Perícia mostra que tiros não partiram do carro furtado por menino de 10 anos. 57

Fonte: bol
09\06\2016

O caso envolvendo o menino Ítalo, de 10 anos, morto com um tiro na cabeça por policiais militares na quinta-feira (2), em São Paulo, após furtar um carro, pode ter sido diferente da versão contada pela PM. De acordo com informações do G1, peritos que apuram a morte do garoto afirmaram que a cena do crime foi alterada. Pelos primeiros resultados, não há indícios de que tenham sido feitos disparos de dentro do carro que o menino dirigia.

A versão da polícia dizia que os policiais atiraram para revidar tiros que teriam sido disparados pelos ocupantes do carro, o menino de 10 anos e outro de 11 anos. A reportagem afirma que, segundo a perícia, o carro roubado pelos meninos estava revirado e o corpo do garoto baleado havia sido mexido. A arma que um deles teria usado para atirar nos policiais não estava no local, pois foi recolhida pela PM e levada ao Departamento de Homicídios.

A testemunha que inicialmente disse ter ouvido disparos vindos do carro do menino acabou mudando a versão por não ter certeza de onde partiram os tiros. O advogado, que mora no Morumbi, perto do local onde os meninos bateram o carro, foi ouvido durante quatro horas e disse que não sabe de que lado partiram os tiros que ouviu.

O garoto de 11 anos que acompanhava Ítalo inicialmente disse em depoimento que o colega havia atirado, mas, posteriormente, contou que foi ameaçado pelos policiais e obrigado a dar essa versão. Acompanhado por uma psicóloga, ele afirmou na Corregedoria da PM que ele e Ítalo não estavam armados e que o revólver calibre 38 havia sido “plantado” pelos policiais na cena do crime.

Mãe disse que filho não tinha arma

Na terça-feira (7), familiares do menino de dez anos morto pela Polícia Militar após furtar um carro juntamente com o amigo de 11 em um condomínio na Vila Andrade, na zona sul de São Paulo, afirmaram em depoimento no DHPP (Departamento de Proteção à Pessoa) que o menino não tinha arma, não sabia atirar nem dirigir.

Tio da criança, Alex Jesus Siqueira contou que cuidava do garoto com a ajuda da avó, enquanto a mãe e o pai não estavam em casa. Ele afirmou desconhecer o fato de o menino andar armado e dirigir. Siqueira é irmão do pai da criança, que está preso por tráfico de drogas e associação criminosa.

A mãe do garoto, Cintia Francelino, 29, foi a primeira a ser ouvida no DHPP. Além de reafirmar que nunca viu o filho armado e ressaltar que ele não sabia dirigir, criticou a conduta dos policiais militares envolvidos na ocorrência. Ela afirmou que só ficou sabendo da morte do filho por volta das 23h40, quase cinco horas depois do fato, graças aos pais do menino que sobreviveu.

(Com informações de G1 e Estadão Conteúdo)

  1. EDUARDO,

    Trabalhei na região do Morumbi, principalmente, Jd Jaqueline, Colombo, Paraisópolis e Real Parque, me envolvi em dezenas de trocas de tiros, a maioria no Real Parque, muitas vezes, eram adolescentes que atiravam na gente do interior de vielas e fugiam, sei a dificuldade que passam os patrulheiros que trabalham aí, onde o presidente do Conseg determina desde as ruas a serem patrulhadas e número de viaturas, até a cor dos olhos dos policiais.

    Não tenho mágua de “minha antiga instituição”, sai dela porque quis, de cabeça erguida e pela porta da frente. Deixei dezenas de amigos e as portas sempre estão abertas para mim, tanto é que continuo frequentando até hoje as companhias e batalhão onde trabalhei e muitos colegas me visitam também na delegacia. Porém, colega sempre fui crítico da existência da PM, sempre disse isso, inclusive, quando trabalhava lá, que o modelo com duas polícias, uma delas militar, está errado, mas não fiquei lá reclamando e enquanto estive lá fiz a minha parte e bem feito. A PM é um erro, talvez, o maior cometido pelo regime militar e deveria ser desmilitarizada e integrada a sociedade civil, mas para os governadores é muito conveniente mantê-la.

    Voltando ao assunto principal, uma ocorrência dessas é um FRACASSO, sobre qualquer ponto de vista que se analise:

    1. Uma criança morta;

    2. A segunda criança envolvida no furto sequer pode ser apreendida, pois, menor de 12 anos;

    3. Os PMs sob suspeita de terem arredondado a ocorrência e se não for nessa, na próxima ocorrência menos redonda a PM vai usar essa como precedente e vai entubar neles;

    4. O veículo furtado destruído.

    Os fatos falam por si.

    Abraço.

  2. Tovânus, amante de PM’s quando convém, odeia garotos pobres na periferia, seus comentários, pra mim, equivalem, exatamente, a um peido!

  3. Sem entrar no mérito da questão, o que os Policiais ganham em sair perseguindo um veiculo furtado ou roubado em um transito carregado?. O policial ponhe em risco sua vida, a vida de pedestre, de motoristas e outros.Na maioria das vezes ocorre acidentes, há feridos e danos materiais, o veiculo em questão está no seguro e o mala abandona este carro em algum local. Se há tiros o policial fatalmente vai levar um pé no traseiro quando alguém é baleado. Ai eu pergunto o que se ganha com isso??

  4. Ronaldo TOVANI:

    Contra imagens na há argumentos!!!

    1º) Desde o local do furto até o acidente (colisão), por quantas câmeras o veículo passou?

    2º) Houve interesse nesse particular (verificação da sequenciada perseguição, apelidada de “acompanhamento”?

    3º) Por que tão exagerado lapso temporal (teria sido de CINCO HORAS) para que a chamada de ineficaz Polícia Civil recebesse a noticia criminis?

    4º) Quem levanta a voz contra a PC, chamando-a de incompetente e ineficaz, pode se dar ao luxo de tão recorrentes retardamentos de atos de ofícios (prevaricações), intencionando cooptá-la para “arredondamentos de ocorrências”?

    5º) Seria imaginável que em menor interregno que esse, de CINCO HORAS, uma viatura poderia percorrer aproximadamente 600 Km (seiscentos quilômetros), saindo da sede do CPI/8 (Presidente Prudente) rumo ao Centro Médico PM, para cometer os CRIMES de desvio de finalidade, improbidade administrativa, falsidade ideológica, excesso de velocidade e tentativa de fraude em consulta médica?

  5. Avestruz Ruminante:

    Ganham-se duas “premiações”:

    1ª) Mais distância das técnicas do cerco;
    2ª) Mais proximidade com a porta de entrada do Romão Gomes.

    Ganha-se também uma confirmação: PM não pode pensar. Deve ser eternamente dotado de mente reativa, agindo feito autômatos (robôs). É produto de sistema falho, estúpido e parasita, e politicamente usado para eleger espertalhões de plantão.

    Lembra-se da pressão sobre o DHPP para solução daquela chacina na quadra da torcida organizada do Corinthians, em abril do ano passado? Os tiros “saíram pela culatra”: PM e exPM foram revelados como autores!

    Percebes, agora, a cautela dos PM parlamentares, sem exercerem tanta pressão?

    Lembra-se daquele outro “caso isolado”, a chacina de Osasco e Barueri?

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