Polícia Final – Não precisamos de Secretário Executivo, precisamos de policiais que reproduzam a nossa verdade e a humilhação a que somos submetidos no Estado mais rico da federação 59

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A falência da Polícia Civil é fato público, notório e consumado. O público e notório não precisa ser comprovado nem tampouco comentado. Até há bem pouco tempo ainda investigávamos ao menos o que era repercutido nesses programas de reportagens policiais sensacionalistas, hoje nem isso fazemos por absoluta falta de recursos humanos, materiais e motivação salarial.

Esse estado de coisas devemos atribuir única e exclusivamente à imprevidência e/ou improbidade dos dirigentes da instituição que sempre defenderam o próprio umbigo e o dos comparsas dos núcleos de poder que chefiavam. Alguns deles, há mais de duas décadas mamando nas tetas da recolha e do carnê que a cadeira de chefe ou dirigente possibilita. Ainda batem no peito arrotando que são classistas e fazem tudo pela polícia.

Vergonha!, vergonha!, vergonha!

Centenas de unidades policiais distribuídas em todas as cidades deste Estado fechadas à noite e aos finais de semana. Boa parte das que restam, funcionando em condições precárias, com contingenciamento de recursos e o dobro, quiça o triplo, de demanda de ocorrências policiais, vez que atendem todo o movimento das cidades circunvizinhas fechadas.

Desperdiçando recursos públicos com aluguel de imóveis, água, luz, telefone, etc, em prédios abandonados ou então guarnecidos por algum policial em fim de carreira que, a título de vigiar o prédio, vai lá para dormir depois de ter feito “bico” o dia inteiro para sobreviver.

Por efeito reflexo, a falência da Polícia Civil, compromete enormemente o serviço da Polícia Militar, vez que tem que deslocar viaturas para fora de área de policiamento preventivo, a fim de apresentar a ocorrências onde tem unidade da polícia judiciária aberta e, quando lá chegam, a demorada espera é inevitável, pelo movimento na unidade desguarnecida de número suficiente de funcionários para dar um atendimento minimamente digno àqueles que dela se socorrem.

Corroborando com esse estado deplorável da Segurança Pública no Estado, o grave desvio de função da Polícia Militar, empenhado centenas de viaturas e homens que deveriam estar prevenindo o crime, mas estão servindo de UBER para o Poder Judiciário, conduzindo presos para serem avistados pela diferenciada e seleta classe de magistrados que não podem , a título de ajudar o Estado e o Brasil, nessa severa crise econômica e de segurança pública que enfrentamos, ouvir seus convidados através de vídeo conferência.

Tudo isso regado pelo pior salário pago por um Estado Membro da Federação aos seus policiais militares e civis ativos e inativos.Delegado da Polícia Civil do Estado de São Paulo, carreira jurídica de Estado, além de deter por alguns anos o pior salário do Brasil para o cargo, hoje no Estado não recebe mais do que serventuário da justiça, oficial de promotoria, muito menos de analista de promotoria.

Pior ainda é saber que se trata do Estado mais rico e carro chefe da economia da nação. Com a maior população do Brasil e, por conseguinte, todas as consequências dela decorrentes, como por exemplo uma elevada quantidade de crimes para prevenir e investigar.

São mais de duas décadas de governos do PSDB e seu conhecido,porém, não praticado slogan “NÃO ROUBA E NÃO DEIXA ROUBAR”, pelo menos é que agora começa a ficar evidenciado nas roubalheiras da CPTM, do METRÔ, do ROUBOANEL, DA DUPLICAÇÃO DAS MARGINAIS, etc., não graças à atuação do Ministério Público Paulista, mas sim aos desdobramentos da LAVAJATO de Curitiba, vez que muitas dessas obras consumiram verbas da União, à exemplo dos projetos enviados pela SSP à SENASP, que enviava a verba e a rataiada roubava o que podia naquelas licitações ciminosas do DIPOL para compras de equipamentos, programas e sistemas na área da tecnologia da informação na Polícia Civil.

Por conta da conduta ilibada na condução dos negócios públicos, relevantes quadros dessa agremiação político-criminosa estão envolvidos em inúmeros inquéritos na Justiça Federal.

O que a gente assiste hoje, é ver apresentador de programa sensacionalista, um “extraneus” às atividades de polícia judiciária, esculachar a nossa instituição e seus delegados que a dirigem, sem ter a menor noção das dificuldades que enfrentamos, e ainda merecer atenção de alguns dirigentes, que outra coisa não querem, senão a de preservar a cadeira onde esquentam a bunda e, quiça, o próprio bolso, é lógico.

Tudo o que alinhavamos acima, é uma apertada síntese de vários comentários anteriores, prenunciadores do vivemos hoje, ou seja, uma instituição completamente falida, miseravelmente assalariada, sem determinação de rumo, com um ou outro ponto de êxito na atividade que desempenha, graças à dedicação profissional de alguns abnegados que, mesmo diante de severas dificuldades profissionais e pessoais, se sujeitam a essa humilhação imposta pelo poder público, sem perder a esperança de que um dia ocorra essa melhora.

Deus queira que eu não precise do IAMSPE antes, pois caso isso aconteça, tenho certeza que a demorada espera da triagem vai me impossibilitar de sonhar que um dia esse milagre aconteça.

