COMPETÊNCIA NÃO LHE FALTA – Sem cacique na urna, Alexandre de Moraes poderá disputar – e ganhar – a prefeitura de São Paulo pelo PSDB 17

Sem cacique na urna: o dilema tucano em São Paulo

Malu Delgado

NEXO

Desde 1996, quem concorre à prefeitura da maior cidade do país pelo PSDB é Serra ou Alckmin. Agora, com os dois políticos de olho no Planalto, partido vive uma disputa interna acirrada

Tirar o PT da Prefeitura de São Paulo em 2016 é imperativo para os tucanos.  O problema é saber quem será o nome na urna. Nas últimas duas décadas, José Serra e Geraldo Alckmin se alternaram como candidatos nas eleições municipais – Serra disputou em 1996, 2004 (quando venceu) e 2012 (foi para o segundo turno com o petista Fernando Haddad e perdeu); já Alckmin representou o partido em 2000 e 2008, tendo sido derrotado nas duas disputas.

Pela primeira vez, ambos estão cumprindo mandatos ao mesmo tempo – de governador e senador, respectivamente – e não mostram apetite para encarar pessoalmente a disputa em 2016.

O governador emitiu os primeiros sinais. Deu uma declaração em direção ao empresário João Doria Jr. Logo em seguida, seu secretário de Segurança, Alexandre de Moraes, se filiou ao PSDB

Não há um nome natural no PSDB. Fora Alckmin e Serra, ninguém disposto a ir para a campanha desfruta do chamado “recall”, quando o político é lembrado facilmente pelo eleitor simplesmente porque já disputou eleições majoritárias anteriores. Ou seja, será preciso construir um candidato. Mas quem?

A primeira figura a surgir com mais força foi a do vereador Andrea Maratazzo. Ele trabalha faz tempo para emplacar sua candidatura. O problema é que se trata de um político muito ligado a Serra. E hoje é Alckmin quem comanda o Estado mais rico do país e tem o maior capital eleitoral em São Paulo. Certamente, terá a maior influência nessa decisão.

Como protagonista, o governador emitiu os primeiros sinais em dezembro de que poderia caminhar na direção do empresário João Dória Jr, que já apresentou formalmente sua pré-candidatura à prefeitura ao PSDB. Durante um jantar com empresários na capital no último dia 14, o governador soltou a seguinte frase:

“Victor Hugo dizia, João, que nada segura a ideia de que chegou o seu tempo. E eu quero dizer que ficarei muito feliz se esse tempo for João Doria para trabalhar por São Paulo”

Geraldo Alckmin

Governador de São Paulo, em jantar com empresários no dia 14 de dezembro

A manifestação de Alckmin, porém, não foi interpretada dentro do PSDB como uma decisão objetiva, em razão de haver outras alternativas na mesa e de Doria não ter trajetória política consistente. Dois tucanos muito alinhados ao governador disseram ao Nexo duvidar de que o governador esteja mesmo apostando na candidatura de Doria. “Isso não se confirma”, afirmou, reservadamente, um dirigente do PSDB.

Num lance para complicar ainda mais o cenário, o secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, deixou o PMDB para se filiar ao PSDB, também agora em dezembro. Mais precisamente, Moraes assinou a ficha de filiação ao PSDB um dia após a declaração de Alckmin sobre Doria ter sido divulgada na mídia. O secretário era apontado há alguns meses como o preferido do governador por integrantes do partido.

FOTO: GUILHERME PRADO/NEXO

Alexandre de Moraes, secretário da Segurança Pública cotado para disputar as eleições municipais

ALEXANDRE DE MORAES, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO

Há ainda mais três outros nomes correndo atrás da indicação.  Os deputados federais Bruno Covas e Ricardo Tripoli e o presidente do Instituto Teotônio Vilela, órgão ligado ao PSDB, José Aníbal, anunciaram que um dos três vai apresentar uma pré-candidatura.

