A Tribuna é denunciada ao Ministério Público do Trabalho 9

Atenção jornalistas

Ministério do Trabalho recebe

denúncia contra A Tribuna

O Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo (SJSP) ofereceu denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o Jornal A Tribuna por conduta antissindical, com pedido de abertura de investigação.

A entidade entende que a dispensa, sem justa causa, do jornalista e sindicalista Eraldo José dos Santos é irregular, discriminatória e contrária à Constituição Federal. Fere também cláusulas trabalhistas, porque o jornalista goza de garantia de emprego pré-aposentaria.

O jornal ainda fere acordos internacionais, firmados na Organização Internacional de Trabalho (OIT), entidade que também será acionada pelo Sindicato nos próximos dias.

Além de buscar reparação na esfera judicial, o SJSP, por intermédio da Regional de Santos, está em plena campanha contra a empresa, que vem pressionando os jornalistas e tentando jogá-los contra a Diretoria Regional, agindo com covardia e como forma de represália à atuação do Sindicato.

A Diretoria Regional não vai se intimidar e vai continuar em campanha permanente contra a DIREÇÃO do Jornal. Veja manifestação realizada na Praia Grande em anexo, PRIMEIRA DE UMA SÉRIE QUE SERÁ REALIZADA. 

 

 

No último domingo (2), a Regional de Santos, Baixada santista e Vale do Ribeira, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, realizou a primeira de uma série de manifestações contra o Jornal A Tribuna, pela demissão do diretor Eraldo dos Santos, contrariando leis trabalhistas brasileiras e internacionais. O palco foi a 9ª Meia Maratona A Tribuna Praia Grande. Além da faixa, foram distribuídos cerca de cinco mil panfletos, mostrando para a população como a direção do jornal trata os trabalhadores.

Carlos Ratton

Retrato falado 22

09/09/2012-03h00

Retrato falado: apenas dois investigadores ainda desenham criminosos à mão em SP

RENATA MIRANDA DE SÃO PAULO

A policial civil Tamara Andrade, 34, deixou o revólver de lado para combater a criminalidade com lápis, papel e borracha em uma pequena sala do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), no Carandiru, zona norte de São Paulo.

Retrato falado

Entre os sete policiais que se dedicam à produção de retratos falados na cidade de São Paulo, somente ela e Yoshi Kawasaki, 47, seu mestre, mantêm a técnica manual para desenhar criminosos. Os outros cinco migraram para o computador. “Embora seja mais demorado, prefiro fazer à mão. Tem mais poesia”, diz Tamara, graduada em artes visuais pela USP. “Somos investigadores de rostos.”

Além do Deic, outros dois departamentos mantêm retratistas na capital: o Decap (polícia judiciária) e o DHPP (homicídios).

Enquanto Tamara conta apenas com as descrições das vítimas e com sua própria habilidade, seus colegas têm à disposição um banco de imagens digital com milhares de olhos, narizes, bocas e sobrancelhas prontos para montagem. No ano passado, dos 130 retratos falados feitos no Deic, 88 foram digitais e 42, manuais.

Avesso a tecnologia, o veterano Yoshi Kawasaki é o outro investigador paulistano que não larga o lápis. “Sou teimoso. O tempo que demoraria para aprender a mexer no programa digital, aproveito para fazer mais desenhos.”

Com 20 anos de experiência, Kawasaki acredita que o desenho feito à mão é mais preciso. “Os detalhes que consigo colocar aumentam em 20% as chances de pegar o autor”, estima ele, que fez o primeiro retrato falado do motoboy Francisco de Assis Pereira, o “maníaco do parque”, no final da década de 1990.

Já o retratista do Deic Lino Barros, 47, abandonou a técnica manual por preferir a agilidade do digital. “É uma pena, mas o retrato feito à mão é uma arte que está morrendo.”

O desenho não chega a ser crucial para uma investigação, mas contribui na hora de excluir suspeitos, afirmam os policiais. “Também é um desabafo da vítima que serve, muitas vezes, para ajudar a curar o trauma causado pela agressão”, conta o investigador Gabriel Ferreira, 35. Ex-retratista, ele voltou às ruas há quatro anos. “Quem desenha o retrato falado é a própria vítima. A gente só empresta a mão.”