Publica Guerra, o texto é a fotografia de hoje da Segurança Pública e da Polícia Civil que tanto amamos neste Estado.

Autor: amigo do 9º andar da Brigadeiro Tobias

Para Bolsonaro a bíblia com as suas mentiras e fraudes está acima da Constituição – Ministro evangélico tem é que sentar na bíblia; não em processo do STF 5

Bolsonaro diz que decisão do STF vai dificultar emprego a homossexuais

Marcos Corrêa/PR

 

Presidente Jair Bolsonaro participa de café da manhã com jornalistas Imagem: Marcos Corrêa/PR

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

14/06/2019 11h17Atualizada em 14/06/2019 11h46

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) declarou hoje que a decisão tomada ontem pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que equiparou a homofobia ao crime de racismo, prejudica os próprios homossexuais e entra na esfera penal. A afirmação foi feita em café da manhã com jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto.

“O STF entrou na esfera penal, estão legislando agora. E essa decisão prejudica os próprios homossexuais. A decisão do Supremo, com todo respeito aos ministros, foi completamente equivocada”, afirmou.

Para exemplificar seu pensamento, Bolsonaro afirmou que um homossexual agora poderá ter mais dificuldade em arranjar um emprego, pois o patrão ficará receoso ao ser acusado falsamente de racismo se o futuro funcionário for demitido um dia. Para Bolsonaro, a decisão do Supremo cria, inclusive, uma “cisão de luta de classes”.

Presidente defende Bíblia em decisões do STF

Ao tratar do tema, Bolsonaro voltou a defender um ministro evangélico no Supremo, mas negou querer misturar política e religião.

Na avaliação do presidente, um ministro evangélico poderia se contrapor à criminalização da homofobia com base em trechos da Bíblia e, se visse que sua posição estava perdendo, pedir vista – mais tempo para analisar o processo – e, então, “sentar” em cima do processo. Ou seja, não permitir que o caso voltasse a ser julgado num futuro próximo. “Não custa nada ter alguém lá”, falou.

Ao criticar a instituição, Bolsonaro afirmou que a eficiência de um país pode ser medida pela quantidade de leis. Em seguida, em nova referência à decisão de ontem do Supremo, disse que a convivência do país com a instituição está se tornando “insuportável”.

Questionado sobre a possibilidade de o ministro da Justiça, Sergio Moro, ser indicado a uma vaga do Supremo, Bolsonaro disse haver uma “possibilidade muito grande” e voltou a defender que o tribunal tenha alguém com o perfil de Moro.

Ele não cravou, porém, que indicará o ministro na próxima vaga que surgir no STF, em 2020.

Decisão no Supremo foi por 8 a 3

O STF aprovou ontem à noite a aplicação da Lei do Racismo para punir casos de homofobia. A decisão começa a valer uma semana após a publicação da ata do julgamento, o que só deve ocorrer no fim do mês.

Trata-se de uma decisão provisória: o texto aprovado diz que a decisão de hoje vale enquanto o Congresso cria leis específicas para o tema – e não há previsão para que isso aconteça.

Os ministros entenderam que a Lei Nº 7.716/89, que define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, também deve ser aplicada a quem praticar condutas discriminatórias homofóbicas e transfóbicas.


Constituição Federal de 1988

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

– construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II – garantir o desenvolvimento nacional;

III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

 

 

 

Polícia Civil comprada ou vendida – Policiais atabalhoados invadem residência de colega da mesma Seccional! Derrapagem fenomenal macula ainda mais a imagem da combalida Polícia Civil Paullista 14

Policiais atabalhoados invadem residência de colega da mesma Seccional! Derrapagem fenomenal macula ainda mais a imagem da combalida Polícia Civil Paullista

Guerra, corre a passos largos nos grupos policiais e afins que policiais desastrados de distrito policial da zona sul, invadiram, a pretexto de capturar matador do ator da novela juvenil Chiquititas e seus pais, destruíram residência de colega da mesma Seccional, sem os devidos cuidados jurídicos. Mesmo com a afirmação de filha menor que o pai era policial civil, deram cabo a empreitada circense. Poderia, por favor, dar visibilidade à essa notícia. Obrigado!

Seccional de Santo Amaro em vez de se preocupar com a corrupção e criminalidade lavra BO de Difamação contra a Najila…A Polícia Civil não é comprada: SEMPRE FOI VENDIDA por alguns chefes, mesmo! 19

Polícia registra BO de difamação contra modelo que acusa Neymar

Najila Trindade teria feito declarações contra o trabalho da corporação

Alfredo Henrique
São Paulo

A Polícia Civil registrou um boletim de difamação, na noite desta terça-feira (11), contra Najila Trindade Mendes de Souza, 26 anos, por conta de declarações feitas pela modelo à imprensa sobre os trabalhos da corporação, no caso em que ela acusa o jogador Neymar de estupro.

A modelo Najila Trindade Mendes de Souza, que acusa o jogador Neymar de estupro, durante entrevista ao SBT – SBT/Reprodução

Segundo boletim de ocorrência, feito pela 6ª Delegacia Seccional de Santo Amaro, o delegado José Fernando Bessa teve ciência das declarações da modelo, ao assistir entrevista concedida por Najila ao jornalista Roberto Cabrini, do SBT.

