Modelo‘Ciclo completo’ eliminaria atritos entre corporações e traria eficiência…(Por que não unificar as polícias estaduais?) 119

Modelo‘Ciclo completo’ eliminaria atritos entre corporações e traria eficiência

Aline Louise – Hoje em Dia

Uma polícia que atue em todas as atividades relacionadas a um crime, ou delito, desde o patrulhamento nas ruas, o registro das ocorrências, até a investigação e a comunicação ao Ministério Público e à Justiça. Essa é a lógica da polícia de ciclo completo, modelo que tem sido defendido por especialistas e parlamentares para o Brasil, mas que encontra resistência, sobretudo dentro das próprias instituições policiais.

No Congresso, existem 598 propostas de mudanças, seja na Constituição Federal, seja em legislação ordinária ou especial, visando a viabilização jurídica da polícia de ciclo completo. Na próxima terça-feira, dia 26 de maio, o tema será debatido em audiência pública na Casa.

Dentre os convidados do evento está a professora, pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da UFMG, Ludmila Ribeiro. Segundo ela, o sistema policial brasileiro é uma exceção, por ter um modelo muito “bipartido”.

Hoje, à polícia militar compete o patrulhamento nas ruas, a prevenção dos delitos e o registro das ocorrência. Já a polícia civil fica responsável pela investigação e toda a comunicação com o Ministério Público e o Poder Judiciário para andamento do inquérito policial.

LÁ FORA
A maioria dos países também possui mais de uma força policial, porém, elas trabalham em ciclo completo. O sistema brasileiro, fragmentado, alimentaria ineficiências e atritos entre as instituições em função de disputa de espaço e poder. De acordo com Ludmila, estudo realizado pelo Crisp no ano passado, com dados de cinco cidades – Belo Horizonte, Porto Alegre, Belém, Recife e Goiânia –, mostra, por exemplo, que a Polícia Civil só toma conhecimento de um crime já registrado pela Polícia Militar, em média, 19 dias após o acontecimento do fato. “Três semanas depois de a PM ter acesso, a Civil sabe o que aconteceu. Com isso, você perde muitas informações, o calor dos fatos, fica mais difícil de o crime ser reconstituído, de os culpados serem indiciados, punidos”, reforça. Com a polícia de ciclo completo, esse é um dos problemas que desapareceriam, garante a especialista.

NOVA DENOMINAÇÃO
O deputado Jorginho Mello (PR/SC) é autor da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 423/14, que foi apensada a PEC 430/2009 – ambas tratam da instituição no Brasil do novo sistema. No texto, o parlamentar sugere, inclusive, a mudança de nome das polícias, para Forças Públicas estaduais e do Distrito Federal e Territórios.
As PECs estão em análise na Comissão de Constituição e Justiça, na Câmara dos Deputado. “O que se quer, sem tirar prestígios nem brilhos de polícia nenhuma, é fazer com que a polícia tenha mais eficácia. Hoje o ciclo é incompleto, o militar prende alguém e não tem ação que satisfaça o cidadão. Tem que prender, levar para Polícia Civil, depois que vai ser apresentado à Justiça”, alega.

Acadêmicos defendem mudanças e autonomia dos estados
Apesar de a adoção de uma polícia de ciclo completo no Brasil ser defendida por grande parte dos acadêmicos e especialistas em segurança pública, a mudança ainda está longe de acontecer. Ludmila Ribeiro, do Crisp, cita como principal entrave a necessidade de se conseguir um consenso para reformulação das “velhas estruturas” policiais. “Há resistência nas instituições – polícias Militar, Civil e até Polícia Federal – a mudanças nos arcabouços institucionais”, salienta.
Para o deputado Jorginho Mello, não há motivo para temer as alterações. “Cada polícia fica com seus planos de carreira, não meche em salário, mas cada uma vai ter suas competências em ciclo completo”, diz, sobre as propostas da PEC. “Não tiramos a competência de ninguém, simplesmente vamos pensar no cidadão”.

ESCOLHA
De acordo com Ludmila, outro ponto ainda a ser pacificado, antes do avanço da proposta, é definir qual o modelo a ser adotado: a atuação das polícias em ciclo completo por território ou por tipo de crime.

