A PM não quer mais ser PM, descobriram que polícia que é polícia não usa farda nem presta continência a ninguém 97

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A PM não quer mais ser PM

*Miguel Lucena

A greve aquartelada da Polícia Militar do Espírito Santo é um ensaio para a execução mais ousada de uma estratégia que vem sendo posta em prática a conta gotas, muitas vezes com o beneplácito do Ministério Público.
O Ministério Público foi acometido da mesma ilusão vivida pelos governadores brasileiros: a de poder contar com uma milícia para chamar de sua, o que não conseguem com as Polícias Civis e Federal, legal e culturalmente mais vinculadas ao Poder Judiciário.

Foi, então, posta em marcha a estratégia de enfraquecer e sucatear a Polícia Civil, garrotear a PF e fortalecer a Polícia Militar, robustecida com grandes efetivos (maior que as Forças Armadas), armas e viaturas.
Oficiais passaram a dominar o mercado de segurança privada – toda festa tem PM de folga trabalhando, muitas vezes ajudados pelos colegas de serviço, que ficam passando coma viatura em frente ao estabelecimento para qualquer eventualidade, contratados por empresas que têm seus superiores como sócios e parentes mais chegados como gerentes.
Como no campo de guerra, a PM passou a avançar no território do adversário, cumprindo mandado de busca e passando a lavrar Termo Circunstanciado. Além disso, deslocou uma quantidade enorme de policiais para o que chamam de serviço velado, que nada mais é do que investigação policial, com o agravante de que, no caso dos militares, ela se dá sem nenhum dos controles a que estão submetidos os policiais civis por meio do Inquérito Policial.
Todas as diligências realizadas pela Polícia Civil são inseridas no Inquérito Policial, que passa pelo controle do delegado, do promotor e do juiz, enquanto a investigação do serviço velado é feita no tempo e na hora que mais lhes aprouver, sem necessidade de relatar a ação para ninguém. Quem pode assegurar que eles estão investigando ou trabalhando em empresas de segurança privada?
Há notícias de que policiais do serviço velado têm ingressado em domicílios sem ordem judicial, ao arrepio da Constituição e das leis, e ainda deixam a mensagem de que são civis, para confundir as pessoas e queimar a instituição congênere.
Um dos termos do acordo firmado entre os grevistas e o governo do Espírito Santo prevê o envio pelo Executivo de projeto de lei à Assembleia Legislativa, no prazo de 90 dias, exigindo bacharelado em Direito para os oficiais da PM, para que façam as vezes de delegados. Enquanto isso, as ruas vão ficando às moscas.

*Miguel Lucena é jornalista e delegado da Polícia Civil do Distrito Federal.

Pistola Taurus .40 – “enfeitiçada” – mata adolescente de 15 anos: Segundo a assessoria de imprensa da Policia Militar do Paraná, a arma de um policial disparou acidentalmente 5

Torcedor do Coritiba morre baleado por PM antes de clássico com Atlético-PR

Publicado em 19/02/2017, 18:03 /Atualizado em 19/02/2017, 18:06ESPN.com.br
GAZETA PRESS

Torcedor do Coritiba morreu antes mesmo do Atletiba que nem aconteceu
Torcedor do Coritiba morreu antes mesmo do Atletiba que nem aconteceu

O Atletiba sequer aconteceu na tarde deste domingo, mas deixou uma notícia triste mesmo assim. Antes do horário para o qual a partida estava marcada, um torcedor do Coritiba morreu baleado por um policial em frente ao estádio Couto Pereira.

A polícia estava no local para escoltar a torcida do Coritiba até a Arena da Baixada. Uma confusão, porém, começou antes mesmo que a movimentação tivesse seu início.

Segundo a assessoria de imprensa da Policia Militar do Paraná, a arma de um policial disparou acidentalmente enquanto o grupo tentava dissipar o tumulto. O tiro acabou acertando um jovem de 15 anos, que ainda foi levado ao hospital e passou por cirurgia, mas acabou não resistindo.

A Polícia garante que já está investigando melhor o acontecimento e já está ouvindo o policial responsável pelo disparo e também sua equipe.

A cidade de Curitiba ainda teve mais tumultos durante o dia, mas sem vítimas fatais.

Depois, o clássico acabou nem acontecendo. A Federação Paranaense não permitiu que os clubes transmitissem o duelo pela Internet, e Atlético-PR e Coritiba se recusaram a jogar.

Torturadores se autoinvestigam: PMs acusados de maus-tratos têm acesso a dados dos denunciantes, revela estudo 7

PMs acusados de maus-tratos têm acesso a dados dos denunciantes, revela estudo

Wellington Ramalhoso*

Do UOL, em São Paulo

  • Simon Plestenjak/UOL

Policiais militares de São Paulo denunciados por torturar e praticar maus-tratos contra presos têm acesso aos dados dos denunciantes, de acordo com um estudo da organização não governamental Conectas Direitos Humanos. Para a ONG, a situação desrespeita normas como a Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura, ratificada pelo Brasil em 1989.

