O FLIT NÃO É O ALTAS HORAS, MAS TEM VIDA INTELIGENTE: “Ninguém está disposto a ceder um pouquinho do seu terreno pela instituição” 67

Enviado em 17/01/2011 às 14:44QUALQUER UM

O grande problema da POLÍCIA CIVIL é que não existe mais uma POLÍCIA CIVIL pra ser representada, mas milhares de polícias civis.
Ninguém está disposto a ceder um pouquinho do seu terreno pela instituição.
Existe a POLÍCIA CIVIL dos delegados, a dos investigadores, dos escrivães, dos carcereiros, dos peritos, dos médicos….
E em cada uma destas existe um outro subtipo:
Delegados: titulares, plantonistas, assistentes, diretores, divisionários, com cadeira, no speed, aposentando, calças brancas, maçons, ptistas, psdbistas, etc.
investigadores: os da fazendária, da nasa, pegadores de biqueiras, dorminhocos, militares, cana, de balcão, de expediente, etc, etc, etc
e em todas as carreiras é a mesma coisa.
Cada um preocupado com o seu lado, grudado na sua trincheira, sem querer arredar um milímetro e esperantdo vir coisas boas com o sangue derramado por outros.
é a máxima do murphy: “nunca fique na mesma trincheira com um homem mais valente que você”.
Pra que uma idéia dê certo para a POLÍCIA CIVIL, é preciso antes conscientizar todo mundo de que fazemos parte de uma POLÍCIA CIVIL e é por ela que lutamos e não por nós mesmos.
O que vier de bom ou ruim para a POLÍCIA CIVIL vai refletir em cada um dos membros da POLÍCIA CIVIL.
Nenhuma mobilização vai chegar a nada, enquanto não for mudada a mentalidade da instituição.

SOBRE A FORMAÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO ÚNICA DE POLICIAIS CIVIS PAULISTAS. INSTITUIÇÃO DE ESTATUTO, OBJETIVOS COMUNS, EMERGENCIAIS, EM FACE DO GOVERNO PAULISTA, SEM QUALQUER TOM POLÍTICO PARTIDÁRIO! 87

http://phermentumpurulentus.wordpress.com/2011/01/16/sobre-a-formacao-de-uma-associacao-unica-de-policiais-civis-paulistas-instituicao-de-estatuto-objetivos-comuns-emergenciais-em-face-do-governo-paulista-sem-qualquer-tom-politico-partidario/

Foragidos em SP são 152 mil-PRIORIDADE DO DG 45

———- Mensagem encaminhada ———-
De:

Data: 17 de janeiro de 2011 11:25
Assunto: FW: Foragidos em SP são 152 mil-PRIORIDADE DO DG
Para: roberto

E QUEM VAI INVESTIGAR ?
E OS INQUÉRITOS, INERENTES Á POLÍCIA CIVIL, NÃO SÃO MAIS NECESSÁRIOS ?
http://www.jt.com.br/seguranca/ 

Foragidos em SP são 152 mil

  • 16 de janeiro de 2011 |
  • 23h20 |

Categoria: Geral

ELVIS PEREIRA
PLÍNIO DELPHINO

Roger Abdelmassih, Jonathan Lauton, Eduardo Soares, Mizael Bispo, Evandro Bezerra e Evandro Correia. Todos fugiram e constam na lista de mais de 152 mil foragidos no Estado de São Paulo, refletindo na sociedade a sensação de impunidade e confirmam, ainda, a falta de estrutura da Divisão de Capturas da Polícia Civil. O novo delegado-geral, Marcos Carneiro Lima, admite o problema e tem planos para tentar solucionar a fragilidade desse setor.

“Quero essa divisão forte, quero policiais na rua e não sentados em cadeiras”, afirmou Lima à reportagem. A mudança será iniciada pelo topo. “Um novo delegado, com perfil totalmente operacional, vai assumir o comando”, adiantou, sem revelar nomes.
O chefe da Polícia Civil reconhece que o efetivo de policiais designados para caçar foragidos está abaixo do ideal. “Mas não é desculpa para prender apenas ladrão de leite (alusão a maridos procurados por pensão alimentícia)”. Na visão do delegado, é necessário otimizar as atividades da divisão.
 “Em outros países do mundo, esse tipo de trabalho é extremamente valorizado. E aqui em São Paulo também vai ser”, promete.
O futuro delegado a ser nomeado por Lima assumirá uma divisão com 152.416 mandados de prisão em aberto. O número se refere ao último dia de 2010. Desses, 123.756 são processos criminais e o restante, de pensão alimentícia.
 

