MP chama Alckmin para explicar falta de apuração dos ‘crimes de maio’ 32

Mães de Maio

Contra o Terrorismo do Estado

igual

Movimento Mães de Maio espera que o encontro resulte na federalização das investigações e force governador e a Justiça paulista a combater firmemente a violência policial

São Paulo – O Conselho Nacional do Ministério Público quer ouvir, em audiência pública no dia 7 de abril, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o comandante-geral da Polícia Militar, Ricardo Gambaroni, e o delegado-geral da Polícia Civil, Youssef Abou Chahin, sobre os 505 assassinatos ocorridos entre 12 e 20 de maio de 2006, durante ação para o restabelecimento da ordem realizada pelas polícias paulistas após os atentados cometidos pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). O evento será na sede da Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo, no centro da capital paulista.

O conselho pretende se posicionar sobre o pedido do Movimento Mães de Maio pela federalização dos chamados “crimes de maio” e a reabertura das investigações, feito pelo grupo em audiência pública realizada em setembro do ano passado. Do encontro também resultou a cartilha de enfrentamento à morte decorrente de intervenção policial, que orienta a atuação dos MPs em todo o Brasil nos casos de investigação de autos de resistência.

A militante do movimento Débora Maria Silva, cujo filho Edson Rogério da Silva dos Santos foi morto em Santos em 16 de maio de 2006, vai expor a situação e as reivindicações dos familiares de vítimas. “Todo o sistema de Justiça paulista se demonstrou incapaz de esclarecer os crimes de maio. Tudo foi arquivado sem nada ser explicado. Não esperamos mais nada de São Paulo. Queremos que a Polícia Federal investigue e o Ministério Público Federal acompanhe”, explicou.

Ela lembrou que o grupo pediu a federalização em 2010 ao então procurador-geral da República, Roberto Gurgel. E ainda aguardam decisão do atual procurador-geral, Rodrigo Janot. No último dia 21, o movimento denunciou os homicídios e a dificuldade em conseguir a apuração dos ocorridos e a punição dos autores à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Além do governador e do comando das polícias foram convidados à audiência o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, membros do Ministério Público Federal em São Paulo, representantes do Tribunal de Justiça e da Corregedoria Geral de Justiça de São Paulo, representantes do governo federal, das ONGs Justiça Global Brasil e International Human Rights Clinic, e pesquisadores do Programa de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard e do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo.

O movimento espera que o encontro pressione o governo Alckmin e a Justiça paulista a dar uma resposta efetiva à violência policial. Mas que as investigações e processos referentes aos crimes de maio de 2006 sejam encaminhados na esfera federal. “Voltar tudo para as mãos do governo paulista é retrocesso. O governo e a Justiça federal precisam assumir isso. É a única resposta que pode caminhar para acabar com a impunidade do Estado”, definiu Débora.

Precedentes

Em julho de 2013, a Comissão Especial Crimes de Maio, criada pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, recomendou à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e ao Ministério Público Estadual, entre outras coisas, a reabertura dos processos sobre as mortes que foram arquivados, adoção de medidas para busca e identificação de corpos, verificação do andamento de investigações ainda existentes, assistência psicológica e indenização administrativa às vítimas ou familiares.

Na recomendação, a comissão classifica que a ação policial foi marcada por “violência exacerbada, execuções sumárias, chacinas, centenas de homicídios e diversos desaparecimentos”, detalhando que 94% das vítimas não tinham antecedentes criminais e 60% delas receberam disparos na cabeça. Além disso, com base em perícia, concluiu que a maior parte dos casos de resistência seguida de morte registrados no período foi marcada por disparos em regiões do corpo de alta letalidade – cabeça e peito das vítimas –, a pouca distância e de cima para baixo.

A comissão utilizou dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, da organização não governamental Conectas Direitos Humanos e do Laboratório de Análises da Violência da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para chegar ao número de 505 civis e 59 agentes públicos mortos no período, além de 110 feridos e 30 desaparecidos. Não há dados oficiais, exceto pelo número de “autos de resistência” registrados naqueles dias: 124.

Em resposta, o governo de São Paulo reafirmou que não houve abusos, criticou a atuação do órgão federal e defendeu o arquivamento das investigações pela Justiça. O relatório de 402 páginas é uma listagem dos boletins de ocorrência registrados à época dos fatos. Alguns dos quais sequer têm relação com os “crimes de maio”. E entre os que estão registrados, há uma clara divisão: supostos autores de ataques a policiais foram encontrados. Mas, entre as vítimas civis, a resposta recorrente é que “o crime não foi esclarecido”.

