Confirmado: Ministros de Temer querem a legalização de jogos de azar 22

BERNARDO MELLO FRANCO
COLUNISTA DA FOLHA DE SÃO PAULO 

17/05/2016 02h00

Ministros do governo Michel Temer querem propor a legalização dos jogos de azar como medida para aumentar as receitas da União.

A ideia é defendida por ao menos dois auxiliares próximos ao presidente interino: os peemedebistas Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).

Segundo Alves, a proposta de legalização deve incluir bingos, cassinos e o jogo do bicho. “A ideia é legalizar todo tipo de jogo. Hoje o jogo existe de forma clandestina e sem gerar qualquer benefício para o Estado”, afirma.

Ele diz que Temer é “simpático” à ideia, mas ainda não tratou dela desde que assumiu como presidente interino, na semana passada.

O ministro sustenta que a liberação do jogo seria um estímulo ao turismo e à retomada da atividade econômica.

Os argumentos são contestados pelo Ministério Público Federal, que se opõe à ideia e vê risco de incentivo à lavagem de dinheiro e à corrupção (leia texto ao lado).

Geddel, que será responsável pelas relações do Planalto com o Congresso, diz ser favorável à legalização. “Pessoalmente, não vejo por que não tocar adiante. Acho importante para o turismo e para a geração de receita.”

O ministro ressalta que esta ainda não é uma “posição de governo” e será discutida pelo Palácio do Planalto.

Congressistas que defendem a legalização do jogo dizem ver Temer como um aliado da causa. O deputado Herculano Passos (PSD-SP) conta ter discutido o assunto com o presidente interino há cerca de um mês, na reta final do processo de impeachment.

Ele diz que o diálogo o deixou otimista e que o afastamento da presidente Dilma Rousseff deve acelerar a liberação de bingos e cassinos.

“O presidente Temer é simpático à causa. Tivemos uma conversa há cerca de 30 dias e ele viu a ideia com bons olhos. Estou otimista, acho que o momento é muito propício à legalização”, afirma.

“A maioria dos deputados com quem converso é favorável, mas o apoio do presidente será fundamental”, acrescenta Passos, colega de partido do ministro Henrique Meirelles (Fazenda).

Além de Henrique Alves e Geddel, pelo menos outros dois ministros de Temer empunham a bandeira da liberação dos jogos de azar.

Maurício Quintella Lessa (Transportes), deputado licenciado do PR, apresentou um projeto de lei para legalizar os cassinos em 2008.

Blairo Maggi (Agricultura), senador licenciado do PP, foi autor de um relatório que libera cassinos, bingos, caça-níqueis e jogo do bicho. O texto foi aprovado em março por uma comissão especial e ainda será votado em plenário.

NOVA CPMF

Não há consenso sobre o potencial de arrecadação com os jogos de azar. Para o ministro Henrique Alves, a liberação geraria até R$ 20 bilhões por ano à União. “Seria uma nova CPMF”, anima-se.

Ele afirma que a atividade seria fiscalizada por uma nova agência reguladora.

O governo Dilma chegou a formar um grupo de trabalho para estudar a possibilidade de legalização do jogo, no fim de 2015, mas não enviou uma proposta ao Congresso.

OUTRO LADO

A Procuradoria-Geral da República afirma que a liberação do jogo pode estimular a lavagem de dinheiro e favorecer o crime organizado.

O secretário de Relações Institucionais do órgão, Peterson de Paula Pereira, diz ver com preocupação os projetos que tratam do assunto.

“A liberação do jogo pode ser um escoadouro para crimes de lavagem de dinheiro e corrupção”, alerta.

Segundo Pereira, o crime poderá usar o jogo como um instrumento para ocultar a origem de dinheiro desviado dos cofres públicos. “Imagine um criminoso que recebe R$ 100 mil de propina. Ele poderá ir até um cassino, repassar parte do valor e informar que ganhou tudo na roleta.”

O procurador diz que o jogo também pode ser usado como fachada para encobrir lucros com o tráfico de armas e drogas. Ele afirma que a legalização do jogo beneficiaria agentes que já controlam bingos e cassinos ilegais.

“Estamos falando de um segmento que hoje opera de forma clandestina e não se constrange em corromper, intimidar e até matar agentes públicos. Seria muita ingenuidade pensar que eles parariam de cometer crimes depois da legalização”, afirma.

Em 2004, o governo Lula proibiu o funcionamento de bingos e a operação de máquinas de caça-níqueis. A medida foi tomada após um escândalo que envolveu Waldomiro Diniz, então funcionário da Casa Civil, suspeito de extorquir o contraventor Carlinhos Cachoeira. O caso deu origem à CPI dos Bingos.


