Entrevista com bolsonaro jr. sobre a juiíza assassinada 17

Data: 13 de agosto de 2011 14:59
Assunto: entrevista com bolsonaro jr. sobre a juiíza assassinada
Para: dipol@flitparalisante.com

Dr., bom dia!
Segue entrevista do Bolsonaro Jr., sobre juíza Patrícia Acioly, retirada do blog Cortuno Carioca.
Saudações.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Juíza morta ‘humilhava os réus’

O deputado estadual Flávio Bolsonaro, afirmou na manhã desta sexta-feira, em sua página no Twitter, que a juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo tinha o costume de “humilhar gratuitamente réus”. Para o deputado, a magistrada colecionava muitos inimigos, “não pelo exercício da profissão”, mas por suas supostas atitudes de humilhação.
“Cansei de receber em meu gabinete policiais e familiares, (…) acusando-a de chamá-los de “vagabundo” e “marginal” nas oitivas. Orientava sempre que deveriam formalizar denúncia no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra ela, por abuso de autoridade, nunca para tomar atitude violenta contra ela”, disse.

Confira a entrevista.O senhor esperava tanta repercussão em relação a seu comentário?

Flávio Bolsonaro – O que eu coloquei no meu Twitter não é novidade, principalmente, para quem é do meio policial. Acho inadimissível a morte de uma juíza, da forma como ela foi assassinada. Agora, o que eu quis mostrar é que ela tinha muitos inimigos não pelo fato de ela exercer o seu trabalho. Acredito que ela tinha muitos inimigos pela forma como ela se portava dentro da vara criminal. Eu recebia no meu gabinete inúmeras queixas e reclamações especificamente desta juíza no tocante a essa forma como ela tratava principalmente policiais que sentavam no banco dos réus. Ela humilhava os policiais, botava o dedo na cara deles, falavam que eram bandidos, marginais. Neste nível. Não só os policiais, como os familiares deles cansavam de ir ao meu gabinete para fazer reclamações. Eu sempre orientava que eles gravassem essas ameaças e botassem no papel, representasassem contra a magistrada no Conselho Nacional de Justiça. Não sei se eles chegavam ao ponto de fazer isso, mas era uma magistrada que agia com preconcento com relação a policiais e a seus julgamentos.Se você começar a observar as conversas nas redes sociais, já tem jornalistas que trabalham na área criminal, dizendo que ela tinha a fama de ser muito justo, mas quem está perto diz que ela era justa com os inimigos, para os quais ela aplicava a lei. Agora, para os amigos era muito frouxa.

O senhor, inclusive, colocou isso no seu Twitter. Mas o senhor não acha inapropriado fazer esse tipo de comentário em relação a uma pessoa que não pode se defender? Não pensou também que, pelo fato de a juiza ter morrido nas circunstâncias em que morreu, seria inapropriado aquele comentário?

Não acho. Não estou fazendo acusações contra ela. Só estou repercutindo uma das razões que acredito que fizeram ela ter muitos inimigos. Se eu tivesse feito um comentário como esses “defensores dos direitos humanos” colocam a favor dela, eu seria elogiado. Agora, como fiz comentários de fatos concretos… Eu recebi ligação já de um defensor público e dois promotores de Justiça que tiveram oportunidade de trabalhar com ela. Eles disseram: “Deputado, parabéns. Não é porque ela foi morta que a gente tem que canonizar”. O que não pode ser confundido é rigor na aplicação da lei com abuso de autoridade. Com a forma desrespeitosa com que ela tratava as pessoas lá dentro. Então, é por essa razão que acho que ela angariou muitos inimigos.

O senhor fala em agressões gratuitas, humilhação. Ela investigava policiais acusados de participação em milícias, grupos de extermínio. A impressão que dá é que o senhor está mais preocupado com a humilhação a esses policiais do que com os fatos em si.

Na boa. É porque o Bolsonaro está falando que já partem para essa linha. Não estou passando a mão na cabeça do mau policial, que tem que apodrecer na cadeia. Estou falando que muitas dessas pessoas que ela tratava dessa forma, ela absolvia depois. Eram inocentes. Um polcial facilmente senta no banco dos réus. Ele está na ponta da linha. Até os que sentavam como testemunhas eram tratados dessa forma.Até que prove o contrário, todo mundo é inocente. Mas essa máxima não valia para policiais.

O senhor usou o termo a “patrulha do politicamente correto” e os “pré-conceituosos”, alegando que essas pessoas estavam colocando palavras na sua boca. Mas este não é um rótulo que comumente colam no discurso dos Bolsonaro.

