O fracasso de um modelo violento e ineficaz de polícia 44

Folha de S. Paulo


O fracasso de um modelo violento e ineficaz de polícia

FERNANDA MENA
ilustração EMMANUEL NASSAR

08/02/2015 02h50

RESUMO Num quadro de violência social e falhas institucionais, as polícias brasileiras matam demais, ignoram direitos, prestam serviços deficientes e não têm a confiança dos cidadãos. A reportagem faz um diagnóstico da situação e expõe as propostas de reformas, que vão desde mudanças estruturais a melhorias localizadas.

*

Os meninos começaram a chorar mal foram trancados na caçamba do carro de polícia.

“A gente nem começou a bater em vocês e já tão chorando?”, gritou um policial para os adolescentes negros capturados como suspeitos de praticar furtos na região central do Rio. O camburão subia as curvas da floresta da Tijuca, na capital fluminense.

Para os garotos, aquele desvio de percurso, da delegacia para a mata, seria um passeio fúnebre, registrado por câmeras instaladas no veículo -determinação de lei estadual de 2009, criada para vigiar os vigilantes e fornecer provas tanto de ações policiais legítimas como das consideradas ilegais.

Em uma parada no morro do Sumaré, contudo, a gravação é interrompida. Dez minutos depois, câmeras religadas, as imagens mostram os oficiais sozinhos no carro, descendo as mesmas curvas.

“Menos dois”, diz um deles ao parceiro. “Se a gente fizer isso toda semana, dá pra ir diminuindo. A gente bate meta, né?”, completa.

Emmanuel Nassar

Dias depois, o corpo de Matheus Alves dos Santos, 14, foi encontrado no local graças a informações de M., 15, que levou dois tiros, mas sobreviveu porque conseguiu se fingir de morto mesmo ao ser chutado por um dos policiais.

Só em 2013, 2.212 pessoas foram mortas pelas polícias brasileiras, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Isso quer dizer que ao menos seis foram mortas por dia, ou uma a cada 100 mil brasileiros ao longo do ano. No mesmo período, a polícia norte-americana matou 409 pessoas. Já as corporações do Reino Unido e do Japão não mataram ninguém.

O ano de 2014 promete elevar ainda mais o patamar dessa barbárie: mortes cometidas por policiais paulistanos subiram mais de 100% em relação ao ano anterior. No Rio, o aumento foi de 40%, na comparação com números de 2013.

No Brasil, como se sabe, não há pena de morte. O furto, infração não violenta que teriam cometido os meninos do Sumaré, tem como pena máxima oito anos de reclusão. Apenas juízes podem determinar as penas, após processo que contemple o direito de defesa.

O marco jurídico, porém, parece não coibir ações como a dos cabos Vinícius Lima e Fábio Magalhães: a naturalidade com que desaparecem com os dois adolescentes na mata deixa claro que o procedimento não era excepcional. A falta de pudor com que comentam a ação diante da câmera levanta outra hipótese perversa: a de que contavam com a impunidade.

“Não podemos dizer que esses sejam casos de desvio individual de policiais”, avalia Renato Sérgio de Lima -professor da FGV-SP, ele integra o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que produz o anuário estatístico. “Trata-se de um padrão institucional. É uma escolha encarar o crime como forma de enfrentamento.”

Para o coronel José Vicente da Silva, da reserva da Polícia Militar de São Paulo, o número de mortos por policiais não pode ser visto isoladamente. “É desonestidade intelectual dizer que a polícia brasileira mata cinco vezes mais que a dos EUA porque aqui temos seis vezes mais homicídios do que lá. E nossos policiais morrem mais que os de qualquer outro lugar do mundo”, protesta ele, citando dados: só no ano passado, diz, 1.500 PMs pediram demissão motivados pelos baixos salários e pelo constante risco de morte.

Nessa dinâmica, 490 policiais civis e militares foram mortos em serviço ou durante folgas em 2013.

Editoria de Arte/Folhapress

“Para outras sociedades é inadmissível que se mate um policial, porque quer dizer que ninguém respeita mais nada”, diz Alexandre de Moraes, secretário de Segurança Pública de São Paulo. “No Brasil, quem mata policial tatua um palhaço para mostrar para quem quiser ver que matou um tira ou um PM”, compara ele, favorável a alteração no Código Penal que aumente em 50% as penas para crimes contra autoridade pública.

Os números de ambos os lados se inscrevem num contexto aterrador: o Brasil é um campeão mundial de homicídios. Em 2013, 54.269 pessoas foram assassinadas no país. O número corresponde a um estádio do Itaquerão lotado, como no jogo de abertura da Copa do Mundo -só que de cadáveres. Trata-se de uma taxa de 26,9 mortes por 100 mil habitantes, quase seis vezes a dos EUA, de 4,7.

FORA DE CONTROLE

A Organização Mundial da Saúde considera epidêmica, ou fora de controle, a violência que faz mais de 10 vítimas por 100 mil habitantes. Em rankings elaborados pela OMS e pelo Banco Mundial, o Brasil ocupa as primeiras posições em taxa de homicídios, ao lado de países como Honduras, Venezuela, Jamaica, El Salvador e África do Sul.

Somam-se aos números estatísticas que ilustram a relação negativa dos brasileiros com suas polícias: segundo o Índice Confiança da Justiça, realizado pela FGV em 2012, 70% da população do país não confia na instituição, e 63% se declaram insatisfeitos com a atuação da polícia.

O medo diante da polícia também é registrado em cifras: um terço da população teme sofrer violência policial, e índice semelhante receia ser vítima de extorsão pela polícia -os dados são da Pesquisa Nacional de Vitimização (Datafolha/Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais, 2013).

Especialistas em segurança pública dos mais diversos matizes ideológicos convergem em seus diagnósticos: salvaguardados alguns avanços pontuais e localizados, seja na diminuição de certos crimes, seja no aumento da coordenação e da transparência em um ou outro aspecto, a polícia mata demais, é ineficiente no atendimento à população e nas investigações, tem setores racistas e corruptos, além de outros que desprezam leis e regulamentos. Como se não bastasse, as corporações perdem tempo e desperdiçam recursos com rivalidades entre si.

“A polícia tem vícios e defeitos inegáveis”, afirma José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. “Só que existe um reducionismo no conceito de segurança pública, que hoje é sinônimo de polícia, quando deveria englobar controle de fronteiras, Ministério Público, Tribunal de Justiça e sistema carcerário”, afirma.

“A situação que vivemos é resultado de uma série de políticas descontinuadas e de uma tradição brasileira de falta de diálogo entre as instituições. É cada um na sua. E tudo vira jogo de poder e vaidade.”

As polícias, de fato, não se encontram sós nesse quadro tenebroso, em cujo verso estão os baixos salários, o treinamento deficiente, a falta de equipamentos e o duro enfrentamento de criminosos cada vez mais organizados e armados, que não vacilam em atirar, na certeza de que, ao escaparem vivos de um cerco, dificilmente serão pegos por uma investigação.

O embrutecimento dessa polícia é também o da sociedade brasileira, um país em que se banalizaram o assassinato, o racismo, o desrespeito às leis e a corrupção. O que deveria causar assombro e repúdio virou folclore ou “coisa do Brasil”.

“Apesar de 26 anos de democracia, os brasileiros são capazes de se mobilizar mais pelos simpáticos cartunistas mortos em Paris [na sede do ‘Charlie Hebdo’] do que pelas centenas ou milhares de negros já mortos pelas polícias militares nas favelas e periferias”, diz o cientista político Paulo Sérgio Pinheiro, ex-secretário de Estado de Direitos Humanos do governo FHC e um dos coordenadores da Comissão Nacional da Verdade (CNV).

Uma situação bem diferente da de Nova York, onde milhares foram às ruas no final do ano passado para protestar contra a decisão da Justiça de não indiciar um policial responsável pela morte, na cidade, de Eric Garner, um negro.

O episódio do morro do Sumaré é emblemático porque, ainda que a ação tenha chocado parte dos telespectadores do “Fantástico”, que revelou o caso num domingo à noite, na segunda-feira a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro já havia sido inundada por e-mails de apoio à ação criminosa dos policiais.

DESCOMPASSO

Sem alarde, o Ministério da Justiça criou no fim do ano passado um grupo de especialistas para estudar as raízes e os remédios do morticínio brasileiro.

A discrição da iniciativa reitera o descompasso entre a ausência de um debate público, amplo e propositivo, e o fato de segurança pública ser a segunda maior preocupação dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha de 2014.

Isso sem falar nos custos sociais da violência, estimados em 5,4% do PIB (Produto Interno Bruto) ou R$ 258 bilhões em 2013, segundo cálculos de Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, registrados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

A relevância do tema se reflete na produção cinematográfica brasileira do ano passado, quando ao menos oito produções colocaram a polícia como protagonista (não exatamente no papel de mocinho) ou pano de fundo de ações e debates. É o caso de documentários como “Sem Pena”, “À Queima-Roupa” e “Junho” e de ficções como “Branco Sai, Preto Fica”, vencedor do prêmio de melhor filme na última edição do Festival de Brasília.

“O Brasil está estático nessa área. Os partidos que pretendem representar as classes populares são incapazes de reconhecer a prioridade desse tema que, por outro lado, é absolutamente central no cotidiano das massas, para as quais essa é questão de vida ou morte, de chegar ou não vivo em casa”, avalia o antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional de Segurança Pública (2003) do primeiro governo Lula.

Mobilizações de vítimas do crime comum ou daquele cometido pelas forças do Estado parecem se resumir a slogans como “queremos Justiça”, sem traduzir esse sentimento em propostas concretas. “É nessa fonte que bebem os demagogos e os oportunistas que advogam por penas mais duras e mais armas para as polícias. Isso é mais do mesmo e não rompe o ciclo vicioso”, avalia Soares.

