O drama do suicídio de policiais 102

O drama do suicídio de policiais

12 Setembro 2018 | 17h50

Rafael Alcadipani, professor Adjunto da FGV-EAESP, membro do Forúm Brasileiro de Segurança Pública e Visiting International Fellow no Crime & Security Research Institute – Cardiff University.

“Professor, eu sei o que é ter o cano frio de uma pistola apontada para o meu queixo.”, foi o que me disse um policial paulista há algum tempo quando conversávamos a respeito de suicídio de policiais. “Conheço um colega que o filho abriu a geladeira e não tinha nada para comer. Ele ficou desesperado. E tinha uma pistola carregada do lado dele”. Este foi outro relato que ouvi de outro policial paulista a respeito do desespero de um colega que não conseguia sustentar a sua família devido ao seu baixo salário. As pessoas que vivem no meio de policiais sabem que o suicídio é um problema que aflige a classe em São Paulo e no Brasil.

Recentemente, a Ouvidoria de Polícia de São Paulo divulgou um relatório denominado “Pesquisa sobre o Uso da Força Letal por Policiais de São Paulo e Vitimização Policial em 2017”. O detalhado relatório realizado pelo Dr. Benedito Mariano trás a tona dados preocupantes a respeito do suicídio dos policiais paulistas. No ano de 2017, 16 Policiais Militares e 10 Policiais Civis cometeram suicídio. Considerando o efetivo das duas polícias, proporcionalmente mais policiais civis cometeram suicídio do que militares. Em serviço, segundo o relatório do Ouvidor, morreram 12 Policiais Militares e 4 Policiais Civis. Ou seja, morrem mais policiais em São Paulo por suicídio do que executando o seu perigoso trabalho. Mundialmente, a taxa de suicídio de policiais é maior do que da população.

Cometer um suicídio é um ato de desespero de uma pessoa que perde o sentido na vida. Se por um lado existem questões pessoais para se realizar o ato, por outro o contexto social termina por incentivar quem já tem predisposição para ceifar a própria vida. A situação cotidiana dos policiais paulistas e brasileiros requer muita atenção. Primeiro, realizam um trabalho em que estão cotidianamente em contato com profundas dores e tristezas. Policiais lidam cotidianamente com aquilo que é exceção para a maioria das demais profissões. Homicídios, estupros, ações de pedofilia, brigas e tantas outras situações complexas fazem parte do cotidiano do trabalho destes profissionais.

Outro aspecto a se destacar é a grande quantidade de trabalho, com constante pressões das chefias para se reduzir indicadores criminais, e a necessidade de se realizar “bicos”. A remuneração dos policiais paulistas está longe de ser compatível com a realidade econômica do Estado de São Paulo, a situação fica ainda mais delicada na Capital e em grandes cidades como Campinas. Com isso, policiais utilizam a hora de folga para realizar outros trabalhos o que aumenta seu grau de stress. Ou seja, realizam um trabalho emocionalmente e muitas vezes fisicamente extenuante e não possuem tempo para se recuperar. É expressiva a quantidade de policiais que possuem dívidas como, por exemplo, um empréstimo consignado, o que aumenta a pressão no indivíduo.

É preciso, ainda, considerar que muitos policiais estão sob chefias que possuem pouco preparo durante a sua formação para serem líderes de verdade. Há, ainda, uma diferença entre aquilo que se ensina no banco das Academias de Polícia e aquilo que se ensina nas subculturas policiais onde o estilo de liderança autoritário e agressivo é valorizado, especialmente em algumas áreas da PM. Policiais ainda estão imersos em uma cultura masculina onde dor e sofrimento deve ser a todo custo escondido. Também é muitas vezes mal visto nas polícias procurar auxílio psicológico, visto por alguns como coisa de fracos ou de quem quer fugir do trabalho.

Por fim, policiais sentem que seu trabalho não é valorizado pela sociedade e é facilmente criticado pela mídia. No caso específico da Polícia Civil, onde os números de suicídios são proporcionalmente maiores do que da PM, há uma nítida sensação entre os policiais de que a polícia foi sucateada pelos governantes e está em seríssimas dificuldades, além de ter dificuldades para realizar uma gestão efetiva, inclusive de seus recursos humanos.

O suicídio precisa deixar de ser um tabu e se tornar em um tema de primeira grandeza na agenda dos chefes de polícia e dos governantes de São Paulo. Como recomenda o Ouvidor das Polícias, é preciso criar programas de prevenção ao suicídio com profissionais de fora das instituições policiais. Os governantes, ainda mais em época de eleição, precisam propor melhorias efetivas nas condições de trabalho cotidiana dos policiais que aliviem a sua pressão cotidiana. Mas, não bastam promessas. É urgente levar os problemas da polícia a sério e não ver os policiais apenas como massa de manobra para conseguir votos. A sociedade precisa reconhecer melhor o trabalho dos bons policiais, a sua imensa maioria. Todos nós precisamos agir para combater uma das maiores causas de vitimização policial no Brasil: o descaso com que são tratados. Nossos policiais estão se matando, quem se importa?

https://politica.estadao.com.br/blogs/gestao-politica-e-sociedade/o-drama-do-suicidio-de-policiais/

DATAFOLHA: Em segundo turno, Ciro Gomes vence Bolsonaro 82

Datafolha: Em 2º turno, Bolsonaro empata com 3 candidatos; Ciro vence todos

Do UOL, em São Paulo

  • Myke Sena/Framephoto/Estadão Conteúdo e Lucas Lima/UOL – Montagem BOL

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (14) aponta que, apesar de continuar liderando a corrida ao Planalto, com 26% das intenções de voto, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) estaria em empate técnico com Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT) em um eventual segundo turno.

O candidato do PSL só seria derrotado em um segundo turno contra Ciro Gomes (PDT), que vence todos os adversários nos cenários testados.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Veja os cenários de segundo turno com Bolsonaro:

Marina x Bolsonaro

  • Marina Silva (Rede): 43%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 39%
  • Brancos e nulos: 16%
  • Não sabe: 2%

Alckmin x Bolsonaro

  • Geraldo Alckmin (PSDB): 41%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 37%
  • Brancos e nulos: 19%
  • Não sabe: 2%

Haddad x Bolsonaro

  • Jair Bolsonaro (PSL): 41%
  • Fernando Haddad (PT): 40%
  • Brancos e nulos: 17%
  • Não sabe: 2%

Ciro x Bolsonaro

  • Ciro Gomes (PDT): 45%
  • Jair Bolsonaro (PSL): 38%
  • Brancos e nulos: 15%
  • Não sabe: 2%

Este foi o primeiro levantamento realizado pelo instituto após Bolsonaro ter sido submetido a uma cirurgia de emergência, na quarta-feira (12), e também após a confirmação de Haddad como candidato do PT na disputa pelo Planalto.

Haddad foi oficializado na terça-feira (11) no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral.

A pesquisa anterior, divulgada na segunda-feira (10), mostrava que Bolsonaro seria vencido por Marina, Alckmin e Ciro no segundo turno. Já contra Haddad, o resultado também seria um empate técnico, mas com o candidato do PT numericamente à frente do candidato do PSL.