Esse preconceito de que falo é que as pessoas ficam contra muitas vezes não contra a situação, mas contra o Bolsonaro. Se você pegar as pessoas agora que estão criticando o meu posicionamento, vai ver que são praticamente as mesmas que estavam contra o posicionamento dos Bolsonaros com relação à denúncia que fizemos sobre a distribuição do “kit gay” nas escolas do Brasil. Começam a misturar com homofobia os comentários que fiz em relação à juiza.

O senhor acha que essa reação toda foi pelo fato de o senhor ser um Bolsonaro?

Acho que contribui. Assumo os ônus e os bônus das posições polêmicas que tomamos. Agora, não vou mudar por causa dos politicamente corretos. Vou continuar sendo um parlamentar independente, falando o que eu penso.

JORNAL DO BRASIL


                 
            

   
              

  1. HOMENAGEM AOS HERÓIS ANÔNIMOS QUE MORREM POR VOCÊ E POR MIM

    A PM é reservada aos Heróis !!!

    Mais de 100.000

  2. SALÁRIO BAIXO FORÇA DELEGADO DE SP A FAZER ARTESANATO.
    DELEGADO FAZ CASINHAS DE CRIANÇAS PARA COMPLEMENTAR A RENDA DA FAMÍLIA

    DANIEL FAVERO – TERRA NOTICIAS

    Para conseguir viver com o pior piso salarial da categoria no País, os delegados do Estado de São Paulo têm se dividido entre diferentes atividades fora dos distritos policiais. Alguns vivem em repúblicas (apartamentos divididos) com colegas, outros procuram outras atividades, os famosos “bicos”, para conseguir complementar a renda. É o caso do delegado Francisco Rodrigues Alves Filho, que faz artesato. Ela usa a renda extra obtida com a venda de casinhas em miniatura para bancar a faculdade de Direito do filho.
    “Eu faço casinha de madeiras de crianças, com telhado, luzes. O meu bico é esse para tentar complementar a renda. Graças a Deus tem me ajudado a pagar algumas contas, já que está tudo atrasado”, diz o delegado que vem de uma família de policiais e afirma ter a polícia no “sangue”.
    Alves diz que já alertou o filho sobre as dificuldades de ser um policial em São Paulo. “Eu já falei para ele, inclusive ele já sabe: ‘não, pai, quero seguir a carreira de juiz ou promotor, mas não delegado em São Paulo. Em qualquer lugar, menos em São Paulo'”.
    O salário médio de um delegado paulista gira em torno de R$ 5,2 mil. A Remuneração é a pior do Brasil, segundo dados da Associação de Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. A situação provoca a saída de um delegado da força policial paulista a cada 15 dias.
    Para se ter uma idéia da defasagem, o salário médio de um delegado no Distrito Federal é de R$ 17,2 mil, no Paraná é R$ 12 mil e no Mato Grosso, R$ 11 mil. De acordo com o Sistema Nacional de Índices de Preço ao Consumidor do IBGE, nos últimos 12 meses, São Paulo ficou em terceiro lugar entre as capitais cujo custo de vida mais cresceu.
    Delegado há 20 anos, Alves se divide entre três delegacias e viaja 80 km para chegar ao trabalho. Ele vive em Bragança Paulista e, apesar de ter prestado concurso para o interior, foi deslocado para trabalhar temporariamente na capital e até hoje ainda não conseguiu transferência. Ele afirma que os gastos com transporte são de quase R$ 1 mil mensais. “Não temos isenção como os policiais militares. Parece que a Polícia Civil não é polícia, não sei nem o que é”, desabafa.
    As casinhas que o delegado constrói para complementar a renda chegam a render, em um bom mês, R$ 9 mil, o dobro do seu salário líquido, que é de aproximadamente R$ 4,5 mil. “A gente gosta do que faz, mas tem um momento que não dá mais, porque temos filhos e queremos dar uma vida melhor para eles, mas infelizmente com o nosso salário não tem como”.
    Ele diz que tem parentes policiais em outros Estados que não acreditam no salário dele como delegado em São Paulo. “Tenho parente no Maranhão. Lá o delegado ganha R$ 9,5 mil inicial, ela achava que eu ganhava o dobro, quando eu falei eles não acreditaram”.
    Para Alves o número de delgados que deixa a polícia tem aumentado consideravelmente. “Eu tinha um (revólver) 38 que estava enferrujando, fui trocar a arma e o funcionário me disse que naquele dia três delegados haviam entregado a arma para deixar a polícia. Isso o governo não divulga, mas o que eu vejo é que todos os dias saem dois ou três”.
    Aumento
    Segundo a presidente da Associação de Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Marilda Pansonato Pinheiro, o governo paulista prometeu enviar à Assembleia uma proposta de aumento de 15%, e outros 11% no próximo ano. No entanto, ela diz que o reajuste, apesar de bem vindo, “não repõem uma perda salarial tão grande”. O aumento anterior, de 13%, ocorreu em 2008, ano em que a polícia entrou em greve.
    Marilda cita exemplos da distorção salarial ao falar sobre Estados com arreacadação menor que a de São Paulo, mas que pagam mais, e aponta a remuneração de um promotor de Justiça em São Paulo, cujo salário inicial é de R$ 19 mil.
    A presidente da associação afirma ainda que a remuneração deficiente não justifica, mas explica casos de corrupção. “Nós repudiamos a corrupção, mas com um salário baixo como esse, e pelo fato do policial, de uma forma geral, estar muito próximo da ilicitude, do dinheiro fácil (…) é uma linha muito tênue que separa uma coisa da outra, por isso acaba explicando. Justificando, jamais”.
    Com a debandada de policiais, a carga de trabalho tem aumentado consideravelmente o que prejudica a investigação policial. Segundo Marilda, isso se reflete em impunidade de aumento dos índices de criminalidade.
    “Tem delegado que está acumulando função em várias delegacias, cidades que não possuem delegados, e isso prejudica a investigação que é a matéria-prima do nosso trabalho, da polícia judiciária, que é investigativa, porque você permanentemente mudando de lugar, atendendo em outro, no estamos sendo fazedores de Boletim de Ocorrência”, diz.

