João Doria inaugura em São Bernardo do Campo o primeiro Centro de Operações Integradas da Polícia Civil e Polícia Militar – COI 76

Governo inaugura Centro de Operações Integradas de São Bernardo do Campo

Espaço abrigará unidades das Polícias Civil e Militar, além da Guarda Civil Metropolitana

 Do Portal do Governo

resumo em 3 tópicos

  • Unidade é a primeira do Estado de SP a integrar serviços das Polícias Civil e Militar
  • Foram investidos R$ 2 milhões no projeto, que incluiu a reforma, aquisição de materiais e contratação de funcionários
  • Local funcionará 24 horas e proporcionará mais agilidade no atendimento ao cidadão

O Governador João Doria inaugurou na última  terça-feira (15) o Centro de Operações Integradas (COI) de São Bernardo do Campo. A unidade abrigará o 6° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), a primeira Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic), a Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso (DPPI) e a Guarda Civil Metropolitana (GCM).

“Esta é a primeira unidade completa do Estado de São Paulo. Polícia Civil e Polícia Militar juntas e atuando como deve ser. Poucos passos entre a inteligência das polícias. A ação integrada vai permitir uma ação mais eficiente e rápida da polícia”, disse Doria. O COI está localizado na Rua Redenção, 271, no Jardim do Mar.

Ao todo, foram investidos R$ 2 milhões para a viabilização do projeto, que incluiu a reforma do espaço, a aquisição de materiais e a contratação de funcionários. Parte dos recursos foi viabilizada pela iniciativa privada (R$ 1 milhão pela concessionária Ecovias) e o restante pelo município.

“Criamos um espaço excepcional para as operações integradas e racionalização esforços. É vamos proporcionar, cada vez mais e melhor, a proteção da população e do patrimônio, dos sonhos e das esperanças das pessoas”, afirmou o Secretário da Segurança Pública, General João Camilo Pires de Campos.

A estrutura, que tem 1,9 mil metros quadrados, funcionará 24 horas, integrando ações de segurança de todos os órgãos e proporcionando mais agilidade na proteção ao cidadão.

Baep

O prédio será a sede do 6º Baep, inaugurado em abril deste ano para combater o crime de maneira mais ostensiva em toda a região do ABC Paulista. Atuando de forma semelhante aos padrões do policiamento de Choque, a unidade conta com de 286 PMs com apoio de 38 viaturas. Atualmente, existem nove Baeps em funcionamento no Estado.

Além de São Bernardo, os Baeps estão instalados em Campinas, Santos, São José dos Campos, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Barueri e zonas leste e central da Capital. Os nove batalhões, de janeiro a agosto deste ano, detiveram 3,6 mil pessoas, além de apreender 421 armas e 4,3 toneladas de drogas.

Deic

A região do ABC Paulista será a primeira a receber uma sede regional da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic). A unidade vai integrar as ações da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), do setor Homicídios e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) da cidade, que passará a se chamar Grupo de Operações Especiais (GOE).

A especializada será subordinada à Delegacia Seccional do município e contará com um efetivo de 75 policiais civis, sendo quatro delegados, quatro escrivães, 49 investigadores, 14 agentes policiais, três carcereiros e um agente de telecomunicações. A delegacia também terá uma frota de 44 viaturas para apoiar os trabalhos.

Com a criação da unidade, será possível otimizar o efetivo e realizar operações conjuntas, em especial com o Baep, beneficiando moradores de toda região.

Delegacia do Idoso

No COI também funcionará o DPPI de São Bernardo do Campo. Além da economia – a especializada funcionava em um prédio alugado -, a mudança traz maior comodidade aos idosos, pois o novo endereço é mais próximo de um Centro de Referência do Idoso (CRI) – projeto municipal de assistência que dispõe de serviço social e atividades recreativas voltadas a este público – e também de terminais de ônibus e Poupatempo.

Na unidade são atendidos, preferencialmente, crimes com vítimas com idades igual ou superior a 60 anos, de acordo com o previsto no Estatuto do Idoso e no Código Penal e Lei de Contravenções Penais – nos últimos dois casos, quando houver violência contra o idoso.

A criação de uma delegacia especializada voltada ao atendimento da pessoa idosa se deve pelo fato deste público necessitar de um acolhimento diferenciado e estruturado. As equipes policiais que atuam em DPPIs são especialmente selecionadas com base no perfil do público a ser atendido, com o objetivo de humanizar o atendimento.

Decreto ignora entendimento do STF e dá à PRF poder de abrir inquérito 2

AUTORIDADE POLICIAL

Por Rafa Santos  

CONJUR

Decreto autoriza agentes da PRF a lavrar termos circunstanciados de ocorrência
Divulgação/PRF

O presidente Jair Bolsonaro assinou no último dia 18 o decreto 10.073/2019 que define as competências da Polícia Rodoviária Federal, entre elas a de lavrar termos circunstanciados de ocorrência (TCO).

