Entrevista do delegado Carlos Alberto Augusto ( Carteira Preta) 18

Colegas , a camisinha que uso é protegida por arame farpado VICH. Estou pronto para começar a esclarecer e desmentir as falsas informações que falam  dos meus heróis superiores, meus colegas com quem tive a honra trabalhar, e que a mídia não dá tregua. Afirmo que ainda não fui citado pelo MPF/SP nem pela “OMISSÃO DA VERDADE”. Obras dos covardes vermelhos, terroristas, assaltantes de bancos, sequestradores, homicidas e outras qualificações que querem desses camaleões  “Traidores da Pátria””Covardes” fugitivos, agora assaltantes dos cofres do Pais. Mas já estou sendo condenado por hora, pelo que está na mídia comprada. Quem gosta de ficar preso é passaro exótico. Como não sou passáro aceito essa “convocação” com toda humildade e estarei presente antes da hora. Quando EU for citado pelo MPF, colocarei  no site do grupo. Avisarei a data e hora da convocação e gostaria de te-los no auditório, junto com historiadores sérios, jornalistas sérios, militares sérios, estudantes que estudam, operários que trabalham de verdade. Vai ser interessante, compareçam sem falta, este já um convite aos meus conhecidos e amigos. ” A VERDADE TEM QUE APARECER, NAS CASAS DOS BRASILEIROS, nas escolas, industrias, universidades, quarteis etc. Chegou a hora. COMPAREÇAM SEM FALTA, por favor. Carlos Alberto Augusto ( Carteira Preta)

‘Vou contar tudo’, diz ex-braço direito de Fleury sobre crimes da ditadura

Instalado em Itatiba, o delegado Carlos Alberto Augusto, o Carteira Preta, só aceita falar na Comissão da Verdade se também puder contar as ações praticadas pela esquerda

Vasconcelo Quadros , iG São Paulo | 03/03/2013 07:00:00
Aguardado nas comissões que investigam os crimes da ditadura como uma das prováveis revelações do período, o delegado Carlos Alberto Augusto, ex-braço direito do chefão do Dops paulista, Sérgio Paranhos Fleury, está ansioso para falar. Quer abrir o que sabe sobre o longo período em que atuou como agente da repressão, mas faz exigências:
“Vou contar tudo e não só a verdade que a comissão deseja ouvir. Quero que a sessão seja acompanhada pela imprensa ou, se possível, transmitida ao vivo”, diz o delegado.
Instalado numa sala modesta da delegacia de Itatiba, a 80 quilômetros de São Paulo, o homem apontado pela esquerda como um dos mais ferozes agentes da repressão, passa os dias cuidando de crimes rastaqueras (briga de vizinhos, intrigas familiares, furtos famélicos etc.) e rascunhando episódios da luta armada que vão, aos poucos, sendo resgatados na memória, mas que ele ainda mantém em segredo.
Sua literatura de cabeceira é um relatório sobre as ações das organizações de esquerda reunidas no Orvil (livro ao contrário), patrocinado por remanescentes do regime na tentativa de estabelecer um contraponto às versões dos movimentos de defesa dos direitos humanos.