De acordo com a pesquisa, à qual o UOL teve acesso, os agentes das forças de segurança do Estado, em especial os policiais militares, são os principais responsáveis pela prática de tortura e maus-tratos contra presos que participam de audiências de custódia em São Paulo.

Os pesquisadores afirmam que a investigação das denúncias, na maioria dos casos, “terminou voltando para as mãos da mesma instituição responsável pela agressão”. “No caso dos policiais militares isso é ainda mais grave, uma vez que é o próprio batalhão policial da região em que a tortura ocorreu – e não a Corregedoria – que recebia o vídeo da audiência de custódia, com a voz e rosto da pessoa presa, colocando-a em posição de vulnerabilidade ainda maior”.

Um decreto de 1989 do governo brasileiro determinou que investigações de denúncias de tortura devem ser examinadas “de maneira imparcial”. Ou seja, uma denúncia contra um policial militar não deveria ser feita somente pela própria corporação.

O estudo da Conectas acompanhou presencialmente a atuação dos órgãos do sistema de Justiça de São Paulo em 393 audiências de custódia realizadas entre julho e novembro de 2015.

“A pessoa (denunciante) e a família são ameaçadas”

“É uma irresponsabilidade. O denunciado vai ter acesso ao material, o que pode causar uma busca por represálias”, diz Rafael Custódio, advogado e coordenador do programa de Justiça da Conectas. “É uma medida que não se encaixa na dinâmica internacional de boas práticas. O algoz não pode ter acesso de maneira imediata e livre às informações sem que o Estado adote uma medida protetiva do denunciante. Estão aproximando de maneira irresponsável o algoz e a vítima sem nenhum tipo de precaução.”

Segundo o defensor público Bruno Shimizu, os policiais compartilham as informações dos denunciantes e se unem para intimidá-los. “Relatos de ameaça aos denunciantes chegam sempre aos defensores. A pessoa e a família são ameaçadas. Colegas do policial denunciado rondam a casa de quem denunciou, mandam recados e há casos em que os policiais entram na casa para fazer revistas.”

Em somente um dos casos de denúncia de tortura e maus-tratos identificados pela pesquisa houve a abertura de inquérito na Polícia Civil para a investigação da denúncia.

“O caminho certo é a abertura de inquérito na Polícia Civil, mas isso também não resolve. Mesmo a Polícia Civil não investiga com afinco. Ela acaba pedindo o arquivamento do caso. O sistema não funciona”, afirmou Shimizu.

Para Rafael Custódio, a melhor alternativa para as investigações seria a criação de uma força-tarefa com uma forte atuação do Ministério Público, responsável pelo controle externo das atividades policiais. Além disso, em sua opinião, juízes e os promotores de Justiça que trabalham nas audiências de custódia deveriam pedir a preservação do sigilo da denúncia e a proteção dos denunciantes.

Polícia Civil precisa de estrutura para investigar, afirma juiz

O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, coordenador das audiências de custódia realizadas pelo Tribunal de Justiça na capital paulista, disse desconhecer casos de intimidação contra denunciantes e afirmou que as investigações de tortura não avançam por causa de um problema estrutural da Polícia Civil.

“A não investigação da tortura é uma distorção. Ela não será corrigida com essa estrutura de polícia de investigação. O que está havendo no Estado de São Paulo é um descaso com a Polícia Civil. Há uma necessidade de aparelhá-la. Não adianta termos audiência de custódia se não temos delegacias com estrutura para investigar”, declarou o magistrado.

A pesquisa também revela que a maioria das vítimas (56%) diz que seria capaz de reconhecer o agressor, ou seja, na maior parte dos casos, as investigações teriam condições de avançar.

“Fui agredido bastante. Com ferro, no rosto”

Nas audiências analisadas pela Conectas, os presos em flagrante sofreram os mais variados tipos de agressão física. “A maior parte dos casos envolvia pisões e chutes nas costelas, barriga e pernas. Socos e golpes com objetos –como armas, paus e canos– também foram recorrentes. (…) Também foram frequentes denúncias de tortura com tipos de agressão que não deixam marcas, como aplicar choques elétricos, jogar spray de pimenta nos olhos, machucar lesões preexistentes, enforcar e dar tapas no ouvido”, aponta o relatório.

A pesquisa também identificou casos de violência psicológica, com relatos de agressões verbais e ameaças. “Com o detido já na viatura, os policiais dirigem pela cidade, sem destino certo, reforçando ameaças contra a vida. Em alguns casos, além de dar voltas, algumas ‘paradas’ em locais desconhecidos são realizadas para intensificar agressões físicas”, diz o documento da Conectas.

Quando há relato de agressão na audiência de custódia, o detido é encaminhado ao posto do IML (Instituto Médico Legal) dentro do Fórum da Barra Funda para a realização de exame de corpo de delito. Para a Conectas, a vinculação do instituto à Secretaria da Segurança Pública “compromete sua independência na averiguação de crimes cometidos por agentes do próprio Estado”.