A escolha do candidato tem importância para o projeto político de Alckmin, daí o cuidado no movimento das peças. Embora não abrace publicamente o plano de disputar de novo a Presidência (algo que ele já fez em 2006, sendo derrotado por Lula no 2º turno), o governador não descarta tal aspiração.

O desgaste do PT no cenário nacional dá fôlego aos tucanos para acreditarem numa vitória em 2018. A chegada de um aliado próximo ao comando de São Paulo, maior prefeitura do país, portanto, pode fortalecer Alckmin numa eventual tentativa de concorrer ao Palácio do Planalto.

As prévias, as avaliações e os aliados

Há a possibilidade de o PSDB realizar prévias como as que ocorreram na eleição passada. Em 2012, Tripoli e Aníbal disputaram internamente com Serra a vaga de candidato. A vitória de Serra foi constrangedoramente apertada: ele obteve 52% dos votos e os outros dois tucanos, juntos, tiveram 48%.

Bruno Covas, Ricardo Tripoli e José Aníbal reuniram integrantes do PSDB na segunda quinzena de novembro para anunciar que, desse trio, sairá apenas um nome para disputar as prévias. “Nós três vamos marchar juntos. Conhecemos muito bem todos os meandros da cidade. Não há nenhuma possibilidade de não ser um de nós três o pré-candidato”, afirmou Tripoli.

Uma ala significativa do PSDB quer a realização de prévias em março. Mas o conturbado cenário nacional deixa essa decifinição no ar

Mas um fato chamou a atenção. Nessa mesma reunião estava lá o secretário de Segurança Pública. E o que fazia ali Alexandre de Moraes? “O Alexandre, no início do ano, colocou a pretensão de sair do PMDB e ir para o PSDB. Ele nunca disputou eleição. Ele tem sido um grande parceiro nosso. Daqui a três anos haverá eleição novamente, para vários cargos, governador, deputado, senador, e é provável que ele queira disputar”, justificou Tripoli. Bruno Covas afirmou que Moraes tem toda a legitimidade para, recém-filiado, disputar as prévias. “Mas isso não me tira o desejo de também querer disputar”, antecipou-se.

Uma ala significativa do PSDB quer a realização das prévias apenas em março. O conturbado cenário nacional prejudica ainda mais as definições do partido. Na situação atual, o mais provável é que o PSDB só defina o seu candidato (com prévias ou por indicação direta de Alckmin) na segunda quinzena de abril do próximo ano, disseram ao Nexo dirigentes estaduais do PSDB.

Bruno Covas, o nome que tem o melhor desempenho nas pesquisas internas atualmente, não esconde a descrença no processo de prévias. “Eu gostaria muito de ver isso num papel, mas até agora nada.”

O apoio explícito de Alckmin a um pré-candidato, segundo o deputado, obviamente mudaria o cenário. “Se o governador Geraldo Alckmin declara um apoio, se é que ele vai declarar, surte um efeito muito grande no processo. Não há como negar isso. Agora, se todos vão aceitar [a indicação] a ponto de não ter nenhum processo de prévia, isso eu já não sei.”

Há tucanos que defendam que o nome do candidato não precisa necessariamente ser do PSDB. Segundo José Aníbal, por exemplo, o partido precisa estar aberto ao diálogo. “Quem quer uma aliança e não tem um nome natural tem que estar muito aberto. Precisamos ser muito verdadeiros neste processo e disputar para ganhar.”

Dificilmente, porém, os tradicionais aliados – DEM, PV, PSB e PTB – apresentarão alguém competitivo. A tendência é que apoiem o nome escolhido por Alckmin.

Escolhas tucanas

1996

José Serra concorre pelo PSDB. Celso Pitta (PPB) se elege

2000

Geraldo Alckmin concorre pelos tucanos. A petista Marta Suplicy vence.

