste Plantão Policial a vitima noticiando que é Investigador de Polícia
lotado na sede da 2a Delegacia Seccional de Polícia desta urbe, o qual nesta manha
como de praxe se dirigiu com familiares até a feira próxima de casa para comprarem
pastel. Nesta data e hora se encontrava pelo local dos fatos comendo pastel com seu
filho sentados em mesa do quiosque do Toshi quando foi abordado por três milicianos
(1o Sgt PM Oliveira, Sd PM Multini e Sd PM Rivaldo) sendo que este último de arma
em punho. De imediato se identificou como Policial Civil apresentando sua carteira
funcional para os militares ali presentes. O Sd PM Mulltini questionava a todo
tempo de que lugar a vitima era policial com sinal de deboche. Ao olhar para o lado
e avistar um sargento tentou cumprimentá-lo esticando a mão porém o mesmo recusou o
comprimento. Ainda de carteira funcional em mãos apresentou ao sargento dizendo:
“sou investigador de polícia da Segunda Delegacia Seccional de Campinas”, sendo que
o sargento apenas respondeu que não interessava e de imediato determinou que a
vitima deixasse de comer o pastel e fosse até onde seu carro estava estacionado
pois o mesmo estava com licenciamento atrasado.
A vitima questionou o sargento como sabia de tal fato se o carro já estava
estacionado pelo local acerca de aproximadamente 40 minutos, momento em que o
sargento determinou que a vitima se levantasse e o acompanhasse e, se não fosse até
a rua onde o carro estava estacionado seria algemado. A vitima ponderou que o carro
estava estacionado e não circulando, porém, em ato continuo, o sargento determinou
aos dois soldados que algemasse a vitima. A vitima disse que não era necessário
seria algemado por ninguém momento que o sargento determinou novamente para que
fosse algemado e tivesse retirada sua arma que pertence à Polícia Civil do Estado
de São Paulo. Frisa que no momento da abordagem a vitima conversava com um colega
de profissão, Investigador de Polícia Nagasse, o qual questionou o que acontecia
ali, tendo a vítima lhe dito que os milicianos queriam prendê-lo porque seu carro
estava com o licenciamento atrasado e queriam retirá-lo do local à força e
algemado. Colocou seu distintivo de forma ostensiva em seu peito para que todos ali
presentes visualizassem além de permanecer com sua carteira funcional na mão.
Diante do ocorrido e vendo seu filho muito nervoso e chorando, com medo dos
milicianos que ameaçam a todo tempo algemá-lo, resolveu acompanhá-los até o carro.
Antes de sair do feira atrás de um veículo Kombi, teve sua carteira funcional e
carteira nacional de habilitação retiradas da sua mão sem autorização. Momentos
depois ao se aproximarem do veiculo estacionado, os milicianos pegaram a chave do
veículo e começaram a revistá-lo a procura de ilícitos porém nada foi encontrado e,
além de tudo quando a vítima tentava contato com alguma unidade policial para
solicitar a presença da Autoridade Policial em seu apoio ou até mesmo a
Corregedoria, era impedida pelos milicianos. Destarte, a vitima por estar
constrangida, acuada e ameaçada pelos diversos militares ali presente com sinais de
ódio em seus rostos não pôde fazer nada além de permanecer quieta e consolar seu
filho que presenciava os fatos. Ainda no local, os policiais mandaram a vítima se
retirar do local com meus pertences e nada foi fornecido além da informação que meu
carro que estava estacionado no local e seria guinchado para algum lugar. No
decorrer dos fatos foi acionado o telefone para o 190 – COPOM para informar que o
sargento ali presente havia tomado os documentos da vitima e se recusava a devolvê-
lo e, por esse motivo foi solicitado a presença de um Oficial PM no local.
Compareceu ao local as viaturas I-35213, I-35203 e um Oficial da Polícia Militar, o
qual nada disse e, apenas acompanhou os fatos devolvendo os documentos após lavrar
diversos Autos de Infração no veículo. Frise-se que o carro se encontrava
estacionado em via publica de forma regular e na direção da via. A vitima
inconformada com os fatos procurou esta unidade para registrar o fato e espera que
sejam tomadas as devidas providências de Polícia Judiciária. Cabe ressaltar que a atuação dos policiais foi registrada em imagens e fotos o que será fornecido em
mídia em momento posterior por não haver meios para entregar neste momento. Que
retornou umas cinco horas após o fato ao local e seu veículo não se encontrava mais
ali.


