Por que o Ministério Público não requer judicialmente a imediata suspensão das atividades desse parque assombrado?…Hopi Hari não respeita a vida das crianças…Tentativa de fraudar conscientemente a produção de prova acabou frustrada por fotografia e depoimento de funcionários 24

29/02/201221h08 > Atualizada 29/02/201221h59

Nova perícia constata que assento em que jovem estava no Hopi Hari abre durante a queda

Débora Melo Do UOL, em Vinhedo (SP)

  • Rochelle Costi/FolhapressFoto mostra brinquedo onde aconteceu acidente que matou a adolescente Gabriela NichimuraFoto mostra brinquedo onde aconteceu acidente que matou a adolescente Gabriela Nichimura

O delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior, que investiga o acidente no parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP) –que matou a adolescente Gabriela Nichimura no último dia 24–, determinou uma nova perícia no assento em que a garota, de fato, estava e foi constatado que a trava da cadeira abre durante a queda do brinquedo La Tour Eiffel –também conhecido como elevador.

Inicialmente, a perícia havia sido feita no assento errado, onde Gabriela não estava sentada.


Após a oitiva de um funcionário que estava no brinquedo no momento do acidente e com o depoimento da mãe e da prima da menina, o delegado e o promotor concluíram que a menina estava, de fato, em uma cadeira que deveria estar interditada.

“Hoje, alguns fatos que estavam duvidosos há dois, três dias são certos; essa menina estava em uma cadeira que jamais poderia ser ocupada, e era inoperante há anos. (..)

Isso foi possível porque a família nos trouxe a foto da cadeira ocupada por ela  “, disse o promotor Rogério Sanches Cunha.

“A cadeira era inoperante, o parque não nega. O que o parque talvez quis negar em um primeiro momento era que alguém havia sentado nela.”

Segundo ele, as fotos mostram Gabriela “sentando e subindo na cadeira inoperante”. De acordo com o delegada Álvaro, a confusão aconteceu porque no dia do acidente, uma testemunha disse que a menina estaria em outra cadeira, e o Hopi Hari, por sua vez, informou que a cadeira onde a menina, de fato, estava, não era mais usada.

“Eu trabalho hoje com um grau máximo de negligência, apuramos inúmeras falhas que acabaram dentro da sucessão de erros provocando a morte de Gabriela”, completou Cunha. “A partir do momento em que o parque reconhece que aquela cadeira é inoperante, ele sabe que aquela cadeira tem problemas mecânicos. Então não é que houve falha mecânica, a falha na cadeira já era previsível. O que houve foi uma falha humana em não se impedir de entrar naquela cadeira”, completa.

Brinquedo fatal

De acordo com o promotor, a menina levantou sozinha a trava do assento interditado –que não contava com nenhum aviso– e entrou em “uma verdadeira arma”. “Hoje praticamente trabalhamos com a certeza de que, no momento da frenagem ou talvez um pouco antes, por falta de força de ficar se segurando, ela efetivamente caiu, pendendo o corpo para frente. Essa menina entrou em uma verdadeira arma, em um brinquedo que era fatal”, disse Cunha.
A promotora Ana Beatriz Sampaio Silva Vieira, de direito do consumidor, que também acompanhou os depoimentos, disse que a falta de aviso é uma “falha gravíssima”. “Há uma falha gravíssima do parque na medida em que faltou com a informação. Se a cadeira era interditada, era dever do parque colocar uma fita adesiva, qualquer tipo de alerta tanto para operadores quanto para usuários, de modo que ninguém fosse capaz de sentar.”
De acordo com a promotora, no dia do acidente o próprio Hopi Hari confirmou que aquele assento não era usado há anos porque, como ficava muito próximo à base de ferro da torre (“La Tour Eiffel”), havia chances de algum usuário mais alto acabar se chocando contra a estrutura de ferro.
O promotor disse que é cedo para falar em homicídio doloso. “A investigação é de homicídio. Agora, até que ponto houve apenas culpa ou houve a conduta de assumir o risco é que será investigado. O caso é bem mais complexo do que se imaginava. Tudo vai ser apurado, nada vai ser descartado (…) Há uma diferença entre assumir o risco e acreditar que jamais ocorrerá. É uma zona nebulosa que já enfrentamos nesse momento.”

O delegado informou que vai ouvir novamente o engenheiro responsável pelo parque nesta quinta-feira, a partir das 10h. Também está previsto o depoimento de um gerente de operações e manutenção.

Funcionários do parque

Dois funcionários do Hopi Hari que estavam trabalhando no brinquedo prestaram depoimento nesta quarta (29). Ao chegar ao local, o advogado dos funcionários –que não foram identificados– disse que os clientes iriam apresentar uma versão diferente da divulgada pelo parque. Segundo o defensor Bichir Ali Junior, a falha foi mecânica e os responsáveis sabiam do problema. “Detectou-se um defeito, foi avisado e foi ignorado. O brinquedo não podia operar, isso era notório e de conhecimento de todos. Aquela cadeira, no mínimo, tinha que ser interditada, lacrada, com um aviso gigantesco para ninguém sentar ali. A cadeira do acidente da menina já tinha um defeito mecânico detectado”, afirmou.

Parque fica no interior de SP

  • Arte/UOL

Segundo Ali Junior, o defeito foi informado a um superior dos funcionários no dia do acidente, 15 minutos antes do brinquedo entrar em operação, mas foi ignorado. O advogado disse ainda que a menina foi a primeira a usar a cadeira. “O problema estava na trava, o cinto é a segunda segurança, mas também não havia esse cinto, segundo o que os meninos falaram.”

O advogado também negou que seus clientes estivessem em tratamento médico. “A versão apresentada pelo parque foi a de que cinco funcionários estariam em tratamento psicológico. Mas dois estão aqui. Os outros três não sei onde estão, mas não existe essa versão”, afirmou.

Uma perícia na última segunda-feira mostrou que o brinquedo não tinha problemas mecânicos, mas o advogado dos pais da vítima, que também estiveram na delegacia hoje, contestou o exame e disse que a avaliação foi feita em uma cadeira errada. De acordo com o defensor Ademar Gomes, Gabriela estava em uma cadeira desativada, que não poderia ser usada. “A perícia foi feita na cadeira errada”, disse.