  3. HOMENAGEM AOS HERÓIS ANÔNIMOS QUE MORREM POR VOCÊ E POR MIM :
    HOMENAGEM AOS HERÓIS ANÔNIMOS QUE MORREM POR VOCÊ E POR MIM

    A PM é reservada aos Heróis !!!
    Mais de 100.000

    A PM também é reservada aos peculatários de RETP turbinado, homicidas, ladrões em geral (caixa eletrônico, cargas, biqueiras, etc), policiais “ratoviários”, pedófilos (o Romão Gomes está cheio deles), maçanetas que só servem para puxar o saco dos poderosos, etc.

    Pois é, como em toda instituição na PM tem de tudo, inclusive (muitos) policiais honestos e trabalhadores.

  4. O Delegado é um exemplo de luta.
    Mas se algum auditor da receita ver esse comentario vai cair em cima.
    Tem sim PPMM ruim de bola, mas a grande maioria é como Policiais civis, honestos.
    Tanto lá como cá , temos de tudo.
    Expurgar é necessario.

  5. Se de fato fez isso que o Diabo a tenha…

    Nossos Magistrado(a)s vivem confundindo sua função com seu ego…

    A Douta Juíza tinha que julgar a causa de acordo com as provas só isso.

    Manifestações pessoais se utilizando da Autoridade que possuem é covardia, populismo, e informalidade…causando descrédito a sentença judicial.

  6. Eu também não sou a favor desses bandidos com carteira de polícia que cometem todo tipo de crueldade e crimes esses tem que sofrer muito mesmo antes de morrer…

    Agora que essa mulher não separava joio do trigo não separava não…

    Deve ter mandado um monte de inocente pra cadeia…E quando se faz isso se estraga tudo de bom que se fez antes…

  7. QUANDO O POLICIAL VAI ATÉ O FORUM, AS VEZES ATÉ COMO TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO EM RAZAO DE ALGUMA CANA,SALVO RARAS EXCESSOES,´JA COMEÇA A SER HOSTILIZADO,DESDE AO GUARDA MUNICIPAL,QUE JÁ COMEÇA A SE ACHAR MAIS QUE O JUIZ,E AI POR DIANTE.AI DE VC SE O MALA FALAR QUE VC PEDIU ALGUMA PRA ELE MESMO QUE O DESGRAÇADO TENHA MAIS PASSAGENS QUE OS COBRADORES DO ONIBUS,É ESQUECIDO O MOTIVO OU SEJA O CRIME QUE COMETEU E AI VC VIRÁ A CARNE CRUA DA JAULA.

  8. Estranho, ninguém aki que se diz puliça tem coragem de dizer. Quando as coxinhas “prendem” o que eles fazem com o preso? Humilham o cara até as ultimas, levam para o esquisito executam e dizem que foi toca de tiro. Agora se tiver sorte vai apanhando até chegar ao DP depois continua apanhando no corro. Esta Juíza namorava um cabo coxa, ela só fazia o que via o macho dela fazer, ou seja, humilhar os suspeitos e detidos.

  9. O RETP – O Governo e a Justiça

    O Governo de São Paulo, incoerentemente, reduz salários de 12 mil milicianos e pensionistas, cujo montante mensal de 4 milhões de reais é insignificante para os cofres do Estado.