A modelo afirmou ao entrevistador que “a polícia [Civil] é comprada” após ser questionada sobre o suposto furto de um tablet, no apartamento de Najila, onde haveria um vídeo que prova a acusação que ela faz contra o atleta.

O jornalista afirma, em um trecho da entrevista, que a polícia encontrou digitais somente da modelo e da empregada dela no apartamento supostamente arrombado. Na sequência, Najila afirma: “É, mas a polícia está comprada né? Ou não? Ou eu estou louca?”.

Por conta dessa declaração, o delegado da 6ª Seccional registrou o boletim de ocorrência contra a modelo.

“Desta feita, analisando o teor das declarações de Najila à imprensa, sobretudo quando questionada acerca das digitais colhidas na porta de seu apartamento, verifico ter sido maculada não só a honra da Polícia CIvil como instituição […], mas, sobretudo a honra objetiva dos servidores lotados no IIRGD [Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt], responsáveis pela coleta do material papidatiloscópico [digitais]”, diz trecho do documento policial.

O delegado acrescenta no boletim que um ofício será encaminhado ao instituto que coletou as digitais no local do suposto furto. “Caso sintam-se [os peritos] atingidos em sua honra, apresentem eventuais representações [contra a modelo]”, diz trecho.

Em nota o Sindpesp Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de SP) e a Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de SP) repudiam as declarações da modelo.

“Antes de mais nada, reafirmamos nossa solidariedade a toda e qualquer vítima de violência de gênero e o compromisso da Polícia Civil do Estado de SP em combater com rigor este tipo de crime. Todavia, não podemos tolerar que ilações sem qualquer fundamento venham a macular a honra de policiais e a imagem de toda uma instituição”, diz trecho do pronunciamento público.

Resposta

O advogado criminalista Cosme Araújo, de Ilhéus (BA), novo defensor designado pela modelo, falou por telefone com a reportagem afirmando ser ainda “pré-candidato” a defensor da modelo. Por conta disso, disse que não pode se manifestar sobre o caso, como advogado de Najila.

No entanto, ele ponderou, pessoalmente como criminalista, que a modelo em nenhum momento afirmou nada contra a Polícia CIvil. “Ela não os acusou [policiais durante entrevista à TV] de crime. Se analisar a matéria [entrevista ao SBT], ela não afirma nada, ela interroga. Só pratica o crime, quem pratica uma ação, ou ilação. Ela perguntou, então ‘eles foram comprados, né?’”, justificou.

Araújo acrescentou que sua provável cliente está em depressão e que concedeu a entrevista sob efeito de medicamentos calmantes e antidepressivos.

Caso ele for contratado para o caso, garantiu que, até segunda-feira (17), estará em São Paulo para representar a modelo.

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COMENTÁRIO:

 

Além de não existir quaisquer crimes na fala da suposta vítima, o Excelentíssimo Delegado de Polícia, carreira jurídica, inova ao pretender colher representação “ex officio” e por ofício aos peritos.

Meu caro, a representação deve partir espontaneamente dos supostos ofendidos; jamais de Vossa Excelência.

Por que o Dr. não elaborou a sua representação por se sentir diretamente ofendido pela moça?

Sabe que não tem camimento, não é ?

Esse BO só demonstra a truculência dos delegados de polícia no presente caso; se não bastasse o manifesto da ADPESP e do Sindicato dos Delegados, agora um Delegado Seccional, de ofício, lavra essa aberração de boletim por suposto crime contra a honra de uma corporação MUNDIALMENTE CONHECIDA POR SEUS RECORRENTES ATOS DE  CORRUPÇÃO!

Por fim, aí na 6ª Seccional , área grande e rica,  não tem nenhum policial civil dedicando-se , exclusivamente , em nome dos chefes ,  a recolher propinas de caça-niqueis, jogo do bicho, bingos, prostíbulos , feirinhas piratas, carnês diversos ; etc. ?

Conversa de privada é conversa de privada… Que pandega! 1

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Mourão, volta pra escola!

Não existe conversa privada entre dois atores processuais, no caso promotor e juiz , agentes públicos,  sobre a ação criminal, pública,  em que oficiam…

Conversa privada é sobre  gostosas, farra, futebol , escola dos filhos , etc.

E não há nada fora do contexto para quem  ENTENDE!

Coisa feia ficar mentindo para blindar o BOZO !

“Moro foi corrupto”, diz desembargador, sobre escândalo das mensagens 13

“Moro foi corrupto”, diz desembargador, sobre escândalo das mensagens

Maria Carolina Trevisan

10/06/2019 15h58

A troca de mensagens publicada pelo Intercept Brasil neste domingo (9) revela uma relação promíscua entre o então juiz Sergio Moro e o procurador da força-tarefa da Lava Jato Deltan Dallagnol. As conversas evidenciam influências de Moro na Lava Jato e antecipação de informações de Dallagnol ao ex-juiz, transparecendo um esforço conjunto para condenar, sobretudo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Essa é a avaliação do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Alfredo Attiê, presidente da Academia Paulista de Direito. Para ele, o caso é “extremamente grave” e coloca o sistema Judiciário em descrédito, no Brasil e no mundo. O jurista afirma que é importante que o presidente Jair Bolsonaro se pronuncie, no sentido de preservar a legalidade, e que os órgãos de controle investiguem imediatamente a ação de Sergio Moro. O ex-juiz Moro diz não ver nada de mais. Leia, a seguir, a entrevista do desembargador à coluna:

