O capitão da Policia Militar, Augusto Rosa, está articulando a criação de um partido para abrigar militares e simpatizantes de suas causas 63

Militares articulam criação de partido político

05 de fevereiro de 2011 | 0h 00

Tânia Monteiro – O Estado de S.Paulo

O capitão da Polícia Militar de São Paulo, Augusto Rosa, está articulando a criação de um partido para abrigar militares e simpatizantes de suas causas. Batizado de Partido dos Militares Brasileiros (PMB), o nome já criou polêmica porque militares das Forças Armadas não se sentem representados por PMs.

O capitão Augusto diz que já conta com 5 mil inscritos, sendo 70% deles das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), metade deles da ativa. Ser da ativa é um problema porque a legislação veta a militância partidária. O artifício usado para esconder a identidade é, quase sempre, mobilizar e inscrever as respectivas mulheres nas listas de apoio ao novo partido.

O militar será uma espécie de filiado “tipo 2”, conforme explicou o capitão, o que significa, na prática, que ele só existirá nos registros secretos do partido.

O ânimo do capitão não leva em conta que militares das Forças Armadas não se integram a iniciativas lideradas por PMs, ainda mais por iniciativa própria. O PMB é pouco conhecido na cúpula das três forças e nos Clubes Militares, que costumam replicar as vozes da ativa das Forças Armadas.

Conforme o capitão, o partido será “extremamente democrático”, exigirá uma ficha “limpíssima” de seus filiados e terá como pilar “os direitos humanos e a democracia”. Segundo ele, o partido quer ter candidatos a vereador e prefeito em 2012 e, em 2014, a presidente, governador, deputado estadual e federal e senador. A primeira convenção nacional do futuro PMB foi realizada online, no dia 29 de janeiro.

Sorocaba institucionaliza “bico” policial 42

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Sorocaba institucionaliza “bico” policial
transparenciasaopaulo@gmail.com
Quebra-galho não é Segurança
Hamilton Pereira

 

Mais uma vez, o governo estadual de São Paulo quer atacar problemas sérios e graves com medidas paliativas. E de novo Sorocaba será palco da “experiência” tucana. Agora, é a “Atividade Delegada”, por meio da qual haverá um acréscimo de 40 policiais militares no efetivo da cidade. Porém, o número de PMs será o mesmo. Qual a “mágica”? Os sábios do “planejamento estratégico” vão institucionalizar o bico e colocar policiais na rua por meio do pagamento de horas extras. E quem paga é a Prefeitura.

Uma série ininterrupta de questões se coloca. Os soldados que aderirem à proposta trabalharão oito das 36 horas de seu turno de folga. Mas o trabalho estressante dos policiais demanda este tempo de descanso. O risco é duplo. Por um lado, policiais estressados podem mais facilmente perder o controle e agir de maneira pouco adequada. E de outro – como sabem todos os que já estiveram no chão de fábrica – o excesso de horas extras provoca doenças profissionais.

Outra inconsistência: o, digamos, Programa depende de adesão voluntária de quase 10% dos policiais militares de Sorocaba e vai pagar cerca de R$ 12,00 a hora extra. E se o “bico” não-oficial pagar mais e não houver voluntários, a “atividade delegada” não se realizará ou o comando vai obrigar que 40 soldados “adiram” à opção? E mais: uma vez que é a Prefeitura quem paga a conta, como será a linha de comando e de definições estratégicas deste grupo de 40 policiais? Quem “paga” é que vai definir?

Segundo se informa, o custo anual para os cofres municipais será de R$ 1,5 milhão. Então, o contribuinte de Sorocaba vai pagar duas vezes pela Segurança, que é dever do estado. É mais um custo que o governo estadual tucano vai repassar ao município, como tem sido rotina. Já são as cidades que pagam aluguéis e outras despesas das delegacias, muitos custos da Educação, entre outros. E nesta semana os jornais informaram que o Executivo de Sorocaba assumiu a tarefa (e os custos) do licenciamento ambiental, que ficavam a cargo da Cestesb.
A “Atividade Delegada” é simples pirotecnia. O convênio supõe que o problema da Segurança se resolve com quebra-galhos. Não propõe medidas estruturantes e estratégicas, como fazem o Pronasci, do governo federal, e as UPPs, do governo carioca em convênio com a União. Na Educação paulista, a prática de “soluções” paliativas levou ao cenário de quase metade do quadro da rede estadual ser composto de professores não concursados. Agora, vai se aumentar o “efetivo” da PM com horas extras. Falta planejamento, falta decisão política e, para Sorocaba, falta um governo que não aceite, cabisbaixo, tudo o que o governo estadual quer empurrar.

*Hamilton Pereira é deputado estadual pelo PT-SP

LIMEIRA – Oito PMs são suspeitos de espancar até a morte o frentista Natal José dos Santos, 38 anos…O HOMICÍDIO SERÁ INVESTIGADO SEMANA QUE VEM EM RAZÃO DO DESCANSO DAS AUTORIDADES SUPERIORES…FRENTISTA NÃO É DEPUTADO DO PSDB, ASSIM NÃO É RELEVANTE PRONTA INVESTIGAÇÃO 17

05/02/2011

Frentista morre ao ser espancado por PMs

Josmar Jozino
do Agora

LIMEIRA – Oito PMs são suspeitos de espancar até a morte o frentista Natal José dos Santos, 38 anos. A agressão teria ocorrido na madrugada de ontem em uma sala de atendimento da Santa Casa de Limeira (151 km de SP).

Segundo Eliane Alves Clemente dos Santos, 32 anos, mulher de Santos, uma enfermeira testemunhou tudo e lhe telefonou –quando ela ainda velava o corpo do marido– para avisar que ele tinha sido vítima de violência policial.

A Ouvidoria da polícia recebeu a mesma informação. O autor da ligação anônima disse que Santos estava algemado quando foi espancado. O ouvidor Luiz Gonzaga Dantas, 63 anos, abriu um procedimento e solicitou à Corregedoria da PM e à Delegacia Seccional de Limeira uma investigação rigorosa sobre o caso.

05/02/2011

Comandante de batalhão da PM não é localizado

Josmar Jozino
do Agora

LIMEIRA – A reportagem entrou em contato ontem à noite com o 36º BPM-I (Batalhão Policial Militar do Interior), mas não conseguiu falar com o comandante da unidade, coronel Tomazella. O expediente já tinha terminado.

O soldado Moreira estava no batalhão e informou que a oficial responsável pelo turno, tenente Marina, fazia o patrulhamento preventivo na cidade.

O Agora também entrou em contato com a Delegacia Seccional de Limeira e foi informada que o caso era investigado no 1º DP. Segundo um investigador da Seccional, o distrito fecha à noite e não funciona aos sábados e domingos.