Pornografia jurídica – Ator Alexandre Frota quer impichar Gilmar Mendes…O Brasil vive uma grande suruba! 12

ATOR VS SUPREMO

Alexandre Frota entra com pedido de impeachment de Gilmar Mendes

CONJUR

Por Matheus Teixeira

Alexandre FrotaO contexto dos três Poderes em Brasília anda tão embaralhado que até o ator Alexandre Frota foi pedir a deposição de um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Alexandre Frota entrou com pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes.
Reprodução

Dizendo-se um líder com “o apoio irrestrito de milhões de brasileiros”, Frota protocolou, na tarde desta quinta-feira (11/5), na secretaria-geral do Senado Federal, o pedido de abertura de processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

E a expectativa é que esse tenha o mesmo destino de outros pedidos dessa natureza. Nesta semana, o ministro relator Luiz Edson Fachin negou o seguimento do mandado de segurança impetrado por juristas que questionavam a ação do então presidente do Senado, Renan Calheiros, de recusar a abertura de processo de impeachment contra Gilmar.

No documento, com linguagem jurídica e citação a diversas leis, Frota questiona as posições do ministros. “Aqueles que não possuírem comportamentos compatíveis com os princípios da moralidade e da impessoalidade administrativas tornam-se desonerados e incapacitados dessa árdua e relevante tarefa”, afirma.

Clique aqui para ler o pedido de Alexandre Frota.

_______________________________________________

Comentário:

Aquele que não possui comportamento público compatível com a moralidade mediana torna-se desqualificado para invocar quaisquer princípios, especialmente pretender o papel de vestal da moralidade administrativa.

  1. Não seria ironia do autor do pedido?
    Se até o “Rei da Putaria” está enojado com a situação política… Os Poderes estariam piores do que a “zona”.
    Aliás, sobre a coincidência de filhos(as) e cônjuges de ministros integrarem grandes escritórios (haja herança genética!), gostei do comentário da Vera Magalhães na Jovem Pan, ontem: Não é de graça, não é à toa… Eles(as) não são tão geniais assim. Os escritórios apenas “vendem” a facilidade de acesso às Cortes Superiores.

  2. Moralidade média????
    Que média será essa?
    O brasileiro médio é um dos povos mais hipócritas do planeta!!!!!
    Sem discutir méritos do porquê agir, ao menos fez algo de útil.
    Parabéns.

  3. Dr. Guerra,
    Se o porte de substâncias entorpecentes fosse minimamente penalizado (o consumo reprimido), haveria crackolândia?

  4. Eduardo,

    O porte de substâncias entorpecentes no Brasil sempre foi rigorosamente penalizado; mesmo assim não impediu o surgimento de cracolândias por todos os cantos. Fenômeno que se verifica desde o início dos anos 1990. Assim, aparentemente , a criminalização do uso de drogas não traz nenhum benefício à sociedade e à saúde pública.

  5. Presta concurso frota e venha sentar na viatura…bem…ir p o pau vc ja sabe

  6. Zé botão
    Me desculpe mas o Frota nunca foi ganso do Goe não.
    Na época que ele, Vagner Montes e entre outros frequentavam as repartições do Goe, eu trabalhava lá e posso te afirmar com toda a certeza de que se tratava de pura amizade mesmo.
    No caso do Frota, na época, ele era garoto propaganda da marca Bad Boy e alguns policiais também usavam essa marca, por isso foi que surgiu esse comentário pobre, sem ofensas contra vc pq tenho certeza de que isso vc apenas ouviu dizer.
    Na verdade, equipes da pm viam o cara por lá e surgiram com esse comentário por uma questão de inveja.
    O Frota é um cara bacana e algumas das suas atitudes simplesmente se da devido audiência.
    Pode ter certeza do que estou dizendo.
    Que a foto acima, aparentemente foi tirada em um alojamento, será que o Jacaré Sem Dente não pode nos confirmar isso? Já que revelou ter conhecimento desses ocorridos dentro dos alojamentos da pm.

  7. Flor de laranjeira, coisinha mais fofa, mas concordamos em algo somos contra o regime castrador chamado socialismo.

  8. Kkkkk já tô vendo a manchete Luciano Huck para presidente do Brasil e Alexandre Frota vice.
    É o povo vota

  9. Faz tempo que não comento aqui, todavia ainda dou boas risadas com comentários e postagens, como a do evento.

    Fato: ri alto!