Outras ações

Como parte das mobilizações contra a violência policial, movimentos de direitos humanos cobraram do Ministério Público Estadual de São Paulo, em reunião no dia 18 de dezembro, a adoção de medidas para aumentar o controle externo da violência policial no estado e de políticas de reparação por parte do Estado em relação às famílias de vítimas.

Os movimentos também exigiram a efetivação das recomendações da cartilha “13 pontos que toda investigação de autos de resistência deve ter”, elaborada pelo Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) do próprio MP, e a adoção das recomendações do Conselho Nacional do Ministério Público.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, comprometeu-se a intermediar o diálogo entre movimentos e o novo secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, garantir a aplicação das orientações constantes nas cartilhas, acompanhar o desenrolar dos casos emblemáticos de violência policial, apresentados pelos movimentos, e também dos que fossem encaminhados ao MP daquele dia em diante.

  1. AH TÁ!!!!
    PENSEI QUE ESTAVAM FALANDO DAS BIQUEIRAS NA RUA 13 DE MAIO!!
    PRA QUEM GOSTA DE ROCK E DE FARINHA É UM BOM LUGAR!!

  2. INDEPENDENTE DA IDEOLOGIA POLITICA DOS QUE AQUI POSTAM E DE MINHA VONTADE, A VERDADE É QUE A POLICIA MILITAR NO BRASIL JAMAIS SERÁ EXTINTA! É MUITÍSSIMO MAIS FÁCIL EXTERMINAR COM A POLICIA CIVIL! ALGUNS COMUNAS ESQUERDOPATAS QUE AQUI POSTAM, ADORARIAM, POREM JAMAIS ACABARÁ JUSTAMENTE DEVIDO A EXISTÊNCIA DELES! COSTUMAM RELACIONAR A PM COM A DITADURA MILITAR, COMO SENDO UMA CORPORAÇÃO ULTRAPASSADA E INCABÍVEL, PORÉM SENHORES A DITADURA ACABOU A EXATOS 30 ANOS E O QUE VEMOS É UM BANDO DE PAISANO LADRÃO LESANDO A PÁTRIA. VEJAM O QUE FIZERAM COM O BRASIL, ROUBARAM, ROUBARAM E ROUBARAM. ESTÃO TODOS MILIONÁRIOS: FHC, JOSÉ SERRA, LULA, ZÉ DIRCEU, MARIO COVAS (REI DOS PEDÁGIOS) E OUTRAS CENTENAS MAIS. PORQUE A MÍDIA É CONTRA A INTERVENÇÃO MILITAR, MUITO SIMPLES VÃO PERDER FINANCEIRAMENTE. TUDO GIRA EM TORNO DO DINHEIRO QUE A MÍDIA ARRECADA DEVIDO A SITUAÇÃO POLITICA EM QUE NOS ENCONTRAMOS, QUE PRA ELA ( A MÍDIA) É SUPER RENTÁVEL! VAMOS ACORDAR!

  3. Pcc toca o terror e a Polícia tá errada…então tá bom….acabou..rezem….quem puder abandone

  4. Sr. PROJETO GOVERNO: AUMENTO SALARIAL

    (… JAMAIS SERÁ EXTINTA! É MUITÍSSIMO MAIS FÁCIL EXTERMINAR COM A POLICIA CIVIL! …)

    Somente quem nunca acompanhou o dia a dia de um Distrito desconhece a diferença entre o perfil de um miliciano e de um civil.

    O criminoso apesar de ser inimigo da Sociedade nasceu e vive dentro do mesmo grupo em que nasceram o policial e a vítima. O militar por formação não pode improvisar e o crime é dinâmico o PC por ter uma mente mais aberta consegue obter informações com muito mais facilidade que o miliciano sem ter que recorrer a métodos ilegais.

    O policiamento ostensivo nunca irá combater aqueles crimes que ocorrem de forma velada, talvez este seja o motivo de, nos últimos vinte anos, não haver investimentos na polícia investigativa.