 

Missa encomendada!

O investigador deve estar trepando com a mulher do sargento, pois prejudicar um outro policial por falta de licenciamento do veículo é coisa de canalhas!

Mais um ingênuo PM morre por total despreparo acadêmico…Não é herói, é mais um mau exemplo de desprezo pela vida dos policiais brasileiros 95

Sinto orgulho por ele ter sido policial, diz pai de PM morto em assalto

Mirthyani Bezerra

Do UOL, em Pirassununga (SP)

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  • Mirthyani Bezerra/UOL

    Elton foi enterrado no Cemitério Municipal de Pirassununga, sua cidade natal

    Elton foi enterrado no Cemitério Municipal de Pirassununga, sua cidade natal

O corpo do cabo da Polícia Militar Elton Ricardo Cunha, 38, morto durante um assalto dentro de um ônibus em São Paulo, foi enterrado na manhã deste sábado (21), no Cemitério Municipal de Pirassununga (216 km da capital paulista).

Cerca de 200 pessoas, entre parentes, amigos e colegas de farda foram à cidade natal de Elton para se despedir dele. Dois ônibus com colegas do 1ª Cia do 7º BPM saíram de São Paulo com destino ao enterro.

A família estava bastante abalada com a tragédia. A irmã mais velha dele, que se identificou como Elen à reportagem, disse que o irmão era uma pessoa muito querida e sonhadora.

“A gente sabe que vai acontecer, mas nunca espera que seja da forma que foi”, disse emocionada abraçada a uma amiga da família.

Reprodução

À paisana, Elton reagiu ao assalto e foi atingido por cinco tiros dentro do ônibus

À paisana, Elton reagiu ao assalto e foi atingido por cinco tiros dentro do ônibus, que fazia a linha que ele pegava todos os dias para ir ao trabalho.

Outras duas pessoas morreram na ação, incluindo um dos dois assaltantes. Um suspeito foi preso no dia seguinte.

“Sinto orgulho por ele ter sido um policial militar”, disse o pai de Elton, o agricultor Benedito Cunha, 64, bastante emocionado.

Segundo ele, Elton não costumava ir com frequência a Pirassununga por causa da profissão.

Elton era formado em Direito e foi morar em São Paulo quando passou no concurso da PM, há 14 anos.

No mesmo ano conheceu a mulher, Cristina, em São Paulo, quando começara a namorar. Há três anos, os dois se casaram e não tinham filhos. O casal vivia em um apartamento em Diadema.

O primo Valdenir Aparecido Ferreira, 56, contou sobre uma ceia de Natal há dois anos, quando o Elton disse que estava planejando prestar concurso para a Polícia Civil.

“Ele era um sonhador. Desde que se formou em direito, dizia que queria ser delegado. Ele entrou na PM, queria conquistar o espaço dele. Temos certeza que ele fez o que gostava de fazer e foi mais um guerreiro morrendo por cumprir a sua missão, que era proteger as pessoas”, disse.

PM se sente na obrigação de agir, diz comandante

O comandante do Policiamento da Área Metropolitana da PM de São Paulo, coronel Temístocles Telmo, disse que, como policial militar, Elton foi formado para defender a sociedade e reagiu ao assalto por causa dessa missão.
“Mesmo estando de folga, o PM se sente na obrigação de agir. E não foi diferente com ele. Ele era um bom policial, dedicado, conceituado”, disse.
O coronel afirmou que o sentimento da corporação é de dor. “Nenhum comandante deseja passar por um momento desses. Elton era como um filho”, disse.

