Secretário de Segurança exonera comandante da ROTA 32

PM muda comandante da Rota pela segunda vez em 7 meses

Por Luís Adorno/RedeTV!

Alexandre Gaspar Gasparian foi trocado por Alberto Malfi Sardilli; SSP diz que troca de cargos é rotineira dentro da polícia

O tenente coronel Alexandre Gaspar Gasparian não está mais à frente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), a auto denominada tropa de elite da PM-SP (Polícia Militar do Estado de São Paulo).

Por “conveniência de serviço”, o secretário da SSP (Secretaria da Segurança Pública), Alexandre de Moraes, determinou a troca entre os comandos da Rota e da Cavalaria da PM.


Troca foi publicada no DOE-SP (Diário Oficial) deste sábado (19) (Foto: Reprodução/DOE)

Assim, Gasparian vai para a cavalaria e o ex-comandante da Cavalaria Alberto Malfi Sardilli assume a Rota. A transferência foi publicada no DOE-SP (Diário Oficial) deste sábado (19).

Com a determinação, Alexandre Gaspar Gasparian ficará marcado por ter permanecido no comando da Rota por menos de sete meses – do dia 26 de fevereiro de 2015 ao dia 18 de setembro do mesmo ano.

No curto período, policiais da tropa tiveram ao menos três fortes desvios de conduta comprovados. No mais recente dos casos, o soldado Fabrício Emmanuel Eleutério, transferido recentemente pelo comando da PM para a Rota – por ter envolvimento em mais de três supostos confrontos seguidos de morte nos últimos cinco anos –, foi reconhecido por uma das vítimas da chacina de Osasco e Barueri, em 13 de agosto deste ano. Ao todo, 19 pessoas morreram.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que a troca de cargos na carreira policial é rotineira.

  1. Desde seu início em fevereiro, as audiências de custódia em São Paulo permitiram o recolhimento de indícios de que ao menos 277 presos em flagrante sofreram tortura ou agressão praticadas por agentes de segurança. Policiais militares estão envolvidos em 79,4% dos casos.

    Os números são de relatório do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), obtido pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, sobre os seis primeiros meses do programa. Os dados contrariam declaração do secretário da Segurança, Alexandre de Moraes, de que não haveria “casos de arbitrariedade policial” relatados até o momento.

    Há dez dias, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade que todas as Justiças estaduais devem instaurar o procedimento. Além do combate à política de encarceramento em massa, um dos objetivos das audiências de custódia é coibir eventuais casos de violência policial na prisão.

    Uma vez que o programa torna obrigatória a apresentação a um juiz do suspeito detido em flagrante em até 24 horas, ficaria mais difícil esconder marcas de agressões e torturas. Os dados do TJ-SP foram coletados entre os dias 24 de fevereiro, quando o programa começou, e 31 de agosto. Nesse período, foram realizadas 7.852 audiências de custódia na capital. O levantamento mostra que, de início, 466 detidos declararam terem sido vítimas de maus-tratos por agentes de segurança.

    Resultado
    Todas as declarações passaram por apuração interna da Justiça, que as confrontou com outras informações, como laudos de exame de corpo de delito. O objetivo era evitar que policiais fossem investigados por casos em que houve uso legítimo da força ou até automutilação praticada pelos presos. Quando os indícios de violência foram confirmados, a denúncia foi encaminhada à corregedoria do órgão que fez a prisão.

    Após essa apuração, o TJ-SP pediu que 220 casos envolvendo a Polícia Militar e outros 45 registros com a Polícia Civil fossem investigados. Também foram encaminhadas outras 12 ocorrências para a Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana (GCM), vinculada à Prefeitura de São Paulo. Nenhuma dessas investigações foi concluída.

    Há dez dias, o secretário da Segurança, Alexandre de Moraes, negou que tenha havido qualquer registro de violência policial desde o início do programa. “Toda pessoa é levada em 24 horas a um juiz e ele é quem vai analisar a questão da sua liberdade ou não. Isso evita qualquer arbitrariedade policial – e não tivemos casos de arbitrariedade policial”, afirmou.

    Confrontada com os números do TJ-SP, a secretaria reafirmou, em nota, que os casos levantados se tratam de “hipóteses” e “alegações feitas pelos próprios presos sem indício ou prova”. “Até o momento nenhuma hipótese foi comprovada.” Já a Secretaria Municipal de Segurança Urbana diz que instaurou apurações preliminares para todos os casos de agressões e a Justiça já foi oficiada do início do processo. “Não há prazo estipulado para resposta e cada caso é julgado de acordo com a sua peculiaridade.”