Ciro vence todos no 2º turno, diz pesquisa

O levantamento divulgado nesta sexta trouxe, ao todo, dez cenários possíveis para segundo turno. Além de derrotar Bolsonaro, Ciro venceria todos os outros adversários contra quem foi testado, caso o segundo turno fosse realizado hoje. Veja as simulações:

Ciro x Alckmin

  • Ciro Gomes (PDT): 40%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 34%
  • Brancos e nulos: 23%
  • Não sabe: 3%

Ciro x Marina

  • Ciro Gomes (PDT): 44%
  • Marina Silva (Rede): 32%
  • Brancos e nulos: 22%
  • Não sabe: 2%

Ciro x Haddad

  • Ciro Gomes (PDT): 45%
  • Fernando Haddad (PT): 27%
  • Brancos e nulos: 25%
  • Não sabe: 2%

Nos outros cenários testados, Alckmin teria empate técnico com Marina. Já Haddad seria vencido tanto na simulação contra Alckmin como na simulação contra Marina. Veja os cenários:

Alckmin x Marina

  • Geraldo Alckmin (PSDB): 39%
  • Marina Silva (Rede): 36%
  • Brancos e nulos: 23%
  • Não sabe: 2%

Alckmin x Haddad

  • Geraldo Alckmin (PSDB): 40%
  • Fernando Haddad (PT): 32%
  • Brancos e nulos: 25%
  • Não sabe: 3%

Marina x Haddad

  • Marina Silva (Rede): 39%
  • Fernando Haddad (PT): 34%
  • Brancos e nulos: 25%
  • Não sabe: 2%

O levantamento foi realizado nesta quinta (13) e sexta-feira (14) com 2.820 eleitores de 187 municípios brasileiros. A pesquisa foi contratada pela Folha de S. Paulo e pela TV Globo e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como BR-05596/2018

Vice de Bolsonaro é um ordinário, vai marchar soldado…( Só fala besteiras! ) 59

Uma constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo, diz Hamilton Mourão em Curitiba

Roger Pereira e Francielly Azevedo – CBN Curitiba

Em Curitiba, onde proferiu palestra no Instituto de Engenharia do Paraná, o general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), defendeu uma nova Constituição para o Brasil, dizendo que a Carta deve ser mais enxuta, devendo conter apenas princípios e valores. Ele afirmou que, para isso, não seria necessário convocar uma nova constituinte, que a Constituição poderia ser elaborada por um conselho de notáveis escolhido pelo presidente.

“Nossa constituição é extensa de mais, devia ser só princípios e valores. O resto, horário de trabalho dos bancários, se os juros devem ser tabelado, isso é por lei ordinária”, disse. “Não precisa de Constituinte Fazemos um conselho de notáveis e depois submetemos a plebiscito. Uma constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo”, afirmou, dizendo ser essa sua opinião e não a de Bolsonaro ou da chapa da qual ele faz parte.

Mourão também comentou as declarações do candidato a governador do Paraná pelo seu partido, Geonísio Marinho, de que há suspeita de fraudes nas urnas eletrônicas e que, se os militares do PRTB identificarem indícios de manipulação dos resultados, haverá intervenção. “Existe uma desconfiança das urnas por uma questão muito clara, não existe auditoria das urnas. Você não tem certeza se teu voto foi computado. Então existe essa teoria da conspiração, mas não existe possibilidade de intervenção”, disse. Lembrando que Bolsonaro foi o deputado mais votado nas últimas eleições, ele comentou. “É muito difícil fraudar a eleição proporcional, mas a eleição majoritária tem possibilidade”. Ele garantiu, no entanto, que a chapa respeitará o resultado das urnas “Não vamos contestar o resultado das urnas. Quem for eleito assume o abacaxi em janeiro”, disse.

Grande Bergamini: Delegado flagra e dá voz de prisão a dupla que furtava trilhos…( Outros chamariam o 190 ) 56

Delegado flagra e dá voz de prisão a dupla que furtava trilhos

O profissional dirigia para o 3º DP de São Vicente quando teve que frear para não atropelar os indivíduos

Eduardo Velozo Fuccia
11/09/2018 – 21:05 – Atualizado em 11/09/2018 – 22:06
Criminosos foram surpreendidos por delegado ao furtar trilho de cerca de 5 metros e 100 kg (Divulgação)

A cena foi inusitada e surpreendeu o delegado que dirigia o seu carro a caminho do 3º DP de São Vicente, onde trabalha, na manhã desta terça-feira (11). Dois homens avançaram na direção da ponte e obrigaram o policial a frear para não atropelá-los. Só então, Norberto Donizete Bergamini percebeu que a dupla furtava um pedaço de trilho da linha férrea existente no local.

“Dei voz de prisão aos acusados e os mandei deitar na ponte com as mãos na cabeça. Depois, pedi apoio para conduzi-los ao distrito e autuá-los em flagrante por furto qualificado”, disse Bergamini. A prisão aconteceu na Ponte A Tribuna, que passa sobre o Canal dos Barreiros e liga as partes insular e continental do município.

O apoio não serviu apenas para levar presos ao distrito Davi do Carmo Lourenço, de 33 anos, e Geonilso Nunes Rocha, de 28. Ele foi fundamental para colocar o pedaço de trilho com cerca de cinco metros de comprimento em um caminhão, providenciado para remover o material da ponte e evitar provável acidente.

“Foram necessários quatro policiais para colocar o trilho no caminhão. Não pesamos o material, mas estimo que ele tenha aproximadamente 100 quilos. Não sei como os acusados o transportariam, mas seria uma tarefa que colocaria em risco a segurança dos motoristas que trafegam pelo local”, comentou o delegado.

Geonilso e Davi foram recolhidos à cadeia. Eles usaram pedras de grande porte para danificar ganchos que fixavam o trilho à linha férrea paralela à Ponte A Tribuna. “Os indiciados arrancaram o trilho na base da porrada”, finalizou Bergamini.

O PARTIDO QUE NÃO ROUBA E NÃO DEIXA ROUBAR – Prisão de Beto Richa – tucano de pluma alta – é uma porrada nas campanhas de Alckmin e Doria 83

Ex-governador do Paraná, Beto Richa é preso

Esposa de Beto Richa, Fernanda Richa, e Deonilson Roldo, que é ex-chefe de gabinete do ex-governador, também foram presos.

O ex-governador do Paraná Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB, foi preso na manhã desta terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Curitiba, no Paraná.

Beto Richa é alvo de duas operações: uma realizada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), pela qual foi preso, e outra da Polícia Federal (PF), em uma nova fase da Lava Jato. Na 53ª etapa da Lava Jato, a casa de Beto Richa foi alvo de mandado de busca e apreensão.

A defesa de Beto Richa informou, por meio de nota que, até agora não sabe qual a razão das ordens judiciais e que ainda não teve acesso à investigação.

“Ele está muito bem, aguardando sereno. Sempre se dispôs a prestar qualquer esclarecimento à Justiça e também ao Gaeco. Não há razão para esse procedimento, inclusive, especialmente em período pré-eleitoral”, afirmou a advogada do ex-governador, Antônia lélia.

Ela disse que deve ajuizar, ainda nesta terça-feira, um habeas corpus.

Operação do Gaeco

A investigação do Gaeco é sobre o programa do governo estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais. A operação foi batizada de “Rádio Patrulha”.

De acordo com o MP-PR, apura-se o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. O MP-PR não informou quais suspeitas caem sobre Beto Richa.

Como a caso está sob sigilo, o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, não pode detalhar a operação “Rádio Patrulha”. O montante de dinheiro envolvido na operação, por exemplo, também não foi informado.

Batisiti explicou que o programa Patrulha do Campo era um serviço que consistia na locação de máquinas pelo Governo do Paraná para a conservação de estradas rurais.

G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação do PSDB para questionar como fica a candidatura de Beto Richa, porém, até a última atualização desta reportagem, o partido ainda não tinha se manifestado.

Na última pesquisa Ibope, divulgada em 4 de setembro, Beto Richa aparecia em segundo lugar – com 28% das intenções de votos.

“O Ministério Público tenta se pautar, embora não pareça para muitas pessoas, de acordo com as próprias condições. Não há uma vedação legal de se fazer investigações no período pré-eleitoral. Eu sei que, quando atinge uma pessoa que inclusive é candidata, é obvio que isso interfere. Mas, de alguma forma, nós não podemos parar os trabalhos por motivo dessa natureza, senão nós vamos ter que fechar, fazer férias, algo assim, em certos períodos”, afirmou Batisti.