Na maioria dos casos analisados pela Conectas, o IML classificou as lesões como leves. Em somente 3% das vezes, o instituto pediu a realização de exames complementares para aprofundar a análise das consequências da violência. “Contudo, nenhum deles foi realizado”, afirma o estudo.

A maioria dos denunciantes é homem (95%) e negra (67%). De acordo com o estudo, o racismo também aparece “nos relatos de violência durante a abordagem policial e como motivação para as agressões”.

Confira abaixo alguns relatos de violência coletados pela pesquisa e mantidos sob anonimanto :

Na delegacia, os policiais torturaram a gente, com jornal, com choque, soco na cara, tapa na barriga.

Fui agredido no rosto, deram chute. Foi policial militar. Foram os mesmos que me levaram para a delegacia.

Todo tipo de agressão, deram murro, cacetada, enforcaram.

Fui agredido bastante. Com ferro, no rosto.

Eles me deitou no chão e passou o carro em cima do meu pé. Eu fugi e entrei no rio, começaram a me dar tiro, me entreguei, eles me deitaram no chão e passaram a viatura no meu pé.

Eles disseram que não ia dar nada bater porque não ia ficar marca na pele escura.

Ele deu um pisão nas minhas costas quando eu falei que estava gestante.

Ele enfiou a mão no meu sutiã, colocou a mão dentro da minha calcinha para me revistar.

Pediram arma de fogo para me liberar, eu falei que não tinha começaram a me dar choque, falaram que iam me matar se eu não desse a arma. Foi onde partiram pra minha casa. (…) Levei choque na costela, dois nas partes íntimas e um no pescoço.

Eu falei na delegacia porque ele tinha me batido e ele falou que, se eu não falasse, ele ia matar minha mãe e minha filha. Confessei porque me ameaçaram e tinham me batido.

* Colaborou Flavio Costa

Novo ministro precisa reformar e modernizar polícias e política criminal 6

Oscar Vilhena Vieira
Joel Silva/ Folhapress

O Brasil se tornou refém das más escolhas institucionais que fez no campo da segurança pública. O motim do Espírito Santo, as chantagens da polícia militar do Rio de Janeiro, a profunda crise penitenciária, a inexistência de investigação para a vasta maioria de crimes e mais de 1 milhão de homicídios nas últimas três décadas constituem a prova cabal de que o nosso modelo se encontra completamente esgotado.

O que está aí não é bom para a sociedade, para os governantes, nem mesmo para os próprios policiais. Os únicos beneficiários são os criminosos, os maus policiais, muitos deles no mercado da segurança privada, e políticos proxenetas, que exploram o medo em troca de votos.

Pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas) e do FNSP (Fundo Nacional de Segurança Pública), com mais de 10 mil policiais de todo o Brasil, dá um retrato de policiais desmotivados e amedrontados. Diz o anedotário que quando policiais civis foram pedir melhores condições de trabalho ao governador Adhemar de Barros ele teria respondido: “Vocês têm armas e distintivo, para que precisam de aumento?”. A corrupção e o bico transformaram-se em componentes intrínsecos da atividade policial. Hoje, 75% dos policiais mortos em combate são abatidos fora de serviço.

A militarização da polícia não se demonstrou minimamente eficaz para manter a integridade da tropa ou sua ordem. Difícil encontrar uma chacina que não tenha envolvimento de policiais militares.

Por outro lado, impedidos de fazer greve, dentro de limites impostos pela lei a serviços públicos essenciais, empregam o caos como mecanismo de reivindicação.

O presidente da República parece estar procurando um ministro da Justiça que o “ajude a salvar o Brasil”. Um bom começo seria que o próximo titular tivesse a missão precípua de reformar e modernizar as polícias e nossa política criminal.

A degradação crônica da segurança pública, o estado de anomia a que parcela da população se encontra submetida, além da enorme contribuição do Estado ao crime organizado oferecida por uma política de encarceramento indiscriminado e em massa, colocam cada vez mais em risco nossa democracia. O recurso às Forças Armadas, que está se banalizando, não é apenas ineficaz e arriscado, pois militares não são treinados para realizar policiamento da população, como coloca em xeque a sua integridade. Em todos os lugares do mundo onde foram convocadas a combater o crime, as Forças Armadas saíram corrompidas.

A modernização das polícias brasileiras passa pela quebra dos grandes interesses corporativos, que apenas favorecem seus extratos superiores. Precisamos criar unidades menores de polícia, ao menos nas grandes regiões metropolitanas, compostas por policiais de diferentes formações técnica e profissional, em carreira única, bem preparados e remunerados. Essas unidades deveriam ser de ciclo completo, sendo responsáveis pela prevenção, investigação, inteligência, planejamento e integração com a comunidade. O governo federal precisa expandir a Força Nacional de Segurança, para que governadores não se encontrem sempre reféns de suas polícias. Por último, é necessário criar um Conselho Nacional de Polícia, nos moldes do CNJ. Sem que as polícias se vejam limitadas e respeitem a lei, jamais merecerão a confiança da população. E sem essa confiança, nunca serão minimamente eficientes.