Dr. CEMBRANELLI: “A Polícia Militar, ao invés de expurgar esses elementos que mancham a corporação, cria dificuldade para se chegar a determinadas provas” 16

17/01/2011

Promotor quer levar policiais a júri

Folha de S.Paulo

Francisco Cembranelli, o promotor responsável pelas condenações do casal Nardoni, pretende voltar ao júri em 2011 para uma tarefa mais complicada. Ele tentará condenar policiais militares suspeitos de envolvimento com grupos de extermínio na zona norte da capital.

De acordo com Cembranelli, seis ou sete ações penais instauradas envolvem policiais. “São PMs que acabam se envolvendo em execuções. É muito difícil este tipo de investigação, pois é lenta e há intimidação de testemunhas”, diz. Segundo ele, casos em que testemunhas morrem misteriosamente, “cravadas de balas”, não são raros.

Cembranelli avisa, porém, que quando PMs são julgados, é difícil conseguir a condenação de todos. “A Polícia Militar, ao invés de expurgar esses elementos que mancham a corporação, cria dificuldade para se chegar a determinadas provas”, afirma. Além disso, a associação de PMs conta com bons advogados na defesa de seus interesses.

Os grupos de extermínio que atuam na zona norte da capital são parte do foco da investigação. “Os policiais escolhem pequenos viciados ou sem-teto alojados debaixo de viadutos. Chegam lá e matam todos. Aconteceu no viaduto do Parque Novo Mundo”, afirma. Para Cembranelli, essas ações visam “limpar a área.”

Outras hipóteses também foram levantadas –há máfias, segundo o promotor, que exploram jogo e conluio de policiais com grupos marginais nos pontos de vendas de droga. “Claro que isso é exceção. A PM é uma aliada do Ministério Público. Esses maus elementos têm de ser responsabilizados criminalmente e expurgados da Polícia Militar.”

Se conseguir as condenações, a fama de Cembranelli deve aumentar. Ele está acostumado, apesar da timidez. “Alguns pedem para tirar foto. Fico sem jeito.”

Rota leva canseira em delegacia e secretário manda fazer BO 97

Enviado em 16/01/2011 às 23:10 JOW

CASO DE POLÍCIA 16/01/2011

Rota leva canseira em delegacia e secretário manda fazer BO

PMs esperam 12 horas e ocorrência de tráfico só é feita pela Polícia Civil quando o titular da pasta de segurança pública interfere

Tahiane Stochero e Jow
Diário SP

Era para ser apenas mais uma prisão por tráfico das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), mas o caso se transformou em uma briga entre as polícias Civil e Militar e só terminou com a interferência do secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, após os PMs esperarem 12 horas na delegacia pela realização do boletim de ocorrência.

Ferreira confirmou ter atuado a favor da Rota, pelo fim do lenga-lenga no 46º Distrito Policial (Perus), na Zona Norte, no último dia 5, para que o BO fosse feito. “Toda vez que houver situação de má atendimento à população ou à PM nas delegacias e chegar ao meu conhecimento, eu vou intervir”, disse o secretário. “Esta não é a primeira nem a última vez que farei isso”, acrescentou.

Na manhã do dia 5 de janeiro, a Rota recebeu uma denúncia de tráfico na Rua Paulo Arentino, no Jaraguá. No local, foram presas duas mulheres com 3 quilos de cocaína, 300 gramas de crack, uma espingarda calibre 12, munições e R$ 10 mil. Três viaturas e dois oficiais atuaram. E foi ao chegar ao 46º DP, às 13h, que começou a confusão e a longa espera.

A Rota, considerada a tropa de elite da PM, foi o alvo de uma disputa política entre as polícias Civil e Militar

Ligações / Segundo PMs, até as 17 horas, não havia delegado no distrito. Antes deles, na fila, outros dois casos para serem registrados – a captura de um procurado e uma lesão corporal. No início da noite, como nada havia sido feito, o comandante da Rota, coronel Paulo Adriano Telhada, telefonou para o secretário pedindo ajuda. Ferreira ligou para o diretor da Polícia Civil da capital, Eduardo Hallage, e este procurou a delegada seccional da Zona Oeste, que chefia a área, Elaine Maria Biasoli Pacheco.

