“Segurança e felicidade é uma arma poderosa na sua mão” – O cidadão ordeiro e produtivo não necessita das polícias, necessita de ampla liberdade para possuir e portar armas de fogo de grande qualidade e capacidade de fogo…População desarmada fica refém dos bandidos e das polícias bandidas 30

a_warm_gun_by_enderthethird‘Não há como garantir a vida de ninguém no ES’, diz procurador; MPT recomenda liberação do trabalho

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

  • Pablo Jacob/Ag. O Globo

    Capixabas fazem fila em supermercado de Vitória para estocar alimentos durante a paralisação dos policiais militares do Estado

    Capixabas fazem fila em supermercado de Vitória para estocar alimentos durante a paralisação dos policiais militares do Estado

O MPT (Ministério Público do Trabalho) do Espírito Santo recomenda que os trabalhadores –do setor público ou da iniciativa privada– não sejam obrigados a exercer suas funções durante a crise de segurança no Estado. A sugestão vale para as empresas que não tenham como oferecer “transporte seguro” ou “resguardar a integridade física” dos funcionários. “Não há como garantir a vida de ninguém no Espírito Santo”, disse ao UOL o procurador-chefe do MPT Estadual, Estanislau Tallon Bozi, que assina a recomendação.

Bozi traz como base para sua sugestão a Constituição, mencionando os artigos 127 e 129, que falam das funções do Ministério Público, como defender os “interesses sociais e individuais indisponíveis”.

O procurador sustenta a posição do MPT citando a “falta de transporte público eficiente nos últimos dias, em nome dos direitos à vida, à dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho”. Caso um patrão obrigue seus funcionários a trabalharem mesmo assim, ele poderá ter sua responsabilidade apurada pelo MPT. “O trabalhador tem que se sentir seguro”, comentou à reportagem.

Quem não está trabalhando nos últimos dias não deve sofrer desconto na folha salarial, segundo o procurador. “O que pode acontecer é uma adequação na escala para cumprir horas”.

Sobre a falta de policiamento no Espírito, o Ministério Público do Trabalho só irá analisar o caso depois que a ordem tiver sido restabelecida no Estado. “Melhor não fazer juízo de valor neste momento”, comenta Bozi, lembrando que será preciso definir de quem é a responsabilidade pela paralisação.

O procurador, porém, espera que a situação seja resolvida logo, pois, caso contrário, ela tende a se agravar, diz, lembrando a possibilidade de greve dos policiais civis e agentes penitenciários capixabas.

Entenda a crise no Espírito Santo

No sábado (4), parentes de policiais militares do Espírito Santo montaram acampamento em frente a batalhões da corporação em todo o Estado. Eles reivindicam melhores salários e condições de trabalho para os profissionais.

Desde segunda-feira (6), o movimento é considerado ilegal pela Justiça do Espírito Santo porque ele caracteriza uma tentativa de greve, o que é proibido pela Constituição. As associações que representam os policiais deverão pagar multa de R$ 100 mil por dia pelo descumprimento da lei.

A ACS-ES (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo) afirma não ter relação com o movimento. Segundo a associação, os policiais capixabas estão há sete anos sem aumento real, e há três anos não se repõe no salário a perda pela inflação.

A SESP (Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social) contesta as informações passadas pela associação. Segundo a pasta, o governo do Espírito Santo concedeu um reajuste de 38,85% nos últimos 7 anos a todos os militares e a folha de pagamento da corporação teve um acréscimo de 46% nos últimos 5 anos.

Na noite de quarta-feira (8), integrantes do governo reuniram-se com representantes do movimento de familiares, que apresentou uma pauta de reivindicações –anistia geral para todos os policiais e 100% de aumento para toda a categoria– e uma nova reunião, com a presença do governador César Calnago (PSDB), foi marcada para esta quinta-feira.

Em função da morte de um agente, os policiais civis também paralisaram os seus serviços na quarta. Eles devem decidir se entrarão em greve hoje, em assembleia conjunta com os agentes penitenciários.

Os ônibus também não circulam regularmente na Grande Vitória desde o início desta semana. Nesta quinta, a categoria decidiu que não voltará ao trabalho enquanto a polícia não retornar as ruas. A decisão aconteceu após o assassinato do presidente do Sindirodoviários (Sindicato dos Rodoviários) de Guarapari (ES).

PM bate em servidores – Maldito seja o servidor público civil que ainda se solidariza com a Polícia Militar 7

PM bate em servidores públicos estaduais durante ato contra  lei do governo do Rio de Janeiro

Ronaldo de Freitas, para o Acontece no Rio

  • PMs reagiram aos manifestantes, que lançaram fogos de artifício durante o protesto

     

Na tarde de hoje,  protesto de servidores do Estado do Rio de Janeiro contra o pacote de ajuste fiscal do governo, que acontecia no entorno da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), foi manchado pela violenta ação dos policiais militares do Batalhão de Choque .

Em meio à passeata pacifica os servidores públicos de diversas categorias foram  reprimidos violentamente pela PM com bombas de efeito moral.

Os manifestantes alegam que a PM infiltrou agentes instigadores entre os servidores como pretexto para dissolver a manifestação.