2004

Tucano José Serra concorre novamente. Dessa vez, vence

2008

Alckmin volta a concorrer, mas quem vence é Gilberto Kassab (DEM)

2012

Novamente, Serra concorre. Quem vence é Fernando Haddad (PT)

Mais poder a Alckmin na escolha

FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

Os tucanos Alckmin e Serra

O GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN E O SENADOR JOSÉ SERRA

Os sinais de que Alckmin quer interferir no processo de escolha do candidato são cada vez mais claros. No dia 30 de setembro, uma resolução nacional do PSDB, assinada pelo senador Aécio Neves, que preside a legenda, tirou poderes dos diretórios locais nas decisões sobre a disputa eleitoral nas cidades com mais de 200 mil habitantes. Agora, cabe à Executiva Nacional, “em última instância”, homologar “as decisões relativas a candidaturas e alianças”.

Alckmin articulou juntamente com Aécio para que a norma tirasse poderes do diretório local, onde Matarazzo tem mais chances de prosperar. Por razões semelhantes às de Alckmin, Aécio também quer ter poderes de definição do candidato na capital de Minas Gerais, Belo Horizonte.

Dias depois, em 14 de outubro, o presidente do PSDB paulistano, Mário Covas Neto, o Zuzinha, divulgou uma nota à imprensa esclarecendo que os dois pré-candidatos à prefeitura até então inscritos para disputar as prévias – Matarazzo e João Doria Jr. – concordavam em estender o prazo para que novos postulantes se apresentassem.

Mesmo tendo questionado a resolução nacional, Zuzinha se viu sem saída e admitiu que o processo será coordenado agora por uma “comissão estadual” supervisionada pelo comando nacional do partido. No diretório estadual a influência de Alckmin é significativa.

Neste cenário, cresceriam substancialmente as chances de Moraes ou algum outro escolhido de Alckmin, como João Doria Jr.

Apostas altas: o homem da máquina e o empresário

FOTO: DIVULGAÇÃO/PSDB-SP

Doria e Serra em encontro do PSDB

JOÃO DORIA AO LADO DE JOSÉ SERRA EM EVENTO DO PSDB

João Doria e Alexandre de Moraes só terão chances de emplacar uma candidatura pelo PSDB se tiverem o aval de Geraldo Alckmin. Os dois nunca disputaram uma eleição e sua experiência política está restrita a cargos no Executivo. Doria foi secretário de Mário Covas; Moraes foi secretário no primeiro governo de Alckmin, na gestão de Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura e, agora, retornou à administração tucana.

Doria é o elo que Alckmin precisa com empresários para pavimentar seu projeto de chegar à Presidência. Tanto que o aceno feito pelo governador a ele se deu num ambiente com a presença de gente de peso do PIB. Moraes conhece bem melhor os meandros da política, transita no meio jurídico e é visto como um nome articulado. Os dois seriam uma aposta do governador.

Uma eventual pré-candidatura de Moraes esbarra na pasta que controla. Ao mesmo tempo que lhe dá projeção, o tema segurança pública é sinônimo de instabilidade

Secretário de Segurança Pública, Moraes entrou para a política pelas mãos de Alckmin, em 2002, tornando-se secretário de Justiça do Estado com 33 anos recém-completos. O convite o obrigou a abandonar a carreira no Ministério Público, instituição na qual ingressou após passar em primeiro lugar no concurso. Ao entrar para o governo, afirmou Moraes ao Nexo, percebeu que poderia “ampliar o horizonte de atuação no poder público”.

“Tenho, e terei para sempre, uma dívida com o governador Alckmin por ele ter me escolhido e nomeado para a Secretaria de Justiça de São Paulo com 33 anos. Ou seja, ele confiou em mim. Eu fui e continuo sendo até hoje o secretário de Justiça mais jovem da história de São Paulo. Eu sempre vou retribuir ao governador”, disse ele em entrevista.

A fidelidade a Alckmin é absoluta. Tanto que na disputa estadual nem titubeou quando seu ex-partido, o PMDB, lançou o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, ao governo. Moraes permaneceu ao lado do tucano.

