EXEMPLO DE MORALIDADE ADMINISTRATIVA – O 6º BPM/I de Santos – além de passar a caneca nos trouxas e amigos interessados – apura malversação de verbas e desfalques orçamentários por meio de simples sindicância 13

Nova sede da Polícia Militar será entregue até o final do mês

Batalhão de Ações Especiais mudará para prédio na Av. Ana Costa, ao lado do Corpo de Bombeiros; hoje, se localiza no 6º BPM/I

JOSÉ CLAUDIO PIMENTEL – A TRIBUNA DE SANTOS 
A princípio, Comando do Policiamento do Interior (CPI-6),
lotado no Batalhão, no Canal 6, ocuparia imóvel
Prédio, com 1,1 mil metros quadrados, ficou abandonado
por oito anos, devido a problemas na construção

O comando do Batalhão de Ações Especiais (Baep) da Polícia Militar na Baixada Santista mudará, definitivamente, para a nova sede no Gonzaga, em Santos, até o final deste mês. O prédio, abandonado por oito anos devido a problemas na construção, foi recuperado com o apoio da comunidade e está pronto para ser o quartel da tropa, a elite dos oficiais.

Paralelamente, será entregue ao Estado o resultado da sindicância que apura as circunstâncias que ocasionaram, à época, a não conclusão do edifício. Com mais de 1,1 mil metros quadrados, ele foi planejado para abrigar, originalmente, o Comando do Policiamento do Interior (CPI-6), responsável pela região e o Vale do Ribeira, e que hoje está no Batalhão do Canal 6.

A mobilização ocorreu depois que A Tribuna denunciou a precariedade do prédio, em maio deste ano. A Reportagem entrou no imóvel abandonado e encontrou um cenário de degradação e descaso com o dinheiro público: infiltração nas paredes, pisos de mármore quebrados, aparelhos de ar condicionado depredados e, ainda, documentos e registros de ocorrências no chão.

A partir daí, ocorreu a autorização do Comando Geral da PM em São Paulo para que a corporação fizesse a ocupação. Definiu-se que o comando do Baep, instalado provisoriamente em salas do Batalhão, fosse transferido em definitivo para lá. O problema é que não havia condições operacionais e estruturais de a mudança ocorrer, já que o prédio exigia reforma.

“Fomos atrás do apoio da comunidade para que tudo isso fosse rápido. Sensibilizamos e as empresas conseguiram nos ajudar a recuperar todo aquele espaço com o apoio de material e conhecimento. A mão de obra foi nossa”, explicou o comandante regional da PM, coronel Ricardo Ferreira de Jesus. O receio era ter que abrir licitação pública, o que protelaria todos os planos.

Foram doados 810 litros de tintas, 800 sacos de cimento e mais de 60 metros cúbicos de areia, entre outros materiais. Houve a participação da Associação Comercial de Santos, além do Ciesp de Cubatão, Senai de Santos e das Associações de Engenheiros e Arquitetos da região. O coronel Ricardo estima que o valor que seria gasto para toda a recuperação ultrapasse o R$ 1 milhão.

Sindicância

A quantia é quase o dobro do total pago para que a RM Queiroz Construções construísse o prédio: R$ 659.573,41. A Polícia Militar alega que ele não foi finalizado e, por isso, não pode ser ocupado quando entregue, em 2010. Mais tarde, o tempo revelou outros problemas. “A laje não estava impermeabilizada e a drenagem da água escorria pelas paredes internas do prédio”, constatou o comandante regional.

A alegação da construtora é que o Estado deve à empresa ao menos R$ 319 mil, referentes a obras civis, instalações elétricas, juros e correção monetária de 96 meses de paralisação, além de 20% da multa por rescisão contratual. O imbróglio se prolongou até este ano, quando o Ministério Público também passou a investigar o caso.

A expectativa é que o coronel Ricardo de Jesus, que preside a sindicância, entregue-a ao Estado até o final de novembro. A partir daí, caberá à Fazenda e ao departamento Jurídico de São Paulo estabelecer o que será feito. “Se ele já estivesse ocupado, teríamos os problemas do mesmo jeito”, pondera o coronel.

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“Fomos atrás do apoio da comunidade para que tudo isso fosse rápido. Sensibilizamos e as empresas conseguiram nos ajudar a recuperar todo aquele espaço com o apoio de material e conhecimento. A mão de obra foi nossa”, explicou o comandante regional da PM, coronel Ricardo Ferreira de Jesus.

O receio era ter que abrir licitação pública, o que protelaria todos os planos.

Leitor do blog:

Sou vizinho desse prédio, foram mais de cinco anos de total abandono e minha família inteira contraiu dengue.
Sempre quis uma solução, mas saber que quem deu um jeito foram os comerciantes e empresários “sensibilizados ?????” que vergonha, ainda falam isso como se tivessem resolvido
“receio de abrir licitação pública ?????” seria uma justificativa de dispensa de licitação ??? quem falou essa asneira?? MP, TCE e SEFAZ cadê vocês ???
“protelaria os planos ???” Que planos seriam esses??

Cade o responsável por esse absurdo, se eu não pago meu imposto sou punido na mesma hora.
Quem vai ressarcir o erário e o dono da construtora que tomou o chapéu ???