    Ressaltando que, absurdamente, o cálculo do RETP, amparado por um extenso arcabouço jurídico, vinha sendo pago há 17 anos e foi cortado por uma simples Portaria.

    Ora, qualquer pessoa de bom senso sabe, perfeitamente, que DECRETO e PARECER não são instrumentos para uma revogação legal, e muito menos por uma PORTARIA.

    Por incrível que pareça isso está acontecendo no Estado mais desenvolvido e rico do país.

    Ouve-se dizer que, caso não fosse cumprido o Parecer da PGE (Procuradoria Geral do Estado), o Comandante Geral seria enquadrado por improbidade administrativa.

    Ora, nesses 17 anos que foi pago o RETP, como ficam os ex-Comandantes Gerais, Secretários da Fazenda, governadores, deputados estaduais que aprovaram a LDO (Lei de Diretriz Orçamentária) e os conselheiros do Tribunal de Contas que auditaram as contas do Estado?

    Serão responsabilizados?

    Por que só agora e só para o atual Comandante?

    Gostaríamos de ter essas respostas.

    Espero que a decisão judicial seja técnica, como devem ser sábias as sentenças prolatadas pela Justiça.

    Como também espero que não haja qualquer arroubo político, que possa levar à facciosidade na interpretação da Lei, por ocasião do julgamento.

    Desconsiderar a segurança jurídica e o princípio da irredutibilidade de vencimentos, no caso em tela, será um ato que afetará o país, naquilo em que ele mais se orgulha – “O Estado Democrático de Direito”.

    Não se esqueçam que essas famílias há 17 anos contam com essa verba como incorporadas em seu orçamento para o pagamento de escolas, aluguéis, prestação de bens, remédios, etc.

    Portanto, não é justo que o governo, mais uma vez, venha não reconhecer que o nosso policial, um dos mais mal pagos do país, que serve o Estado que mais arrecada, de forma a ser o mais rico da nação, é desconsiderado na sua dignidade e penalizado dessa forma.

    Não poderia me calar diante de tamanha injustiça, que se faz aos valorosos integrantes da Polícia Militar, que sacrificam suas próprias vidas em defesa da sociedade paulista.

    Cel. PM Luiz Carlos dos Santos

    Presidente da AOPM

  10. codigo 13, os seus comentários anteriores foram muito bons, mas nesta vc saíu totalmente de órbita meu amigo, cada coisa no seu devido lugar se num acha, seu coment, é ótimo, mas a hora que esta errada, para seu conhecimento eu não recebo este retp turbinado ok , me desculpe a sinceridade

  11. Anonymous :

    HOMENAGEM AOS HERÓIS ANÔNIMOS QUE MORREM POR VOCÊ E POR MIM :HOMENAGEM AOS HERÓIS ANÔNIMOS QUE MORREM POR VOCÊ E POR MIM…A PM é reservada aos Heróis !!!Mais de 100.000

    A PM também é reservada aos peculatários de RETP turbinado, homicidas, ladrões em geral (caixa eletrônico, cargas, biqueiras, etc), policiais “ratoviários”, pedófilos (o Romão Gomes está cheio deles), maçanetas que só servem para puxar o saco dos poderosos, etc.
    Pois é, como em toda instituição na PM tem de tudo, inclusive (muitos) policiais honestos e trabalhadores.

    Xiiiii…. lá vem os cabeça de “fato”. Tem lado B?

  12. Carlos de souza Brasil :Estranho, ninguém aki que se diz puliça tem coragem de dizer. Quando as coxinhas “prendem” o que eles fazem com o preso? Humilham o cara até as ultimas, levam para o esquisito executam e dizem que foi toca de tiro. Agora se tiver sorte vai apanhando até chegar ao DP depois continua apanhando no corro. Esta Juíza namorava um cabo coxa, ela só fazia o que via o macho dela fazer, ou seja, humilhar os suspeitos e detidos.

    Muita calma! Sem opiniões/posições baseadas em rixa (por sinal,coisa horrível para policial). Procurem saber o que acontecia em S.Gonçalo. Consultem várias fontes, depois opinem. ELA NÃO NAMOROU SÓ “COXINHA”,NÃO. ELA NAMOROU “ESFIRÃO”, TB! E TINHAS ESTREITAS RELAÇÕES COM O D.P.
    Outra coisa, uma mulher com essa idade e profissão não deve ir por cabeça de homem! E se o fez é porque é mais fraca que o cara! Logo, para mim é pior que ele. Até porque estendia, ao que tudo indica, a suspeita/pena a família do suspeito, e um dos princípios básicos do direito penal é que a pena não poderá ir além da pessoa do condenado.
    Onde há fumaça há fogo: assim como a estória da milícia parece verossímil, as acusações contra ela tb nos parecem de igual modo.

