SARNEY NÃO PENDURARÁ AS CHUTEIRAS…BATERÁ BOTAS 17

15/02/2011 – 12h45

STF identifica responsável por post e pede desculpas a seguidores

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

Em nota divulgada nesta terça-feira (15), o STF (Supremo Tribunal Federal) pede desculpas e afirma que o post publicado na página oficial da Corte, questionando quando o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), penduraria as chuteiras, foi colocado por uma funcionária terceirizada.

“A Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal esclarece que, por ato impensado, sua página oficial no Twitter foi usada indevidamente por funcionária terceirizada, para tecer comentários impróprios a respeito de eminente autoridade, a qual o STF e a SCO pedem encarecidas desculpas. A SCO também pede desculpas aos seguidores da página do Supremo no Twitter, pois os comentários em nada, direta ou indiretamente, refletem os pensamentos desta Corte Suprema e informa que já foram tomadas as medidas administrativas cabíveis.”

Twitter do STF pergunta quando Sarney vai pendurar chuteiras

A publicação já foi apagada. “Ouvi por aí: ‘agora que o Ronaldo se aposentou, quando será que o Sarney vai resolver pendurar as chuteiras?'”, dizia o post.

Eleito três vezes o melhor jogador do mundo, Ronaldo, 34, confirmou ontem sua aposentadoria. O anúncio oficial aconteceu no Centro de Treinamento do Corinthians, mas, segundo o agora ex-atacante, a decisão foi tomada na última quinta-feira.

Na ocasião, Ronaldo aproveitou para falar que há quatro anos tem uma doença que prejudica a sua briga com a balança, o hipotiroidismo.

  Reprodução  


A SEGURANÇA CARIOCA É UMA ZONA…DELEGADO GERAL TENTOU FECHAR A DRACO ( DEPARTAMENTO PARTICULAR DO SECRETÁRIO )…FOI GUILHOTINADO…LÁ O SECRETÁRIO CORRE COM A PF: NÃO QUER CONCORRENTES!” 22

15/02/2011 – 13h07

Chefe da Polícia Civil do Rio deixa o cargo após operação da PF

DO RIO

Atualizado às 13h30.

O chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, deixou o cargo nesta terça-feira. A saída do delegado foi definida em reunião com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

Chefe de polícia do Rio diz que há indício de corrupção na Draco
Delegado diz que vistoria em delegacia é constrangimento
Ex-subchefe da polícia é transferido para Bangu 8
Associação de delegados critica operação da PF no Rio

Segundo nota emitida pela secretaria, os dois concluíram que a saída de Turnowski era a mais adequada para “preservar o bom funcionamento das instituições”.

A posição de Turnowski à frente da Polícia Civil ficou desgastada após a operação Guilhotina, desencadeada pela PF (Polícia Federal), e que prendeu dezenas de policiais ligados a traficantes e milícias. O principal preso na operação, o delegado Carlos Oliveira, foi, até agosto do ano passado, subchefe de Polícia Civil. Há anos, é apontado como braço-direito de Turnowski.

Após a operação ser deflagrada, Beltrame chegou a afirmar que Turnowski tinha sua confiança. “O doutor Allan goza da minha confiança. Como chefe da instituição tem algumas informações a prestar. Não vou fazer juízos de valor”, afirmou Beltrame

Ontem, Turnowski decidiu fechar a Draco (Delegacia de Combate ao Crime Organizado), alegando ter recebido carta anônima com denúncias de corrupção, e que investigaria a delegacia.

A Draco é chefiado pelo delegado Cláudio Ferraz, ligado a Beltrame e desafeto de Turnowski. Ferraz admitiu que contribui para a PF durante a operação Guilhotina.

Em nota, Turnowski agradeceu ao governador Sérgio Cabral (PMDB) e a Beltrame pelo tempo em que comandou a Polícia Civil. “Tenho certeza que esta é a melhor decisão para o momento”, afirmou ele.