Beto Richa e Fernanda Richa foram presos pelo Gaeco no prédio onde moram, em Curitiba (Foto: Tarcisio Silveira/RPC)Beto Richa e Fernanda Richa foram presos pelo Gaeco no prédio onde moram, em Curitiba (Foto: Tarcisio Silveira/RPC)

Beto Richa e Fernanda Richa foram presos pelo Gaeco no prédio onde moram, em Curitiba (Foto: Tarcisio Silveira/RPC)

Veja a lista dos mandados de prisão:

  • Fernanda Richa (presa)– esposa de Beto Richa e ex-secretária da Família e Desenvolvimento Social
  • Deonilson Roldo (preso) – ex-chefe de gabinete do ex-governador
  • Pepe Richa (preso) – irmão de Beto Richa e ex-secretário de Infraestrutura
  • Ezequias Moreira (preso)– ex-secretário de cerimonial de Beto Richa
  • Luiz Abib Antoun (preso) – parente do ex-governador
  • Edson Casagrande – ex-secretário de Assuntos Estratégicos
  • Celso Frare (preso) – empresário da Ouro Verde
  • Aldair W. Petry (preso)
  • Dirceu Pupo (preso) – contador
  • Joel Malucelli – empresário J.Malucelli
  • Emerson Savanhago (preso) – empresário
  • Robinson Savanhago (preso) – empresário
  • Túlio Bandeira (preso) – advogado
  • André Felipe Bandeira

Bolsonaro está “psicologicamente fortalecido” e com “a moral elevada”, afirma Major Olímpio 185

Campanha de Bolsonaro continua apesar de ataque, diz Major Olimpio

Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

O candidato ao Senado pelo PSL em São Paulo, deputado federal Major Olimpio, disse nesta sexta-feira (7) que a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência continua em curso independentemente do ataque sofrido por ele ontem durante uma agenda em Juiz de Fora (MG).

Olimpio falou com jornalistas na entrada do hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, para onde Bolsonaro foi transferido hoje de manhã.

O candidato ao Senado é um dos coordenadores da área de segurança do presidenciável.

“Nosso esforço agora é pelo restabelecimento da saúde dele, não estamos pensando nas ações de campanha. Ele estando ou não fazendo eventos, há um reconhecimento da população sobre o brasileiro que ele é”, disse

Segundo o parlamentar, tanto o PSL quanto o coligado PRTB suspenderam, por enquanto, todas as ações de campanha pelo país.

“Quem vai para as ruas somos nós”, disse, referindo-se aos políticos apoiadores e ao eleitorado de Bolsonaro.

“Não altera nada. Jair é mais um brasileiro vitimado pela violência nas ruas”, declarou, para completar: “Não vão parar o Bolsonaro seja qual for a motivação”.

Sobre a participação de Bolsonaro nas agendas futuras de campanha, Olimpio definiu: “Ele vai descansar o período que os médicos disserem que for necessário, e não de acordo com calendário eleitoral”, resumiu.

Ainda conforme o aliado de Bolsonaro, o presidenciável está “psicologicamente fortalecido” e com “a moral elevada”.

FORÇA CANDIDATO E QUE DEUS TE ABENÇOE!… E QUE AS DUAS BOLSAS DE SANGUE RECEBIDAS PELO DEPUTADO JAIR BOLSONARO SEJAM DE PESSOAS DIVERSAS COMO NEGROS, ÍNDIOS, MULHERES, HOMOSSEXUAIS, militares, TRABALHADORES, DESEMPREGADOS e PETISTAS… 25

 

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EU ESPERO QUE ESSE AGRESSOR SEJA PUNIDO COM O MÁXIMO RIGOR DA LEI.
TAMBÉM ESPERO QUE AS DUAS BOLSAS DE SANGUE RECEBIDAS PELO DEPUTADO JAIR BOLSONARO SEJA DE PESSOAS DIVERSAS COMO NEGROS, ÍNDIOS, MULHERES, HOMOSSEXUAIS, militares, TRABALHADORES, DESEMPREGADOS, PETISTAS…

FORÇA CANDIDATO, E QUE DEUS TE ABENÇOE!

 

Escrito por : VITÓRIA NA GUERRA

Bolsonaro – depois de sofrer atentado – só perderá a PRESIDÊNCIA para uma infecção hospitalar…Será que ele continua pensando em acabar com o SUS? 18

Fala mansa, este caso, ao contrário da sua propaganda, só se resolve a bala. E bala de fuzil, nada de .40 que não funciona.

O Estado mais rico da federação é governado por um lixo de partido político ou agremiação criminosa do colarinho branco há mais de duas décadas.

Só agora, o MP paulista ofereceu denúncia do alquimista por improbidade administrativa. Não que isso signifique que a denúncia será recebida e a ação penal vai prosperar, levando a condenação desse ladrão de fala mansa.Tudo indica que se trata do caso da propina recebida pelo cunhado.

E a roubalheira nas obras do Metrô?, da DERSA?, da CPTM, do Rouboanel?, da Duplicação das Marginais?, da Merenda Escolar?, etc.

Como desgraça pouca é bobagem, aquele conhecido ministro do STF, de plantão a serviço da marginalidade política que se apossou do Brasil, mandou mais um “Mãogrande” para casa , o Laurence, secretário dos transportes e presidente da Cesp e da Dersa no governo alquimista, roubou até a calcinha da mãe e foi pra rua.

Nós, das forças de segurança deste Estado, recebemos entre os piores salários do Brasil. A PM recebe a média dos salários pagos nos outros Estados, os policiais civis um dos piores e delegados de polícia, sem a menor sombra de dúvidas, recebem O PIOR SALÁRIO DO BRASIL, é só conferir. Além disso contamos com mais de treze mil cargos vagos na instituição.Só está contente neste governo, os dinossauros que dirigem a Polícia Civil, na verdade não dirigem nada, só se locupletam com as coletorias que lhes foram atribuídas.

Hoje a bandidagem saqueou uma das maiores cidades do interior paulista, Bauru, sede de um dos mais tradicionais quartéis da PM, sede de Comando de Policiamento e de Departamento de Polícia Judiciária do Interior. Não estamos falando de “cidadezinha” pacata do interior, mas de uma das grandes cidades do interior de São Paulo, a população ficou largada a própria sorte nas mãos da marginalidade organizada. Neste Estado, o crime organizado faz o que quer, onde quer e quando quer, como ficou demostrado neste episódio.

Terra daquele amigão da Polícia Civil, o tucano Pedro Tobias “de Aguiar”, defensor implacável do alquimista. Se seu ídolo não passou por ai para fazer campanha, é bom preparar um bom discurso na área de segurança pública, vez que, pelo que aconteceu, vai ser difícil convencer o eleitorado.

Muda Brasil, se não, vou continuar não fazendo “phorra nenhuma” a não ser marcar o ponto para me aposentar.

Escrito por um companheiro de turma: DP 1 – 1988

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30anos

São Paulo é um estado seguro? 65

São Paulo é um estado seguro?

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A principal bandeira de campanha do candidato à presidência Geraldo Alckmin é a segurança pública do Estado de São Paulo, que, nos últimos 17 anos, viu a sua taxa de homicídios cair aproximadamente 70%. Evidentemente, como todo político, Alckmin coloca essa redução como mérito de sua política de segurança, o que, obviamente, não poderia ser mais falso.

Antes de iniciar o assunto, é preciso dizer alguns fatos importantes.

1-) O número de homicídios no Estado de São Paulo caiu drasticamente desde o ano de 2001.

2-) Todas as estatísticas mundiais que medem a violência de um local, inclusive aquelas feitas pela ONU e demais entidades internacionais, levam em conta, quase sempre, apenas a taxa de homicídios. Ou seja, a quantidade de furtos, roubos, estelionatos, tráfico de drogas, e outros crimes, geralmente, não é levada em conta na medição de violência de um local, fazendo com que uma cidade X, por exemplo, mesmo assolada com todo tipo de delito, não seja considerada violenta se tiver uma taxa de homicídios baixa.