“São 13 anos de convívio e de amizade. Posso dizer que eu me tornei um amigo do governador e da família, a minha esposa é amiga da dona Lu (Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin, esposa do tucano). O governador é um homem público excepcional. É um prazer trabalhar com ele”, afirmou.

O presidente do PSDB paulistano, Zuzinha não crê no azarão de Alckmin. E lembra o pai, Mário Covas, para falar das incertezas da política. “Meu pai queria ser três coisas na vida: prefeito de Santos, presidente do Santos Futebol Clube e presidente da República. Vi ele ser governador de São Paulo sem querer ter sido candidato.”

Uma eventual pré-candidatura de Moraes esbarra na pasta que controla. Ao mesmo tempo que lhe dá projeção, o tema segurança pública é sinônimo de instabilidade.

No final de outubro, por exemplo, Moraes teve de aplacar uma nova crise – numa rixa histórica – entre policiais civis e militares. A prisão de um sargento por suposta prática de tortura, a partir de investigações da Polícia Civil, provocou revolta entre militares.

Moraes entrou em ação para contemporizar a briga. Deu razão aos dois lados. O delegado da Civil que atuou no caso agiu legalmente, afirmou. A prática de tortura teria de ser corroborada pela Justiça, acrescentou o secretário constitucionalista.

No início de novembro, um aliado de Alckmin afirmou ao Nexo que o episódio revelava ao PSDB o perigo de ter um candidato ligado ao tema. “O governador precisa dele na secretaria. Se ele for candidato, terá que sair meses antes do governo, e o tema segurança pública entra automaticamente para a campanha. Pode ser um tiro no pé”, definiu esse aliado reservadamente.

Meses depois, a polícia paulista era flagrada em pancadarias com estudantes da rede estadual, que resolveram ocupar escolas em protesto à reforma do ensino proposta por Alckmin. Moraes disse que não apoiava reintegração de posse em colégios com aparato militar. Mas houve truculência em manifestações de rua. E as cenas certamente vão cair na conta do secretário de Segurança numa eventual disputa eleitoral.

O cenário nacional também poderia tirar Moraes do jogo sucessório em São Paulo. Em caso de impeachment da presidente Dilma, por exemplo, ele pode ser chamado pelo vice-presidente Michel Temer a compor um novo governo, em especial o Ministério da Justiça. Entre a prefeitura de São Paulo e um quinhão na Esplanada dos Ministérios, o segundo cenário pode lhe ser bem mais tentador.

Saída partidária: Matarazzo e outros tucanos

FOTO: /DIVULGAÇÃO

Andrea Matarazzo e Fernando Henrique Cardoso

O VEREADOR ANDREA MATARAZZO E O EX-PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE

Os outros pré-candidatos – Andrea Matarazzo ou um integrante do trio Covas-Tripoli-Aníbal – são nomes que teriam melhor aceitação na estrutura partidária. Todos eles têm experiência política e parlamentar, o que os difere dos outros dois que seriam “apadrinhados” do governador.

Apesar de ainda ser um nome viável dentro do PSDB, Matarazzo é distante de Alckmin e mantém fortes vínculos com Serra e com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Eu sempre imaginei sair candidato com o apoio do partido e de todas as lideranças do partido”, disse Matarazzo ao Nexo.

A definição de Alckmin, admitiu, é determinante, mas o vereador não se acha carta fora do baralho e tem a expectativa de cativar a confiança do governador. Para ele, Alckmin observa, atentamente, o cenário nacional e avalia que passos tomar. Por enquanto, parece estar imobilizado.

Em setembro, Matarazzo organizou um evento com a intenção de atrair apoio dos caciques à sua candidatura. Alckmin, segundo um auxiliar do governador, foi “convidado por e-mail”. O tiro saiu pela culatra. Foi “como organizar uma festa no Vaticano e esquecer de convidar o papa”, definiu um outro dirigente tucano, que considera o colega Matarazzo um candidato qualificado, mas cuja ansiedade de ser candidato poderá derrubá-lo.