oscar vilhena vieira

Professor de direito constitucional da FGV-SP, tem doutorado pela USP e pós-doutorado na Universidade de Oxford. Escreve aos sábados, a cada 2 semanas.

http://m.folha.uol.com.br/colunas/oscarvilhenavieira/2017/02/1859938-novo-ministro-precisa-reformar-e-modernizar-policias-e-politica-criminal.shtml?mobile

APOSENTADORIA PRECOCE – Em São Paulo o pagamento de benefícios a 94,6 mil inativos e pensionistas militares deixou um rombo de R$ 5,78 bilhões em 2016, ou 33,8% do déficit total de R$ 17,11 bilhões na Previdência estadual 85

Projeto para militares fica mais distante

Idiana Tomazelli, Adriana Fernandes

A crise na segurança pública, escancarada na semana passada com a paralisação dos policiais militares no Espírito Santo, que ameaçava se espalhar para outros Estados, adicionou um novo obstáculo para a reforma da Previdência. Segundo levantamento feito em alguns Estados, os militares são responsáveis por cerca de um terço do rombo das previdências estaduais, mas ficaram de fora da reforma proposta pelo governo. A ideia era enviar um projeto com novas regras para a aposentadoria dos militares até o fim de março, mas fontes do governo admitem que essa possibilidade está cada vez mais distante.

“O momento não é oportuno para entrar nessa discussão, porque o Congresso já vai estar bastante tensionado por conta da reforma da Previdência e da reforma trabalhista. É hora de avançar na reforma previdenciária geral”, avalia o cientista político Murillo de Aragão, presidente da Arko Advice. Para ele, a previdência dos policiais, inclusive civis e federais, que estão dentro do projeto de reforma da Previdência, precisa ser discutida de forma separada por conta do risco da profissão.

Mas, sem equacionar a questão dos policiais militares e bombeiros, os Estados dificilmente conseguirão equilibrar suas previdências. Só em São Paulo, o pagamento de benefícios a 94,6 mil inativos e pensionistas militares deixou um rombo de R$ 5,78 bilhões no ano passado, ou 33,8% do déficit total de R$ 17,11 bilhões na Previdência estadual.

No Rio de Janeiro, Estado cujas finanças entraram em colapso, os benefícios de 43,2 mil inativos e pensionistas militares geraram resultado negativo de R$ 3,012 bilhões em 2016, o que corresponde a 25,1% do déficit geral de R$ 12 bilhões da Rioprevidência. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, já se declarou favorável a medidas que mantenham os policiais militares por mais tempo na ativa.

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, por sua vez, até já apresentou um projeto de lei para retardar a aposentadoria dos militares. O objetivo é instituir um tempo mínimo de serviço militar efetivo de 25 anos e extinguir a possibilidade de usar licenças especiais não gozadas para completar o tempo que falta para aposentadoria – o que, na prática, antecipa em cerca de três anos a requisição do benefício.

No caso gaúcho, o rombo com benefícios a militares foi de R$ 2,385 bilhões no ano passado, 27% do déficit geral dos servidores do Estado, de R$ 8,97 bilhões. Essa proporção cresceu em relação a 2015, quando era de 23%.

Não há um dado consolidado da representatividade dos militares no déficit previdenciário de todos os Estados. Em uma carta pública de dezembro, o Comsefaz, que reúne os secretários de Fazenda estaduais, mencionou que PMs e bombeiros representaram 47,3% do rombo nas previdências dos Estados em 2015, mas a origem desse dado nunca foi detalhada.

A Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda disse não ter uma informação resumida do quadro, mas o governo federal está fazendo um mapeamento da situação em todos os Estados. Por serem uma categoria mais numerosa, os professores provavelmente respondem por uma fatia maior do rombo previdenciário, mas eles já estão incluídos no projeto de reforma.

Buraco. Outros Estados também registram déficit na Previdência dos militares. Em Santa Catarina, o resultado foi negativo em R$ 872,5 milhões em 2016. Em Goiás, o pagamento de benefícios a PMs e bombeiros exigiu um aporte do Tesouro estadual de R$ 32,068 milhões só em janeiro deste ano, 19% do total do déficit previdenciário total no mês, que foi de R$ 168,31 milhões.

No Pará, o resultado do pagamento de 8,6 mil benefícios de militares foi negativo em R$ 655,7 milhões no ano passado, 32,3% do déficit total de R$ 2,031 bilhões. No Espírito Santo, o rombo total da Previdência foi de R$ 1,767 bilhão em 2016, mas o Estado não detalhou os dados dos militares. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Investigação aponta que parte das mortes registradas no ES teve atuação de PMs 18

DOMINGO, 12/02/2017, 12:17

Para o Governo Federal é certa a ação de grupos de extermínio formados por policiais militares no estado. Fontes da investigação que trabalham para estancar a crise confirmaram à CBN que a Polícia Federal já investiga em caráter sigiloso a atuação criminosa.