Veja também

Universa: As informações reveladas pelas conversas vazadas entre procuradores da Lava Jato e o então juiz Sergio Moro podem influenciar nos processos que foram julgados?
Alfredo Attiê: Sim. A principal nulidade de qualquer processo, sobretudo, do penal, decorre da suspeição do juiz ou da juíza que profere uma decisão. Em Teoria do Direito, chama-se isso de “princípio do juiz natural”. O juiz deve ser imparcial, não pode decidir se tiver interesse no resultado do processo ou caso tenha se corrompido, por exemplo.

Configura corrupção apenas quando há pagamento de dinheiro envolvido? Ou há outros tipos de atitudes corruptas? 
Há vários modos de corrupção, na tradição e na Teoria da Política. No direito político, eu diria que corrupção é o desvio daquilo que se deve praticar, em razão de um interesse que a lei considera ilegítimo, ilícito. Não é uma questão moral, mas jurídica. O sistema jurídico se corrompe quando o princípio do juiz natural é quebrado. Ou seja, o pior que pode acontecer numa sociedade é o juiz se tornar parcial. Ele não julga mais. Passa a participar do processo, torna-se parte, aconselhando um dos lados, tornando-se próximo, íntimo de uma das partes.

O sr. vê esse conflito nas mensagens trocadas por Moro e Dallagnol?
Sim. Segundo informações da reportagem — e que não foram negadas pelas pessoas envolvidas –, o juiz trocava ideias com o órgão de acusação, sugerindo caminhos e usando, inclusive, o pronome “nós”. O órgão de acusação recebia do juiz impressões e sugestões fora dos autos, em conversas privadas, sem o controle da sociedade e sem que as outras partes, os réus e investigados, soubessem e pudessem se defender ou apresentar uma argumentação, uma representação pelo afastamento do juiz, que se tornaria suspeito, ou seja, parcial, interessado no desenrolar do processo e na decisão de condenação.

Qual a gravidade da situação do ex-juiz Sergio Moro, na sua opinião?
É extremamente grave, porque o ato ilegal de um juiz ou de uma juíza influencia na visão que a sociedade tem do Judiciário como um todo. Faz desaparecer o laço de confiança que a sociedade tem de ter no Estado. É uma forma de corrupção, do ponto de vista da política sobretudo, pois a sociedade somente pode acreditar e cumprir as leis se as vê como justas, como legítimas. E o Judiciário é o guardião dessa legitimidade. Mas além disso, mais grave ainda para a credibilidade de nosso sistema de Justiça, que afeta inclusive a imagem internacional do Brasil, é que esse fato lança uma nuvem de incerteza sobre as operações em geral, e o resultado de investigações e processos. Agora há um sério questionamento quanto à imparcialidade da Operação Lava Jato.

As informações divulgadas podem gerar nulidade no caso do triplex?
Do ponto de vista objetivo do direito, a presença do juiz parcial, suspeito, gera nulidade absoluta de suas decisões. Isto quer dizer que qualquer tribunal, ao tomar conhecimento desse vício, dessa ilegalidade, do cometimento de atos em desconformidade com o que é lícito, deve declarar a nulidade do processo. E é importante ressaltar que o fato se tornou público, inclusive com a confirmação, pela imprensa, dos próprios envolvidos. Todos sabemos, inclusive os membros de tribunais, seja o regional, ou os superiores: basta que advogados e advogadas façam uma representação, referindo sobretudo aos casos das conversas divulgadas [para abrir esses processos de nulidade].

O que se espera das autoridades agora?
Se os tribunais não esclarecerem os fatos e mesmo o chefe do Executivo não se posicionar em favor da legalidade, teremos uma crise grave, com repercussão internacional.

Que medidas deveriam ser tomadas? Uma CPI seria suficiente?
Penso que deve haver investigação dos órgãos de controle, invalidação de decisões e mesmo atos do Ministério Público e punição dos responsáveis. Os órgãos que devem atuar são o Tribunal Regional Federal (TRF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Supremo Tribunal Federal (STF), as corregedorias do Ministério Público e do TRF, e os conselhos superiores, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). E o Presidente da República, pois um dos envolvidos está em exercício de função política. Uma CPI serviria apenas para sustentar politicamente as investigações e seria importante para manter a sociedade informada e possibilitar um controle maior. Para lidar com a corrupção é preciso mãos limpas, ou seja, atuação incorruptível, absolutamente legal.

ministro Sergio Moro se sustenta no cargo depois desse escândalo?
Depende do posicionamento do presidente Bolsonaro. Ele deve se manifestar favorável à legalidade. Do contrário, poderá levantar a suspeita de que estaria premiando uma conduta que pode indicar comprometimento da legitimidade de sua eleição. Nesse caso, haveria o afastamento do ministro. Mas não é possível prever o que o presidente Bolsonaro vai fazer. Ele deve preservar seu governo de uma dúvida de ilegitimidade. Seria o esperado.