  13. Um um ato de coragem e protesto que custou seu emprego, o policial civil lotado na delegacia de Jaraguá-GO, André Luiz Ramos dos Santos Gontijo, enviou ao Governador e ao Secretário de Segurança Pública seu pedido de exoneração. O motivo, as pessimas condições de trabalho oferecido pelo Estado. No oficio enviado as autoridades o policial faz uma série de criticas como “falta de gestão, falta de incentivo e falta de respeito com os servidores” diz ele em um dos trechos do documento.

    Ao

    Exmo. Sr. Governador do Estado
    Exmo. Sr. Secretário de Segurança Pública do Estado

    PEDIDO DE EXONERAÇÃO

    Nunca houve descontentes entre o povo a não ser por boas e suficientes razões. Clarence Darrow! Após derrotar milhares de candidatos para conseguir uma colocação nesta instituição, resolvi exonerar-me para não perder minha dignidade!

    André Luiz Ramos dos Santos Gontijo Peixoto, brasileiro, casado, servidor público estadual, lotado na Delegacia de Polícia de Jaraguá, onde exerce as funções de Escrivão de Polícia, matricula 9869, vem respeitosamente requerer a Vossa Excelência, se digne a conceder-lhe exoneração do cargo a partir do dia 15 de abril de 2011, o que o faz pelas razões abaixo delineadas:

    A burocracia na instituição e a falta de gestão de pessoas são fatores patentes, gritantes e vergonhosos!

    A exemplo do que ocorreu no Senado Federal, acredito que a Segurança Pública do nosso Estado precisa, urgentemente, contratar uma instituição séria, como a Fundação Getulio Vargas para realizar uma consultoria em todas as áreas da secretaria.

    De nada adianta empregar recursos públicos sem diagnosticar os problemas da instituição, assim como, de nada adiantará a nomeação de novos servidores se não for implantada uma gestão racional, motivadora e equilibrada, na exata conformidade de nossa ATUAL demanda.

    Para que Vossas Excelências entendam que o problema da Polícia Civil é falta de gestão, cumpre mencionar, que em dezembro de 2009, a Delegacia de Jaraguá recebeu 3 novos escrivães, formando uma equipe de 6 escrivães.

    Por falta de gestão, por falta de incentivo e falta de respeito com os servidores, por parte da omissa direção, restaram apenas 02 (dois) escrivães na Cidade, para lidar com mais de 500 inquéritos, centenas de Boletins de Ocorrências, Termos Circunstanciados de Ocorrência, atendimento de ofícios, requisições e ainda, orientação do público em geral.

    Por este motivo é que acredito que em primeiro lugar deve haver um diagnóstico QUANTO AOS PROBLEMAS E DEMANDA DA INSTITUIÇÃO, diagóstico este, realizado por instituição séria, isenta e não ligada à segurança pública, para de fato, HAVER MUDANÇA!

    È Recorrente depositarmos nossas esperanças em gestores escolhidos nos quadros da instituição, entretanto, a experiência já demostrou que precisamos de gestão nova, caso contrário, prosseguiremos com este cenário de fracasso que todos já conhecem.

    Três 03 pessoas animadas, felizes e valorizadas trabalham muito mais do que 10 pessoas insatisfeitas e deprimidas.

    Devemos erradicar as burocracias otimizando procedimentos. Para se ouvir um cidadão em outra cidade é necessário que se expeça carta precatória para o Delegado Regional, o qual, remete tal carta precatória para várias outras autoridades, até que tal documento chegue ao delegado que irá tomar o depoimento. Eu confesso que fiquei enojado ao deparar com este procedimento medieval, o qual dispende muito tempo e recursos do Estado. (as cartas precatórias no atual modelo, ou são enviadas em viaturas gerando desperdício de gasolina, tempo dos agentes e dinheiro dos administrados ou são enviadas pelo correio, gerando custos com tarifas)!

    Estas cartas precatórias ridículas, oriundas do PERÍODO COLONIAL, contribuem para que inquéritos durem dezenas de anos, causando na população um sentimento extremo de impunidade!

    Milhares de mães e familiares, sofrem suplicando a justa punição dos assassinos de seus entes, entretanto, muitas vezes morrem antes das cartas precatórias chegarem ao seus respectivos destinos, pela teia burocrática ridicularmente impregnada neste procedimento.

    Devemos começar a mudança por nossos sistemas de informática, temos verdadeiros gênios neste setor, tais como Ricardo e Rodrigo, todavia, acredito que estão sufocados de trabalho e, lutando contra burocracias ridículas, assim como, todos os servidores da Polícia Civil Goiana.