Abalados, os pais da jovem, Silmara e Armando Nichimura, não deram declarações à imprensa. Ademar Gomes afirmou que foram ouvidas a mãe, a tia e a prima da adolescente –o pai não falou e a família deverá voltar à delegacia em uma outra ocasião, em data ainda não definida.

Em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, no último domingo, a mãe de Gabriela afirmou que notou a ausência de um cinto na cadeira do brinquedo La Tour Eiffel, conhecido como elevador, de onde a jovem caiu. “Eu falei para a minha filha: ‘Está travado?’ Ela falou: ‘Mãe, está travado’. Só que tem um outro fecho, como se fosse um cinto, e eu observei que o dela não tinha esse fecho”, afirmou. “Só que tinha um funcionário do parque no momento e falou para mim: ‘Não tem problema. É seguro’”, completou Silmara. Em nota divulgada no final da tarde desta quarta, o Hopi Hari informou que, “em relação aos novos fatos, reitera veementemente a cooperação absoluta com todos os órgãos responsáveis na apuração definitiva deste caso”.

O acidente

O acidente ocorreu por volta das 10h30 de sexta-feira (24). A garota foi levada para o hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí (SP), mas não resistiu. Ela teve traumatismo craniano seguido de parada cardíaca.

O parque fica no km 72,5 da rodovia dos Bandeirantes. O brinquedo onde ocorreu o acidente tem 69,5 metros de altura, o equivalente a um prédio de 23 andares. Na atração, os participantes caem em queda livre, podendo atingir 94 km/h, segundo informações do site do parque.

Em nota, o Hopi Hari informou que “lamenta profundamente o ocorrido” e que “está prestando toda a assistência à família da vítima e apoiando os órgãos responsáveis na investigação sobre as causas do acidente”.

Defensoria não é obrigada a fazer convênio com OAB, decide Supremo 3

ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA

Felipe Amorim – 29/02/2012 – 18h35

Por unanimidade, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta quarta-feira (29/2), que o convênio de assistência judiciária firmado entre a Defensoria Pública de São Paulo e a OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de São Paulo) não é obrigatório nem exclusivo. Prevaleceu a tese da autonomia funcional da Defensoria, preservando o seu direito de realizar acordos, quando julgar necessário e entender que falta estrutura para atender integralmente a população.

Com um quadro atual de 500 membros, a Defensoria Pública de São Paulo foi criada em 2006 e hoje está presente em 29 municípios — o que corresponde a um alcance de 56% dos potenciais usuários do estado. Por não haver defensores públicos suficientes para atender a demanda de cerca de 1 milhão de ações anuais, advogados particulares interessados, e que estejam credenciados, prestam o serviço de assistência judiciária e recebem honorários de acordo com valores firmados pelo convênio entre a OAB–SP e a Defensoria.

Embora tenha decidido que a OAB-SP não detém o monopólio do convênio judiciário com a Defensoria, o Supremo fez ressalvas. É permitido que a instituição utilize esse mecanismo para atender a altíssima demanda — inclusive firmando acordos com outras instituições, como o Instituto Pro Bono e o IDDD (Instituto de Defesa ao Direito de Defesa).

A Adin 4163 (Ação Direta de Inconstitucionalidade) foi proposta pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e requeria a inconstitucionalidade do artigo 234 da Lei Complementar estadual 988/2006 e do artigo 109 da Constituição estadual de São Paulo. A ação foi julgada parcialmente procedente pela Corte.

O primeiro dispositivo, que implicava na obrigatoriedade e na exclusividade do convênio, foi declarado inconstitucional por unanimidade. O segundo, que permite que a Defensoria realize acordos, foi preservado.

“O que estou defendendo no meu voto é a autonomia da Defensoria”, afirmou o relator e presidente do STF, Cezar Peluso, ao explicar as razões de ter preservado o direito de firmar acordos de assistência judiciária.

O ministro Carlos Ayres Britto foi o mais enfático ao demonstrar preocupação com o fortalecimento das defensorias. “É preciso sublinhar o caráter supletivo, transitório e excepcional destes tipos de convênios”, ressaltou.

“A tarefa de assistência judiciária é hercúlea”, caracterizou o ministro Gilmar Mendes, defendendo que é necessário não desconectar-se da realidade do sistema judiciário no país. “São 5 mil defensores públicos no Brasil; é preciso que haja outro tipo de articulação”, argumentou.

Também acompanharam integralmente o voto do relator os ministros Dias Toffoli, Rosa Maria Weber, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Luiz Fux.

Desconfiança

Contra o dispositivo que permite a realização de acordos ficou somente o ministro Marco Aurélio, que pediu que fosse declarado inconstitucional todo e qualquer convênio firmado para fornecer assistência judiciária gratuita aos comprovadamente necessitados. “A Defensoria não pode despir-se da incumbência constitucional de prestar assistência”, argumentou.

“Passados 23 anos [da promulgação da Constituição Federal de 1988], não houve tempo para o estado de São Paulo aparelhar a sua Defensoria Pública?”, indagou o ministro.

Marco Aurélio finalizou afirmando que confia na instituição Defensoria. “Entretanto, vacilo nessa mesma confiança no que se refere ao Estado como ente político”, confessou.

Queda de braço

A Defensoria Pública de São Paulo, a Anadep (Associção Nacional dos Defensores Públicos) e a OAB-SP participaram do julgamento como amici curiae, fornecendo argumentos para o julgamento da questão.

“A excepcionalidade virou regra”, afirmou a defensora-geral de São Paulo, Daniela Cembranelli. Para ela, o convênio, que seria uma medida paliativa e temporária para mitigar os efeitos da falta de estrutura da Defensoria, tomou novas formas quando a OAB-SP sustentou a exclusividade e a obrigatoriedade da celebração do convênio.

Cembranelli também salientou que os recursos despendidos com o pagamento dos advogados conveniados seriam suficientes para estruturar a Defensoria em todos os municípios paulistas.

Na mesma linha foi a Vice-Procuradora-Geral da República, Deborah Duprat. “A Defensoria ainda não conseguiu cumprir o seu projeto institucional, porque os recursos necessários para a manutenção do convênio o inviabilizam”, afirmou. Duprat destacou que cerca de 70% do orçamento da instituição é gasto com a OAB-SP, quantia correspondente a cerca de R$ 300 milhões.

Por outro lado, o advogado Oswaldo Pinheiro Júnior, representando a OAB-SP, expôs que, embora a Defensoria tenha a vocação para prestar assistência judiciária gratuita, inexiste uma política pública que fortaleça os serviços, lamentavelmente.