O PM atuava na região central da capital paulista e atualmente trabalhava na praça Roosevelt, na Consolação.

Investigações

Um laudo da PM apresentado à Polícia Civil no início da noite desta sexta-feira (20) apontava sete elementos probatórios entre as imagens captadas do assalto que terminou com três mortos do ônibus em que o cabo Cunha foi morto e o suspeito preso, Raphael Teleforo Barbosa, 24.

O laudo foi enviado para a Justiça, que, em audiência de custódia realizada neste sábado (21), converteu o flagrante em prisão preventiva. Ele deve ficar em um CDP (Centro de Detenção Provisória) até ser julgado pelo caso.


Qualquer polícia civilizada de país civilizado não trata seus membros como simples coisas substituíveis.

A regra de ouro em qualquer situação crítica: PRESERVAÇÃO DA VIDA DOS POLICIAIS.

Nenhum policial de nenhuma polícia de elevado padrão de eficiência sacrifica a própria vida para impedir crimes patrimoniais.

Pura e simplesmente deixam que os criminosos executem o roubo!

Prendê-los, posteriormente, será uma questão de tempo… Dias, meses ou anos, pouco importa!

A única preocupação é com a vida!

Desde os anos 1970 as grandes polícias evitam o confronto, mas as brasileiras continuam disseminando essa doutrina.

Pior: inoculando a mentira de que o policial deve agir 24 horas por dia.

E alguns ingênuos acreditam!

Morrem por nada, por ninguém e sem direito a nada.

Fechada a tumba deles ninguém mais lembrará, salvo seus entes queridos que sofrerão eternamente.

Alguns com muito orgulho de o filho ter morrido pela polícia…

Deveria é ter vergonha!

O Escorpião ( Ministério Público ) e o Sapo ( Geraldo Alckmin ) , ou ainda: como o Ministério Público sempre morde a mão de quem lhe dá de comer e beber caviar e champanha 109

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Ministério Público de SP abre inquérito contra Alckmin por improbidade

Pré-candidato à Presidência teria se beneficiado de R$ 10,5 milhões repassados para suas campanhas de 2010 e 2014

Do Estadão Conteúdo
20/04/2018 – 14:20 – Atualizado em 20/04/2018 – 14:23
O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito contra o ex-governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB) por suposto ato de improbidade. Alckmin, pré-candidato à Presidência da República, teria se beneficiado de valores estimados em R$ 10,5 milhões repassados para suas campanhas de 2010 e 2014 via Caixa 2.
Assinam a peça Otávio Ferreira Garcia, Nelson Luis Sampaio de Andrade e Marcelo Camargo Milani, todos da promotoria de defesa do patrimônio público.
Os promotores usam o artigo 11 da Lei de Improbidade para embasar o procedimento. O artigo 11 estabelece que “constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade as instituições”.

Na semana passada, a ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, remeteu para a Justiça Eleitoral de São Paulo o inquérito contra Alckmin que tramitava na Corte Superior.

Em tese, a prática de Caixa 2 da qual Alckmin supostamente se favoreceu é de competência eleitoral.

A reportagem busca contato com a assessoria do ex-governador do Estado de São Paulo. Até o fechamento deste texto, não havia obtido um posicionamento.]


O Escorpião e o Sapo é uma fábula sobre um escorpião que pede a um sapo que o leve através de um rio. O sapo tem medo de ser picado durante a viagem, mas o escorpião argumenta que se picar o sapo, o sapo iria afundar e o escorpião iria se afogar. O sapo concorda e começa a carregar o escorpião, mas no meio do caminho, o escorpião, de fato, ferroa o sapo, condenando ambos. Quando perguntado por que o escorpião havia picado, o escorpião responde: que esta é a sua natureza e que nada poderia ser feito para mudar o destino. ( Wikipedia )

 

Pois bem, verdadeiramente, todo partido e todo político que sempre rasgou seda para o Ministério Público   tem mais é que SIFU na mão dos doutos promotores e procuradores. 