Mais independência
O professor da PUC Minas Robson Sávio Reis, filósofo, cientista social e especialista em estudos de criminalidade e segurança pública, explica que, após alteração na Constituição, poderia se definir que cada estado seria responsável por organizar sua atividade policial.
“Aqui em Minas, por exemplo, onde temos 853 municípios, você poderia ter 30, 40, 50 polícias se dividíssemos o estado em territórios, que englobariam um conjunto de cidades”, afirma Reis.

A outra possibilidade, a divisão das polícias por tipos de crimes, é apontada como a mais viável para o Brasil, na avaliação do coronel reformado da PM de São Paulo e diretor de assuntos parlamentares da Federação dos Oficiais, Elias Miler da Silva. Ele explica que esse é o modelo americano. Neste caso, diz, a PM ficaria a cargo dos crimes de menor potencial ofensivo, e a Civil dos mais graves.“Qual a teoria da polícia de Nova York? Se você atuar imediatamente nos crimes de menor potencial ofensivo, você acaba prevenindo os grandes delitos”.

Na teoria, mais agilidade nas instituições de segurança
Para o coronel Elias Miller da Silva, a divisão das polícias por tipo de crime faria com que a PM pudesse dar uma resposta mais rápida à população, evitando que uma equipe fique “presa” numa delegacia aguardando o registro do boletim de ocorrência. A própria PM poderia dar prosseguimento ao processo burocrático, encaminhando o caso à Justiça.

Já para a Polícia Civil, explica Elias da Silva, a atuação apenas em crimes mais graves, como homicídio, também resultaria em agilidade, redução da sobrecarga e maior grau de resolução dos delitos.

Para o professor Robson Sávio, o sistema também poderia reduzir os conflitos entre as duas corporações. “No modelo brasileiro, as duas polícias deveriam trabalhar de forma articulada, mas as iniciativas de integração fracassaram. O campo da segurança pública é de muita disputa por poder”, ressalta.

O delegado-geral da Polícia Civil de Minas, Antônio Alvarenga de Freiras, é contra a adoção de uma polícia de ciclo completo. Para ele é preciso mais investimento e autonomia para as polícias. O secretário de Estado de Defesa Social, Bernardo Santana, também acredita que o modelo é inviável, por ser inconstitucional.

  1. Dada,

    E nenhuma Polícia funciona no Brasil, toda a estrutura de PC/PM já é um impeditivo.

    Além disso, a PCSP sofreu grandes perdas com as gestões desde o PMDB (exceto pelo Franco Montoro) e com o PSDB a coisa descambou de vez:

    – Baixos salários
    – Via Rápida (demitir por crime sem julgamento criminal que veio para dar poder aos corruptos)
    – Aposentadora (perda significativa do salário na passagem para a aposentadoria)
    – Número insuficiente de policiais

    E sem falar de problemas crônicos que estão na PC desde que Cabral pisou aqui como as castas, metodologia de trabalho quase medieval etc.

    Aí ainda vem os partidos de esquerda, o Foro de São Paulo com as FARC e o dinheiro, as armas e as drogas do narcotráfico e o Brasil se torna esse caos que estamos vivendo.

  2. O texto constitucional é claríssimo e atribui funções as Polícias. Em trecho nenhum do art. 144 diz que compete a Polícia Civil o policiamento ostensivo. É exclusividade sim da PM, fora das rodovias e ferrovias, e nelas também para garantir a ordem pública. Mas claro que isso IMPOSSÍVEL!!! E obviamente que se o art. 144 permitisse e desse essa atribuição a PC, não seria necessária uma PEC para alterá-lo e dar ciclo completo a Polícia Civil. Qual a dúvida??? Precisa escrever ao contrário no texto? “À Polícia Civil não compete o Policiamento ostensivo e a manutenção da ordem pública “. Kkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. Também não diz ser exclusividade da Polícia Civil a apuração de crimes, apenas à Polícia Federal em âmbito da união. Claro, usando seu modo de vista, que me desculpe, não está correto!

  4. dada,

    Se você estivesse certo, não existiria a GCM com poder de Polícia. Sequer as viaturas da PC poderia ser caracterizadas.