A alteração atende ao posicionamento do Ministério da Justiça, que aprovou um parecer para autorizar a Polícia Rodoviária Federal a assinar uma competência que cabia apenas a delegados da Polícia Federal e da Polícia Civil, que avaliavam a necessidade da abertura de inquérito.

A medida contraria decisão do Supremo Tribunal Federal, que julgou inconstitucional no último dia 15 de março a lavratura de TCO por agentes fardados.

Na ocasião, o STF julgou pedido feito em 2012 pela Associação dos Delegados da Amazonas (Adebol/AM) de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) sobre a lavratura de termos circunstanciados de ocorrência pela polícia ostensiva em torno da Lei 9.099/95.

A norma foi substituída pela Lei 13.603/18, que passou a adotar a simplicidade como princípio perante o Juizado Especial Criminal.

Diz o artigo 62: “O processo perante o Juizado Especial orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, objetivando, sempre que possível, a reparação dos danos sofridos pela vítima e a aplicação de pena não privativa de liberdade”.

A discussão em torno do tema tem sido objeto de debate no Supremo desde o ano passado. Mas, conforme o entendimento do STF, o TCO só pode ser lavrado pela polícia judiciária, sob pena de usurpação das polícias ostensivas.

Com a entrada em vigor do decreto, além de delegados da PF ou da Civil, os agentes da Polícia Rodoviária Federal poderão lavrar TCOs e o submeterem direto a juízes. A discussão tem tudo para ter novos capítulos.

Clique aqui para ler o decreto
Clique aqui para ler parecer do Ministério da Justiça
Clique aqui para ler o acórdão do STF

MP e PM deflagram Operação Trevo da Sorte contra jogos ilícitos em São Paulo 5

 ESTADÃO

Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo e a Polícia Militar (PM) deflagraram nesta terça-feira, 22, a Operação Trevo da Sorte para investigar uma das maiores organizações criminosas que explora jogos ilícitos na capital paulista. A ação, que também apura a lavagem de milhões de reais, cumpre 14 mandados de prisão temporária contra integrantes do grupo.

A operação também realiza 101 buscas em endereços das cidades de São Paulo, Santo André e Guarulhos. Dos mandados de busca e apreensão, 32 são cumpridos nas residências e escritórios de membros da quadrilha e 69 em casas de exploração de jogos.

A Justiça determinou ainda a imediata destruição de todo o maquinário e equipamentos das casas de jogos, além da interdição dos imóveis usados pela organização criminosa.

A ‘Trevo da Sorte’ mobiliza 12 Promotores de Justiça, 33 servidores do Ministério Público de São Paulo, 807 policiais militares, 291 viaturas e sete cães do Canil da PM. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a investigação teve início após a deflagração da Operação Jericó, em 2017, e da celebração de um acordo colaboração premiada.

A apuração indicou que o grupo seria proprietário de dezenas de casas de jogo, que, segundo a Promotoria, se sustentam “em razão da corrupção sistêmica de agentes públicos, entre servidores municipais e policiais”.

Livro sobre escola e formação policial será lançado em Brasília Resposta

TEORIA E PRÁTICA

Livro sobre escola e formação policial será lançado em Brasília

Será lançado no dia 30 deste mês o livro “Educação Policial, Escola e Formação profissional: Entre a Teoria e a Prática”, de Luiz Carlos Magalhães. A obra tem como objetivo apresentar aspectos sobre a Educação Policial com um olhar da Ciência da Educação e da Gestão Escolar.

O livro aborda modelos organizacionais de educação, concepções de formação e correntes pedagógicas, modelos de formação policial no Brasil e no mundo, além de apresentar aspectos específicos do 4º Curso de Formação de Praças (CPF4), da Polícia Militar do Distrito Federal.

Lançamento
“Educação Policial, Escola e Formação profissional: Entre a Teoria e a Prática”
Data: 30 de outubro
Horário: 19h
Local: Restaurante Carpem Diem, Asa Sul, Brasília

Fonte: https://www.conjur.com.br/2019-out-21/livro-escola-formacao-policial-lancado-brasilia

Povo revoltado incendeia Chile…Uns dizem que a culpa é do Foro de São Paulo; outros que é do Paulo Guedes 21

 

 

Chile, manifestaçõesO presidente em vez de propor saídas para a miséria da população , propõe que as pessoas não saiam às ruas…

Esquece que milhões vivem nas ruas. 

O modelo neoliberal lá implantado aniquilou com a educação ,  saúde pública  e previdência social.

O Chile foi vítima do modelo fracassado de capitalização na previdência defendido pelo Ministro Paulo Guedes ; que lá produziu legiões de idosos sem renda, os quais foram literalmente jogados na sarjeta.  

Apenas mentes doentias – alienadas do mundo real – podem propor o sistema de capitalização para os pobres e seguridade social integral para militares e policiais bem remunerados. 

Suspeito de corrupção, Netanyahu abandona o governo em Israel Resposta

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JERUSALÉM – O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, renunciou, nesta segunda-feira, 21, à tarefa de formar um novo governo. O presidente Reuven Rivlin informou que encarregará o opositor, o general Benny Gantz, da missão.

