Policiais civis fuzilam inocente em São Roque…Desculpas oficiais e indenização para a família , demissão e cadeia para os matadores desastrados 28

Homem se aproxima de bloqueio por engano e é morto pela polícia no interior de SP

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

23/05/201719h16

  • A van de Carlos Lofredo foi alvejada pela políciaA van de Carlos Lofredo foi alvejada pela polícia

A Polícia Civil comemorou nesta terça-feira (23) ter, enfim, pego uma quadrilha especializada que vinha explodindo caixas eletrônicos pelo interior do estado de São Paulo. Mas a ação planejada, que envolveu 60 oficiais de Sorocaba e São Paulo, acabou com a morte do motorista Carlos Lofredo. Ele foi alvejado por mais de 20 tiros ao se aproximar por engano de um bloqueio feito pelos policiais após a explosão de mais um caixa, dentro de uma agência do Santander, na prefeitura de São Roque.

O paço municipal fica na Rua São Paulo, via que liga o centro de São Roque à Raposo Tavares, e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) tinha a informação de que o local seria alvo do crime na madrugada desta terça (23). Após o crime, os bandidos fugiram em direção à rodovia, onde dois deles foram mortos após troca de tiros com a polícia. Outros três foram presos depois.

Naquele momento, por vota das 2h30, Carlos Lofredo percorreu de van o sentido inverso da rua, em direção ao centro. Ex-funcionário da prefeitura de São Roque e diversas vezes candidato a vereador na cidade, ele morreu dentro do veículo, atingido por diversas balas, como mostra imagem obtida pela reportagem do UOL.

A prefeitura de São Roque já separou as imagens das câmeras de segurança que mostram a van de Carlão, como era conhecido, passando em frente ao paço municipal cerca de 4 minutos depois do roubo dos caixas, no sentido contrário para onde os bandidos fugiram. Naquele momento, os criminosos e os policiais já trocavam tiros. As imagens serão cedidas à família de Lofredo.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a van foi alvejada porque o motorista “não obedeceu a ordem de parada dos policiais envolvidos na ocorrência e acelerou o veículo, atingindo duas viaturas”. Segundo os policiais, ele não estava armado. O motorista seguia até Mairinque, cidade próxima, onde trabalhava como motorista de um frigorífico e fazia o turno da madrugada.

Ao UOL, pessoas que tiveram acesso ao vídeo de segurança, mas pediram para não serem identificadas, informaram que Carlos acelerou o carro, mas não em direção às viaturas policiais.

Segundo a SSP, “as investigações vão esclarecer as circunstâncias em que ele se envolveu na ocorrência”. De acordo com a secretaria, a perícia esteve no local e realizou exame de corpo de delito e necroscópico.

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Regra basilar :  um policial só está autorizado a disparar em defesa da sua vida ou de terceiros.

Lembrando que sempre há a possibilidade de alguém se assustar diante de um bloqueio , especialmente durante o período noturno , e empreender fuga por medo .

Governador Geraldo Alckmin assina Decreto subordinando a CORREGEPOL à Delegacia Geral de Polícia 10

AGENDA DO GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN*

Quarta-feira, 24 de maio de 2017.

*10:00 – CAPITAL* – Anúncio de novos empreendimentos da PPP da Habitação de Revitalização da Luz -Centro de SP (5 terrenos – 568 moradias de interesse social)

Local: Rua General Couto de Magalhães, nº 445, Santa Ifigênia

*15:00 – CAPITAL* – Assinatura de Decreto mudando a Corregedoria da Polícia Civil para a Delegacia Geral de Polícia + Entrega de 684 carabinas e 47 fuzis

Local: Delegacia Geral de Polícia – Rua Brigadeiro Tobias, 527 – 9º andar – Centro

Justiça manda prender coronel e cabo da PM por liderar escutas ilegais em MT 12

OPERAÇÃO GRAMPO

Esquema foi revelado há nove dias pelo Fantástico, da Rede Globo

Da Redação

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A Justiça de Mato Grosso decretou há pouco a prisão do ex-comandante geral da Polícia Miltar, coronel Zaqueu Barbosa, e o cabo Gerson Luiz Ferreira Correia Júnior, por supostamente terem comandado um esquema de escutais ilegais nos últimos anos. A decisão é do juiz da 11ª Vara de Crimes Militares, Marcos Faleiros, e está em segredo de justiça.

O esquema foi revelado no último dia 14 deste mês durante reportagem exibida pelo Fantástico (Rede Globo) que mostrou que dezenas de pessoas haviam sido grampeadas indevidamente no suposto esquema de arapongagem. Entre os alvos das escutas, estavam a deputada estadual Janaína Riva (PMDB); o advogado José Patrocínio, ex-coordenador da campanha do ex-vereador Lúdio Cabral (PT) ao Governo do Estado, em 2014; a ex-servidora comissionada do Estado Tatiana Sangali, que teria um relacionamento amoroso com o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques; o jornalista José Marcondes “Muvuca”, além de outros servidores públicos, médicos e empresários.

A denúncia foi feita pelos promotores e ex-secretários de Segurança Pública, Mauro Zaque e Fábio Galindo. A Procuradoria Geral da República, eles argumentaram que o governador Pedro Taques (PSDB) teria cometido o crime de prevaricação ao ser informado do esquema de arapongagem em 2015 sem tomar nenhuma medida.

Zaqueu Barbosa deixou o comando da PM no final de 2015 após Zaque e Galindo comunicarem Taques. Já o cabo Correia assinou os relatórios do Núcleo de Inteligência da PM que solicitaram ao então juiz da Vara Criminal de Cáceres, Jorge Alexandre Martins Ferreira, a colocação de nomes de pessoas não investigadas como integrantes de uma quadrilha de traficantes que atuavam na região de fronteira.

