EDITORIAL DA FOLHA DE SÃO PAULO VELADAMENTE SUGERE QUE O SECRETÁRIO FOI OMISSO NO CASO DA ESCRIVÃ VÍTIMA DE ABUSOS…TERIA SIDO CORPORATISTA EM CAUSA PRÓPRIA? 15

Enviado em 26/02/2011 às 9:43 – ricardo

Azedou pro Pinto, até a folha ta detonando ele, eu fuiiiiiiii ele foiiiiiiiiiiiii

CONTEÚDO LIVRE: EDITORIAL – FOLHA DE SÃO PAULO

Abuso policial

Em junho de 2009, policiais da corregedoria arrancaram à força as vestes de uma escrivã acusada de receber propina em uma delegacia na zona sul de São Paulo. Uma investigação para apurar se houve excessos foi arquivada. A delegada Marina Inês Trefiglio Valente, por ironia a primeira mulher na história a ocupar o cargo de corregedora-geral, defendeu a ação dos subordinados.
Apenas depois do vazamento de um vídeo, na semana passada, que registra a ação, o caso tomou novo rumo. Os policiais envolvidos acabaram afastados, e o inquérito foi reaberto. A delegada, nomeada em março de 2009, foi retirada do cargo.
Assistir à gravação, feita pelos próprios policiais, é testemunhar um abuso. Contra a violência que se anuncia, ouvem-se apelos da escrivã, suspeita de esconder propina sob a roupa para escapar do flagrante. “Você está dificultando nosso trabalho”, diz um agente.
Havia duas policiais femininas na sala, e a escrivã dizia concordar em ser revistada por elas. Exigia apenas que os homens saíssem. Em vão. Depois de arrancados os trajes à força, um deles mostra quatro notas de R$ 50 à câmera. “Está presa em flagrante”, diz. Expulsa em 2010, a funcionária agora recorre da decisão.
Não se trata de discutir se a suspeita era culpada, mas o modo como o caso foi conduzido. É óbvio, mas cumpre ressaltar, que ilegalidades não podem servir de caminho para expor outros ilícitos.
O combate à corrupção policial é uma das principais bandeiras do atual secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto. Em sua gestão, cerca de um quarto dos pouco mais de 3.000 delegados do Estado tornaram-se alvo de investigações da Corregedoria da Polícia Civil.
Um dos maiores problemas enfrentados pelo órgão é justamente o corporativismo, um tipo de comportamento que não deveria contaminar autoridades graduadas. O vídeo tinha chegado à secretaria em novembro, mas a reação só veio após seu vazamento.

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Quarta-feira, 26/08/09 – 18:32

Corregedoria da Polícia Civil passa a responder ao gabinete do secretário

Um decreto do Governo do Estado de São Paulo, publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (26), transfere a estrutura básica da Corregedoria da Polícia Civil para o gabinete do secretário da Segurança Pública.

Na prática, a Corregedoria passa a ser diretamente subordinada ao secretário da Segurança Pública, que deve ser informado sobre o andamento de todas as atividades da unidade. Antes, quem recebia essas informações era a própria Polícia Civil.

A remoção de integrantes de algumas carreiras, por exemplo, deverá ser previamente comunicada ao secretário. As decisões de penas de remoção compulsórias também passarão a ser submetidas ao titular da pasta.

Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança Pública

http://www.ssp.sp.gov.br/noticia/lenoticia.aspx?id=1289

PM mulher tentou impedir delegado que tirou roupa à força de escrivã…ESTÁ NO REQUERIMENTO DO PROMOTOR QUE NÃO VIU ABUSOS E PEDIU ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO 35

26/02/2011 08h07 – Atualizado em 26/02/2011 08h07

PM mulher tentou impedir delegado que tirou roupa à força de escrivã

Policial militar feminina disse que delegado queria ver suspeita nua em SP.
Escrivã conta que delegado sorriu ao vê-la nua, diz relatório da Promotoria.

Kleber Tomaz Do G1 SP

V.F., de 29 anos, se diz traumatizada até hoje com a humilhação a qual foi submetida (Foto: Marcelo Mora/G1)A ex-escrivã de 29 anos se diz traumatizada até hoje  (Foto: Marcelo Mora/G1)

Relatório do Ministério Público Estadual revela que uma policial militar chamada por policiais civis para revistar a escrivã suspeita de corrupção em 2009 tentou vistoriá-la no banheiro da delegacia, na companhia de uma guarda-civil metropolitana, sem a presença masculina, mas foi impedida pelo delegado da Corregedoria que comandava a ação.

O documento da Promotoria foi obtido pelo G1. A ex-escrivã, expulsa da corporação, foi despida à força por um delegado da Corregedoria da Polícia Civil e filmada nua pela equipe dele, formada por homens, dentro do 25º Distrito Policial, em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo.