Netanyahu anunciou “para o chefe de Estado que renunciava a formar governo”, e este manifestou sua “intenção de transferir o mandato (…) o quanto antes (…) para o deputado Benny Gantz”.

 

https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,netanyahu-sai-do-cargo-de-primeiro-ministro-e-desiste-de-formar-governo-em-israel,70003058372

 

Tiroteio entre policiais de SP e MG em Juiz de Fora completa um ano; processo está na fase final 14

Por Caroline Delgado, G1 Zona da Mata

 


Policiais civis se envolveram em tiroteio em hospital em Juiz de Fora — Foto: Reprodução/TV IntegraçãoPoliciais civis se envolveram em tiroteio em hospital em Juiz de Fora — Foto: Reprodução/TV Integração

Policiais civis se envolveram em tiroteio em hospital em Juiz de Fora — Foto: Reprodução/TV Integração

tiroteio entre policiais civis de São Paulo e Minas Gerais em Juiz de Fora completa um ano neste sábado (19). O G1 acompanhou todo o andamento do processo que, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), está em fase final e aguarda que seja proferida a sentença. O caso segue em segredo de Justiça.

G1 apurou que até nesta sexta-feira (18), a ação está em fase final de alegação – onde são apresentados os argumentos finais de ambas as partes, por meio de debate ou apresentação de memoriais – para que depois seja proferida a sentença.

Ainda conforme o órgão, as quatro audiências de instrução foram realizadas em julho, agosto e setembro. (veja abaixo os detalhes sobre as sessões)

Audiências

Na primeira sessão, em 11 de julho, foram ouvidas várias testemunhas. Conforme informações apuradas pela TV Integração no dia da audiência, 14 das 30 testemunhas foram ouvidas entre 14h e 22h.

As outras duas sessões ocorreram em agosto. No dia 2, o G1 mostrou que apenas uma nova testemunha foi ouvida.

No dia 23 de agosto, prestaram depoimento os policiais Leonardo Soares Siqueira, Marcelo Martolla de Resende e Rafael Ramos dos Santos, além de Antônio Vilela, apontado como o proprietário do dinheiro falso, que responderá pelo crime de estelionato tentado.

Já no dia 6 de setembro, Nivaldo Fialho da Cunha, motorista do empresário Antônio Vilela, foi ouvido pela Justiça. Nivaldo estava foragido desde novembro do ano passado, quando teve a prisão preventiva decretada. Ele foi preso na cidade de Cataguases no dia 22 de agosto.

Denúncia

Em dezembro do ano passado, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou os três policiais mineiros pelos crimes de latrocínio – roubo seguido de morte, organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude processual.

Policiais mineiros envolvidos em tiroteio em Juiz de Fora devem ser ouvidos em audiência  — Foto: Reprodução/TV IntegraçãoPoliciais mineiros envolvidos em tiroteio em Juiz de Fora devem ser ouvidos em audiência  — Foto: Reprodução/TV Integração

Policiais mineiros envolvidos em tiroteio em Juiz de Fora devem ser ouvidos em audiência — Foto: Reprodução/TV Integração

Outro envolvido na ação, um empresário de 66 anos, segue preso em Juiz de Fora.

O que se sabe sobre o tiroteio

O que ocorreu?

Por volta das 16h de 19 de outubro, um tiroteio no estacionamento de um prédio anexo do Hospital Monte Sinai mobilizou as polícias Militar (PM) e Civil de Juiz de Fora. A informação inicial era de que a ocorrência envolvia policiais civis de São Paulo e de Minas Gerais.

policial de Juiz de Fora, Rodrigo Francisco, morreu no local e os empresários da cidade e de São Paulo foram atendidos na unidade hospitalar. O mineiro teve alta e dono da empresa de segurança de SP morreu no dia 25 de outubro.

A investigação mostrou que empresários de SP e um doleiro de MG também estavam envolvidos na ocorrência. Os tiros começaram por causa de um “desacerto” por causa de R$ 14 milhões em notas falsas que o doleiro levava.

Tiroteio entre policiais civis de Minas e São Paulo deixou dois mortos em Juiz de Fora  — Foto: Reprodução/TV Globo; Polícia Civil/DivulgaçãoTiroteio entre policiais civis de Minas e São Paulo deixou dois mortos em Juiz de Fora  — Foto: Reprodução/TV Globo; Polícia Civil/Divulgação

Tiroteio entre policiais civis de Minas e São Paulo deixou dois mortos em Juiz de Fora — Foto: Reprodução/TV Globo; Polícia Civil/Divulgação

Quem são os envolvidos?

Nove policiais e dois empresários de São Paulo. Cinco policiais, um empresário, um advogado, um motorista, um comparsa e outra pessoa ainda não identificada de Minas Gerais.

Quem foi preso?