O advogado quis ainda colocar panos quentes sobre a tensão que envolve o tema. “Subentende-se que há uma queda de braço entre a OAB-SP e a Defensoria; o que não há”, amenizou.

Em dezembro de 2011, a polêmica envolendo o convênio já havia sido discutida, em função da tramitação de um projeto de lei complementar na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) que pretendia passar a gestão do FAJ (Fundo de Assistência Judiciária), que complementa os recursos da Defensoria, para o controle da Secretaria da Justiça da Cidadania de São Paulo, órgão ligado ao Poder Executivo do estado.

PEC 19: Adpesp é recebida no Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa de SP 19

A diretoria da Adpesp e diversos Delegados de Polícia que a acompanhava foi recebida, nesta terça-feira (28/2), no Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa de São Paulo para pedir prioridade na votação da PEC 19/2011, que legitima a Carreira Jurídica para Delegados de Polícia. Os Delegados acompanharam o discurso da presidente da entidade, Marilda Pansonato Pinheiro, que também agradeceu a receptividade e o respeito, por parte dos Deputados, durante o trabalho desenvolvido desde o início de fevereiro na Casa.

A presidente explicou aos Líderes que a aprovação da matéria trará, além do reconhecimento profissional dos Delegados paulistas, aprimoramento, atualização e maior comprometimento na prestação de serviços de qualidade para a sociedade. A expectativa é que a proposta seja votada muito em breve.

“O nosso trabalho não se resume  apenas na PEC 19, mas também nas demandas futuras de interesse da Classe”, declarou a presidente ao explicar que o trabalho em prol da PEC não foi apenas de convencimento dos Deputados e sim o começo de um trabalho de respeito e reciprocidade com os parlamentares.

PALAVRAS CRIMINOSAS: “O nosso azeite é pobre. O vidro claro é o segurança”…( Troca por um segurança escuro! ) 23

29/02/2012-08h15

Conar deve julgar suposto racismo em anúncio de azeite Gallo

DE SÃO PAULO

O Conar, conselho que regulamenta a publicidade, deve julgar em breve representação contra um anúncio do azeite Gallo acusado de supostamente incorrer em racismo, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quarta-feira.

A peça, que promovia nova embalagem do produto, dizia: “O nosso azeite é rico. O vidro escuro é o segurança”.

A AlmapBBDO, responsável pela campanha, diz que só comentará quando o caso for a julgamento pelo Conar.

Divulgação
Anúncio polêmico do azeite Gallo; primeira peça diz
Anúncio polêmico do azeite Gallo; primeira peça diz “O nosso azeite é rico. O vidro escuro é o segurança”

Leia mais na edição da Folha desta quarta-feira.

Jogando dados com a morte, Coluna Carlos Brickmann 13

(*) Coluna exclusiva para a edição dos jornais de Quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O número de homicídios em São Paulo caiu drasticamente, informam as estatísticas oficiais. Isso quer dizer que há menos gente sendo assassinada? Não, não é bem assim: há mais mortos. Sempre de acordo com os números da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, os homicídios dolosos (em que há intenção de matar) caíram 7% na Capital e 2,2% fora da Capital. Os homicídios culposos (em que não havia a intenção de matar) se reduziram em 2,05%.

Agora, o grande mistério: houve redução de homicídios dolosos, houve redução de homicídios culposos, mas o número de vítimas não diminuiu: ao contrário, aumentou. Era de 376, passou a 382. Se o número de vítimas aumentou e o de homicídios diminuiu, como fechar a conta? Vamos lá: seu salário foi reduzido, mas a quantidade de reais que você recebe aumentou. Qual a mágica?

Talvez haja alguma explicação (pode-se procurar na obra-prima O Homem que Calculava, de Malba Tahan – que além de expor e resolver problemas matemáticos é muito bem escrito). O interessante, entretanto, é que nossos grandes jornais de circulação nacional aceitaram a informação sem discuti-la, sem dar aos Homens que Calculam da Secretaria da Segurança Pública a oportunidade de explicá-la, sem dar a este colunista e a outros leigos a oportunidade de entendê-la.

Talvez a solução esteja numa famosa frase do economista americano Aaron Levenstein: “A estatística é como um biquíni. O que mostra é sugestivo, mas o que esconde é essencial”.

Aviões, submarinos? Não…

Um grande vazamento de diálogos pelo WikiLeaks, portal especializado em divulgar informações sigilosas, sugere que a compra de submarinos franceses pelo Brasil é muito estranha e pode estar relacionada a pagamentos ilegais. Sugere também que a possível compra dos caças supersônicos Rafale, também da França, será algo tão absurdo que pode levar a maus pensamentos.

Os vazamentos do WikiLeaks não levam necessariamente à verdade. E é curiosa a data do vazamento, próxima àquela em que, segundo corre em Brasília, seria anunciada a compra dos Rafale. As fontes cujas informações foram vazadas defendem os caças americanos Boeing F-18 – o vazamento, portanto, lhes é conveniente.

…é o estaleiro, estúpido

A história mais significativa do acordo militar entre Brasil e França não é a que aparece nos WikiLeaks: é a do estaleiro que o Brasil constrói, com tecnologia francesa. Por algum motivo, os franceses exigiram que o estaleiro fosse construído por uma empresa brasileira, e uma empresa específica: a Odebrecht.

Não é comum, em acordos internacionais, que um país indique as empresas do outro que devem ser escolhidas. E não é nem daqueles casos em que se determinam características que levarão à escolha de uma empresa: é aquela, só aquela e pronto.

Tico-tico no fubá

O candidato do PT à Prefeitura paulistana, Fernando Haddad, começou prometendo fazer dura oposição ao atual prefeito, Gilberto Kassab. Aí Kassab se aproximou do ídolo e mentor de Haddad, o ex-presidente Lula, e só faltou Haddad se lançar ao chão diante do prefeito, gritando “Caramuru! Caramuru!” Mas Kassab cumpriu sua velha promessa: se Serra fosse candidato, ele o apoiaria. E Haddad está hoje na oposição ao ex-quase-futuro-aliado – tão feroz que até já forjou uma frase oposicionista, “a volta dos que não foram”.

Está em plena campanha: anda despenteado (o que lhe deve doer na alma), com a camisa social finíssima fora das calças, vestindo-se como deve achar que um trabalhador se veste. Uma hora dessas é capaz de ousar até pegar ônibus ou metrô.