Em seu depoimento, a policial militar disse que o delegado alegou que ele precisava acompanhar a revista, exigindo que a escrivã se despisse na sua frente. A testemunha afirmou que a suspeita se recusou, dizendo que só iria tirar a roupa para mulheres.

Mas o delegado arrancou a calça e a calcinha da escrivã, que ficou nua na frente da policial militar, de uma guarda-civil metropolitana, de uma mulher e de pelo menos quatro delegados. Em seguida, o delegado da Corregedoria mostrou R$ 200 que disse estar com a escrivã e a prendeu. O dinheiro, segundo a acusação, foi pago à escrivã por um suspeito de porte ilegal de arma para favorecê-lo no inquérito.

A testemunha solicitava ao delegado da Corregedoria para fazer a revista pessoal (…) no banheiro existente no local. Porém, o delegado exigia que ela se desnudasse na frente dele. Referido delegado não deixou que a testemunha realizasse a revista pessoal (…) no banheiro porque ele dizia que, por ser o condutor, precisava acompanhar a diligência. Na sala também estava uma guarda-civil metropolitana para auxiliar na diligência e uma outra mulher. Por fim, (…) se jogou no chão e referido delegado a segurou pelas pernas e arrancou as calças dela, arrancando também a calcinha, permitindo que todos vissem seus pelos pubianos”, disse a policial militar em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep), que instaurou procedimento para apurar eventual crime de abuso de poder e violação de direitos durante a prisão em flagrante da escrivã.

Vídeo na internet
Recentemente, imagens da ação vazaram na internet, causando mal-estar na cúpula da Secretaria da Segurança Pública do estado. Pelo menos dois documentos foram encaminhados ao secretário da Segurança, Antonio Ferreira Pinto, nos últimos dois anos o alertando sobre esse vídeo no qual o delegado despe a escrivã.

São eles o relatório do Gecep, ao qual a equipe de reportagem teve acesso, e que foi enviado em 28 de agosto de 2009 ao secretário Ferreira Pinto; e um ofício da Ordem dos Advogados do Brasil, em São Paulo (OAB-SP), enviando cópia da fita com a ação da Corregedoria a ele em 4 de novembro de 2010.

A assessoria de imprensa da SSP foi procurada para comentar a informação de que o Gecep encaminhou o relatório ao secretário, mas não se pronunciou. A respeito do DVD com cenas da ação policial, a secretaria informou que Ferreira Pinto recebeu o conteúdo com as imagens em 22 de dezembro de 2010, mas não as viu, e enviou as cenas à Corregedoria da Polícia, que já havia investigado e arquivado o caso.

O vazamento do vídeo da Corregedoria foi criticado nesta semana pelo governador Geraldo Alckimn (PSDB), que o classificou como “grave”.

Delegados afastados
Após a divulgação da ação em sites e a reprodução dela nas TVs e jornais, o secretário Ferreira Pinto demonstrou indignação com o arquivamento do inquérito da Corregedoria que apurava suposto abuso de poder praticado pelos delegados que fizeram a prisão da escrivã. Na segunda-feira (21), ele determinou o afastamento dos quatro delegados envolvidos. No dia seguinte, foi a vez de ele transferir a delegada Inês Trefiglio Valente do posto de corregedora-geral. Ela chegou a defender os policiais publicamente, ao dizer que eles agiram com “moderação”.

O secretário também determinou a nova instauração de processo administrativo disciplinar na Corregedoria da Polícia Civil para apurar a responsabilidade dos delegados envolvidos naquela ação de 2009.

A equipe da Corregedoria investigava a escrivã por crime de concussão (quando um servidor exige o pagamento de propina). A mulher respondeu a processo administrativo e foi exonerada da Polícia Civil em outubro de 2010.

Arquivamento
No relatório obtido pelo G1, o Gecep pediu para a Promotoria do Fórum de Parelheiros apurar o suposto abuso policial, mas o promotor designado decidiu arquivar o caso em 23 de setembro de 2009. Também informou que foi instaurado inquérito policial na Corregedoria da Polícia Civil e a apuração na então Promotoria de Justiça da Cidadania (substituída hoje pela Promotoria do Patrimônio Público e Social).

Não há que falar em abuso de autoridade por parte do delegado (…), pois à polícia será sempre permitido relativo arbítrio, certa liberdade de ação (…)”, escreveu o promotor que arquivou o caso.
Sobre as imagens a que assistiu, o promotor escreveu que “o clima existente no local dos fatos ficou bem adverso a atuação destes, aliás, muito idêntico àqueles retratados nos filmes, quando policiais são investigados por outros policiais”.

O promotor ainda escreveu que os delegados “agiram, portanto, estritamente no exercício de suas funções policiais”.

Nesta semana, a Promotoria de Justiça instaurou procedimentos para apurar novamente a denúncia de abuso de autoridade praticado por policiais contra a escrivã a partir das notícias veiculadas na imprensa.

