Medida demagógica travestida de conquista profissional 12

Caro amigo Guerra,

As medidas ocultam o verdadeiro propósito da Administração, tanto do governo como da cúpula da Polícia Civil, que é o de evitar a debandada geral através da aposentadoria voluntária, mormente diante do quadro nacional com fortes indicativos de que haverá mudanças nas regras para a aposentadoria.

Cria uma discriminação entre o aposentado voluntário e o compulsório, ao estabelecer que apenas o compulsório poderá dar aulas na academia. Levando-se em consideração que a aposentadoria compulsória está prestes a se dar aos 75 anos, só vamos ter algumas carcaças alcançando a proeza de aposentado dar aulas na academia.

Ressuscita o banco de horas da academia, uma verdadeira imoralidade administrativa que só beneficia o seleto grupo de apadrinhados que monopolizam a atribuição de aulas da academia. Por conta disso vemos a atribuição de dezenas de aulas ao mesmo professor, em detrimento dos demais que ministram a mesma disciplina. Vou mais além, a imoralidade administrativa é tamanha, que atribuem dezenas de aulas de uma disciplina a um professor que sequer foi aprovado para ministrá-la, ou seja, foi aprovado em concurso para ministrar aulas de armamento e tiro, mas na academia da aulas de direitos humanos. A coisa é tão descarada e imoral que se atribuem horas aula ao professor que participa de alguma comissão ou que fica contando quantas voltas na academia deu o candidato ao cargo policial na prova de aptidão física, e vai por aí afora, bancas para seleção de professor temporário composta por examinadores que nada sabem da matéria, etc..

Com relação a hora extra, vai beneficiar apenas os privilegiados que fazem a escala dia sim/dia não nos Departamentos. As secretárias que só trabalham meio expediente. Os puxa saco dos chefes de investigador, alguns dos quais recebem frequência sem comparecer na unidade, etc.. Para os que trabalham nos plantões de Centrais de Flagrante, nessas escalas desumanas, mormente se for escrivão, a Administração coloca na escala que quiser a título de receber RETP,

Com toda admiração que tenho por você, principalmente por esse espaço livre e transparente disponibilizado ao policial para se manifestar, não existe nada a comemorar, muito menos em relação às medidas anunciadas que atendem à Administração e aos que já se encontram no oceano em detrimento de todos os demais policiais civis que atravessam o deserto.

  1. Sobre a criação do Dejec.Ainda ontem, comentei que precisamos é de salário digno, não essas artimanhas do governo para não dar aumento salarial, mais uma vez estamos sendo enganados por esse Desgovernador que tem raiva da Polícia Civil. Bônus,gratificações, adicionais,Dejec, tudo isso não incorpora ao salário. No final só prejuízo pra nós policias, salário de morto de fome.

  2. Tá Constituição a respeito da remuneração ser paga na forma de subsídios aos policiais.
    Que anomalia jurídica é essa que os sindicatos admitem calados?

  3. Caos

    Até o ano passado era exatamente 170,00/hora.

    Sobre o texto do colega, sugiro que peçam o cancelamento desse benefício para não dar ataque de ciúmes em ninguém.

  4. Tem que ser bem corno para tomar um passa moleque na data base, não ter aumento, reposição e COMEMORAR um “benefício” que lhe tira da sua merecida folga e convívio familiar.

    É bem corno e filho da puta o policial que comemora Dejec, Dejem e outra putarias que não sejam benefícios reais pra todos.

  5. É com muita satisfação que vemos que uma luta, quase que diária, de quase dois anos, traz o fruto da vitória. Nesta segunda-feira, 28/9, o governador Geraldo Alckmin encaminhou para a ALESP o Projeto de Lei que prevê o Dejec – diária paga ao policial, que voluntariamente trabalha em dia de folga-, benefício que há na Polícia Militar, com a denominação de Dejem e que não havia na Polícia Civil. (Vejam neste Site, matéria publicada pela SSP-SP).

    Desde 2014, o Feipol Sudeste, juntamente com todos os sindicatos filiados, Sinpol Campinas, Santos, Ribeirão Preto, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Marília, Presidente Prudente e Jundiaí, lutam por esta importante reivindicação dos policiais civis.