OPERAÇÃO CONDENA A JATO – O FEITIÇO SEMPRE SE VIRA CONTRA O FEITICEIRO 10

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O FEITIÇO SEMPRE SE VIRA CONTRA O FEITICEIRO

Sérgio Niemeyer –

Ou, pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Qualquer um desses ditados populares serve ao caso.
Quem foi que propalou e defendeu o uso de provas ilícitas, chegando, inclusive, a incluir esse absurdo numa proposta de medidas para combater a corrupção?
Resposta: o Procurador da República Deltan Dallagnol e o ex-juiz, agora político, ministro Sérgio Moro.
Ao que parece, ambos abandonaram a ética que governa suas funções para, embuçados sob o disfarce de estarem aplicando a lei (coisa que um exame rigoroso é capaz de desmentir), mas, na verdade, vestindo os trajes dos justiceiros, alcançarem fins inconfessados pessoais.
Agora, experimentam contra si o mesmo veneno que destilaram para insuflar a massa ignara a apoiar grandes absurdos autoritários dignos de regimes totalitários: a prova obtida sub-repticiamente.
Só que a prova assim revelada não pode amparar as pretensões do Estado, enquanto representante da sociedade, porque este age por suas instituições e toda peleja criminal é um embate entre o povo e o indivíduo, de sorte que deve haver maior condescendência para a defesa do último do que para a acusação. Por isso que a prova ilícita pode ser considerada em benefício do réu, principalmente quando retrata as más ações ou as más condutas do poder público investido na prática da acusação e do julgamento.
O resultado, se ainda houver algum resquício de decência neste País por parte de suas instituições é a nulidade do processo.
Com isso, tanto o Procurador da República Deltan Dallagnol quanto o ex-juiz, agora político, ministro Sérgio Moro prestaram um enorme desserviço à Nação. Perderam toda a credibilidade, e ainda impuseram a toda a sociedade um desperdício enorme de tempo e dinheiro.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

O ministro Sergio Moro demonstra hipocrisia descarada e desmemória das próprias vilanagens processuais 7

Moro: “Nem posso dizer que mensagens são autênticas”


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Sergio Moro disse que nem ao menos pode garantir a autenticidade das mensagens que foram roubadas dos procuradores da Lava Jato:

“Nem posso dizer que são autênticas porque, veja, são coisas que aconteceram, se aconteceram, anos atrás. Eu não tenho mais essas mensagens, eu não guardo essas, não tenho registro disso. Agora, ali não tem orientação nenhuma.


Empregando a mesma lógica desses sacripantas da LAVA JATO : a obtenção e divulgação foi de boa fé e na defesa da Democracia…kkk
Logo, pode muito bem ser aproveitada como meio de prova!
Esse  “Robespierre” deve ser guilhotinado, urgentemente! 

Governo de SP promete polícia com ‘padrão Poupatempo’ e atendimento com hora marcada 17

Reforma de 120 distritos policiais vai alterar layout para melhorar recepção da população

Rogério Pagnan
Folha de São Paulo

O governo de São Paulo iniciou a implementação de um pacote de medidas de modernização que buscam alterar o sistema de atendimento ao público no estado, com a possibilidade de a vítima ser atendida em dia e horário marcado, com agendamento feito pela internet.

As mudanças na forma de atuação da Polícia Civil estão sendo chamadas pelo governador João Doria (PSDB), como adiantou ele nesta sexta-feira (6), de sistema Poupatempo da polícia, frequentemente criticada pela ineficiência e pelo mau atendimento.

Quando o sistema estiver funcionando, o cidadão terá a possibilidade de registrar pela Delegacia Eletrônica todos os tipos de crimes e, pela internet, agendar um dia e horário para atendimento pelo policial, no distrito da preferência da vítima.

“Vamos dar essa oportunidade de atendimento com hora marcada, com pré-agendamento, a menos que caso seja muito urgente. Aí, os policiais da unidade serão encarregados de tomar providência imediatamente”, disse o delegado-geral Ruy Ferraz Fontes.

O delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, durante anúncio de reforma de 120 delegacias de polícia com auxílio da iniciativa privada – Charles Sholl/Brazil Photo Press/Folhapress

Além disso, o cidadão poderá registrar queixas ou fazer agendamento não só nas unidades policiais, como ocorre hoje, mas também nas guardas municipais e, ainda, nas unidades do Poupatempo.

“É mais do que uma restruturação no atendimento ao público. Não queremos que a pessoa seja só bem atendida, mas que tenha resultado daquilo que foi buscar na unidade. Qual foi o resultado da investigação? Isso será uma mudança da prestação de serviço”, diz o delegado-geral.

A mudança do layout de todos os 94 distritos da capital começa nos próximos dias e, segundo o governo, deve ocorrer com apoio da iniciativa privada. Outras 25 delegacias da Grande São Paulo e uma de Lorena também devem passar por reformas –120 no total. Segundo o governo paulista, o custo estimado é de R$ 480 milhões.

“Gradualmente, o nosso objetivo é estabelecer o padrão Poupatempo de atendimento à população, não só na qualidade física como na velocidade, presteza e confiabilidade”, disse Doria sobre as delegacias que serão reformadas.

Para ajudar no pré-atendimento nas unidades físicas, o governo pretende colocar policiais aposentados. A gestão Doria prepara projeto para enviar à Assembleia para poder recrutar policias que foram para a inatividade e empregá-los novamente em serviços internos.