    A PEC ou PECs são em vários sentidos, basicamente no congresso o que eu mais ouço é que há dois grupos mais organizados, um defende a desmilitarização e unificação e o outro grupo quer quer a extinção da PM.

    O que estou defendendo é a PC criar um policiamento preventivo/ostensivo para criar uma CULTURA CIVIL DE PATRULHAMENTO e isso por três motivos:

    1. Com a economia, aumentar os salários dos policiais
    2. Facilitar a unificação e as mudanças de conceitos e hábitos na unificação
    3. E, mais importante para todos, aumentar a eficiência da Polícia

  5. Por essas e outras se faz necessária a aprovação de emenda a constituição. Caso contrário nem estaríamos debatendo. É necessária a PEC justamente porque não é só a Polícia Civil querer criar uma polícia ostensiva. É preciso amparo legal! Entendeu agora? Nos moldes atuais não cabe a Polícia Civil o policiamento ostensivo! Tão pouco as guardas! Podem dar poder de polícia as guardas quanto ao patrimônio municipal, nunca quanto as outras atribuições policiais. Pra isso, também se faz necessária a modificação do art. 144. Nenhuma outra lei é acima da constituição.

  6. Dada,

    A PC nunca foi proibida de fazer o preventivo, só não é obrigada, ou você vai dizer que as rondas são ilegais? Você pode não gostar das rondas ou que as escalas são abusivas, mas dizer que policial fazer ronda é ilegal seria um fato inédito na história da humanidade.

    Além disso eu sou defensor da carreira única, porque essa conversa de “isso não é minha função” é um dos piores problemas da PC.

    E a obrigação do ostensivo/preventivo é da PM. Mas se você acredita que só a PM pode fazer o ostensivo/preventivo, então precisa explicar isso ao STF, porque a Lei 13.022/2014 (poder de Polícia das GCMs) fala o seguinte:

    Art 3o

    III – patrulhamento preventivo;

    E o STF não derrubou a lei e ninguém mudou o art 144.

    Além disso, as PCs começarem a fazer o preventivo (com aumento do efetivo obviamente) só vai trazer agilidade, poder de resposta, eficiência, grande economia, criar uma cultura de policiamento de ciclo completo civil, vai estar preparada para receber os PMs quando houver a desmilitarização e a unificação e, o principal, dará mais segurança à sociedade. Então, por que alguém seria contra?

  7. Bom, isso é um assunto sem fim e a constituição é claríssima. Por isso é urgente a aprovação de uma PEC pra dar legitimidade a qualquer súmula vinculante e etc. Da forma que está policiamento ostensivo é absurdamente claro que é função única da PM.

  8. Também sou favorável a desmilitarização, unificação, e etc. Mesmo sabendo que desmilitarizar é da boca pra fora, pois uma nova polícia será com certeza paramilitar baseada na hierarquia e disciplina. Do jeito que está é que não pode ficar! Uma querendo fazer a função da outra, mesmo não tendo amparo legal e nem estrutura, principalmente pra fazer policiamento ostensivo que demanda mais treinamento, equipamentos, efetivo, viaturas, central de operações, comandos e etc etc etc etc etc, coisas que a polícia civil e guardas civis não possuem. Mexer na Constituição é urgentíssimo, pois o texto limita a atuação das Polícias atuais e obviamente nenhuma delas pode sair por aí fazendo o que “ACHA” que pode, quando na realidade “NÃO PODE”.

  9. dada (03/06/2015 às 2:49)

    dada, vamos ser sinceros

    Você acha mesmo que a Constituição proíbe policiais de fazer policiamento nas ruas?

    Esse argumento de que a PC não pode fazer o ostensivo/preventivo é o desejo da PM que tem medo de perder prestígio político e dos investigadores que não querem fazer ronda. Só isso.

    Se tivesse alguma razão jurídica, a PM e até os sindicatos dos investigadores já teriam resolvido isso no STF.

    E se um investigador diz que tem treinamento para investigar, mas não tem treinamento para fazer ronda que é uma atividade preventiva/ostensiva, significa que ele não pode nem entregar uma intimação, e aí?

    Justamente para não criar uma estrutura militar dentro da Civil que a PC precisa urgentemente criar um policiamento preventivo/ostensivo e desenvolver uma CULTURA CIVIL de policiamento preventivo/ostensivo.