    O pior é que essa PORRA pode dar certo, um dia…

    Pegando o gancho no comentário do Guerra: antes da atual lei de drogas o rigor era maior; antes do crack, existia a “lândia”, só que o “barato” era cola.
    Gilberto Gil que fora pego com seu baseado (na verdade tlvz nunca saberemos se de fato era seu), foi mandado para uma espécie de manicômio; duas ou três décadas após, com dreadlock para mais de três palmos, foi empossado como Secretário de Cultura enquanto divulgava seu álbum “Kaya na Gandaia”, cujos clipes foram gravados na Jamaica. Assim são as coisas: presidente do PCdoB no comando das FABs e tal.

    Norma jurídica, por não ser sinônimo de texto de lei, mostra sua volitividade num determinado tempo e espaço.

  10. Para quem possuir interesse em conhecer a evolução da legislação antidrogas, segue a

    LEI Nº 5.726, DE 29 DE OUTUBRO DE 1971
    Dispõe sobre medidas preventivas e repressivas ao tráfico e uso de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica e dá outras providências.

    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA,
    Faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    Capítulo I
    Da Prevenção

     Art. 1º É dever de tôda pessoa física ou jurídica colaborar no combate ao tráfico e uso de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica. 
    
      Parágrafo único. As pessoas jurídicas que não prestarem, quando solicitadas, a colaboração nos planos e programas do Govêrno Federal de combate ao tráfico e uso de drogas perderão, a juízo do Poder Executivo, auxílios e subvenções que venham recebendo da União, dos Estados, do Distrito Federal, Territórios e Municípios, bem como de suas autarquias, emprêsas públicas, sociedades de economia mista e fundações. 
    
     Art. 2º A União poderá celebrar convênio com os Estados e os Municípios, visando à prevenção e repressão do tráfico e uso de substâncias entorpecentes que determinem dependência física ou psíquica. 
    
     Art. 3º Consideram-se serviço desinteressado à coletividade, para efeito de declaração de utilidade pública, as colaborações das sociedades civis, associações e fundações no combate ao tráfico e uso de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica. 
    
     Art. 4º No combate ao trafico e uso de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica serão aplicadas, entre outras, as seguintes medidas preventivas: 
    
      I - A proibição de plantio, cultura, colheita e exploração por particulares, da dormideira, da coca, do cânhamo "cannabis sativa", de tôdas as variedades dessas plantas, e de outras de que possam ser extraídas substâncias entorpecentes, ou que determinem dependência física ou psíquica; 
      II - A destruição das plantas dessa natureza existentes em todo o território nacional, ressalvado o disposto no inciso seguinte; 
      III - A licença e a fiscalização, pelas autoridades competentes, para a cultura dessas plantas com fins terapêuticos e científicos; 
      IV - A licença, a fiscalização e a limitação, pelas autoridades competentes, da extração, produção, transformação, preparo, posse, importação, exportação, reexportação, expedição, transporte, exposição, oferta, venda, compra, troca, cessão ou detenção de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica, para fins terapêuticos e científicos; 
      V - O estudo e a fixação de normas gerais de fiscalização e a verificação de sua observância pela Comissão Nacional de Fiscalização de Entorpecentes, pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia e órgãos congêneres dos Estados e Territórios; 
      VI - A coordenação, pela Comissão Nacional de Fiscalização de Entorpecentes e pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia, de todos os dados estatísticos e informativos colhidos no País, relativos às operações mercantis e às infrações à legislação específica; 
      VII - A observância, pelos estabelecimentos farmacêuticos e hospitalares, pelos estabelecimentos de ensino e pesquisas, pelas autoridades sanitárias, policiais ou alfandegárias, dos dispositivos legais referentes a balanços, relações de venda, mapas e estatística sôbre substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica; 
      VIII - A observância por médicos e veterinários dos preceitos legais e regulamentares, relativos à prescrição de substâncias que determinem dependência física ou psíquica; 
      IX - A colaboração governamental com organismos internacionais reconhecidos e com os demais Estados na execução das disposições das Convenções que o Brasil se comprometeu a respeitar; 
      X - A execução de planos e programas nacionais e regionais de esclarecimento popular, especialmente junto à juventude, a respeito dos malefícios ocasionados pelo uso indevido de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica, bem como da eliminação de suas causas. 
    