Grande número de mortes durante onda de violência no ES superlota IML de Vitória (Crédito: Pablo Jacob / Ag. O Globo)

Grande número de mortes durante onda de violência no ES superlota IML de Vitória

Crédito: Pablo Jacob / Ag. O Globo

Por Basília Rodrigues e Gabriella Julie

Para o Governo Federal é certa a ação de grupos de extermínio formados por policiais militares no Espírito Santo. A investigação até agora já aponta que boa parte das mais de 130 mortes registradas no estado teve a atuação de policiais. Uma das autoridades ligadas à investigação afirmou que ‘há policiais aproveitando da manifestação que pede melhores condições de trabalho para cometer acertos de contas’.

Fontes da investigação que trabalham para estancar a crise confirmaram à reportagem da CBN que a Polícia Federal já investiga em carater sigiloso a atuação criminosa e que ‘incidentes realmente indicam a ação de movimentos organizados’. Com o reforço de tropas federais na segurança, os grupos já se mobilizam deixando a capital e migrando em direção ao interior do estado onde também estão sendo registradas chacinas.

O ministro da Justiça em exercício, José Levi irá retornar ao estado nesta segunda-feira. Segundo auxiliares da investigação, o ministro e outras autoridades devem falar em uma entrevista com a imprensa sobre o assunto. Com medo de que caos se espalhe para outros estados, o governo federal elevou o tom.

Em entrevista à CBN hoje, o ministro da defesa, Raul Jungmann, enfatizou que ações estão coordenadas em todos os níveis e não deixarão o estado até crise ser resolvida.

‘Não há possibilidade de nós arredarmos do Espírito Santo antes que a normalidade esteja de volta e que a vida e tranquilidade das pessoas estejam garantidas. Todo e qualquer meio e recurso que se faça necessário para isso, nós vamos utilizar’, diz.

No início dos anos 2000 é que vieram à tona as primeiras notícias da ação de um grupo de extermínio no Espírito Santo, uma ‘célula’ de um movimento formado por policiais e outras autoridades, como parlamentares, que tinha atuação no Rio de Janeiro. Um dos lemas era ‘bandido bom é bandido morto’, evidenciando vários crimes considerados ‘estranhos’ e de difícil investigação no estado.

Depois disso, o retorno do grupo já vinha sendo investigado. Até agora, mais de 700 policiais já foram indiciados pelo crime de revolta no estado. A Procuradoria-Geral da República também afirmou que estuda a possibilidade de federalizar crimes como o de motim. O Ministério Público Federal no estado já instaurou procedimento para identificar responsáveis pela paralisação e ressarcir gastos da União com envio de tropas.

http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/policia/2017/02/12/INVESTIGACAO-APONTA-QUE-PARTE-DAS-MORTES-REGISTRADAS-NO-ES-TEVE-ATUACAO-DE-PMS.htm

CULPA DA TAURUS – PM covarde mata e foge para dentro do batalhão, onde é ensinado a mentir e a negar prestar depoimentos à Polícia Civil 36

PM mata publicitária com tiro na cabeça na zona leste de São Paulo

Edison Temoteo/Futura Press/Folhapress
SÃO PAULO,SP,12.02.2017:MULHER-MORTA-TIRO-CABEÇA-PERSEGUIÇÃO-POLICIAL - Uma mulher foi morta com um tiro na cabeça no Viaduto Itinguçú, na Zona Leste de São Paulo (SP), na madrugada deste domingo (12). A vítima estava no banco de passageiro de um veículo com a filha. A polícia apura se um PM à paisana teria sido o autor do crime. O motorista do veículo foi perseguido pelo policial após atropelar, sem gravidade, uma pessoa que estava em um posto de gasolina da região. (Foto: Edison Temoteo/Futura Press/Folhapress) *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS ***
Carro em que estava a publicitária Maria Cláudia Pedace, morta por policial militar em SP

RAFAEL ITALIANI
DO “AGORA”

13/02/2017 02h00

O policial militar Guilherme Carvalho de Oliveira, de 20 anos, foi preso em flagrante neste domingo, 12, acusado de assassinar a publicitária Maria Cláudia Padace, de 33 anos, com um tiro no pescoço, após atirar a esmo no carro em que ela estava, na Vila Matilde, zona leste de São Paulo.

 O caso ocorreu após uma confusão em um posto de combustíveis na Vila Ré, zona leste da cidade. A vítima foi morta na frente do namorado e da filha, de 2 anos.

Segundo a Polícia Civil, o caso ocorreu no início da madrugada de domingo. O namorado, que dirigia o carro no qual se encontravam Maria Cláudia e a criança, passou por cima do pé de uma mulher que estava em um posto de combustível, na rua Itinguçu.

De acordo com a polícia, após o acidente, essa mulher chamou os amigos, incluindo o PM de folga, que também estava no local. ( Possivelmente fazendo bico de segurança )

Segundo testemunhas, o soldado Guilherme Carvalho de Oliveira, seis meses de PM ,  pediu para que o namorado de Maria Cláudia parasse o carro. O motorista não atendeu o pedido e saiu do posto. Foi então que o PM efetuou o disparo, segundo a polícia.