    Além disso, vai ser muito mais barato e a economia pode se reverter para AUMENTO DE SALÁRIO e o motivo principal é que vai aumentar a EFICIÊNCIA DA POLÍCIA, vai AUMENTAR A SEGURANÇA DAS PESSOAS.

    Se eu fosse governador, já teria determinado que a PC começasse a fazer preventivo/ostensivo (não como operações ou rondas, mas de modo definitivo e contínuo) há muito tempo.

    Óbvio que isso não vai substituir toda a PM, mas é uma estrutura necessária para receber os PMs quando houver a unificação.

  10. Não adianta a Polícia Civil “querer” criar rondas ostensivas. Não há amparo legal para fazê-lo. Por isso se faz necessário mexer na Constituição. Ninguém pode sair por aí fazendo o que bem quer, e o art. 144 é claríssimo, a PC não possui essa competência, bem como não compete a PM investigar.
    Não confunda ir em uma operação com cumprir mandados de prisão, intimar pessoas, e etc com policiamento ostensivo.
    Uma coisa não é nem parecida com a outra.
    Imagine um Policial Civil fazendo ronda e passar, por exemplo, numa rua onde esteja tendo um roubo em andamento? Vai morrer sentado na vtr sem ter a quem pedir apoio!!! Esse é só um exemplo besta.
    Não existe essa estrutura justamente porque não é função da PC fazer “policiamento ostensivo”.
    Como já disse, circular uniformizado não quer dizer que esteja fazendo ostensivo! Sé estiver fazendo está desamparado pela C.F. e brincando de fazer segurança pública.
    Por essas e outras que se faz necessário mexer na Constituição para mudar essa “REALIDADE”. NESTE CASO QUERER NÃO É PODER!

  11. dada

    1. O texto constitucional é bem claro, mas fala justamente o contrário da sua afirmação. Se você acredita mesmo nesse erro, então tenta o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

    Porque até agora eu só vi a SUA VONTADE e não qualquer proibição constitucional.

    2. Se precisar de apoio da PC não tem porque a PC não tem uma estrutura de ostensivo/preventivo. Quando tiver, dará apoio. Por isso que, toda vez que se precisa de apoio quem chega é a PM. Eu já perdi o número de vezes que pedi apoio e quem chegou primeiro foi a PM.

    Agora, além de AGRADECER ao trabalho da PM no apoio, quero deixar claro que não estou alimentando uma disputa entre instituições, mas estou defendendo que a PC crie toda a estrutura necessária para fazer uma parcela do preventivo/ostensivo de modo regular e contínuo, para criar uma CULTURA CIVIL DE POLICIAMENTO PREVENTIVO para receber os PMs quando houver a desmilitarização e a unificação. e também, com a economia do preventivo civil, dar AUMENTO DE SALÁRIO. AJUDAR NA EFICIÊNCIA policial e, principalmente MELHORAR A SEGURANÇA DA SOCIEDADE.

  12. Não é a minha vontade. Se fosse permitido a PC fazer policiamento ostensivo já teria sido feito. NÃO É ATRIBUIÇÃO DA PC FAZER OSTENSIVO!!! É A VONTADE CONSTITUCIONAL!!! MEU AMIGO, É SÓ SABER LER!!! A PC compete as atribuições de Polícia Judiciária, NADA MAIS!!! SE PUDESSE NÃO PRECISARIA DE UM PEC!!! É tão difícil assim de entender!!! E não se iluda, a Polícia Civil a qual pertenço, NUNCA, irá receber os PMs. Obviamente pq será criada uma NOVA polícia! Talvez de caráter civil, porém baseada na hierarquia e disciplina! Ou Vc acha que vai ser a bagunça que é hoje?
    Não se iluda!!!
    Até as guardas CIVIS são baseadas nesse princípio!!!

  13. Vendo pelo seu ponto de vista, também não há nada que impeça a PM de investigar. Mas veja bem” PELO SEU PONTO DE VISTA”, que com certeza está equivocado.
    Não é função da PM investigar e nem da Pc policiamento ostensivo.
    Por essas e outras que estão tentando por em votação o “CICLO COMPLETO” para as Policias.
    É SIMPLES ASSIM.
    Se não entendeu, me desculpe, precisa por o cérebro pra funcionar.