O PT e Lula foram os primeiros; que outros tenham o mesmo destino!

Os delegados ( os “ex” , inclusive ) e demais policiais que tanto sofrem diante da desvalorização promovida pelos promotores de injustiças dão boas risadas. 

Mas que  ninguém se iluda, caso Alckmin seja eleito eles arquivarão a tal investigação de gaveta; isso se não fizerem algum acertamento no interregno da campanha presidencial. 

Foi assim ( com acertamentos )  que o ladrão JOSÉ MARIA MARIN – governador tampão nos anos de 1982 a 1983 – se tornou membro honorário do MP de São Paulo. 

Comprou – com o dinheiro do Erário – uma frota de Opalas de luxo para cada um dos procuradores e concedeu um aumento estratosférico para todos os membros do MP. 

Feito isso, foi esculpado – juntamente com Paulo Maluf – de toda a roubalheira por eles cometida.  

Caros flitadores: deixem o Lula cumprir a sua justa condenação em paz…Vida que segue, não vale a pena perdermos tempo com tal assunto ; ele voluntariamente se autoexplodiu moral e politicamente 109

Resumidamente:

Foi um grande estadista e presidente por um certo tempo.

Mas deixou – contra o direito e justiça – de  prestigiar novas lideranças e ainda expulsou os melhores quadros do PT.

Por egoísmo elegeu uma incompetente como sucessora.

Sendo que havia gente muito mais gabaritada e muito mais merecedora do seu apoio.

Verdadeiramente, se locupletou de todas as formas possíveis.

Acumulou cerca de DEZ MILHÕES apenas em previdência privada!

O triplex é o menor dos seus atos de corrupção.

Assim , respeitosamente, solicito a todos que deixem de fazer menção ao reeducando Luís Inácio Lula da Silva!

O único direito que deveria lhe ser conferido é o do cumprimento da pena nas proximidades do seu domicílio, ou seja, em unidade da  COESPE: Coordenadoria dos Estabelecimentos Penitenciários do Estado de São Paulo.

Basta!

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Ex-delegado geral ( locador do diretório do PSDB em Moema ) possui mansão na Ilha Porchat – em frente ao prédio do Governador – mas gosta de dar uma canseira na municipalidade de São Vicente quando se trata de pagar o IPTU…Coisa feia, Youssef! Quer anistia tributária? 75

0503457-13.2010.8.26.0590 (590.01.2010.503457)
Execução Fiscal
Reqdo: Antoun Youssef Abou Chain
Recebido em: 23/03/2010 – Vara da Fazenda Pública
0503430-64.2009.8.26.0590 (590.01.2009.503430)
Execução Fiscal
Reqdo: Antoun Youssef Abou Chain
Recebido em: 08/07/2009 – Vara da Fazenda Pública
0507660-57.2006.8.26.0590 (590.01.2006.507660)
Execução Fiscal
Reqdo: Antoun Youssef Abou Chain
Recebido em: 29/11/2006 – Vara da Fazenda Pública
0500989-18.2006.8.26.0590 (590.01.2006.500989)
Execução Fiscal / IPTU/ Imposto Predial e Territorial Urbano
Reqdo: Antoun Youssef Abou Chain
Recebido em: 17/10/2006 – Vara da Fazenda Pública
0027307-66.2004.8.26.0590 (590.01.2004.027307)
Execução Fiscal / IPTU/ Imposto Predial e Territorial Urbano
Reqdo: Antoun Youssef Abou Chain
Recebido em: 14/04/2004 – Vara da Fazenda Pública
0028855-63.2003.8.26.0590 (590.01.2003.028855)
Execução Fiscal / IPTU/ Imposto Predial e Territorial Urbano
Reqdo: Antoun Youssef Abou Chain
Recebido em: 28/01/2003 – Vara da Fazenda Pública
0025590-24.2001.8.26.0590 (590.01.2001.025590)
Execução Fiscal / IPTU/ Imposto Predial e Territorial Urbano
Reqdo: Antoun Youssef Abou Chain
Recebido em: 29/08/2001 – Vara da Fazenda Pública
0034835-98.1997.8.26.0590 (590.01.1997.034835)
Execução Fiscal / IPTU/ Imposto Predial e Territorial Urbano
Reqdo: Anton Youssef Abou Chain
Recebido em: 13/01/1998 – Vara da Fazenda Pública
0021829-24.1997.8.26.0590 (590.01.1997.021829)
Execução Fiscal / IPTU/ Imposto Predial e Territorial Urbano
Reqdo: Antoun Youssef Abou Chain
Recebido em: 01/10/1997 – Vara da Fazenda Pública
0018950-78.1996.8.26.0590 (590.01.1996.018950)
Execução Fiscal / IPTU/ Imposto Predial e Territorial Urbano
Reqdo: Antoun Youssef Abou Chain
Recebido em: 14/05/1996 – Vara da Fazenda Pública