Paralisação da Polícia Militar – Uma coisa é certa, PMs agem como bandidos: colocam mulheres e filhos como escudo…Bando de covardes de merda! 91

Pela 1ª vez, governo do ES se reúne com mulheres de PMs que fazem paralisação

Paula Bianchi

Do UOL, em Vitória

08/02/201720h08 > Atualizada 09/02/201700h21

  • Wilton Junior/Estadão Conteúdo

    Mais cedo, governador disse que não pode "pagar o resgate" pedido por PMs

    Mais cedo, governador disse que não pode “pagar o resgate” pedido por PMs

Mulheres que mobilizaram o ato de paralisação da Polícia Militar se reuniram com o governo do Espírito Santo na noite desta quarta-feira (8). Pela primeira vez, houve uma iniciativa do governo estadual para discutir uma solução junto dos familiares dos PMs. A reunião foi realizada no Palácio da Fonte Grande, no centro de Vitória.

Segundo o governo, à comissão de negociação formada pelo chefe da Casa Civil, o secretário de Controle e Transparência e o secretário de Direitos Humanos, o grupo de 15 representantes dos familiares de PMs fez duas reivindicações: a anistia geral para todos os policiais e 100% de aumento para toda a categoria.

A comissão, agora, levará a proposta ao governador e nesta quinta-feira (9), às 14h, dará um retorno ao mesmo grupo da reunião de hoje. “Vamos analisar essa proposta para ver o que efetivamente podemos fazer para que isso avance”, disse o secretário de Estado de Direitos Humanos, Júlio Pompeu, ao final do encontro.
“Deixamos clara toda a dificuldade que estamos encarando no Estado, não só nas ruas, mais fiscal, mesmo. Mas o governador é quem decide. Cabe a nós, secretários da comissão que foi criada, negociarmos”, disse Pompeu. “Há bom senso e boa vontade dos dois lados. E é a esse sentimento que nós estamos nos agarrando para resolver essa situação.”
Antes da reunião, representantes do movimento manifestaram interesse pelo entendimento. “Estamos dispostas a negociar, mas até agora ninguém chegou com proposta nenhuma”, disse Ângela Souza, cabeleireira, mulher de um PM.
Desde sábado (4), familiares dos policiais militares têm realizado motins em frente aos quartéis impedindo a atuação da PM e gerando uma onda de insegurança em todo o Estado. De acordo com o DML (Departamento Médico Legal), 92 pessoas foram assassinadas desde o primeiro dia da greve da polícia.
Mais cedo, o governador governador licenciado, Paulo Hartung (PMDB), comparou o movimento a um “sequestro” e afirmou que os policiais estão chantageando o governo. “O que está acontecendo no Espírito Santo é uma chantagem. É a mesma coisa que sequestrar a liberdade do cidadão capixaba e pagar resgate”, disse o governador, que se licenciou do cargo no último dia 5 para se recuperar de uma cirurgia feita em um hospital paulista.
Ele retirou um tumor da bexiga no dia 3, véspera do início da greve.
A fala de Hartung faz referência a um pedido de aumento salarial feito inicialmente pelos policiais capixabas, de cerca de 43%.
Nesta quarta pela manhã, cerca de 30 mulheres permaneciam em frente ao principal quartel onde estão os PMs em Vitória. Cada entrada conta com uma barraca grande, com colchões e cobertores, e um toldo. Há café, leite, pão, biscoitos, frutas, frios e até uma sanduicheira.
Em outros quartéis pela cidade há acampamentos parecidos, com familiares de PMs e policiais de folga posicionados em frente aos portões.
“Se o governador for favorável às nossas pautas, nós vamos sair”, afirmou uma das mulheres ao explicar que elas aguardam uma contraposta do governo às suas reivindicações para se retirar do local.

Entenda a crise no Espírito Santo

No sábado (4), parentes de policiais militares do Espírito Santo montaram acampamento em frente a batalhões da corporação em todo o Estado. Eles reivindicam melhores salários e condições de trabalho para os profissionais.
A Justiça do Espírito Santo declarou ilegal o movimento dos familiares dos PMs. Segundo o desembargador Robson Luiz Albanez, a proibição de saída dos policiais caracteriza uma tentativa de greve por parte deles. A Constituição não permite que militares façam greve. As associações que representam os policiais deverão pagar multa de R$ 100 mil por dia pelo descumprimento da lei.
A ACS-ES (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo) afirma não ter relação com o movimento. Segundo a associação, os policiais capixabas estão há sete anos sem aumento real, e há três anos não se repõe no salário a perda pela inflação.
A SESP (Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social) contesta as informações passadas pela associação. Segundo a pasta, o governo do Espírito Santo concedeu um reajuste de 38,85% nos últimos 7 anos a todos os militares e a folha de pagamento da corporação teve um acréscimo de 46% nos últimos 5 anos. (*Colaborou Daniela Garcia, de São Paulo)

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Veja imagens da onda de insegurança no Espírito Santo31 fotos

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7.fev.2017 – Membros do Exército reprimem manifestação na porta do quartel do Comando Geral da PM no bairro Maruípe, em VitóriaImagem: Gilson Borba/UOL