Após atingir a mulher na cabeça, o policial fugiu. Depois de algum tempo, apresentou-se no batalhão onde trabalha e foi preso. Ontem à tarde, o PM foi levado para o presídio militar Romão Gomes, no Tremembé, na zona norte.

O PM é acusado de homicídio doloso (com intenção de matar). Segundo a Polícia Civil, ele se negou a prestar depoimento. A PM informou que o caso será investigado pela Corregedoria e que o suspeito pode ser expulso.

A mulher que teve o pé atingido pelo carro sofreu ferimentos leves. Ela disse à polícia que o namorado de Maria Cláudia tentou atropelar as pessoas que estavam no posto de combustíveis, entre elas o policial.

No entanto, um motorista de Uber que passava pelo local no momento do caso relatou à polícia uma versão diferente do ocorrido.

Ele afirma que o namorado de Maria Cláudia não tentou atropelar as pessoas e que apenas tentava deixar o posto com a namorada e a filha dela. O homem estaria sendo perseguido por um grupo de pessoas. O casal namorava havia poucas semanas.

Na última quinta (9), outro caso envolvendo um policial causou a morte do vendedor ambulante João Joaquim de Souza, 54, na Barra Funda.

O policial atirou enquanto perseguia um suspeito de roubo. O disparo acertou o peito de Souza.

Neste caso, o policial prestou depoimento e foi liberado em seguida.

Reprodução
Maria Cláudia Pedace, 33, morta por tiro de policial militar em SPORG XMIT: 0oUNS7oaiQIHTL2k8EI4 ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
Maria Cláudia Pedace, 33, morta por tiro de policial militar em SP

PURO INSTINTO ASSASSINO

Segurança não pode depender apenas da PM, dizem analistas 14

Paralisação no Espírito Santo expõe fragilidade do sistema de segurança pública

O caos gerado pela paralisação de policiais militares no Espírito Santos evidencia a dependência quase que exclusiva da segurança pública estadual do trabalho da corporação. A falta de alternativas deixa a população e os governos estaduais reféns em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela DW Brasil. “As PMs têm muito poder no Brasil. Há poucos precedentes no mundo onde uma polícia tem tanta força. No limite, a população fica à mercê das vontades da corporação”, opina Rafael Alcadipani, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Mulher deixa a praia no litoral de Vitória cuja a segurança é feita por homens do Exército.
Mulher deixa a praia no litoral de Vitória cuja a segurança é feita por homens do Exército.

Foto: Reuters

A paralisação iniciada por familiares de policiais militares capixabas na sexta-feira passada (03/02), bloqueando as saídas dos batalhões em todo estado, gerou uma onda de violência, com mais de cem pessoas mortas, de acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo. O número de roubos e saques teria aumentado dez vezes, estima a associação. O Ministério da Justiça e Segurança Pública enviou 300 agentes da Força Nacional para auxiliar o estado no policiamento. O governo do Espírito Santo transferiu o controle da segurança pública para as Forças Armadas. Além dos 300 homens da Força Nacional, cerca de 1.500 soldados do Exército estão nas ruas capixabas.

Os manifestantes pedem reajuste salarial para a Polícia Militar, que, segundo a Constituição, é proibida de fazer greve. “O governo estadual negligenciou as duas polícias, mantendo salários baixos, más condições de trabalho e nunca abriu o diálogo para mudar essa situação. O governo vem fechando as portas para o diálogo há sete anos. O resultado está aí”, explica Alcadipani.

De acordo com a Associação de Cabos e Soldados da PM do Espírito Santo, o piso salarial da categoria, de cerca de R$ 2.600, é o mais baixo do Brasil e está defasado há quase uma década.

“Eu considero que as PMs precisam ser menores e com melhores condições. As demais polícias precisam ser fortalecidas, mas no caso específico do Espírito Santo, os policiais militares estão sofrendo muito. São necessários investimentos”, defende Alcadipani.

Policiamento compartilhado

A divisão do comando da segurança pública depende de um maior fortalecimento das polícias civis e das guardas municipais, de acordo com analistas. Com a redemocratização, a Polícia Civil ficou com um papel restrito à investigação, enquanto que a Polícia Militar manteve as características da ditadura e ficou com o poder quase que exclusivo sobre a ordem pública.

Para o sociólogo e especialista em segurança pública Cláudio Beato, o setor não pode ficar “nas mãos de um exército estadual”. Desde 2014, com a aprovação de uma lei que confere poder de polícia às guardas municipais, os grupamentos têm dividido o papel de patrulhamento ostensivo com a PM em várias cidades do país.

“É urgente que as guardas municipais tenham força de polícia. Acho que esse é o caminho, porque elas podem ser unificadas, ter carreira única e ser desmilitarizadas”, diz. “É também uma forma de afastar as corporações do militarismo.”

Segundo Beato, os municípios tendem a ter estruturas mais robustas de policiamento por meio das guardas municipais. “Acho que, cada vez mais, vai se pensar no município como uma instância que pode organizar suas próprias polícias, como ocorre nos Estados Unidos e alguns países da Europa”, argumenta.