Quatro policiais civis de São Paulo – os investigadores Caio Augusto Freitas Ferreira de Lira e Jorge Alexandre Barbosa de Miranda e os delegados Bruno Martins Magalhães Alves e Rodrigo Castro Salgado da Costa – tiveram a prisão ratificada por lavagem de dinheiro. Eles foram soltos após um habeas corpus concedido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca.

Três policiais civis mineiros – Leonardo Soares Siqueira, Marcelo Martolla de Resende e Rafael Ramos dos Santos. Eles foram transferidos para a Casa de Custódia, em Belo Horizonte.

Antônio Vilela, apontado como o proprietário do dinheiro falso, responderá pelo estelionato tentado. Ele retornou para o Ceresp de Juiz de Fora, transferido de um presídio em Ribeirão das Neves (MG).

Nivaldo Fialho da Cunha, de 53 anos, motorista do empresário Antônio Vilela no dia do crime.

Policiais civis se envolveram em tiroteio em hospital em Juiz de Fora  — Foto: G1/G1Policiais civis se envolveram em tiroteio em hospital em Juiz de Fora  — Foto: G1/G1

Policiais civis se envolveram em tiroteio em hospital em Juiz de Fora — Foto: G1/G1

Após reportagem da Ponte, Corregedoria investiga vazamento de dados de PMs 11

PONTE JORNALISMO

18/10/19 por Arthur Stabile

Reportagem revelou acesso de traficantes a informações pessoais de policiais e localização em tempo real das viaturas

Corregedor da PM, coronel Marcelino Fernandes define o caso como uma ‘porta aberta’ e não hackeamento do sistema da PM | Foto: Mariana Ferrari/Ponte Jornalismo

A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo abriu investigação para apurar o vazamento de informações do Copom Online, sistema de dados em tempo real da corporação. Reportagem da Ponte denunciou nesta sexta-feira (18/10) que traficantes teriam tido acesso ao sistema, conforme denúncia de PMs que mostram em vídeo o celular de um suspeito com login para a ferramenta.

Em vídeo, um PM mostra o celular de um homem com as informações pessoas de outros policiais e o posicionamento exato em que estão no patrulhamento. “Só para complementar aí, você, polícia, que acha que tá seguro, os ‘malas’ [gíria policial para se referir a suspeitos] tá vendo aí todas as nossas informações online, mostrando polícia, viatura e equipe”, fala o policial que identificou o vazamento das informações.

De acordo com o coronel Marcelino Fernandes, corregedor da PM paulista, um cabo foi identificado como dono do acesso utilizado pelo rapaz cujo celular foi vistoriado, sem autorização judicial, pelos policiais. Até o momento, ele figura como averiguado no inquérito aberto por garantir não ter repassado o acesso para outras pessoas. A apuração durará 40 dias.

O rapaz detido com o celular explicou à Polícia Civil que obteve o acesso em uma conversa com um policial pelo chat do videogame PlayStation 4. Nela, ele explica que o PM ofereceu o login e senha por R$ 4 mil e era para o jovem conseguir um comprador, conforme informado por Fernandes.

Na Corregedoria, constatou-se que o policial identificado como dono do login ocupa a patente de cabo, cujo acesso possível no sistema Copom Online é de grau 2 em uma escala que vai até a 5. O último estágio é acessado pela mais alta patente, como o próprio corregedor da PM, para averiguar irregularidades que podem ser cometidas pelos policiais. Apesar de ter acesso grau 2 pelo seu cargo, o acesso do PM encontrado no celular do suspeito era de nível 4, disponível apenas para oficiais superiores.

“Existem três possibilidades: o policial pode ser vítima de um aplicativo malicioso que a pessoa manda para o seu celular e rouba a sua senha; a segunda é que outro PM pode ter pego senha desse policial identificado na máquina dele e vendido, e a terceira, desse policial estar, de fato, envolvido”, explica Marcelino em conversa com a Ponte.

O caso está sendo investigado tanto pela Corregedoria da PM quanto pela 4ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Fraudes Patrimoniais por Meios Eletrônicos, do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Haverá perícia do vídeo-game PS4 e celular do rapaz.

Marcelino explica que o sistema Copom Online serve para o policial militar de São Paulo acessar sua escala de serviço, o holerite e e-mail, além de fazer serviços conectado ao tablet da viatura, como consultar placa de veículos suspeitos. Para superiores, os dados servem para localizar onde as viaturas devem ir e se os policiais estão, ou não, no local definido para trabalho, seja patrulhamento rotineiro ou dentro de um atendimento de ocorrência.

“A senha foi cancelada imediatamente. Consegue saber com a perícia quantas vezes foi logado, quem logou, quando logou, em qual máquina. Temos uma investigação cibernética para fazer, além da extração de dados dos aparelhos”, aponta. “É uma fiscalização se os PMs estão cumprindo o itinerário de policiamento. Imagina isso do outro lado: diante de informações, o marginal pode ver que área está com menos policiamento. Onde o policial trabalha, qual dia do seu turno… É importante para segurança do policiamento. Por isso se tornou um ilícito preocupante de sigilo profissional”, descreve.

