PMs aguardam indenização do estado de São Paulo 27

/ Nico Nemer/Diário SP

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300 policiais vítimas em serviço esperam ser indenizados; em 2015, 64 PMs morreram em confronto

Por: Fernando Granato
fernando.granato@diariosp.com.br
01/04/2016 21:50

Agora de cabelos curtos e com leve dificuldade nos movimentos do lado direito do corpo, a policial militar Adriana da Silva Andrade, de 29 anos, diz ser uma sobrevivente. Ela dirigia uma viatura quando foi surpreendida na Marginal Pinheiros, em agosto do ano passado, por uma quadrilha que acabava de explodir um caixa eletrônico na Ceagesp, na Zona Oeste. Dos 18 tiros de fuzil disparados pelos bandidos, um atingiu a cabeça da jovem PM.

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Depois de 20 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital das Clínicas, mais um mês internada na Rede de Reabilitação Lucy Montoro, Adriana afirma ter “lutado para viver”.

“Mesmo na pior hora, logo depois de levar o tiro, busquei todas as minhas forças e energias para continuar viva. Eu não me deixei morrer. Não fechava o olho”, relembra.

Hoje mais magra, sem parte da visão periférica por conta da lesão no cérebro, Adriana divide o apartamento onde mora  com uma amiga e segue tratamento com uma fisioterapeuta, um psicólogo. Faz ainda equoterapia (terapia com a utilização de cavalos) na sede da Cavalaria da Polícia Militar, no Centro de São Paulo. “Apesar do susto, não me arrependo de nada”, afirmou. “Prestei três concursos para entrar na Polícia Militar e não foi em vão. Tenho vocação”.

Apesar de afastada das funções, Adriana continua recebendo os cerca de R$ 3,2 mil de salário (sem o adicional de alimentação) mas não ganhou  até hoje, mais de seis meses depois do ataque brutal dos ladrões, os R$ 200 mil de indenização a que tem direito por ter sido atingida em serviço.

Do Estado, teve de se contentar com a visita do  governador Geraldo Alckmin (PSDB) quando ainda estava internada no hospital e com uma  homenagem no último dia 8. Na ocasião, o secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, elogio a sua “ bravura”, mas nada falou sobre a indenização.

Adriana não está sozinha neste batalhão de policiais militares que está com o pagamento da compensação  atrasado. De acordo com Elcio Inocente, presidente da Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo, pelo menos 300 PMs aguardam o dinheiro.

Adriana está entre os 300 PMs que têm o pagamento da compensação atrasado / Nico Nemer/DiárioSP

“O governo alega falta de documentação e protela o quanto pode”, acusou. “Já pedimos a ajuda até  do secretário, mas infelizmente está cada vez mais difícil receber. O que se diz nos bastidores é que o governador tem segurado os pagamentos”, revelou Elcio.

Ele próprio sentiu na pele o triste sabor do desamparo do Estado. Em 11 de junho de 1979, quando estava a serviço da rádio patrulha, foi baleado ao atender uma ocorrência de assalto e ficou paraplégico. Naquela época ainda não havia a indenização. Ele nunca recebeu nada pela “bravura” em serviço.

Em 2015, 64 PMs morreram em confronto em SP

De janeiro a dezembro do ano passado, 64 policiais militares foram mortos em confrontos no estado de São Paulo, segundo dados da corporação.

Apesar do número alto, mais de cinco por mês, este tipo de ocorrência vem diminuindo. Em 2014 foram 85 casos.

Segundo levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz, no terceiro trimestre do ano passado (o último analisado) houve também uma redução de 17,7% no número de pessoas mortas por policiais no estado, em comparação com o mesmo período de 2014.

Mas, quando se fala em cidadãos mortos por policiais fora de serviço, o aumento chegou a 10,7%. No terceiro trimestre de 2014,  56 pessoas foras mortas por policiais em folga. Já no mesmo período de 2015 foram 62 casos. A Secretaria de Segurança Pública disse estar trabalhando para reduzir os índices de letalidade. “Uma das medidas adotadas foi a publicação da resolução  que determina a preservação do local do crime de homicídio envolvendo um agente do estado até a chegada do delegado e da perícia”, disse. “Esta mesma iniciativa manda que sejam comunicados o comandante do batalhão e demais autoridades de segurança”.

