JOSÉ RENATO NALINI é a personificação da perfeição da magistratura 11

01/09/2015
3 Comentários

A árvore da intolerância

chupaarolaO mal-estar civilizatório nunca deixou de existir. O ser humano é uma criatura falível e imperfeita. Nunca está satisfeita. A economia considera natural a sofisticação das necessidades. Estimula as pessoas a perseguirem seus objetivos, a progredirem, a se sofisticarem. Mas a insatisfação permanente é patológica. Não há limite para a ansiedade. Assim que se alcança algo que se quis ardorosamente, cessa o desejo e sobrevém a angústia.

Está lançada a semente para a intolerância. Não se tolera o diferente, não se tolera o original. Não se suporta aquele que pensa de forma diferente. Terra propícia para que o ódio germine e surjam múltiplas manifestações de violência. Violência presente em todos os estamentos, em todas as situações.

A violência não é apenas física. Há violência na indiferença, na insensibilidade, na exclusão. Seres invisíveis são vítimas prediletas da violência. Ou não é violência pular sobre corpos estendidos nos passeios, cuidar de não esbarrar neles e não tomar conhecimento sobre a sua situação de penúria? Não é violência generalizar como viciados, bêbados ou vadios todos os que se amontoam nos cantos imundos da metrópole tão exuberante?

Por que a volúpia ao criticar a minoria, a não compreender que as pessoas são naturalmente desiguais, que a homogeneidade não é característica humana, senão sinal de outros coletivos, quais a colmeia ou o formigueiro?
Qual a explicação para reações agressivas contra pessoas que nada fizeram para agredir os agressores? O que se passa na consciência de quem xinga, vaia, apupa, profere impropérios ou faz zombaria contra certos perfis? Como justificar a crueldade exposta nas redes sociais, onde o aparente anonimato arma de coragem até os mais covardes?

Sob a capa dos mais saudáveis argumentos, a ira santa, a indignação incontrolável diante do descalabro, a urgência de resistir à invasão dos novos bárbaros, exercita-se uma intolerância cruel. A tolerância é vista como fraqueza, debilidade moral, fissura de caráter ou impossibilidade de reagir. A inércia, nutrida de comodismo egoísta, é o fertilizante para a árvore da intolerância. A única protegida pela motosserra inclemente dos dendroclastas.

JOSÉ RENATO NALINI é presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para o biênio 2014/2015. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

Imagem: https://pixabay.com/

  1. Mahatma Gandhi conseguiu resumir: “Na terra há o suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas não para satisfazer a ganância de alguns”.

  2. OS QUE CRITICAM O LÍDER DO NOSSO TJ , SÃO PESSOAS QUE ESTÃO TENDO QUE ENFRENTAR NOVOS TEMPOS.

    E NUNCA SONHARAM E NEM ADMITEM SEREM INVESTIGADOS PELOS SEUS SUPERIORES…..

    O MEU APOIO ???? O LÍDER SEMPRE TERÁ…

    NOSSO LÍDER !! FÉ EM DEUS E PÉ NA TÁBUA ..

  3. Escreveu bonito. Mas antes precisava esclarecer se é verdade a informação publicada dias atrás de que, em processo judicial em que moveu contra a Fazenda do Estado, requereu – e, pior, obteve – o diferimento (sim, é diferimento mesmo) do pagamento das custas e despesas processuais para o final do processo, concessão essa a que, indubitavelmente, não tinha e não tem direito, e que costumeiramente é negada por juízes de primeiro grau que comumente se preocupam mais com o recolhimento de taxas antecipadamente, do que propriamente com o bem da vida posto em juízo.

  4. Assim a ditadura vai saindo ao sol, antes estava escondida, mas neste momento estamos em ponto crucial. Eles foram obrigados a sair dos cargos. Eu, incrédulo, gostaria de ver se o sol realmente é o melhor bactericida do universo.

  5. Esse tal José Renato, pensa que é o que..? O povo que você diz que é covarde quando posta nas redes sociais, a sua indignação contra esses perfis que vc, diz ser inocentes, as redes sociais, vieram para dar uma pequena chance do povo desabafar a sua revolta contra esses governantes, e os responsáveis pelas instituições,(JUDICIÁRIO, LEGISLATIVO e EXECUTIVO) que tem por dever, intervir a favor do povo, se vendem aos governantes e crimes organizados, e vc ainda vem defender essa corja de ladrões..? Vai te catar, faz valer o salário que o povo paga pra vc e sua família e lute contra os inimigos da Pátria Brasileira..!