Veja só

O que uma eleição é capaz de fazer: a alta cúpula do PSDB, temendo a desagregação do partido em São Paulo, foi buscar José Serra para candidato. É a primeira vez que alguém pensa em Serra como elemento agregador.

A dança dos preços

A compra do carro é um investimento pesado, que exige que a família faça cálculos para rodar da maneira mais econômica possível. Qual o custo do seguro? O valor de revenda? Álcool, gasolina ou flex? Depende dos preços relativos dos combustíveis. E como estão esses preços no Brasil?

Depende da autoridade que fala: o ministro das Minas e Energia, Édison Lobão, a quem a Petrobras é subordinada, disse no dia 10 que o preço da gasolina não vai subir. A presidente da Petrobras, Graça Foster, unha e cutícula com a presidente Dilma, disse no dia 26 que é preciso corrigir, sim, o preço dos combustíveis. Quem ganha a parada?

Aqui e lá fora

O duque de Palma, Iñaki Urdangarin, marido da princesa Cristina e genro do popularíssimo rei Juan Carlos, foi interrogado por nove horas (e, no dia seguinte, o interrogatório prosseguiria). O duque é suspeito de desvio de recursos públicos, falsidade ideológica, fraude e prevaricação. A investigação começou em 29 de dezembro último e, dois meses depois, está a ponto de levar ao julgamento.

Alguma semelhança com o Mensalão? Por incrível que pareça, há uma: a frase que o duque mais disse, no interrogatório, foi “não me lembro”.

carlos@brickmann.com.br www.brickmann.com.br

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Seguranças de carnaval fantasiados de polícia 28

27/02/201206h00

Com “farda do Bope”, vigilantes contratados por prefeituras algemam e prendem em festas de Alagoas

Aliny Gama e Carlos Madeiro Do UOL, em Maceió

  • José Feitosa/Gazeta de Alagoas

    Seguranças privados contratados por prefeitura de município de Alagoas usam roupa parecida com a do BopeSeguranças privados contratados por prefeitura de município de Alagoas usam roupa parecida com a do Bope

As autoridades de Alagoas estão investigando a atuação de grupos de vigilância privada, contratados por prefeituras, para dar segurança em eventos públicos no interior do Estado. Segundo imagens e denúncias feitas à Secretaria de Estado da Defesa Social, os vigilantes contratados usam fardas similares a do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da PM (Polícia Militar) do Rio de Janeiro e estariam agindo com truculência, algemando e até prendendo pessoas sem autorização. A PM investiga se há militares atuando como seguranças privados.
Durante o Carnaval, pelo menos dois municípios confirmaram ao UOL que contrataram grupos privados para ajudar na segurança. As duas prefeituras  informaram que contrataram os vigilantes para auxiliar o trabalho da polícia, considerado por eles insuficiente para garantir a folia. Os dois municípios, porém, tiveram denúncias de problemas com os contratados.
A atuação e contratação desses grupos é questionada pelas autoridades, principalmente depois que imagens feitas pelo jornal “Gazeta de Alagoas”, na última terça-feira (21), mostram um grupo composto por seis seguranças particulares prendendo e algemando um jovem durante a realização do bloco Tudo Azul, em Murici. Uma das fotografias mostra os vigilantes com fardas pretas, boinas, cassetetes e algemas. Para as autoridades, o grupo agiu na função de polícia e usou equipamentos de uso restrito às forças de segurança pública.
Durante a festa em Murici, o policial militar Samuel Souza foi preso em flagrante, acusado de matar um jovem e ferir outros dois durante o desfile do bloco. Segundo as investigações da Polícia Civil, a confusão teve início porque um dos foliões teria levado um choque de um dos aparelhos usados pelos seguranças particulares. A Polícia Militar abriu investigação para saber se algum dos seguranças contratados é policial, já que a prática do “bico” é proibida pela corporação. Ainda durante o Carnaval, outra cena de agressão foi filmada por um emissora de TV em uma mais tradicionais festas de do litoral do Estado, em Paripueira, na região metropolitana de Maceió. Um segurança fardado foi flagrado agindo com truculência contra o folião. A prefeitura informou que investiga o caso.

Questionamento

O secretário de Estado da Defesa Social, Dário César, afirmou ao UOL, que há uma preocupação na atuação das empresas de segurança, que estariam agindo irregularmente em eventos públicos. “O que preocupa nessas ações é que esses grupos se portam como polícia. E aí você verifica pessoas uniformizadas, ostentando algemas metálicas, algemando pessoas e fazendo o papel polícia, quando havia policiais para isso no evento. Aquela fotografia mostra claramente o equívoco quanto ao uso de seguranças privados”, destacou.

  • José Feitosa/Gazeta de AlagoasSeguranças privados contratados por prefeitura de cidade alagoana algemam e prendem jovem

Segundo o secretário, uma documentação está sendo preparada para ser enviada a Polícia Federal, MP (Ministério Público Estadual) e Conselho de Segurança de Alagoas para que também investiguem e solicitem que as empresas de segurança se adequem às normas. Um dos questionamentos que devem ser feitos de imediato é o uso da farda, que não deve ser semelhante às das polícias.
Sobre a contratação de grupos privados por prefeituras, com objetivo de dar segurança à população, Dário César afirmou que a prática não deveria ocorrer, já que a polícia estaria apta a garantir a tranquilidade nas festas. “Você contratar a segurança do seu camarote, de um local “x”, é uma coisa. Mas fazer a segurança pública [com iniciativa privada] é totalmente equivocado. Nós tínhamos policiais militares fazendo a ronda ostensiva. Não havia a necessidade, pois para isso foi mandado polícia para o local. Essa é uma preocupação. Mas também acho que essas questões servem de alerta. O municípios que querem contratar entes privados, podem fazer, agora tem procurar escolher empresas que atuem dentro da legalidade”, afirmou.
O comandante geral da PM de Alagoas, coronel Luciano Silva, informou que a corporação abriu investigação interna para saber se há a participação de militares no grupo que atuou durante o Carnaval.  “O caso já foi encaminhado à corregedoria. Se comprovado, eles responderão a processos administrativos disciplinares e podem ser expulsos”, disse.
Segundo Silva, o uso de algemas e aparelhos de choque são restritos aos órgãos de segurança pública e não poderiam ser utilizados por empresas de segurança privada. “A Polícia Militar está pronta para dar segurança a qualquer evento em Alagoas. Mas qualquer órgão que quiser contratar, verifique se a empresa é idônea, e se usa uniforme diferente ou instrumento de polícia. Pois se a PM flagrar algum segurança nessa situação, poderá prendê-lo em flagrante”, afirmou.