Ditas essas duas observações, vamos ao que interessa: São Paulo é um Estado seguro?

Como todos sabem, a facção criminosa PCC possui o monopólio do crime organizado em São Paulo. Não possui “concorrentes” à altura e, por isso, detém o domínio completo do tráfico de drogas de TODO O ESTADO. O grupo não apenas domina soberanamente o “mercado” das drogas, como também o dos roubos a bancos, caixas eletrônicos e carros fortes. Além disso, o PCC também cobra mensalidade de seus membros e, desta maneira, tem a sua receita aumentada em razão de todos os crimes praticados por seus integrantes, que ocorrem todos os dias, em todas as cidades de São Paulo.

Apenas por meio desta pequena introdução, sem se mencionar outras fontes de renda da quadrilha, já é possível ter uma noção da dimensão que o PCC alcançou e do faturamento que arrecada anualmente à custa do trabalho da população e da ineficiência estatal, o qual alcança a ordem dos bilhões de reais. Isso mesmo, BILHÕES DE REAIS POR ANO EM FATURAMENTO.

Ocorre que o PCC, para chegar ao tamanho que chegou, não se utilizou exclusivamente da violência. Além da imprescindível ajuda da ineficiência estatal, precisou atuar nas periferias e nas prisões como mediador de conflitos sociais. Quem não possui familiaridade com o trabalho de combate ao crime talvez não saiba, mas o PCC é respeitado não apenas pelo medo que impõe, como também por possuir um rígido código de normas que, por incrível que pareça, estabelece a solução violenta como medida a ser tomada em último caso.

Qualquer presidiário que permaneceu em alguma prisão brasileira nos anos 80 ou 90 pode atestar com tranquilidade sobre os “benefícios” advindos do o crescimento do PCC. Isso porque a facção proibiu atos indiscriminados de violência nas penitenciárias, bem como perseguições causadas por rusgas pessoais, levando, de certa forma, paz e tranquilidade a muitos dos detentos. Esse poder do grupo revertido em prol dos detentos, aos poucos, foi substituindo a autoridade estatal.

O poder aumentou tanto que, com o tempo, ultrapassou os muros dos presídios e veio para as ruas.

Neste contexto, toda unidade prisional, assim como todo e qualquer bairro de qualquer cidade do Estado de São Paulo, possui um representante da facção, que, além de cuidar dos “negócios” do grupo, fica incumbido de fiscalizar e dar cumprimento às regras vigentes. Em caso de descumprimento de alguma norma, o poder punitivo não será exercido sumariamente, posto que, antes da concretização de qualquer sanção, é instalado um “julgamento” do caso, em que as partes e testemunhas são ouvidas antes da decisão final.

Dado o tamanho do PCC, bem como pela estratégia de ocupar espaços para aumentar o seu poder, as “causas” que tramitam em seus “tribunais” dizem respeito a todo tipo de conflito, desde briga entre vizinhos e desentendimentos familiares, até estupradores e homossexualismo no grupo.

E é aqui que vem a principal informação deste texto: O PCC, via de regra, proíbe o homicídio.

Homicídios em um local levam até lá a presença policial, o que diminui o faturamento do tráfico, já que inibe os usuários de comprarem a droga. Lembram-se das “brigas de bar” que terminavam em morte? Das inúmeras campanhas nos anos 90 que pediam o fechamento dos bares depois das 22h? Essas mortes intensificavam o policiamento no local e prejudicavam o tráfico que era realizado justamente nestes mesmos bares e nas suas adjacências, revertendo em prejuízo à quadrilha.

Além disso, nos casos de desentendimentos entre bandidos, um bandido morto por outro diminui a renda da quadrilha. É melhor dois bandidos inimigos fazerem as pazes e continuarem dando lucro à facção, do que, aos poucos, irem se aniquilando até a extinção do grupo.

Deste modo, vemos que a grande maioria dos conflitos é solucionada com outro tipo de sanção que não a morte. Como já dito, apenas em situações específicas a “pena de morte” é aplicada, como, por exemplo, a estupradores, delatores, traidores e até mesmo a homossexuais que pertençam à facção e sejam descobertos. Ademais, TODO E QUALQUER HOMICÍDIO DEVERÁ SER PRATICADO DEPOIS DA AUTORIZAÇÃO DA FACÇÃO. Essa regra vale para todo o território abrangido pelo PCC, ou seja, praticamente todo o Estado de São Paulo, e quem descumpri-la também será morto.

Vale dizer que, depois de autorizado pela facção, o homicídio deverá ser praticado abertamente, para que todos tenham ciência do porquê aquilo está acontecendo e, também, para se demonstrar o poder do grupo, sendo proibido o uso de capuzes ou máscaras pelos executores do crime.

É por isso que a taxa de homicídios de São Paulo é INVERSAMENTE PROPORCIONAL ao crescimento do PCC no estado. Noutras palavras, quanto mais o PCC cresceu, mais os homicídios diminuíram. Os dois fatores estão umbilicalmente ligados.

Por tudo o que foi exposto, apenas uma pessoa muito ingênua acredita que uma política pública eficiente foi a causa da redução drástica dos homicídios em São Paulo. Alguém já viu política pública eficiente e tão exitosa no Brasil? Eu nunca vi.

Mas o presente texto não acaba aqui. É necessário, também, analisar se os últimos governos de São Paulo foram complacentes com essa situação por incompetência, ou se, por conveniência, deixaram as coisas tomarem essa proporção.

Como mencionado anteriormente, as estatísticas sobre violência de um determinado local tomam como base exclusivamente o número de homicídios ali ocorridos. Assim, hoje em dia, São Paulo é um dos estados “mais seguros” quando tomamos por base tais dados, visto que o número de homicídios por 100 mil habitantes é bem menor do que o dos outros estados brasileiros. Porém, quando analisamos outros tipos de crimes, como roubos e furtos, os quais NÃO SÃO PROIBIDOS PELO PCC, vemos que São Paulo ocupa posição de destaque, figurando sempre entre os cinco mais violentos. Que política de segurança é essa que só inibe assassinos?

Analisando desta forma, é possível dizer que o PCC fez bem para a imagem do Estado de São Paulo no que diz respeito à segurança, uma vez que o principal indicador de violência – a taxa de homicídios- desabou graças àquela facção, ao passo que as taxas de outros crimes violentos que não são levados em conta nessas estatísticas continuam estacionadas.

Um governador maquiavélico e inescrupuloso combateria o PCC ou seria leniente com a facção, já que, na prática, ela lhe presta um favor e lhe rende lucros políticos?

Vejamos:

Uma quadrilha altamente complexa, extremamente poderosa e muito bem organizada só se combate com uma estratégia muito bem planejada, elaborada pela inteligência policial. Neste caso, essa tarefa incumbe à Polícia Civil do Estado de São Paulo, órgão responsável pela INVESTIGAÇÃO dos crimes e combate às quadrilhas organizadas. Esse trabalho deveria ser realizado por meio de modernas técnicas investigativas, escutas telefônicas, equipamentos modernos, mão de obra qualificada e bem remunerada.

Ocorre que a Polícia Civil é aquela que atua de forma velada, uma vez que seus integrantes, por trabalharem com investigação, não usam fardas, trabalham muitas vezes infiltrados, suas viaturas normalmente são descaracterizadas e sua atuação não é percebida pela população de maneira imediata.

Por outro lado, a Polícia Militar é aquela que atua na PREVENÇÃO do crime, realizada por meio de patrulhamento ostensivo. São os policiais fardados que vemos na rua e que nos trazem sensação de segurança.

Em outras palavras, a polícia investigativa representa a inteligência e a polícia ostensiva representa a força. A primeira atua na investigação e a população não percebe sua presença na rua; a segunda, na prevenção ostensiva e, por isso, sempre é notada na rua pelas pessoas. A primeira prende com QUALIDADE, a segunda, em QUANTIDADE. As duas são de vital importância à segurança pública.