  6. Bom Dia!

    Senhoras e Senhores.

    Nos primeiros dias do mês de junho deste, compareci a um velório.

    No salão encontravam-se inúmeras personalidades públicas. Boa parte teciam comentários positivos a respeito do falecido.

    Foi aí que comecei a perceber que certas pessoas, mesmo contra a vontade, acabavam agindo de maneira cordial somente para agradar ou facilitar certos benefícios futuros.

    Infelizmente! Procedimentos e atitudes positivas deveriam fazer parte do dia a dia do cidadão e não somente na sua despedida ou pior ainda, para satisfazer o ego de alguém.

    Prova disto temos aos montes nesta sociedade hipócrita.

    Quando não gosto de alguém ou de atitudes negativas, falo na lata e não guardo segredos ou qualquer coisa do gênero.

    Agora! Existe falsidade aos montes neste mundo. Prova disto vemos diariamente nos meios de comunicação e no âmbito de trabalho.

    São falsidades em cima de falsidades. e tudo por uma absoluta conveniência mesquinha.

    Pouquíssimas pessoas demonstram que são reais e sinceras. Talvez ou tão somente estas exteriorizações se dê em momentos assim. Por receio e medo, mas que no fundo no fundo, temem provar do próprio veneno ou mais pior, se dão conta de que não são nada neste mundo.

    E por fim acabam concluindo:

    “Será que no meu enterro terei a presença de todos os meus admiradores?”;

    “Será que haverá gente suficiente para segurar na alça do meu caixão?”; e,

    “Será que haverá somente gente torcendo para que eu seja cremado?”.

    Caronte.

  7. hc:

    Espero que lhe sirva a resposta do ex-ministro Ayres Brito:

    AYRES USA DESINFETANTE COMO LIBERDADE POÉTICA

    QUA, 14/11/2012 – 07:20
    ATUALIZADO EM 14/11/2012 – 22:54
    Do O Globo

    Ayres Britto diz que mensalão foi um processo emblemático

    Perto de sua aposentadoria, ministro diz que 70 anos é idade boa para deixar o serviço público

    BRASÍLIA – Num balanço rápido que fez de sua passagem pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Corte, Ayres Britto, afirmou na manhã desta terça-feira que o mensalão é um julgamento emblemático – o mais emblemático entre as ações penais que julgou. . O ministro completa 70 anos no próximo domingo, e se aposentará compulsoriamente do tribunal.

    – (O mensalão) foi um processo complexo tecnicamente, com grande número de imputações, de réus, de delitos e de testemunhas. Acontece por um tempo alongado, que faz desse um processo emblemático – disse Ayres Britto, logo após a primeira parte da sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que preside.

    O ministro destacou outros casos que passaram pelo tribunal enquanto esteve na Corte e classificou como passagens emocionantes as votações sobre as experiências com células-tronco, sobre a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, a aprovação de direitos de homossexuais e a admissibilidade do aborto em casos de feto anencéfalos.

    Britto comentou ter que deixar o STF ao completar 70 anos:

    – Não digo que sinto saudade. Não é bem isso. A sensação é de que não perdi a viagem. Fiz tudo com devoção. Saio sem nostalgia e tristeza – afirmou.

    O ministro também comentou a idade-limite imposta ao serviço público.

    – O marco dos 70 anos é bom. Um bom marco. Quem aos 70 anos não cumpriu sua missão de servir bem, não será depois que há de fazê-lo. É uma boa idade.

    Durante a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), alguns advogados homenagearam o ministro, que estava inspirado na sessão.

    – O melhor desinfetante é a luz do sol – disse num momento da sessão, ao referir-se a necessidade de transparência na vida.

  8. VALDIR, este provérbio é Chinês. É muito antigo.
    E me recordo de outro:
    “Não importa o tamanho da montanha, ela não pode tapar o sol” [Tem gente que tenta com a peneira]. Nosso maior bactericida que não foi criado pelo homem.

  9. Esse senhor está esmagando os servidores do TJ com uma quantidade gigantesca de serviço sem nomear ninguém nem aprovados em concursos como no de escreventes e nem sequer abrir concurso como no caso dos oficiais de justiça. Tudo para economizar o máximo de dinheiro para pagar indenizações aos magistrados do TJ de SP. Inclusive ele que recebeu 96 mil reais no mês passado a título de indenizações. Infelizmente o administrador público só responde quando comete erros gravíssimos. Haja visto a Dilma com a Petrobrás que se quer esta sendo acusada por algo. Espero que um dia essa cultura mude.

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