As ordens de prisão de Zaqueu e Correira ainda não foram cumpridas pela própria Polícia Militar. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça, os militares assim que forem detidos presos serão encaminhados a audiência de custódia.

CUSTÓDIA E ESPIONAGEM

A audiência será fechada a imprensa, em cumprimento ao Código de Processo Penal. “O militar preso em flagrante delito, após a lavratura dos procedimentos legais, será recolhido a quartel da instituição a que pertencer, onde ficará preso à disposição das autoridades competentes”, diz a legislação.

Em sua decisão, o magistrado explica que o esquema de grampos teve cunho político num desvio de função dos militares. “O suposto esquema tinha a a finalidade de espionagem política, escuta de advogados no exercício da sua função, jornalistas, desembargadores, deputados, médicos inclusive de amantes de poderosos”, relata.

 

Grampo desmascara o jornalismo “bate carteira e grita pega ladrão” feito por Reinaldo Azevedo 12

Reinaldo Azevedo pede demissão da ‘Veja’ após grampo com Andrea Neves

O colunista Reinaldo Azevedo pediu demissão da revistaVeja nesta terça-feira (23) após a divulgação do áudio de uma conversa grampeada com Andrea Neves na qual ele faz críticas à publicação por uma capa contra Aécio Neves e a irmã do senador afastado.

Veja a conversa entre o colunista e Andrea Neves:

Andrea Neves – Agora, que está acontecendo na Veja, o que o pessoal fez…

Reinaldo Azevedo – Ah, eu vi. É nojento, nojento. Eu vi.

Colunista pediu demissão após chamar reportagem de
Colunista pediu demissão após chamar reportagem de “nojenta”

Andrea Neves – Assinaram todos os jornalistas e vão pegar a loucura desse cara para esquentar a maluquice contra mim.

Reinaldo Azevedo – Tanto é que logo no primeiro parágrafo, a Veja publicou no começo de abril que não sei o que, na conta de Andrea Neves. Como se o depoimento do cara endossasse isso. E ele não fala isso.

Andrea Neves – Como se agora tivesse uma coleção de contas lá fora e a minha é uma delas.

Reinaldo Azevedo – Eu vou ter de entrar nessa história porque já haviam me enchido o saco. Vou entrar evidentemente com o meu texto e não com o deles. Pergunto: essas questões que você levantou para mim, posso colocar como se fosse resposta do Aécio?

Andrea Neves – Nós mandamos agora para a Veja uma nota para botar nessa matéria.

Reinaldo Azevedo – Não quer mandar para mim também?

Andrea Neves – Mando.

Leia na íntegra a nota divulgada por Reinaldo Azevedo:  

Andrea Neves, Aécio Neves e perto de uma centena de outros políticos são minhas fontes.

Trechos de duas conversas que mantive com Andrea, que estava grampeada, foram tornadas públicas. Numa delas, faço uma crítica a uma reportagem da VEJA e afirmo que Rodrigo Janot é pré-candidato ao governo de Minas e que estava apurando essa informação. Em outro, falamos dos poetas Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto.

Fiz o que deveria fazer: pedi demissão — na verdade, mantenho um contrato com a VEJA e pedi o rompimento, com o que concordou a direção da revista.

Abaixo, segue a resposta que enviei ao BuzzFeed, que vai fazer ou já fez uma reportagem a respeito. Volto para encerrar. Mesmo!

Comecemos pelas consequências.

Pedi demissão da VEJA. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido. E a direção da revista concordou.

1: não sou investigado;

2: a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da investigação;

3: tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas;

4: como Andrea e Aécio são minhas fontes, achei, num primeiro momento, que pudessem fazer isso; depois, pensei que seria de tal sorte absurdo que não aconteceria;

5: mas me ocorreu em seguida: “se estimulam que se grave ilegalmente o presidente, por que não fariam isso com um jornalista que é crítico ao trabalho da patota?;

6: em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria considerada um escândalo. Por aqui, não;

7: tratem, senhores jornalistas, de só falar bem da Lava Jato, de incensar seus comandantes;

8: Andrea estava grampeada, eu não. A divulgação dessa conversa me tem como foco, não a ela;

9: Bem, o blog está fora da VEJA. Se conseguir hospedá-lo em algum outro lugar, vocês ficarão sabendo;

10: O que se tem aí caracteriza um estado policial. Uma garantia constitucional de um indivíduo está sendo agredida por algo que nada tem a ver com a investigação;

11: e também há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo.

EncerroNo próximo 24 de junho, meu blog completa 12 anos. Todo esse tempo, na VEJA. Foram muitos os enfrentamentos e me orgulho de todos eles. E também sou grato à revista por esses anos.

Nesse tempo, sob a direção de Eurípedes Alcântara ou de André Petry, sempre escrevi o que quis. Nunca houve interferência.

O saldo é extremamente positivo. A luta continua.

Bolsonaro é um cínico cara de pau: se diz a virgem do puteiro 27

Hoje às 15h36 – Atualizada hoje às 16h58

‘Qual é o partido que não recebe propina?’, questiona Bolsonaro

Em entrevista a rádio, deputado foi provocado a comentar sobre repasse da JBS

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) comentou, em entrevista ao Jornal da Manhã da rádio Jovem Pan nesta terça-feira (23), sobre repasses do grupo JBS a ele e a seu antigo partido, o PP. Provocado pelo comentarista Marco Antonio Villa a explicar a questão, o parlamentarrespondeu: “O partido recebeu propina, sim”. “Mas olha só, mas qual é o partido que não recebe propina? Qual o partido não recebe propina?”