  14. dada,

    “exercer, com EXCLUSIVIDADE, as funções de POLÍCIA JUDICIÁRIA da União.”

    “Às polícias militares CABEM a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.”

    exclusivo – adj (excluso+ivo) 1 Que exclui; que tem força ou direito para excluir. 2 Incompatível com outra coisa. 3 Especial, privativo, restrito. sm Direito de não ter concorrentes numa indústria ou numa empresa.

    http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=exclusivo

    caber (lat capere) vti 1 Poder estar dentro; poder ser contido; ter lugar: O povo quase não cabia na praça. A roupa não cabe na mala. vti 2 Poder entrar: O senhor não cabe por essa porta. vti 3 Ter obrigação de; competir a: Cabe ao chefe apreciar a competência e eficiência de seus subordinados. vti 4 Pertencer por equidade: A eficiência e competência nem sempre ocupam o lugar que merecem ou a remuneração que lhes cabe. vti 5 Ser da responsabilidade de; pertencer a: Não me cabe essa culpa. vti 6 Pertencer em partilha ou quinhão; tocar: Quanto lhe caberá na herança? Aí tendes o que vos cabe por herança. vti 7 Poder fazer-se; realizar-se ou suceder (dentro de um prazo): Tal discurso não caberá em uma hora. vti 8 Ser compatível com: Esse milagre não cabe nos dias em que vivemos. vint 9 Vir a propósito: “Não cabia dizer agora o que só mais tarde presumi descobrir” (Machado de Assis). Não caber em si ou não caber na pele de contente: transbordar de contentamento ou de júbilo.

    http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/definicao/caber%20_920124.html

    Além disso, não é a minha ou a sua leitura que vale, é a do STF

  15. Discussão desnecessária,não lhe assiste razão. Se fosse tão simples assim não era necessária uma mudança na Constituição. Então pra quê fazer uma Pec, debater o assunto e deixar o legislativo legislar, o presidente sancionar e etc?
    Você está muito equivocado.Ninguém está falando de exclusividade, aí está o seu engano. Estamos falando de atribuições e obrigações constitucionais. Um enfermeiro pode dar uma medicação a um paciente, mas nunca receitá-la, pois não tem competência e nem amparo do Crm para assim fazê-lo. A função do médico, só o médico pode fazer. Vc já viu algum Policial Civil Bombeiro, apagando chamas? Claro que não, é função Constitucional dos COrpos de Bombeiros. Podem até ter bombeiros civis, mas só atuam em empresas privadas, nunca em resgates, salvamentos, perícias, liberação de alvarás e muitos etcs. Você está fazendo uma tremenda confusão!

  16. Sua visão das coisas:
    Fulano de tal, aqui nesta empresa o Sr dever apertar parafusos.
    Simples e claro não?
    Sua visão:
    Pérai, ele disse que minha função é apertar parafusos, mas não disse que o Ciclano tem exclusividade em bater pregos, então quer dizer que eu posso bater pregos, mesmo que o meu chefe tenha dito que devo apertar parafusos.
    Conclusão:
    Eu deixo de apertar os parafusos, bato pregos e não faço o que fui contratado pra fazer.
    E agora?
    Quem está apertando os parafusos?
    NINGUÉM!
    Conclusão:
    É a merda que está acontecendo hoje!
    Os policiais querem fazer o serviço dos outros policiais e não fazem o que devem fazer!
    Desvios de função sem critério nenhum.
    Aberrações !!!
    Cabe ao legislativo legislar, o judiciário fazer cumprir as leis, o executivo fazer.
    A única forma de mudar a atual situação das coisas é modificar a Constituição.
    Caso contrário continuaremos vendo muitas aberrações, ao ponto de daqui a pouco, as Guardas Civis Municipais estarem investigando crimes, pois pelo seu modo de pensar, nada no art. 144 da exclusividade a Polícia Civil pra fazer os trâmites de Polícia Judiciária.
    Pelo seu modo de ver as coisas,somente o art. 144 iria ser maior que a Bíblia.