O artigo 144 da Constituição de 1988 dispõe, genericamente, sobre as atribuições das instituições responsáveis por prover a segurança pública no país. A Carta herdou um sistema bipartido, com duas polícias, uma militar e outra judiciária ou civil, cada uma executando uma parte do trabalho. Um quarto de século depois, o artigo ainda aguarda regulamentação.

“Os constituintes, por temor ou convicção, não mudaram uma vírgula da estrutura da segurança pública herdada do regime militar”, explica Paulo Sérgio Pinheiro, que, durante o trabalho da CNV, contou 434 mortos e desaparecidos nas mãos de agentes da ditadura. “O resultado é que temos esse traste, e 15 projetos de reforma que nunca são tocados pelos congressistas.”

“Nos Estados Unidos, a coisa começou a mudar quando os governos passaram a perder processos e a pagar boas indenizações para vítimas de violência policial. Pegou no bolso”, conta Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes.

Com esse arranjo institucional, a União tem pouca responsabilidade nos rumos da segurança pública, municípios se limitam a criar guardas civis, enquanto cabe aos Estados o desenho das políticas e o controle das polícias. Nesse contexto, entre os que pensam perspectivas para a segurança pública e para as polícias, emergiram duas correntes conflitantes.

REFORMAS

A primeira corrente prega reformas que envolvam mudanças de arquitetura do sistema legal e das instituições. Nesse vetor se inscrevem as propostas de desmilitarização e de unificação das polícias militar e civil em uma nova corporação, sem sobrenome.

A proposta mais completa nessa linha está na PEC 51, desenhada pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares e apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

Emmanuel Nassar

Ela inclui o fim do vínculo e do espelhamento organizacional entre PM e Exército e cria o ciclo completo, quando uma só polícia faz o trabalho preventivo, ostensivo e investigativo. Cada Estado poderia eleger um modelo próprio, seja ele o de corporações divididas por território ou por tipos criminais. “Mudanças significativas não podem ser feitas sem reformas do modelo, que pedem alterações estruturais e constitucionais”, avalia Soares.

A bandeira da desmilitarização da polícia, proposta pela PEC, foi resgatada após junho de 2013, quando parte das manifestações foi reprimida com violência exacerbada pelas PMs de São Paulo, Rio e Minas, principalmente. O relatório da CNV trouxe também essa recomendação, que ficou em segundo plano, porém, em meio ao tímido debate gerado pelo trabalho final do grupo que investigou os crimes da ditadura militar.

Há variações no entendimento sobre o que é desmilitarizar as polícias, mas todas compreendem a mudança do regime disciplinar, que permite prisão administrativa para questões ligadas à hierarquia, à vestimenta e à administração, além da extinção das instâncias estaduais da Justiça Militar, que julga policiais em crimes graves, como o homicídio de um PM por outro. A Justiça Militar Federal seria mantida como tribunal voltado a membros das Forças Armadas.

Segundo a pesquisa Opinião dos Policiais Brasileiros sobre Reformas e Modernização das Polícias, da FGV, quase 64% dos policiais defendem o fim da Justiça Militar, 74% apoiam a desvinculação do Exército e quase 94% querem a modernização dos regimentos e códigos disciplinares. Essas vozes interessadas, porém, parecem sub-representadas no debate.

“A desmilitarização é importante, mas não é uma panaceia e ainda depende de pressão popular, porque o Congresso funciona por inércia e tem muita representação de setores que são contrários a isso”, diz o sociólogo Ignácio Cano, coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

O surgimento da “bancada da bala”, formada por parlamentares que pregam medidas como redução da maioridade penal, recrudescimento das penas e até pena de morte, promete barrar o andamento de mudanças estruturais.

Outra proposta dessa linha, baseada na crença de que cada território tem necessidades muito específicas que só um administrador local conhece, é a municipalização das polícias. Seus opositores argumentam que, por questões orçamentárias, esse tipo de reforma aumentaria muito a desigualdade no serviço policial além de dificultar sua coordenação. Afirmam também que o município já tem papel fundamental na segurança pública ao cuidar da iluminação, das calçadas e da coleta de lixo.

Mas há, ainda, outros caminhos. “Na Colômbia, por exemplo, há um modelo em que a polícia é nacional, mas as prefeituras podem investir nela e influenciar seu trabalho sem que a corporação seja municipal”, informa Cano.

CHOQUES

A segunda corrente de pensamento sobre segurança pública e polícia é a das reformas gerenciais, que se propõem a incrementar a eficiência dos processos valendo-se de choques de gestão. Nessa linha entram o aumento de recursos e de pessoal, a valorização das carreiras, a melhoria da formação, a maior participação da sociedade civil nas políticas de segurança pública e a integração do trabalho das duas polícias.

Na opinião de Leandro Piquet Carneiro, do Núcleo de Pesquisas de Políticas Públicas da USP, “dá-se muita ênfase a reformas estruturais quando existem aspectos de microgerenciamento que podem ser implantados com mais rapidez”. “São medidas de alteração de procedimentos e regras e de cobrança de resultados feitas dentro do marco institucional atual.”

Marcos Fuchs, diretor da ONG Conectas Direitos Humanos, prega o envolvimento da população por meio de conselhos -mecanismo que funciona com muito efeito em metrópoles como Nova York.

Emmanuel Nassar

“É preciso ampliar o debate e envolver a sociedade civil, seja com audiências públicas ou no âmbito dos Conseg [Conselhos Comunitários de Segurança], que já vêm se reunindo em cada bairro de São Paulo para discutir soluções para problemas locais, algo incentivado pela gestão passada da Segurança Pública do Estado”, avalia.

Ainda nessa chave, estão medidas como a que chegou a tirar das ruas de São Paulo policiais que cometiam a terceira morte em serviço, supostamente em legítima defesa ou de um terceiro -além da formação continuada e da melhoria dos sistemas de controle interno, via corregedorias, e externo, por meio das ouvidorias de polícia.

Na qualidade de ex-ouvidora do Rio, a socióloga Julita Lemgruber defende que as ouvidorias tenham poder de investigação. “Sem isso, recebem as denúncias, mas ficam amarradas”, argumenta.

Há ainda experiências de georreferenciamento, em que estatísticas sobre ocorrências, com o local de cada uma delas, permitem um planejamento mais racional das equipes de investigação e patrulha, otimizando recursos.

Entre esses extremos, no entanto, há uma terceira via. “Essas propostas não são excludentes. É possível avançar em reformas normativas que garantam a continuidade de determinadas políticas e implementar reformas gerenciais para dar mais eficiência às polícias”, avalia Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Comum às duas pontas do debate é o imperativo de que as polícias trabalhem juntas, seja unificando-as em uma nova corporação, seja com processos graduais de integração -medida com o qual 75% dos policiais civis e militares concordam, segundo a pesquisa realizada pela FGV.

“Ter duas polícias é um acidente histórico. Desenvolvemos essa duplicidade institucional, criando ineficiência. Uma só polícia seria mais racional e econômica em pelo menos 20%”, estima o coronel José Vicente da Silva. Com 52 anos de serviço, ele viveu em 1970 a fusão, imposta pela ditadura, da Força Pública, então com 25.000 homens, com a Guarda Civil, que tinha 9.000 membros -daí nasceu a atual PM. “Houve mal-estar, houve dúvida sobre quem iria mandar, se o inspetor ou o coronel, mas tudo foi, aos poucos, se acomodando.”

Os exemplos de ineficiência na divisão do trabalho policial são cristalinos. Enquanto a Polícia Militar atua na prevenção e no patrulhamento, a Polícia Civil ou Judiciária investiga, tudo com troca de informações mínima. A simples criação de bancos de dados conjuntos revelou-se uma epopeia.

“As polícias se detestam no Brasil inteiro, então a coisa não funciona”, avalia o especialista em segurança pública Guaracy Mingardi. A PM é a primeira a chegar ao local do crime e é quem o resguarda para a Polícia Civil e a perícia. “Mas, quando elas chegam, não conversam com a PM porque acham que não tem nada a ver. Então muito PM não preserva direito o local dos crimes, já que é uma atividade desvalorizada”, explica ele, que trabalhou por dois anos na Polícia Civil em São Paulo, coletando dados para seu mestrado.

FORMAÇÃO

Em 2010, foi inaugurada a Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará. Celebrada como uma experiência exitosa, ela aposta na integração entre policiais civis e militares logo na formação, para que aprendam desde os primeiros treinamentos a trabalhar juntos.

Para José Mariano Beltrame, “quando não há entendimento entre as polícias, há temor, e cada uma se fecha do seu lado”. A solução não virá de uma “canetada”.

“Tem de mudar a cultura, e isso se obtém mudando práticas”, diz o secretário da Segurança Pública do Rio, que vê na valorização salarial um fator fundamental para aperfeiçoar o serviço prestado pelas polícias. “Enquanto a diferença salarial entre polícia e Judiciário for oceânica, como é hoje, o resultado do trabalho deixará a desejar. Você tem de levantar essa polícia, pagar bem, dar condições, e ela entregará um resultado melhor.”

Nas polícias da maioria dos Estados verificam-se diferenças salariais entre as carreiras, o que alimenta ainda mais as rivalidades. Pior: cada corporação é fraturada internamente. As carreiras civil e militar têm duas entradas, numa espécie de sistema de castas, em que status e salários são diferentes entre si e entre os Estados.

Na Polícia Militar, ingressa-se como soldado ou tenente. Mas o soldado nunca chegará a ser tenente por progressão ou mérito. Enquanto um soldado gaúcho pode ganhar apenas R$ 1.375,71, o salário de um coronel, topo da carreira iniciada como tenente, pode ser de até R$ 21.531,36 no Paraná.