O programa destacou que, na “Consulta aos Doadores e Fornecedores de Campanha de Candidatos” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consta que o deputado recebeu R$ 200 mil do grupo JBS durante sua campanha de 2014, e que ele teria encaminhado o dinheiro como doação ao seu partido, que na época era o PP.

Em março deste ano, Bolsonaro publicou um vídeo em sua página nas redes sociais, destacando a “devolução” do dinheiro que recebeu, oriundo da JBS, dona da marca Friboi. O comentarista da rádio o questionou justamente sobre o caminho deste dinheiro, com base nos registros da Justiça, que teria retornado para a conta dele pelo partido.

Consta no TSE que deputado recebeu R$ 200 mil da JBS e que teria encaminhado o valor ao PP
Consta no TSE que deputado recebeu R$ 200 mil da JBS e que teria encaminhado o valor ao PP

Bolsonaro explicou: “Começaram as eleições de 2014. Me liga o presidente do meu partido [Ciro Nogueira, na época] e diz que vai botar R$ 300 mil na minha conta. Disse que tudo bem, mas que colocasse R$ 200 mil na minha conta e R$ 100 mil na do meu filho. Quando vi o nome da Friboi, perguntei se queriam estornar. Falei que ia para a Câmara dos Deputados, ia jogar R$ 200 mil e dizer que é dinheiro do povo, porque foi dinheiro que pegaram do PT para se coligar com o meu partido”, disse.

“A Friboi não colocou nada na minha conta, foi o partido”, ressaltou o deputado, frisando que o dinheiro que entrou em sua conta foi do fundo partidário e que devolveu o dinheiro da Friboi, ou seja, que o valor igual depositado em sua conta depois vinha do fundo partidário, não da empresa. “Eu aceito do fundo partidário. Dinheiro foi para outro deputado, porque o carimbo tinha que estar embaixo no papel”.

“O partido recebeu propina, sim”, disse em seguida. “Mas olha só, mas qual é o partido que não recebe propina? Qual o partido não recebe propina?, insistiu.

“E outra, não é propina, propina… Em 2014, [Marco Antonio] Villa, ninguém falava em propina ilegal, Villa”, destacou. “Meu partido tem R$ 5 milhões por mês de fundo partidário e me passam R$ 200 mil. Acha que estou na pedalada? Por que você não me responde o que Alberto Youssef falou na delação? Que dois deputados do PP não pegaram dinheiro da Petrobras. Um fui eu. Queria que eu fizesse o que? Teve mais também, na ação do Mensalão, teve o caso de Joaquim Barbosa. Ele leu seu voto e leu meu nome, disse que fui único da base aliada que não fui comprado pelo PT. Isso não conta?”

Leia o voto de Celso de Mello sobre presença de advogado em PAD 20

SÚMULA MANTIDA

CONJUR – 22 de maio de 2017

A falta de advogado na defesa de servidor público alvo de processo administrativo disciplinar fere o contraditório e a ampla defesa. O entendimento é do ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello, que ficou vencido na ação que pretendia derrubar a Súmula Vinculante 5, que considera facultativa a participação de advogado na defesa de servidor alvo de PAD.

Para Celso de Mello, mesmo no procedimento administrativo, ninguém pode ser privado de seus direitos sem o devido processo legal.
Rosinei Coutinho/SCO/STF

A ação, apresentada pela Ordem dos Advogados do Brasil, foi julgado em novembro de 2016 pelo Plenário do Supremo, prevalecendo o voto do ministro Ricardo Lewandowski. Segundo ele, “o mero descontentamento ou divergência quanto ao conteúdo do verbete vinculante não propicia a reabertura das discussões sobre tema já debatido à exaustão por esta Suprema Corte”.

O ministro Marco Aurélio abriu a divergência, alegando que ficou configurado vício formal na edição da súmula. De acordo com a corrente divergente, a falta de advogado compromete direitos constitucionais garantidos aos servidores públicos, bem como a todos os cidadãos, relativos ao contraditório e à ampla defesa.

Ao seguir o voto de Marco Aurélio, Celso de Mello ressaltou que, mesmo no procedimento administrativo, ninguém pode ser privado de seus direitos sem o devido processo legal.

“Qualquer que seja a instância de poder perante a qual atue, incumbe ao advogado neutralizar os abusos, fazer cessar o arbítrio, exigir respeito ao ordenamento jurídico e velar pela integridade das garantias — legais e constitucionais — outorgadas àquele que lhe confiou a proteção de sua liberdade e de seus direitos”, afirmou.

O voto de Celso de Mello, porém, não foi suficiente para que a corte cancelasse a súmula. Para que uma súmula vinculante do STF seja cancelada, é necessária a aprovação de dois terços dos ministros, ou seja, oito votos favoráveis. No caso, o placar do julgamento ficou 6 votos a 5 pela manutenção da súmula.

De acordo com a Advocacia-Geral da União, quando a SV 5 foi editada, havia cerca de 25 mil processos administrativos disciplinares em tramitação no âmbito da administração pública federal. Desse total, 1.711 resultaram na demissão do servidor público envolvido.

AGU era contra o cancelamento, por considerar que poderia abrir margem para um impacto de R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos com a reintegração de 3,1 mil servidores demitidos entre 2009 e 2015.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também era favorável a manter a regra atual. Em 2015, ele escreveu que a indispensabilidade do advogado à administração da Justiça “não acarreta a obrigatoriedade de defesa técnica em todos os processos, seja em sede jurisdicional, seja em sede administrativa”.

Clique aqui para ler o voto do ministro Celso de Mello.