O corregedor cita que há um caso anterior a esse de acesso irregular ao Copom Online constatado pela PM: em 2017, quando um policial participava de roubo a carga e era o encarregado na quadrilha de informar a posição exata da polícia. “Não existe sistema inviolável, mas mostra que não foi violado: a porta que foi aberta. É que nem se você passar a senha do banco para outra pessoa”, exemplifica o coronel.

Print de um dos vídeos feitos pelos PMs que mostra dados confidenciais da PM no celular de um suspeito | Foto: Reprodução

O exemplo dado pelo corregedor é o mesmo do secretário adjunto Coronel Camilo, que faz o intermédio do comando da PM, cargo ocupado pelo coronel Marcelo Vieira Salles, com o secretario da segurança pública, coronel João Camilo Pires de Campos. “Foi a utilização indevida de uma senha, um rapaz apresentou um celular com uma senha. Todos os policiais podem acessar, o policial já foi identificado, levado à Corregedoria e está sendo aberto inquérito para ver porque houve vazamento da senha”, diz Camilo, em entrevista para a Rádio CBN.

Segundo o secretário adjunto, “não houve vazamento em nenhum dos sistemas da Polícia Militar, o que houve foi a utilização indevida de uma senha de um policia”. “As senhas são fornecidas para os policiais acessarem os sistemas inteligentes da polícia, isso é natural. Em algum momento esse policial, agora está sendo apurado, como que deixou que a senha dele chegasse ao rapaz”, sustenta o secretário.

A reportagem procurou a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), mas até o momento não obteve um posicionamento oficial. A Ponte enviou as seguintes perguntas para a SSP:

Há alguma investigação interna ou externa sobre o ocorrido?
O PM que teria vendido essas informações sofrerá alguma sanção?
É possível garantir a segurança dos PMs?
Mesmo com a vulnerabilidade diante das informações expostas, como garantir a segurança das informações daqui para frente?

Após reportagem da Ponte, Corregedoria investiga vazamento de dados de PMs

Quem mandou fazer campanha por um vagabundo…Bem feito, delegado Waldir! 61

A crise dentro do PSL parece ter chegado ao seu ponto alto. Um dos mais fiéis aliados do presidente da República, deputado Delegado Waldir, líder do partido na Câmara, se rebelou e promete derrubar Jair Bolsonaro do cargo, caso continue a perseguição a membros do partido que estão ao lado do presidente da sigla, Luciano Bivar.

Em um áudio publicado pelo portal R7, Waldir chama Bolsonaro de “vagabundo” e ameaça implodir o governo. “Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Não tem conversa. Eu implodo ele. Eu sou o cara mais fiel. Acabou, cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo. Eu andei no sol em 246 cidades para defender o nome desse vagabundo”, afirma o parlamentar no áudio.


 

Bolsonaro está cavando a própria cova…

Que morra logo, antes que tome o Brasil de assalto ! 

 

 

“Doente preso a cadeira de rodas” , ainda assim praticando nefasto golpismo e terrorismo virtual…Triste fim desse falso patriota que quer a nossa Democracia em estado degenerativo e na cadeira de rodas como ele ! 17

CRISE INSTITUCIONAL

Villas Bôas volta a intimidar STF antes de sessão sobre 2ª instância

Por Rafa Santos

Essa é a segunda vez que general se manifesta em tom ameaçador antes de um julgamento do Supremo Tribunal Federal
Reprodução/Twitter

O ex-comandante do Exército Brasileiro e atual assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional Eduardo Villas Bôas escreveu mensagem que pode ser facilmente interpretada como intimidação ao Supremo Tribunal Federal.

Na véspera em que a Corte julga os ADCs 43, 44 e 54 que questionam a execução de pena após condenação em segunda instância, o militar da reserva afirmou que “é preciso manter a energia que nos move em direção à paz social, sob pena de que o povo brasileiro venha a cair outra vez no desalento e na eventual convulsão social”.

Não é a primeira vez que o militar se manifesta às vésperas de um julgamento do Supremo. Em 2018, quando os ministros julgaram pedido de Habeas Corpus do ex-presidente Lula, ele também se manifestou em tom ameaçador.

Meses depois deu a entender em entrevista a Folha de S.Paulo que pretendia “intervir” caso o Supremo concedesse Habeas Corpus ao ex-presidente Lula, em abril deste ano. “Temos a preocupação com a estabilidade, porque o agravamento da situação depois cai no nosso colo. É melhor prevenir do que remediar”, disse. “É melhor prevenir do que remediar”, resumiu.

Nesta quarta-feira (16/10), o presidente Jair Bolsonaro fez uma visita à casa do general, que recebeu alta hospitalar no último sábado (12). O militar apresentou melhora no quadro respiratório que provocou sua internação.

Villas Bôas sofre de uma doença neuromotora degenerativa e havia sido internado no último dia 2 de outubro no Hospital das Forças Armadas (HFA) e transferido no dia 6 para a unidade do Hospital Sírio Libanês de Brasília.