    Art.144 ” Cabe a Polícia Civil as atribuições de Policia Judiciária “, não deve em hipótese algumaa apagar o fogo, fazer o policiamento ostensivo, apitar jogos de Futebol, fiscalizar as rodovias, fiscalizar os portos, fiscalizar os aeroportos, fiscalizar os extra terrestres, medicar os enfermos, extrair dentes e etc etc etc
    “Mas espera aí, não tá escrito que é exclusividade dos homossexuais darem a bunda em lugar nenhum, e um ministro do STF aprova”.
    Ahhhhh, então eu vou começar a dar a bunda porque eu posso!
    Kkkkkkkkkkkkk
    ME POUPE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  17. dada

    1. médico tem a EXCLUSIVIDADE para diagnosticar e receitar, enquanto isso CABE ao enfermeiro dar a medicação, mas nada impede do próprio médico dar a medicação, ou até um familiar. Entendeu a diferença:

    2. Se você acha que bombeiro civil só tem a atribuição de fazer vistoria em empresa, assista:

    O pior que essas informações são fáceis de achar.

    Essa coisa de investigador não querer fazer BO e ronda não é algo que pode existir numa Polícia séria.

    E as PECs estão preocupada com a PM e não com a PC, infelizmente, porque por mim seria mesmo criada uma Polícia de Carreira Única, mas alguns sindicalistas (principalmente de delegados e investigadores) são contra, aí começa aquela história de extinção de delegados (papel que o MP vai aceitar de braços abertos) e de investigadores (que os agentes e carcereiros já estão fazendo). E, nessa briga por carreiras, quem perde é a população que paga caro por um serviço que não é feito: a Segurança Pública.

    A PEC 51 do senador do PT Lindberg Farias, que falava sobre carreira única, desmilitarização e unificação etc, tinha o problema de federalizar a Polícia, e depois da divulgação do Foro de São Paulo, Petrobrás etc quem vai confiar? Além disso, o melhor é municipalizar. E, depois da PEC 51, não vi qualquer PEC com força querer mudar a PC.

    O que vai acontecer, não tenho a mínima ideia, mas sei de uma coisa: do jeito que está, não funciona.

  18. dada (05/06/2015 às 4:50)

    1. Agora você está dizendo que o problema não é constitucional, é administrativo. E eu concordo.

    A Administração da Polícia é algo que faz tanto sentido como o suicídio. A Polícia precisa mesmo sair do século XIX urgentemente.

    2. “…“Mas espera aí, não tá escrito que é exclusividade dos homossexuais darem a bunda em lugar nenhum, e um ministro do STF aprova”.
    Ahhhhh, então eu vou começar a dar a bunda porque eu posso!”

    Apesar do exemplo estranho, mas se for do seu gosto, ninguém tem a exclusividade sobre os atos homossexuais, então você pode se tornar um homossexual quando bem entender.

    3. A investigação se faz, pelo menos oficialmente, através de INQUÉRITO POLICIAL, então como se pode falar no cargo de investigador que não toca Inquérito?

    Eu já falei no blog no Guerra algumas vezes: por mim, já teria unificado as carreiras de escravão e investigador e triplicaria o número de policiais tocando IP. Como está, só o escravão carrega o piano das investigações e dos atos de Polícia Judiciária e isso é péssimo:

    – para a saúde do escravão
    – para o investigador, que fica sem função nos Inquéritos (sem função na investigação, o que é, no mínimo, bizarro)
    – para a Polícia, porque cria um gargalo produtivo
    – para a Sociedade, que tem uma Polícia de baixa eficiência

    O que não pode acontecer é meia dúzia de investigadores dizerem que a carreira não pode trabalhar nem dentro das delegacias (fazendo pelo menos BO) e nem fora (rondas). Aí a carreira acaba se extinguindo, porque como justificar a existência de uma carreira assim?

  19. Concordo com quase tudo que disse.
    Só discordo que a PM e PC tenham ciclo completo.
    Nenhuma das duas tem ciclo completo e por isso se faz necessária uma modificação na Constituição.
    Do jeito que está não pode ficar!
    Uma usurpando a função da outra, e ambas fazendo um serviço mal feito,incompleto, ineficaz e etc, quando não deveria haver essa divisão.
    Uma polícia eficaz nunca será totalmente civil nem totalmente militar.
    BASTA SER POLÍCIA!

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