Na Polícia Civil, o concurso é para investigador ou delegado, e o melhor investigador do país jamais se tornará um delegado, a não ser que preste novo concurso, para o qual é necessário ser bacharel em direito. O soldo de investigador varia de R$ 1.863,51 no Rio Grande do Sul, a R$ 7.514,33 no Distrito Federal. Já um delegado pode ganhar R$ 8.252, 59 em São Paulo, o salário mais baixo da categoria no país, ou R$ 22.339,75 no Amazonas.

“Isso faz da polícia um lugar em que não se entra pensando em construir carreira”, opina Mingardi, para quem a corporação atrai ou gente pouco qualificada ou “concurseiros profissionais” à espera de oportunidade melhor.

A Polícia Federal, que hoje tem plano de carreira e salário inicial de mais de R$ 7.500, exige como pré-requisito o diploma de ensino superior e coleciona em seus quadros médicos, contabilistas, engenheiros e advogados.

“Se as carreiras das polícias civil e militar são, na maior parte dos casos, desprestigiadas, como é que você mantém um sujeito lá ganhando pouco?”, pergunta ele, que responde: “Simples: você permite o bico e cria uma escala de trabalho que acomode atividade extra”. Essa é uma das explicações para escalas como as de 12 horas de trabalho para 24 ou 36 de folga.

Emmanuel Nassar

São agentes de segurança pública atuando no setor de segurança privada -serviço que só faz sentido onde as polícias falham. O conflito de interesses é evidente.

“Trata-se de um ‘gato’ orçamentário, um acordo entre o Estado e a ilegalidade. O Estado faz vista grossa para manter a estabilidade de um orçamento que é irreal”, avalia Luiz Eduardo Soares. “Há, dessa forma, uma autorização tácita para a criação de agências de segurança privada que estão na base das milícias.”

Segundo a pesquisa da FGV, 95% dos policiais afirmam que a falta de integração entre as diferentes polícias torna seu trabalho menos eficiente, 99,1% avaliam que os baixos salários são causa deste problema e 93,6% apontam a corrupção como causa do mau serviço prestado à sociedade. Outro problema quase unânime nas corporações, segundo a avaliação dos próprios policiais, é a formação deficiente (98,2%).

PACTO

Em 2007, Pernambuco criou um programa de redução de homicídios que previa metas, premiações e trabalho conjunto das várias instâncias da segurança pública. No Pacto pela Vida, elaborado pelo sociólogo José Luiz Ratton, o então governador Eduardo Campos (1965-2014) passou a coordenar pessoalmente reuniões entre as duas corporações, o Ministério Público, a Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça e secretarias de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, entre outras, no combate aos homicídios que sangravam o Estado -então um dos campeões em mortes violentas do Nordeste.

“É impossível pensar no desenvolvimento do país com taxas de homicídio como as que temos. É uma tragédia que, para ser combatida, precisa de um esforço interinstitucional. É preciso ter uma visão sistêmica da violência no Brasil e articular áreas de desenvolvimento social com polícia e Justiça”, diz o mineiro Ratton, que é professor do departamento de sociologia da Universidade Federal de Pernambuco.

Desde o pacto, as mortes por agressão no Estado caíram 39%, e o índice de elucidação dos crimes contra a vida subiu para mais de 60% -a média brasileira é de míseros 8%. No Reino Unido, 90% dos homicídios são esclarecidos. Na França, 80%. Nos EUA, 65%.

O índice brasileiro é quase todo fruto de prisões em flagrante, e não de investigações -cujo resultado pífio é produto não só do caldo de rivalidades, corrupção e má formação das polícias mas também de uma fraca participação do Ministério Público. O MP falha tanto na função de controle externo da atividade policial como na cobrança por diligências específicas. Na prática, pouco tem feito para cobrar ação da polícia, limitando-se a concordar com a extensão dos prazos regulamentares sem exigir qualidade na investigação.

“Não sei o que aconteceu com a promotoria criminal”, comenta Alexandre de Moraes, secretário da Segurança paulista, que trabalhou no Ministério Público. “Parece que a área perdeu o charme. Vemos a promotoria do meio ambiente, por exemplo, fazendo ótimo trabalho, mas não a criminal.”

Trata-se de um sistema que, além de pouco eficiente, favorece a famigerada lentidão da Justiça brasileira. Pesquisa recém-divulgada pelo Ministério da Justiça, que monitorou o tempo de trâmite de casos de homicídio doloso em cinco capitais brasileiras, não deixa dúvidas: a fase de inquérito policial, que leva ao menos 30 dias, chega a 700 dias em Belo Horizonte, onde a duração de um processo de assassinato intencional, da descoberta do crime à sentença, é de mais de nove anos.

TRABALHO DOBRADO

Uma parte dessa lentidão se deve ao fato de o delegado de polícia funcionar como espécie de juiz de instrução ou de primeiríssima instância. Isso quer dizer que todos os procedimentos feitos na delegacia durante a investigação, como o depoimento de vítimas e testemunhas, são repetidos no Judiciário, fase do processo em que a defesa pode se manifestar.

“O delegado brasileiro é uma figura ‘sui generis’ porque é um operador de direito dentro da polícia e, como seus atos são feitos fora da estrutura do Judiciário, tudo tem de ser repetido quando o caso chega à Justiça”, explica o delegado Orlando Zaccone. Trabalho dobrado demora, claro, o dobro do tempo, o que ajuda a girar a máquina da impunidade, por um lado, e a punição desproporcional dos desprivilegiados, por outro.

Pesquisa do Núcleo de Estudos da Violência da USP monitorou casos de prisão em flagrante feitas com base na Lei de Drogas, que determina reclusão para traficante e prestação de serviços para usuários. Dois casos acompanhados pelo estudo ilustram bem essa lógica.

Um homem de 30 anos, desempregado, primeiro grau completo, com uma passagem por roubo e sem residência fixa foi preso em flagrante por dois PMs com 8,5 gramas de maconha e R$ 20. Na delegacia, apesar da pequena quantidade de droga, ele foi enquadrado como traficante. Aguardou seis meses para ser ouvido por um juiz, respondeu ao processo preso e foi condenado a cinco anos e dez meses em regime fechado.

Dois jovens de 19 e 25 anos, universitários, moradores dos bairros de Perdizes e Lapa, zona oeste de São Paulo, sem antecedentes criminais foram presos em flagrante por dois PMs com 475,2 gramas de maconha, mais porções separadas que somavam 25,8 gramas e uma balança de precisão. Na delegacia, foram enquadrados como traficantes. Seus advogados obtiveram sua liberdade provisória um dia após o flagrante, sob o argumento de que a droga era para uso pessoal. Eles respondem ao processo em liberdade e, passados nove meses do flagrante, a sentença ainda não havia sido proferida.

Segundo estudo do Instituto Sou da Paz, 37% dos detentos de São Paulo são presos provisórios que aguardam julgamento. Desses, apenas 3% foram presos após alguma investigação. A maior parte das prisões foi feita por abordagem, que se baseia no discernimento do policial para eleger quem é ou não parado e revistado.

“A falência da investigação é endêmica. Como as polícias são sobrecarregadas, são seletivas, e essa seletividade abre espaço para critérios discricionários e para a corrupção”, explica Ignácio Cano. “Além disso, a polícia ostensiva sempre recebeu preferência em relação à polícia de investigação. As PMs têm um contingente sempre maior que o da Polícia Civil.”

Para o antropólogo Luiz Eduardo Soares, a prevalência do flagrante sobre a investigação gera uma distorção. Ele explica que “os crimes passíveis de flagrante são aqueles que acontecem nas ruas, portanto, sob um filtro social, territorial e racial”.

Abordagens policiais em São Paulo resultam, segundo estudo, na prisão preferencial de jovens (62,9% têm de 18 a 25 anos) e, apesar de ocorrerem em sua maioria em locais públicos e durante o dia, 76,6% têm como únicas testemunhas policiais militares.

A polícia de São Paulo fez 15 milhões de abordagens em 2013 (mais de um terço da população do Estado, estimada em 44 milhões em 2014). Segundo a pesquisadora Tânia Pinc, major da PM paulista, que já comandou a Força Tática, “em Nova York, a polícia aborda 2,3% da população da cidade ao ano”.

Para ela, as abordagens são uma prática rotineira banalizada. Basta ver seu resultado: enquanto os policiais do Estado de São Paulo fazem 100 abordagens para cada prisão, a polícia de Nova York faz 12. “Abordagem conta como indicador de desempenho policial, e tanto a polícia como o governo usam esses números para dizer que estão trabalhando.”

Premiar desempenho é o tipo de política que tem de ser feita com cautela e critérios bem pensados. O maior absurdo nessa área foi apelidado de “gratificação faroeste”. Criada em 1995 no Rio de Janeiro, premiava policiais por “atos de bravura”, o que incluía envolvimento em casos nos quais a ação policial terminava com o corpo do suspeito no chão. A partir do prêmio, o número de óbitos pelas polícias fluminenses, em casos registrados como resistência à prisão seguida de morte, aumentou até atingir, em 2007, o pico de 1.330 mortos. Desde então, esse número vem caindo, apesar de ter subido, simultaneamente, o registro de homicídios a esclarecer no Estado.

A maior parte dos casos de mortes envolvendo policiais é arquivada ao chegar ao Ministério Público, que muitas vezes acata procedimentos de exceção como quebra de sigilo e invasão de domicílio. Hoje, 98% das prisões realizadas em residências são feitas sem mandado judicial -expedido apenas quando uma investigação comprova que a prisão é necessária. Invade-se a casa sem autorização, o que é ilegal, não raro com base em denúncias anônimas.

O caso das mortes, no entanto, segue como o mais grave. Em uma pesquisa na qual avaliou 300 processos de óbito por intervenção policial, o delegado Orlando Zaccone identificou que 99% dos autos que chegavam ao MP foram arquivados em menos de três anos.