Peritos criminais federais com o fim de beneficiar Temer fazem providencial protesto insinuando suposta invalidade de áudio por ausência de laudo…Qual a contrapartida? 25

Anexar áudio de Temer sem perícia foi inaceitável, dizem peritos da PF

RUBENS VALENTE
LETÍCIA CASADO
DE BRASÍLIA

20/05/2017 18h22

Em nota divulgada neste sábado (20), a APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais) considerou “inaceitável” que a PGR (Procuradoria Geral da República) tenha anexado o áudio da conversa mantida entre o presidente Michel Temer e o delator Joesley Batista sem uma perícia técnica por peritos federais.

Afirmou ainda que é “temerária” a homologação de acordos de delação premiada “sem a devida análise pericial”.

Jorge Araújo/Folhapress
Movimentação de agentes federais em frente à casa de Joesley Batista, do grupo JBS, em São Paulo
Agentes federais em frente à casa de Joesley Batista, do grupo JBS, em São Paulo

Antes de anexar o áudio ao pedido de abertura do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal), acolhido pelo ministro Edson Fachin, a PGR submeteu o áudio ao setor técnico do órgão, mas não para uma perícia técnica completa na Polícia Federal.

A associação recomendou “o envio imediato” do áudio e do equipamento usado na gravação para uma perícia completa no INC (Instituto Nacional de Criminalística).

“Inaceitável que, tendo à disposição a perícia oficial da União, que possui os melhores especialistas forenses em evidências multimídia do país, não se tenha solicitado a necessária análise técnica no material divulgado, permitindo que um evento de grande importância criminal para o país venha a ser apresentado sem a qualificada comprovação científica”, diz a APCF.

A associação disse que, “ao se ouvir o áudio, percebe-se a presença de eventos acústicos que precisam passar por análise técnica, especializada e aprofundada, sem a qual não é possível emitir qualquer conclusão acerca da autenticidade da gravação”.

Desde que a gravação veio a público, nesta quinta-feira (18), surgiram dúvidas sobre a idoneidade do material, pois há sinais perceptíveis de interrupções na conversa.

A pedido da Folha, um perito apontou que houve “edição” no material. Outro perito, Ricardo Molina, que não fez um laudo sobre o tema, apontou a necessidade de se periciar também o aparelho utilizado na gravação.

A Folha apurou que Joesley Batista não entregou o equipamento utilizado para a gravação. Segundo a revista “Época”, ele teria utilizado um equipamento não detectável por aparelho de raio-x, pois tinha medo de ser flagrado na tentativa de gravar o presidente no Palácio do Jaburu.

A PGR não enviou o áudio para a Polícia Federal, segundo a Folha apurou, porque considerava que essa era uma etapa posterior na investigação, depois de aberto o inquérito, e que eventuais dúvidas poderiam dirimidas ao longo da apuração.

Em nota enviada nesta sexta-feira (19), a PGR informou: “A Procuradoria-Geral da República informou que foi feita uma avaliação técnica da gravação e concluiu que o áudio revela uma conversa lógica e coerente.

A gravação anexada ao inquérito do STF é exatamente a entregue pelo colaborador e que sua autenticidade poderá ser verificada no processo”.

Policiais são proibidos de fazer greve, mas poderão acionar o Poder Judiciário para que seja feita mediação com o Poder Público, decide o STF…( O que é que os Sindicatos estão aguardando para pleitear a recomposição salarial ? ) 64

Policiais são proibidos de fazer greve, decide o STF

Flávia Teixeira Ortega, Advogado
Policiais so proibidos de fazer greve decide o STF

O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. É obrigatória a participação do Poder Público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos termos do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da categoria.

Nesse sentido: STF. Plenário. ARE 654432/GO, Rel. Orig. Min. Edson Fachin, red. P/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 5/4/2017 (repercussão geral) (Info 860).

Os servidores públicos possuem direito à greve?

SIM. Isso encontra-se previsto no art. 37, VII, da CF/88: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: VII – o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; Este inciso VII afirma que o direito de greve dos servidores públicos será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. Esta lei, até o presente momento, não foi editada.

Mesmo sem haver lei, os servidores públicos podem fazer greve? SIM. O STF decidiu que, mesmo sem ter sido ainda editada a lei de que trata o art. 37, VII, da CF/88, os servidores públicos podem fazer greve, devendo ser aplicadas as leis que regulamentam a greve para os trabalhadores da iniciativa privada (Lei nº 7.701/88 e Lei nº 7.783/89).

Nesse sentido: STF. Plenário. MI 708, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 25/10/2007.

Assim, duas conclusões podem ser expostas:

  1. Mesmo não havendo ainda lei tratando sobre o tema, os servidores podem fazer greve e isso não é considerado um ato ilícito;
  2. Enquanto não há norma regulamentando este direito, aplicam-se aos servidores públicos as leis que regem o direito de greve dos trabalhadores celetistas.

Caso os servidores públicos realizem greve, a Administração Pública deverá descontar da remuneração os dias em que eles ficaram sem trabalhar?

Regra: SIM. Em regra, a Administração Pública deve fazer o desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício do direito de greve pelos servidores públicos.

Exceção: não poderá ser feito o desconto se ficar demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público. STF. Plenário. RE 693456/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 27/10/2016 (repercussão geral) (Info 845).

A greve é um direito de todos os servidores públicos?

NÃO. Existem determinadas categorias para quem a greve é proibida.

Os policiais militares podem fazer greve?

NÃO. A CF/88 proíbe expressamente que os Policiais Militares, Bombeiros Militares e militares das Forças Armadas façam greve (art. 142, 3º, IV c/c art. 42, § 1º). O art. 142, § 3º, IV, da CF/88 não menciona os policiais civis. Em verdade, não existe nenhum dispositivo na Constituição que proíba expressamente os policiais civis de fazerem greve.

Diante disso, indaga-se: os policiais civis possuem direito de greve?

