DEIC descobre que sargento da PM fornecia rádiocomunicadores para quadrilha que assaltava caixas eletrônicos em todo o estado de São Paulo 79

Sargento repassou rádios para quadrilha em São Paulo

Agência Estado

Publicação: 30/10/2015 09:16 Atualização:

A Justiça Militar decretou a prisão preventiva do sargento Cesar Alexandre Alves de Oliveira, suspeito de fornecer equipamentos de comunicação da Polícia Militar para uma quadrilha investigada por roubos a caixas eletrônicos. O objetivo era monitorar a frequência dos radiocomunicadores da corporação durante os assaltos aos terminais bancários.
O envolvimento do PM com a quadrilha foi descoberto na quinta-feira da semana passada, quando investigadores da Polícia Civil cumpriram mandado de busca e apreensão em um apartamento no bairro do Cambuci, região central da capital, onde funcionava uma espécie de central de comunicação dos bandidos. Foram encontrados, entre diversos materiais, dois rádios de comunicação com números de patrimônio da PM – um deles dava acesso ao Comando de Policiamento da Capital.
A Corregedoria da Polícia Militar foi acionada e apurou que os aparelhos saíram do Centro de Suprimento e Manutenção de Material de Telecomunicações (CSM/Mtel) da PM. O sargento Oliveira pediu aos colegas que os equipamentos fossem programados com as frequências de todas as unidades de policiamento ostensivo do Estado, sob o pretexto de colocá-los na sala de gerenciamento de crise, mas acabaram indo direto para as mãos dos bandidos.
Confissão
O sargento foi logo identificado como o responsável por retirar os equipamentos. Em depoimento à Corregedoria, ele acabou confessando o crime.
Disse que foi procurado por um rapaz chamado Leandro, no mês de abril, e que recebeu a proposta para fornecer os equipamentos. A entrega aconteceu na região central e o sargento afirmou que recebeu R$ 30 mil em dinheiro. Parte do valor (R$ 9 mil) depositou no banco, a outra deixou em casa para gastos em atividades do cotidiano, de acordo com ele.
A confissão do suspeito não foi suficiente para livrá-lo da cadeia. Em seu despacho, o juiz-corregedor Luiz Alberto Moro Cavalcante considerou que o sargento “em liberdade terá livre acesso ao quartel, terá farda e armamento para trabalhar. Terá o convívio dos demais policiais militares de serviço. No entanto, não será digno de confiança. Logo, a sua liberdade nesta fase é um disparate”.
O magistrado deferiu os pedidos da Corregedoria pela quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal do policial militar, além de perícia em três celulares apreendidos na residência dele.

  1. notícia velha eu acho as milhares da pm também. tá faltando notícia pra falar mal da polícia civil ???? essa notícia é de março, trouxa.

  2. essa é velha também, e de lá também!!!! sobre os ratos cinza: Após seis meses de investigação, a polícia prendeu 16 pessoas que integravam uma quadrilha que explodia caixas eletrônicos na região de Santos, litoral de São Paulo. Destas, oito são policiais militares (PMs). Eles foram flagrados em escuta telefônica, autorizada pela Justiça, falando com os criminosos durante os assaltos. As informações são do Bom Dia SP .
    Segundo o delegado que investiga o caso, Aldo Galiano Jr., os PMs ajudavam a quadrilha enquanto estavam em serviço e davam cobertura às ações. Mesmo de folga, eles conseguiam avisar os assaltantes da chegada da polícia. A Polícia Militar disse não admitir esse tipo de comportamento e que, sendo comprovada a participação dos policiais nos crimes, eles serão expulsos da corporação.

    quem é ratazana mesmo ????????

  3. Um delegado da Polícia Civil, dois investigadores e um carcereiro, todos do 49º DP (São Mateus), foram presos na segunda (14), com ordem judicial, sob suspeita de fazerem parte de um esquema de extorquir dinheiro de comerciantes e traficantes, principalmente da zona leste, onde atuam. Dois informantes também foram presos.

    Segundo o Ministério Público, que investigou o esquema, drogas e mercadorias apreendidas eram devolvidas aos donos mediante pagamentos que poderiam chegar a até R$ 15 mil.

    O esquema funcionava dentro da delegacia e era investigado há seis meses.

    Uma sala onde as drogas eram estocadas dentro da delegacia foi descoberta na segunda-feira por um grupo especial de averiguação da atuação dos policiais montado pelo Ministério Público.