Delegados trocam acusações
O documento também mostra trechos de depoimentos dos delegados que eram investigados pelo Ministério Público, bem como da escrivã e de testemunhas.

O delegado-corregedor apontado como o responsável por tirar a roupa da escrivã sem o consentimento dela foi ouvido e alegou que “a ordem para despir (…) partiu do delegado de polícia divisionário, (…). Disse também que não permitiu que as policiais femininas que estavam no local efetuassem a revista pessoal (…) porque não confiou nelas. Por fim, informou que como era ele quem comandava a operação, deliberou que a revista pessoal (…) fosse feita por ele mesmo”.

O então delegado divisionário negou que ele tenha permitido que a revista da suspeita fosse feita por homens e “afirmou que jamais autorizou ou determinou que a escrivã (…) fosse desnuda por policiais do sexo masculino. Autorizou que a revista fosse realizada dentro dos ditames legais, ou seja, por policiais femininas.”

Vídeo gravado pela Corregedoria foi parar na internet  (Foto: Reprodução)Vídeo gravado pela Corregedoria foi parar na internet
(Foto: Reprodução)

Escrivã
No mesmo relatório, o Gecep informa que escrivã lhe contou que o delegado começou a sorrir quando ela ficou nua. “Algemou a depoente, com as mãos para trás, e jogou a depoente no chão e, sem sequer abrir os botões arrancou a calça da depoente. Nisso o dinheiro caiu no chão. Sem necessidade alguma o delegado abaixou a calcinha da depoente, tendo ela ficado com a intimidade exposta. A depoente viu que o delegado de polícia da Corregedoria sorriu enquanto estava desnuda”, escreveu a promotora.

Em entrevista ao G1 na segunda, a ex-escrivã, que não quis ter o nome divulgado, afirmou que se sente humilhada em dobro com a veiculação do vídeo na internet com a cena dentro da delegacia. “É uma dupla humilhação, no dia e agora”, disse a mulher, que preferiu não comentar a acusação.

O advogado da ex-escrivã tenta reverter sua exoneração da Polícia Civil. O inquérito criminal ainda corre na Justiça. A primeira audiência do caso só deverá ocorrer em maio, conforme seus advogados. “Foi um excesso desnecessário. Ela só não queria passar pelo constrangimento de ficar nua na frente de homens”, disse o advogado Fábio Guedes da Silveira.

Testemunhas
Ainda no mesmo documento, são mostrados trechos dos depoimentos dos delegados suspeitos do abuso e das testemunhas.

Outro depoimento que chama a atenção é do delegado titular do 25º DP, que tentou defender a escrivã e chegou a responder uma sindicância na Corregedoria por atrapalhar a ação do órgão. De acordo com o delegado de Parelheiros, o delegado da Corregedoria “gritava para que (…) tirasse a roupa dela na frente dele; porém, ela dizia que a revista deveria ser feita por uma policial feminina e não por homens. Havia uma policial militar e uma guarda-civil metropolitana femininas no distrito policial no momento dos fatos”.

O G1 não conseguiu localizar os delegados afastados da Corregedoria pelo secretário, os promotores, a policial militar que prestou depoimento e as testemunhas para comentar o assunto

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https://flitparalisante.wordpress.com/2011/02/24/segue-e-mail-que-a-escriva-enviou-aos-orgaos-publicos-percebam-o-porque-de-nao-colherem-o-depoimento-da-policial-militar-silvian-no-auto-de-flagrante/

Policial militar feminina disse que delegado queria ver suspeita nua em SP 25

Enviado em 26/02/2011 às 9:50– AGUARDANDO O BONDE

26/02/2011 08h07 – Atualizado em 26/02/2011 08h07
PM mulher tentou impedir delegado que tirou roupa à força de escrivã
Policial militar feminina disse que delegado queria ver suspeita nua em SP.
Escrivã conta que delegado sorriu ao vê-la nua, diz relatório da Promotoria.
Kleber Tomaz
Do G1 SP

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A ex-escrivã de 29 anos se diz traumatizada até hoje (Foto: Marcelo Mora/G1)

Relatório do Ministério Público Estadual revela que uma policial militar chamada por policiais civis para revistar a escrivã suspeita de corrupção em 2009 tentou vistoriá-la no banheiro da delegacia, na companhia de uma guarda-civil metropolitana, sem a presença masculina, mas foi impedida pelo delegado da Corregedoria que comandava a ação.

Tá tudo no G1 reportagem completa.