Municípios defendem empresas

A Prefeitura de Murici informou que contratou 150 seguranças para garantir a tranquilidade daquele que é considerado o maior bloco de Carnaval de Alagoas. “Sabendo que o efetivo da polícia não é suficiente, fizemos essa contratação, que foi sugerida pelo MP. Não foi para fazer papel de polícia, mas sim para auxiliá-la. A segurança foi fundamental na organização para evitar aquelas brigas corriqueiras. A questão do assassinato que houve era impossível de se prever, ainda mais um crime praticado por um policial armado”, disse Geraldo Amorim, chefe de Gabinete da prefeitura.
Sobre o uso da farda e equipamentos de uso restrito da polícia e o ato de efetuar prisões, Amorim afirmou que são atividades definidas pela própria empresa. “A prefeitura não tem nada a ver com isso. A empresa que contratamos é legal, constituída. A roupa que usa é definição dela”, explicou. A reportagem do UOL entrou em contato com a PSE Segurança Privada, contratada pela Prefeitura de Murici e flagrada usando farda preta e algemando uma pessoa, mas o responsável pelo setor comercial disse que a assessoria jurídica da empresa orientou a PSE a não comentar sobre o assunto. A empresa tem sede em Maceió e vários clientes privados no Estado.

O prefeito de Paripueira, Abraão Moura, também confirmou a contratação de seguranças para a festa, mas não soube precisar a quantidade. Segundo ele, a contratação existiu principalmente para dar segurança aos camarotes da festa, que reuniu 50 mil pessoas durante os quatro dias de folia.
“Contratamos para fazer segurança da área de banheiros, ma que também dão apoio a polícia. Soube de um ato de truculência e mandei apurar, mas até agora não tive retorno. Até a quarta-feira da semana antes do Carnaval tínhamos uma ameaça da PM entrar em greve. Existia uma necessidade, e não vejo nada de mais dar suporte ao evento. Nenhum folião denunciou, ou fez queixa-crime contra violência de segurança”, garantiu.

GOE hoje é A VERGONHA DA POLICIA CIVIL…..AONDE CHEGA UM POLICIAL DO GOE EM RODINHA DE PC….TODO MUNDO SAI FORA…..IGUAL FAZEMOS COM GENTE DA CORREGEDORIA. 296

Enviado em 26/02/2012 as 18:30  –   Ei Diretor….nao sou vagabundo nao…..

Desculpe, mas me senti ofendido….

o Digno Diretor do Decap ao citar a escala 9 x 63 deixou claro pra mim estar chamando de vagabundo os policiais do plantao noturno.

Não é bem assim nao.

Gostaria de convidar qq cardeal delebosta a ficar 1 mes nesse horario…..virando e revirando seu fuso horario.

Faz um mal do caralho.

Ao menos minha família,….(esposa, mae, filhas) tem uma vida diurna……entao nao é fácil fazer esse horario e ter vida familiar.

Talvez a mãe ou esposa de quem acha esse horário de vagabundo 9 x 63 tenha sua mãe e esposa trabalhando “na noite”……talvez…..

A minha não.

Então mais respeito com quem se fode a noite…

Colocar no papel é fácil…..vem fazer esses plantoes noturnos pra ver sua saúde como fica….

A PC acabou…..

E o GOE hoje é  A VERGONHA DA POLICIA CIVIL…..AONDE CHEGA UM POLICIAL DO GOE EM RODINHA DE PC….TODO MUNDO SAI FORA…..IGUAL FAZEMOS COM GENTE DA CORREGEDORIA.

Exemplo de humildade e resiliência: Meu governador José Serrá voltará a ser prefeito de São Paulo…Serra 2012! 40

26/02/2012-12h05

Alckmin anuncia Serra e sugere adiamento das prévias em SP; Matarazzo desiste

CATIA SEABRA DE BRASÍLIA VERA MAGALHÃES EDITORA DO PAINEL FÁBIO ZAMBELI DO PAINEL

Atualizado às 12h15.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), avisou ao secretário José Aníbal (Energia) e ao deputado Ricardo Tripoli que o ex-governador José Serra participará das prévias do PSDB para a escolha do candidato à Prefeitura de São Paulo. Na conversa, realizada na manhã deste domingo (26) no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin apelou para que concordassem com o adiamento das prévias.

A ambos o governador pediu que não criassem embaraço à inscrição de Serra e que aceitassem o adiamento da consulta interna em duas semanas –a data inicialmente prevista é 4 de março, próximo domingo.

Na reunião, Alckmin deixou evidente que o secretário estadual Bruno Covas (Meio Ambiente) concordaria em abrir mão em favor de Serra. O governador ponderou ainda que o secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, teria dificuldades de concorrer contra Serra, de quem é amigo e aliado político.

No início da tarde, Matarazzo comunicou a seu grupo de apoiadores que concederá uma entrevista coletiva hoje às 17h para anunciar sua desistência de disputar as prévias. Em seguida, o secretário fará uma manifestação de apoio a Serra como o candidato capaz de unificar o partido e vencer as eleições.

Caio Guatelli -12.out.2011/Folhapress
Alckmin tem sido um dos principais articuladores para que Serra seja o candidato tucano à Prefeitura de SP
Alckmin tem sido um dos principais articuladores para que Serra seja o candidato tucano à Prefeitura de SP

Pré-candidatos, Tripoli e Aníbal concordaram com a entrada de Serra na disputa. Mas resistem ao adiamento da votação: “Já mandei carta para eleitor. Assumi compromissos. O Serra pode entrar. Mas tem que manter a prévia para dia 4”, afirmou Tripoli.

O governador está promovendo uma rodada de consultas aos postulantes inscritos nas prévias. Ontem, ouviu Andrea Matarazzo.

Dirigentes tucanos ainda não definiram se está mantido o debate entre os pré-candidatos marcado para amanhã. O evento reuniria militantes da zona oeste da capital.

A Folha informa hoje que Serra deverá formalizar sua candidatura enviando uma carta à Executiva Municipal do partido. Na carta, pedirá o adiamento das prévias.