RESPOSTA do governo de SP

Indenizações cresceram

A SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou em outubro do ano passado que o valor utilizado pelo governo do estado para o pagamento de indenizações a PMs, entre janeiro e setembro de 2015,  superou em 49% todo o valor de 2014. “Somente neste ano (2015), foram pagos R$ 17.256.817 para 187 famílias de policiais mortos e para 175 policiais aposentados por invalidez”, afirmou. “Em 2014 foram pagos R$ 11.587.253, para 82 famílias de policiais mortos e para 13 de aposentados por invalidez”.  Procurada novamente agora para fornecer os números de setembro de 2015 até fevereiro de 2016, a SSP se recusou a divulgar  os dados . A assessoria disse que, por uma nova deliberação, esses números só seriam fornecidos mediante solicitação feita por meio da Lei de Acesso a Informação, num prazo de 20 a 60 dias.

Depoimentos: Eles não receberam no pior momento

Explosão de caixa eletrônico

Em 27 de janeiro do ano passado, um grupo de assaltantes explodiu um caixa eletrônico de uma agência do Banco do Brasil na Avenida Paranaguá, em Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo. Segundo testemunhas, a quadrilha tinha cerca de 15 pessoas. A polícia recebeu uma denúncia e mandou uma viatura. Houve troca de tiros e dois policiais ficaram gravemente feridos. Um deles morreu dois dias depois. O outro, o sargento Wesley Carlos Turíbio, de 30 anos, sobreviveu com graves sequelas por ter levado um tiro na cabeça. Mais de um ano depois, o sargento Turíbio ainda não recebeu a indenização a que tem direito por ter sido atingido em serviço. “O pagamento ainda está nos trâmites burocráticos”, disse Valéria Rodrigues, sua namorada. Colegas fizeram uma campanha na rede social para arrecadar fundos para o tratamento que gira em torno de R$ 15 mil mensais.  Um  vídeo dramático foi colocado no  Facebook. Nele, um amigo diz: “Peço que o ajudem, se cada um que assistir a esse vídeo puder doar pelo menos 1 real, imaginem! Aquele dinheiro que você iria gasta com bobagens. Esse guerreiro está assim por ter ido ao confronto para defender a sua vida, a nossa vida!.”  Na última terça-feira Turíbio voltou ao hospital porque seu estado de saúde piorou.

Alvejado por ser PM

O soldado Marcio Veronese foi assaltado na noite de 13 de julho de 2009 quando fazia uma ligação num telefone público na esquina de sua casa. Na ocasião, o ladrão viu que ele era policial militar e só teria atirado por conta disso. Um dos tiros atingiu sua coluna e Veronese ficou paraplégico. Desde então luta para receber uma indenização do estado, alegando que embora não estivesse em serviço só foi atingido por fazer parte da corporação. “O policial é militar 24 horas por dia, não só quando está em serviço”, afirmou. Como não recebeu ajuda, ele vive com cerca de R$ 2 mil mensais referentes à sua aposentadoria. ‘É só isso e mais nada”, disse. “O estado abandona a gente no momento em que nós mais precisamos. Se não fosse a associação dos PMs com deficiência,  nem uma cadeira de rodas eu teria”.  Além da cadeira, Veronese recebe medicamentos e uma cesta básica da associação e tenta reconstruir sua vida. Ele foi reformado (aposentado) em 2011 e conta também com o apoio jurídico da associação para tentar receber a indenização de R$ 200 mil. “Sei que será uma luta longa, mas penso que tenho direito e vou lutar até as minhas últimas forças”, disse. “Não é certo abandonar quem dá a cara para bater e se expõe para defender a sociedade contra os criminosos como eu fiz.”

Marcio Veronese foi alvejado por um ladrão que percebeu que ele era PM / Nico Nemer/DiárioSP

Assalto com refém

Foi tudo muito rápido. Na manhã de 31 de julho de 1985, o soldado da PM Mario Zan foi chamado para uma ocorrência de assalto ao Banco Bradesco, em Santos, na Baixada Santista, com refém. Ele fazia parte do Batalhão de Choque e era especializado neste tipo de negociação com criminosos com pessoas em seu poder. Mas naquela manhã deu tudo errado. Não para o refém, que saiu ileso. Mas para Zan, que foi atingido por um tiro na coluna e ficou paraplégico. E o pior: o tiro que o vitimou não partiu do revólver dos assaltantes, mas sim do agente de segurança do próprio banco. “Ele não tinha treinamento adequado, era completamente inexperiente e atirou errado”, contou. Desde então a vida de Zan virou de cabeça para baixo. Passou a se locomover com uma cadeira de rodas e do Estado ganhou apenas a promoção, prevista no regimento da PM, para sargento, o que lhe garante uma aposentadoria de cerca de R$ 3,5 mil mensais. “Naquele época ainda não existia a indenização e saí sem nada no bolso deste acidente”, afirmou. “Somente depois de tudo que passou é que percebi como é difícil se arriscar todos os dias nas ruas sem nenhum tipo de apoio ou proteção do estado”. O apoio, disse Zan, veio apenas da associação dos policiais com deficiência. “O trabalho dessa associação ameniza nosso sofrimento”.