    Sugiro que se ofereça um super prêmio, em dinheiro, para que a equipe de informática desenvolva módulos que economizem tempo e recursos! Tal prêmio deverá ser proporcional à economia de tempo e recursos gerados com as soluções implantadas. R$ 2.711,00 não remunera e jamais incentiva gênios.

    Precisamos implantar novos módulos neste sistema, para evitar trabalhos em duplicidade, tais como ocorrem com as ESTATÍSTICAS, ATUALMENTE, ELABORADAS DE FORMA MEDIOCRE, uma vez que poderiam ser geradas automaticamente, evitando perda de tempo por parte de centenas de servidores.

    Outra questão repugnante são os boletins de ocorrência que são lavrados pela POLÍCIA MILITAR e, novamente, lavrados nas Delegacias de Polícia Civil. Isto é totalmente desnecessário! Precisamos interligar o sistema da Polícia Militar com o da Polícia Civil, para que, uma vez lavrado um Boletim de Ocorrências por parte de qualquer uma das instituições, suas informações sejam automaticamente compartilhadas.

    NÃO É JUSTO GASTAR GASOLINA PARA BUSCAR GASOLINA. Por falta de gestão e competência, é preciso que nossos agentes viajem 120 quilômetros para trazer centenas de litros de gasolina dentro da viatura.

    Cadê a administração desta instituição? Isto é um crime contra o dinheiro dos consumidores! Não é justo gastar gasolina para buscar gasolina, sem contar nos riscos que correm os policiais que são obrigados a viajar ao lado de centenas de litros de combustível! Se ocorrer um acidente, os corpos dos policiais serão entregues carbonizados às respectivas familias. É claro que estamos falando de corpos de agentes e escrivães, uma vez que Delegados não fazem transporte de gasolina!

    Falta fechadura nas portas dos cartórios. Uma sala é utilizada por vários escrivães, não existe segurança mínima para os inquéritos e muito menos para os objetos apreendidos, não existe recursos para aquisição de um simples cadeado, água ou mesmo papel higiênico.

    No início do ano de 2010, a torneira do lavatório do banheiro da nossa delegacia permaneceu quebrada por 60 dias, de forma, que as pessoas saíam do banheiro e lavavam as mãos na pia da cozinha, onde também eram lavados os talheres e os panos que limpavam o chão da delegacia. Como não existe manutenção nas delegacias, me vi obrigado a tirar parte do meu salário de fome, para comprar e instalar uma torneira no banheiro da delegacia! Cadê uma política eficiente de manutenção e aproveitamento de ativos? Poderia haver no sistema, um módulo onde cada delegado informaria quais os materiais e móveis encontram-se disponíveis em sua delegacia, para que outras delegacias pudessem requisitá-los. É tudo muito simples, todavia, para sugerir temos que sair da instituição, pois, caso contrário somos transferidos ou punidos!

    Como o Delegado Geral já sinalizou que deseja melhorar a instituição, sugiro que começe pela simplificação dos procedimentos. Sugiro que peça a contribuições a todos os servidores por meio de idéias e sugestões para desburocratizar os procedimentos.

    A função da polícia judiciária é simplesmente apurar materialidade e autoria, assim sendo, podemos otimizar muitos procedimentos sem deparar com a ilegalidade.

    DO USO DE TRANSFERÊNCIAS COMO INSTRUMENTO DE INTIMIDAÇÃO DE CRÍTICAS:
    Deve ser criada regra objetiva para que transferências de servidores de localidades, não sejam adotadas como retaliações, para que Agentes e Escrivães possam sugerir, criticar e tentar melhorar esta instituição! Atualmente, basta uma crítica para que um fax seja acionado, transmitindo uma portaria com vistas a transferir um servidor para outra cidade. Que mundo é este, que instituição é esta?

    Sugiro ao Senhor Secretário e ao Sr. Governador que acabem com estas transferências punitivas. Péssimos servidores devem ser exonerados, não transferidos, pois, cidade alguma merece receber péssimos servidores, assim sendo, as transferências deverão ser mínimas e objeto de regra muito objetiva, para que AGENTES, ESCRIVÃES E DELEGADOS INCOMPETENTES, não possam se valer de “politicagens nojentas” impregnadas em nosso país, visando punir críticas e sugestões, as quais podem resultar em melhorias para cada uma de nossas Delegacias.
    AGENTES E ESCRIVÃES SÃO ESCANDALOSAMENTE MENOSPREZADOS PELA INSTITUIÇÃO:

    Nosso Delegado é operacional, extremamente honesto, pula muros e não mede esforços para prender criminosos. Em uma de nossas reuniões pedimos ao nosso Delegado que conseguisse alguns coletes balísticos para a equipe, haja vista a quantidade de armas que estávamos apreendendo em Jaraguá. Quando nosso Delegado chegou de goiânia, todos ficamos eufóricos para receber os coletes, todavia, sofremos uma brutal decepção, pois, a direção da polícia civil enviou apenas um colete, na medida exata e, para uso exclusivo do DELEGADO DE POLÍCIA, o que implica reconhecer, que para a administração da instituição, quem não é delegado não passa do MAIS DESPREZÍVEL LIXO!