As prévias estão marcadas para daqui a uma semana, e o prazo para inscrição de candidatos já acabou. O partido pode reabrir o prazo, ou adiar as prévias para que Serra entre no processo.

ANDREA MATARAZZO

Matarazzo, que é muito ligado ao ex-governador José Serra, avaliou que seu gesto será importante para destensionar o quadro, depois que outros dois pré-candidatos, José Aníbal e Ricardo Tripoli, reafirmaram a disposição de disputar com Serra.

O fato de Matarazzo desistir antes mesmo de Serra formalizar sua entrada na disputa se justifica pelo desejo do tucano de que fique claro que seu gesto se deve a uma questão de lealdade e alinhamento político, e não a nenhuma negociação que envolva compensações pela retirada.

Delegados da Polícia Civil em São Paulo têm remuneração inicial de R$ 6.605,29; enquanto no Distrito Federal é de R$ 13.368,68 29

26/02/2012

Salário de servidor público triplica conforme o Estado

CAMILA RODRIGUES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

As greves da Polícia Militar no Rio e na Bahia explicitaram um aspecto pouco discutido do funcionalismo público: uma categoria pode ter rendimentos muito diferentes de um Estado para outro.

O salário inicial de soldado vai de R$ 1.375,71 (no Rio Grande do Sul) a R$ 4.600 (no Distrito Federal). O cenário se repete para médicos, engenheiros e arquitetos.

Os delegados da Polícia Civil em São Paulo, por exemplo, têm remuneração inicial de R$ 6.605,29; no Distrito Federal, de R$ 13.368,68, segundo dados da Associação de Delegados de São Paulo.

Alan Marques – 16.fev.12/Folhapress
O policial Rodrigo Larizzatti, que se mudou de SP para o DF
O policial Rodrigo Larizzatti, que se mudou de SP para o DF

Há 16 anos, a diferença salarial fez o policial civil Rodrigo Larizzatti, 40, sair de sua cidade natal, São Paulo, para o Distrito Federal.

Recém-formado em direito, Larizzatti foi aprovado como investigador da Polícia Civil em 1991. Recebia R$ 800. Permaneceu em São Paulo até 1996, quando pediu exoneração do cargo para trabalhar na capital federal, com remuneração de R$ 4.600.

A diferença salarial é observada mais intensamente nos postos de médico do Programa Saúde da Família.

Dentre as seleções abertas desde dezembro de 2011, é possível encontrar vagas com salários (incluindo gratificação) que variam de R$ 6.065, em Barro Duro (PI), a R$ 11.916,51, na Chapada dos Guimarães (MT).

Exemplo da magnanimidade de Geraldo Alckmin – Delegado demitido sob falsa acusação de favorecer ladrões de carga foi reconduzido em sede de recurso administrativo: RECONSIDERAÇÃO 8

Enviado em 25/02/2012 as 22:51

Sentença Proferida Processo nº 279/06 (053.06.105252-3) Ação: Ordinária Autor: XXXXXXXXXXXXXX. Adv: Abrahão José Kfouri Filho. Réu: FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Policial civil ? Suspensão ? Revisão da pena – Impossibilidade. Vistos.

O autor é Delegado de Polícia de 2ª Classe, e contra ele e outros policiais civis foi instaurado, em 4 de maio de 1998, processo administrativo disciplinar para apurar responsabilidade sobre fatos ocorridos em 2 de agosto de 1994 envolvendo o roubo de caminhão e respectiva carga e cujos meliante tinham sido detidos por policiais militares.

Contra o ora autor, havia a acusação de ter obstado os policiais militares de revistar o veículo dos investigadores que se encontravam no local, dando encaminhamento inadequado à ocorrência.

Em 30 de abril de 2003, foi-lhe aplicada a pena de demissão e em 22 de julho de 2004 substituída pela de suspensão por 90 dias, com prejuízo de vencimentos, já cumprida.

Quer a declaração de nulidade dos dois atos, por falta de motivação e pela prescrição da pretensão punitiva, bem como o pagamento dos vencimentos da suspensão e a contagem desse período para todos os efeitos funcionais.

Deu à causa o valor de R$ 12.000,00 e juntou documentos.

A ré apresentou contestação, sustentando a legalidade do ato e a suscitar preliminar de falta de interesse de agir (fls. 103/116).

Veio réplica. É o relatório. Decido. Improcede o pedido. Aprecio a preliminar juntamente com o mérito. 1. Afasto a prescrição. Invoca o autor os artigos 80 e 97 da LC Estadual nº 207, de 5 janeiro 1979 – Lei Orgânica da Polícia do Estado de São Paulo, que assim dispõe: Art. 80- Extingue-se a punibilidade pela prescrição: I ? da falta sujeita à pena de advertência, em 1 (um) ano; II ? da falta sujeita à pena de repreensão, multa ou suspensão, em 2 (dois) anos; III ? da falta sujeita à pena de demissão, demissão a bem do serviço público e de cassação da aposentadoria ou disponibilidade, em 5 (cinco) anos; IV ? da falta prevista em lei, com infração penal, no mesmo prazo em que se extingue a punibilidade desta, pela prescrição. Parágrafo único ? O prazo da prescrição inicia-se no dia em que a autoridade tomar conhecimento da existência da falta e interrompe-se pela abertura de sindicância ou, quando for o caso, pela instauração do processo administrativo. Art. 97. O processo administrativo deverá ser iniciado dentro do prazo improrrogável de 8 (oito) dias, contando da data do ato que determinar a instauração, e concluído no de 60 (sessenta) dias, a contar da citação do acusado, prorrogável por mais 30 (trinta) dias pelo Delegado Geral de Polícia. Parágrafo único ? Somente o Secretário da Segurança Pública, em casos especiais e mediante representação do Delegado Geral de Polícia, poderá autorizar a última prorrogação de prazo, por mais de 30 (trinta) dias. Concorda que entre os fatos (2/8/94) e a demissão (01/5/2003) não ocorreu a prescrição, em face da interrupção operada pela instauração do processo administrativo em 04/5/98. Sustenta, entretanto, ter ocorrido a prescrição em 16/4/2003, isso porque não foi respeitado o prazo de oito (8) dias para instauração do processo administrativo. Data vênia, equivocado o raciocínio. Tal prazo é dirigido aos servidores e sua inobservância poderá acarretar punição administrativa, mas não tem qualquer influência na contagem do lapso prescricional. A jurisprudência invocada é estranha ao caso, por se referir a atraso no deferimento de aposentadoria. 2. Motivação da pena de suspensão.