Pessoas ligadas ao ex-delegado-geral dizem que, como vice-governador, França teria tido tentado indicar policiais para cargos de prestígio.

O atual governador negou à Folha essa informação. Ele disse que jamais fez qualquer indicação de cargo na Polícia Civil na sua histórica política e que nunca teve contato com o então delegado-geral. “Eu nunca nem falei com ele [Chahin]. É mentira. Ele pediu demissão antes de eu assumir”, disse. “Se tive contato com ele, foi uma vez em Santos, que ele é meu vizinho de frente. Ele tem uma casa enorme lá, com piscina.”

“Aliás, eu tenho uma tradição histórica, desde que eu fui deputado, prefeito, nunca me meti com um delegado, nunca indiquei nenhum delegado, nunca indiquei nenhum policial civil”.

França disse, ainda, que desconhece os motivos que levaram o delegado-geral a pedir demissão. “O que o Mágino me disse é que ele queria se aposentar por motivos particulares, porque parece que é um moço muito bem de vida. Mexe com coisas privadas.”

Márcio França mandará a deputados projeto sobre Polícia Civil 34

Márcio França mandará a deputados projeto sobre Polícia Civil

Objetivo é transferir corporação à Secretaria de Justiça e Cidadania

Sandro Thadeu
18/04/2018 – 22:30 – Atualizado em 18/04/2018 – 22:36
Para governador, Polícia Civil é órgão judiciário e deve mudar de pasta (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

O governador Márcio França (PSB) enviará nos próximos dias um projeto de lei complementar à Assembleia Legislativa, com o objetivo de transferir a Polícia Civil da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) para a pasta da Justiça e da Defesa da Cidadania.

A Polícia Militar (PM) permanecerá na SSP, que deverá ser comandada por um oficial da PM. A ideia original era fazer essa mudança por decreto, mas a proposta caiu por terra, devido à existência da Lei Orgânica da Polícia, de 1979. Ela define que as duas polícias são subordinadas à SSP.

Presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Assembleia Legislativa, Antonio Assunção de Olim, o Delegado Olim (PP), esteve reunido com França no final da tarde de ontem e afirmou à Reportagem que uma minuta da proposta está sendo elaborada pela equipe da Polícia Civil.

Posteriormente, o texto será enviado ao Palácio dos Bandeirantes e, se houver aval deste, para a Assembleia.

Em entrevista concedida na manhã de ontem ao programa 90 Minutos, da Rádio Bandeirantes, o governador afirmou que “o meu entendimento é que a Polícia Civil é Polícia Judiciária e deveria se preparar para ir à Secretaria de Justiça. O problema é que existe uma legislação, que é o Estatuto da Polícia Civil, uma lei complementar, que precisa ser alterada. E quem terá de fazer isso são os deputados estaduais”, declarou.

A Tribuna pediu entrevista com França, mas o Palácio dos Bandeirantes informou, por meio de nota, que a discussão sobre eventuais mudanças na segurança pública foi lançada pelo Governo “para que as entidades representativas das categorias, a Assembleia Legislativa, especialistas da área e a sociedade como um todo possam discutir as alterações no foro adequado, que é o parlamento paulista”.