AE

Protesto no fim dos anos 70 pelo paradeiro dos desaparecidos durante a ditadura militar
Aos 68 anos de idade, 43 deles como policial e, destes, pelo menos sete dedicados à repressão política, entre 1970 e 1977, Carteira Preta, como é conhecido, é dos poucos agentes ainda na ativa. Nem para ler uma notícia deixa o cacoete adquirido na polícia política: analisa cada frase que escrevem sobre ele e tem sempre um argumento contra. “Nada é o que parece”, filosofa. É um arquivo vivo do período mais duro dos anos de chumbo. As operações comandadas por Fleury foram seu “batismo de fogo” como policial.
E ele agora, para sua defesa ou desencargo de consciência, diz que quer detalhá-las. Mas só aceita falar se puder contar a história completa de cada episódio. Ou seja: ele quer abordar também as ações praticadas pela esquerda. “Se me convocarem, irei com muito prazer, chegarei antes de todos e falarei tudo o que sei sobre o que me perguntarem. Acho que eles precisariam uns quatro dias para ouvir tudo o que tenho a dizer”, repete o delegado.
Carteira Preta se tornou, desde o ano passado, um dos raros réus em processos criminais que tramitam na Justiça Federal sobre o desaparecimento de presos políticos. É acusado de sequestro do corretor de imóveis Edgar de Aquino Duarte, preso em 1971 e desaparecido desde junho de 1973. Corretor da Bolsa de Valores de São Paulo, Duarte não exercia, à época, atividade política, embora tivesse um histórico de militância como ex-marinheiro.
Para enquadrá-lo no mesmo processo em que também são réus outros dois homens fortes da repressão, o coronel da reserva Carlos Brilhante Ustra e o delegado Alcides Singillo, o Ministério Público utilizou uma decisão do Supremo Tribunal Federal num caso de extradição. O STF considerou sequestro um crime permanente, que só se extingue diante da comprovação da libertação ou da morte da vítima.
“Em junho de 1971, ele participou da prisão de Aquino, que foi visto pela última vez em junho de 1973 nas celas do fundão do Dops”, sustenta um dos procuradores que assinam a denúncia, Sérgio Suiama, para quem o corretor teria sido morto porque sabia demais. Aquino foi preso junto com o Cabo Anselmo (José Anselmo dos Santos). Em liberdade, poderia comprometer os planos de Fleury, que organizara boa parte das operações para eliminar militantes da luta armada com base nas delações de Cabo Anselmo, militante treinado em Cuba que colaborava com a repressão, delatando companheiros.
Leia mais sobre a ditadura militar:
O delegado nega o crime, afirma que nem chegou a conhecer o corretor e, mostrando Informações anotadas à mão, que diz ter retirado do próprio processo, afirma que Duarte era militante do grupo ligado ao ex-governador Leonel Brizola e teria se estabelecido em São Paulo depois de abandonar uma suposta base de treinamento de guerrilha no Mato Grosso. Diz que no processo que tramitou na Comissão de Anistia há cópia de uma certidão de óbito expedida por um cartório do Recife, o que contestaria a tese de desaparecimento.
“Ele (Duarte) se rebelou contra Brizola e abandonou a base. Pode ser um caso de justiçamento”, diz o delegado, antecipando o que deve dizer na Comissão da Verdade sobre o desaparecimento do corretor. A tese é rechaçada pelo Ministério Público Federal.
Mas não é só este o caso em que o delegado, como investigador do Dops, participou. Ele atuou na linha de frente da repressão. Foi o autor da prisão do Cabo Anselmo e, depois, andou com o delator a tiracolo atrás de militantes com os quais eram marcados encontros que se transformavam em armadilhas mortais.
Na mais famosa delas, conhecida como o massacre da Chácara São Bento, nas proximidades de Olinda, em Pernambuco, Anselmo atraiu para morte seis militantes de esquerda, entre os quais se encontrava sua própria companheira, a paraguaia Soledad Barreto Vidma, a Sol. O detalhe escabroso é que a ativista, uma bela mulher, filha de históricos comunistas paraguaios, com quatro meses de gestação, esperava um filho de Anselmo.
Veja o especial do iG: A Ditadura Revisada
Toda a operação que resultou no massacre foi coordenada por Carteira Preta, que se tornaria desde então uma espécie de anjo da guarda do Cabo Anselmo. A relação só foi rompida no ano passado, quando o ex-marinheiro decidiu, por conta própria, dar uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Os dois ainda se falam, mas o compromisso de proteção se rompeu.
Carteira Preta infiltrou-se nos sindicatos do ABC e em movimentos sociais e pastorais ligados à Igreja Católica. Nessa condição, participou de reuniões com o então bispo do Recife, Dom Helder Câmara e, quando não esteve diretamente envolvido nas ações, produziu informes que resultaram em prisões, tortura e morte de ativistas.
Na Comissão da Verdade, afirma que responderá objetivamente um a um os casos em que atuou, inclusive episódios que possam elucidar paradeiro de guerrilheiros desaparecidos. Diz que cumpriu sua função como profissional de polícia, admite que não gosta de comunistas (“se o comunismo fosse bom o capitalismo já teria comprado”), afirma que os conflitos fizeram parte da guerra entre o regime militar e a esquerda e não demonstra qualquer arrependimento.
A esquerda diz que Carteira Preta foi além de seu papel como policial, participando de tortura e assassinatos. “Durmo com a cabeça tranquila. Faria tudo de novo”, afirma o delegado.

  1. Enquanto isso. Numero de hocidios e roubos, crescem em SP, Corrupção, e a maior de todos os tempos, a policia fica estagnada com as leis vingentes, e tudo esta na mesma, mas a procura de militares e executores da ditadura esta atodo vapor.
    Sera que alguem quer ganhar com isso, claro, pois se vc conseguir provar que foi perseguido politico, entra com uma ação e recebe uma nota, com salario fixo por mes, assim fica facil, viver neste paisinho, chamado Brazil.