Pelos serviços, o policial receberá uma gratificação (de valor ainda não definido), como se estivesse em uma espécie de bico oficial só para aposentados.

Esses policiais aposentados deverão ser empregados emergencialmente até que novos policiais contratados em concurso assumam suas funções. Até o próximo ano, o governo pretende contratar 5.500 policiais —metade disso está em fase final de concurso.

A crise da instituição vem se agravando desde 2016, quando houve debandada de policiais que, temendo prejuízos com a reforma de previdência, pediram aposentadoria e deixaram um claro de 9.000 vagas.

Uma das funções mais atingidas foi a de escrivães, por isso a prioridade do governo no recrutamento de policiais aposentados dessa categoria.

Os anúncios de melhoria ocorrem após uma série de problemas de infraestrutura da Polícia Civil, a exemplo do que aconteceu com o 68º DP (Lajeado), onde uma laje caiu sobre seis carros e deixou parte do prédio interditado ao público. A divulgação do incidente trouxe desgaste ao governo.

“A situação da Polícia Civil de São Paulo passou de grave há muito tempo. Hoje ela é uma situação caótica que beira o insustentável”, disse Gustavo Mesquita Galvão Bueno, 38, presidente da Associação dos delegados de São Paulo. “É fruto de mais de duas décadas de total descaso e desrespeito e humilhação dos governos PSDB”, disse Bueno, para quem o déficit é de 14 mil policiais.

Uma das principais queixas dos policiais de São Paulo é com relação aos salários. A gestão Doria afirma que pretende elevar o valor para o segundo melhor do país.

O diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, disse que o sucatamento das polícias civis é nacional. “Os governadores sempre priorizam as policiais militares, que são as polícias ostensivas e que aparecem à população”, disse.

Ainda segundo ele, parte dessa situação é de responsabilidade das próprias polícias civis que, ao contrário da Polícia Federal, não investiram na capacitação de seu efetivo ou em projetos de modernização. “É verdade que elas estão sucateadas, é verdade que falta vontade política, mas as polícias civis, em especial a nossa, podem e devem investir em projetos de modernização”, disse ele.

FRAUDE A JATO – Conduta processual fraudulenta de Sergio Moro faz de Lula mártir político perseguido e torturado pelo Poder Judiciário e MP 24

The Intercept divulga conversas secretas de Moro e Deltan que podem anular a Lava Jato

Publicado em 09/06/2019

O site The Intercept Brasil divulgou neste domingo (9) trechos de conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol cujos teores ilegais podem anular todas as operações da Lava Jato.

A partir de Curitiba, a força-tarefa desencadeou 61 fases que levaram empresários e políticos à prisão –e posterior delação premiada. Nesse ínterim, corporações e negócios que eram símbolo do capitalismo brasileiros ruíram como se fossem cartas.

Voltemos ao vazamento das conversas entre Moro e Deltan. Elas eram realizadas pelo chat do Telegram, aplicativo russo de mensagens instantâneas.

Segundo o The Intercept, os cabeludos arquivos que revelam os bastidores da Lava Jato foram repassados ao site antes de o atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, dizer que teve o celular supostamente invadido por hackers.

Dentre os diálogos entre integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e o ex-juiz, há aqueles que revelam a relação promíscua existente entre acusação e julgador que deveria ser imparcial pelo sistema penal “acusatório” previsto na Constituição Federal de 1988.

Nas mensagens trocadas, Moro reclama das decisões de MPF e cobra novas operações para manter-se na mídia.

“… Por que o mpf recorreu das condenacoes dos colaboradores augusto, barusco emario goes na acao penal 5012331-04? O efeito pratico é impedir a execução da pena” (SIC), tomou satisfação ao procurador Deltan o então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Em 27 de fevereiro de 2016, Moro voltou a escrever no grupo do Telegram: “O que acha dessas notas malucas do diretorio nacional do PT? Deveriamos rebater oficialmente? Ou pela ajufe?” (SIC)

O The Intercept promete ainda divulgar lotes de arquivos secretos da Lava Jato.

De acordo as mensagens divulgadas pelas reportagens do site, horas antes de apresentar o famigerado powerpoint,Deltan não tinha certeza das provas contra o ex-presidente Lula no caso tríplex e da conexão delitiva (corrupção) com a Petrobras.

O site também mostrou mensagem em que procuradores da Lava Jato tramam para impedir entrevistas de Lula antes da eleição com o objetivo de prejudicar a candidatura de Fernando Haddad (PT).

Confira algumas conversas publicadas pelo The Intercept sobre a liberação de entrevistas de Lula:

Carol PGR – 11:22:08 Deltannn, meu amigo
Carol PGR – 11:22:33 toda solidariedade do mundo à você nesse episódio da Coger, estamos num trem desgovernado e não sei o que nos espera
Carol PGR – 11:22:44 a única certeza é que estaremos juntos
Carol PGR – 11:24:06 ando muito preocupada com uma possivel volta do PT, mas tenho rezado muito para Deus iluminar nossa população para que um milagre nos salve
Deltan Dallagnol – 13:34:22 Valeu Carol!
13:34:27 Reza sim
13:34:32 Precisamos como país

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Athayde Costa – 12:02:22 N tem data. So a pf agendar pra dps das eleicoes. Estara cumprindo a decisao
12:03:00 E se forcarem antes, desnuda ainda mais o carater eleitoreiro

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Julio Noronha – 17:43:37 Como o Lewa já autorizou, acho que só há dois cenários: a) A entrevista só para a FSP, possivelmente com o “circo armado e preparado”; b) tentar ampliar para outros, para o “ciro” ser menor armado e preparado, com a chance de, com a possível confusão, não acontecer.