  Vanor Correia/Divulgação  
O chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, deixou o cargo nesta terça, após operação que prendeu policiais
O chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, deixou o cargo nesta terça, após operação que prendeu policiais

OLHA A CENSURA AÍ!…ESTADÃO INSINUA QUE DESEMBARGADORES VENDEM SENTENÇAS TAL COMO JORNAL VENDE NOTÍCIAS 6

Caro Dr. Guerra, como o Sr. sempre anuncia, veja a reportagem do ESTADÃO de hoje: (mas, acho que se fosse relativo ao PSDB.. de SP eles não publicariam…):

Censura aos meios de comunicação no ano passado pode ter sido comprada
Desembargador de Tocantins que decidiu pela proibição da publicação de notícias citando governador é investigado pela PF
14 de fevereiro de 2011 | 18h 38
Felipe Recondo, da Agência Estado
BRASÍLIA – A censura imposta ao Estado e mais 83 meios de comunicação em setembro do ano passado pelo desembargador Liberato Póvoa, do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), pode ter sido comprada. Ofício encaminhado pela Polícia Federal no ano passado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) revela a existência de indícios de “comércio de decisões judiciais”, inclusive no caso da “censura dos meios de comunicação”.
A liminar, concedida às vésperas das eleições do ano passado, impedia a publicação de notícias sobre a investigação do Ministério Público de São Paulo que citava o então governador Carlos Gaguim (PMDB) como integrante de organização criminosa montada para supostamente fraudar licitações. A decisão impedia também a publicação de dados sobre o lobista Maurício Manduca. Aliado e amigo do então governador, Manduca foi preso no ano passado. A censura atingiu 8 jornais, 11 emissoras de TV, 5 sites, 40 rádios comunitárias e 20 comerciais. Se a decisão fosse descumprida, seria aplicada multa diária de R$ 10 mil.
Os indícios de venda dessa decisão e de pelo menos mais outras seis sentenças levaram o ministro João Otávio de Noronha, do STJ, a autorizar a PF a grampear os telefones de Póvoa e do vice-presidente do Tribunal de Justiça de Tocantins, Carlos Luiz de Souza. A investigação acabou por reforçar os indícios da venda de decisões no TJ, em especial para a liberação célere de precatórios milionários, e acabou por chegar também à presidente do tribunal, Willmara Leila de Almeida.
Esses indícios poderão se tornar provas quando a PF receber dados obtidos com a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Será possível, com isso, identificar se os desembargadores receberam um porcentual do valor dos precatórios como forma de agilizar a liberação dos recursos.
Para não atrapalhar as investigações e prejudicar a imagem do Judiciário, a Corte Especial do STJ determinou, em dezembro passado, o afastamento por 180 dias dos três desembargadores. Todos foram também proibidos de entrar nos prédios do TJ e do Tribunal Regional Eleitoral para não atrapalhar as investigações.
A Polícia Federal chegou a pedir a prisão preventiva de Liberato Póvoa e Carlos Souza. Os investigadores argumentavam que o suposto esquema de negociação de sentenças ocorria desde 2007 e que os investigados, conforme mostravam as interceptações telefônicas, continuavam a manter contatos frequentes. Mas Noronha avaliou não haver provas suficientes do suposto esquema que envolveria, além dos desembargadores, advogados e assessores do tribunal.
“É certo que os fatos que estão sendo investigados pela Polícia Federal são de extrema gravidade, mas, até o momento, as provas obtidas apenas indicam eventual participação dos desembargadores nas negociações de decisões judiciais, não havendo sido definido se o grupo formado pelos advogados está apenas explorando o prestígio alheio”, afirmou Noronha em seu voto, publicado no final da semana passada. “Contudo, se por um lado, os elementos até então não são suficientes a ensejar o decreto de prisão, por outro, não se pode olvidar que dão notícias de situação que, se ocorrente, abala a estrutura do Poder Judiciário”, acrescentou.

“O destino de denúncia anônima é o lixo, já decidiu o Supremo Tribunal Federal”, declarou o desembargador Henrique Calandra 20

MP investiga bens de ex-presidente do TJ-SP

14 de fevereiro de 2011 | 9h 53

AE – Agência Estado

O Ministério Público (MP) rastreia denúncia de suposto enriquecimento ilícito e tráfico de influência envolvendo o ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Antonio Carlos Viana Santos, que morreu em 26 de janeiro, aos 68 anos. Viana teria adquirido, nos últimos meses de sua vida, bens em valores muito superiores aos seus rendimentos como magistrado – com 42 anos de carreira, o seu contracheque alcançava R$ 30 mil, valor bruto, incluídos quinquênios e outros benefícios da toga. O orçamento era reforçado ainda com uma aposentadoria de professor.