  2. Documento Projeto de lei Complementar (visualizar documento Documento preparado / numerado)
    No Legislativo 9 / 2012
    Ementa Dispõe sobre o ingresso na carreira de Delegado de Polícia do Estado.
    Regime Tramitação Ordinária
    Indexação CARGO, CARREIRA ÚNICA, DELEGADO DE POLÍCIA, ESCRIVÃO DE POLÍCIA, GRATIFICAÇÃO POR ACÚMULO DE TITULARIDADE-GAT, INGRESSO, INVESTIGADOR DE POLÍCIA, PROMOÇÃO
    Autor(es) José Zico Prado
    Apoiador(es)
    Situação Atual Último andamento 03/04/2012 Recebido do relator, Deputado André Soares, pela Comissão de Constituição Justiça e Redação, com voto contrário Clique sobre o último andamento para ver todos andamentos desta proposição.
    Andamento
    Data Descrição
    07/03/2012

    Publicado no Diário da Assembleia, página 22 em 07/03/2012
    08/03/2012

    Pauta de 1ª sessão.
    09/03/2012

    Pauta de 2ª sessão.
    12/03/2012

    Pauta de 3ª sessão.
    13/03/2012

    Pauta de 4ª sessão.
    14/03/2012

    Pauta de 5ª sessão.
    19/03/2012

    Distribuído: CCJR – Comissão de Constituição Justiça e Redação. CAPRT – Comissão de Administração Pública e Relações do Trabalho. CFOP – Comissão de Finanças Orçamento e Planejamento.
    20/03/2012

    Entrada na Comissão de Constituição Justiça e Redação
    26/03/2012

    Distribuído ao Deputado André Soares
    03/04/2012

    Recebido do relator, Deputado André Soares, pela Comissão de Constituição Justiça e Redação, com voto contrário
    11/04/2012

    Concedida vista ao Deputado Fernando Capez
    26/04/2012

    Devolvido da vista
    16/05/2012

    Concedida vista a Deputada Vanessa Damo
    26/06/2012

    Devolvido da vista
    15/08/2012

    Concedida vista ao Deputado João Antonio
    10/09/2012

    Devolvido da vista
    12/09/2012

    Concedida vista ao Deputado Geraldo Cruz

  3. É ISSO AÍ; DÁ-LE DR. CARTEIRA PRETA. ESTAMOS CANSADOS DE VER ALGUNS COVARDES FUGITIVOS QUE QUERIAM TRANSFORMAR ESTE PAÍS EM DITADURA DE ESQUERDA. GOSTARIA DE VER,NOS TEMPO ATUAIS, O POVO BRASILEIRO TENDO QUE PEDIR PERMISSÃO PARA VIAJAR PARA OUTROS PAÍSES, GOSTARIA DE VER COMO O POVO BRASILEIRO SE COMPORTARIA QUANDO OS SOCIALISTAS TOMASSEM SEU PATRIMONIO E O INCORPORASSE AO DO ESTADO SOCIALISTA, GOSTARIA DE VER O GOVERNANTES SOCIALISTAS, COMO ACONTECE NO MUNDO, ONDE EXISTE ESSE REGIME, SAQUEANDO OS COFRES E RIQUEZAS PÚBLICAS, PARA SÍ , SEUS FAMILIARES E COLABORADORES, EM DETRIMENTO DA MAIORIA DO POVO; GOSTARIA DE VER COMO ESSE POVO IDIOTA SE COMPORTARIA DIANTE DAS RESTRIÇÕES DITATORIAIS. DEIXO BEM CLARO AQUI QUE SOU TOTALMENTE CONTRA QUALQUER TIPO DE REGIME DITATORIAL, PORÉM É MELHOR TER UM INIMIGO DECLARADO DO QUE UM AMIGO FALSO..

  4. PREFIRO RECEBER O QUE DE FATO ME É DEVIDO,E QUE ESSE GOVERNO VÁ PROS QUINTOS DO INFERNO!

  5. ESCOLHA O SEU GENOCÍDIO

    PCC$$$$$DB OU

    O RESULTADO MORTE É O MESMO

    SÓ O MEIO QUE É O ADEQUADO AO SEU ZÉ PORVINHO DESGRAÇADO

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  7. O BRASIL CRESCIA em todos os sentidos: economicamente, principalmente culturalmente e de forma democrática, capiltalista e se tentava melhorar a vida do trabalhador. Era grande a esperança. A ditadura militar covardemente interrompeu e acabou com tudo.