NÃO. Apesar de não haver uma proibição expressa na CF/88, o STF decidiu que os policiais civis não podem fazer greve. Aliás, o Supremo foi além e afirmou que nenhum servidor público que trabalhe diretamente na área da segurança pública pode fazer greve.

Veja a tese que foi fixada pelo STF:

O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. STF. Plenário. ARE 654432/GO, Rel. Orig. Min. Edson Fachin, red. P/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 5/4/2017 (repercussão geral) (Info 860).

Mediação

Apesar de os policiais não poderem exercer o direito de greve, é indispensável que essa categoria possa vocalizar (expressar) as suas reivindicações de alguma forma. Pensando nisso, o STF afirmou, como alternativa, que o sindicato dos policiais possa acionar o Poder Judiciário para que seja feita mediação com o Poder Público, nos termos do art. 165 do CPC:

Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.

Nesta mediação, os integrantes das carreiras policiais serão representados pelos respectivos órgãos classistas (ex: sindicatos, no caso de polícia civil, federal etc.; associações, no caso de polícia militar) e o Poder Público é obrigado a participar.

Sobre este tópico, o STF fixou a seguinte tese:

É obrigatória a participação do Poder Público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos termos do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da categoria. STF. Plenário. ARE 654432/GO, Rel. Orig. Min. Edson Fachin, red. P/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 5/4/2017 (repercussão geral) (Info 860).

Fonte: dizer o direito.

Advogada, formada em Direito pela Centro Universitário (FAG), na cidade de Cascavel – Paraná; inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Paraná – sob o n. 75.923; Pós-Graduada pela Faculdade Damásio, com título de especialista em Direito Penal (“Lato sensu”). Atua prestando serviços de assessoria e consultoria jurídica a pessoas físicas e jurídicas, nacionais e estrangeiras, dos mais variados setores de atividades; jurista no Jusbrasil e possui uma página no facebook (facebook.com/draflaviatortega).

Folha de São Paulo encomenda perícia feita a toque de caixa para inocentar Michel Temer 26

Áudio de Joesley entregue à Procuradoria tem cortes, diz perícia

Danilo Verpa – 13.fev.2017/Folhapress
SAO PAULO - SP - 13.02.2017 - Entrevista Joesley Batista, dono da JBS, durante entrevista a Folha na sede da empresa em Sao Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress, MERCADO) ***EXCLUSIVO***
Empresário Joesley Batista, dono da JBS, durante entrevista à Folha na sede da empresa em São Paulo

JOSÉ HENRIQUE MARIANTE
SECRETÁRIO-ASSISTENTE DE REDAÇÃO
MATHEUS MAGENTA
EDITOR DE CULTURA
DAIGO OLIVA
EDITOR-ADJUNTO DE IMAGEM

19/05/2017 21h53

Uma perícia contratada pela Folha concluiu que a gravação da conversa entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer sofreu mais de 50 edições.

O laudo foi feito por Ricardo Caires dos Santos, perito judicial pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Segundo ele, o áudio divulgado pela Procuradoria-Geral da República tem indícios claros de manipulação, mas “não dá para falar com que propósito”.

Afirma ainda que a gravação divulgada tem “vícios, processualmente falando”, o que a invalidaria como prova jurídica.

“É como um documento impresso que tem uma rasura ou uma parte adulterada. O conjunto pode até fazer sentido, mas ele facilmente seria rejeitado como prova”, disse Santos.

Segundo disse à Folha a Procuradoria, a gravação divulgada é “exatamente a entregue pelo colaborador e sua autenticidade poderá ser verificada no processo”.

“Foi feita uma avaliação técnica da gravação que concluiu que o áudio revela uma conversa lógica e coerente”, declarou a Procuradoria na noite desta sexta (19).

A gravação não passou pela Polícia Federal, que só entrou no caso no dia 10 de abril. O áudio, feito pelo empresário na noite de 7 de março, foi entregue diretamente à PGR e é anterior à fase das ações controladas.

Em um dos trechos editados, o empresário pergunta ao peemedebista sobre sua relação naquele momento com o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso pela Lava Jato. As duas respostas de Temer sofreram cortes.

O trecho na gravação divulgada permite o seguinte entendimento:

“Tá.. Ele veio [corte] tá esperando [corte] dar ouvido à defesa.. O Moro indeferiu 21 perguntas dele… que não tem nada a ver com a defesa dele”

“Era pra me trucar, eu não fiz nada [corte]… No Supremo Tribunal totalidade só um ou dois [corte]… aí, rapaz mas temos [corte] 11 ministros”

Em depoimento posterior à PGR, Joesley disse que nesse momento o presidente dizia ter influência sobre ministros do STF.

“Ele me fez um comentário curioso que foi o seguinte: ‘Eduardo quer que eu ajude ele no Supremo, poxa. Eu posso ajudar com um ou dois, com 11 não dá’. Também fiquei calado, ouvindo. Não sei como o presidente poderia ajudá-lo”, afirmou.

Em outro trecho cortado, o empresário, enquanto explica a Temer que “deu conta” de um juiz, um juiz substituto e um procurador da República, declara: “…eu consegui [corte] me ajude dentro da força-tarefa, que tá”.

No momento mais polêmico do diálogo, quando, segundo a PGR Temer dá anuência a uma mesada de Joesley a Cunha, a perícia não encontrou edições. O trecho, no entanto, apresenta dois momentos incompreensíveis, prejudicados por ruídos.

Em entrevista à Folha, outro perito, Ricardo Molina, que não fez uma análise formal do áudio, declarou que a gravação é de baixa qualidade técnica.

Para ele, uma perícia completa e precisa obrigaria a verificação também do equipamento com que foi feita a gravação.

“Percebem-se mais de 40 interrupções, mas não dá para saber o que as provoca. Pode ser um defeito do gravador, pode ser edição, não dá para saber.”