A sindicancia ainda será entregue no final de novembro ????? crime agora se apura com sindicancia ????

Quem falou isso ai foi um dos chefes da corporação que quer o ciclo completo, afinal seria bem mais facil “sensibilizar” a população com esse poder nas mãos.

  1. Se a Polícia Civil trabalhasse mais, os governantes se ferravam.
    Exemplo:
    Registra todos BO que aparecerem aí eu quero ver eles falarem:
    O número de roubos caíram
    O número de homicídios caíram e etc…

    É tudo questão de logica

  2. Enquanto a gente discuti quem vai mandar ou não na Policia (coroné ou majura). Enquanto discutimos onde vai ficar a sede dos quintos dos infernos. Enquanto reivindicamos uma migalha de 300 a mais no auxílio alimentação, gat e o cacete a quantro.
    A defensoria de sp pleiteia receber só R$ 26.000,00 por mês.http://sipol.com.br/
    NÓS REALMENTE NÃO SABEMOS NOS VENDER, ou seja, não damos valor ao nosso papel na sociedade. È POR ISSO QUE SOMOS TIRADOS TODOS OS DIAS.

  3. Essa história de passar o caneco já se institucionalizou nas polícias civil e militar, mas o povo paulista gosta, gosta tanto que há mais de 20 anos elege os governadores de um mesmo partido o PSDB, que tem uma política de Segurança Pública muito eficaz. Aqui é terra de coxinha e de trouxas também.

  4. Parece o esquema ” bateu se vira e arruma” muito empregado nas policias….
    Apoio da comunidade…… boa essa!

  5. Parabéns a comunidade, a PM corre atrás para arrumar suas instalações, é isso ai pessoal, bola “pra” frente e “pau” na criminalidade.

  6. Lógico que é inaceitável o Povo ter de – mais uma vez – contribuir voluntariamente (imposto já foi pago) para ter serviço adequado.
    Mas a questão principal é que a todo o momento a mídia (rádio, TV, impressa, internet) elogia iniciativas em que o “cidadão é amigo da Administração”. Vários são os “programas” que mostram pais e mães reformando escolas; moradores reformando praças e outros bens públicos. Nada é de graça! O “cidadão” que contribui, pensará ter mais direito que o outro, que não participou da privatização.
    É um dilema! Ver a praça defronte a sua casa ficando deteriorada pela “eficiência” administrativa ou atuar para impedir a deterioração, empregando meios próprios? Se esperar a Administração, em vez de reformar terão de construir outro equipamento. Se quiser “privatizar” o espaço para não ser ainda mais prejudicado, corre o risco de “acostumar mal” o Estado. E para os que não contribuíram (por omissão, consciência ou impossibilidade), há o risco de oposição ao uso e fruição por parte dos “privatizadores”.
    De outro lado, a licitação, na prática, é uma piada. O Estado tem fama de ser caloteiro. O vendedor, também por isso, vende material del descarte pelo preço de item de alta qualidade.
    Não é fácil.

  7. Já era do meu conhecimento o quanto podem ser descarados e safados os oficiais da PM, principalmente os que saem do Barro Branco, com o dito sangue azul.
    Mas, pensando bem descobri a origem do porque de muitos deles estarem envolvidos em tantas falcatruas.
    Senão vejamos APMBB; Academia de Polícia Militar do BARRO Branco, esta é a explicação BARRO.
    Para cada enxadada, no BARRO, uma minhoca. É isto o que eles “aprendem na tal academia”.
    E se dizem a reserva moral do Estado imaginem se fossem titulares!

  8. mimimimimimim…………kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk como disse o Rodrigo acima…bola prá frente e pau na criminalidade……….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk mimimimimimimimimimi…………..

  9. Na Delegacia onde trabalho não tem déficit de funcionários, graças ao nosso Delpol. Legal mesmo porque temos vários funcionários novinhos e novinhas, são universitários fazendo estágios, eles fazem os trabalhos como ninguém . Temos funcionários da Prefeitura também, verdadeiros servidores vocacionados como policiais. Esse é o retrato de nossa delegacia aqui numa bela cidade do interior de são paulo, somos poucos e velhos policiais de carreira, mas aqui a peteca ainda não caiu, pelo menos aos olhos da sociedade. Quer dizer, tudo esta maquiado com o novo modelo itinerante, é assim que nosso governador gosta, assim ele não precisa abrir novos concursos e assim vai enterrando a Polícia Civil do Estado de São Paulo. Parabéns senhores Delegados, os senhores são os responsáveis pelo fim da gloriosa de outrora . Parabéns a Polícia Militar pelo ciclo completo, vocês sim souberam valorizar a corporação centenária !

  10. Simplesmente um absurdo esse elefante branco.
    Percebe-se que a imprensa está bem adestrada, não fez nenhuma menção dos detalhes, que devem ser sórdidos, desse atraso.
    A mão de obra que o probo comandante falou veio de onde ? De policiais que deveriam estar nas ruas ? Ou de policiais que deviam estar em formação? Ou existe uma companhia de pedreiros e pintores?
    Será que uma ocupação a toque de caixa minimizaria as cobranças da população e dificultaria apurações futuras do que foi pago, contratado e feito.
    Coisas estranhas estão acontecendo e parece que só o flit está vendo.

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