Sustenta o autor que, apreciando seu pedido de reconsideração do ato demissório, foi ele acolhido pelo Governador do Estado e mitigada a pena para suspensão.

Entretanto, os pareceres do Secretário da Segurança Pública e da Assessoria Jurídica do Governo foram no sentido de que o autor não teria cometido falta em sua conduta. Ou seja, inexistia motivo para a punição.

Não é bem assim. É verdade que, em sede administrativa, houve notória divergência quanto à punição: há vários pareceres no sentido de incidência de pena mais exacerbada (a demissão) e vários pareceres no sentido de pena mais branda (a suspensão). Isso transfere para o Administrador a discricionaridade da escolha. No caso, a decisão está devidamente motivada, incorporando os pareceres antecedentes emitidos pelas assessorias jurídicas. Como se sabe, inúmeras faltas administrativas ensejam aplicação de variadas punições, sem que elas constituam crime. E há fatos que caracterizam crime e ao mesmo tempo infração disciplinar, podendo haver dupla punição, ou apenas uma delas. Por isso as instâncias judicial e administrativa são independentes, e não há possibilidade de o juízo fazendário substituir a decisão administrativa, examinando provas e sopesando a dosimetria da pena, conforme tranqüila e uniforme orientação doutrinária e jurisprudencial: “A ausência de decisão judicial com trânsito em julgado não toma nulo o ato demissório aplicado com base em processo administrativo em que foi assegurada ampla defesa, pois a aplicação da pena disciplinar ou administrativa independe da conclusão dos processos civil e penal, eventualmente instauradas em razão dos mesmos fatos. Interpretação dos artigos 125 da Lei n° 8.112/90 e 20 da Lei n° 8.492/92 em face do artigo 41, § 1°, da Constituição. Precedentes.” (STF – Mandado de Segurança 22534 ? j. 19/05/1999 -Ministro Rel. Mauricio Corrêa). “Servidor Público – Demissão motivada pela prática de crime funcional mediante processo administrativo antes da solução do fato na esfera penal – Admissibilidade dada a autonomia das instâncias. ” (STF ?RT 751/190; STF – RT 679/222). “Finalmente, não procede a alegação de que a decisão do processo administrativo deveria aguardar a do penal, dado entendimento da independência das instâncias civil e penal, quando não se discute a inexistência material do fato ou a sua autoria.” (STF – Mandado de Segurança 21113 ?j. 12/12/1990- Ministro Rel. Moreira Alves). “Servidor Público – Falta disciplinar – Ato punível tanto na esfera administrativa quanto penal – Punição no âmbito administrativo que independe de sentença condenatória – Independência das instâncias – Inaplicabilidade do art. 5º, LVII, da CF.” (STF-RT 744/144). “Na dosimetria da pena, a autoridade não está vinculada ao parecer da Comissão Processante; pode até agravá-la, fundamentando sua decisão” (RMS 24.561-DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ acórdão Min. Joaquim Barbosa, 21.10.2003). ?É lícito à autoridade administrativa competente divergir e aplicar penalidade mais grave que a sugerida no relatório da comissão disciplinar. A autoridade não se vincula à capitulação legal proposta, mas sim aos fatos? (STJ – MS 8.184-DF, Rel. Min. Paulo Medina, j. 10/3/2004. Informativo 201).

O Administrador não exculpou completamente o autor; pelo contrário, afirmou ter havido falhas em sua conduta diante de fato tão grave.

No caso dos autos, as garantias constitucionais e legais foram observadas, não sendo essa a irresignação. O que pretende o autor é que a decisão do juízo fazendário substitua a decisão administrativa, examinando provas e sopesando a dosagem da pena, o que, como já se viu, é incabível. Isto posto, julgo improcedente o pedido. Condeno o autor nas custas processuais e em honorários advocatícios de dez por cento do valor dado à causa. P.R.I. São Paulo, 23 de agosto de 2006. VALTER ALEXANDRE MENA JUIZ DE DIREITO Sentença nº 1490/2006 registrada em 24/08/2006 no livro nº 23 às Fls. 200/204: Isto posto, julgo improcedente o pedido. Condeno o autor nas custas processuais e em honorários advocatícios de dez por cento do valor dado à causa. Fls. 128/132 – Isto posto, julgo improcedente o pedido. Condeno o autor nas custas processuais e em honorários advocatícios de dez por cento do valor dado à causa. P.R.I. (preparo a ser recolhido no prazo do recurso: R$ 240,00 + porte de remessa e retorno: R$ 20,96 por volume). Advºs.

O Conversa Afiada: NÃO FAZ FIADO! 2

24/02/2012

às 16:24

Paulo Henrique é o jornalista mais corajoso do Brasil para atacar a reputação da oposição. De qualquer oposição, como sabe Lula. Um pouco de história

Os petralhas — na Argentina, essa espécie se chama “Los K” — tentam invadir o post em que trato das ofensas raciais dirigidas por Paulo Henrique Amorim contra o jornalista Heraldo Pereira, o que o levou a ter de se retratar, desdizendo o dito. E a turma vem com a delicadeza de sempre, com aquela valentia do anonimato, com seus falsos e-mails, a ignorância tão característica, aquele analfabetismo moral agressivo… Não há surpresa nisso.

Este post, na verdade, é dirigido a alguns bobalhões desavisados que pretendem me enredar no seu tatibitate de suposta isenção. Uma parcela da corrente decidiu escolher o caminho do nem-nem. Sintetizo a sua linha de intervenção: “Gosto muito de você e do Paulo Henrique Amorim, acho que os dois têm uma parcela de razão…”

Como diria Tereza Cristina, a doida do Aguinaldo Silva, “Pode parar, bebê!” Se gosta muito de mim e daquele outro, das duas, uma — ou as duas: ou não entende o que eu escrevo, ou não entende o que ele escreve, ou não entende o que ambos escrevemos. Impossível! Como diria Padre Quevedo no Fantástico, no tempo de eu ser menino, “Isso non ecziste”. É um delírio da mente — e demente.

Essa é só uma tentativa de emplacar delinqüências intelectuais na área de comentários do meu blog, o que não vai acontecer. Há uma suposição estupidamente falsa nessa iniciativa: a de que sejamos pólos opostos de uma contenda. Ele seria o Reinaldo Azevedo do lado de lá, e eu, o Paulo Henrique do lado de cá! Não poderia haver nada de mais errado. EU PROVO!