 

14/04/2016

Crise econômica aumenta o lucro da indústria da jogatina que volta a ocupar bares e padarias em todo o estado 41

Indústria do jogo volta a ocupar bares , lanchonetes e padarias

A indústria  do jogo clandestino voltou a instalar suas máquinas caça-níqueis em lanchonetes ,  bares e padarias em todas as regiões do estado de São Paulo.

Também retomou a criação de bingos clandestinos.

Dois motivos: primeiro, muitos desempregados e subempregados  apostando o pouco que ainda levam no bolso.  A esperança dos desenganados!

Segundo: a esperança dos afortunados bingueiros, maquineiros e bicheiros de que o PMDB de Temer assuma o governo Federal.

themerWA8

O  PMDB é  notório defensor da flexibilização da jogatina.

Lembrando que foi Lula quem , em 2004 , por Medida Provisória ,  proibiu a exploração de caça-níqueis e bingos em todo o território nacional.

Antes de a MP ser editada, no entanto, os bingos já tinham liminares para garantir o funcionamento.

Essas autorizações eram conseguidas na Justiça com base num parecer de setembro de 2002 do advogado Miguel Reale Junior, professor titular de Direito Penal da Faculdade de Direito da USP e ex-ministro da Justiça do PSDB , que afirmava não haver ilegalidade na atividade comercial dos bingos.

miguel-reale-junior

Absurdamente, o grande jurista, defensor da máfia espanhola dos jogos eletrônicos, é o autor da representação pelo impedimento da presidenta Dilma!

Não é por acaso que a indústria do jogo é toda sorrisos!

PM-APREENDE-45-MÁQUINAS-CAÇA-NÍQUEIS-EM-ARARUAMA1

  1. Demorou para isso acontecer! Ao menos vai acabar com as recolhas de delegacias e de batalhões da PM, além de gerar empregos e garantir a diversão dos delegados que forem se aposentando na expulsória!

  2. O correto mesmo seria tornar o jogo de azar inafiançável e colocar na cadeia todo mundo, seguindo os mesmos critérios da droga. Mas enquanto isso não acontece; é um importante passo para acabar com esta corrupção descarada, onde meia dúzia ganha e os outros tem que fazer vistas grossas.
    Hoje o jogo de azar é infração penal, com a legalização acabou o complemento de alguns “vagabundos”.
    Vão se foder…

  3. Se esta legalização realmente ocorrer vai ter muito policial civil e militar chorando, com a singela afirmação cortaram o leitinho das crianças. Bua, Bua, Bua…… Isnif, Isnif, Isnif……

  4. Ótimo, muito bom, legalizem mesmo, tributem como a cerveja e o cigarro, e quem vive da ilicitude, que morram de fome

  5. Quem disse que para lavar dinheiro é preciso legalizar bingo?
    Isso não vai diminuir nem aumentar a corrupção, vai é aumentar o emprego, além de taxar o que já existe na clandestinidade hoje.
    O único problema que vejo é a velha situação de as coisas feitas pelo governo serem sempre mal planejadas e executadas.

  6. Com certeza vai diminuir a corrupção, sim. Hoje, um dos grandes problemas da policia são os caça níqueis. Este atrativo não deixa a policia trabalhar, como deveria;quem é policia sabe disso.
    Infelizmente existe uma minoria é que difama e retrai a policia, ainda mais; mas com certeza isto vai acabar, esta aí um começo…

  7. SE O PRESIDENTE QUISER ACABAR COM A CRISE:

    É SÓ LEGALIZAR O:

    JOGO DO BICHO
    CASINOS NO BRASIL
    BINGOS
    USO DE MÁQUINAS CAÇA NÍQUEIS
    TODOS OS TIPOS DE JOGOS ILÍCITOS TORNÁ – LOS LÍCITOS

    LÓGICO A MAIOR PARTE DA ARRECADAÇÃO FICA COM A UNIÃO

    AÍ SEM ELE TIRA O BRASIL DA CRISE

    SEM FERRAR OS POBRES DOS APOSENTADOS !

  8. OS ESTADOS UNIDOS

    NESSE PONTO SÃO MAIS ESPERTOS

    TEM LAS VEGAS

    LÁ OS JOGOS SÃO LIBERADOS

    LÁ O GOVERNO ARRECADA DE TODOS OS LADOS

    A FORMA DE TRIBUTAÇÃO AMERICANA É MAIS INTELIGENTE !

