Diretor do DEINTER-6 participou pessoalmente da investigação que resultou na identificação dos matadores do policial civil executado dentro da própria cova 57

Policial é executado dentro da própria cova em Cubatão

Anderson Diogo Rodrigues foi encontrado com as mãos na nuca, posição típica de execução sumária

EDUARDO VELOZO FUCCIA – A TRIBUNA DE SANTOS 
28/07/2016 – 09:32 – Atualizado em 28/07/2016 – 10:08
Policiais encontraram corpos após prisão de dois suspeitos (Foto: Irandy Ribas)

O corpo do investigador Anderson Diogo Rodrigues, de 43 anos, sequestrado na madrugada de 25 de junho, encontrado na quarta-feira (27) por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, foi descoberto em um cemitério clandestino mantido em Cubatão. Além dele, outros três corpos estavam enterrados em covas individuais.

Os indícios são de que o cemitério não se destinava apenas à ocultação dos cadáveres, servindo também como local para matar as vítimas. Essa suspeita se baseia no fato de o policial civil estar enterrado com as mãos na nuca, em posição típica de execução sumária.

Outra vítima, do sexo masculino, mas ainda não identificada, estava em uma cova mais profunda que as demais, porque se encontrava ajoelhada, como se implorasse antes de ser eliminada. Os demais cadáveres também são de homens e junto a um deles havia um cartão de plano de saúde, cujo nome será investigado.

Documentos do investigador também foram
localizados com corpo (Foto: Irandy Ribas)

A carteira funcional do investigador, outros documentos e até o medicamento que ele tomava foram achados sobre o seu corpo, que estava despido. Lotado na Delegacia Seccional de Santos, o policial estava afastado da função havia cerca de dez anos por motivo de saúde.

O RG do investigador apresentava uma marca de disparo de arma de fogo, outro indício da tortura psicológica que sofreu antes de ser assassinado. O cadáver de Anderson e os demais foram removidos ao Instituto Médico-Legal (IML) de Santos para se apurar a causa da morte de cada vítima.

Mangue e mata fechada

A descoberta do cemitério clandestino foi possível após as prisões de Marcos Matos de Souza, de 34 anos, e Isaque Percincula Andrade da Rocha, de 29. Eles indicaram a policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) o local de mata fechada onde o policial civil teve o corpo ocultado.

Corpos foram encontrados em área de mata
em Cubatão (Foto: Arte A Tribuna)

O acesso à mata, localizada na Vila Esperança, uma das comunidades mais carentes da Baixada Santista, só é possível de barco. Deste núcleo até o cemitério bastam apenas três minutos de navegação por um rio que corta o mangue.

Porém, é provável que os matadores de Anderson o trouxeram de outro núcleo, sem precisar passar por dentro da Vila Esperança, que mescla moradias de alvenaria e palafitas. O rio que passa atrás desta comunidade se comunica com outros, interligando bairros e formando uma rota livre para o transporte de drogas, armas e sequestrados.

Reconhecidos por meio de fotografia como envolvidos no sequestro de Anderson na frente de uma pizzaria, na Ilha Caraguatá, em Cubatão, Marcos e Isaque tiveram a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça. Eles se refugiavam no Jardim Real, em Praia Grande, e foram capturados na manhã de terça-feira.

Na casa onde a dupla estava havia uma pistola 9 milímetros, um revólver 32, 67 munições de vários calibres, 142 cápsulas de cocaína, 35 tirinhas de maconha embaladas individualmente e uma pequena porção da erva. Isaque e Marcos foram autuados por tráfico e posse ilegal de armas. Eles admitiram participação no sequestro do investigador.

Marcos (à esq) e Isaque levaram os policiais ao cemitério clandestino (Foto:Irandy Ribas)

Outros envolvidos

“As investigações prosseguem. Outros suspeitos de envolvimento na morte do investigador estão identificados, mas permanecem foragidos”, disse o chefe da Polícia Civil na região, delegado Gaetano Vergine. Ele participou ontem da busca que resultou na descoberta do cemitério clandestino.

De acordo com Vergine, além de policiais da DIG e da Delegacia de Cubatão, equipes de outras unidades realizavam operações desde a data do sequestro para localizar o investigador. Ele também enalteceu o trabalho em conjunto com a Polícia Militar, que mobilizou dezenas de homens.

As suspeitas são de que haja mais corpos enterrados no cemitério clandestino, porque até cova aberta e vazia foi encontrada, como se já estivesse preparada para a próxima vítima. Uma cabana, que serviria como ponto de apoio dos marginais, também foi achada no meio da mata.