  4. Os policiais militares de São Paulo Rafael Vieira Junior e Edmar Luiz Silva Marte foram condenados por júri popular pela morte de Marcos Paulo de Souza, ocorrida há sete anos. O julgamento dos policias da Força Tática teve início na terça-feira, (03/11) e só terminou às 23 do dia seguinte. Culpados de homicídio duplamente qualificado, cumprirão pena de 18 anos, além de perderem os cargos e serem proibidos de prestar qualquer serviço público pelo prazo de um ano. Já os PMs Carlos Dias Malheiros, Claudio Bonifazi Neto, Jorge Pereira dos Santos e Rogério Monteiro da Silva, também condenados, cumprirão pena de 14 anos por omissão.

    Marcos Paulo faleceu aos 18 anos de idade, na madrugada de 10 de novembro de 2008, após ter sido obrigado pelos policiais citados a ingerir a substância tricloroetileno, semelhante ao entorpecente lança-perfume. O rapaz estava acompanhado do amigo J. na região Cohab José Bonifácio, Itaquera, zona leste de São Paulo, quando foram abordados pelos PMs Edmar e Rafael que os obrigaram a ingerir a substância que haviam feito uso, além de um cigarro de maconha também encontrado com os meninos. A mãe de Marcos Paulo de Souza afirmou temer pela vida do amigo de seu filho, mas disse estar satisfeita com a sentença. “Antes, eu sobrevivia. Agora posso voltar a viver. Foram sete anos de muita apreensão. Saio daqui com o sentimento de que a justiça foi feita”.

    Os advogados de defesa negaram que a abordagem a Marcos Paulo e seu amigo tenha ocorrido e e apresentaram dados divergentes entre si. O Ministério Público também constatou que, em relatório da corregedoria, o Coronel Ricardo Gambaroni, Comandante Geral da Polícia Militar, reconheceu a abordagem aos meninos no dia de óbito do rapaz. O amigo que presenciou todo o ocorrido foi a principal suspeita levantada pela defesa como possível culpado pela morte do companheiro, sendo pejorativamente categorizado como “bandidinho” durante sessão, mesmo que sem nenhum antecedente criminal registrado.

    J. e T., outra testemunha de acusação, sofreram ameaças dos policiais antes do julgamento, sendo que o primeiro fora vítima de flagrante forjado pela Polícia Militar, que afirmou tê-lo visto portando uma arma no traje samba canção. J. foi levado à delegacia, testes foram realizados e foi comprovada sua inocência.

    Sob alerta
    Durante o julgamento, os réus, suas respectivas famílias que também ocupavam a plateia e os PMs que faziam a segurança e escolta do Fórum Criminal da Barra Funda demonstraram simpatia entre si. Ainda nas primeiras horas, os PMs encarregados da segurança do Fórum Criminal e familiares dos réus, alguns também militares, trocaram sorrisos e apertos de mão em pequenas rodas de conversa.

    Uma jovem que estava na plateia e acompanhava o grupo articulado pela família e amigos de Marcos Paulo – onde também estavam as Mães de Maio e integrantes do Movimento Negro – foi retirada da sala por um PM do Fórum Criminal por estar desenhando em um caderno de anotações durante período de intervalo da audiência. Assim que passou pela saída da sala, mais três policiais questionaram os desenhos da menina.

    Uma defensora presente na plateia percebeu o tumulto e considerou a abordagem dos policiais descabida, informando que a jovem poderia retornar à audiência sem maiores problemas, já que não havia infringido nenhuma lei ou código de conduta.
    Quando o horário da sentença final se aproximava, dez PMs do Fórum Criminal adentraram à sala de audiência e se posicionaram de braços cruzados na direção dos jurados. Além dos fardados, mais quatro homens não fardados compunham o grupo com o mesmo comportamento, com clara tentativa de intimidação. A juíza responsável pela audiência, Liza Livingston, solicitou que os policiais fardados deixassem a sala.
    A partir de então, iniciaram-se alguns conflitos causados por provocações entre a plateia, até que os ânimos se afloraram definitivamente quando os espectadores aguardavam a sentença do lado de fora da sala e o pai de um dos réus, também Sargento da Polícia Militar, foi flagrado fazendo o registro fotográfico de todos que estavam ali por Marcos Paulo. Quando indagado pelos PMs do Fórum Criminal após denúncia, foi solicitado ao senhor que os registros fossem apagados, mas os fotografados – incluindo Leila Uchoa, mãe de Marcos Paulo – ficaram apreensivos com o ocorrido. Logo após o incidente, o senhor que fez os registros disse a duas repórteres presentes que havia gravado a conversa entre elas.
    Todos retornaram à sala e a sentença foi dada. Conforme solicitação da juíza, não houve manifestações pela ordem de prisão dos policiais. Todos eles poderão responder em liberdade.

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