  9. O QUE OS ECONOMISTAS QUEREM É PREJUDICAR :

    APOSENTADOS;

    IMPOR CPMF E OUTRAS MODALIDADES DE TRIBUTOS, IMPOSTOS E TAXAS;

    ASSIM NINGUÉM AGUENTA !

    O PRESIDENTE TEM QUE TIRAR DE QUEM TEM E NÃO DE QUEM NÃO TEM !

  10. ESSA MODALIDADE DE DITADURA ECONOMIDA

    É REGREDIR O BRASIL EM 100 ANOS DE VITÓRIAS E CONQUISTAS !

    VOSSA EXCELÊNCIA ESTÁ BEM ASSESSORADO

    NÃO VÃO COMETEREM UMA SANDICE DESSAS !

  11. QUAL PAIS ESTA CERTO ???????????? OU MAIS INTELIGENTE ?????????????

    1= EUA= O JOGO DE AZAR É LEGALIZADO.
    2= BRASIL= O JOGO DE AZAR É ILEGAL . ( “””” ) .

    eu fico com a primeira opção…

    OBS= ja não bastam as urnas eletronicas aqui ??????? porque la eles não tem ?????

    legalizem logo o jogo … ( PÔ ) ………………

  12. e proibam as urnas eletronicas …. já ………………………….

  13. OH ! TEMER TURCÃO , LIBANêS !

    DEMOROU PRA LIBERAR O CASINO E OUTROS JOGOS NO BRASIL !

    ÀS ARRECADAÇÕES TRIBUTÁRIAS SÃO EXCELENTES !

    SÓ COM A JOGATINA

    DÁ PARA ARRECADAR MILHÕES

    DÁ PARA IMPLANTAR NO RIO – SÃO PAULO E TODO NORDESTE !

  14. Excelente, isso vai reduzir a propina paga aos policiais vagabundos e apadrinhados que se dedicam a recolha nas delegacias de polícia ao invés de investigarem crimes e conduzirem presos para as audiências de custódia.

  15. Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato

    RUBENS VALENTE
    DE BRASÍLIA
    23/05/2016 02h00
    5,1 mil
    Mais opções
    Publicidade

    Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

    Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

    O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente “jamais pensaria em fazer qualquer interferência” na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades.
    Renata Mello/Transpetro
    Presidente Sergio Machado em discurso durante cerimônia da viagem inaugural do Navio José Alencar. Foto: Renata Mello / Transpetro DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM
    Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, durante cerimônia de viagem inaugural de navio

    Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

    Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: “O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. […] Ele acha que eu sou o caixa de vocês”.

    Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

    Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma “estrutura” para protegê-lo: “Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer’…”.

    Mais adiante, ele voltou a dizer: “Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída”.

    Machado disse que novas delações na Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. Jucá concordou que o caso de Machado “não pode ficar na mão desse [Moro]”.

    O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. “Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária “uma coisa política e rápida”.
    Pedro Ladeira – 5.abr.16/Folhapress
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-04-2016, 16h00: O senador Romero Jucá (PMDB-RR) fala na tribuna do senado federal. Ele anunciou que está assumindo a presidência do PMDB nacional, pois o presidente Michel Temer está se licenciando para não se envolver nas discussões e troca de acusações sobre o impeachment. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) preside a sessão. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    Romero Jucá (PMDB-RR), senador licenciado e ministro do Planejamento, em fala no Senado Federal

    “Eu acho que a gente precisa articular uma ação política”, concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).
    Machado quis saber se não poderia ser feita reunião conjunta. “Não pode”, disse Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada.

    O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Moro não seria uma boa opção. “Não é um desastre porque não tem nada a ver. Mas é um desgaste, porque você, pô, vai ficar exposto de uma forma sem necessidade.”

    E chamou Moro de “uma ‘Torre de Londres'”, em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá “para o cara confessar”.

    Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional “com o Supremo, com tudo”. Machado disse: “aí parava tudo”. “É. Delimitava onde está, pronto”, respondeu Jucá, a respeito das investigações.

    O senador relatou ainda que havia mantido conversas com “ministros do Supremo”, os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

    Jucá afirmou que tem “poucos caras ali [no STF]” ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de “um cara fechado”.

    Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado “pelo PMDB nacional”, como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.

    Dois delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan “remotamente, como destinatário” dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores, Paulo Roberto Costa disse que recebeu R$ 500 mil das mãos de Machado.

    Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o peemedebista o procurou para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou R$ 1,5 milhão.

    O valor foi considerado contrapartida à obtenção da obra de Angra 3. Jucá diz que os repasses foram legais.


    LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS

    Data das conversas não foi especificada

    SÉRGIO MACHADO – Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

    ROMERO JUCÁ – Eu ontem fui muito claro. […] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

    MACHADO – Agora, ele acordou a militância do PT.