“O Judiciário tem de ser mais rigoroso com essas mortes, porque hoje participa delas”, diz. Segundo ele, a condição de vida de quem morreu, o local onde se deram os fatos ou a existência ou não de antecedentes criminais já são suficientes para que o Ministério Público identifique a morte como legítima e arquive o caso.

“Como vamos reformar as polícias se a ideia de que o criminoso é matável não é só dela, mas do promotor, do jornalista e da sociedade como um todo?”, avalia ele. “Policial bom, no Brasil, é aquele treinado como guerreiro. Nossos ídolos são os operadores da guerra.”

Não é coincidência, portanto, que o segundo deputado estadual mais votado em São Paulo, coronel Telhada (PSDB), seja aquele que, ao ser entrevistado pelo correspondente do jornal “The New York Times”, sorri para dizer que matou 30 “bandidos” ao longo de sua carreira na Polícia Militar.

De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Justiça em 2009, 44% dos brasileiros concorda com a máxima que diz que “bandido bom é bandido morto”.

GUERRA E PAZ

O quartel-general da Polícia Militar do Rio de Janeiro é uma construção fortificada de 1740, no centro da cidade. A sisudez das escadas de madeira escura, das bandeiras e dos brasões destoa dos objetos escolhidos para a decoração de uma sala em particular.

Naquelas paredes, um quadro vermelho com a imagem de Lênin faz par com uma imagem de Nossa Senhora das Dores. Sobre a mesa larga, um pequeno porta-retratos com a foto de Nelson Mandela e a citação “Aprendi que coragem não é ausência de medo, mas o triunfo sobre ele” divide espaço com pilhas de livros, entre os quais “A República”, de Platão, “Guerra e Paz”, de Tolstói, e outros de Nietzsche, Fernando Pessoa e Simone Weil.

Sentado atrás dos livros e diante das fotos dos 48 oficiais que o antecederam no posto de chefe de gabinete, o coronel Íbis Pereira da Silva se vangloria de duas ações ocorridas quando esteve no comando da PM do Rio, em dezembro do ano passado. “Fizemos duas desocupações de prédios para reintegração de posse sem usar uma bomba de efeito moral nem disparar uma bala de borracha sequer. Tenho o maior orgulho disso”, gaba-se.

Para ele, uma das tragédias do modelo atual de segurança pública é que, nele, “a polícia tem de prender, e não proteger as pessoas -e a polícia que não promove nem protege direitos, sejam eles das vítimas ou dos criminosos, é uma ameaça à cidadania e à democracia”.

O coronel Íbis integra a primeira geração de policiais treinados no apagar das luzes do regime militar que chega aos comandos da corporação. Quando ingressou na Academia de Polícia, em 1982, estava sendo descontinuado o manual de segurança interna e defesa territorial cuja capa estampava a imagem de um vietcongue, comunista vietnamita, sentado sobre um mundo que sangrava. Sua primeira aula foi de direitos humanos.

“Mas houve uma coincidência terrível e desastrosa. No momento em que saíamos da ditadura e da visão ideológica de guerra contra os comunistas, o presidente [norte-americano] Ronald Reagan declarou a guerra às drogas”, conjectura Íbis. “Então, o sistema de segurança que vinha operando contra um inimigo apenas mudou sua figura, mas a máquina continuou a rodar com as mesmas violações de direitos e a mesma lógica de combate”, avalia o coronel.

Para ele, a dinâmica da guerra altera os marcos morais e a noção de certo e errado. “Quem acha que está em combate, como é o caso das nossas polícias, é capaz de cometer atos brutais e ofensivos porque acredita que é aquilo que se espera dele. Isso acontece comigo, com você, com um monge”, diz.

A peculiaridade do trabalho policial, que pede resoluções imediatas para situações complexas e imprevisíveis, contribui para desvios de conduta e uso excessivo de armas de fogo, pondo tanto policial como suspeito em perigo.

Quando começou a pesquisar abordagem policial, a major Pinc identificou problemas no treinamento. Havia protocolos e métodos, mas não eram seguidos. Propôs, então, um supertreinamento para uma equipe e comparou seu trabalho com o de outra. “Descobri que a premissa de que treinamento resolve está furada”, revela.

Ela classificou os oficiais em diferentes padrões, quanto ao quesito letalidade. Vão do primeiro, que só age dentro da legalidade, ao quarto, o de policiais que matam intencionalmente. “São pessoas doentes, transformadas, que, se não têm oportunidade para matar, criam. Esses têm que sair”, diz.

No meio estão os que devem ser objeto de programas que combinem treinamento com estratégias de supervisão, monitoramento por câmeras e premiação de boas práticas. O segundo é o tipo despreparado, que mata para se defender, mas não assume que atirou no susto. O terceiro é aquele que atira por sucumbir à pressão. “Ele tem controle da situação, mas sabe que, se não atirar, vai chegar no quartel e um colega vai dizer: ‘Pô, você teve a chance e não matou, por quê?'”, diz a major, que entrevistou centenas policiais. “Se esse tipo de ideia existe na sociedade, é claro que existe na polícia também.”

“As polícias matam porque trabalham em locais violentos; porque há nas corporações uma doutrina do combate, e combate se faz atirando; porque não há fiscalização eficiente de suas atividades; e, sejamos sinceros, porque, na sociedade brasileira, isso responde a uma demanda social”, avalia Ignácio Cano, da Uerj. “A polícia é violenta desde a sua formação.”

“Ainda que consideravelmente melhorada, a polícia não goza de grande prestígio junto à população, sem dúvida por causa da lembrança de antigos abusos. É aliás difícil conseguir que os policiais façam uma distinção perfeita entre a razão e o erro, e sobretudo lhes fazem falta o tato e a amenidade no trato.” O diagnóstico foi registrado em 1912 pelo viajante francês Paul Walle.

Mais de cem anos depois, ele permanece atual.

FERNANDA MENA, 37, é repórter especial da Folha.

EMMANUEL NASSAR, 66, é artista plástico.


Endereço da página:


Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

  1. Que o autor do livro o Gruardião da Cidade, Coronel PM Adilson, possa, em breve, confirmar que “servi” (de palhaço) em 2006, no CPC, enquanto não apenas a cidade de São Paulo era sitiada pelo “PCC”.

  2. QUE PAPO FURADO É ESSE QUE “AS POLICIAS MATARAM…” QUEM MATOU FOI A PM. POLICIA CIVIL E FEDERAL NÃO MATAM JÁ FAZ TEMPO. AS POLICIAS DE VERDADE(PC E PF) CUMPREM FIELMENTE SUA FUNÇÃO DE PRENDER E ENTREGAR O INDIVIDUO VIVO PARA SER JULGADO. TEM É QUE PARAR COM ESSE NEGOCIO DE COLOCAR AS POLICIAS NUM MESMO BALAIO. PM É ASSASSINA, PF, PC PRF NÃO. PM NÃO É POLICIA DE CICLO COMPLETO, POR ISSO NÃO CONSIDERO NEM POLICIA. SÃO CÃES DE ALUGUEL DE UM ESTADO HOMICIDA.

  3. ACHO QUE AQUI NO BRASIL MORRE MUITAS PESSOAS ( BANDIDOS ) PORQUE ELES ENFRENTAM AS POLICIAS,
    ENTÃO VEMOS QUE SE OS ÍNDICES DE MORTALIDADE COMETIDO PELAS POLICIAS É ALTA ,É PORQUE
    TEM MUITOS BANDIDOS , VIVENDO EM UM PAIS QUE TEM UM CÓDIGO PENAL FRÁGIL ..

    E SE CONTINUAR ASSIM COM ESSE MESMO CPB SEM MUDANÇAS , A BANDIDAGEM VAI TRIPLICAR EM POUCO TEMPO. E ÚNICO JEITO DE DIMINUIR A BANDIDAGEM É A PÓLVORA MESMO…
    NÃO EXISTE OUTRA FÓRMULA…………..

    NÃO SE PODE COMPARAR UM PAIS DE 5º MUNDO COM CÓDIGO PENAL FRACO. COM PAISES DE 1º MUNDO.
    ONDE TODOS TEM UM CÓDIGO PENAL BEM MAIS RÍGIDO..I

  4. O BRASIL COM ESTE CÓDIGO PENAL FRACO, ESTA FABRICANDO UMA EPIDEMIA DE BANDIDOS. FORAS DA LEI.

    É QUE ELES NÃO TEM MEDO DAS NOSSAS LEIS.. SÓ DA BALA MESMO…..

  5. A Polícia precisa ser repensada, reformulada e reestruturada porque estamos a deriva, com medidas isoladas que quase sempre prejudicam o policial, hoje não fazemos investigações e sim R.D.O de pouca relevância impostos pelo super efetivo da PM, como porte de droga, pequenos furtos, não criminais, além de flagrantes de embriaguez, furtos de biscoitos e outros itens sem importância, só não investigamos porque não temos efetivo e o que sobra está velho e desmotivado. Além de pouco efetivo o que resta é mal distribuído, temos várias D.i.G no interior que não investigam nem furto de galinha, tem D.I.G que se acumulam 10 ou 12 Policiais Civis que ficam no verdadeiro ócio, o governo precisa formar centrais de investigação do interior com capacidade e estrutura para cobrir e monitorar as ações do crime em suas regiões, é preciso investigação e em certas regiões a maioria das delegacias não suprem nem as ocorrências simples da cidade, e as bobagens apresentadas pelo super efetivo e ineficiente da PM, é preciso uma investigação forte, e para isso se faz necessário formar Centrais de Investigação regionais com estrutura e capacidade de monitorar o crime, para que não aconteça o chamado “cangaço dos fuzis”, é preciso pegar os criminosos dormindo e com a investigação gravada e em mãos, só assim se consegue segurar o ladrão por 8 a 12 anos na prisão, policia ostensiva e preventiva é muito importante mais uma polícia investigativa atuante é essencial, e sem ela o crime só cresce e domina, sem monitoramento o crime não tem controle.

