Poucos policiais civis se unem em pequeno ato pela Polícia Civil na tranquila e bela Bauru 80

03/03/2017 – Policiais Civis se unem em grande ato pela Polícia Civil

fonte: ADPESP

comunicado

Centenas de policiais civis de todo o estado lotaram o auditório da OAB de Bauru para um grande ato em defesa da Polícia Civil, atendendo à convocação da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, dos SIPOLs de Bauru e Presidente Prudente e do SINPOLSAN de Santos.

As entidades atuaram em conjunto para promover o evento e decidir, junto aos presentes, quais serão os próximos passos dos profissionais da Instituição diante da situação de descaso e desmonte vivida hoje pela Polícia Civil paulista.

Os presidentes das quatro entidades conduziram o evento e levaram aos presentes uma pauta de reivindicações, além de sugestões pontuais para unificar as carreiras da Polícia Civil e alinhá-las à luta contra o sucateamento da Instituição.

Em fala, o presidente do SIPOL de Bauru, Márcio Cunha, recebeu os presentes e destacou que que a cidade é a capital da Polícia Civil, tendo sido o palco da greve de 2008. Já Fábio Morrone, presidente do SIPOL de Presidente Prudente, destacou a união das carreiras e a importância do evento. Marcio Pino, presidente do SINPOLSAN de Santos, por sua vez, ressaltou o longo caminho percorrido por muitos dos ali presentes e disse que aquele era o começo de imenso trabalho. A presidente da ADPESP, Marilda Pansonato Pinheiro, concluiu a primeira etapa do evento e, em fala, lembrou a todos sobre as mazelas vividas pela Polícia Civil e os despropósitos de uma política descompromissada com o policiamento investigativo.

Além de propostas, os presidentes ouviram os presentes e receberam sugestões e relatos de indignação a respeito do cotidiano árduo e injusto vivenciado pelos policiais.

As lideranças encerraram o grande ato destacando que é de suma importância que o engajamento em prol da Polícia Civil vá além de qualquer outro fator e garantiram que outros ainda maiores estão por vir.

O deputado estadual Delegado Olim, atendendo a convite da presidente da ADPESP, também esteve presente e compôs a mesa junto às demais lideranças. A imprensa fez ampla cobertura do evento e também garantiu presença nos próximos atos programados pelas quatro entidades.

Chega a ser crime o Estado ser obrigado a manter, ainda que nas coxas, a porcaria da Polícia Civil 75

Jamiro
jamiropm

Chega a ser crime o Estado ser obrigado a manter, ainda que nas coxas, a porcaria da Polícia Civil. Instituição já morta.
Urge a necessidade de se votar uma PEC e tornar legal a extinção dessa corja de uma vez por todas.
Ao menos no glorioso estado de São Paulo, só serve para subtrair…nada soma à segurança pública ou à população.
Deveriam aceitar a morte mais que anunciada e desligar os aparelhos de uma vez.

Delegacia seccional de Guarulhos é transferida para um novo imóvel locado pelo Estado 12

Delegacia seccional em Guarulhos é desalojada de sede

Alexandre Hisayasu

São Paulo

03/03/201709h10

Os policiais da delegacia seccional de Guarulhos tiveram de deixar o prédio após um pedido da prefeitura da cidade, que pagava o aluguel do imóvel. Dos distritos policiais da cidade, apenas o 1.º DP tem sede própria; os demais são alugados. O 3.º DP tem uma ordem de despejo, mas tenta negociar um novo valor para o imóvel.

Na tarde de quinta-feira, 2, o jornal O Estado de S. Paulo flagrou os policiais ajudando os carregadores a tirar os móveis e inquéritos da delegacia. Havia muitas cadeiras, sofás, mesas, computadores e outros pertences na calçada da Rua Conceição, na Vila Zanardi. Segundo a polícia, o aluguel do prédio é pago pela prefeitura, que pretende usá-lo para outros fins. Para a delegada Raquel Kobashi Galinatti, presidente do Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo (Sindesp), a situação mostra o “desmonte da Polícia Civil”. “O que estamos constatando é que os policiais, na sua imensa maioria, estão sem condições de trabalho.”

Na quinta-feira, 2, a reportagem revelou que 256 municípios do Estado não têm delegado titular e há uma sobrecarga de trabalho por causa do déficit de funcionários. Na capital, a média é de 100 inquéritos policiais para cada investigador.

A falta de efetivo atinge todos os departamentos da Polícia Civil. Na Grande São Paulo, várias delegacias funcionam apenas em horário comercial e fecham nos fins de semana.

No Grande ABC, na seccional de Santo André, apenas três das seis delegacias funcionam 24 horas. Em Mauá, só a delegacia sede. Em São Bernardo do Campo, três dos seis DPs funcionam 24 horas e apenas uma delegacia, de três, em São Caetano do Sul. Em Osasco, dos 10 DPs, só dois estão abertos 24 horas.

Repasse. O Sindesp reclama que, além de permitir que os policiais civis trabalhem com baixo efetivo e sem condições materiais, o governo estadual transferiu cerca de R$ 150 milhões das Polícias Civil e Técnico-Científica para a Polícia Militar. A decisão foi publicada, no Diário Oficial, em dezembro.

“Havia R$ 104 milhões para gastos com a Polícia Civil, mas a administração transferiu esse valor para a PM. Mandamos ofício à Secretaria da Segurança Pública, mas não tivemos resposta até agora”, disse Raquel.

Para a desembargadora Ivana David, a Polícia Civil é quem tem a obrigação legal de investigar crimes, mas isso fica prejudicado com a falta de estrutura. “A ausência de ação penal causa impunidade. O Judiciário fica de mãos atadas se não há investigação da polícia.”

Segundo Guaracy Mingardi, especialista em segurança pública, o sucateamento da Polícia Civil vem ocorrendo nos últimos 15 anos. “As grandes quadrilhas, os chamados bandidos profissionais, só serão desbaratados com investigação.”

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que os recursos foram repassados para a PM, mas “trata-se de medida de rotina para que o Estado honre a folha de pagamento dos servidores, que é estimada no ano anterior e pode ou não se cumprir ao longo do exercício”.

Sobre as delegacias da Grande São Paulo, a pasta diz que as unidades foram distribuídas segundo a quantidade de habitantes. Já sobre Guarulhos, a pasta diz que “nenhuma unidade foi despejada”. A delegacia seccional e as especializadas estão sendo transferidas para um novo imóvel locado pelo Estado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.