Para o perito judicial Ricardo Caires dos Santos, não há hipótese de defeito.

Procurada para comentar o assunto, a assessoria da JBS disse que a empresa não vai comentar.

Conforme revelou o Painel nesta sexta-feira (19), o Planalto decidiu enviar a peritos a gravação, desconfiando de edição da conversa.

Comprovada a existência de montagem, o governo vai reforçar a tese de que Temer foi vítima de uma “conspiração”.

Juíza debocha da prisão em flagrante de assassinas de investigador, nega prisão preventiva e ainda ordena apuração de conduta funcional do Delegado de Polícia 32

Justiça liberta mulheres envolvidas no assassinato de policial civil em São José

Mesmo com a confissão, de que doparam a vítima a mando do autor do homicídio, elas foram liberadas em uma audiência de custódia no dia seguinte ao crime. Justiça diz que não houve flagrante.


 

 

Alessandro Alvarenga foi morto em São José e corpo deixado em galpão (Foto: Divulgação/DIG)

Um dia após o crime, a Justiça libertou nesta sexta-feira (19) as duas mulheres que confessaram à polícia participação na morte do policial civil Alessandro Alvarenga, de 46 anos. Ele foi assassinado a tiros e o corpo foi encontrado morto com sinais de tortura em um galpão na madrugada desta quinta-feira (18) em São José dos Campos.

Logo após o homicídio, a Polícia Civil conseguiu chegar até as suspeitas, de 23 e 18 anos – uma delas mantinha relacionamento com o policial. Elas foram presas em flagrante, preventivamente, e em depoimento, contaram que foram contratadas por um homem para atrair o policial até um motel da cidade, onde ele foi vítima de uma emboscada.

No local elas diseram que doparam Alvarenga e acionaram o homem que o matou – elas receberiam dinheiro em troca da ação. O assassino está foragido.

Mesmo com a confissão, elas foram liberadas pela juíza Naiara Assis Barbosa durante audiência de custódia que aconteceu de manhã desta sexta-feira. A legislação prevê que antes de ser encaminhado a um presídio, o preso tenha direito a uma audiência de custódia, onde a Justiça avalia se é necessário manter a prisão.

O Tribunal de Justiça informou em nota que as mulheres foram soltas, por questões formais, na medida em que não se verificou, no caso concreto, uma situação de flagrante, pelos critérios previstos no Código de Processo Penal. “O Promotor de Justiça requereu o relaxamento do flagrante, por entender ausentes os seus requisitos”, disse..

A Polícia Civil também foi procurada, por meio do delegado Hugo Pereira, mas ele preferiu não comentar a decisão.

Crime

Segundo as mulheres, ela chamaram o policial a ir com as duas para o motel e lá o doparam com uma droga conhecida como ‘Boa noite Cinderela’. Depois esperaram o homem que, segundo a versão delas, matou o policial.

O corpo dele foi encontrado na madrugada desta quinta e as duas mulheres presas contaram que ele foi torturado – ele tinha sinais de agressão por todo corpo e levou uma marretada na cabeça. A morte, segundo a perícia, foi causada por tiros na cabeça. O corpo foi levado depois do crime no morel para o galpão no Parque Industrial.

De acordo com a Polícia Civil, o autor já foi identificado. Ele seria amigo da vítima e teria pedido R$ 18 mil emprestado para a compra de um caminhão. O acordo era que ele devolvesse o dinheiro, o que não aconteceu. Em depoimento, as mulheres contaram que o policial estaria cobrando a dívida e essa teria sido a motivação para o crime.

A polícia faz buscas pelo autor, que teria sido visto pela última vez na rodoviária de Jacareí.

A vítima trabalhava no 50 º Distrito Policial em São Paulo como investigador, mas estava afastado das funções. Ele era divorciado e pai de três filhos.

Aécio Neves foi flagrado tomando dois milhões da Friboi que foram depositados na conta do senador dono do helicóptero da cocaína 73

Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

 

Grampo revela que Aécio pediu R$ 2 milhões a dono da JBS

Gravação foi entregue por Joesley Batista à PGR. Entrega de dinheiro a primo do senador foi filmada

POR LAURO JARDIM / GUILHERME AMADO

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) – Valter Campanato/Agência Brasil

Joesley Batista entregou à PGR uma gravação que piora de forma descomunal a tempestade que já cai sobre a cabeça de Aécio Neves. No áudio, o presidente do PSDB surge pedindo nada menos que R$ 2 milhões ao empresário, sob a justificativa de que precisava da quantia para pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato.

O diálogo gravado durou cerca de 30 minutos. Aécio e Joesley se encontraram no dia 24 de março no Hotel Unique, em São Paulo. Quando Aécio citou o nome de Alberto Toron, como o criminalista que o defenderia, não pegou o dono da JBS de surpresa. A menção ao advogado já havia sido feita pela irmã e braço-direito do senador, Andréa Neves. Foi ela a responsável pela primeira abordagem ao empresário, por telefone e via WhatsApp (as trocas de mensagens estão com os procuradores). As investigações, contudo, mostrariam para a PGR que esse não era o verdadeiro objetivo de Aécio.

O estranho pedido de ajuda foi aceito. O empresário quis saber, então, quem seria o responsável por pegar as malas. Deu-se, então, o seguinte diálogo, chocante pela desfaçatez com que Aécio trata o tema:

— Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança — propôs Joesley.

— Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho — respondeu Aécio.

O presidente do PSDB indicou um primo, Frederico Pacheco de Medeiros, para receber o dinheiro. Fred, como é conhecido, foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014. Tocava a área de logística.

Quem levou o dinheiro a Fred foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, um dos sete delatores. Foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma. A PF filmou uma delas.