  6. É fácil culpar a polícia pela insegurança ou acusa-los de excessos, quando na verdade, não há investimentos em educação,formação profissional, moradia, saúde, até esgoto muitos não tem.

  7. fracasso é o que estão fazendo com os policiais civis estamos sendo violentados pela promessa e não cumprida
    pelos governantes ref a restruturação.trabalhando como N.U e ganhando como N.M.

    como podem cobrar mais eficiência da abandonada policia civil ? mais que isso ta difícil !!

  8. Artigo bem pobre.

    Pensei que ia falar algo sério sobre a Polícia, como a Segurança Pública precisa de uma metodologia científica para ser pensada, estatísticas reais, estudos de outras estruturas policiais pelo mundo, a relação qualificação/desempenho/custo etc. Mas ficou muito tempo em perspectivas de sociólogos e cineastas.

    E tratou muito pouco sobre municipalização, carreira única, desmilitarização e unificação. E nem citou os problemas de insegurança jurídica, salários fora da escolaridade exigida, direitos trabalhistas, falta de recursos humanos e materiais.

    Uma pena, a Folha poderia ter feito muito mais pela Segurança Pública.

  9. RESUMO: a) desleixos dos governadores, deputados e senadores, eles aceitam que os policiais ganhem uma miséria de salários..b) economia burra dos governos quando não investem em segurança pública…..c) a classe mais rica é que mais comete delitos e contam com a impunidade…..d) os próprios políticos dão maus exemplos para a nação…..e) o nível educacional é péssimo…….f) o nível social e a distribuição de rendas são péssimos.

    AS ESTATÍSTICAS ESTÃO CORRETAS, MAS EM SE TRATANDO DE BRASIL, ESTA ÓTIMO E NÃO PODERIA SER DIFERENTE ! CONTUDO, PARABÉNS AOS BRAVOS POLICIAS BRASILEIROS.

  10. Não se chuta cachorro morto, já diziam, mas no caso da polícia, isso é uma rotina em nosso sistema.

  11. O que precisamos é de choque de gestão, metas, resultados, oxigenação, reestruturação, otimização, reengenharia, comprometimento, vocação, amor à camisa, sacerdócio,… ah, ah

  12. No país da piada pronta, da violência, da corrupção, do descaso com os pobres, vão querer uma polícia de primeiro mundo. Mais uma piada.

  13. A matéria é boa… Só é muito engraçada a recorrente critica de que o ‘melhor’ investigador do pais jamais se tornará delegado, como se o melhor enfermeiro sr tornasse médico, o melhor servente se tornasse engenheiro, o melhor escrevente se tornasse juiz, o melhor analista ou oficial de promotoria se tornasse promotor… Ora, todos podem ascender profissionalmente, basta estudar…

  14. O fracasso de uma policia ineficaz e violenta, esta no abandono de uma instituição cujo propósito é defender a população e salvaguardar os seus direitos, segundo a constituição.
    O que a torna violenta é o mesmo principio com o qual se cria um criminoso, revoltado por não ter os seus direitos básicos, como educação, moradia etc, parte para os diversos tipos de violência, almejando algum tipo de conquista pela sua própria força.
    Hoje a policia é o foco das atenções, por se tratar da parte física da justiça, mas esquecem da legislação que á dirige, com seus termos técnicos e doutrinas, baseado na constituição e nas emendas, que sempre tem favorecido o criminoso com seus prêmios, como por exemplo, bouça presidiário, bouça craque etc.
    Qual a solução para tais problemas? é muito simples, cobrar mais empenho destes agentes da segurança, mas também criar mecanismos para salvaguardar a sua integridade física, como por exemplo, seguir o bom exemplo das grandes potencias onde, desacato, agressão e homicídio de um destes agentes, é tratado com crimes graves e recebem pema máxima, é por este motivo que nos U.E.S, um policial sozinho, é capas de controlar uma pequena multidão.
    Senhores legisladores, se quiserem resolver esta situação caótica que já se apresenta sem controle, oução os policiais, porque eles estão diretamente envolvidos nesta situação e com certeza, são os detentores da solução.

  15. paunocudosmikes (09/02/2015 às 8:52)

    Discordo.

    A profissão é polícia ou é delegado?
    A profissão é polícia ou é investigador?

    Quem julga é juiz. Oficial de Justiça pode julgar? Não
    Quem medica é médico. Enfermeiro pode medicar? Não
    Quem policia é polícia. Investigador pode policiar? Sim, obrigatoriamente.

    Não dá pra ser delegado, escravão, investigador etc sem ser polícia. Assim como não dá pra ser cardiologista sem ser médico.

    Ou então, vão ter que tirar arma, distintivo e algemas de todo mundo e deixar só delegado fazendo o IP e buscando o ladrão na unha e todos os outros serão apenas funcionários públicos assistentes de policiais (no caso, delegados).

  16. Fico imaginando a polícia boazinha, gentilzinha, delicadinha, abordando um mala, dizendo: ” Bom dia Sr infrator da Lei, aqui é a polícinha militarzinha, tudo bem com o sr? por gentileza, peço ao Sr que coloque com cuidado seu fuzilzinho no chão, pois senão, serei forçado a levá-lo para sua ressocialização. Fala sério? Aliás vou colocar uma postagem antiga de um blog com idéias para melhorar a POLÍCIA, segue abaixo:

    FARDA: Trás uma imagem de violência e truculência – Solução – Os PMs deverão usar fantasias de super-heróis, tais como Homem Aranha, Super Homem, Mulher Maravilha, Super Mario, trazendo uma imagem positiva ao povo (Wolverine está proibido, ele é muito violento).

    VIATURA: Também trás ideia de repressão – -Solução: As viaturas deverão ser projetadas igual ao carro de sorvete, algodão doce, carrinho bate-bate, desta feita passaria a imagem de juventude e alegria.

    DELEGACIA: Sempre vemos aqueles investigadores com a cara amarrada, perguntando tudo o que aconteceu com a vitima, deixando-as desconfortáveis – Solução: Os investigadores irão usar fantasias do Silvio Santos, Gugu, Faustão, Jô Soares, então eles iriam atender de forma serelepe o povo, criando a “gincana do BO”, a pessoa que ganhasse a gincana iria ganhar um passe livre para o próximo BO e ter atendimento VIP.

    BOLETIM DE OCORRÊNCIA: As palavras, vitima, averiguado, indiciado, trás um peso negativo – Solução – Mudariam as nomenclaturas, vitima = mocinho, indiciado = vilão, condutor = herói, testemunha = amigão, averiguado = boêmio, menor infrator = menino peralta, e também os históricos dos BOs seriam confeccionados como se fossem uma história infantil, ou mesmo como desenho para melhorar o entendimento das pessoas.

    CARRO DE TRANSFERÊNCIA DE PRESOS: Trás uma idéia de escravidão – Solução – Fazer como um ônibus de excursão, com brincadeiras e passeios no zoológico, deixando o preso mais calmo.

    CARCERAGEM: Nem quero comentar o que parece aquilo – Solução: Paisagem com termos super up, talvez dos anos 80, tipo casa do futuro, um pouco de alegria, puffs para os presos sentarem, iluminação de led azul, ou misto, bandejas coloridas, tudo para que o preso se sinta em paz. Aliás, também seria mudado a palavra preso, usando o termo aluno e a carceragem seria a reeducação dos alunos com comportamento inadequado segundo a visão capitalista da sociedade.

    COMO FICARIA DO BOLETIM DE OCORRÊNCIA:

    BOLETIM DE OCORRÊNCIA POLICIAL
    N°12/2015 – DO ANO ESTELAR GALÁTICO – 4560
    NATUREZA – ROUBO

    Aqui se faz presente o mocinho, juntamente com seu herói, Batman, nos contando uma super aventura, de uma turma da pesada que resolveu pegar a carteira do mocinho, sem que ele permitisse. Então o vilão, com olhos, orelhas e dentes grandes, usando de sua força bruta, tirou das mãos do mocinho a carteira. Ah, mas ele não contava com a presença de nossos heróis que ali aparecerem num piscar de olhos com sua viatura bate-bate de número I-25125, com nosso herói e amigão, passando por ali, conseguiram capturar o vilão e recuperar a carteira do mocinho. Então todos vieram a está delegacia, onde o investigador Silvio Santos, após pedir ajuda aos universitários, colocou o vilão na sala de espera do aluno, O titio escrivão começou a fazer histórinhas para montar este nobre conto. A autoridade policial, Super Delegado, deu voz de prisão ao agora aluno peralta (ex-vilão) que será encaminhado para a reeducação junto com os demais amiguinhos que ali estão, porém irão passear no bosque para dar valor a natureza.
    Parabéns aos nossos heróis que irão voltar a sala da justiça.
    Parabéns aos sorridentes Investigadores e ao titio Escrivão Poeta pelo desfecho de mais um dia de combate aos malfeitos do universo.

  17. Entende Rodrigo, A polícia ostensiva trabalha por amostragem, impossível abordar só bandido, portanto aborda-se todos com educação armas apontadas para o chão trata- se todos como se pessoas honestas fossem o bandido é excessão e não regra. Não estamos em guerra com os cidadãos e sim com o pcc. Esta cultura de quem não veste farda é inimigo tem que acabar, a polícia é para as pessoas não do Estado. O povo não é inimigo.

