Polícia investiga ligação entre seis homícidios no litoral de SP 8

19/04/2012- 16h16

ANDRÉ CARAMANTE DE SÃO PAULO

Investigações da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar sobre as seis mortes ocorridas entre os dias 10 e 16 deste mês, na região de divisa entre Santos e São Vicente, no litoral sul de São Paulo, apontam que os assassinos fizeram uma limpeza nas cenas dos crimes.

Em cinco das seis mortes na região conhecida como zona noroeste, cápsulas de pistolas automáticas e semiautomáticas usadas para ferir as vítimas desapareceram das cenas dos homicídios.

Em apenas um dos crimes, um estojo de pistola.40, a arma padrão da Polícia Militar de São Paulo, foi encontrada perto da vítima ferida. Para os investigadores, a intenção das alterações nas cenas dos crimes é dificultar a identificação dos matadores e evitar um possível confronto balístico que mostre relação entre as seis mortes.

Neste quinta-feira, 25 policiais militares da Corregedoria da PM, todos eles trabalhando de maneira disfarçada, estão na divisa entre Santos e São Vicente para tentar descobrir se policiais militares do 6º Batalhão têm relação com as cinco mortes.

Para investigadores, cinco dos seis assassinatos podem ter sido cometidos como retaliação pela morte do PM Rui Gonzaga Siqueira, 46. O crime ocorreu às 20h do dia 10.

Um grupo de extermínio supostamente formado por PMs do 6º Batalhão, o mesmo de Siqueira e que atende a Baixada Santista, é investigado como responsável pelas cinco mortes dos moradores da zona noroeste.

Além da limpeza nas cenas dos crimes, as investigações também apontam que, das seis vítimas, apenas uma, o policial militar Siqueira, foi morta fora do horário compreendido entre 23h e 4h.

A partir da morte de Siqueira, que era soldado do 6º Batalhão e foi assassinado quando fazia “bico” em um comércio do Jardim Castelo, cinco moradores de bairros da zona noroeste foram assassinados a tiros.

Também a partir da morte do PM, outros quatro moradores dessa região foram baleados, mas sobreviveram aos atentados. Dois ônibus foram queimados na mesma área.

Em todos os crimes, os atiradores usavam toucas ninja e estavam em motos ou carros escuros.

3ª ONDA DE VIOLÊNCIA

Essa é a terceira onda de violência na Baixada Santista desde 2010.

A vítima mais recente da violência na região foi o estudante Caio Felipe Borges Filgueira, 18. Ele foi morto a tiros no Jardim Castelo, por volta das 3h30 de segunda-feira.

O jovem era filho de Robson Damasceno Figueira, uma das 15 vítimas mortas em Santos na onda de violência de maio de 2006, quando criminosos do PCC (Primeiro Comando da Capital) atacaram as forças de segurança do Estado. Figueira não tinha ligação com o crime organizado.

22 PMs PRESOS

Há dois anos, em abril de 2010, 22 PMs foram presos sob suspeita de participação em um grupo de extermínio que cometeu 22 assassinatos, isso apenas entre os dias 17 e 26 daquele mês.

As 22 mortes, em Santos, Guarujá, São Vicente e Praia Grande, foram, segundo a investigação, uma vingança pela morte a tiros do PM Paulo Rafael Pires, 27, naquele mesmo mês, no Guarujá.

ATIRADOR

Há um ano, em abril de 2011, o soldado André Aparecido dos Santos, também do 6º Batalhão, foi preso sob suspeita de circular em um carro preto e atirar contra pedestres em Santos e São Vicente. Na ocasião, nove pessoas foram baleadas e uma morreu.

AJUDA DA POPULAÇÃO

O delegado Marcos Carneiro Lima, chefe da Polícia Civil, afirmou na terça-feira (17) que a sequência de mortes preocupa a polícia e que medidas especiais –ele diz não poder revelar quais para não atrapalhar as investigações– foram adotadas para descobrir quem são os criminosos.