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Jerusa Viecilli – 15:54:27
[…]
Athayde Costa – 17:15:32 Ela ja ta pensando é na indicacao ao STF caso Hadadd ganhe
17:16:01 Absurdo
Laura Tessler – 17:16:03 que palhaçada…adora jogar pra platéia…quer ganhar o apoio da imprensa ao nome dela

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Paulo Galvão – 20:09:30 Passaram a petição da entrevista pro antagonista?
20:09:51 Vcs querem passar p globo?

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Januário Paludo – 23:41:02 Eu fiquei sabendo agora…
Deltan – 23:41:32 Rsrsrs
Athayde Costa – 23:42:02 O clima no stf deve ta otimo
Januário Paludo – 23:42:11 vai ser uma guerra de liminares…

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Sobre a condenação de Lula no caso tríplex:

Deltan Dallagnol – 23:05:11 – Sabemos qual a fonte da matéria? Será que não vale perguntar para a repórter, a Tatiana Farah, qual foi a vonte dela? [O procurador certamente quis escrever “fonte”]
23:05:29 – Acho que vale. Informalmente e, se ela topar, dá para ouvi-la.
23:05:58 – Pq se ele já era dono em 2010 do triplex… a reportagem é um tesão, mas se convertermos em testemunho pode ser melhor
23:06:08 – Podemos fazer contato via SECOM, topam?
23:06:27 – vou pedir pra ascom o contato

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Deltan Dallagnol – 23:56:11 – Vcs ligam pra ela?
23:57:24 – Na ligação tem que ser totalmente respeitoso e deferencial em relação ao sigilo de fonte
23:58:14 – Tem que dizer que viram, queriam parabenizar pela matéria, e que, respeitado o dto de fonte, caso não seja o casso de manter o sigilo, se ela poderia indicar quem foi a fonte, ainda que ap´so eventual conferência ou conversa com as fontes…

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Conversas proibidas de Moro e Deltan:

Dallagnol – 22:19:29 – E parabéns pelo imenso apoio público hoje. […] Seus sinais conduzirão multidões, inclusive para reformas de que o Brasil precisa, nos sistemas político e de justiça criminal. […].
Moro – 22:31:53. – Fiz uma manifestação oficial. Parabens a todos nós.
22:48:46 – Ainda desconfio muito de nossa capacidade institucional de limpar o congresso. O melhor seria o congresso se autolimpar mas isso nao está no horizonte. E nao sei se o stf tem força suficiente para processar e condenar tantos e tao poderosos.

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Dallagnol – 12:44:28. – A decisão de abrir está mantida mesmo com a nomeacao, confirma?
Moro – 12:58:07. – Qual é a posicao do mpf?
Dallagnol – 15:27:33. – Abrir

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Dallagnol – 21:45:29. – A liberação dos grampos foi um ato de defesa. Analisar coisas com hindsight privilege é fácil, mas ainda assim não entendo que tivéssemos outra opção, sob pena de abrir margem para ataques que estavam sendo tentados de todo jeito…
[…]
Moro – 22:10:55. – nao me arrependo do levantamento do sigilo. Era melhor decisão. Mas a reação está ruim.

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Dallagnol – 16:01:03 – Caro, favor não passar pra frente: (favor manter aqui): 9 presidentes (1 em exercício), 29 ministros (8 em exercício), 3 secretários federais, 34 senadores (21 em exercício), 82 deputados (41 em exercício), 63 governadores (11 em exercício), 17 deputados estaduais, 88 prefeitos e 15 vereadores […].
Moro – 18:32:37 – Opinião: melhor ficar com os 30 por cento iniciais. Muitos inimigos e que transcendem a capacidade institucional do mp e judiciário.

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Moro – 18:24:25 – Diante das absolvição do Vaccari seria talvez conveniente agilizar julgamento do caso do Skornicki no qual ele tb está preso e condenado. Parece que está para parecer na segunda instância
Dallagnol – 20:54:53 – Providenciamos tb nota de que a PRR vai recorrer
20:57:31 – Tem outras tb no TRF. Alguma razão especial para apontar esta?
Moro – 23:20:53 – Porque Vaccari tb foi condenado nesta?!

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Moro – 15:28:29. – Cara, recebi uma fotos de vc fantasiado de superhomem com um tal de Castor, não sei o que faço mas a Mônica Bergamin está perguntando se vc preferiu o Superman i, oi ou Iii?
Dallagnol – 22:47:06. – Kkkkkkk
22:47:28 – Tá no face tb?
22:48:10 – Se tiver, preciso tirar… ela está me difamando, era na verdade de príncipe que eu estava rs

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Moro – 12:32:39. – Prezado, a colega Laura Tessler de vcs é excelente profissional, mas para inquirição em audiência, ela não vai muito bem. Desculpe dizer isso, mas com discrição, tente dar uns conselhos a ela, para o próprio bem dela. Um treinamento faria bem. Favor manter reservada essa mensagem.
Dallagnol – 12:42:34. – Ok, manterei sim, obrigado!

