SP: greve da Polícia Civil não preocupa governo 138

03/01/11 – 20h44
Publicado Por: Fábio Chaib

SP: greve da Polícia Civil não preocupa governo

Eventual paralisação ocorreria já no 1º trimestre de 2011; policiais reivindicam reajuste salarial

// Hora da Verdade
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Mesmo com a ameaça da Polícia Civil de São Paulo em fazer uma greve ainda no primeiro trimestre de 2011, o governo paulista não acredita na eventual paralisação.
O sindicato dos delegados e a associação da categoria prometem uma grande manifestação.

Os policiais civis querem reajuste salarial e melhorias no plano de carreira.

Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, o diálogo com a categoria é aberto. “Vamos aguardar

os acontecimentos, eu tenho um diálogo franco e aberto com a Associação dos Delegados e com o Sindicato dos Investigadores. Até agora, não se falou em greve”.

Entrevistado pelo repórter Jovem Pan Thiago Samora, o secretário do governo Alckmin diz que é possível melhorar os salários. “É evidente que em um governo que se começa há a preocupação com o salário dos policiais. Tem como melhorar, com certeza”.

Além dos reajustes salariais e do plano de carreira, Ferreira Pinto pode enfrentar protestos relacionados a sua gestão frente à Polícia Civil.

Para o presidente do Sindicato dos Delegados, Jorge Melão, as preferências do secretário pela Polícia Militar não trazem nenhum benefício para a população.

“A população como toda a sociedade está vendo os tratamentos diferenciados entre o que é dado à Polícia Militar e à Polícia Civil. Porém, este não é pior assunto do momento. Eu acho que as policias têm o seu papel na sociedade e têm o seu papel constitucional. Elas devem desempenhá-las de acordo com a lei. Nenhuma pode invadir a seara da outra, assim como o secretario não pode invadir a seara das duas”, declarou Melão.

Os policiais civis ameaçam o protesto desde o início do ano passado. A única vez que uma greve da categoria teve força foi em 2009.

Ouça mais detalhes com o repórter Jovem Pan Thiago Samora no jornal Hora da Verdade.

 

Alckmin: Detran deixará de ser parte da polícia em 60 dias…Dr. Ruynaldinho: phoda-se, a minha parte tá bem guardada 93

Alckmin: Detran deixará de ser parte da polícia em 60 dias
03 de janeiro de 2011 

O governador Geraldo Alckmin durante a primeira reunião com os novos secretários, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Foto: Levi Bianco/Futura PressO governador Geraldo Alckmin durante a primeira reunião com os novos secretários, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo
Foto: Levi Bianco/Futura Press

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira que o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) deixará de ser parte da Polícia Civil em um prazo de 60 dias. Segundo o governador, o objetivo é liberar o pessoal de polícia do atendimento à população para o combate ao crime. “Vamos verificar para qual secretaria vai (o Detran). Com isso, vamos ter um padrão Poupatempo e liberar mais de mil policiais civis, delegados, investigadores, carcereiros, para o trabalho de polícia”, disse.

O anúncio foi feito após a primeira reunião com o secretariado do governo paulista no Palácio dos Bandeirantes, no bairro do Morumbi, em São Paulo. Além deste decreto, Alckmin anunciou a assinatura da “Agenda Paulista de Gestão”, que visa maior eficiência no gasto público. O governo vai contingenciar de R$ 315 milhões (10%) das despesas de custeio e R$ 1,259 bilhão (20%) das despesas de investimento. Questionado se o contingenciamento das despesas teria relação com a previsão inflacionária, o governador disse apenas se tratar de “cautela”.

Alckmin elogiou o plano de privatização do governo dos novos terminais de aeroportos. “É prioridade absoluta o terceiro terminal de Cumbica e a segunda pista do aeroporto de Viracopos”, afirmou o governador.

New York Times processa departamento de polícia de Nova York por negar acesso à informação 11

Amigo, Guerra – veja a mensagem neste e-mail.

Será que um dia, os jornais e jornalistas deste Brasil varonil terão a coragem de processar os órgãos do Estado que sonegam informações? Eu sonho o dia que algo jornalista ou dono de jornal ingressar em juízo com processo contra a Secretaria de Segurança Pública do Estado, que sonega informações para os meios de comunicação, atrasam as respostas solicitadas, em detrimento da sociedade. Aliás, o trabalho de comunicação social é prestado por profissionais de imprensa que ganham polpudos salários e que não são dos quadros de servidores públicos concursados. Trabalham para empresas cujos donos são amigos do governador e do secretário de plantão, que ganham contratos milionários e fazem muita maracutaia. Ao escrever aqui estas linhas sofro só de pensar que ainda nos falta um judiciário sério, capaz de agir contra as “autoridades do Estado”. Certamente, serão raros os magistrados com coragem de aceitar um processo desse naipe; e nem pro motor de justiça independente que aceite ir contra seu patrão, o Estado. Promotor gosta só das luzes das câmeras para ir contra coitadinhos. Tadinho do MP de SP. 

New York Times processa departamento de polícia de Nova York por negar acesso à informação
Por Summer Harlow/AP
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O New York Times abriu um processo contra o Departamento de Polícia de Nova York, que negou ao jornal acesso à informação, explicou a própria publicação.
Segundo o jornal, o Departamento de Polícia de Nova York constantemente descumpre a lei estadual que regula os pedidos de informação. No processo, o NYT cita quatro casos em que solicitações de informação de seus repórteres foram negadas ou respondidas com atraso.
“Nos dois últimos anos, estamos cada vez mais preocupados com a crescente falta de transparência na polícia de Nova York”, disse David E. McCraw, vice-presidente e conselheiro-geral adjunto da New York Times Company. “A informação que antes era liberada agora é retida. As respostas que antes eram dadas rapidamente agora levam meses”.
Os quatro casos mencionados no processo se referem a pedidos de informações sobre crimes, porte de armas, relatórios de delitos e sobre o acompanhamento das solicitações de acesso à informação, explicou o site de notícias do Yahoo, The Cutline.
Em 2009, o NYT processou o Conselho Municipal de Nova York por negar acesso à informação. Posteriormente, o jornal foi informado de que as informações custariam cerca de US $ 4,3 mil. O conselho e o diário chegaram depois a um acordo, segundo o qual os dados solicitados custariam US $700, de acordo com o New York Observer