Análise

José Vicente da Silva, coronel da reserva da PM

Sem ajuda

É muito preocupante a demora no pagamento das indenizações. Mostra uma falta de prestígio da PM junto ao governo. Na hora em que o policial mais precisa, o Estado não lhe estende a mão. Isso deveria ser pago quando o policial ainda está no hospital. É o mínimo com que eles contam numa hora difícil em que tiveram uma perda severa. Não há a menor justificativa para essa falha. O Orçamento para a PM é de R$ 12 bilhões por ano e esses pagamentos deveriam ser prioritários. Mas lembro que em 2014 o governo deu um reajuste de 32% para a Polícia Civil e de apenas 7% para a PM. Isso mostra o desrespeito e o desprestígio da classe.

  1. O procuradores do Estado que se prestam a defender o Estado com o manifesto propósito de protelar os pagamento deveriam se envergonhar do que fazem e serem responsabilizados pessoalmente pelo atraso e consequente prejuízo aos cofres públicos que isso causa, porque, se por um lado o atraso favorece o Estado, por outro lado acumula juros e sangra os cofres públicos.
    Procurador do Estado não existe para esse serviço porco e não devem se sujeitar a isso.

  2. Senhor Ronaldo

    Em tempos pretéritos, recebiamos cópia da apolice de seguro, responsável pela indenização, mas, não me recordo ao certo se em 04 ou 05 em diante, não mais vieram. Houve um comentário que o governo deixara de fazê-lo e pretendia manter assim o status, creio eu que imaginaram ser mais barato custear via tesouro.

    C.A.

  3. C.A. disse:
    08/04/2016 ÀS 19:32
    Senhor Ronaldo

    Meu Caro C.A.,

    no meu modesto entender, as Associações de Classe, tanto de policiais civis quanto de policiais militares, têm legitimidade para judicialmente exigir do Governo anualmente cópias das respectivas apólices de seguro, ou esclarecimentos sobre as formas de custeio.
    De fato, o que vem acontecendo é insustentável. Os policiais estão expostos, mesmo fora de serviço, e o Governo demonstra não se importar.
    A existência de muitas Associações de Classe acaba enfraquecendo o poder de pressão, porque os próprios representantes dos policias não conseguem se entender.
    A união é fundamental para se obter a força necessária de negociação e também de pressão.

  4. LAMENTÁVEL, profundamente lamentável a desídia, o descaso, a falta de humanidade que o Estado vem tendo para com esses heróis que ainda estão vivos ou para com as famílias daqueles que tombaram.

    O que passa pela cabeça desses procuradores (bajuladores do Estado) ao negar, ou simplesmente protelar, o pagamento a esses homens e mulheres que, para defender a sociedade, se tornaram inválidos, paraplégicos, enfim perderam a razão de viver? Resta a eles, contudo, a dignidade e o respeito dos seus pares e da sociedade, pela coragem e o estoicismo demonstrados.

    Parabéns ao grande defensor desses heróis, o também herói Sargento Élcio Inocente, presidente da Associação dos Policiais Militares Deficientes Físicos do Estado de São Paulo – APMDFESP. Nossa censura ao governo do Estado de São Paulo, pela incúria, pela desídia, pelo descaso. Lamentável.

    Jarim Lopes Roseira, presidente da IPA e Diretor de Organização da FEIPOL-Sudeste

  5. Será que vale a pena ir para cima dos ladrões de carro forte e transportadora de valores com fuzil e os PC/PM com .40 ?

    Fez certinho o oficial que não enviou seus soldados para o abatedouro, não vale a pena morrer pelo Estado.

  6. SR. JARIM,

    APROVEITO A OPORTUNIDADE, JÁ QUE INTEGRA A FEIPOL E LHE INDAGO: POR QUE AS ENTIDADES DE CLASSE AINDA NÃO DIVULGARAM O PROTESTO DO DIA 26/04? BASTA ACESSAR O SITE SIPOL, SINPOL SOROCABA, BAURU, CAMPINAS, E A PRÓPRIA FEIPOL. AONDE QUEREM CHEGAR DESTA FORMA????