O especialista avalia que propostas como a unificação das polícias militar e civil e a desmilitarização – desvinculação da PM do Exército – demandam um processo de longo prazo, que enfrenta muita resistência. “Nosso modelo de polícia ainda é do século 19”, critica.

Greve ou motim?

As Forças Armadas e a Polícia Militar são proibidas de fazer greve. Apesar de a justiça estadual ter condenado o movimento e o governo do Espírito Santo ter se recusado a negociar, a paralisação dos policiais já completa uma semana. A taxa média de homicídios por dia passou de quatro para quase 20 nos primeiros dias sem policiais nas ruas.

A greve iniciada na sexta-feira passada começou com um pequeno movimento de mulheres de policiais bloqueando a saída de alguns batalhões. Desde então, as famílias impedem a saída dos veículos de patrulha em todas as unidades do estado. É uma forma de os policiais contornarem a restrição de fazer greve.

“Essa paralisação mostra o grau de corporativismo das instituições policiais, que estão interessadas em defender seus interesses associativos. Se apenas uma instância tem o monopólio da segurança, acontece o que vemos agora no Espírito Santo”, diz Beato. “E isso deve ir para outros estados.”

Negociações entre policiais militares e o governo estadual ocorrem desde quarta-feira. A categoria pediu anistia a todos os policiais, devido à proibição de greve, e 100% de aumento.

“Isso é na verdade um motim. Um dos motivos para o caráter militar da polícia é que ela não pode fazer greve. O governo terá que ceder e usar o Exército durante algum tempo”, avalia o sociólogo.

“A segurança pública no Brasil faliu. Esse é só mais um exemplo”, acrescenta Alcadipani.

https://noticias.terra.com.br/brasil/seguranca-nos-estados-nao-pode-depender-apenas-da-pm-dizem-especialistas,bc9705deef4b7056f3fb0768d6e0353a5ap5pqa1.html

Comissão aposta em unificação das polícias para solucionar crise de segurança 189

Comissão aposta em unificação das polícias para solucionar crise de segurança

Luis Macedo / Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária. Dep. delegado Edson Moreira (PR-MG)
Delegado Edson Moreira: uma única força, com investimento maior nas áreas de inteligência e de formação e com troca de informação, entre os integrantes ajudaria em muito o combate ao crime

Comissão especial da Câmara dos Deputados definiu o cronograma de trabalho para este ano e aposta em unificação das polícias Civil e Militar como solução para a recente crise de segurança pública no País.

O colegiado tem até o fim desta legislatura para estudar modelos que unifiquem a atuação dos cerca de 425 mil PMs e 117 mil policiais civis que atuam nos estados brasileiros.

No entanto, o comando da comissão quer divulgar o relatório final no primeiro semestre de 2018, já que vislumbra essa unificação como meio de frear a atual crise da segurança pública, marcada por greves nas corporações, massacres em presídios e aumento dos casos de explosão de caixas eletrônicos e de assaltos a banco, sobretudo em cidades do interior.

Segundo o presidente da comissão, deputado Delegado Edson Moreira (PR-MG), o relatório já deverá vir acompanhado de proposta de emenda à Constituição (PEC) e projeto de lei que viabilizem a unificação das polícias Civil e Militar.

Victor Diniz / Câmara dos Deputados
Audiência Pública para debater os aspectos relacionados ao PL 4.821/2016, do Senado Federal, que ·obriga o fabricante e o importador de automóvel ou motocicleta a disponibilizar, em meio digital, relação contendo denominação e código de referência das peças que compoem o veículo - dep. Vinicius Carvalho (autor do requerimento)
O relator da comissão, Vinicius Carvalho, promete um relatório técnico: resistência à unificação vem das instituições, tanto Civil quanto Militar

“Uma única força – com investimento maior nas áreas de inteligência e de formação e com troca de informação entre todos os seus integrantes – ajudaria, em muito, o combate ao crime”, avalia o deputado. “Enquanto as forças estão brigando entre si para saber quem vai fazer isso, quem vai fazer aquilo, os criminosos estão à frente, progredindo anos-luz, fazendo atos de terrorismo.”

Tema polêmico
O relator da comissão, deputado Vinícius Carvalho (PRB-SP), admite que o tema é polêmico e divide opiniões dentro e fora das corporações. Para ampliar o debate e buscar um modelo ideal de unificação, o colegiado programou, para este ano, uma série de seminários regionais e visitas ao exterior. O primeiro seminário será no dia 10 de março, na cidade mineira de Juiz de Fora.

Outros seminários regionais deverão ocorrer em Três Corações (MG), provavelmente em 27 de março, Chapecó (SC), Bragança Paulista (SP) e Aracaju (SE), estes ainda sem datas previstas. Também serão mantidas as audiências públicas em Brasília com convidados que já tiveram requerimentos aprovados na comissão.

Relatório técnico
Depois de conhecerem experiências de unificação policial na Alemanha, Itália e França, os deputados pretendem observar, neste ano, os modelos dos Estados Unidos e do Canadá.

