Corregedoria investiga corrupção na Ciretran de São José dos Campos 138

Corregedoria investiga corrupção na Ciretran

Entre as irregularidades estaria a cobrança de propina para acelerar a liberação de documentos na cidade

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Cláudio Capucho Delegado da Ciretran de São José, Reinaldo Checa Júnior, negou as acusações de corrupção Delegado da Ciretran de São José, Reinaldo Checa Júnior, negou as acusações de corrupção

Cecília Polycarpo / São José

A Corregedoria da Polícia Civil investiga a existência de um esquema de corrupção na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de São José dos Campos, envolvendo irregularidades como pagamentos de propina a policiais, transferências ilegais de pontos em carteiras de habilitação, desvios na contratação de empresas de inspeção veicular, além de outros crimes.

A informação, obtida com exclusividade pelo BOM DIA, foi confirmada ontem pelo delegado chefe da Corregedoria da Polícia Civil no Vale, Antonio Álvaro Sá de Toledo. O orgão é subordinado diretamente ao gabinete do secretário de Segurança Pública do Estado,  Antonio Ferreira Pinto.

“Recebemos diversas denúncias sérias de crimes envolvendo funcionários do Ciretran. As delações foram tanto anônimas quanto de pessoas que fizeram questão de se dirigir até a Corregedoria”, declarou o delegado corregedor.

BLITZ
Uma correição extraordinária foi realizada pela Corregedoria do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), de São Paulo, no último dia 12 , a pedido dos corregedores da Polícia Civil, para averiguar documentos e procedimentos realizados na Ciretran de São José.
Às 9h da manhã de quarta-feira, cerca de 15 funcionários do Detran  foram à delegacia de trânsito, no centro, e permaneceram lá até às 20h. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, acompanhou a ação.

Provas
“Foi um trabalho minucioso do Detran,  passaram horas olhando documentos e fizeram relatórios. As irregularidades foram encontradas e já temos material para instaurar um inquérito”, disse Toledo.
O Detran deve emitir um laudo final na próxima semana.  Se comprovadas as  irregularidades, os envolvidos  poderão responder processos administrativos e na esfera criminal.

Delegacias do Vale são alvos de denúncia
O BOM DIA tentou durante três dias conversar com o delegado da Ciretran de São José dos Campos, Reinaldo Checa Júnior, mas não obteve sucesso. Na quarta-feira, dia da correição,  funcionários da Ciretran informaram que o delegado estava em reunião com a Corregedoria e o Detran de São Paulo e que este era um procedimento ‘normal’ e de ‘rotina’.  Na quinta-feira o BOM DIA ligou diversas vezes para a sede da Ciretran mas em todas as tentativas ninguém atendeu ao telefone.

Ontem a reportagem  foi até a sede da delegacia de trânsito, porém novamente não foi recebida pela delegado. Por meio de uma funcionária do orgão , Júnior disse que a correição não apurou nenhuma irregularidade. “O delegado disse que não está sabendo de nenhuma denúncia de corrupção junto à Corregedoria e que ontem não foi encontrada nenhuma irregularidade”, disse a funcionária, que não quis se identificar.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José apoiou a ação da Corregedoria e informou que irá acompanhar a apuração das denúncias. “Desde que chegou na cidade o corregedor está se mostrando uma pessoa preocupada em moralizar o trabalho da Polícia Civil da cidade, em todas as esferas de atuação”, disse o presidente da OAB de São José, Júlio Aparecido Costa Rocha. Segundo ele, uma vez que constatadas as irregularidades, todos os procedimentos criminais devem ser realizados para que os culpados sejam punidos com rigor.

Alckmin corta pela metade equipe de segurança na sede do governo 18

Enviado em 15/01/2011 às 5:13 REPÓRTER AÇO

Fonte: Último Segundo

Governador tem adotado série de medidas que apontam para a desconstrução da gestão do antecessor José Serra
Nara Alves, iG São Paulo | 14/01/2011

Em mais uma medida que aponta para a desconstrução da gestão do antecessor José Serra, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu cortar pela metade o efetivo da Polícia Militar que atua no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Dos 300 policiais que trabalham hoje na segurança do governador, apenas 150 deverão permanecer na função.

O corte começou na quinta-feira, com a realocação de 71 policiais. “Até semana que vem cerca de 100 policiais devem ser designados para atividades operacionais”, afirmou o secretário-chefe da Casa Militar, o coronel Admir Gervásio Moreira. Os policiais que permanecerem nos cargos continuarão servindo à família do governador e de ex-governadores, incluindo o próprio Serra.

Como todos são funcionários de carreira, eles não serão exonerados, mas sim realocados para outras funções nas ruas. O gasto do Estado com os salários dos cabos, soldados, tenentes e oficiais que deixarão de trabalhar no Palácio dos Bandeirantes é de cerca de R$ 250 mil por mês. Além do corte no pessoal, Alckmin deve determinar o corte na frota que serve o palácio.

Desde que assumiu o governo, Alckmin tomou diversas medidas que demonstram as diferenças de seu estilo de gestão com seu antecessor, como o fechamento de secretarias criadas por Serra, a revisão de todos os contratos do governo, a compra de novos edifícios e a venda do jato que era utilizado pelo ex-governador.