  8. 04/03/2013 19:27
    Da Tribuna
    Da Redação

    Hospital em Parelheiros

    Luiz Claudio Marcolino (PT) informou que esteve no bairro de Parelheiros nesta segunda-feira, 4/3, com o prefeito Fernando Haddad, a fim de fazer um levantamento de áreas viáveis para a construção de hospital na região. Estiveram presentes deputados, vereadores e representantes da população. Marcolino comentou a importância da obra: “Cerca de 200 mil pessoas vão buscar atendimento nos municípios próximos à região e isso superlota o atendimento. Esse novo hospital trará melhorias à população”, concluiu. (SC)

    Reajuste salarial

    Carlos Giannazi (PSOL) cobrou novamente do governo estadual o cumprimento da data-base salarial do funcionalismo público estadual, conforme manda a Lei estadual 12.391/06. O deputado afirmou que as gestões do PSDB têm políticas calcadas no arrocho salarial e que o reajuste aprovado na Casa pela base do governo não contabiliza as taxas inflacionárias e não resulta em aumento de fato. O parlamentar concluiu dizendo que o Estado não cumpriu a lei até agora. (SC)

    Blitz da segurança

    Jooji Hato (PMDB) relatou caso de um garupa de moto que matou um homem de 30 anos com diversos tiros disparados na frente dos filhos em Barueri. O deputado disse estar indignado com a criminalidade e a violência com que os bandidos agem: “Não temos mais direito de usar objetos, não temos direito de viver. Temos que tirar as armas dos bandidos, usadas para roubar e matar.” Concluiu alertando que a melhor forma de desarmamento é por meio da realização de blitz. (SC)

    Seguro de vida para policiais

    Olimpio Gomes (PDT) informou que após 130 dias do anúncio do governador Geraldo Alckmin a respeito do reajuste no valor do seguro de vida dos policiais, deu entrada na Assembleia o projeto de lei complementar que trata do assunto. “Não tínhamos seguro de vida e sim seguro de trabalho. Agora, com esse PLC, o seguro passa a indenizar as famílias com efeito retroativo a 1° de janeiro”. Segundo o deputado, desde outubro passado, data da promessa do governador, já morreram 35 policiais. (SC)

    Banco do Povo em Araçatuba

    Ramalho da Construção (PSDB) parabenizou o governador Geraldo Alckmin pelo lançamento do Banco do Povo na cidade de Araçatuba. O deputado afirmou que o banco será muito benéfico para a economia da cidade e facilitará ao cidadão os empréstimos com juros baixos. Ramalho também falou da inauguração de uma unidade de terapia em Araçatuba que irá atender casos de oncologia. (GA)

    Soldados no Haiti

    Welson Gasparini (PSDB) comentou a audiência que teve com o governador Geraldo Alckmin e com a cooperativa Unimed Regional para tratar da construção de um grande centro hospitalar em Ribeirão Preto. O deputado criticou a missão militar no Haiti e pediu à presidente Dilma para trazer os quase 2 mil militares de volta. “Era para estabilizar o Haiti em alguns meses, já se passaram oito anos e os soldados ainda continuam lá”, disse. (GA)

    Máquina de escrever

    Carlos Neder (PT) comentou que o Brasil precisa de mais controle público. O deputado falou que o Ministério Público tem função constitucional de fiscalizar as denúncias de irregularidades relacionadas a gestões públicas. Neder recordou que, quando foi secretário da Saúde na administração da ex-prefeita Luiza Erundina, foi acionado pelo MP pela compra de três máquinas de escrever. “Naquela época, o Brasil não era informatizado como hoje, e o Ministério Público entendia que máquina de escrever não tinha a ver com a saúde.” (GA)

  9. Kkkkkkkkk…..kkkkkkkkk…..Silvio vc devia tentar stand up comedy !!!!
    Vc é demais cara…….o Brasil crescia em todos os sentidos e chegaram os malvados Milicos e acabaram com tudo……kkkkkkk….!!!!

  10. E o hoje SR SILVIO, o Brasil, comandado por uma guerrilheira esta a mil maravilhas. Ri litros com o seu comentário, a ditadura militar acabou com tudo, kkkkkk. Se os militares, que infelizmente não existem hoje, não tomassem o poder, com certeza seriamos uma segunda Cuba, com restrições a tudo.

  11. A GRANDE CARTADA DO GOVERNO FOI O TAL “N.U” PARA INVESTIGADORES E ESCRIVÃES, QUE ILUDIDOS COM O NÍVEL SUPERIOR, AS DUAS CARREIRAS MAIS NUMEROSAS DA POLÍCIA CIVIL, SE AFASTARAM DAS DEMAIS CARREIRAS, ESSA JOGADA CAUSOU O ENFRAQUECIMENTO DE TODA POLÍCIA CIVIL, CAUSOU A DIVISÃO, CAUSA ESSENCIAL PARA PERDER A GUERRA. O PIOR É QUE NINGUÉM GANHOU COM ISSO A NÃO SER O GOVERNO, QUE VENCEU A GUERRA COM UMA ESTRATÉGIA MANJADA E ANTIGA DO LIVRO DE MAQUIÁVEL.