    As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

  2. É SÓ ACABAR COM O ROMÃO GOMES QUE ELES DEIXARÃO DE COMETER OS ABSURDOS.

    Apenas aguardo o fim da indecisão do JACARÉ, para ele ver com quantos paus se faz uma canoa! Quero acompanhar até quando ele postergará simples resposta, quanto a crer ou não em coincidências!

    Essas ocorrências de “roubos” de material bélico na PM paulista renderão muitos comentários, pois, já renderam muitas e muitas “coincidências”! Por falar nisso, e aquele “crime” do “atentado” contra o quartel da ROTA, como restou “solucionado” diante de “tanta competência” investigativa de quem quer o ciclo completo?

  3. E PRAONDE ELE IRÁ? NÃO TEM MAIS BATALHÃO QUE PRECISE DE AUXÍLIO AO TUPIMNOCAUSTO... disse:

    PM paulista matou quase 600 pessoas em 2015

    Levantamento feito pela Ouvidoria da Polícia Militar de São Paulo mostra que de janeiro a agosto de 2015, 571 pessoas foram mortas por policiais militares durante operações no estado de São Paulo; segundo o órgão da PM, os “assassinatos praticados por policiais se tornaram um hábito”; em todo o ano de 2014 foram 838 vítimas; pressionado pelos números, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) mudou o comando das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), grupo de elite da Polícia Militar, em meio a ocorrências envolvendo policiais, como a chacina que matou 19 pessoas em agosto

    SP 247 – Levantamento feito pela Ouvidoria da Polícia Militar de São Paulo mostra que de janeiro a agosto de 2015, 571 pessoas foram mortas por policiais militares durante operações no estado de São Paulo. Em todo o ano de 2014 foram 838 vítimas.

    Segundo o órgão da PM, os “assassinatos praticados por policiais se tornaram um hábito”. Pressionado pelos números, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) mudou o comando das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), grupo de elite da Polícia Militar, em meio a ocorrências envolvendo policiais.

    O comandante geral da Polícia Militar, Ricardo Gambaroni, fez um apelo em vídeo às tropas e disse que “as mortes de suspeitos só são toleradas em casos de legítima defesa” e que “antes de agir, cada policial militar deve refletir nas consequência de seus atos. Ocorrências forjadas estão levando nossos policiais para a cadeia. Para a Polícia Militar, os danos à imagem podem ser irrecuperáveis”.

    No dia 13 de agosto de 2015, 18 pessoas foram mortas e sete ficaram feridas em ataques realizados por indivíduos armados em 10 lugares próximos, em um espaço de tempo de ao menos três horas, nas cidades de Barueri e Osasco, vizinhas de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Uma adolescente de 15 anos, que havia sido baleado nos ataques, morreu dia 27 de agosto e se tornou a 19ª vítima da chacina.

    A principal hipótese apontada pela Secretaria da Segurança Pública é a de que policiais militares e guardas civis metropolitanos tenham cometido os crimes como vingança pela morte de um PM e de um guarda.

    © Todos os direitos reservados – Brasil 247

  4. O MP deu corda só para arreliar a PC – A COBRA CRESCEU – agora derrubam secretários – ameaçam o próprio governo com um apagão na segurança.

    O Grella disse ser preciso colocar uma focinheira, mas também foi derrubado.

    Quem se habilita colocar a FOCINHEIRA – Quem vai colocar o guizo no rabo do gato?

  5. O secretário podia acabar com esta bosta desta quadrilha de vez. gente que bate droga, rouba bancos, intruja, adultera provas, mata seus pares. tá fazendo o que no nosso meio? aliás, passou da hora de acabar com a pm. todo mundo metendo pau na coréia do norte que fica lá do outro lado do mundo, que é um perigo, blablabla,,,só lá e aqui tem pm na rua. ninguém vê

  6. Pessoal me desculpem. Sou cidadão e a família inteira é da polícia, tanto PM, quanto PC. Poxa quanta bobagem escrita por pessoas que, nem sempre, são policiais de verdade, afinal, internet aceita tudo. Vamos pensar nas carreiras, na sociedade, nos salários, na vocação, no trabalho conjunto. TODOS vocês tem papel importante pois tratamos de uma engrenagem que não escapa ninguém, nem eu como cidadão. Portanto, peço a vocês, que escolheram essa profissão tão discriminada e difícil (que não vai mudar, não importa o quanto ganhem e o quanto mudem as regras, pois lidar com merda, escória, é permanecer o tempo todo fedido), que foquem naquilo que escolheram, ou seja: SERVIR e PROTEGER. Muito obrigado, pequeno apelo desse cidadão. Desculpem e obrigado.

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