    JUCÁ – Sim.

    MACHADO – Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

    JUCÁ – Eu acho que…

    MACHADO – Tem que ter um impeachment.

    JUCÁ – Tem que ter impeachment. Não tem saída.

    MACHADO – E quem segurar, segura.

    JUCÁ – Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

    MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

    JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

    MACHADO – Odebrecht vai fazer.

    JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.

    MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

    […]

    JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

    […]

    MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

    JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

    MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

    JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

    MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

    JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.

    […]

    MACHADO – O Renan [Calheiros] é totalmente ‘voador’. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

    JUCÁ – Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

    *

    MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…

    JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…

    MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

    JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

    MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

    JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

    […]

    MACHADO – O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

    JUCÁ – Todos, porra. E vão pegando e vão…

    MACHADO – [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

    JUCÁ – Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

    MACHADO – Porque se a gente não tiver saída… Porque não tem muito tempo.

    JUCÁ – Não, o tempo é emergencial.

    MACHADO – É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

    JUCÁ – Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? […] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

    MACHADO – Acha que não pode ter reunião a três?

    JUCÁ – Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é… Depois a gente conversa os três sem você.

    MACHADO – Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

    *

    MACHADO – É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma…

    JUCÁ – Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

    MACHADO – O Aécio, rapaz… O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…

    JUCÁ – É, a gente viveu tudo.

    *

    JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

    MACHADO – Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

    JUCÁ – Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento…

    MACHADO -…E burro […] Tem que ter uma paz, um…

    JUCÁ – Eu acho que tem que ter um pacto.

    […]

    MACHADO – Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

    JUCÁ – Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara… Burocrata da… Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

    GOVERNO PROVISÓRIO TEM LEGITIMIDADE FORMAL PORÉM, ESTÁ EIVADO DE ILEGITIMIDADE MORAL. NÃO HÁ OUTRA SAÍDA A NÃO SER ELEIÇÕES GERAIS, PARA PRESIDENTE, DEPUTADOS E SENADORES, POSTO QUE O ENVOLVIMENTO DO CONGRESSO NACIONAL E DO ATUAL GOVERNO É INTESTINAL COM O ESCANDALO APURADO PELA LAVA JATO.

  16. Para quem não conhece a lei que irá legalizar os jogos, para que não digam inverdade, a transcrevo aqui :

    1- 30 cassinos em todo Brasil
    2- concessão mediante licitação pública, inclusive consórcios internacionais.
    3-03 na cidade de São Paulo – 09 no nordeste, etc.
    4- 60 empresas terceirizadas para aferição de máquinas, roletas, etc.
    5- a máquina que der menos de 82 % de prêmio ao apostador originará multa de 500 Mil ao
    estabelecimento e será lacrada após a segunda constatação.
    6-Os cassinos só serão admitidos em interior de rede hoteleira que tenham 1.500 leitos e estacionamento próprio,
    ou clubes.
    7-O ganhador da licitação deverá depositar antecipadamente 05 Milhões na caixa Ec. federal
    8-Antecedentes criminais inviabilizam o registro do contrato, sócios não podem ter antecedentes criminais
    9-Os cassinos estarão vinculados ao Ministério do Turismo e não mais aos Esportes
    10- máquinas serão desprovidas de noteiros, em seu lugar terá leitor de cartão com o crédito adquirido
    no caixa do cassino, podendo levar o cartão para qualquer máquina ou resgatar o dinheiro no caixa.
    11- o pagamento de imposto será ON LINE COM A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL.

    12 – A LEGALIZAÇÃO TRANSFORMARÁ IMEDIATAMENTE A CONTRAVENÇÃO EM CRIME , portanto,
    ADEUS CASINHAS CLANDESTINAS !!!

    13 – PERITOS E POLÍCIAS FICARÃO LONGE DOS CASSINOS, OK ?

    OBS : SRS, CONTRÁRIOS Á LEGALIZAÇÃO : PAREM DE FALAR MERDA . CONHEÇAM A LEI !!!!.

O conteúdo de cada comentário é de única e exclusiva responsabilidade civil e penal do comentarista que venha a ofender, perturbar a tranquilidade alheia, perseguir, ameaçar ou, de qualquer outra forma, violar direitos de terceiros.O autor do comentário deve ter um comentário aprovado anteriormente. Em caso de abuso o IP do comentarista poderá ser fornecido ao ofendido!...Comentários impertinentes ou FORA DO CONTEXTO SERÃO EXCLUÍDOS. Contato: dipolflitparalisante@gmail.com

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s