  7. ha um erro no comentario do cornel arespeito de 2014. a policia civil recebeu 6% e a militar recebeu 8% de aumento.ja que ele falou que foi para a civil32% quero apenas que ele pague a diferença,
    esse oficiais metido a ser especialista em segurança, so sabe o que o jornal fala. muitas vezes so prendeu o dedo na porta

  8. Lamentável a falta de respaldo por parte do Estado.

    Vergonhosa a atitude do coronel tentar capitalizar politicamente a questão, tentando angariar simpatia através da caduca tática do “PM x PC .

  9. Por isso não dou a cara pra bater pro Estado e pra sociedade já faz um tempinho… cansei… vou cuidar do meu e da minha família….fui

  10. Caro PATRIOTA, bom dia.

    Para mim é surpreza saber que alguma das entidades vinculadas à FEIPOL (ou mesmo aquelas que não são), venham deixando de divulgar o protesto do dia 26/4, às 11 hs. no Largo de São Francisco.

    Vou procurar saber o que está acontecendo. O interesse é de todos: cada um tem que fazer a sua parte, não é mesmo?

    Obrigado pela informação. Jarim

  11. Mais uma vez os “especialista” em obviedades falou, e mais uma vez falou m…..não que alguém esperece algo diferente desta figura triste.
    Fala muitooo e da sua boca só sai groselha, e muitas mentiras no melhor estilo “corené” PM.
    Quando na ativa nunca disse uma virgula contra a administração, aposentado virou um leão, fala e escreve pelo cotovelos em especial contra a Polícia Civil.
    Quando este lixo morrer deveriam escrever na lápide:
    Aqui jaz um “especialista” calado era um poeta, falando era um PATETA.

  12. IMAGINA SR. JARIM, SAIBA QUE QUEREMOS SEMPRE CONTRIBUIR A FIM DE PROMOVER MELHORIAS.

  13. Estou incrédulos com qualquer associação ou sindicato. Explico: quando o Brasil estava com a economia em vento e popa, esses iluminados nada fizeram, agora, com diversos países de família perdendo o emprego, eles falam em greve ou operação sei lá o quê. É brincadeira, vai ser paulada de todos os lados. São um bando de sem vergonha, piores que o governo, porque enganam os sindicalizados.

  14. Prezado Carlos Neder, bom dia:

    Na verdade, o movimento foi idealizado pela FEIPOL-se (Federação dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste – SP, RJ, MG e ES) e os sindicatos regionais que a integram: Bauru, Campinas, Jundiaí, Marília, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos e Sorocaba). Porém ele é de toda a Polícia Civil e, se dependesse de mim, incluiria também os policiais militares e o pessoal da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária).

    Quanto aos colegas Horácio, Rebouças e Vanderlei, por enquanto só falei com o Horácio, que estará conosco, sim. Afinal, meu caro Carlos, acho que deixar de aderir a um movimento assim, não contribui em nada. Pelo contrário, só atrapalha e enfraquece a luta pela causa, que é justa. No fim, todos aderirão, acredito. Afinal, é hora de nos unirmos; não de nos separarmos, não é mesmo? Sem excessos de vaidades, que é o que mais atrapalha.

    Obrigado, um abraço, ESTAMOS JUNTOS!

    Jarim

  15. Indenização é um folclore criado para iludir os policiais bem como mostrar para a população que ele se preocupa com seus policiais. Em vez de se preocupar com indenizações, deveria se preocupar em criar leis rígidas, sem benefícios, para quem atenta contra policial e seus familiares. É policial morrendo diariamente, executados à luz do dia, e tudo encarado na maior naturalidade, sem sequer aparecer alguma medida para coibir isso. Governador, Secretário da Segurança, Delegado Geral e Comandante Geral da PM………nada dizem!!!

  16. Sérgio: Receba meus parabéns, por conseguir sintetizar, em algumas linhas, o que outros, inclusive eu, talvez não conseguissem dizer em muitas laudas.

    Há, sim, muita desfaçatez e muita falta de comprometimento com as mazelas que nos atingem e que estão aí para quem quiser ver.