    OUTRO CRIME QUE ESTÁ SENDO COMETIDO É RELACIONADO AO FALSO CONVÊNIO MÉDICO QUE POSSUÍMOS:

    Minha esposa precisou de ajuda médica e após encontrar o profissional da área específica, descobrimos que somente haveria vaga para consulta no próximo ano, uma vez, que pretendíamos contratar a consulta via IPASGO, O QUE É UM ABSURDO, UMA INJUSTIÇA E UMA SAFADEZA!

    Diante de tamanhas atrocidades, não tem como permanecer nessa instituição.
    O antigo governador furtou a dignidade dos professores, dos médicos e dos policiais deste Estado, mantendo os salários congelados por vários anos, levou diversas pessoas a óbito em filas de hospitais, reduziu a qualidade do ensino e eliminou a sensação de segurança da população, em decorrência do desprezo do infeliz governante para com os servidores desta área.

    O Governador anterior jamais se elegerá, sequer para PRESIDENTE DE ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE BAIRRO, entretanto, meus colegas policiais que continuam nesta instituição, precisam urgentemente, que Vossa Excelência, Sr. Marconi Perillo, Governador do nosso Estado, comece a cumprir as promessas que movimentou milhares de policiais em torno de sua eleição. Eu ainda acredito em Vossa Excelência e espero que o Senhor não desaponte meus colegas policiais, que continuam defendendo a instituição, mesmo diante do desprezo e da falta de respeito para com os mesmos.

    SUGESTÕES URGENTES:

    Como detesto discursos, deixo uma sugestão simples para otimização de procedimentos: Todas as cartas precatórias serão feitas por e-mail. Todos os Delegados, inclusive os mais idosos, serão obrigados a aprender a utilizar computadores e cadastrar um e-mail, onde, receberão e enviarão as cartas precatórias.

    No e-mail enviado pelo delegado deprecante, este mencionará quem será ouvido, seu endereço e breve relatório, com as perguntas que entender pertinentes. O delegado deprecado terá apenas que mandar intimar e ouvir. A resposta deverá ser enviada por e-mail, se urgente e, postada pelo correio diretamente ao delegado deprecante.

    Adotando esta simples sugestão, deixaríamos de gastar muito papel e tempo de vários servidores, sem contar que ao invés de levar um ano para que a pessoa seja ouvida, em menos de 1 minuto e totalmente grátis, A CARTA PRECATÓRIA CHEGA AO SEU DESTINO.

    Se a instituição valorizasse idéias de escrivães e de agentes, com certeza muitos procedimentos já estariam excelentes.

    Sugiro que seja feita uma simples dinâmica com os servidores, onde todos deverão apontar 10 procedimentos que poderão ser eliminados ou otimizados, consignando, que, caso qualquer uma das sugestões sejam implementadas, seu idealizador irá ganhar 30 dias de folga e, se a sugestão implicar em redução de custos, o servidor poderá, inclusive, receber um prêmio em dinheiro!

    Após comunicar esta idéia, basta esperar e descobrir o quanto os agentes e escrivães são capazes de sugerir e o quanto amam esta instituição e podem ajudar a melhorar a gestão e a forma de gastar o dinheiro do nosso povo.

    DOS PILARES DA INSTITUIÇÃO:

    É necessário atualizar os pilares da instituição, cujas bases são hierarquia e subordinação. Este pensamento arcaico deve ser erradicado e substituído por “respeito e responsabilidade”. Nas melhores instituições, hierarquia e subordinação são coisas do passado. Em instituições modernas, todos sugerem, questionam, criticam e são diariamente criticados, inclusive os líderes, que quando genuínos, encontram nas críticas soluções para diversas questões administrativas e, até mesmo, visualizam novas oportunidades de negócios e melhorias.
    DIGNIDADE JÁ:

    Infelizmente, não poderei participar desta mudança, pois, sinto que a cada dia, estas condições de trabalho sub-humanas furtam minha dignidade! Não quero mais trabalhar em uma delegacia onde os próprios presos, dizem “QUE DELEGACIA HORRÍVEL! COMO QUE VOCÊS AGUENTAM”.

    Não acho justo pagar um convênio médico e todas as vezes que preciso fazer uma consulta, me ver obrigado a pagar médicos particulares!