PENICO ESPALHADO ( gongorismo ) 32

Enviado em 26/02/2011 às 8:37

na DGPAD, o Dr. GUSTAVO HENRIQUE GONÇALVES, RG
16.100.720, Delegado de Polícia de 3ª classe, padrão II, lotado
na Delegacia Geral de Polícia, anteriormente classificado na
CORREGEDORIA. (DGP 1700/P)
na DGPAD, o Dr. EDUARDO HENRIQUE DE CARVALHO
FILHO, RG 29.332.817, Delegado de Polícia de 3ª classe, padrão
II, lotado na Delegacia Geral de Polícia, anteriormente classificado
na CORREGEDORIA.(DGP 1701/P)
no DEINTER 4 – BAURU-SEDE, o Dr. RENZO SANTI BARBIN,
RG 27.157.982, Delegado de Polícia de 3ª classe, padrão II, lotado
na Delegacia Geral de Polícia, anteriormente classificado na
CORREGEDORIA (4ª Corregedoria Auxiliar – Bauru) (DGP 1702/P)
no DEINTER 5 – SÃO JOSÉ DO RIO PRETO-SEDE, o Dr. EMÍLIO
ANTONIO PASCHOAL, RG 11.076.225, Delegado de Polícia de
1ª classe, padrão IV, lotado na Delegacia Geral de Polícia, anteriormente
classificado na CORREGEDORIA, cessados os efeitos
da Portaria que o designou a exercer a função de Delegado
Seccional de Polícia II da 5ª Corregedoria Auxiliar – São José do
Rio Preto, ficando em conseqüência, cessados o “pro labore”
correspondente.(DGP 1703/P)

FÁBIO PANNUNZIO DESVELA A FARSA ENGENDRADA POR MEMBROS DA DIVISÃO DE CRIMES FUNCIONAIS DA CORREGEDORIA…PERGUNTA-SE: O SENHOR SECRETÁRIO LEU O MONTURO ABAIXO JUNTADO AOS AUTOS DO P.A.? 77

Coação, humilhação, perseguição. Saiba como a escrivã V. se tornou a estrela das cenas de nudez da Corregedoria

February 25 | Posted by Fábio Pannunzio

“Isso é a cena de um estupro. Faltou apenas a conjunção carnal”. Foi assim, com um ar de incredulidade, que um promotor de justiça reagiu ao ver as imagens da violência perpretada por dois delegados de polícia contra uma escrivã neste Blog. O video, que acabara de ser veiculado, selaria os destino de duas mulheres. A escrivã V.F.S.L., humilhada, arrasada, seria expulsa da polícia como uma ladra, no curso de uma investigação eivada de falhas processuais; e  a chefe de seus algozes, a corregedora Maria Inês Trefiglio Valente, que perderia um dos postos mais importantes da Polícia Civil por ocultar e apoiar a truculência de seus agentes.

A história que levou a isso tudo começa no dia 1 de novembro de 2008, às 15 horas, quando o Centro de Operações da Polícia Militar recebeu um chamado para atender a uma ocorrência trivial na Rua Henrique Albertus, 1, em Parelheiros, na Zona Sul da cidade de São Paulo.

Ao chegar ao local, os policiais encontraram o assistente judiciário José Geraldo de Souza, 53 anos de idade, com marcas visíveis de espancamento pelo corpo. A surra fora aplicada pelo filho dele após uma discussão. Descontrolado,  o motoboy Alex Alves de Souza, de 27 anos,  não se contentou em arrancar sangue do pai. Fez-lhe, também, uma ameaça de morte. Com uma caixa de munição nas mãos, gritou “isso é pra você”.

Alex não estava mais em casa quando os PMs chegaram. Com autorização do pai agredido, fizeram uma busca e encontraram a caixa de munição dentro em uma armário da área de serviço. Eram 27 cápsulas de cartuchos calibre .30 marca CBC. José Geraldo não quis representar contra o filho pelas agressões sofridas. Mas motoboy passou a ser investigado pela posse ilegal da munição.

No dia 5 de junho de 2009, pela primeira vez, Alex e V.F.S.L. se encontraram no cartório do Vigésimo-quinto Distrito Policial. Ela na condição de escrivã, ele, na de depoente. Alex, como todo frequentador habitual de delegacias de polícia, inventou uma história qualquer para justificar a posse da munição. Ela já havia sido preso em flagrante três anos antes pelo mesmo crime, porte ilegal de arma.

Contou ao delegado que encontrou os cartuchos no fundo do quintal de sua casa quando capinava o mato. Alguém teria perdido a caixa e ele a guardou por oito longos meses, sempre pretendendo se livrar dela. Explicou que brigou com o pai quando este agrediu sua filha. Quanto ao ferimento no rosto de José Geraldo, teria sido produzido por acidente — o pai, na versão do agressor, se desequilibrou quando ele o agarrou pelo braço e bateu a cabeça num beliche.

Quatro dias depois, o motoboy procurou o Grupo de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público para denunciar a escrivã. No dia seguinte, foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil, onde prestou declarações afirmando que a policial “foi logo dizendo que o declarante ‘estava enrolado’, ‘estaca complicado’, e que poderia ajudá-lo mediante o pagamento de R$ 1 mil; que o declarante disse que não tinha a referida quantia, (…) sendo dito pela escrivã que o acordo ficaria em R$ 600, caso contrário ela acabaria com a vida do declarante”.