Por esse motivo, a área onde se localiza o cemitério será alvo de uma varredura, inclusive com o auxílio de cães treinados para esse tipo de operação, conforme informaram os investigadores Paulo Carvalhal e Norberto da Silva Pereira, respectivamente, da DIG e da Delegacia de Cubatão.

http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/policia/policial-e-executado-dentro-da-propria-cova-em-cubatao/?cHash=261d88b9f5772fb998620979ec046be5

  1. O importante é ser nada. Pois somos nada pra esse governador que não cumpre as leis e não honra a nossa constituição.
    nada de reajuste de salário então nada de trabalho também, cruzemos os braços e esperamos.
    Governador sem vergonha.

  2. Esse tal diretor pode ir pessoalmente pedir para cumprirem direitos básicos dos policiais, junto ao dg, secretino, governador.
    Boa sorte a todos, precisamos.

  3. PROBLEMAS!
    PROBLEMAS!
    PROBLEMAS!
    Soluções?
    Ajuda de Custo Alimentação defasado, esquecido e aviltado perante o valor pago aos milicianos;
    Carreira de Carcereiro Extinta, e cadeias se multiplicando;
    DEJEC uma expectativa desafortunada;
    Pro labore das chefias operacionais cerca de R$ 200,00. Na S.A.P. R$ 1.200,00;
    Aposentadoria sem integralidade, em desacordo com a Lei 144/2014, regrada por uma INSTRUÇÃO conjunta denominada nº 3/2014;
    Aprovados em concurso aguardando na fila;
    Inúmeros Escrivães recém nomeados prestes a migrar para o Curso de Formação de Investigador (problema anunciado oficialmente);
    Regressão de classe quando da aposentadoria na maioria dos casos. Na PM se sobe de classe. Lá é prêmio. Aqui é castigo. Desprestígio.
    Nível Universitário anunciado pelo Governador NÃO CUMPRIDO. Inclusive retificaram o site governamental no dia seguinte mudando todo o sentido do texto; demais carreiras nada.
    Temos que ouvir que devemos dar graças a Deus por receber o salário nessa “crise”, Mas nenhum ocupante de cargo em comissão, nenhum ocupante de cargo político foi demitido para dar lugar a servidor de carreira.
    Onde está o grupo de estudos da Secretaria de Segurança Pública?
    De vez em quando volta o papo do fantasma chamado “reestruturação”. Não se fiem nisso.

  4. Sem dúvida somos a instituição de menor representatividade no Estado. Graças aos delegados.

  5. O MÊS VIROU COLEGAS…A CHEFIA QUER PRODUÇÃO…PRODUÇÃO…PRODUÇÃO…

  6. Boa tarde,

    A Nota Explicativa do Ministério do Trabalho e Previdência Social pode ser visualizada também no seguinte endereço:
    http://www.mtps.gov.br/images/NotaExplicativaCGNAL0611-05-2016-aposentadoriaEspecial.pdf

    Foi editada em 11/06/16 a Nota Explicativa nº 06/2016/CGNAL/DRPSP/SPPS/MTPS, que trata da competência dos entes federativos para legislar sobre a aposentadoria especial dos servidores, e aplicação do parágrafo único, do art. 5º da Lei 9717/98

    Referido documento, smj, aclara bem a legislação aplicável aos policiais, diferenciando a carreira das demais que não possuem LC editada.

    O texto corrobora o que todo o mundo jurídico já sabe (exceto a SPPREV e UCRH): que a LC 51/85, alterada pela LC 144/14, RECEPCIONADA PELA CF/88, regulamenta a aposentadoria da polícia, concedendo na aposentação, a percepção de vencimentos INTEGRAIS, além de EXTINGUIR o critério de idade.

    Especialmente nos itens 16, 20, 24 (2) e 28, aborda a questão da aposentadoria dos policiais.

    Informa também, que nenhum Estado ou Município da Federação pode legislar sobre aposentadorias especiais, cabendo privativamente à União, além do que, caso fosse autorizado aos outros entes federativos legislar, não poderia ser de forma diversa a tratada pela lei federal.

    Considerando ainda o peso de ter sido elaborada pelo próprio Ministério do Trabalho e Previdência Social.

    Quanto a paridade……realmente vale a pena?

    Estamos sem aumento desde 2013 e passando o PLP 257/16, ficaremos por mais dois (só que desta vez com o Governo do Estado amparado legalmente).

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