Tráfico vira “trabalho” preferido dos bandidos, diz delegado da SIG/Dise de Carapicuíba…( Pudera, difícil de investigar é o mais fácil de fazer acertos! ) 26

Tráfico vira “trabalho” preferido dos bandidos

Muitos estão migrando porque é mais difícil para a polícia prender traficantes
Por Graciela Zabotto e Maranhão
Osasco 09/01/2017 – 00:00

Dr Marcelo

Dr Marcelo (Foto: Maranhão)

(policia@webdiario.com.br)

Especializada no combate ao tráfico de drogas, a SIG/Dise, pertencente à Delegacia Seccional de Carapicuíba, fez um balanço das prisões e apreensões realizadas em 2016. Segundo o delegado titular da unidade, Marcelo José do Prado, foram parar atrás das grades 310 pessoas presas. Deste total, 99 traficantes em flagrante e outras 115 prisões requeridas por suposta ligação ao tráfico de drogas, ou seja, 214 prisões. O que representa 69% das 310 prisões.

De acordo com o delegado, os criminosos estão deixando outras práticas para atuarem no tráfico de drogas. “Hoje, o bandido do roubo de carga ou maquineiros de caça-níquel, por exemplo, está migrando para o tráfico de drogas. Se ele ficar na posição do traficante que não coloca a mão na massa, ele só vai gerenciar o crime comprando e vendendo a droga sem colocar a mão nela. Ele cria essa logística, vira um traficante, uma posição altamente lucrativa e de menos risco porque sair para roubar é muito arriscado, é um flagrante. Se ele traficar e não for o cara que vende a droga ele não sofre flagrante. Só é possível chegar até ele com investigações mais profundas. Nestes casos, usamos outras ferramentas da inteligência para conseguir comprovar a participação daquela pessoa. Eu digo que o tráfico de drogas é um dos crimes que devemos voltar toda nossa atenção porque também é, por meio dele, que acontecem outros crimes como, por exemplo, o que precisa roubar para alimentar seu vício”, explicou.

Quando o assunto é quantidade de drogas retiradas das ruas, os números comprovam a migração do crime. “No ano passado, apenas por esta delegacia foram apreendidos 292 quilos e 900 gramas entre maconha, cocaína e crack. Foram quase 25 quilos de apreensões de drogas por mês e quase um quilo por dia”, apontou o delegado. Das oito cidades que recebem a cobertura da Sig/Dise, Carapicuíba e Itapevi foram as duas com mais ocorrências em 2016. “Nitidamente posso dizer que é onde tivemos o maior enfrentamento contra o tráfico”. De acordo com ele, os dois municípios apresentam um perfil muito parecido, pois são cidades que contam com muitas comunidades. “Elas são um campo fértil e acabamos concentrando um combate mais efetivo nessas duas cidades”, explicou.

“No ano passado, apenas por esta delegacia foram apreendidos 292 quilos e 900 gramas entre maconha, cocaína e crack. Foram quase 25 quilos de apreensões de drogas por mês e quase um quilo por dia”.