Ela pegou o telefone e mandou o delegado plantonista do 46º DP registrar, enfim, a ocorrência da Rota. O boletim de ocorrência 76/2011 foi finalizado à 1 hora do dia 6. Elaine confirmou a ligação do superior, mas não falou sobre o fato. O titular do 46º DP, Vitor Martinez, não respondeu à reportagem. Ferreira, por sua vez, foi enfático: “Não se trata de caso isolado. Vou intervir sempre”.

Sistema de trabalho está falido, diz delegada
Para a presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, Marilda Pinheiro, o atual modelo de trabalho das delegacias está “falido e defasado” e “a população é que está pagando a conta”. “O modo de organização dos plantões é arcaico. Temos problemas de tecnologia e o sistema de registro de ocorrências nunca funciona”, diz a delegada. Marilda defende a criação de centrais de polícia judiciária em cada região da capital e também no interior do estado, capazes de registrar prisões de flagrante e liberando as delegacias de bairro para investigações e registro de outros crimes, como roubos e furtos. “Entregamos no ano passado ao secretário Ferreira Pinto este projeto e ele prometeu analisar”, disse Marilda.

A delegada diz que os policiais civis irão continuar lutando pela melhoria dos salários. “Temos o pior pagamento do país, isso tem que mudar. Muitos colegas estão indo trabalhar em outros estados e os policiais que ficam estão em um regime de escravidão”, acrescenta Marilda.

Ela própria fez uma visita ao 46º DP, onde a Rota teve problema, no final do ano passado, diante das reclamações dos policiais civis pela falta de efetivo e modificações nas escalas de trabalho. “Queremos condições dignas para trabalhar, pois as dificuldades afetam a qualidade do serviço prestado ao povo”, diz.

No 46º Distrito Policial, no Perus, policiais civis enfrentam escala dura e deixaram policiais da Rota esperando

Polícias prometem atuação conjunta

O novo delegado-geral, Marcos Carneiro (ao centro na foto abaixo), prometeu ações unificadas contra o crime organizado com apoio da PM. Ele se reuniu com coronel Alvaro Camilo, e o superintendente da Polícia Científica, Celso Periolli (à direita).

14 dias antes a Polícia Civil sabia do problema no 46º DP

Trabalho na Polícia Civil priorizará investigação

Carneiro irá focar a investigação e não irá tolerar que BOs demorem para ser registrados ou que delegacias fiquem paradas. “Não tem essa de estar fora do ar o programa. Teremos que fazer o boletim mesmo off-line”, afirmou o delegado-geral.

PM não se manifesta sobre convivência

Procurada, a Polícia Militar informou que não irá se pronunciar sobre a demora para realização de ocorrências nos plantões de delegacias e sobre o caso específico da Rota.

http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/01/21319-rota+leva+canseira+em+delegacia+e+secretario+manda+fazer+bo.html#

Estudante denuncia: “A perseguição da PM no centro da cidade começou após a dispersão” 10

Enviado em 16/01/2011 às 19:53 horário de almoço

 

Reinações da Guarda Pretoriana

Fonte: Vi o Mundo, Azenha

Denúncias 16 de janeiro de 2011 às 12:33

Estudante denuncia: “A perseguição da PM no centro da cidade começou após a dispersão”
por Conceição Lemes

Quinta-feira, às 17h, praça dos Ciclistas (esquina das avenidas Consolação com Paulista): o segundo ato público contra o aumento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo, que passou R$ 2,70 para R$ 3.

O primeiro, na última quinta-feira, reuniu cerca de mil manifestantes e acabou reprimido pelo Polícia Militar. Trinta e uma pessoas foram detidas e, pelo menos, dez ficaram feridas.

“Os detidos já foram liberados”, informa ao Viomundo a estudante de Direito Nina Cappello, do Movimento Passe Livre. “Por enquanto nenhum foi indiciado, não teve nenhuma acusação específica, foi só para averiguação. Quanto aos feridos, dois fizeram boletim de ocorrência e um realizou exame de corpo de delito.”

Nina é estudante de Direito, pertence ao Movimento Passe Livre e foi a responsável pela negociação com a Polícia Militar durante a manifestação.