A investigação se baseia em denúncia que preenche 11 páginas – cópias chegaram à Polícia Federal (PF), Receita, TJ e MP dez dias antes de Viana morrer. O relato, de uma pessoa que se identifica como “pecuarista e ex-prefeito”, aponta dados sobre a evolução patrimonial do desembargador. O MP abriu procedimento preparatório de inquérito civil – no âmbito penal, em caso de morte do investigado, a punibilidade fica extinta; mas, no aspecto civil, providências podem ser tomadas para identificar beneficiários.

Um item do acervo é o Porsche Cayenne preto, ano 2011, placas EBM-7373, que Viana adquiriu em dezembro. Ele transferiu o carro, avaliado em R$ 340 mil, para o nome de Maria Luiza Pereira Viana Santos, sua mulher, em 7 de janeiro. Outros itens apontados são dois imóveis, nos Jardins, um deles na Rua José Maria Lisboa, de R$ 1,4 milhão. Viana foi encontrado morto em sua casa, vítima provavelmente de enfarte agudo do miocárdio. A polícia investiga a morte. Depoimentos indicam graves desavenças familiares.

Defesa

“O destino de denúncia anônima é o lixo, já decidiu o Supremo Tribunal Federal”, declarou o desembargador Henrique Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). “Dar curso a uma denúncia anônima é agredir a memória de um magistrado altruísta e exemplar.” Calandra considera crucial um detalhe. “(Viana) registrou formalmente o que adquiriu. Se tivesse feito alguma falcatrua, iria declarar em registro público a aquisição de bem ilícito? Se colocou em seu próprio nome é porque agiu, como sempre fez em toda a sua vida e carreira, de forma transparente e honesta.”

“Viana era um homem muito puro, sua vida era a magistratura”, diz o advogado Antonio Carlos Meccia, amigo desde os tempos de faculdade. “A rivalidade entre nós só existia na prática esportiva, ele fazia a São Francisco, eu a Católica.” Meccia desconhece a denúncia. Ele afirma: “Viana era um homem muito idôneo, nada há que possa desabonar sua conduta. Ele sempre foi muito preocupado com o tribunal. Não chegou por acaso à presidência.”

Sobre o Porsche, o advogado disse: “Que eu saiba foi comprado com honorários da mulher dele, não tenho dúvida.” A advogada Maria Luiza Pereira Viana Santos, viúva de Viana, não retornou ligações da reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

SÃO JOBIM: Tem que prender mesmo e botar na cadeia, fazer o processo necessário 13

Jobim defende prisão de policiais corruptos no Rio

15 fevereiro


MARINA GUIMARÃES – Agência Estado

O ministro de Defesa, Nelson Jobim, defendeu hoje a prisão de policiais acusados de corrupção durante operações em favelas no Rio de Janeiro. “Tem que prender mesmo e botar na cadeia, fazer o processo necessário. Isso mostra que essas operações visam também à identificação de problemas internos nas polícias, isso é importante que se faça”, afirmou o ministro, em entrevista à imprensa brasileira em Buenos Aires, na Argentina.
Jobim sugeriu que os inquéritos sejam rigorosos, “principalmente que sejam públicos, transparentes”. Também opinou que a utilização do Exército em operações como as do Rio não deveria ser repetida em outros Estados. “Espero que não sejam (repetidas) porque a função do Exército e das Forças Armadas, nesse caso, é meramente subsidiária, quando há uma impossibilidade, uma dificuldade, uma deficiência dos meios policiais para tanto”, disse Jobim.
O ministro qualificou como “importante” a política que o Rio adotou de criar as unidades pacificadoras, que, segundo ele, deveriam ser ocupadas por novos policiais militares e não pelos antigos. “Eles estão formando essas unidades. É uma política importante porque traz gente nova e o Exército está colaborando. Mas não podemos transformar isso em uma atividade primária das Forças Armadas. São atividades secundárias e especialíssimas, em hipóteses muito especiais.”