Em maio deste ano, Villas Bôas foi protagonista de uma crise no governo Bolsonaro. O ex-comandante do Exército foi chamado de “doente preso a cadeira de rodas” pelo autoproclamado filósofo e guru do governo, Olavo de Carvalho.

O ataque ao militar gerou comoção pública e uma onda de solidariedade de lideranças de diversos matizes políticos.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

 


 

O único que  desrespeitou a desdita  desse veterano do Exército , que sofre de grave doença degenerativa e praticamente em estado terminal , foi o maníaco que se fez mentor intelectual do Bolsonaro.

Mas , infelizmente , se verifica que ao general falta compostura e respeito às instituições.

Villas Bôas, dificilmente a história lhe reservará um mísero verbete…

Mas caso o seu nome algum dia for lembrando, o será como um dos milhares de oficiais militares que sempre lutaram para que o Brasil não fosse transformado numa grande Cuba comunista…

Sempre o quiseram conservar como uma grande Cuba batista…

E conseguiram!

Comportamento padrão – Capitão da PM dá soco em cabo e briga com esposa em delegacia 14

Capitão da PM dá soco em cabo e briga com esposa em delegacia

FOLHA MAX-
16/10/2019 18:46

Capitão da PM dá soco em cabo e briga com esposa em delegacia

O capitão Marcelo de Oliveira Conde, Comandante da 2º Companhia da Polícia Militar de São Felix do Araguaia (1.158 km de Cuiabá) foi denunciado após agredir sua esposa, que é médica, e um colega de farda na madrugada desta quarta-feira (16).   A denúncia foi registrada na Polícia Civil e já é apurada pela Corregedoria da Polícia Militar.

Recém-promovido a capitão Conde teve uma desavença com a esposa que foi até o Batalhão pedindo que um soldado pedisse a chave do carro para o capitão, que ordenou que esposa fosse até ele. Ao perceber que se trava de uma discussão de casal, o soldado chamou o cabo que estava na delegacia.

Houve uma discussão entre o casal, quando Conde teria pegado a esposa pelo braço momento em que o cabo pediu para o capitão se acalmar. Diante da advertência, o capitão desferiu um soco no peito do cabo que caiu no chão.

A médica saiu correndo e escondeu do capitão com a ajuda de outros policiais. A mulher se abrigou na casa de um PM.

As informações são de que a esposa do capitão não registou ocorrência e que apenas queria deixar a cidade. Ela pegou a chaves do carro e saiu do local.

Mesmo com a recusa da vítima, o PM agredido denunciou seu superior e registrou o caso como lesão corporal para providências desnecessárias.

Em nota, assessoria afirmou que vai apurar o ocorrido.

Nota da PM

A Polícia Militar informa que o Comando do 10º CR, com sede em Vila Rica, designou um tenente-coronel para apurar ‘in loco’ a denúncia de suposta violência doméstica que pesa sobre o capitão da unidade de São Felix do Araguaia.

O oficial designado encontra-se no município e já instaurou Inquérito Policial Militar(IPM) para apurar a denúncia. O procedimento está em trâmite e todas as providências estão sendo adotadas no sentido de esclarecer os fatos.

 


 

Ao fim e ao cabo a carreira do Cabo chegou ao fim!

 

Policial civil atirou contra seis por disputa de escolta a muambeiros em SP 32

Luís Adorno

Do UOL, em São Paulo

16/10/2019 13h00

Resumo da notícia

  • Policial que cobra por escolta brigou com homem que também queria prestar o serviço
  • Além de atingir o rival, o policial acertou outras cinco mulheres durante a briga
  • Policia alegou legítima defesa e segue com escolta a muambeiros na região central

Na manhã de 6 de outubro, um domingo, seis pessoas foram baleadas na região do parque Dom Pedro 2º, centro da capital paulista. Segundo as primeiras informações, divulgadas pela PM (Polícia Militar), houve uma briga entre ambulantes. Depoimento do autor do crime à delegacia, no entanto, aponta para outra motivação.

O UOL identificou com investigadores que houve uma briga envolvendo um policial civil e um muambeiro pela disputa da escolta de vendedores que chegam do Paraguai com mercadorias contrabandeados e que precisam de ajuda para conseguir chegar até a região da rua 25 de março.

Um homem e cinco mulheres foram baleados por volta das 10h10 daquele domingo. O policial civil conhecido como Ricardo Firmeza, se apresentou ao 1º DP (Distrito Policial), na Sé, e assumiu ter atirado contra as seis pessoas. O sobrenome dele não foi confirmado.

Um inquérito foi instaurado contra o policial. Alegando legítima defesa, ele foi liberado. A reportagem apurou que ele continua prestando serviço de escolta ilegal na região.

Naquela manhã, havia dezenas de muambeiros na região. Eles tinham acabado de chegar do Paraguai. Em média, chegam 20 ônibus por dia do país vizinho até a região, de acordo com investigadores. De lá, eles costumam ser escoltados por policiais em folga até a região da 25 de março.