    E em relação a corrupção ela está presente em todos os organismos por culpa exclusiva do povo Brasileiro, já que nós só consideramos dignos de punição o que os outros fazem de errado. Exemplo:

    A- Sonegar Impostos.
    B- Sonegar Direitos Trabalhistas
    C- Infringir Leis de Transito
    D- Cometer Crimes Ambientais
    E- Corromper Funcionários Públicos (Quem oferece vantagem também está cometendo um crime).
    F- Ter conhecimento sobre um crime e não denunciar.

    Ou o senhor acha que a ONU pediu a extinção, da mike, por qual motivo?

  5. que mães de maio que nada. o nome correto para elas são AS MÃES DOS COMPONENTES DO PCC…

    A SOCIEDADE esta lascada mesmo… a poucos meses foi a tal de comissão da verdade..

    o que tem que se fazer é o GRUPO DAS MÃES DAS VÍTIMAS DOS LADRÕES isso sim sera aproveitavel.

  6. Entre essas mães está a mãe de algum policial????? Como podem atribuir a morte de vagabundo só a polícia??? Muita treta entre eles foi cobrada , na época, aproveitando-se da situação. Será que entre essas mães de maio está alguma mãe de vítima de latrocínio????Agora mãe de vagabundo fica agitando, sabe que o filho fazia e agora quer pagar uma de vítima, e ainda de polícia. Hipocrisia demais prá mim…………

  7. Quando morre algum policial ninguém do MP, da Defensoria ou dos Direitos Humanos vai lá cobrar justiça pelo entes desses infelizes, ninguém!!!
    Agora, em se tratando das mortes de pessoas suspeitas coisas e tal, tá fervendo neguinho querendo a cabeças de policiais!
    No Brasil, policial pode morrer e vagabundo não….JÁ ERA, TEM QUE CAIR UMA BOMBA ATÔMICA NESSA LATRINA DE CÉU ABERTO E REPOVOAR DE NOVO, SÓ ASSIM!!!

  8. Movimento Mães do PCC. Some-se a isso um bando de vagabundos parasitas e um governador que tem sede de poder, pronto temos assim a atual situção dos cidadãos que por opção escolheram a profissão POLICIAL.

  9. Cade a valorizacao do NU e NM???

    Cade a valorizacao salarial deste ano???o

    Cade o Bonus ???

  10. Boa dia Dr! O senhor também tem conta na Suíça ou só no Banco do Brasil? Veja só isso!

    Ex-delegado da Polícia Civil de SP aparece com US$ 194 milhões no HSBC COMENTE
    Fernando Rodrigues
    29/03/2015 – 04:00
    Detetive e concessionários de serviços públicos no Rio também tinham conta na Suíça

    Cento e noventa e quatro milhões e novecentos mil dólares. Este é o saldo que, segundo o HSBC da Suíça, constava na conta relacionada ao delegado aposentado da Polícia Civil de São Paulo e empresário do ramo de segurança Miguel Gonçalves Pacheco e Oliveira entre os anos de 2006 e 2007.

    Mesmo com esse valor guardado nos cofres de Genebra —o que faz dele um dos dez brasileiros com mais dinheiro no banco suíço—, Oliveira não abriu mão de brigar na Justiça por uma aposentadoria mais robusta. Nos últimos anos, entrou com pelo menos oito ações para pedir revisão de seus vencimentos. Ganhou em parte delas e recorre naquelas em que perdeu. De acordo com o site de transparência do governo de São Paulo, ele recebe R$ 10 mil líquidos pelos serviços prestados à Polícia Civil.

    Levantamento feito pelo UOL em parceria com o jornal “O Globo” encontrou Oliveira e outros quatro servidores públicos ou de concessionárias de serviços públicos na lista de 8.667 correntistas do HSBC da Suiça. São eles um inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro, um engenheiro da Secretaria Municipal de Obras carioca, um conselheiro da concessionária do Aeroporto de Cabo Frio e um ex-diretor da antiga concessionária do metrô do Rio, a Opportrans.

    Todos os citados que foram localizados negaram ter contas no banco suíço, assim como qualquer irregularidade financeira. Oliveira não respondeu aos pedidos de entrevista.

    Ao longo de sua carreira, Miguel Oliveira foi delegado-assistente do Departamento de Polícia Judiciária (Decap), órgão responsável pelas 93 delegacias da capital paulista. Como parte de seu trabalho, chegou a ser enviado a Miami e a Nova York para conhecer algumas experiências de combate ao crime organizado.