  18. Gomes

    Polícia de 1° mundo para cidadão de 3° mundo?????? me ensina essa fórmula mágica por favor, ou nos DPs os PCs tratam os cidadãos como uns lordes?????? Chega de hipocrisia né galera, todos nós sabemos que tanto a PM quanto é PC tem muito o que melhorar, e sabemos também que, enquanto não melhorar a educação do povo e mudar as Leis deste amado país isso não ocorrerá. Só para se ter uma ideia, nos quartéis do Corpo de Bombeiros não tinham portões e todos os cidadãos tinham acesso as viaturas, mas devido aos ataques, e furtos de equipamentos isso não é mais possível. Sinto muito dizer companheiro, mas com esse povo petista mal educado, a PM se faz um “mal” necessário. Mas concordo com sua opinião, “a polícia é para as pessoas não do Estado”, mas por enquanto grande parte deste povinho mal educado e que só quer levar vantagem em tudo, é sim nosso inimigo e nos odeia muito, inclusive a PC.

  19. Rodrigo, não o conheço mas de uma coisa tenho absoluta certeza VC não veio de marte e nem tampouco seus familiares lá moram, então, as pessoas que atendo no distrito e são mal educadas assim são tratadas por mim, quando abordava alguém na rua também sempre fui educado com quem era educado eu tenho dentro do meu carro um taco de baseball de aço, pois se tiver uma briga no trânsito não vou sacar a .45 ando com gás pimenta e um bastão retrátil na mochila e o Estado não me deu nada disso, comprei minha algema também, antes de entrar na polícia fui professor e participei de greves e muitas vezes fui agredido por coxinhas que achavam que eu estava ali para fazer baderna pois era muito novo, depois que apanhava e era algemado, já fui abordado por policiais civis que eram ex militares e a diferença era……… Nenhuma para as abordagens dos milicús, a polícia civil está mudando e isto é visto e percebido nos balcões da delegacia da capital, só que isto não significa que tem muito muito a melhorar, só que enquanto os salários não melhorarem estaremos sempre correndo atrás de tudo, educação, e tudo que precisamos.

  20. Você só confirmou tudo o que escrevi “educação, é tudo o que precisamos”. Antes fossemos de marte, talvez seria melhor, pois polícia da terra tupiniquim x povo da terra tupiniquim não está dando muito certo. Valeu companheiro, não vou mais entrar nesta discussão sem fim. Continue fazendo o melhor independente das circunstâncias. Valeu!

  21. Rodrigo disse:
    09/02/2015 ÀS 16:21
    Você só confirmou tudo o que escrevi “educação, é tudo o que precisamos”. Antes fossemos de marte, talvez seria melhor, pois polícia da terra tupiniquim x povo da terra tupiniquim não está dando muito certo. Valeu companheiro, não vou mais entrar nesta discussão sem fim. Continue fazendo o melhor independente das circunstâncias. Valeu!

    SE O GOVERNADOR RESOLVER COLOCAR A ROSELI SAYÃO, ARIEL(AQUELA BIXA DOS DH), MARIA DO ROSARIO, CHICO ALENCAR, IVAN VALENTE ENTRE OUTROS COMO SECRETINO DA SEGURANÇA PUBLICA, COM CERTEZA O BO TERIA QUE SER DESSE JEITINHO, SEM POR NEM TIRAR.

  22. Mania de querer ficar comparando esse país tupiniquim com países de primeiro mundo. Aqui um vizinho mata o outro por causa de som alto. Alguém que já teve oportunidade de visitar os E.U.A e percebeu o tamanho das escolas de lá? São do tamanho de bairros, com estruturas enormes, o aluno fica o dia todo dentro da colégio, com aprendizado dogmático durante um período e esportes ou atividades extracurriculares em outro período, cujas notas e desenvolvimento, desde o primeiro ano acadêmico, que definirão em quais universidades ele ingressará, o que o força a dedicação desde os primeiros anos escolares.
    Aqui o aluno entra as 08:00 horas, com intervalo pra “merendinha” ou “lanchinho” de 30 minutos, e sai as 11:30 horas, fica sem fazer nada o dia todo se não tiver dinheiro, depois paga fortuna num cursinho pra entrar numa faculdade pública ou uma fortuna numa faculdade “UNI” da vida.
    Segurança pública é instrumento, não finalidade. Se as prefeituras e os governos se preocupassem com o desenvolvimento organizado dos centros urbanos, realizassem seus papéis de forma efetiva na fiscalização de bares e comércios, instituísse uma monitoramento mais amplo de suas vias públicas e de seu trânsito, e oferecesse programas sociais que almejassem a cultura e o desenvolvimento da educação e da cultura em vez que ficar com programas que alimentam o ócio, a segurança pública do jeito que está já seria capaz de frear a criminalidade.
    Mas aqui é tudo um faz de conta, inclusive essa imprensa mal preparada com matérias superficiais e de péssima qualidade, visando apenas e tão somente formar a opinião de pessoas ainda mais ignorantes que vão jogar toda a culpa do mundo nas polícias. Verdade é uma só, o povo não confia na polícia, e a polícia não confia no povo. Ambos se odeiam. E essa desconfiança mútua causa ainda mais sensação de insegurança!

  23. kkkkkkkkkkkkkkkkkk concordo. Acho melhor apagar o que eu escrevi. Vai que eles aceitam a idéia. kkkkkkkkkk

  24. SE CAIR NO PÉ DIREITO É SACO E SE CAIR NO ESQUERDO AJEITO PRO DIREITO E É SAAAACOOOO... disse:

    É ÓBVIO QUE PMS QUEREM MATAR MEMBROS DO PCC E VICE VERSA, AFINAL SÃO INIMIGOS. VC NUNCA VAI VER AMIGOS MATANDO UM AO OUTRO. FUI CLARO OU QUER QUE EU DESENHE! KKKKKKKKKK. QUEM DEFENDE BANDIDO BANDIDO É.

  25. Rsrsrsrs… de todos os comentários, o do Rodrigo foi mais sensato e divertido rsrsrs…

  26. Sr. INVESTIPOL DECAP
    O problema é que a PF deixou muita gente poderosa com medo de ir pra cadeia é o que, provavelmente, ocorreria em SP se tivéssemos um Policia Investigativa forte porque a “mike” (menina dos olhos da administração) nem chega perto do “Ladrão do colarinho branco”, até porque sua função é pegar em FLG ou seja ela pega na sua maioria só pé de chinelo, pois seria na investigação que seriam pegos os “Grandalhões”.
    O que está ocorrendo em SP é gravíssimo pois investigadores antigos que sabiam tudo de rua ou estão aposentando ou encostados e não estão podendo passar seus conhecimentos para os novos ou o Sr. acha que um Investigador que só fica fazendo RDO e só vai pra rua esporadicamente, fazer pequenos serviços, ira ter conhecimento da área, do criminoso que atua na área ou ter informantes.

  27. Muito fácil chegar a esta conclusão que a culpa é da POLICIA. Alias a POLICIA tem as costas bem largas ultimamente. Agora ninguém fala em educação, ninguém fala sobre os legisladores, e ninguém fala sobre o Judiciário, apenas que a culpa é da POLICIA> alias o titulo já começa com a palavra ”FRACASSO”. Acho hilário e engraçado a comparação com a Inglaterra e Japão. As pessoas que fazem este tipo de comparação na minha opinião são totalmente SEM NOÇÃO. Vivemos em um Pais em que o cidadão que acha uma carteira com dinheiro e devolve ao dono ( O QUE É UMA OBRIGAÇÃO) é matéria para Jornal Nacional e Fantástico. Comparar FUSCA COM MERCEDEZ…

  28. Escassez de água pode minar planos de Geraldo Alckmin para 2018
    Por Vasconcelo Quadros , iG São Paulo | 09/02/2015 16:00
    Texto
    31 pessoas lendo
    Comentários

    Eventual fracasso no gerenciamento da crise hídrica em SP ameaça seu futuro político e reabre velha disputa no PSDB

    O governador Geraldo Alckmin é o primeiro político a depender das imponderáveis forças da natureza para tentar se desviar da avalanche que ameaça deslizar ladeira abaixo sua fama de bom gestor e político vitorioso. “A estiagem vai destroçar a imagem de Alckmin, secando sua pretensão de se tornar o candidato do PSDB à Presidência da República em 2018”, prevê o cientista político Gaudêncio Torquato.

    Pesquisa do instituto Datafolha divulgada no sábado (7) mostra que, três meses e meio depois das eleições, a crise hídrica desidratou Alckmin. A aprovação de seu governo caiu dez pontos no quesito ótimo/bom (dos 48% em outubro, agora ele tem 38%) num momento em que a falta d’água, conforme especialistas, está apenas no começo.

    A crise já antecipa, segundo ele, uma novidade na agenda política: será a água – e não mais a economia – o tema que prenderá a atenção do eleitor nos próximos anos no Sudeste e, em especial, na região metropolitana de São Paulo.

    Leia também:

    + Sabesp corta água em SP e não só reduz pressão, denunciam técnicos da empresa
    + Governo federal é cúmplice de Estados na crise da água, dizem especialistas
    + Medidas para combater crise hídrica em São Paulo são tardias e insuficientes

    Depois de se eleger no primeiro turno e garantir ao ex-candidato presidencial Aécio Neves a mais expressiva votação do País, Alckmin reforçou as críticas ao governo federal e a seu partido, numa clara mudança de discurso para se colocar como alternativa tucana para as eleições de 2018.

    Um eventual fracasso do governador no gerenciamento da crise não só minaria suas pretensões para 2018 como reabriria uma velha disputa interna no PSDB entre Aécio e o ex-governador José Serra. Agora com oito anos de mandato no Senado, Serra pode voltar a sonhar como o Palácio do Planalto. Antes de se recolocar no páreo, o governador paulista terá de fazer um acerto de contas com a população.

    “Os problemas da água não apareceram no ano passado por incompetência da oposição e pelo forte marketing do governo estadual, que escondeu a crise”, diz o ex-deputado, advogado e analista político Airton Soares.