Testemunhas do crime, entrevistadas pelo UOL sob anonimato, apontam que um muambeiro, sem emprego e não identificado, começou a querer disputar esse serviço de escolta e bateu boca com Ricardo Firmeza.

As testemunhas disseram que o muambeiro deu um tapa no rosto do policial, que revidou atirando. Imagens de câmeras de segurança mostram o policial atirando contra o muambeiro que já estava no chão. O estado de saúde dele era considerado grave, mas a polícia não atualizou a informação. Além dele, outras cinco mulheres foram atingidas em áreas do corpo que não geram risco de morte.

Ricardo Firmeza trabalhava no DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa). Ao ser identificado prestando serviços de escola para muambeiros, foi deslocado ao 36º DP, na Vila Mariana. A reportagem não conseguiu localizar o policial, nem sua defesa.

Procurada, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que “o caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil, que recebeu o inquérito policial instaurado pelo 1º DP”.

“Vítimas e testemunhas foram ouvidas e imagens de câmeras de segurança da região solicitadas”, diz a secretaria

Como três vendedores passaram de vítimas a suspeitos de roubo em posto em SP 21

Ponte

17/10/19 por Arthur Stabile

Guardas de Itapecerica da Serra mataram dois vendedores ambulantes e prenderam um terceiro que, segundo imagens, não tinham envolvimento com assalto

O dia de trabalho de três “marreteiros”, como são chamados os vendedores ambulantes, terminou com a morte de dois deles – Rodinei Alves dos Reis e Bruno Nascimento de Souza – e a prisão do sobrevivente, Kauê Oliveira Francisco, em Itaquaquecetuba, Grande São Paulo, no último sábado (12/10), no Feriado de Nossa Senhora Aparecida.

GCMs (Guardas Civis Metropolitanos) de Itapecerica da Serra, Grande São Paulo, foram vítimas de uma tentativa de assalto em um posto de gasolina no km 35 da Rodovia Ayrton Senna, reagiram e acertaram o carro onde os três amigos estavam, quando retornavam do Santuário de Aparecida, depois de vender água e sorvete para os romeiros.

Nas imagens de câmeras de segurança do posto, é possível observar quatro pessoas conversam perto de uma moto amarela, modelo BMW. Ao fundo, dois homens chegam ao local andando, mesmo momento em que um veículo prata para na bomba ao lado dessas pessoas. É possível ver quando a dupla tenta assaltar o grupo de GCMs, que reage. Um guarda atira na direção dos homens que tentam fugir na moto, outro dispara para dentro do carro. A namorada de um dos guardas é baleada e morre, assim como dois dos homens dentro do carro.

O vídeo retrata situação diferente da apresentada pelos guardas na delegacia. Segundo a versão guardas Emanuel Formagio e Adriano Borges Rodrigues, eram cinco homens no carro, dois desceram para assaltá-los e os demais ocupantes eram comparsas que morreram em confronto. A namorada de Emanuel, Roberta Maria de Franca, morreu com um tiro, de autor ainda não identificado, que a atingiu no peito.

Um dos homens consegue sair do carro e pede socorro, conforme registra a câmera de segurança do local. Em troca, recebe pontapés, joelhadas e é amarrado por um dos guardas com corda jogada por frentista do posto de gasolina. Esse rapaz é Kauê, que foi apontado como um dos autores do crime e levado preso junto de Caio Jorge Marques, um dos suspeitos que tentou fugir, mas que buscou socorro na Santa Casa de Suzano, município também na Grande São Paulo, após ser baleado no pé.

Desde o primeiro depoimento na delegacia, Kauê explica que voltava de Aparecida com os amigos Rodinei e Bruno no Fiat Siena prata que está no nome de Luciana de Oliveira Alves, 27 anos, companheira de Rodinei. Como estavam desempregados, o comércio ambulante passou a ser o sustento do trio, que em grandes eventos, como foi a romaria do sábado ou mesmo jogos de futebol, vendiam água, sorvete e amendoim. A Polícia Civil, contudo, acatou a versão apresentada pelos GCMs e prendeu Kauê como um dos assaltantes.

Momento em que GCM, ao lado da bomba de combustível, atira no carro em que os ambulantes estão | Foto: Reprodução

De acordo com o boletim de ocorrência, dentro do carro havia algumas caixas com copos de água e sorvetes, além de R$ 322 e três celulares. Imagens obtidas pela Ponte mostram os amigos confraternizando e mostrando que iam para Aparecida trabalhar horas antes de morrerem. “Aí, rapaziada, estamos chegando em Aparecida. Sorvete tem, água, tem. Vamos para cima! 150 palitos e três caixas d’água. Bagulho está louco!”, brincou Rodinei, em vídeo enviado aos amigos marreteiros.