    Acredito que é injusto trabalhar em uma instituição, onde uma crítica vale uma transferência. Além da falta de tudo, os subsídios que não sofrem reajustes há 8 anos, começaram a ser liquidados em EM DUAS PARCELAS!

    Cumpre antes de ser exonerado, agradecer aos colegas de trabalho que estiveram comigo durante este período de evolução e aprendizagem, que me deram o privilégio de poder aprender e trabalhar com os mesmos, sendo eles: Adolfo, Ana Carolina, Ângelo, Armando, Sr. Antônio, Bomfim, Hellyton, Humberto, João Fábio, Joyce, Lara, Laudo, Leandro, Mônica, Murilo, Neide, Paulo Sérgio, Rogério, Sebastião, Washington, Wilmar e os queridos irmãos da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal, todos, guerreiros e vencedores. Não podendo deixar de consignar o nome do Ilustre Senhor Diretor do Presídio de Jaraguá, Sr. Anderson e equipe, que sem suporte algum do Estado, ainda assim, conseguem com muita criatividade oferecer dignidade aos presos e suas Famílias.

    É impossível deixar de informar ao nobre secretário e ao nobre Governador que existem pessoas excelentes na Instituição e que acredito que tais pessoas vão ajudar a mudar este cenário de morte, tais como a Dra. Liliam, professor Alexandre, a equipe de instrutores do GT3, a equipe de policiais de Goianésia, assim como, seu brilhante líder, o Delegado de Polícia Dr. Marco Antônio, o qual de tão competente e empenhado já deveria estar ocupando um cargo na DIREÇÃO DA INSTITUIÇÃO!

    E por derradeiro, no ímpeto de retomar minha dignidade, encerro repisando que é insuportável assistir a forma com que a instituição TEM CORROÍDO A DIGNIDADE DOS SERVIDORES, assim sendo, com muito ORGULHO E CERTA PICADA DE VAIDADE, suplico as Vossas Excelências, Sr. Governador do Estado e Senhor Secretário de Segurança Pública, que aceitem a permuta de minha carteira, arma e o tão sonhado cargo de Escrivão de Polícia, por minha dignidade, da qual não abro mão!

    Nestes termos,
    Pede deferimento.
    Goiânia, 15 de abril de 2011.

    André Luiz Ramos dos Santos Gontijo Peixoto

  14. Carla :

    Carlos de souza Brasil :Estranho, ninguém aki que se diz puliça tem coragem de dizer. Quando as coxinhas “prendem” o que eles fazem com o preso? Humilham o cara até as ultimas, levam para o esquisito executam e dizem que foi toca de tiro. Agora se tiver sorte vai apanhando até chegar ao DP depois continua apanhando no corro. Esta Juíza namorava um cabo coxa, ela só fazia o que via o macho dela fazer, ou seja, humilhar os suspeitos e detidos.

    Muita calma! Sem opiniões/posições baseadas em rixa (por sinal,coisa horrível para policial). Procurem saber o que acontecia em S.Gonçalo. Consultem várias fontes, depois opinem. ELA NÃO NAMOROU SÓ “COXINHA”,NÃO. ELA NAMOROU “ESFIRÃO”, TB! E TINHAS ESTREITAS RELAÇÕES COM O D.P.
    Outra coisa, uma mulher com essa idade e profissão não deve ir por cabeça de homem! E se o fez é porque é mais fraca que o cara! Logo, para mim é pior que ele. Até porque estendia, ao que tudo indica, a suspeita/pena a família do suspeito, e um dos princípios básicos do direito penal é que a pena não poderá ir além da pessoa do condenado.
    Onde há fumaça há fogo: assim como a estória da milícia parece verossímil, as acusações contra ela tb nos parecem de igual modo.

    Dona Carla, você tem que aprender a ler, minha opinião tá ai, se não gosto PT saudações. Deve ser no mínimo coxinha ou é casada com um certo, blz azar o seu. Rixa minha cara; tem dentro da PM oficias que se acha melhor que os praças, soldado mais antigo pisa no recruta e ai vai, dentro da PM puliça só a Rota o resto é resto, posso falar pois conheci o “cabo zanp” que foi rotariano conheceu, você sabe o que é isso? Pergunta retórica, caso você não entenda. PM é puliça até fazer a primeira cagada depois vira MILITAR. Bom não irei perder mais tempo com você, só não gostei de ler comentários e esta entrevista tentando justificar a morte da juíza por ela ser linha dura. Para não ser hostilizado por ela era só estar dentro da lei, você acha que estes PMs não deviam nada para a justiça? Outra pergunta retórica tá. Pense bem antes de tentar defender algo que deferia ter acabo em 1985 com fim da Ditadura

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