Como é possível perceber, a investigação é trabalhosa, demanda tempo, muito esforço e inteligência, e, via de regra, por não ter visibilidade para a população, é preterida pelos políticos, por não garantir frutos para a suas propagandas. Já o policiamento ostensivo é mais barato, é imediato, menos trabalhoso e possui visibilidade, coisa que os políticos adoram.

Nos últimos anos, os governadores do Estado de São Paulo têm optado por um modelo de segurança pública específico, em que o policiamento ostensivo (Polícia Militar) tem obtido praticamente todos os investimentos públicos. Em contrapartida, a polícia investigativa e inteligente (Polícia Civil), única apta a combater e destruir as bases dos grandes grupos criminosos, sobretudo o PCC, vem sendo gradualmente sucateada pelos administradores. E isso não é exagero. Basta ver a situação miserável em que se encontram as delegacias de polícia, o número irrisório de esclarecimentos de crimes, a falta de investimentos e o efetivo cada vez menor e que não é reposto, enquanto a população está aumentando constantemente. Alguns departamentos responsáveis por investigar o crime organizado estão com menos da metade do efetivo que tinham anos atrás. Isso sem contar no salário dos policiais civis paulistas, que, quando comparados aos dos outros estados do Brasil, fica nas últimas posições, apesar de São Paulo ser, de longe, o estado mais rico do país.

Por tudo isso que foi relatado acima, algumas conclusões ficam claras:

a-) São Paulo não é um estado seguro. Apenas possui uma taxa de homicídios baixa.

b-) A queda dos números de homicídios deveu-se ao crescimento do PCC, que, como regra, proíbe que tal delito seja cometido, exceto quando expressamente autorizado pela facção.

c-) O crescimento do PCC foi bom para o Governo de São Paulo, pois, de acordo com os indicadores mundiais, o estado é considerado um dos menos violentos do país, já que apenas a taxa de homicídios é levada em conta nessas estatísticas;

d-) O Governo de São Paulo fez um acordo tácito com o PCC, pois como a facção foi a responsável pela queda da taxa de homicídios, ela não é incomodada pela Polícia Civil e suas investigações.

e-) O Governo de São Paulo vem aumentando os investimentos na Polícia Militar, fazendo com que a população veja muitos policiais na rua e, com isso, tenha maior sensação de segurança. Evidentemente, uma sensação falsa.

f-) Como parte do acordo tácito feito com o PCC, a Polícia Civil vem sendo gradativamente sucateada e atualmente encontra-se em verdadeira penúria. Não são feitos investimentos, os seus homens não são repostos, faltam recursos materiais, e os salários, nos últimos anos, vêm sendo achatados. Para se ter uma ideia, um Investigador da Polícia Civil, que precisa ter nível superior para ingressar na carreira, ganha menos do que um Oficial da Polícia Militar, que precisa apenas do Ensino Médio para entrar na carreira, desproporção esta que não existia há duas décadas.

g-) A Polícia de São Paulo prende em bastante quantidade, mas em péssima qualidade.

h-) Os últimos governantes não se preocuparam com a população, apenas consigo próprios. Apesar de o PCC aterrorizar a população, a facção é útil aos governantes e lhes fornece material para propaganda, e por isso NUNCA FOI COMBATIDA. Pelo contrário, as políticas de segurança se adaptaram de forma a dar cada vez mais liberdade de ação ao grupo criminoso.

Escrito pelo leitor TIRA-DÚVIDAS

Policiais civis : Aposentadoria Especial com Integralidade e Paridade – Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas – IRDR. 53