Além disso, há dúvidas entre os dirigentes do PSDB sobre o perfil de Matarazzo.  Ele é descendente do conde italiano Francesco Matarazzo (1854-1937) – ícone do desenvolvimento econômico e industrial de São Paulo -, e pertence a uma das famílias “quatrocentonas” mais tradicionais do Estado.

Para muitos dentro do próprio partido, tem uma “alma elitista” que poderia se transformar num enorme obstáculo para conquistar votos da classe média e de camadas com renda menor, ainda que receba créditos e elogios por conhecer profundamente a cidade de São Paulo.

“Nós não podemos errar [na escolha do candidato]”, afirmou o presidente do PSDB em São Paulo, Pedro Tobias. “Se errarmos, a decepção será total.” Na primeira semana de dezembro, Tobias declarou ao Nexo estar aflito: “Com essa confusão nacional, ninguém sabe mais o dia de amanhã. Não tem nada concreto [sobre as prévias e as pré-candidaturas]”.

O Brasil em São Paulo

É em São Paulo que a disputa entre PT e PSDB, a chamada polarização partidária, se potencializa. A origem dos dois partidos está intimamente ligada ao Estado, assim como suas principais lideranças, dos dois lados – Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Diante da atual conjuntura de crise política e econômica, com o PT sofrendo um desgaste histórico após mais de uma década de hegemonia nacional, o embate eleitoral na capital paulista seria uma espécie de Batalha de Waterloo, a disputa decisiva que acabou com o império de Napoleão, em 1815. Por enquanto, nenhum “imperador” tucano declarou ao exército qual a tática a ser seguida

  1. O escolhido do PSDB para disputar a prefeitura de São Paulo será aquele que o PCC indicar.

  2. Salvo juízo de intelectuais exponho a voces o seguinte:

    1º – a primeira parcela do 13º salario (50%) é paga pelo governo no mes do aniversario correto? então junte o salario do mes mais 50% do 13º salario e dará um (x) e deste o governo descontou 1200,00 reais de IRPF.

    2º – a segunda parcela do 13º salario, foi paga agora em dezembro.
    – o governo descontou 1200,00 reais de IRPF do pagamento no 5º dia util e……..
    – o governo descontou novamente na segunda parcela do 13º dia 18DEZ mais 1200.00 reais

    Ou seja na primeira parcela pagamos 1200,00 reais – salario + 50% do 13º.
    na segunda parcela pagamos 2.400,00 reais – salario + 50% do 13º.

    Que porra de conta é esta que não entendi nada.
    Porque paguei o dobro de IRPF em dezembro????

    Alguma alma boa para explicar?
    Ou tem que acionar na justiça e esperar 10 anos para receber de volta o que estao descontando a mais em dezembro?

  3. POR SER UM ADVOGADO QUE PRESTAVA RELEVANTES SERVIÇO PARA O ( PCC), ASSUME A SSP/SP, NÃO TENDO OUTRO CONCORRENTE DO NÍVEL, ACABARÁ SENDO ELEITO, PRINCIPALMENTE TENDO APOIO DO PSDB, GOVERNADOR DE SP, E COM O ELEVADO NÚMERO DE ELEITORES CREDENCIADOS DO CRIME, NÃO VAI TER OUTRA SAÍDA, INFELIZMENTE, POR ISSO QUE TEM UM DITADO POPULAR QUE DIZ ASSIM: NADA ESTA TÃO RUIM QUE AINDA NÃO POSSA A PIORAR.