No material que chegou às mãos de Fachin na semana passada, a PGR diz ter elementos para afirmar que o dinheiro não foi repassado a advogado algum. As filmagens da PF mostram que, após receber o dinheiro, Fred repassou, ainda em São Paulo, as malas para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG).

Mendherson levou de carro a propina para Belo Horizonte. Fez três viagens — sempre seguido pela PF. As investigações revelaram que o dinheiro não era para advogado algum. O assessor negociou para que os recursos fosse parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella.

Não há, portanto, nenhuma indicação de que o dinheiro tenha ido para Toron.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/grampo-revela-que-aecio-pediu-2-milhoes-dono-da-jbs-21353924#ixzz4hNa42hE4
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“Michê” Temer é chefe de organização criminosa e deverá ser preso sem delongas…ELEIÇÕES JÁ! 61

Dono da JBS gravou e revelou  conversa com o “presidente” tratando de assuntos pouco republicanos: PROPINAS!

 

Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio de Cunha

Joesley Batista e o seu irmão Wesley confirmaram a Fachin o que falaram a PGR

POR LAURO JARDIM

Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio Cunha – Ailton de Freitas / Agência O Globo

RIO — Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no STF e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.

É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato: Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”.

Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

Pela primeira vez na Lava-Jato foram feitas “ações controladas”, num total de sete. Ou seja, um meio de obtenção de prova em flagrante, mas em que a ação da polícia é adiada para o momento mais oportuno para a investigação. Significa que os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril.

Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delator.

A velocidade supersônica para que a PGR tenha topado a delação tem uma explicação cristalina. O que a turma da JBS (Joesley sobretudo) tinha nas mãos era algo nunca visto pelos procuradores: conversas comprometedoras gravadas pelo próprio Joesley com Temer e Aécio — além de todo um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos. Em duas oportunidades em março, o dono da JBS conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido — arma que já se revelara certeira sob o bolso do paletó de Sérgio Machado, delator que inaugurou a leva de áudios comprometedores. Ressalte-se que essas conversas, delicadas em qualquer época, ocorreram no período mais agudo da Lava-Jato. Nem que fosse por medo, é de se perguntar: como alguém ainda tinha coragem de tratar desses assuntos de forma tão descarada?

Para que as conversas não vazassem, a PGR adotou um procedimento inusual. Joesley, por exemplo, entrava na garagem da sede da procuradoria dirigindo o próprio carro e subia para a sala de depoimentos sem ser identificado. Assim como os outros delatores.

Ao mesmo tempo em que delatava no Brasil, a JBS mandatou o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe para tentar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). Fechá-lo é fundamental para o futuro do grupo dos irmãos Batista. A JBS tem 56 fábricas nos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e o de bovinos. Precisa também fazer um IPO (abertura de capital) da JBS Foods na Bolsa de Nova York.

Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos. Essa conta pode aumentar quando (e se) a leniência com o DoJ for assinada. (Colaborou Guilherme Amado)

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TOGAS DE OURO 6

TOGAS DE OURO

Supersalários e desigualdade de gênero entre os magistrados paulistas

POR SÉRGIO SPAGNUOLO
 
GRÁFICO: SÉRGIO SPAGNUOLO_VOLT DATA LAB

Em 2016, os 2 591 juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo ganharam, em média, 42 mil reais líquidos por mês. Ainda que o teto salarial da magistratura paulista fosse de 30,4 mil reais, muitos deles conseguiram ultrapassar o limite legal de vencimentos porque somaram vantagens extras – como subsídios, indenizações e gratificações –, que não entram na conta.

A maior bolada mensal foi recebida pelo desembargador José Carlos Gonçalves Xavier de Aquino. Apenas em novembro, ele embolsou 130 mil reais.

A desigualdade salarial entre gêneros também é visível na Corte que, até hoje, jamais foi presidida por uma mulher. Juízes homens ganham em média 44 mil reais por mês – 13,5% a mais do que as mulheres (38 mil reais mensais). No caso de desembargadores, a diferença é maior: homens faturaram 55 mil reais por mês, 16,5% a mais do que as mulheres, que ganham em média 46 mil reais.

Dez anos da “Crônica do 1530”, publicada no Fórum da ADPESP…( Ao menos os vencimentos dos delegados são um pouco melhores do que em 2007; as prerrogativas funcionais, também ) 25

Originalmente  publicada no site da ADPESP no dia 17 de maio de 2007 ,  esta manifestação  resultou primeiramente na minha remoção compulsória pelo “nosso próprio bem” de Santos para Hortolândia e, depois , um verdadeiro inferno funcional até a nossa demissão em maio de 2011. Só agora , passados 10 anos , me livrei de todos os processos administrativos e criminais em nosso desfavor desde então. Para quem ainda não sabe: 1530 dizia respeito às quinzenas de cada dia 15 e 30 do mês ( o pixuleco policial). O Flit embora criado no dia 26 de março daquele ano – pois já se vislumbrava o fim do canal de conversação  criado na ADPESP – se tornou visível ao público apenas no dia 21 de maio; como resposta ao nosso afastamento do 7º DP , as intimidações  e, também,  da notícia da remoção compulsória para “plagas menos inóspitas “. O resto é história!

CRÔNICA DO 1530

por robertocguerra em 17/05/2007 às 17:52

Não é amor pela cadeira, muito menos pela carreira…

É amor pelos 1530 limpinhos que os respectivos chefes de investigadores providenciam religiosamente.

Não fosse isso a maioria já estaria encostada em suas confortáveis poltronas residenciais, em vez de incrustada nas titularidades em geral.

Se bem que, policialmente falando, a maior parte sempre foi do encosto… Encosto no sofá…No balcão…Nos subalternos…Nas bolas dos superiores…

E um encosto na vida dos colegas sérios e competentes, os quais deixam para trás rapidinho.