    Cenários:

    + Escolas fechadas, caminhões-pipa e conflitos: como será São Paulo sem água?+ Rodízio é próxima opção, mas não há decisão, diz secretário de Recursos Hídricos
    + Varejo prevê perda de R$ 36,5 milhões por dia com crise da água na Grande SP

    Em um seminário sobre a reforma política na semana passada em São Paulo, Soares disse que a propaganda em horário gratuito, como está sendo feita, engana a população e tem fraudado as eleições. No caso de São Paulo, segundo ele, a propaganda simplesmente escondeu os riscos de um colapso que já era evidente antes do pleito.

    Gaudêncio Torquato completa: “Quando o povo da Vila Sônia e de Sapopemba (regiões da periferia de São Paulo) descobrir que a torneira secou e faltarem os reais necessários para comprar água mineral, haverá revolta e Alckmin vai ser execrado por não ter adotado as medidas preventivas.”. Segundo ele, não haverá, então, estratégia de marketing capaz de evitar o desgaste.

    É consenso entre os climatologistas que as águas de fevereiro e março, se vierem, serão insuficientes para evitar um racionamento mais drástico. E com ele emergirá uma demanda que foi reprimida justamente para evitar que o medo hoje estampado na fisionomia da população ameaçasse o favoritismo do tucano.

    Segurança pública

    Em regiões da periferia de Guarulhos e da zona sul da capital, a presença de viaturas da PM escoltando carros-pipa já é sintoma dos prováveis problemas de segurança que a crise hídrica poderá ocasionar e do desgaste político que ameaça a figura do governador.

    Em artigo publicado no “Le Monde Diplomatique”, quatro especialistas brasileiros – o geólogo Delmar Mattes, o arquiteto e urbanista Renato Tagnin, o engenheiro José Prata e Claudomiro dos Santos – antecipam três cenários possíveis: no melhor, chuvas intensas e volumosas retardariam a crise; no segundo cenário, com chuvas abaixo da média anual, haveria total desabastecimento a partir de abril; no mais complicado, o prolongamento da estiagem resultaria em uma catástrofe.

    Os especialistas alertam que diante da ausência de um plano emergencial ou de contingência, as alternativas individuais de suprimento vão se proliferar, com perspectiva de desorganização dos sistemas de distribuição, aumento de violência e convulsão social. Segundo eles, já há sinais de que a água está sendo buscada onde é possível, a qualquer preço e por meios legais ou não.

    “Enquanto isso, o governo paulista vem se preparando para possíveis manifestações e mesmo graves levantes sociais em razão da falta de água: a alta cúpula da Segurança Pública da Polícia Militar do Estado de São Paulo esteve recentemente nos Estados Unidos, onde manteve contato com a direção da Swat para se preparar e montar esquemas de segurança, passando, portanto, a considerar a falta de água não como um problema social, mas de segurança pública”, afirmam os autores do artigo.

    A perspectiva é ruim para Alckmin. O mote da oposição será o confronto entre o então candidato – que exibia números positivos sobre os recursos hídricos – e o governador reeleito que, na entrevista coletiva depois da audiência com a presidente Dilma Rousseff, na semana passada, falava em esforço “para diminuir ao máximo o sofrimento da população” e em distribuir caixas d’água de graça para a população de baixa renda.

    O curioso é que as críticas à gestão tucana sobre a crise hídrica partiram mais de Dilma do que do PT paulista durante a campanha. Passada a eleição, a presidente reafirmou que apoiará os governos com dificuldades no abastecimento de água – Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo também podem enfrentar escassez –, mas fez questão de frisar que os problemas são dos Estados, conforme reza a Constituição.

    Vaca caminha pela Represa Jacareí, no dia 29 de janeiro: normalmente ali teria água. Foto: Futura PressSituação calamitosa da Represa Jacareí, parte do Sistema Cantareira, no dia 29 de janeiro. Foto: Futura PressCarro no meio na Atibainha devido ao baixo nível da represa: cenário desolador. Foto: Futura PressPedalinhos inutilizados na Represa Atibainha, parte do Cantareira, em janeiro. Foto: Futura PressRepresa Atibainha, em janeiro de 2015. Foto: Futura PressLixo surge na Represa de Atibainha, em janeiro. Foto: Futura PressEm protesto contra a falta de água, governador Geraldo Alckmin é ironizado por manifestantes (26/01/2015). Foto: AP PhotoEm São Paulo, moradores organizaram uma passeata contra a falta de água. Foto: AP PhotoMoradores protestam contra a falta de água em São Paulo (26/01/2015). Foto: AP PhotoProtesto ‘Banho Coletivo na casa do Alckmin’, na manhã desta segunda-feira (23), em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Futura PressFalta de água em São Paulo se agrava e motiva protestos . Foto: AP PhotoRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em setembro; veja mais imagens da situação dos reservatórios do Sistema Cantareira. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura PressSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis
    Vaca caminha pela Represa Jacareí, no dia 29 de janeiro: normalmente ali teria água. Foto: Futura PressSituação calamitosa da Represa Jacareí, parte do Sistema Cantareira, no dia 29 de janeiro. Foto: Futura PressCarro no meio na Atibainha devido ao baixo nível da represa: cenário desolador. Foto: Futura PressPedalinhos inutilizados na Represa Atibainha, parte do Cantareira, em janeiro. Foto: Futura PressRepresa Atibainha, em janeiro de 2015. Foto: Futura PressLixo surge na Represa de Atibainha, em janeiro. Foto: Futura PressEm protesto contra a falta de água, governador Geraldo Alckmin é ironizado por manifestantes (26/01/2015). Foto: AP PhotoEm São Paulo, moradores organizaram uma passeata contra a falta de água. Foto: AP PhotoMoradores protestam contra a falta de água em São Paulo (26/01/2015). Foto: AP PhotoProtesto ‘Banho Coletivo na casa do Alckmin’, na manhã desta segunda-feira (23), em frente ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: Futura PressFalta de água em São Paulo se agrava e motiva protestos . Foto: AP PhotoRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em setembro; veja mais imagens da situação dos reservatórios do Sistema Cantareira. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemRepresa do Jaguari, na cidade de Vargem, em foto de setembro. Foto: Luiz Augusto Daidone/Prefeitura de VargemObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura PressObras do Sistema Cantareira no segundo volume morto. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura Press Seca no reservatório do Rio Jacareí, em Joanópolis, São Paulo. Foto: Futura PressSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia StavisSistema Cantareira tem o menor nível em duas décadas. Foto: Patricia Stavis
    Vaca caminha pela Represa Jacareí, no dia 29 de janeiro: normalmente ali teria água. Foto: Futura Press
    1/35

    Eleição

    Durante a campanha, Alckmin ocupou o maior espaço da agenda para negar o racionamento e garantir que os estoques de água garantiriam o abastecimento da população. Em reunião com a cúpula da Sabesp meses antes da eleição – cujo áudio acabou vazando –, a então presidente da estatal, Dilma Pena, afirma que “ordens superiores” impediram que a população fosse alertada sobre os riscos.

    “Cidadão, economize água! Isso tinha de estar reiteradamente na mídia, mas nós temos de seguir orientação, nós temos superiores, e a orientação não tem sido essa. Mas é um erro”, afirmou Pena na ocasião.

    Em vez de medidas concretas de enfrentamento à crise, como um sistema de racionamento organizado, o governador prometeu bônus para quem economizasse. Passada a eleição, o bônus concedido a 86% dos consumidores transformou-se em ônus: quem não se ajustar ao padrão de consumo anterior pode ser multado.

    Autor de uma proposta de impeachment contra Alckmin, o deputado estadual Carlos Giannazi, do PSOL, diz que as contradições do governo já foram percebidas pela população, mesmo entre os que votaram no PSDB. Ele sustenta que Alckmin praticou atos que justificam o enquadramento por crime de responsabilidade: “Ele foi irresponsável, leviano, omisso e mentiu para a população, colocando o calendário eleitoral à frente da vida humana, apenas para vencer a disputa. Foi um ato de improbidade”, sustenta o deputado, para quem a imagem do governador já sofre arranhões: “Em três meses a imagem do governador foi de um extremo ao outro”, afirma.

    Dirigente do movimento Avante, que deve se transformar num partido inspirado no Syriza, da Grécia, e no Podemos, da Espanha, o historiador Célio Turino colocou a água como principal item da bandeira ecossocialista. “Em mais seis meses de estiagem, os sistemas de Campinas e São Paulo não terão água. Estamos à beira de um colapso”, diz.

    Dissidente da Rede, Turino coordena um grupo formado basicamente por ambientalistas que deram sustentação à então candidata presidencial Marina Silva fazendo um raio X do sistema hídrico. Ele lembra que sociedades antigas, como os Maias, acabaram quando o sistema de abastecimento hídrico entrou em colapso. Turino responsabiliza diretamente Alckmin pelos graves riscos que rondam a população: “Em vez das obras que estão faltando hoje, a Sabesp preferiu abrir capital na Bolsa de Nova York e distribuir mais de R$ 6,7 bilhões dos lucros entre acionistas internacionais”, cutuca.

    Responsável por uma das piores derrotas já sofridas pelo PT, o ex-ministro Alexandre Padilha, ex-candidato ao governo paulista e secretário de Relações Governamentais do prefeito Fernando Haddad, foi à forra, acusando o governador de ter iludido a população e cometido “estelionato eleitoral” ao jurar que não haveria problemas de abastecimento.

    A assessoria de imprensa de Alckmin diz que a crise vem sendo tratada tecnicamente desde o início e nega que medidas deixaram de ser adotados por conta do calendário eleitoral. Segundo o governo, a estiagem afeta também outros estados e seu prolongamento não foi previsto por nenhum dos institutos que medem as condições meteorológicas.