Vinícius Carvalho promete que vai apresentar um relatório técnico. “Eu estou em uma pesquisa empírica para que nós façamos um trabalho extremamente técnico. A resistência à unificação vem das instituições, tanto Civil quanto Militar. Há uma controvérsia em relação ao conceito”, afirma Carvalho.

“A despeito do que está acontecendo no Espírito Santo e tem acontecido em outros estados, é só uma questão de tempo para que se agrave o problema da segurança pública. Ao nosso ver, trata-se de problema de gestão por parte dos governos. Se a gestão está falha, todo o sistema se comprometerá”, acrescenta o parlamentar.

Na primeira reunião do ano, os deputados da Comissão Especial de Unificação das Polícias Civil e Militar criticaram os meios que os governos federal e estaduais têm utilizado para enfrentar a crise na segurança pública.

Para Edson Moreira, o uso do Exército para ocupar presídios do Norte e Nordeste ou para enfrentar a atual crise na segurança pública do Espírito Santo serve apenas para, segundo ele, “desmoralizar as Forças Armadas”.

“O que o governo federal está fazendo é equivocado, ao meu ver: não se pode mandar Forças Armadas, preparada para guerra externa, para o lugar da Polícia Militar, que é treinada para fazer o policiamento preventivo, ostensivo. O governo está muito mal assessorado”, ressalta.

Ministério exclusivo
Já o deputado Silas Freire (PR-PI), defendeu a criação de um ministério exclusivo para tratar de segurança pública e a definição de novas fontes de recursos para um fundo nacional que possa ajudar os estados endividados a arcar com os salários dos policiais.

Os deputados da comissão ainda manifestaram solidariedade aos policiais que vieram a Brasília, nesta quarta-feira, protestar contra a reforma da Previdência Social.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Newton Araújo

Esperar o que dessa gente ( PM ) ? …( Nada, PM é bajulador das “altas autoridades” ; não da sociedade que paga seu bom soldo ) 11

Esperar o que dessa gente (pm)?
Basta lembrar de 2008, que aliás muitos já se esqueceram, mas eu não, onde os coxas atocaiaram e atiraram balas de borracha e bombas nas pessoas, inclusive familiares deles, que ali estavam para inclusive beneficia-los com um possível melhor salario e condições de trabalho.
São Paus Mandados e ponto.
Se colocarem um prato de m….. e mandar comer, eles comem e pedem bis.
“missão dada, é missão cumprida” porra nenhuma parceiro.
Quando a missão manda atacar seus iguais, deve-se usar o bom senso.
Ah, desculpe, vocês nem imaginam o que é isso, afinal, são acéfalos crônicos, obedecem sem esboçar qualquer reação humana, e lambem botas mais lustrosas, juntando os cascos e dizendo bem alto, “sim senhor, senhor!”
São covardes, só atacam em bando.
Vocês são o entulho da ditadura, foram esquecidos para trás, ficaram no tempo, são uma pedra no sapato, são um monstro caro e ineficaz, não conseguem deter o crime, por conivência ou não, não sei.
Acontece que não tem macho pra acabar com vocês, porque vocês colhem “coisas” que usam como ferramenta para acovardar qualquer um que diga, só de passagem, que quer acabar com vocês.
São um bando uniformizado, e não fardado, porque farda quem tem são as forças armadas.
Não digo que não exista alguém inteligente e que pense sozinho ai dentro, pode até existir, mas se este alguém também entender que o melhor seria uma policia única, e for descoberto, esta acabado.
Outra coisa, nem todos sacaram suas intenções fraudulentas com esse negocio de afirmar que estão querendo acabar com a pm e retirar as armas da policia.
Isso é tática de vocês para contra atacar os organismos internacionais que clamam pelo seu fim.
É só pensar, ninguém em sã consciência retiraria as armas da policia, o que se pretende é unificar duas policias estaduais que se odeiam de paixão, e formar uma nova policia civil, com um segmento uniformizado e outro não, como é nas policias do mundo.
Mas, acho que neste espaço, onde arde ferozmente a fogueira da vaidade, poucos lerão e concordarão com o que expus, afinal, dentro da PC não existe união entre as carreiras, portanto, tambem estamos fadados à derrota. Nosso fim se aproxima velozmente, somos doentes na UTI, vegetando através de aparelhos. Muitos de nós vão embora o mais rapido possível, com as centenas e centenas de aposentadorias que estão prontinhas para acontecer, e os poucos que ficarem, coitados, não conseguirão carregar o piano para os delegados, pois na maioria esmagadora, somos velhos, sem plano de carreira, sem progressão na instituição, sem material humano suficiente, com varias doenças funcionais, e francamente, sem animo.
Lamento pelos pais e mães de família, que dão suas vidas em seu trabalho policial, mesmo sendo odiados pelo povo, pelo desgoverno, pela imprensa marrom, enfim por todos e inclusive por si próprios, ainda assim fazem o seu precário trabalho.
Até qualquer hora…se não for moderado novamente…

Por: Freud explica