Poucos se lembram de que Paulo Henrique Amorim já foi delirantemente antilulista. Depois se tornou delirantemente lulista. Por que se entregou de corpo e alma (qual será a cor da sua?) tanto a uma coisa como a seu contrário? Eis um homem que sabe ser feroz, implacável mesmo, com quem está na oposição. A coragem de Paulo Henrique Amorim para dizer “verdades” na cara de QUEM ESTÁ FORA DO PODER é assombrosa!

Não! Não somos iguais, só que em pólos opostos. Eu fui crítico do governo FHC — os veículos que eu dirigia, então, o provam — e continuei crítico dos governos Lula e Dilma. Há mais: opino, sim, mas sobre fatos. A mentira não pode ser confundida com opinião. E Paulo Henrique? Em 2006, o jornalista Alberto Dines — com quem não tenho intimidade e de quem já discordei com dureza — escreveu um artigo sobre este monumento à coerência. Dines se refere ao comportamento de Paulo Henrique Amorim na véspera da eleição de 1998, quando Lula era a sua vítima. Leiam um trecho:

Paco, o linchador – Em seu site Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim publicou na noite de sexta-feira (3/11) a seguinte manchete: “Internautas criticam artigo de Alberto Dines”. Clica-se e aparece a foto deste observador e um pequeno texto: “A favor da mídia. Internautas criticam artigo em que Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, se manifesta a favor da mídia”. Os curiosos então clicam para saber o que Paulo Henrique Amorim, porventura, tem a dizer sobre o assunto e descobrem que Paulo Henrique Amorim, como sempre, nada tem a dizer: escafedeu-se. Mas como precisa fazer jus ao cachê de linchador, remete para os comentários dos internautas furiosos com este observador. Convém registrar que o afiadíssimo site é completamente cego em matéria de interatividade e democracia: não recebe comentários dos leitores. Paulo Henrique Amorim – Paco, para os íntimos – é o protótipo do linchador. Paradigma do empastelador. Agente provocador de quebra-quebras. Tem longa experiência nesta matéria. Paco agora anda camuflado de militante petista. O disfarce vai durar pouco. Em setembro de 1998, véspera da segunda disputa Lula-FHC, ele comandou na TV Bandeirantes uma viciosa cruzada contra Lula com os mais torpes argumentos. Pretendia denunciar a operação financeira que permitira ao então líder sindical a compra de um apartamento em São Bernardo do Campo. Não foi um ataque político, foi um golpe baixo. Não foi um surto pontual, foi uma cruzada contínua, demorada, persistente. Em todas as edições do principal telejornal da Band, durante longos minutos, com todos os recursos de edição, depoimentos, documentos e aquela vozinha histérica, nasalada, tentando levantar os ânimos para derrotar Lula logo no primeiro turno. Paco, o linchador, era o âncora do telejornal e conseguiu ser ouvido por alguns veículos. (…).”

Voltei Lula processou Paulo Henrique Amorim e a Band, que pediu desculpas públicas ao petista. Entenderam por que, entre muitas razões — e a capacidade de empregar orações subordinadas está entre elas —, não somos faces opostas da mesma moeda ou, sei lá, pólos opostos de uma contenda? Isso até pode ter algo de verdadeiro num único aspecto: como é a oposição que define um regime democrático, não o governo (que existe, e como!, em todas as ditaduras), eu confesso ter uma ligeira simpatia, em princípio, por oposicionistas. Gosto da idéia de que lhes cabe vigiar o poder. Paulo Henrique, como resta comprovado, gosta mesmo é de governo.

Quando o PT era oposição, Lula era a sua anta. Quando o PT ganhou a eleição, Lula passou a ser o seu Schopenhauer.  E sempre com a mesma convicção. Nunca antes na história destepaiz houve um jornalista tão corajoso com aqueles que estão fora do poder!

Se eu achar algum texto de Paulo Henrique Amorim atacando as privatizações enquanto FHC era presidente, publico aqui, junto com a foto de uma cabeça de bacalhau e do enterro de um anão.

Por Reinaldo Azevedo

Governo do Paraná faz terceira proposta salarial a policiais 17

24/02/201221h55

ESTELITA HASS CARAZZAI DE CURITIBA

Pela terceira vez neste ano, o governo do Paraná apresentou nova proposta de reajuste salarial aos policiais militares e civis do Estado.

Insatisfeitas, as categorias ameaçavam paralisar atividades, a exemplo do ocorrido recentemente na Bahia, no Ceará e no Rio de Janeiro.

Desta vez, as entidades representativas das categorias saíram satisfeitas da reunião, realizada na tarde desta sexta-feira (24).

“Estou muito aliviado”, afirmou o sargento Orélio Fontana Neto, presidente da Apra-PR (Associação dos Praças do Estado do Paraná). “Não posso anunciar valores ainda, mas vai ser muito bom para todos.”

A tabela final deverá ser apresentada aos policiais entre segunda e terça-feira da próxima semana.

O mesmo discurso de alívio, ainda que menos otimista, faziam representantes do Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná). “Melhorou um pouco. Não é o que a gente esperava, mas dá uma injeção de ânimo”, afirmou o vice-presidente da entidade, Neilor Sousa.

Os valores propostos para a Polícia Civil também não foram abertos à imprensa, e devem ser apresentados oficialmente à corporação apenas na semana que vem.

PROPOSTA ANTERIOR

Em sua última proposta, o governador Beto Richa (PSDB) havia oferecido 23% de aumento aos PMs e 26% aos policiais civis, mas o percentual era aplicado apenas ao salário de ingresso das categorias –os demais servidores teriam reajustes graduais até 2014.

A nova tabela salarial, segundo os policiais, englobou também as demais classes.

Os policiais civis recebem hoje R$ 2.700 de piso. Afirmam que o valor está defasado e reivindicam salário inicial de R$ 5.750 –a última proposta do governo era de R$ 3.400, com previsão de aumento para R$ 4.500 em 2014.

Já os policiais militares ganham, atualmente, R$ 2.438 de salário inicial. O governo estadual ofereceu, na semana passada, R$ 3.000 de piso, mas os policiais lutam por R$ 4.513. A categoria tem promovido manifestações para protestar pelo aumento.

fonte: FOLHA