“A população não pode conviver com a sensação de insegurança. Mas também precisamos que as pessoas denunciem o que sabem sobre todos esses crimes.”

A Corregedoria da PM informou que fez rondas na região para inibir possíveis retaliações pela morte do soldado Siqueira.

CRONOLOGIA VIOLENTA:

1º – O soldado da PM Rui Siqueira Gonzaga, 46, foi morto a tiros por volta das 20h da terça-feira retrasada (10). O crime ocorreu na avenida Afonso Schmidt, Jardim Castelo, bem perto do Centro Esportivo da Zona Noroeste.

2º – Eduardo Expedito Simões da Silva, 22, foi morto a tiros na rua São Cristóvão, no Jardim Guassú. O crime ocorreu por volta das 2h30 do dia 10.

3º – Na madrugada de quarta-feira (11), um ônibus foi queimado na rua Harold de Camargo, no bairro Areia Branca. Cerca de dez homens atearam fogo no veículo. Uma mulher sofreu queimaduras nos pés.

4º – Um grupo de quatro é atacado a tiros quando conversava no Caminho São José, bairro Jardim Rádio Clube, por volta das 23h15 de quarta-feira passada (11). Willians Siqueira Fernandes, 21, e Thais dos Santos, 22, morreram após ser socorridos. Outras duas jovens, uma delas grávida de sete meses, sobreviveram aos tiros e não correm risco de morte.

5º – Victor Basílio Soares, 26, foi morto com vários tiros na cabeça por volta da 0h30 de sexta-feira (13). Ele foi atacado na esquina das ruas Tenente Durval de Amaral e Leonel Ferreira de Souza, no Jardim Rádio Clube.

6º – O estudante Caio Felipe Borges Filgueira, 18, foi morto a tiros no bairro Jardim Rádio Clube, na madrugada de domingo para segunda-feira. Um homem de 30 anos foi baleado no mesmo atentado, mas sobreviveu.

7º – Horas depois da morte de Filgueira, um ônibus foi queimado na avenida Nossa Senhora de Fátima, no bairro Caneleira. Um outro coletivo foi alvo de uma tentativa de ataque, mas escapou sem sem queimado.

  1. Sou pc, e caso a pm.esteja se vingando da morte de um colega, nao penso que esrejam errados. Pior ver colegas da pc morrendo, e os proprios policiais civis “deixando quieto”, e logo dizendo que o colega era do mal e estava envolvido.

  2. Bem feito pra bandidagem!!! Eles não gostam de matar PM fazendo bico??? Não gostam de botar fogo em ônibus??? Que aguentem o chumbo agora!!!!
    Pelo menos nisso a PM da Baixada é unida; quando matam um, a retaliação começa na mesma semana.

  3. As delegacias polo da 6 secc, nao sao playcenter, mas as noites sao do TERROR,. To que num guento mais, socorrrrro…

  4. Tem que sentar o dedo nesses vagabundos! Antigamente a polícia era mais respeitada.

  5. Ronaldo :
    Bem feito pra bandidagem!!! Eles não gostam de matar PM fazendo bico??? Não gostam de botar fogo em ônibus??? Que aguentem o chumbo agora!!!!
    Pelo menos nisso a PM da Baixada é unida; quando matam um, a retaliação começa na mesma semana.

    Fico beeeem feliz em saber disso, Ronaldo.

    Bandido bom é bandido M-O-R-T-O!

    Ave Policiais do Brasil!

  6. Bixigao :
    Sou pc, e caso a pm.esteja se vingando da morte de um colega, nao penso que esrejam errados. Pior ver colegas da pc morrendo, e os proprios policiais civis “deixando quieto”, e logo dizendo que o colega era do mal e estava envolvido.

    bixigão concordo com voce! ma será que vale a pena? depois ficar no ppc, so porque quis vingar alguem? sei não!

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