  4. COMPETÊNCIA ??
    .
    QUANDO?
    .
    ONDE?
    .
    O QUE QUE É ISSO ??????????????????????????/

  5. http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/63,65,63,12/2015/12/21/internas_polbraeco,511480/corregedoria-da-policia-e-acusada-de-cobrar-mensalao-de-corruptos.shtml

    Corregedoria da polícia é acusada de cobrar mensalão de corruptos

    Segundo as investigações, o esquema de achaques de corregedores venderia proteção aos homens que eles deveriam investigar e prender

    Correio Braziliense

    Correio Braziliense

    Um vídeo em que promotores de Justiça são enganados por policiais civis a fim de permitir a fuga de dois investigadores acusados de corrupção é a principal prova do Ministério Público Estadual (MPE) no inquérito que investiga a existência de um “mensalão” pago por policiais corruptos à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. O secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, informou que pediu providências sobre os fatos à Delegacia Geral, na quarta-feira (16/12). Por enquanto, ninguém foi afastado.

    Segundo as investigações, o esquema de achaques de corregedores venderia proteção aos homens que eles deveriam investigar e prender. É o que diz um policial que delatou o esquema. Em troca de até R$ 50 mil por mês informavam a delegacias o planejamento de operações do MPE e o recebimento de denúncias de vítimas de extorsão da banda podre da polícia.

    O vídeo foi gravado pelas câmeras de segurança do Departamento de Investigações Criminais (Deic) e apreendido pelos promotores do Grupo Especial de Controle Externo da Polícia (Gecep) após suspeita de participação de policiais do departamento e da corregedoria na fuga dos agentes. O que foi flagrado pela análise das imagens.

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    No começo de novembro, a Justiça decretou a prisão dos investigadores Mario Capalbo e Raphael Schiavinatto por suspeita de exigir pagamento de propina de R$ 300 mil de uma empresária, dona de uma academia de ginástica na zona norte de São Paulo, para não investigá-la por supostas irregularidades tributárias. Eles trabalham na 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

    Ela procurou os promotores do Gecep e, orientada por eles, gravou a conversa em que os policiais pediram o dinheiro. Com base nas gravações, os dois tiveram a prisão decretada e o investigador Jorge Reed, também da 3ª DIG, passou a ser investigado por suspeita de participação no esquema.

    Vídeo
    Os promotores do Gecep foram ao Deic prender os policiais no dia 11 de novembro, às 16 horas. A Corregedoria da Polícia Civil foi chamada para acompanhar a operação. Antes da chegada deles no Deic, há uma grande movimentação dos investigadores da DIG. A suspeita do Gecep é que eles foram avisados pela corregedoria.

    Quando os promotores chegaram ao Deic, Capalbo, Schiavinatto e Reed estavam na sala do delegado Luiz Longo, responsável pela 3ª DIG. Enquanto os promotores e os corregedores foram encaminhados para a sala do diretor do Deic, delegado Emygdio Machado Neto, os dois policiais que deveriam ser presos continuavam na sala do delegado Longo.

    Em seguida, Longo saiu e foi até a sala do diretor do Deic atender os promotores. Nesse intervalo, Capalbo, Schiavinatto e Reed (que imaginava que seria preso também) fogem. Todos passam algumas vezes na frente do agente da Corregedoria Fabio Iezzi, que fica parado na porta do Deic.

    Reed chega a cruzar com o chefe dos investigadores do Deic, Silvio Toyama, e faz um gesto de que está fugindo. Logo em seguida, promotores e corregedores descem. Acompanhados pelo delegado Longo, vão à sala dos investigadores e não encontram ninguém.

    A reportagem procurou Longo e os demais policiais acusados, mas não os encontrou. Aos promotores, o delegado Longo disse que, naquele dia, viu os policiais acusados à tarde e não sabia se eles estavam no prédio quando o Gecep tentou cumprir os mandados de prisão.

    Testemunha
    Um policial civil é uma das principais peças da investigação feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) sobre o suposto mensalão da Corregedoria da Polícia Civil. Testemunha sob proteção, ele foi ouvido em sigilo pelos promotores, em 1º de dezembro, e contou como o investigador Waldir Tabach, chefe dos investigadores da corregedoria, arrecadaria a propina das delegacias de São Paulo.