  17. Segundo matéria de reportagem na Rede Record no domingo (dia 10/04/2016), os Coletes Balísticos da PM do Paraná, foram recolhidos para reciclagem, e segundo a polícia Científica da Polícia Civil, esses EPIs, não são eficazes para a proteção do policial operacional em face do crime. A boa prevenção é que os demais Policiais dos outros Estados da República Federativa do Brasil, requeiram o teste de eficiência dos coletes balísticos, armas, bem como, requeiram análise ortopédica e ergométrica para uso contínuo e descanso de todos os equipamentos, para evitar lesões na coluna e outros membros. A medicina do trabalho no aspecto do uso contínuo e prolongados por horas a fio, resulta em lesões ortopédicas nos operadores da segurança pública.

  18. Desse patrão, só se consegue as coisas na justiça: aumento de salário, pagamento de direitos, aposentadoria, melhores condições de trabalho e agora até contratação de funcionários a justiça tem que mandar o governo fazer. Lamentável.

  19. TODAS AS POLÍCIAS CIVIS NO BRASIL MUDARAM, MENOS A NOSSA POLÍCIA CIVIL PAULISTA, VEJAM MAIS UM EXEMPLO:
    No Espírito Santo há 2 carreiras policiais operacionais: Investigador de Polícia e Agente de Polícia. Ambas, possuem a atribuição de carceragem, como o é o carcereiro policial em SP. Ocorre que lá como cá, as carceragens dos distritos foram esvaziadas, não há mais presos sob custódia nas delegacias de polícia daquele estado.
    Diante deste fato, os Agentes de Polícia, ganharam novas atribuições…atribuições essas já anteriormente realizadas por esta carreira, mas que não eram reconhecidas.
    A mudança foi corrigida por meio de uma atualização nas atribuições da carreira do Agente de Polícia, que já realizava outras funções (diligências externas) além de, anteriormente, ser um dos responsáveis pela guarda e escolta de presos sob custódia daquela polícia civil capixaba.

    ABAIXO SEGUE TRECHO QUE EMBASOU CITADAS ATUAL

    ”Para o Agente de Polícia Civil e Vice-presidente do SINDIPOL/ES Humberto Mileip, a alteração das atribuições do cargo foi uma conquista muito importante. “Há anos os agentes de polícia exercem as mesmas atribuições dos investigadores. Já há muito tempo não há qualquer distinção dos cargos em qualquer unidade policial. Ambos, antigamente, investigavam e cuidavam de presos. Porém a ilegalidade se agravou em 2010 com a retirada dos presos da última unidade da polícia civil. Hoje, reconhecidamente os agentes exercem atribuições muitos mais complexas do que as previstas no decreto antigo. O Decreto n. 3729-R veio para corrigir uma injustiça histórica com o cargo, o que esperamos que seja ratificado com a aprovação do PLC n. 48/2014, que altera o requisito de investidura no cargo para nível superior.”
    http://www.sindipol.com.br/site/index.php/652-atribui%C3%A7%C3%B5es-dos-cargos-de-agente-de-pol%C3%ADcia-civil-e-perito-papilosc%C3%B3pico-s%C3%A3o-atualizadas.html

    A CARREIRA DO AGENTE DE POLÍCIA CIVIL DO ESPÍRITO SANTO SOMENTE FOI RECONHECIDA POR AQUILO QUE JÁ ESTAVA HÁ ANOS EXERCENDO DE FATO.
    É DIFÍCIL FAZER ALGO PARECIDO AQUI EM SP? É MUITO COMPLEXO PARA OS NOSSOS SUPERIORES? FAÇAM UMA VIZITINHA AOS SUPERIORES NO ESPÍRITO SANTO…

  20. Vergonhosa a situação que nossos colegas sao obrigados a passar. Quando estamos na ativa somos ótimos para tentar garantir estatística, mas no momento em que precisamos de ajuda…
    Sinceramente, não sei qual é a desse “especialista em segurança” José Vicente. Ele ainda está nessa de tentar jogar PM contra PC, principalmente praças contra operacionais.
    É por causa de pessoas como ele que AMBAS as corporações estão em uma situação difícil.

    Quando eu vejo pessoas com essa índole, penso que o melhor que faço é dizer para qualquer pessoa que VOTE usando o bom senso e aprenda a COBRAR quem governa, senão continuaremos a sustentar um meio que pouco se importa com seu bem estar. Politica é chato pra caralho, mas é nossa vida que está em jogo, infelizmente.

  21. Só sei que no final do jogo Reis e Pões são guardados dentro da mesma caixa.

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