Começava aí a produção de uma das peças mais insólitas da crônica policial.  Alex tinha uma mãos uma gravação feita com seu telefone celular que supostamente registraria o momento em que V. lhe exigiria o dinheiro. Eramentira — pelo menos em relação à afirmação de que havia, na gravação, o registro de uma exigência de propina feita pela escrivã.Ao contrário do que afirmou aos delegados, não havia seuqer uma insinuação, uma menção a dinheiro.

O diálogo gravado, cuja transcrição pode ser lida na íntegra aqui, refere-se apenas a questões de praxe na tomada de um depoimento. Todas as respostas foram formalmente assentadas.

Preparação do flagrante: “declarante deve seguir todas as orientação” para pegar a escrivã

Apesar de estarem cientes disso, os delegados incumbidos de apurar a denúncia trazida por Alex decidiram iniciar uma investigação tortuosa. No mesmo dia em que tomaram seu depoimento, passaram a ele instruções precisas de como  deveria agir dali em diante para produzir, armar o flagrante. E o mais impressionante é que tudo isso ficou registrado no termo de declarações resultante do primeiro depoimento do motoboy à Corregedoria.

O documento, que o Blog do Pannunzio revela em primeira mão (veja fac-símile à esquerda), detalha as instruções para a montagem do flagrante:

“Que nesta oportunidade, o declarante esta sendo orientado de que devera seguir totalmente as
orientações que ora lhe estão sendo passadas, no sentido de que devera comparecer ao 25.0 Distrito Policial no período da tarde, sob vigilância de Policiais Corregedores, ocasião na qual ira adentrar no cartório da referida Escrivã, conforme combinado pela própria, anteriormente, sendo que irá cumprir com a exigência imposta pela Escrivã, realizando efetivamente a entrega de R$200,00 (Duzentos reais), sendo esta a quantia
levantada pelo declarante; Que, após, efetivamente entregar a aludida quantia, o declarante iFáefetuar uma ligação telefônica, do seu próprio telefone (O 11-6780-9726), ao telefone (O 11-7817 -7296), sinalizando ao policiais para que possam adentrar as dependências da aludida Unidade Policial, para efetuar a prisão em flagrante da Escrivã “Vanessa”, Que o pagamento será efetuado com quatro notas de–R$50,OO (Cinqüenta- reais), as – quais foram previamente apresentadas pelo declarante nesta Divisão e xerocopiadas, e instruem o presente  procedimento”.

Qualquer estudante  de direito sabe que induzir ao cometimento do crime produz provas viciadas. Para os delegados da Corregedoria, no entanto, bastaram as declarações de um homem com passado criminal, munido de uma gravação que não dizia nada, para dar início a um procedimento completamente irregular. E que tinha por objetivo incriminar, por meios espúrios, uma servidora contra quem não havia nada além da palavra do denunciante.

A falta de provas responde a pergunta que ninguém fez à ex-corregedora-geral Maria Inês Trefiglio quando ela afirmou que o procedimento vexatório de seus agentes era “necessário”. Na verdade, eles não tinham a prova da concussão, e sem o vale-tudo circense armado nas dependências de Parelheiros não seria possível execrar a funcionária. Inadmissível num ambiente acostumado à coação e aos julgamentos sumários, acostumado ao arbítrio e imbuído de uma caça às bruxas que, em nome de “limpar a polícia”,  justificava todo tipo de abuso e desrespeito.

Outra lição que todo candidato ao bacharelado em direito sabe: a concussão é um crime formal, que se consuma no momento em que o servidor público exige dinheiro. Todo o restante da cena montada é inútil do ponto-de-vista da instrução do inquérito. Ou seja: não é necessário comprovar que houve o pagamento, como no crime de corrupção. A isso se chama exaurimento — não agrava a pena, não altera o tipo penal, é simplesmente inócuo.

A partir daí, Alex passa a agir como um títere dos delegados. Nas conversas seguintes, ele tenta, sem sucesso, insinuar-se para a escrivã, que rechaça as investidas. Mas isso será assunto da próxima reportagem, amanhã, aqui no Blog.

http://www.pannunzio.com.br/?p=7304

Artigo – O que não estarão fazendo contra os pobres? 7

Data: 25 de fevereiro de 2011 20:44
Assunto: Artigo – O que não estarão fazendo contra os pobres?
Para:

http://www.conjur.com.br/2011-fev-25/despiram-escrivao-nao-estarao-fazendo-pobres

Texto publicado sexta, dia 25 de fevereiro de 2011

Artigos

O que não estarão fazendo contra os pobres?

Ver autoresPor Thiago Gomes Anastácio

Esse grande advogado de defesa que é Alberto Zacharias Toron recebeu fortes críticas anos atrás, durante a Operação Navalha, por afirmar ser o tratamento dispensado, pela então onda de operações, a democratização do tratamento conferido a pretos, pobres e putas; ou seja, enraizado em ilegalidades, afogado em vícios.