  11. Mães de Maio ????

    E os que foram mortos por bandidos, filhos de outras mães que não criaram o demônio dentro de casa ?

    E as MÃES dos POLICIAIS ?

    O MP deveria para de propor Leis que só dá poder para ” eles “. Ficam fazendo chantagem com os políticos a troco de leis que fortalecem só o que é de interesse de sua instituição.

    Cobra aí um soldo digno para os policiais, professores, médicos, enfim para quem trabalha.

    Ficam criando cobra, protegendo serpentes e depois que o bicho pega vem nos por na linha de frente para enfrentar suas crias. Tomem vergonha na cara e comece a investigar sua própria família !

    Estou cansado de ver essa imprensa maldita jogando a sociedade contra os funcionários públicos, todas as matérias que envolvem policiais eles estendem comentários, mas quando prendemos alguém … dois segundos de prosa e já falam de assunto que denigre a imagem da polícia.

    CUIDA DAS FILHAS DA MÃE QUE NÃO CUIDARAM DE SEUS FILHOS QUE MATARAM OS FILHOS DAS BOAS MÃE.

    Coitado dos meninos que soltaram rojão e pegou no jornalista e ele faleceu.

    Não fizeram por mal e sim estavam manifestando contra a situação que se encontra a nossa nação. Mas porque a vítima faz parte da imprensa estão pedindo pena de morte para os dois . Os do PT e outros partidos matam milhares, milhões de Brasileiros com esses impostos absurdos, acertos e mais acertos, São processados e trocam até o ministro para ter a absolvição.

    O MP QUER FALAR DO QUE ???
    Que porra de democracia é essa que só pode uns e para os outros não ?

    Demitem um que fez uma postagem de uma matéria da Globo e um montão está aí na ativa com empresas particulares, e mandam pra caralho ! Não estou falando de delegado não e muito menos da polícia civil e militar.

    As outras podemmmmm .

  12. Se as mães dos denominados “mortos de maio” e o Ministério Público Estadual e Federal querem apurar de verdade o que aconteceu, basta abrir a caixa de pandora. O caminho SIA – DHPP na época. Vários crimes de homicídio sem boletim de ocorrência noticiando que a morte decorreu de confronto com integrantes da organização criminosa PCC. Ou seja, aproveitaram a onda e mataram um monte de gente que não tinha nada a ver. Coisa dos botas né.

  13. quem ve esta noticia , até parece que aqui no estado esta as mil maravilhas, sem marginais.
    esquecem que aqui estão se formando grupos de ZUMBIS ??????????????
    TODOS formados pelo PCC que enche eles de drogas…

    é isso que nossos governantes querem para o nosso estado ?
    protegendo os caras do crime organizado………………………………

  14. quando um inocente é morto , tem que se apurar bem rígidamente ……

    mas quando os mortos são componentes do crime organizado ….

    o governo tem que fazer OLHO DE VIDRO MESMO ……………

  15. Se a família do ladrão conseguir provar na Justiça que a morte, dele, deu-se sob a guarda do Estado ou por culpa de um agente, do Estado, ela terá direito a receber uma indenização, é como ganhar na loteria, sem ter que jogar.

    E o intere$$e é tenaz não sede as evidencias.