“Ele disse que queria voltar de lá com R$ 3 mil para investirmos em nosso negócio de açaí”, lembra Luciana, em entrevista à Ponte. Ela conta que o companheiro, pai de sua filha de cinco anos, sempre usava o celular e ficava conectado. Quando deu 20h de sábado e ele não mandou mais mensagens, começou a buscar informações. Ela só descobriu o paradeiro dos três no início da manhã de domingo, quando o caso passou na televisão. Luciana ligou para a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e ouviu que o marido morreu ao participar de um roubo.

“O policial falou que tinham cinco indivíduos dentro do carro, dois deles saíram e anunciaram o assalto. Eu falei que tinha três no carro, não cabia mais dois pelo tanto de mercadoria. Não cabia mais duas pessoas no carro. É só olhar o vídeo deles, o Bruno está deitado de um lado e tem mercadoria do outro, não dava para cinco pessoas ocuparem o carro”, diz Luciana.

Jair Martins de Souza, 54, pai de Bruno, conta que ele morreu às 14h de sábado, mas a família só recebeu a notícia às 16h de domingo, o que quase impossibilitou seu enterro. “Chegamos para fazer os procedimentos no IML, tinha passado muito tempo e não haviam colocado na geladeira o corpo. Se demorássemos mais um pouco, ele seria enterrado como indigente”, conta.

O enterro do primogênito de Jair aconteceu em caixão fechado. Segundo o pai, o cheiro estava forte. Apenas ele pode se despedir do filho ao fazer o reconhecimento, mas parentes e a mãe não conseguiram ter um ritual de passagem da forma que imaginavam. “Será complicado. Ele era o mais velho, Tenho 5 filhos agora. O Bruno era uma pessoa muito ativa. Vem na mente as cenas de quando ele era pequeno, de ver nascer e, depois, ver em cima de uma mesa cheio de tiro. Deu um negócio…”, disse, emocionado, o pai.

Rodiei (à esq.) e Bruno em vídeo feito na viagem para Aparecida | Foto: Arquivo pessoal

A família de Kauê preferiu não dar entrevistas. Mãe e irmãos estavam presentes na delegacia seccional de homicídios de Mogi das Cruzes, cidade vizinha a Itaquaquecetuba. É lá que vai acontecer a investigação da morte de Rodinei, Bruno e Roberta. Na tarde desta quarta-feira (16/10), os familiares e amigos dos três cobraram explicações por parte da Polícia Civil. Eles protestavam com faixas e pediam pela liberdade de Kauê. O entendimento é de que os vídeos divulgados mostram que nenhum deles tentou roubar os GCMs e os mortos eram inocentes, não bandidos.

“Querem incriminar meu genro. Vou questionar tudo! A polícia acha que por ser pobre, marreteiro, pode fazer tudo. Tem muita irregularidade aí. Enquanto tivermos voz para reclamar, vamos fazer. Dessa vez vamos mostrar quem é Rodinei”, lamentou Ângela de Souza, sogra de Rodinei.

Ponte esteve no posto de gasolina BR do quilômetro 35 da rodovia Ayrton Senna, mas nenhum frentista deu detalhes sobre o caso. Um deles apenas explicou que tudo aconteceu muito rápido e que, portanto, ninguém viu. Ao ser questionado sobre o fato de as imagens registrarem um frentista jogando uma corda para o GCM amarrar Kauê, ele desconversou. “Não deu para ver nada. Aconteceu na mudança de turno”, disse. Nenhum outro funcionário quis falar com a reportagem.

Kauê foi espancado e amarrado depois de o crime acontecer | Foto: Arquivo pessoal

Questionada, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo, sob comando do general João Camilo Pires de Campos neste governo de João Doria (PSDB), explicou que “os dois homens detidos foram reconhecidos pelas vítimas, presos em flagrante e indiciados por latrocínio”. “A autoridade judicial determinou a conversão da prisão em preventiva. Imagens de câmeras de monitoramento do posto de gasolina são analisadas e as vítimas envolvidas serão ouvidas novamente para auxiliar no esclarecimento dos fatos”, explica a pasta.

Às 22h desta quarta-feira (16/10), o delegado responsável pelo caso, Rubens José Ângelo, confirmou à reportagem que pediu a soltura de Kauê. “Pedi a soltura após investigação aprofundada. Pedi a revogação da prisão, eu mesmo fui ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Suzano. Não foi esse vídeo [do posto] isolado, há outros deles preparando o material para Aparecida e mais outras investigações”, explicou brevemente à Ponte, dizendo que os detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (17/10)

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A prova mais eloquente da vetusta “rachadinha” é o empenho de vereadores, deputados e senadores em defesa dos grandes vencimentos e vantagens dos seus comissionados 40

Por funcionário concursado, raramente, se verifica consenso entre esses políticos quando se trata de buscar melhorias salariais…

Ficando sempre pela iniciativa legal do chefe do executivo, mas  sem qualquer pressão dos “representantes do povo”. 

Certamente, essa gentalha fica com a maior parte dos vencimentos dos assessores e de outros apadrinhados. 

Contudo, quem se sujeita a isso não passa de um prostituto (a) da espécie mais vil.

Possivelmente ainda mais ladrão do que o político!