A novidade de então era a humilhação e afronta aos ricos.

Arnaldo Malheiros Filho escreveu ainda ontem, nessa mesma Consultor Jurídico, sobre o absurdo que é vídeo publicado no YouTube em que escrivã de polícia é deixada com as vergonhas à mostra, depois de ter contra si um inventário de ilegalidades; não só expondo-a a população como se fazia com as antigas bruxas, como maculando, para sempre, a apreensão de dinheiro que esse ensaísta não entendeu de onde foi retirado.

Filmaram o constrangimento, filmaram a humilhação, filmaram as ofensas, os pedidos por dignidade e discrição, mas o dinheiro não se viu de onde veio.

Ocorre, porém, que falar do caso concreto, falar sobre culpas e expurgações, não é permitido aos homens de bom senso, principalmente aos advogados de defesa.

A humilhação e culpa penal da escrivã, e a possível culpa de integrantes da Corregedoria da Polícia Civil, serão analisados nas ações próprias, como sempre clamam os criminalistas quando são seus clientes os acusados.

Todos têm o óbvio direito de análise e crítica, mas devemos evitar nomes e exposições típicas de caça às bruxas. Principalmente, devemos evitar a covardia de atacar aqueles que estão na posição de oprimidos. Waldir Troncoso Peres bem ensinou para os tempos futuros: “o réu é sempre o oprimido”. 

Réus é vítimas merecem respeito, não só porque tal princípio está nas entrelinhas da lei, mas porque somos civilizados – educados, para ser mais claro.

A análise útil ao futuro e à advocacia é simples: se estão fazendo isso com escrivãs, o que estão fazendo com os pretos, pobre e putas lembrados por Toron – esses sim os clientes preferidos do Estado-Polícia?

Como sempre acontece, alguma força muito estranha protege o Estado junto à imprensa e, grandes escândalos do Poder Público Paulista não são lembrados nem tem seus desfechos verificados pelo quarto poder.

Tempos atrás se afirmou enorme o número de Delegados que seriam investigados pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, quer por corrupção, extorsão e até por tortura. Parece que mais de um quarto do contingente da polícia judiciária estadual.

Nada mais se ouviu sobre isso. Agora temos esse caso, que logo será esquecido.

Curioso: dos cidadãos comuns, escolhidos pela imprensa e sua opinião pública, ninguém esquece.

Não ficarei aqui citando autores, romancistas, contistas, fatos históricos e causas célebres. Nesses momentos de espanto – pois não acreditamos que um dia viria a público o que sempre afirmamos – precisamos ser objetivos, menos chatos e pomposos.

Comprovou-se o que os criminalistas – tão odiados – sempre afirmaram existir.

Eis a cultura investigativa brasileira e não se duvide mais disso; enfim à luz o encoberto por autoridades judiciárias e ministérios públicos ao aplicarem o princípio da inércia se a acusação é contra o Estado e o in dubio pro societate, quando a acusação é contra os PPP.

E assim vamos. Imaginem pra onde.

 

O que é gongorismo? 32

Data: 25 de fevereiro de 2011 14:56
Assunto: O que é gongorismo?
Para: dipol@flitparalisante.com

Prezado Doutor Guerra
 
Em meio ao alvoroço causado pelo episódio envolvendo a escrivã despida a força, não havia prestado atenção à oportuna Recomendação nº. 2 da DGP.
Preciso de uma ajuda dos colegas policiais, pois não encontrei o termo no meu dicionário.
O que vem a ser gongorismo?
E o que são palavras rebuscadas?
Agradeço a ajuda.
 
Ricardo
 

RECOMENDAÇÃO DGP nº  2, 17 de fevereiro de 2011.
O Delegado Geral de Polícia,
 
CONSIDERANDO que todos têm o direito de se expressar da forma que melhor lhes convier, mas os servidores públicos devem garantir que os destinatários do serviço prestado compreendam-no de maneira fácil, rápida e completa, sem precisar valer-se de dicionários e compêndios,
 
CONSIDERANDO que as peças confeccionadas pelos Delegados de Polícia, tais como o histórico do boletim de ocorrência, declarações, assentadas, interrogatórios etc., retratam fatos narrados por vítimas/partes, testemunhas, autores e interrogados, os quais são seus signatários, após leitura,
 
RECOMENDA:
As Autoridades Policiais e demais policiais deverão se abster de utilizar, nas peças que elaborarem, sempre que possível, estrangeirismos, mesmo em latim, gongorismos e palavras rebuscadas de modo geral, que dificultem o pronto entendimento dos textos ou a retratação das circunstâncias noticiadas.
São Paulo, 17 de fevereiro de 2011.
 