Viomundo – As imagens iniciais mostram um ambiente tranqüilo. O que aconteceu?

Nina Cappello — Inicialmente a manifestação estava indo bem, mesmo. Trocaram três vezes o comandante militar da operação. Na terceira, quando assumiu o tenente Siqueira, o diálogo diminuiu bastante. Os policiais queriam que a gente liberasse uma faixa de trânsito. Mas, como tinha muita gente, foi difícil conter o pessoal. Uma pessoa foi detida e o problema começou.

Acho, no mínimo, irônico, que uma manifestação pela melhoria do transporte público deva priorizar respeitar o espaço dos carros.

Viomundo – O que você fez na hora em que houve a primeira prisão?

Nina Cappello – Tentei conversar com os policiais que estavam com o manifestante detido. Eles foram logo me dizendo: “Acabou o diálogo, olha o tipo de pessoa que vocês trazem pra manifestação”.

Aí,um policial jogou spray de pimenta no rosto de um manifestante que estava questionando a detenção. O que a gente viu em seguida foi uma ação quase que irracional — aliás, muito racional para dispersar a manifestação — de todos os policiais, que passaram a atirar bombas e balas de borracha no meio da manifestação. Engraçado que o discurso deles era de que a gente precisava liberar uma faixa de trânsito, porque eles estavam ali para nos proteger e não queriam que fôssemos agredidos pelos carros. Só que os próprios PMs nos agrediram.

Viomundo – O que te impressionou mais?

Nina Cappello — A perseguição aos manifestantes que começou no centro da cidade após a dispersão, ou seja, o ato público já havia acabado . Em alta velocidade, carros de polícia passaram a percorrer o trajeto da manifestação – Praça da República – Câmara Municipal-Teatro Municipal –, em busca de pessoas que viram no ato.

Viomundo – A manifestação já não havia acabado?

Nina Cappello – Tinha. Mas dois grandes enquadros absolutamente casuais foram feitos após o final da manifestação.

Viomundo – O que é um enquadro?

Nina Cappello – A polícia para a pessoa para revistar. A manifestação já tinha acabado e a PM parou, aleatoriamente, dois grupos de manifestantes para revistar. Aí, 30 foram detidos. Nós chegamos a nos concentrar novamente na Xavier de Toledo, para prosseguir até a Câmara dos Vereadores, que era o local definido como final do ato, mas voltamos para tentar impedir um enquadro.

Infelizmente o resultado foi outro. Mesmo com pontos de ônibus lotados, mais bombas e balas de borracha foram lançadas, além de agressão física direta àqueles aqueles que entravam nos locais próximos para se proteger. Todos os detidos foram levados para o 3º Distrito Policial para averiguação. O despreparo da Polícia Militar nas detenções e na recusa de diálogo ficou evidente.

Viomundo – Mas vocês derrubaram um “posto de observação” da PM e quebraram vidros da loja de uma galeria?

Nina Cappello – A repressão teve início antes desses incidentes. Eles ocorreram quando o pessoal estava fugindo das bombas. Evidentemente não defendemos tais atitudes, mas elas foram reflexo da revolta com a repressão após a manifestação. É bom ressaltar que as armas utilizadas pelos policiais são absolutamente inapropriadas. Por exemplo, o gás pimenta é proibido contra civis pela Convenção de Genebra. Mas, aqui no Brasil, é largamente utilizado em manifestações públicas. As bombas de efeito moral, que deveriam ser lançadas, no mínimo, a 30 metros das pessoas, foram jogadas no meio da manifestação.

Viomundo – Olhando as fotos, vi policiais sem identificação. Isso é normal?

Nina Cappello – Policiais não podem andar sem identificação. Pela nossa experiência, quando os vemos tirando a identificação ou sem ela, já sabemos que provavelmente haverá repressão. Ficar sem identificação é o primeiro passo. Isso dificulta as nossas denúncias, pois a Corregedoria da PM não toma nenhuma atitude se não identificarmos os policiais agressores. Aliás, a maioria dos policiais que agrediram estava sem identificação. Isso sem falar que várias pessoas que estavam fotografando a manifestação foram obrigadas, pelos policiais, a apagar as imagens. Um dos detidos teve seu cartão de memória esvaziado. É uma pena tanta disposição para reprimir uma manifestação cuja causa diz respeito a todos nós.