Pois quem trabalha não tem tempo para roubar e fazer politicalha.

Gostaria de lembrar o nome de um colega que por volta de 1998, distribuiu um manifesto acerca da venda da Carreira, em face das promoções imerecidas, alertando para os efeitos deletérios em curto prazo. ( na verdade promoções vendidas )

Quem lembrar e buscar cópia favor publicar… eu não encontro o documento.

Sempre assim… quando quero não acho; só não procuro dinheiro já que não tenho guardado em lugar algum…risos.

O amor a cadeira é tanto que a Seccional de Santos se acha esculhambada; todos aqui se dizem afilhados do Coronel Erasmo Dias ou de familiares do Mário Covas; além de familiares de deputado recentemente eleito. ( Nem mencionei o nome, mas era o atual prefeito de Santos Paulo Barbosa ( PSDB ) , genro do então delegado seccional Elpídio Laércio Ferrarezzi, demitido pelo Geraldo Alckmin em 2014, quando da solicitação de sobrestamento do PAD  )  

Então fazem aquilo que bem entendem: titular do Guarujá acumula o município com o Curso Superior de Polícia… nesse ínterim seu tira favorito bêbado – que foi, por pouco tempo, nosso encarregado em CIRETRAN – mata carcereiro.

Pouco antes o titular vindo da Academia estava despachando em botequim na companhia do “chefe de confiança”.

E falo do Dr. Spagna Laporte sem nenhum rancor pessoal.

Está acumulando o Curso para classe especial e a sede do Guarujá com o consentimento de outrem… como sou um sujeitinho pérfido… vislumbro, também, o acúmulo de dinheiro.  ( Na verdade, meu próprio Titular nos revelou um acertamento relativo à divisão de propinas )

O Guarujá “é boca rica”.

Aqui nada é de graça; é a regra… às exceções, desde já, o meu perdão.

Ou será que o Curso Superior de Polícia foi tão avacalhado que não há necessidade de dedicação exclusiva por cerca de oito meses?

O meu perdão aos cegos, inclusive.

Em Cubatão o Titular do Município acumula a CIRETRAN… coisa impensável e abominável anos atrás. ( Ciretran , legalmente é de classe inferior à classe do município ; assim não seria admissível um delegado de 1a. classe ocupar cumulativamente uma delegacia de 2a. )

Mas implementada sob a batuta do Dr. Tanganelli…autoridade muito rigorosa: com os “zezinhos” como eu. ( Todas as Ciretrans foram negociadas, mesmo as pequenas )

Deve ter quase dois metros ( força de expressão ) , mas não me chamou para dizer na minha cara “que eu chefiava uma quadrilha”. ( Segundo nos foi dito  pelo delegado Pedro dos Anjos quando de nossa remoção de Cubatão para Santos eu – segundo o Tanganelli – seria chefe de uma quadrilha no 2º DP daquela cidade; sem esquecer que depois de eu providenciar o fechamento de um Bingo intrujaram drogas na delegacia  fazendo-se uma denuncia anônima para o Diretor. Uns dias antes eu havia encontrado outro pacote sob o beiral da janela do meu banheiro privativo…Quem seria o Zorro ? )

Quadrilha esse Senhor trouxe e deixou por cá; e depois, ainda, levou gente boa para o Denarc ( o tempo mostrou que alguns não eram lá tão gente boa; até um delegado filho de ex-DGP foi demitido na forma qualificada  ) …levando ( de volta ) parcela do seu lixo também.

Gente séria… muito profissional “em merchandising”. ( muita média para pouco resultado e muita arrecadação )

E, especialmente, na concussão via GERCO ( resultante na demissão de vários policiais vindos do DENARC para Santos )

Dirão: despeitado filho de uma puta e cagüeta…

Se fosse, ainda sim, seria natural da minha parte.

Pois se é para roubar: a todos a parte que lhes é devida.

As minhas razões não importam, interessam os fatos.

Não querem greve   e muito menos “o chio”.( o nosso grupo de delegados deu início às discussões que resultaram no movimento grevista de 2008 )

E, menos ainda, que se desmontem os grandes esquemas de corrupção.

Por isso  acabaram com o Fórum ( espaço da ADPESP reservado a debate entre Delegados )  mentindo desavergonhadamente.

E velho mentiroso e sem vergonha é o fim da picada…digo velhos….A palavra idoso emprego para gente respeitável. ( A velhacaria da ADPESP ficou na bronca; mentiram sobre os motivos do encerramento do Fórum  )

E Santos é sede de Departamento… presumindo-se seguir o uso e costume da DGP, posto a legislação não seja obedecida.

Assim, posso acreditar não ser diferente noutros Departamentos.

O Senhor Governador deveria conhecer a Polícia, ou então deixar o seu suposto projeto de chegar a Presidência para outra encarnação.

E como há diletantes nesta Carreira…

Trabalhando por amor….

Por espírito público….Gente rica….Empresários bem sucedidos….Herdeiros….herdeiros de Delegados.

Mas qual o tipo de Delegado que deixa fortuna para os filhos?

Podem me fornecer a receita?

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Com o passar dos anos acabei descobrindo que os que mais me prejudicaram não foram os homens maus , foram os supostos honestos ( os corregedores ) que se diziam atingidos pelas minhas revelações, posto terem sido jogados na vala comum .

Expressamente afirmaram que eu deveria ter pensado neles ( os bons ) antes de dar publicidade a certas práticas internas.  Conversa!

Não sem motivo se diz que o inferno está lotado de gente boa, né ?

Japoneis Kagonemim , bonzinho e blavo , no ?

Sakana i mentiloso , né ?

Galantido plomoçom  ?