Ao Blog:
– FLIT PARALISANTE –

Ilmº Sr. Dr.
ROBERTO CONDE GUERRA
Sendo Eu regular leitor do seu blog “Flit Paralisante”, o qual acompanho há alguns anos, solicito de V. Sª, bons préstimos no sentido de ajudar à DIVULGAR, através desse seu excelente canal de comunicação entre os Policiais Civis, assunto de interesse geral, mormente àqueles Policiais Civis que estão pleiteando a Aposentadoria Especial com Integralidade e Paridade.
Em um pequeno Resumo (claro que o sr. Dr. Guerra, melhor do que ninguém saberá interpretar a situação jurídica adiante exposta!), trata-se o seguinte:
Em razão das inúmeras ações judiciais promovidas por Policiais Civis pleiteando a devida e correta Aposentadoria Especial com Integralidade e Paridade de vencimentos (consoante dispõe a Lei nº 51/85, recepcionada pela Constituição Federal), então, o Tribunal de Justiça de São Paulo resolveu se manifestar (antes tarde do que nunca!), através da 13ª Câmara de Direito Público: com a recente ação de: Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas – IRDR.
O que isso significa????
– Em resumo, significa que o Tribunal de Justiça de São Paulo irá, quem sabe em breve, resolver o MÉRITO dessa Questão: Aposentadoria Especial do Policial Civil – com Integralidade e Paridade (mormente àqueles que ingressaram na Polícia até 2003, salvo erro).
O Tribunal de Justiça de São Paulo irá resolver essas demandas, de forma à UNIFORMIZAR as sentenças judiciais.
Isso tudo pode, em muito, FAVORECER aos Policiais Civis que almejam a tão sonhada e JUSTA aposentadoria com a integralidade e paridade.
Mas, devemos ficar muito atentos, principalmente quanto os Sindicatos e Associações, no interesse Coletivo dos policiais, que entendo Eu, deveriam ingressar na lide como “amicus curiae”.
Façamos a devida e boa “pressão” junto ao Tribunal de Justiça, intercedendo nessa causa, para que aqueles “Julgadores” compreendam que o reconhecimento e concessão de Aposentadoria Especial ao Policial Civil, nada mais é do que uma resolução de JUSTIÇA mais do que merecida!
– TODOS OS PROCESSOS EM CURSO ATUALMENTE ESTÃO SUSPENSOS – 
– Seguem alguns trechos:
Incidente de Resolução de Demanda Repetitiva
Tema 21 – IRDR – Policial – Civil – Integralidade – Paridade
·  Processo Paradigma:  IRDR Nº 0007951-21.2018.8.26.0000
·  Relator(a): Desembargador ANTONIO CELSO FARIA
·  Data de Admissão: 29/06/2018
·  Data de Publicação: 20/08/2018
·  Termo Final da Suspensão: 20/08/2019
·  Questão submetida a julgamento:
“INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS. Policiais civis. Aposentadoria especial. Integralidade. Proporcionalidade. Paridade. LCF nº 51/85. LCF nº 114/14. LF nº 10.887/04. LCE nº 1.062/08. – 1. Estabilidade da jurisprudência. O CPC prevê no art. 926 que ‘os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência e mantê-la estável, íntegra e coerente’ e prevê para isso três instrumentos: (a) a assunção de competência prevista no art. 947 ‘caput’ ‘quando o julgamento de recurso, de remessa necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos’; (b) a composição da divergência entre câmaras, a antiga uniformização de jurisprudência, prevista no art. 947 § 4º, ‘quando ocorrer relevante questão de direito a respeito da qual seja conveniente a prevenção ou a composição de divergência entre câmaras ou turmas do tribunal’; e (c) o incidente de resolução de demandas repetitivas, previsto no art. 976, ‘quando houver, simultaneamente: I – efetiva repetição de processos que contenham controvérsia sobre a mesma questão unicamente de direito; II – risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica’. São instrumentos diversos com requisitos próprios, que não se confundem e coexistem. – 2. IRDR. Repetição de demandas. A Turma Especial debruçou-se sobre o requisito de ‘repetição’ em casos anteriores, sem chegar a uma conclusão; sabe-se apenas, de acordo com trabalhos doutrinários e com a discussão havida, que a lei não estabelece um número mínimo de demandas. A ‘repetição de processos’ não se refere apenas às demandas propostas, mas também às demandas potenciais ou futuras, assim como a ‘controvérsia’ refere-se ao momento presente e ao momento futuro, ao que acontece hoje e pode acontecer amanhã não só nos processos ou nos fóruns, mas no dia a dia da sociedade; não casos particulares, isolados, de rara ocorrência, mas controvérsias com o potencial de repetição. É por isso que tenho adotado uma visão mais flexível, ampliada, dos requisitos do inciso I. – 3. IRDR. Controvérsia. O termo ‘controvérsia’ deve ser tomado em seu uso corrente, de debate ou divergência entre as partes, não entre os julgadores. Assim, a própria existência da demanda demonstra a existência de uma controvérsia entre as partes, que extraem diferente conclusão da mesma questão de direito e basta isso para o atendimento a inciso I. Não é conclusão escoteira, pois a lei diferencia as duas situações: no art. 947, § 4º cuida da ‘divergência entre câmaras ou turmas’, referindo-se ao desacordo dos juízes, e no art. 976, I cuida da ‘controvérsia sobre a mesma questão de direito’, referindo-se ao desacordo das partes [a diferente terminologia vem a propósito, pois câmaras não ‘controvertem’, câmaras ‘divergem’]. A divergência entre câmaras ou turmas não é requisito do IRDR, que pode ser instaurado mesmo quando a jurisprudência é pacífica; mas apenas a controvérsia recorrente entre as partes sobre questão de direito. No caso, contudo, verifica-se também patente divergência entre as Câmaras que compõem a Seção de Direito Público, a recomendar a pacificação do entendimento. – 4. IRDR. Segurança jurídica. Não bastam a repetição e a controvérsia; é preciso haver risco de ofensa à isonomia e à segurança jurídica, nos termos do inciso II. O inciso II é redundante, desnecessário e está contido no inciso I, pois se todos merecem igual tratamento, qualquer controvérsia que se repita e enseje soluções diferentes ofende a isonomia e a segurança jurídica. Uma demanda que cumpra o inciso I necessariamente cumprirá o inciso II, e vice versa; não se pode ver um sem o outro. – 5. IRDR. Admissibilidade. Há interesse no processamento do incidente: primeiro, porque, além da controvérsia e ainda que não seja requisito do incidente segundo o entendimento deste relator, há evidente divergência entre as Câmaras que compõem a Seção de Direito Público deste Tribunal; segundo, porque a decisão na assunção de competência e no IRDR agrega o efeito vinculante que as decisões isoladas não possuem, como decorre dos art. 947, § 3º e 985; terceiro, que decorre do efeito vinculante, evita a instabilidade que provém da alteração do entendimento das câmaras ou turmas no decorrer do tempo; quarto e finalmente, ainda que não inserido na lei, induz com a sua maior autoridade o comportamento da administração e dos servidores. É por isso que o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça vêm submetendo ao rito da repercussão geral e das demandas repetitivas sua jurisprudência pacificada com a específica finalidade de atribuir-lhes a vinculação que as decisões do Pleno ou das Turmas não possuem.  – 6. IRDR. Policiais civis. Aposentadoria especial. Admissibilidade. O incidente envolve a interpretação do art. 40, §§ 1º, 3º, 8º e 17 da CF com as alterações trazidas pelas EC nº 20/98, 41/03, 47/05 e 70/12; da LCF nº 51/85, com redação dada pela LCF nº 144/14; e da LF nº 10.887/04, além da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal a respeito da matéria (como exemplos, a ADI nº 3.817-DF, Pleno, 13-11-2008, Rel. Cármen Lúcia e o RE nº 567.110-AC, Pleno, 13-10-2010, Rel. Cármen Lúcia). Há repetição de processos contendo controvérsia sobre a questão de direito que atinge diretamente centenas de servidores como potenciais litigantes, além daqueles que já propuseram demandas análogas, das quais muitas já foram apreciadas por este tribunal. Divergência entre as Câmaras da Seção de Direito Público que pode implicar quebra da isonomia entre os servidores em igual situação. É necessário pacificar a matéria, direcionar a conduta da administração e indicar a solidez da jurisprudência. – Incidente admitido, com determinação de suspensão dos processos em primeiro e segundo grau e observação”. (grifo nosso)”.  
· Dispositivos normativos relacionados: 
  Art. 40, §§ 1º, 3º, 8º e 17 da CF com as alterações trazidas pelas EC nº 20/98, 41/03, 47/05 e         70/12; da LCF nº 51/85, com redação dada pela LCF nº 144/14; e da LF nº 10.887/04.
· Observação: 
Constou do voto do Desembargador Torres de Carvalho, Relator designado: “O voto é pela admissão do incidente de resolução de demandas repetitivas, com suspensão das ações em andamento em primeiro e segundo graus, observando-se que a suspensão não impede a aposentadoria nos termos da lei complementar estadual nem sua eventual revisão, pagas oportunamente as eventuais diferenças”.
Se depreende desse acórdão que os processos ficarão SUSPENSOS, salvo erro, até 20/08/2019
– Portanto, no aguardo do julgamento de MÉRITO
– RESULTANDO que irá influenciar TODOS os processos depois; com a UNIFORMIZAÇÃO das decisões judiciais
 É importante acompanharmos o andamento dessa situação!!!
Adiante segue (em arquivo anexo), o Acórdão proferido em decisão recente.
Agradeço, em muito, a Atenção dispensada Dr. GUERRA, e se possível ajudar à divulgação em seu “blog” FLIT PARALISANTE
Sou solidário ao senhor e acompanhei a árdua batalha que lhe custou muitos transtornos quando da atividade policial.
Mas tenha Fé em Deus, que lhe retribuirá, em tempo oportuno, com a devida e maior JUSTIÇA  de todas!
Agradeço, novamente, em muito a atenção dispensada.
(Obs.: por motivos óbvios, peço-lhe gentileza de suprimir meu nome, que este não venha ser divulgado).

Ator pornô gay – futuro Ministro da Cultura de Jair Bolsonaro – é condenado a indenizar Chico Buarque em R$ 50.000,00…Será que tem como pagar? 23

OFENSAS NA INTERNET

Juiz condena Alexandre Frota a indenizar Chico Buarque por dano moral

Por Mariana Oliveira

Pessoas públicas e seus ideais políticos recebem mais críticas do que a maioria da população, mas esses posicionamentos contrários devem respeitar o bom senso e se restringirem às atividades públicas dos criticados. Esse foi o entendimento do juiz Rossidelio Lopes da Fonte, da 36ª Vara Cível do Rio de Janeiro, ao condenar o ator Alexandre Frota a indenizar o cantor e compositor Chico Buarque em R$ 50 mil por danos morais.

Alexandre Frota

Alexandre Frota usou seu perfil no Twitter, em outubro de 2017, para xingar Chico Buarque e sua posição política e ainda pode recorrer da decisão. 

Em outubro de 2017, Frota usou o Twitter para xingar o músico, que ajuizou uma ação de reparação de danos morais no valor de R$ 100 mil. O cantor afirmou que os posts feriram seus princípios éticos e valores, tornando sua imagem. O pedido também incluiu a obrigação do acusado em publicar a sentença condenatório em um jornal e em seus perfis em redes sociais.

Como Frota não compareceu na audiência de conciliação do caso, a defesa do autor pediu a decretação da revelia e uma segunda condenação pelo atentado à dignidade da Justiça. Segundo a sentença, o réu chegou a juntar aos autos um acordo que não foi homologado pela irregularidade na representação processual.

“O artigo 344 do Código de Processo Civil diz: Se o réu não contestar a ação, será considerado revel e presumir-se-ão verdadeiras as alegações de fato formuladas pelo autor”, destacou o juiz Rossidelio da Fonte ao analisar o caso.