  16. Edição do dia 29/03/2015
    29/03/2015 21h55 – Atualizado em 29/03/2015 21h55
    Pesquisa diz que 40% das policiais já sofreram assédio sexual ou moral
    Maior parte das vezes quem assedia é um superior dentro das próprias corporações. Apenas 11,8% das mulheres nas polícias denunciam abuso.
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    O trabalho delas é proteger as pessoas. Mas, muitas vezes, são elas que precisam de proteção. Você vai ver o resultado de uma pesquisa inédita sobre assédio contra mulheres policiais dentro de suas próprias corporações. São relatos dramáticos.
    Relatos parecidos ecoam pelos corredores das delegacias e quartéis. Mulheres policiais assediadas por outros policiais. De tão frequentes, os casos viraram tema de uma pesquisa inédita do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da Fundação Getúlio Vargas.
    Os dados são sombrios: 40% das entrevistadas disseram já ter sofrido assédio moral ou sexual no ambiente de trabalho. A maior parte das vezes quem assedia é um superior. O levantamento foi feito com mulheres das guardas municipais, pericia criminal, Corpo de Bombeiros e das Policias Civil, Militar e Federal. Tudo de forma anônima. Não à toa. A pesquisa também mostrou que só 11,8% das mulheres denunciam que sofreram abuso.
    “Medo da pessoa, medo da minha carreira, medo de ser taxada pelos outros”, afirma uma mulher que não quis se identificar.
    Poucas se atrevem a mostrar o rosto. Como Marcela e Katya. Esta semana, elas foram com outras duas colegas à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para falar sobre o assédio que dizem ter sofrido.
    As quatro são policiais militares e alegam terem sido vítimas da mesma pessoa, o Tenente Paulo César Pereira Chagas.
    “Sempre esse tenente sempre passava por mim, pelo pátio da companhia e me elogiava. Falava assim: ‘seu sorriso alegra meu dia’, conta Katya Flávia de Queiros, soldado da Polícia Militar.
    “Até que as conversas começaram a ficar mais ousadas”, conta Marcela Fonseca de Oliveira, soldado da Polícia Militar.
    “Na época, meu casamento foi totalmente abalado por isso. Passei muita dificuldade. Tive que voltar para casa dos meus pais. Minha vida foi totalmente destruída por causa disso”, relembra Katya.
    Foi então que elas entenderam que não eram culpadas pelo assédio e decidiram se unir para denunciar o homem que elas apontam como agressor.
    “A gente se sente tão fraca quando está em uma situação dessa’, diz Marcela.
    O Fantástico procurou o tenente, mas quem respondeu por ele foi a Polícia Militar de Minas Gerais. Em nota, a PM diz que o assédio é transgressão grave, de acordo com o código de ética e disciplina da corporação.
    Mas, até agora, a única punição sofrida pelo tenente foi a transferência do local de trabalho.
    “Elas não têm mais o acompanhamento do oficial que dirigiu a elas esses gracejos” diz o comandante da 10º RPM de Patos de Minas/MG, Coronel Elias Saraiva.

    “Eles não veem a gente como profissional, como uma militar, como todos os outros. É como se a gente fosse um pedaço de carne. Ou que estivesse lá desfilando para embelezar o quartel”, lamenta Katya.
    Em qualquer ambiente de trabalho, casos de assédio sexual e moral são graves. E quando os envolvidos são policiais o desfecho é imprevisível.
    “Nosso policial anda armado e de repente pode acontecer uma tragédia”, afirma o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de MG, Marco Antonio Bahia.
    “Nós sabemos que pessoas, tanto homens quanto mulheres que estão na corporação da polícia tem um tom de agressividade a mais do que a população geral”, diz a psiquiatra Alexandrina Meleiro.
    “A gente fica atormentada, psicologicamente. Eu cheguei a um ponto que até eu tive vontade de matar”, afirma a vítima que não quis se identificar.
    Uma policial militar sofreu durante dois anos calada. Ela é casada e tinha medo que o assédio prejudicasse sua família e sua carreira.
    “A pessoa começou a chantagear e ameaçar. Caso eu contasse para alguém, que ele ia reverter a situação contra mim. Ele falou assim: ‘você não tem prova. Você não tem prova nenhuma. Ninguém nunca viu eu fazendo nada’”, conta a vítima.
    Até o dia que ela não aguentou tanta pressão.
    “Eu estourei, comecei a gritar com ele e falar que ele me assediava o tempo todo, que ele era tarado, que eu estava com medo dele”, relembra a vítima.
    Depois de uma investigação interna, a punição aplicada, mais uma vez, foi a transferência para outro quartel.
    “E foi tudo muito bem apurado. E foi comprovado o assédio”, conta a vítima.
    As mulheres reclamam que não existe um setor específico para receber relatos de abusos sexuais e morais. Ao todo, 48% das policiais afirmam que não sabem exatamente como denunciar. E 68% das que registraram queixa não ficaram satisfeitas com o desfecho do caso.
    “Você não tem a quem recorrer. Se todo mundo recorre a polícia, você está dentro da polícia sofrendo assédio, você vai para onde?”, diz uma outra mulher que também não quis ser identificada.
    Uma PM do Piauí acusa a polícia de abafar os casos de assédio. “Eles procuram colocar, por ser um meio machista, a culpa na mulher. E não a culpa neles mesmos que são os causadores”, diz.
    Segundo a Polícia Militar do estado, nos últimos três anos nenhuma denúncia formal de assédio foi registrada.
    “A gente tem que tomar cuidado porque as próprias policiais têm sido vítimas de um crime, e que precisa ser investigado, que precisa ser explicitado”, afirma o pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Renato Sergio de Lima.
    Uma Policial Civil diz que foi assediada durante meses. Ela é da Região Metropolitana de Belo Horizonte e foi trabalhar no interior de Minas logo no começo da carreira. Era a única policial feminina do lugar e passou a ser alvo do delegado da cidade.
    “Perguntava se eu queria carona. Se eu queria que ele me levasse pra casa. Eu dizia que não e ele vinha me acompanhando o tempo todo. Até chegar perto de casa. Até no dia em que ele tentou me agarrar”, conta.
    A partir daí, o assediador mudou de estratégia.
    “Primeiro, eles tentam alguma coisa com você. Quando você fala que não ai eles passam para o assédio moral. Ai você não presta no serviço, você não serve para nada”, conta a vítima.
    As marcas do assédio moral para ela é mais grave; ai vem a depressão. Vem até um fenômeno maior que é o suicídio”, conta o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil/MG, Denilson Martins.
    Você se sente um nada. Você se sente menos que um grão. Você não se sente nada”, lamenta a mulher.
    Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais afirma que tem um conselho de ética ligado à Corregedoria-geral para acolher qualquer tipo de denúncia, inclusive as de assédio.
    “Eu recorri dentro da própria instituição. Foi um erro porque a instituição não fez nada, só colocou panos quentes”, diz a mulher.
    “Esse é o grande problema: a quem reclamar. Eu acho que nesta condição a mulher deveria buscar o controle externo das policias que é o Ministério Público”, afirma a secretaria nacional de Segurança Pública Regina Miki.
    “Se a gente abaixar a cabeça, coisas como essas podem acontecer com mais gente”, afirma Katya Flávia de Queiros, soldado da Polícia Militar.

