Em SP, 14 distritos concentram mais da metade das mortes por policiais 9

De São Paulo

11/12/201509h11

  • Protesto pela chacina da Pavilhão 9; PM e ex-PM foram presos

    Protesto pela chacina da Pavilhão 9; PM e ex-PM foram presos

Catorze dos 96 distritos da capital concentram mais da metade dos 353 casos de mortes por policiais. Os primeiros lugares do ranking da violência policial em São Paulo, que envolvem 175 ocorrências, são ocupados por bairros de periferia e próximos do limite com outros municípios. A exceção é o Jardim Paulista, área nobre da zona sul da capital, que está na 11ª colocação.

Com 18 mortes, o Jardim São Luís, na zona sul, é o distrito que registrou o maior número de mortes em ações da polícia em 2014. Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista e Sapopemba, todos na zona leste, completam os quatro primeiros lugares. Além deles, também aparecem Itaquera (5º), Jabaquara (6º), São Mateus (7º), Jardim Ângela (8º), Brasilândia (9º), Itaim Paulista (10º), Parque do Carmo (12º), Grajaú (13º) e Pirituba (14º).

Moradora de São Miguel, Clarice da Silva (nome fictício), de 29 anos, diz não se sentir segura com a polícia. “Antes eu confiava, mas não dá mais”, afirma. Segundo ela, recentemente, seu filho de 11 anos teria sofrido uma abordagem violenta, porque estava com uma mochila nas costas e acompanhado por dois amigos, de 13 e 15 anos, à 1 hora.

“Eles estavam indo para a casa de um colega, mas foram parados. Os policiais esperaram os vizinhos saírem e colocaram os três na viatura. Bateram e ameaçaram os garotos. Quando abriram a mochila, havia um videogame e uns livros escolares”, diz Clarice. “Não importa se é madrugada. Um policial tem de reconhecer uma criança.”

Aos 17 anos, Caio Souza (nome fictício), morador de Ermelino Matarazzo, não se esquece do dia em que estava brincando com a prima e a tia, nervosa, pediu para que ele distraísse a menina. O pai dela acabara de ser morto. “A gente nunca soube se ele tinha envolvimento com o crime, só que foi baleado pela polícia”, diz.

O jovem também já sofreu “enquadro” por estar conversando na frente de casa.

Para Bruno Konder, professor do Departamento de Ciências Sociais da Unifesp, os dados indicam que há uma “atuação seletiva”. “A polícia reproduz todos os preconceitos da sociedade brasileira”, afirma. Para ele, falha-se no papel de “proteger” a população. No entanto, o pesquisador ressalta que a letalidade tem motivação complexa. “Um policial tem de obedecer a diversas regras: a lei, as regras da corporação, as ordens dos superiores, os direitos humanos. Não dá para obedecer todas ao mesmo tempo, porque muitas vezes são conflitantes.”

As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”

  1. Nossa que novidade!
    Este jornalista descobriu a pólvora, grande novidade, que e periferia é o Vietnã até o filho, da noia, que ainda está na barriga da mãe sabe disto.
    Vou desenhar para que o jornalista, e o grupo o Estado de São Paulo, jornal este que todos os dias malha, bem, o PT, não que este não mereçam, mas sobre as mazelas dos PSDBosta raras as linhas que este jornal publica, criticando o picolé de chuchu.
    Mas voltando, POLÍCIA NO BRASIL NÃO É PARA SEGURANÇA PÚBLICA, É PARA O CONTROLE SOCIAL, SIMPLES ASSIM.
    Ao que parece os jornalistas, afetados, do grupo Estado de São Paulo deveriam deixar de ir fazer escola lá pelas bandas de São Francisco nos EUA e começarem a percorrer mais as periferias para descobrir que o único serviço público, ou ação do Estado Paulista, nestas mesmas periferias é o controle social, fora disto é só ver o quanto de dinheiro e infra estrutura todas as esferas de governo disponibiliza para atender o bairro de Sapopemba, e o bairro dos jardins o jornalista vais ficar espantado.
    O quanto os poucos e bem nascidos dos jardins são muito melhores que os desafortunados de Sapopemba, e para tanto devem receber muito mais recursos que os da periferia.
    E eu nem sou “especialista” em gestão recursos públicos para constar o que falta nestes bairros mais violentos são investimentos de fato, e não só propaganda política.

    Terra chamando os “jornalistas” do grupo Estado, estão na escuta, estão me ouvindo.

  2. A polícia não deveria matar ninguém…, nem matar, nem prender e muito menos patrulhar, assim como a polícia civil não deveria investigar bosta alguma, não registrar boletins de ocorrência etc! Com o salário que recebemos e pelas condições precárias que temos que trabalhar, não fazer nada ainda seria muito, tanto pela população que votou no PSDB nesses últimos 22 anos, quanto para os próprios delegados titulares, seccionais, divisionários etc! Sem contar no secretário e no governador e seus pares, que não merecem que façamos qualquer coisa, pois tudo que fazemos é só para promoção pessoal deles!
    Quando um policial mata, seja em serviço ou de folga, a cúpula quer a cabeça dele de qualquer jeito, para fingir para a sociedade que eles se importam com alguma coisa!
    Quando um policial morre, seja em serviço ou de folga, a cúpula quer mais é que se foda! No lugar do que se foi vem outro. É assim que pensam!
    Não somos valorizados! Por que temos que valorizar nosso serviço e matar ou morrer por quem não nos dá valor?

  3. FRENTE A ONDA DE VIOLÊNCIA, A SENSAÇÃO DE INSEGURANÇA, E A REALIDADE EM QUE VIVEMOS HOJE, ACHO QUE POUCOS LADRÕES SÃO MORTOS, JÁ QUE EM SÃO PAULO, SÃO ROUBADOS MAIS DE 230 VEÍCULOS POR DIA.
    DEVERIAM MORRER PELO MENOS 200 TODO DIA.

  4. A Polícia tem que ser DURA mesmo!! Recentemente, fui ao velório de um ente querido, ás 22hs00, uma funcionária adentra as salas dos velórios e diz: Gente, temos que fechar o velório e pedimos que todos vão para suas casas e retornem amanhã durante o dia, é perigoso ficarmos aqui por conta das ações de vândalos e marginais que frequentemente praticam assaltos e agressões! ABSURDO!!! Como pode pessoas de bem, trabalhadoras, pagantes de CARÍSSIMOS impostos terem o seu Direito cerceado de velar um ente querido porque bandido não deixa?! ABSURDO!! Quem tem que mandar é a POLÍCIA, não a bandidagem! Polícia repressiva, presente e que responda á altura é o que a sociedade precisa e clama! Lugar de marginal é na VALA!

  5. Nossa!
    Criança de madrugada na rua?
    Que exemplo de mãe!
    Morre pouca gente em São Paulo, quem mora na periferia sabe disso!
    É ladrão pra todo lado nesses lugares, se for ver ainda morrem muito poucos desses camundongos safados!!!

  6. QUER O QUE? LUGAR POBRE, SEM EDUCAÇÃO, SEM ESPERANÇA, SEM NADA, E PRINCIPALMENTE SEM GOVERNO, QUERIA O QUE? QUE FOSSE A FINLÂNDIA TUPINIQUIM?

  7. Tem é que matar mais e mais e mais e mais e mais, e ainda será pouco! Boa tarde a todos!

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