O magistrado afirmou que o ator atacou Chico Buarque com “ofensas de baixo calão” e atribuiu a ele o “cometimento de crime para agradar alguns setores políticos”. Frota, que tem um posicionamento político contrário ao do músico, xingou o cantor de “filho da puta” e de “ladrão”. Por último, o juiz também ressaltou o uso da foto do compositor sem a devida autorização de imagem.

Sobre o embate entre a liberdade de expressão e o direito à imagem e à honra, o juiz lembrou que “o exercício dessa liberdade não pode representar abusos de direito nem tampouco ocasionar danos a terceiros, como os que ocorreram na presente lide”.

“Qualquer pessoa pública tem sua esfera de crítica alargada diante das pessoas anônimas na sociedade. Essas críticas podem atingir inclusive seus posicionamentos políticos. O Direito deve recepcionar todo o tipo de crítica desde que seja exercido este direito dentro de uma esfera de bom senso e restrito às atividades públicas do criticado”, destacou o juiz.

“Não é o caso em tela onde a manifestação expressada ultrapassa em muito a crítica pela atuação do autor como artista e como agente político para imputar xingamentos e crimes sem que para isso tenha qualquer prova”, concluiu.

Clique aqui para ler a decisão.
Processo 0267208-19.2017.8.19.0001

O Fantástico Mundo do Dr. Bobby – Certamente, a depressão alcança a qualquer um, mas é melhor ser juiz depressivo ganhando R$ 50.000,00 – por mês- do que ser um policial qualquer com R$ 3.500,00…( Dinheiro não garante uma boa e feliz vida, mas garante bom tratamento e bom funeral!) 50

SEGUNDA LEITURA

A depressão alcança e prejudica as carreiras jurídicas

Por Vladimir Passos de Freitas

Há cerca de dois anos, participando de um encontro de juízes do Trabalho, tomei conhecimento de que o TRT daquela região enfrentava um sério problema com o número de magistrados com depressão. Assustei-me. Sabidamente, a classe recebe vencimentos muito superiores aos da média nacional, goza férias de 60 dias por ano e ainda tinha, naquela região, apoio do tribunal para estudar no exterior.

De lá para cá passei a prestar atenção no assunto. Fui à minha infância, à juventude e ao início da vida adulta. Não me lembrei de um só amigo depressivo. Disso vem-me a conclusão de que este é um fenômeno do século XXI.

A depressão pode ser um mal físico e daí o tratamento fica por conta de um médico e de remédios. Mas, em parte cada vez maior, ele é fruto da vida contemporânea. Essa é a hipótese aqui analisada.

A rotina da maioria das pessoas começa assistindo aos jornais da televisão. Aí começa o problema, pois eles nos abastecem das desgraças mais recentes. Mortes pela violência urbana, problemas de tratamento no SUS, desemprego, índices escolares baixos e o Brasil perdendo crédito no cenário internacional. As coisas boas que também acontecem não são noticiadas, porque não dão audiência.

Ao desfile de desgraças da TV somam-se as das redes sociais. Vídeos nos bombardeiam com a última atrocidade em Miamar e com a diáspora de venezuelanos fugindo da fome.

Em paralelo, o contato redobrado das pessoas através das redes sociais corresponde à ausência de contatos pessoais. Não há tempo para conversas descompromissadas, onde se trocam experiências, temores e se solidariza com as adversidades alheias. O almoço em família foi substituído por um sanduíche devorado à frente da TV. Para agravar, o Facebook exibe relatos de vitórias pessoais, levando o leitor a crer que é o único que não alcança o sucesso e não está aproveitando a vida.

Além disso tudo, há as dificuldades normais da existência, como a morte de familiares, as dificuldades de emprego, a reprovação em concurso público, problemas de saúde e decepções amorosas. E assim a pessoa se sente impotente para enfrentar os obstáculos da existência, abandona os amigos, isola-se, dorme em excesso, não sente prazer em nada e, por vezes, não deixa que lhe auxiliem.

O quadro é grave. Segundo estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) referentes ao ano de 2015, “a depressão afeta 322 milhões de pessoas no mundo”1. E quebrando o consenso de que somos um povo feliz, a mesma enquete revela que, “no caso do Brasil, a OMS estima que 5,8% da população nacional seja afetada pela depressão. A taxa média supera a de Cuba, com 5,5%, a do Paraguai, com 5,2%, além de Chile e Uruguai, com 5%”2.

Se esse é o quadro da população em geral, ele não é diferente nas carreiras jurídicas. Muitos estudantes de Direito afastam-se de tudo, assustados com a ausência de líderes, corrupção e por não verem perspectivas de um futuro profissional de plena realização pessoal.

Advogados jovens ficam desapontados ao saber que, depois de anos de estudo, o mercado lhes oferece um salário de R$ 1,4 mil. Advogados antigos perdem a clientela em razão da grande quantidade de novos inscritos na OAB e das dificuldades de adaptar-se aos desafios da tecnologia.

Policiais afastados por problemas psicológicos aumentam a cada dia, frustrados com o serviço de alto risco e a ausência de reconhecimento da sociedade. Defensores públicos mostram desgaste por receber, diariamente, uma carga elevada de problemas, às vezes insolúveis. Agentes do Ministério Público mostram-se insatisfeitos com os resultados de seu trabalho. Magistrados frustram-se com um sistema que lhes impõem uma interminável carga de trabalho, sendo grande o número de depressivos, inclusive com dois suicídios recentes (Paraná e Minas Gerais).

Mas é preciso evitar cair nessa situação, fugir do pessimismo contagiante. E a primeira medida é lembrar o alerta do psicanalista Augusto Cury, para quem “mais de 90% das nossas preocupações sobre o futuro não se materializarão. E os outros 10% ocorrerão de maneira diferente da que desenhamos”3. Portanto, não corresponde à realidade imaginar que o futuro será ruim.

Em seguida, afastar a ideia de que o passado era um paraíso. A vida, de diferentes formas, nunca foi fácil. Por exemplo, se nos anos 60 a violência era menor, as discriminações eram maiores. A uma mulher não era dada a possibilidade de ser juíza de Direito, era reprovação na certa. Outro exemplo, o estágio. Enquanto hoje a lei regula o número máximo de horas, férias e outros direitos, no meu caso eram oito horas de trabalho diário, de paletó e gravata, recebendo meio salário mínimo de remuneração, sem vale transporte ou alimentação.

Os que se acham em carreiras públicas, por vezes inconformados com alguma decepção momentânea, devem focar o que possuem a seu favor. O primeiro fator é a estabilidade. Em um país de economia paralisada, com comerciantes fechando suas portas a cada dia, o sustento assegurado ao fim do mês é algo que precisa ser valorizado. É verdade que em um ou outro estado há atraso no pagamento dos vencimentos. Mas essa é uma fase que se espera seja superada, e a eleição para governador e deputado estadual é o exato momento.

Outras vezes o problema é o local da lotação. O jovem procurador regional da República ingressou no MPF certo de que influenciaria grandes decisões constitucionais e acaba passando o tempo em pareceres e sessões que discutem ações previdenciárias idênticas. Nesse e nos casos semelhantes é oportuno que se tente transferência e, se ela demora, que se olhe para o que há de positivo no local e na função.

Se a defensora pública se cansa pela energia negativa dos reclamantes, é preciso pensar que, para aquelas pessoas, algo simples como retificar erro material na certidão de nascimento pode ser o que mudará para melhor suas vidas.

A advocacia costuma exigir pelo menos dois anos para se impor no mercado. E não faltarão motivos para desanimar. Um cliente ganha, mas não paga, ou uma liminar tida como certa é negada. Encarar obstáculos como aprendizado é uma boa tática para espantar o desalento. Ser enganado pelo sócio do escritório é uma ótima oportunidade para se precaver em outros contratos. Aos que iniciam em grandes escritórios, levar uma reprimenda do chefe pode ser muito bom para corrigir um defeito.