  17. Pois é, esses Oficiais PMs não só dão em cima das Policiais Militares Femininass mas como é sabido, vivem comendo os rabos de alguns soldados, cabos e sargentos. Deve vir daí a imensa paixão que esses coxinhas adquirem pela corporação.

    De tanto levar na bunda os coxinhas acabam pegando gosto e não conseguem mais viver sem um macho gritando em seus cangotes.

  18. toda ação gera uma reação!!Não há interesse nessas apurações!!E nunca haverá!! Pena que foram poucos os numero de vagabundos mortos!!Essas mães(na maioria casadas com malas) que não educaram seu filhos deveriam se envergonhar e calar sua boca para sempre!!

  19. Seria muito providencial e oportuno que o “Alckmin” do Amazonas explicasse a “prisão” do prefeito pedófilo num quartel da Polícia Militar!

    Cidade Alerta 18-09-2014 Prefeito é preso acusado de liderar rede de pedofilia no Amazonas

  20. “Ética” policial militar na segurança do prefeito ladrão!

  21. CADE O BÔNUS? A RÁDIO PEÃO ANDOU ESPALHANDO QUE RECEBERÍAMOS NO DIA 27 OU 31, MAS ATÉ AGORA NENHUM SINAL QUE ISSO É VERDADEIRO ! ALGUÉM TEM ALGUMA INFORMAÇÃO CONCRETA OU SOMENTE BOATARIAS MESMO?

  22. Estou precisando de orientação. Sou carcepol e a Cadeia Pública da cidade onde trabalho fechou. O Delegado me colocou para fazer plantão na Delegacia junto com mais dois carcereiros. A escala é 24 x 48 h. Não estou conseguindo descansar, não vagabundo, apenas está foda. Queria saber o que devo fazer se os escrivães não tiram plantões porque são poucos, mas a escala tá dificil e tenho medo de reclamar para sindicato e ser punido. O que devo fazer. No plantão faço RDO, T.C. Ato infracional, quero muito ajudar ,mas de forma justa.

  23. Qual é o nome do homem que está roubando 40 % das aposentadorias dos policiais civis paulistas usando uma norma ILEGAL e já ATESTADA pelo Tribunal de Justiça de S.Paulo em conjunto com o Supremo Tribunal Federal ?

    Responda quem souber.

  24. Manda esse delegado escalar a mãe dele, vc não é obrigado a fazer nada que não faça parte da sua atribuição, é para isso que existe a lei organica, Para regulamentar as suas atribuições… A sua atribuição cessou vc escolhe o que quer fazer .

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