    Entre janeiro e setembro deste ano de 2015, estivemos em, nada menos, que cinco reuniões, em São Paulo, levando as reivindicações ao Delegado Geral de Polícia, Dr. Youssef Abou Chahin, ao Secretário de Segurança Pública Dr. Alexandre de Moras; ao Deputado Estadual Dr. Campos Machado (PTB); à Assessoria Jurídica do Deputado e novamente ao DGP.

    O Decreto do Executivo Paulista, assinado neste dia 28/9, nas presenças do Secretário de Segurança e do DGP, prevê, além da autorização de pagamento do Dejec, a retirada da restrição de que policiais civis possam dar aulas na Academia de Polícia só até aos 65 anos, que é a idade de aposentadoria compulsória na PC. Sem a restrição, os policiais professores poderão lecionar até aos 70 anos.

    A expectativa agora é que, nos próximos dias, o Executivo Estadual, dê parecer sobre outra reivindicação encaminhada pela Feipol Sudeste e os Sinpols filiados, sobre a questão dos policiais civis não precisarem permanecer cinco anos na classe em que estão para poderem se aposentar na referida classe.

    Att,
    Aparecido Lima de Carvalho (Kiko)
    Presidente Feipol Sudeste / Sinpol Campinas

  6. TUDO UMA VERGONHA, O TEXTO FALOU A VERDADE DANOSA SITUAÇÃO,NUA E CRUA, QUE NEM NELSON RODRIGUES

  7. Se não é uma imoralidade administrativa, o que é então

    O escrivão sai atordoado do plantão na Central de Flagrantes e por necessidade vai fazer hora extra para ganhar o DEJEM.

    Se conseguir fazer 8 horas extras vai receber R$ 170,00 pelo dia trabalhado.

    O Delegado Professor, no seu horário de trabalho, vai na ACADEPOL participar da reunião de uma das suas Comissões, onde não se ministra aula alguma, só se bate papo e come bolo ou vai contar quantas flexões fez o candidato ao cargo policial no exame de aptidão física.Para esse sacrifício vai ganhar R$ 170,00 por hora aula. Pode ganhar até 8 horas aulas por dia, caso fique contando as flexões pela manhã e a tarde, ou seja, ao final de 8 horas ganhou R$ 1.360,00. Isso é uma imoralidade sem cabimento. Se isso não é “Vamo Roba” disfarçado o que é então. Quarenta dessas “horas aulas” mensais = R$ 5.440,00, quase o salário de dois novos escrivães ou investigadores.

    Ou sejamos honestos, ou roubemos todos juntos.

    Cadê o Tribunal do Faz de Contas que não vê isso.

  8. Sr.Presidente do Feipol Sudeste, considerar isso como uma conquista, só pra vcs que ficam em suas salas aconchegantes, policial precisa é de aumento salarial e não mais carga de trabalho que acabam com suas poucas horas que tem para ficar com sua família ou descansar. Esse desgoverno só quer nos fuder, salário que é bom , nada.

  9. ué??? está reclamando do que? essa PEC tem o apoio do teu ilustre e amado PSDB, que já em SP deu todo o apoio e poder para a PM. Nessas horas você não critica o partido, não é mesmo? quanta hipocrisia

  10. Isto de DEJEC e covardia de duplo efeito, pois de um lado tira o policial ja esgotado de tanto trabalhar em escalas abusivas e desvios de funcao do convivio familiar que ainda lhe resta, do outro,nao passa de um grande subterfugio para nao pagar um misero reajuste inflacional que ja viria com oito meses de atraso, nos parcos beneficios de viuvas e aposentados por invalidez, que estao separados por um grande abismo das boas intencoes deste governador. O apelido pinoquio lhe cai bem porque o coracao dele deve ser de madeira mesmo.

  11. RICARDO,

    Penso que com essa diária ninguém mais será escalado abusivamente, ou seja, trabalhar sem receber nada!

    Com a diária irá chover voluntários para plantões presenciais e escalas extraordinárias.

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