  29. Sou preto, pobre e sempre morei no extremo leste da capital fui abordado várias vezes por policiais civis e militares os coxinhas sempre foram muito mais truculentos, hoje quando sou abordado por coxinha já estou pronto para o embate, certa vez na av. Oliveira freire jd Helena mandei toda a equipe da quadrilha da Tiradentes tomar no cu, gravei e enviei para minha mulher toda a abordagem tenho câmeras nos meus carros, no meu capacete gravo todas as abordagens seja de quem for sempre dos coxinhas tenho problema já fui convidado várias vezes para ir na corregedoria dos PMS mas NÃO VOU já fui na da civil e mostro as imagens. O princípio e tratar a todos com respeito arma na mão, e não como a rodoviária estadual faz só na conversa aí é de mais. Educação se recebe em casa e não na Escola lá deve-se ADQUIRIR CONHECIMENTO nos EUA o pessoal invade escola de fuzil e metralhadora e atira em todos adultos, adolescentes e criança, talvez não seja o melhor modelo para nosso país. Fato é que a educação está chegando a mais gente, mais formados em curso superior. Vai melhorar, só que ainda vai piorar um pouco mais.

  30. Gomes, ser preto, pobre e morar longe não é defeito, mas sua redação é horrível! O preconceito que diz sofrer por suas características tem origem em vc mesmo. Com relação ao seu comentário sobre a “Quadrilha de Tiradentes”, não creio que tenha tido toda essa coragem!
    Já pensou em procurar tratamento, pois câmera no veículo, no capacete, em sua mulher, creio que esteja com algum distúrbio,

  31. Almir, o que mais tenho é distúrbios, e a sua quadrilha só é valente em grupo. Uma vez nos primeiros anos de polícia tive um parceiro que trabalhou muitos anos no DHPP ele disse uma vez que tínhamos que equivaler a pelo menos duas equipes de pmS pois sempre estaríamos em menor número, e sempre que formos para a Delegacia vai 10 viaturas de coxinha dar a mesma versão armada por eles, por isso, gravo quando sou abordado e quando abordo também, ou você confia na reserva moral deste Estado?

  32. Quem disse em defeito foi você QUERIDO, a polícia, a política a sociedade é preconceituosa não adianta falar o contrário quem é preto sabe, caso você seja não preciso entrar em detalhes, caso contrário nunca tenha percebido precisa passar com meu terapeuta.

  33. ESTA NO SIPOL

    10 de fev de 2015

    Entidades serão recebidas pelo
    Secretário ADJUNTO
    e não pelo Senhor Alexandre de Moraes. SIPOL: se for para…

    ———————————————————————————

    SÓ FALTA QUEREREM MARCAR UMA OUTRA REUNIÃO KKKKKKK

  34. ENQUANTO FAZEMOS REUNIÃO OS OUTROS ESTADOS FAZEM REESTRUTURAÇÃO.

  35. Nem espero notícia boa, esperem a matéria dos sipols falando de outra reunião, vergonha.

  36. To nem ai, so aprendi a
    PERGUNTAR ANTES SE TEM PASSAGENS
    VERIFICAR SE NINGUEM TA VENDO
    SENTAR O PAU
    FAZER A MAO E LOCAL DE CRIME
    DEIXAR AOS INTELECTUAIS DESCOBRIR SE TIVER CAPACIDADE
    MALA MORTO NAO FALA

  37. Os crimes praticados pela classe política e os ricos são endêmicos aqui no Brasil, mas a impunidade é certa, por essa razão a classe menos favorecida não exita em praticar crimes de diversas naturezas, porém são responsabilizados e cumprem penas. A agravante de tudo isso fica pior quando a classe menos favorecida e menos esclarecida, com entendimentos distorcidos, também acreditam na impunidade e cumprem penas como se fosse pouco os dias na prisão, mal sabem eles que cada dia na prisão representa prejuízos incalculável para a vida toda. Existe uma tortura social muito mais preocupante ainda, são nossos adolescentes, eles, mesmo com as poucas idades já estão marcados e condenados a viverem no mundo dos crimes previstos nos artigos 155, 157, 33 e 121 que são comumente praticados pela classe pobre. Se fosse para entrarmos no mérito de como combater a criminalidade, em se tratando de Brasil, estamos perdendo tempo, por uma simples razão, não existe moralidade política aqui no Brasil e o pior que nunca existiu vontade de moralizar o País, nada é levado a sério !

    Todos nós Brasileiros(as), temos um problema muito complicado na esfera política, social e econômica, temos um País muito grande comandado por “coronéis” em cada povoado, todos nós ficamos atrelados aos problemas regionais e não temos a cultura de participar das ações políticas determinadas e administradas pelos ditos coronéis da política, isso conforme suas conveniências junto a classe mais abastada, claro que pobres e menos esclarecidos só votam, vejam exemplos de cada estado e verifiquem os coronéis, são eles que ditam as regras de como devemos nos comportar e quem devemos eleger a cada eleição, digo que isso é quase o voto de curral. portanto, por mais que tentemos convencer os menos esclarecidos usados , sempre vai haver as compras de votos, os favores e o induzimento dos coronéis sobre essa nata desprovida culturalmente, seria até uma desonestidade dizer que eles estão errados naquele momento de barriga vazia, mas é a realidade de nosso povo e para mudar isso vai levar 100 anos ou mais. Nós temos exemplos de países que anseiam por uma nação melhor, para isso mudam o sistema político e alguns retrocedem para o sistema ditatorial em busca de uma fórmula mais rápida de melhorar seus países, temos o exemplo da Venezuela que pelo que sabemos não vive bons momentos com governos ditadores, oras, seria uma ignorância tremenda por nossa parte exigir um Brasil melhor em 30 anos, isso leva muito tempo, é pouco a pouco, e mesmo assim vai demorar muitos anos e infelizmente nós não testemunharemos essa nação que sonhamos com nível escolar avançado, políticos e cidadãos honestos.

    Eu não sou filiado a nenhum partido políticos, sindicatos ou associações, tão pouco tenho procuração para defender alguém, mas na minha opinião, a Presidente Dilma que é fruto do Ex- Presidente Lula, ambos fizeram duas coisas que eu considero extremamente importante para o Brasil e nunca mais o país voltará ser o mesmo salve uma guerra e o retorno da ditadura militar, mas se isso não acontecer, a abertura da internet atingindo o baixa renda e a liberdade de investigação da Polícia Federal, foram e são sem duvidas um avanço tremendo para a libertação da classe menos favorecida e menos informada para fazer o Brasil avançar nas questões políticas, sociais e econômica, são os 03 itens básicos e muito importantes para mudar a vida de todos nós .

  38. ESSA DEVE SER A REUNIÃO DE NÚMERO 200 EM DOIS ANOS, ENQUANTO OS OUTROS ESTADOS A POLÍCIA CIVIL JÁ FOI TODA REESTRUTURADA A MAIS DE CINCO ANOS, COMO NO RIO DE JANEIRO, MINAS GERAIS, GOIÁS E PARANÁ.

  39. Mais uma reunião e nada se muda, já virou piada e nada acontece, os outros Estados mais pobres que o nosso já estão todos reestruturados, no Rio de Janeiro a Polícia Civil tem a maior estrutura do Brasil, em Minas Gerais os concursos são mais rápidos e com menos fases e tudo acontece com mais eficiência, porque aqui em São Paulo é essa morosidade?

  40. O Policial em 1968, estava, por determinaçao escrita, tomando conta de um banco na praça da cidade, tomavam conta porque um coronel, determinou que dois PMs, tomassem conta daquele porque haviam acabado de pintar e em 2014, ao passar pelo local um delegado, indagou aos mesmos, o porque de estarem ali vigiando o banco.
    Eis que ambos responderam
    Ordens são ordens, e ainda mais do coronel isto nao se discute.
    realmente existia ainda tal ordem ordem
    Ninguem revogou porque era ordem de um cornel zica.

    TOMA ESTA JACARE, FALA SE E MENTIRA.

  41. CALA BOCA JACARE disse:
    10/02/2015 ÀS 22:35
    O Policial em 1968, estava, por determinaçao escrita, tomando conta de um banco na praça da cidade, tomavam conta porque um coronel, determinou que dois PMs, tomassem conta daquele porque haviam acabado de pintar e em 2014, ao passar pelo local um delegado, indagou aos mesmos, o porque de estarem ali vigiando o banco.
    Eis que ambos responderam
    Ordens são ordens, e ainda mais do coronel isto nao se discute.
    realmente existia ainda tal ordem ordem
    Ninguem revogou porque era ordem de um cornel zica.

    TOMA ESTA JACARE, FALA SE E MENTIRA.
    _____________________________________________________________________________________________

    Meu este conto é do Exército, muito antigo por sinal.

  42. Boa Tarde!

    Senhoras e Senhores.

    Enquanto persistirem em achismos e em pragmatismos e deixarem de lado a questão de uma política séria neste País, em nada se equalizará.

    Enquanto persistirem em confundir alhos com bugalhos e continuarem a confundirem questões deste com países de primeiro mundo, sem que de fato se faça o que de fato se deve fazer neste, em nada se equalizará.

    Enquanto existir pessoas que se auto intitulam serem os verdadeiros pastores deste enorme rebanho, em nada se equalizará, pois todos indistintamente, continuarão cegos.

    Enquanto acharem que o povo brasileiro é trouxa e que é certo sofrer diariamente com o lobo tonismo cometidos por certas emissoras de telecomunicação, por absoluta conveniência de certos dirigentes, nada se resolverá.

    O povo sofre, a sociedade sofre e por conseguinte a própria nação, menos àqueles que somente vivem para dilapidarem as riquezas alheias, livres de investigação e de até tributação.

    Caronte.

Os comentários estão desativados.