    Ela afirma que “foi o chefe dos investigadores da Polícia Civil, Waldir Tabach, que informou ao chefe dos investigadores do Deic, Sr. Toyama, que o Gecep (Grupo Especial de Controle Externo da Polícia) e policiais da corregedoria estavam chegando no local para cumprir mandados de prisão”. A testemunha disse que Tabach receberia R$ 50 mil mensais só do Deic para mandar as informações e que falaria com Toyama por meio de celulares chamados “diretinhos” que ninguém sabe o número.

    A reportagem pediu à Secretaria de Segurança Pública para entrevistar Tabach e o diretor da Corregedoria, delegado Nestor Sampaio Penteado Filho, mas não houve resposta. A assessoria do Deic também foi procurada, mas ninguém respondeu.

    Suspeitas
    Os promotores do Gecep encaminharam cópia de toda a investigação sobre as suspeitas de cobrança de propina da Corregedoria da Polícia Civil à Secretaria de Segurança Pública no começo do mês e pediram providências por parte da pasta. O Gecep também mandou cópias para a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, pois há suspeita de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa praticada pelos policiais investigados.

    Na parte cível, a investigação foi dividida em vários inquéritos Um será apenas para apurar os fatos ocorridos no Deic, que também serão anexados na investigação sobre o suposto mensalão da corregedoria. Outros supostos crimes praticados por outros departamentos, mas sempre relacionados com corrupção, também serão investigados pelos promotores do Patrimônio Público.

    Histórico
    Essa é a primeira vez que a Corregedoria da Polícia Civil é alvo de suspeitas. Durante a gestão de Ronaldo Marzagão na Secretaria da Segurança (2007-2009), decisões sobre processos administrativos contra policiais corruptos seriam vendidas por integrantes da cúpula da pasta para livrar a banda podre de punições. Foi por isso que o secretário Antonio Ferreira Pinto (2009-2012) fez com que o órgão deixasse de ser subordinado à Delegacia Geral de Polícia e pôs sob a responsabilidade de seu gabinete.

    A decisão fez Ferreira Pinto ser alvo de espionagem por parte de policiais civis envolvidos em casos de corrupção. Em uma das ações, os investigados divulgaram imagens de câmeras de segurança de um shopping que mostravam o secretário se encontrando com um jornalista, dando a entender que ele estaria passando informações sigilosas.

    Na época, a responsável pela Corregedoria era a delegada Maria Inês Valente. Ela saiu do cargo depois que imagens gravadas pela própria Corregedoria mostraram agentes tirando dinheiro supostamente escondido na calcinha de uma escrivã.

    O caso foi arquivado pela Justiça, mas ganhou repercussão após a divulgação das imagens da ação dos policiais da Corregedoria, que foram consideradas arbitrárias pelos colegas. A corregedora entregou o cargo. Desde a queda de Ferreira Pinto, o delegado Nestor Sampaio Penteado Filho assumiu o órgão. Ele sempre foi considerado discreto nas ações do departamento.

    Investigação
    A Secretaria de Segurança Pública, por meio de nota, informou que o secretário Alexandre de Moraes tomou conhecimento do caso na quarta-feira, dia 16, durante reunião com os promotores do Gecep e pediu “imediata apuração por parte da Delegacia Geral de Polícia”.

    A pasta não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem Não informou quais providências poderão ser tomadas em relação aos policiais do Deic e da Corregedoria da Polícia Civil suspeitos de dar fuga aos policiais Mario Capalbo e Raphael Schiavinatto, não disse como será ou se será investigado a existência de um suposto esquema de propina na Corregedoria. A reportagem pediu à assessoria entrevista com o diretor da Corregedoria, delegado Nestor Sampaio Penteado Filho, e também com o investigador chefe Waldir Tabach, mas o pedido não foi respondido.