A magistratura, com o tempo poderá se revelar frustrante. A cada decisão surgem mais cinco conclusões à espera. E algumas matérias são repetitivas, não despertam nenhuma satisfação. Então este é um bom momento para iniciar uma atividade extra, seja ligada ao trabalho (um curso de mestrado) ou simplesmente lúdica. Conviver com pessoas de fora do Judiciário é ótimo para ouvir outra forma de pensar e reagir.

Em qualquer idade ou profissão, do estagiário ao mais elevado posto do Judiciário, fazer amizades, cercar-se de pessoas positivas, procurar antigos amigos da turma de faculdade, visitar aquele professor que foi mais atencioso são medidas acertadas para evitar a depressão.

Aos que se aposentam, o cuidado é redobrado. Cedo perceberão que a perda do cargo ou a posição importante em um escritório significará queda nos convites e até na forma de tratamento. O pomposo título de desembargador poderá ser substituído por “seu João” pelo novo empregado do condomínio. Encarar isso como parte da vida, ver o lado cômico da situação, interessar-se por outras atividades (por exemplo, atuando como conciliador) são hipóteses a serem consideradas.

Mas a depressão não é um problema apenas do portador. Família e amigos são essenciais. Os que nunca tiveram depressão tendem a desconsiderar o fato. É um erro. O depressivo sofre muito e sair de tal estado de espírito nem sempre é fácil. Qualquer ajuda será valiosa.

Visitas, convites, um simples telefonema, uma mensagem eletrônica podem ser decisivos. É preciso tentar, com todas as forças, tirar o depressivo do isolamento, mostrar-lhe outras oportunidades da existência.

Em suma, é necessário olhar o que a vida oferece e crer que o futuro não é necessariamente sombrio. A partir de tal postura, com certeza, as oportunidades se abrirão, a alegria e a cordialidade com outros retornarão na mesma intensidade. E a depressão poderá ser, um dia, mera lembrança de uma fase ruim.


1 Depressão cresce no mundo, segundo OMS; Brasil tem maior prevalência da América Latina. Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/depressao-cresce-no-mundo-segundo-oms-brasil-tem-maior-prevalencia-da-america-latina.ghtml.
2 Brasil é o país mais depressivo da América Latina, diz OMS. Disponível em: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-e-o-pais-que-mais-sofre-com-depressao-na-america-latina,70001676638.
3 Ansiedade. Como enfrentar o mal do século. Saraiva: São Paulo, 2014, p. 135.

Só para descontrairar: o investigador de polícia Orlando Galante Rollo assumiu de vez o seu papel de Michel Temer do Santos Futebol Clube… ( Coitado do peixinho, logo o tira assume a presidência do SFC e lhe afoga de vez…Pô, o Corinthians pelo menos elege Delegado para presidente, né? ) 52

O vice-presidente do Santos, Orlando Rollo, disse que não consegue mais sair de casa por conta do momento turbulento que o Clube vive politicamente. A pressão sobre a diretoria, que já era grande desde janeiro, cresceu ainda mais por conta da eliminação do Santos na Libertadores após o caso Sánchez.

Publicamente, Rollo já deu nota dois para a gestão do presidente José Carlos Peres, com quem não tem boa relação. O cartola alegou que o seu esforço para ajudar o Alvinegro não é reconhecido, uma vez que é o chefe maior que tem a “caneta” para mandar e desmandar no Clube. Ele também disse que sofre nas ruas com os questionamentos dos torcedores e já teve de se mudar após ter a porta do seu antigo apartamento pichado.

“Eu não consigo mais sair de casa. Mudei para um apartamento menor. Sou questionado por questões que não tenho culpa, mas não me escondo. Seria fácil abandonar o Santos às traças, mas vou honrar a chance que nos foi dada”, disse Rollo em reunião do Conselho Deliberativo na noite desta quinta-feira (30), na Vila Belmiro.

“Nosso esforço não é visto, reconhecido o bastante por não termos a caneta na mão. Pelo estatuto tem, mas quem tem que cobrar o que acontece aqui são vocês conselheiros. Nossa parte tentamos fazer”, afirmou.

O vice também disse que “barrou” as saídas de Estevam Juhas e José Carlos do Comitê de Gestão. A dupla, insatisfeita com o trabalho de Peres na presidência, queria deixar a direção santista. Andres Rueda, Hanie Issa e Urubatan Helou já abandonaram o cargo no CG entre julho e agosto.

“Eu rasguei os pedidos de demissão do Zé e do Estevam. Esse Comitê de Gestão é o fio de esperança nessa gestão. E eu conversei por horas com Andres Rueda, Hanie Issa e Urubatan Helou para não saírem”, afirmou o vice.

O Comitê ainda tem seis dos nove membros escolhidos pela presidência no início do ano: o presidente José Carlos Peres, o vice Orlando Rollo, Pedro Doria, Zé Carlos de Oliveira, Estevam Juhas e Fabio Gaia. Já Anilton Luiz Perão, José Bruno Carbone e Matheus Del Corso Rodrigues, escolhidos por Peres para suprir as ausências de Hanie, Andres e Urubatan, tiveram os nomes reprovados por ampla maioria do Conselho Deliberativo.

Ai que burros da zero pra eles – PMs cantam: “Eu miro na cabeça e atiro para matar. Se munição eu não tiver, pancadaria vai rolar”; em plena avenida mais importante de Santos 51

Em exercício em Santos, PMs cantam que “miram na cabeça” e “atiram para matar”

Atitude vai contra as orientações da Polícia Militar; instituição afastou instrutores

Gabriel Oliveira – A TRIBUNA DE SANTOS
30/08/2018 – 15:43 – Atualizado em 30/08/2018 – 15:44

Em exercício na Avenida Ana Costa, no Gonzaga, em Santos, na manhã desta quinta-feira (30), policiais militares cantaram que miram na cabeça e atiram para matar. Se aplicada em confronto, a atitude vai contra as orientações da Polícia Militar, baseadas no Método Giraldi, que prega a preservação da vida. O comando da PM informou ter afastado os instrutores responsáveis pela atividade.

O vídeo, que circula nas redes sociais e chegou a A Tribuna, mostra uma tropa em treinamento na avenida, correndo e entoando cantos. Em um dos trechos, os policiais dizem: “Eu miro na cabeça e atiro para matar. Se munição eu não tiver, pancadaria vai rolar”.

O Método Giraldi, utilizado pela PM, diz que, em um confronto armado, “não há como escolher pontos de acerto no agressor; dispara-se na direção da sua silhueta”. Esse disparo contra o suspeito, conforme a diretriz, “não tem como finalidade matá-lo, mas, fazer cessar sua ação de morte contra a sua vítima”.

Usada pela PM paulista desde 1998, a doutrina prega a mudança de uma cultura de morte, “importada da instrução de tiro das Forças Armadas”, para uma “cultura de preservação da vida”. Tiros na cabeça costumam ser fatais.

Resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a conduta de funcionários responsáveis pela aplicação da lei, adotada pelo Brasil, estipula que, quando o “uso legítimo da força e de armas de fogo for inevitável”, um dos objetivos deve ser “minimizar danos e ferimentos e respeitar e preservar a vida humana”.

A Baixada Santista teve, no ano passado, número recorde de suspeitos mortos por policiais militares. Na semana passada, A Tribuna mostrou que os batalhões de São Vicente e Praia Grande estão entre os cinco mais letais do Estado, conforme relatório da Ouvidoria da Polícia de São Paulo.

Foi também em 2017 que ocorreu o recorde de PMs assassinados na região.

Em nota a A Tribuna, a Polícia Militar declarou que o canto dos policiais “não reflete os princípios adotados pela instituição, que defende a vida e a integridade física das pessoas”. “Os instrutores responsáveis foram afastados da atividade de docência e foi instaurado procedimento disciplinar para apuração”.