MARCOS CARNEIRO LIMA
Delegado Geral de Polícia

 

Artigo recomendado por Policial Triste: Operação Pelada: flagrante contra escrivã foi preparado. Não h á provas de concussão no inquérito 46

Assunto: Artigo recomendado por Policial Triste:

Operação Pelada: flagrante contra escrivã foi preparado. Não há provas de concussão no inquérito
Para: “Dr. Guerra” <dipol@flitparalisante.com>

Hi Dr. Guerra,
Seu amigo Policial Triste, recomendou este posto entitulado ‘Operação Pelada: flagrante contra escrivã foi preparado. Não há provas de concussão no inquérito‘ para você.

Aqui está o que ele destacou:
N/A

Operação Pelada: flagrante contra escrivã foi preparado. Não há provas de concussão no inquérito
Postado por Fábio Pannunzio On 25/02/2011 (09:00) In Direitos humanos, Manchetes, Notícias, Primeira Mão, Segurança

Ao contrário do que afirmou a ex-corregedora-geral da Polícia Civil de São Paulo, Maria Inês Trefiglio Valente, não há nenhuma prova de prática de crime de concussão no inquérito criminal aberto para investigar a escrivã V.S.L.F. Ela foi vítima de humilhação e abuso de autoridade por parte de uma equipe da Corregedoria que investigava a denúncia de um homem que se dizia achacado pela policial.

No inquérito há o registro de três diálogos entre a escrivã e o denunciante — dois deles feitos por instrução e com o acompanhamento dos delegados que despiram à força e humilharam a escrivã. Em nenhum deles V. exige dinheiro de seu interlocutor, o que seria necessário para a materialização do crime a ela imputado.

Dois criminalistas consultados pelo Blog disseram que há evidências sobejas de que o flagrante foi preparado, o que fatalmente irá desqualificar as provas no curso da ação penal. O procedimento desastrado, batizado pelo Blog de “Operação Pelada”, foi denunciado em primeira mão pelo Blog do Pannunzio e pela Rede Bandeirantes. O video que registra as sevícias, feito pelos próprios agentes da Corregedoria, pode ser visto aqui. A repercussão do caso levou à demissão de Trefiglio da Corregedoria.

O caso vinha sendo acobertado há um ano e meio pela corregedoria. A ex-corregedora afirmou que a brutalidade dos policiais “foi necessária”, mas não explicou o por quê. O Blog obteve acesso à íntegra do processo, sobre o qual não foi decretado segredo de justiça. A ação tramita na Vigésima-Sétima Vara Criminal do Forum da Barra Funda. A leitura do material deixa claro que a escrivã jamais exigiu dinheiro do denunciante, contrariando frontalmente as afirmações da Corregedoria.

Dentro de instantes, o Blog do Pannunzio vai publicar uma compilação da degravação dos diálogos mantidos pelo denunciante com a escrivã.

Artigo de Blog do Pannunzio – http://www.pannunzio.com.br
URL par o artigo: http://www.pannunzio.com.br/?p=7281

 

A DOUTORA MARIA INÊS TREFIGLIO VALENTE…NOSSA ETERNA GRATIDÃO!

Pelos  quase dois anos  que  pudemos  trabalhar e “flitar” livre de perseguições mesquinhas…

Criticando a Corregedoria em diversas oportunidades, inclusive!

Nosso incondicional respeito diante de sua coragem e dignidade ao assumir responsabilidades ; sem entregar seus subordinados às feras.

Dignidade e coragem maternais.

Qualquer outro em seu lugar se esquivaria de pronto; com as clássicas e providenciais desculpas: disso nunca soube; isso nunca vi… Fui apunhalada pelas costas…Os fatos serão rigorosamente apurados e os responsáveis punidos  exemplarmente.

Nossa eterna gratidão pelo fato de, há pouco mais de um mês, após receber um expediente carregado de parcialidade,  oficiar ao Conselho da Polícia Civil  representando no sentido de que  fosse revista a nossa “REMOÇÃO COMPULSÓRIA” – conforme os termos assinalados por Vossa Senhoria –  “TRANSFORMADA EM PENALIDADE PERPÉTUA”; com graves prejuízos a mim, meus familiares e ao serviço público. Propondo a nossa recondução  à região de origem, onde poderíamos ser muito mais úteis e produtivos à Instituição.

Duvidamos existir na Polícia Civil quem, espontânea e desinteressadamente, ousasse propor tal providência em nosso favor…

Duvidamos existir Delegado de Polícia – entre aqueles que vestem calças – capaz de um gesto tão nobre… Mas tão arriscado e inspirador de antipatias!

Está preto no branco e assinado: SOFREU UMA REMOÇÃO COMPULSÓRIA TRANSFORMADA EM PENALIDADE PERPÉTUA.  

Assim, pensem e digam o que for da Senhora…

Eu só posso agradecer e testemunhar sua grandeza.

E, neste momento, só posso lhe pedir perdão. 