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PEC prevê a realização de exame toxicológico para policiais e bombeiros 23

Da Redação

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) prevê a realização de exame toxicológico para servidores da área de segurança pública. De autoria do senador Styvenson Valetim (Pode-RN), a PEC 87/2019, tem como objetivo proibir o uso de substâncias tóxicas por bombeiros, policiais civis e policiais militares para que eles desempenhem suas funções em plenas condições psíquicas.

“Não se pode permitir que um policial — que muitas vezes porta armamento letal — exerça suas funções sob efeitos de substâncias entorpecentes ou psicotrópicas”, explica o autor na justificativa do projeto.

Styvenson também ressalta o exemplo do Espírito Santo, estado no qual o exame toxicológico já é obrigatório para a promoção de praças e oficiais da polícia militar. Assim, a recusa em se submeter ao exame acarreta o afastamento do profissional e na abertura de um processo administrativo disciplinar.

Em 2008 um projeto de lei semelhante (PL 4.443/2008) foi apresentado na Câmara dos Deputados pelo ex-deputado Paulo Lima, mas foi rejeitado por ser considerado discriminatório contra os trabalhadores da área da segurança pública. Na época, o deputado Laerte Bessa, que atuou como relator na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara, considerou que se o exame toxicológico periódico fosse obrigatório para os policiais e bombeiros deveria ser para todos os outros profissionais.

A PEC tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda a designação de um relator.

Governador cumpre promessa e determina a abertura de concursos para Delegado, Investigador e Escrivão de Polícia 40

Doria manda contratar quase 3 mil policiais

Governador de São Paulo autoriza concursos para admissão de delegados, investigadores, escrivães e médicos legistas; ao menos quatro editais devem ser abertos em 2020

O governador João Doria (PSDB) reagiu no último sábado ,  em Hortolândia, às reclamações dos delegados de Campinas, que no começo desta semana denunciaram a falta de estrutura na Polícia Civil. Em solenidade de entrega de uma ponte estaiada na cidade, o governador prometeu ampliar o número de delegados, escrivães e investigadores, sem informar em qual prazo. Prometeu também que até final deste ano vai encaminhar à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) um projeto para estabelecer um “novo tipo de remuneração” para as polícias — Militar e Civil.
“Temos um compromisso arranjado e afirmado com o Macris (deputado Vanderlei), vamos propor um novo tipo de remuneração para os policiais militares e policiais civis, fazendo isso de maneira conscienciosa, planejada, sem rasgar a responsabilidade fiscal, sabendo onde estamos pisando, reconhecendo o valor dos policiais civis e policiais militares”, disse em entrevista coletiva.
Na última terça-feira, todos os delegados de Campinas participaram de uma reunião convocada pelo presidente do Conselho Municipal de Segurança Pública (Conseg), Marcos Alves Ferreira, na qual participaram a promotora pública Cristiane Hillal e o Secretário Municipal de Segurança Pública de Campinas, Luiz Augusto Baggio. No encontro foram apontados baixos salários, déficit de pessoal, equipamentos sucateados — inclusive coletes balísticos vencidos — e estrutura ruim dos prédios. Ferreira se comprometeu a levar a reivindicação ao governador em até 30 dias, com uma comissão formada por representantes de vários segmentos da sociedade civil.
Na coletiva, Doria fez questão de destacar investimentos na área de Segurança Pública e citou que só nos cinco primeiros meses de seu mandato, o volume de prisões em flagrante no Estado foi um dos maiores na história. “Foram mais de 40 mil criminosos presos. Um número histórico, nunca houve um número como esse, fruto de uma política pública e deliberada para garantir a segurança nas cidades, campo, regiões metropolitanas e interior”, destacou.
Segundo governador, o resultado é consequência de investimentos em maior efetividade, presença de policias nas ruas e ações dos programas de inteligência da polícia, além de ação preventiva. “Estamos aumentando o efetivo da Polícia Militar em 3,7 mil, que começam treinamento em junho; em 1,1 mil civis, em especial para a científica, que precisava, e também vamos ampliar concurso delegados e delegadas, escrivães e investigadores. Vamos apresentar ainda neste semestre um novo lote de convocação para formação de policiais militares”, falou.
Segundo Doria, além de investir em contratações de policiais, o seu governo também está fazendo aquisições de novos equipamentos tais como veículos, drones, armas, tabletes e equipamentos de inteligência, para ajudar na redução da criminalidade.
Durante a reunião do Conseg, em Campinas, na última terça-feira, o delegado da 2ª Delegacia Seccional, Aldo Galiano Júnior, destacou que os equipamentos de inteligência da Polícia Civil estão defasados há, pelo menos, cinco anos. Segundo a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindepesp), Raquel Kobashi Gallinati, os números de policiais civis anunciados pelo governo não são suficientes para suprir o déficit estadual que chega a 13.862 profissionais em todo o Estado.

Publicado 31/05/2019 – 09h36 – Atualizado 31/05/2019 – 10h03

Por Alenita Ramirez