    Todos continuam trabalhando nos seus respectivos cargos normalmente. A assessoria da Secretaria de Segurança Pública também não informou qual a situação os investigadores Capalbo e Schiavinatto, se continuam presos ou se voltaram ao trabalho no Deic.

    Em depoimento aos promotores, o delegado Luiz Longo afirmou que, no dia da fuga dos policiais pela porta da frente do Deic, não se lembrava quem eram os investigadores e “após uma breve reflexão, lembrou-se quem eram e que os havia visto, na parte da tarde, na delegacia, mas não sabia se estavam no prédio”.

    O agente da Corregedoria Fabio Iezzi afirmou em depoimento que não estava preocupado em saber se havia uma saída pelos fundos, pois não conhece bem o Deic “e que não teria interesse” em beneficiar os policiais acusados de extorsão.

    © Copyright 2001-2014 S/A Correio Braziliense. Todos direitos reservados.

  6. O carequinha, papagaio de pirata, não vai nem pra segundo turno. Não confundam o eleitorado da capital com o curral eleitoral do interior de sp. Na capital o PSDBost ta queimado igual palito de fósforo usado. Quem vota no lixo do PSDBost… é o povo do interior.

  7. Já dizia o personagem BETO CARNEIRO, O VAMPIRO BRASILEIRO: ” Minha vingança será maligna!!!

    O PSDB deu zero, zero, zero, zero zero por cento de aumento aos Policiais Civis de SP.

    O Governo do PSDB não reconheceu dignamente o NU para Investigadores e Escrivães

    Então, faço campanha contra este partido. Ontem mesmo em um almoço com familiares e conhecidos eu de forma eloquente disse o que este Governo do PSDB vem fazendo com a Policia Civil.

    Todas as pessoas ficam de ” boca aberta”.

    Jogo contra este partido que não me valoriza.

    Só quero acompanhar as pesquisas. Quem for o opositor mais forte do PSDB terá o meu voto. Pode ate ser a quadrilha do PT.

  8. Game Over, no mês do aniversário recebe-se apenas 1/3 do 13* os outros 2/3 restantes recebe-se em dezembro.

  9. Se, remotamente, esse gravata do pcc ganhasse na maior cidade do País, ai sim ia ficar blz. Já pensou. PSDB no governo municipal e estadual??? Só ia faltar o federal????
    O último que sair de a descarga.

  10. Game Over, no mês do aniversário recebe-se apenas 1/3 do 13* os outros 2/3 restantes recebe-se em dezembrO

    Obrigado pela correção meu amigo, realmente é isto, porem o que eu nao entendi foi:

    1º – a primeira parcela do 13º salario (30%) é paga pelo governo no mes do aniversario correto? então junte o salario do mes mais 30% do 13º salario e dará um (x) e deste o governo descontou 1200,00 reais de IRPF.

    2º – a segunda parcela do 13º salario, foi paga agora em dezembro.
    – o governo descontou 1200,00 reais de IRPF do pagamento no 5º dia util e……..
    – o governo descontou novamente na segunda parcela (70%) do 13º dia 18DEZ mais 1200.00 reais

    Ou seja na primeira parcela pagamos 1200,00 reais – salario + 30% do 13º.
    na segunda parcela pagamos 2.400,00 reais – salario + 70% do 13º.

    Que porra de conta é esta que não entendi nada.
    Porque paguei o dobro de IRPF em dezembro????

    Alguma alma boa para explicar?
    Ou tem que acionar na justiça e esperar 10 anos para receber de volta o que estao descontando a mais em dezembro?

  11. Complementando o acima exposto

    Pelo meu conhecimento o 13º salario tem que se somado totalizar os meus vencimentos LIQUIDOS.
    Por isto nao to entendendo este desconto de IRPF em dezembro.

    VOU TER QUE DEIXAR DE COMPRA UM PENIL E COMPRAR UM PINTINHO PRA DEGUSTAR NO NATAL
    OU MESMO UM OVO.

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