 

Roberto Conde Guerra

RAFA, NA POLÍTICA E NA POLÍCIA RECEBER “PLENOS PODERES” É O BEIJO DA MORTE 40

Enviado em 24/02/2011 às 22:29- RAFA

Dr. Guerra…escreva ai que a fonte é quente: o Secretário fica, e com plenos poderes…..Estamos comemorando a queda de alguem de nossa instituição, e ficará por isso mesmo. O secretário, que tanto pano passa para a PM (imagine como ele cuida das atrocidades feitas pelos mikes, passando pano para eles), não vai cair.

EDUARDO HENRIQUE DE CARVALHO FILHO e GUSTAVO HENRIQUE GONÇALVES SERÃO REMOVIDOS PARA HORTOLÂNDIA…TRABALHARÃO NA SAP REVISTANDO AS VISITAS FEMININAS DOS MANOS DO PARTIDO 45

Enviado em 24/02/2011 às 22:52 – WAGNER

Corregedoria ainda não cumpriu ordem do Secretário de Segurança. Delegados da Operação Pelada continuam trabalhando
February 24

Um ato aparente de insubordinação vem se somar ao descontentamento do governo paulista com o o comportamento da Corregedoria de Polícia e da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Ao contrário do que determinou o Secretário Antônio Ferreira Pinto, os delegados que protagonizaram os abusos registrados no video conhecido como “Operação Pelada”, divulgado em primeira mão pelo Blog do Pannunzio e pela Rede bandeirantes, ainda não foram afastados.

O afastamento foi comunicado por meio de uma nota oficial divulgada pelo secretário Antônio Ferreira Pinto no último dia 21. Na nota, Ferreira Pinto afirmava “ao tomar conhecimento das imagens veiculadas pela Rede Bandeirantes de Televisão, relacionadas com operação desenvolvida pela Corregedoria da Polícia Civil em 15 de junho de 2.009, determinou a saída dos delegados de polícia EDUARDO HENRIQUE DE CARVALHO FILHO e GUSTAVO HENRIQUE GONÇALVES, lotados até a presente data na Corregedoria”.

Todos os atos da administração pública só passam a ter efeitos legais após a publicação no Diário Oficial. Mas isso até agora não aconteceu. Na corregedoria da Polícia civil, informa-se que ambos estão escalados para o plantão desta sexta-feira.

O Blog está tentando contatar a assessoria de imprensa da SSP para explicar a situação, mas ainda não conseguiu retorno.

TORTURA NA DOP: LAUDO PERICIAL FOI SUPRIMIDO DA APRECIAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO 9

Enviado em 24/02/2011 às 22:14 – WAGNER

Sevícias contra escrivã foram constatadas em perícia. Prova não foi usada em inquérito que inocentou delegados
February 24 | Posted by Fábio Pannunzio

As sevícias decorrentes da violência empregada na humilhante “revista íntima” feita na escrivã V.F.S.L. por dois delegados da Corregedoria da Poicia Civil de São Paulo foram constatadas pelo Insituto Médico Legal. O exame de corpo de delito foi realizado em 16 de junho de 1009, dia seguinte à sua prisão em flagrante.

O laudo, assinado pelo médico-legista Marcus A. P. Telles, atesta que ela sofreu “lesões de natureza leve”. Foram encontradas equimoses no tornozelo direito e no punho esquerdo. O legista também anotou que V. “não quis retirar a calça para exame das pernas pois estava muito abalada emocionalmente”. A Corregedoria havia afirmado que os métodos empregados na lavratura do flagrante foram “adequados”. As imagens da humilhação imposta à servidora foram divulgadas em primeira mão pelo Blog do Pannunzio e pela Rede Bandeirantes (veja aqui na íntegra).

Apesar da constatação, o promotor Lee Robert Kahn da Silveira, que esteve a cargo da inquérito policial instaurado para apurar os excessos dos delegados-corregedores, desprezou a prova em seu parecer, que resultou no arquivamento do inquérito. Não há uma menção sequer anotada no texto a qualquer tipo de marca ou ferimento. Os advogados de V. não sabem se a peça foi juntada ao inquérito.

Caso não tenha sido juntado, o laudo pericial pode provocar a reabertura do caso, como desejam os pormotores do GECEP (Grupo Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial) do Ministério Público paulista. De acordo com o Artigo 18 do Código de Procesos Penal, só é possível reabrir um processo arquivado por determinação judicial quando surgem novas provas, que não foram consideradas no curso da primeirai nvestigação.

Veja abaixo o fac-símile da perícia.

Tags: escrivã, Operação Pelada, sevícias

Pessoal vejam o laudo da perícia no blog do pannunzio: http://www.pannunzio.com.br/?p=7270

QUANTA NOJEIRA E PARECE QUE O LAUDO NÃO FOI ANEXADO AO IP, SE ISTO DE FATO ACONTECEU, QUANTA CALHORDICE.