  12. Paridade e integralidade
    Policiais querem driblar o Funpresp »

    Por um cochilo do governo, ao não incluir na Medida Provisória que criou a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp), a revogação de leis antigas que garantiam aposentadoria especial a algumas categorias, pelo menos seis carreiras do serviço público poderão manter o benefício a futuros concursados. Da forma como está a situação hoje, apenas os policiais civis, federais e rodoviários teriam direito ao salário integral ao saírem da ativa. Mas o relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) 554/10, deputado Roberto Policarpo (PT-DF), quer estender a regalia a oficiais de Justiça, policiais do Legislativo e agentes de segurança do Judiciário. Caso a porteira seja aberta, os fiscais da Receita Federal e do Trabalho estão prontos para aderir ao trem da alegria.

    A tentativa dos servidores de manter privilégios causou constrangimento no Palácio do Planalto, que vê no Funpresp uma forma legítima de pôr fim à aposentadoria integral para os novos funcionários públicos. O governo alega que não há mais como a sociedade cobrir, por meio de impostos elevados, um rombo anual de que passa de R$ 60 bilhões na Previdência pública. Na semana passada, o senador Humberto Costa (PT-PE) esteve com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para intermediar uma conversa com os policiais. Mas nenhum sinal positivo de apoio foi dado pela auxiliar da presidente Dilma Rousseff.

    O Funpresp entrou em operação em fevereiro deste ano, mesmo tendo sido aprovado em 2003, início do primeiro mandato de Lula. Mas os lobbies contrários do funcionalismo atrasaram a sua regulamentação. Com ele, aqueles que ingressarem no serviço público terão aposentadoria garantida até o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atualmente de R$ 4.159, como ocorre no setor privado. Caso queiram um benefício maior, terão de contribuir com o fundo complementar.

    Os policiais federais, no ano passado, levaram a cabo uma das mais longas greves da história da categoria (70 dias de paralisação), dando enorme dor de cabeça ao governo. Agentes, escrivães e papiloscopistas da PF fizeram, várias vezes, a manifestação SOS Polícia Federal, para chamar atenção sobre a necessidade de reestruturação da carreira e de manutenção de benefícios. A greve dos policiais civis, em alguns estados, durou 120 dias. A Polícia Rodoviária Federal cruzou os braços por sete dias.

    Caso não se encontre uma saída política, a briga pela aposentadoria especial ficará mais tensa e as categorias prometem entupir o Judiciário com ações. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol/DF), Ciro de Freitas, diz estar atento a cada tramitação ou articulação sobre aposentadoria, para não permitir quaisquer prejuízos à categoria.

    Requerimento

    O deputado Policarpo já está com um requerimento pronto para a nova audiência no Congresso, que deve acontecer em 26 de março. “O dia ainda não está acertado, depende da Comissão de Trabalho e o assunto ainda terá que passar pelo plenário da Casa. Acho importante chamar o governo para o diálogo. Vamos convocar representantes dos ministérios da Previdência, do Planejamento, da Justiça e da Casa Civil”, afirma, salientando que a tendência é de o Congresso deixar fora do Funpresp categorias que vivem sob estresse permanente.

    “Cada uma delas tem mandato de injunção (pede regulamentação de norma constitucional) e o Supremo deu ganho de causa. Acho que elas merecem”, lembra Policarpo, dando a entender que a responsabilidade pelo exame tardio foi do governo.

    Fonte: Correio Braziliense

  13. tira veio, discordo, as outras carreiras tirando agente policial e o carcereiro, sem mantiveram distancia dos investigadores, e ate hoje vai dar uma olhada nos departamentos……

  14. Dr. Carteira, respeito muito o senhor, pois nunca foi covarde.
    Apenas fez o que o estado lhe determinou.
    Se fosse hoje, muita gente que o critica faria o mesmo que o sr. fez.
    Enfim, o estado saiu fora e sobrou, como sempre, para o policial civil.
    Congratulations, Dr. Carteira.
    Força em seu depoimento.
    Ao menos, na época, bandido não tinha vez e nem
    existia PCC..

  15. Pelo que conheço do Dr. Carlos Alberto Augusto, a tal “Omissão da Verdade” mexeu com a pessoa errada. Esse, não tem medo de nada, não. Não é do “time” dos que pretenderam ser Senadores bonzinhos e emotivos…

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