Opiniões divididas

Por se tratar de um tema polêmico e por ser um ano eleitoral, é provável que a proposta do Executivo não tenha tramitação rápida nas comissões permanentes do Legislativo. Isso inviabilizaria qualquer mudança até dezembro.

Outro motivo para que a discussão não evolua rapidamente é a divisão da antiga base de sustentação do governador Geraldo Alckmin (PSDB): uma parte dos parlamentares apoia a reeleição de França, enquanto outra fará campanha para o ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB).

Favorável à candidatura tucana ao Governo do Estado, o presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris (PSDB), defende que eventuais mudanças na estrutura da Polícia Civil sejam alvo de profundo debate com a sociedade civil organizada e com entidades de classe que representam a categoria. “Até o momento, não recebemos nenhuma proposta com informações sobre as alterações”.

O novo líder do Governo no parlamento paulista, deputado estadual Carlos Cezar (PSB), mencionou que essas mudanças buscam valorizar as carreiras da Polícia Civil e dar mais eficiência nos resultados nas investigações de crimes no Estado.

“Esse novo projeto será bom para a população e apreciado com tranquilidade pelas principais comissões da Casa. Vamos chamar a população e representantes da instituição para discutir o texto em audiências públicas”, destacou.

Delegado Olim (PP) entende que a medida defendida por França é positiva. Ele citou ainda que, anteontem, o Conselho da Polícia Civil esteve reunido com associações e sindicatos que representam a categoria. No encontro, os representantes do órgão se manifestaram favoráveis à proposta de mudança da corporação para a Secretaria da Justiça e de Defesa da Cidadania.

“Sinto que é necessário fazer algumas mudanças nas polícias. O novo governador está a fim de mudar para melhorar o trabalho dos policiais. Em pouco tempo de gestão, o novo governador já fez um gesto para valorizar o trabalho de investigação e, ao mesmo tempo, prestigiar as polícias de uma forma geral. Essa mudança será boa para ambas as partes”, disse.

Reações

Delegados de polícia aprovaram, em assembleia na noite desta terça-feira (17) ontem, a proposta de mudança da corporação para a Secretaria da Justiça. A reunião ocorreu na Associação dos Delegados de Polícia do Estado, na Capital.

A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo, Raquel Kobashi Gallinati, destacou que o governador Márcio França já havia conversado com a instituição no ano passado sobre o futuro projeto de lei.

Para ela, essa é a chance para a corporação sair de uma “situação caótica” e passar a receber mais investimentos do Estado. Para a sindicalista, a mudança será “extremamente positiva” por alguns aspectos práticos. “Não somos apenas uma instituição de segurança pública, mas integramos o sistema de justiça criminal. Vejo também que haverá um aprimoramento das relações de Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e entidades ligadas à Justiça, como de Cidadania e de Direitos Humanos”, frisou.

Na avaliação do presidente do Sindicato dos Policiais Civis em Santos e Região (Sinpolsan), Márcio Pino, a atitude do governador é vista com bons olhos e acredita que a proposta terá o apoio da população.

“A intenção com essa medida é melhorar o trabalho da corporação, valorizando a investigação e o serviço de inteligência. Não haverá grandes mudanças. Em menos de 15 dias de mandato, França demonstrou a intenção de encarar esse problema. Isso não vai resolver todas as demandas, mas nos dá esperança por melhorias”, destacou.

No entanto, o Sindicato dos Investigadores da Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp) recebeu com “espanto e insatisfação” a proposta do chefe do Executivo. Os dirigentes da instituição esperam ser recebidos o quanto antes pelo socialista para tomar ciência do que realmente constará no projeto de lei.

“Até o presente momento, não obtivemos qualquer resposta. Toda a categoria operacional da Polícia Civil está apreensiva, preocupada e necessita de informações oficiais, para que possa se posicionar”, informou a entidade.

A Tribuna pediu um posicionamento da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e da Associação dos Oficiais da Polícia Militar, mas não obteve retorno até o momento.