     Art. 5º Os Estados, o Distrito Federal e os Territórios organizarão, no início de cada ano letivo, cursos para educadores de estabelecimentos de ensino que nêles tenham sede, com o objetivo de prepará-los para o combate, no âmbito escolar, ao tráfico e uso indevido de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica. 
    
      § 1º Os Governos dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios relacionarão, com antecedência mínima de 60 (sessenta) dias, os estabelecimentos de ensino que deverão designar representantes, em número máximo de 2 (dois), para participarem dos cursos mencionados neste artigo. 
    
      § 2º O período durante o qual o educador participar de cursos de preparação será computado como de efetivo exercício no estabelecimento oficial ou particular que o tiver designado. 
    
      § 3º Sòmente poderão ministrar os cursos a que se refere êste artigo pessoas devidamente qualificadas e credenciadas pelos Ministérios da Educação e Cultura e da Saúde. 
    
      § 4º Nos cursos de que trata êste artigo poderão ainda inscrever-se, dentro do número de vagas que fôr fixado, outras pessoas de atividades relacionadas com o seu objetivo. 
    
     Art. 6º Os estabelecimentos de ensino de 1º e 2º graus ou superior promoverão, durante o ano letivo, conferências de freqüência obrigatória para os alunos e facultativa para os pais, sôbre os malefícios causados pelas substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica. 
    
     Art. 7º Os diretores dos estabelecimentos de ensino adotarão tôdas as medidas que forem necessárias à prevenção do tráfico e uso, no âmbito escolar, de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica. 
    
      Parágrafo único. Sob pena de perda do cargo, ficam os diretores obrigados a comunicar às autoridades sanitárias os casos de uso e tráfico dessas substâncias no âmbito escolar, competindo a estas igual procedimento em relação àqueles. 
    
     Art. 8º Sem prejuízo das demais sanções legais, o aluno de qualquer estabelecimento de ensino que fôr encontrado trazendo consigo, para uso próprio ou tráfico, substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, ou induzindo alguém ao seu uso, terá sua matrícula trancada no ano letivo. 
    

    Capítulo II
    Da recuperação dos Infratores Viciados

     Art. 9º Os viciados em substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica, que praticarem os crimes previstos no art. 281 e seus §§ do Código Penal, ficarão sujeitos às medidas de recuperação estabelecidas por esta lei. 
    
     Art. 10. Quando o Juiz absolver o agente, reconhecendo que, em razão do vício, não possui êste a capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acôrdo com esse entendimento, ordenará sua internação em estabelecimento hospitalar para tratamento psiquiátrico pelo tempo necessário à sua recuperação. 
    
     Art. 11. Se o vício não suprimir, mas diminuir consideràvelmente a capacidade de entendimento da ilicitude do fato ou de autodeterminação do agente, a pena poderá ser atenuada, ou substituída por internação em estabelecimento hospitalar, pelo tempo necessário à sua recuperação. 
    
      § 1º Se, cumprindo pena, o condenado semi-imputável vier a recuperar-se do vício por tratamento médico, o Juiz poderá, a qualquer tempo, declarar extinta a punibilidade. 
    
      § 2º Se o agente fôr maior de 18 (dezoito) e menor de 21 (vinte e um) anos, será obrigatória a substituição da pena por internação em estabelecimento hospitalar. 
    
     Art. 12. Os menores de 18 (dezoito) anos, infratores viciados, poderão ser internados em estabelecimento hospitalar, pelo tempo necessário à sua recuperação. 
    
     Art. 13. Observadas as demais condições estabelecidas no Código Penal e no Código de Processo Penal, a reabilitação criminal do viciado a que tiver sido aplicada pena ou medida de segurança pela prática de crime previsto no artigo 281 do Código Penal, com a redação do artigo 1º do Decreto-lei nº 385, de 26 de dezembro de 1968, e as modificações constantes da presente lei, poderá ser requerida decorridos 2 (dois) anos do dia em que fôr extinta, de qualquer modo, a pena principal ou terminar a execução desta ou da medida de segurança aplicada em substituição e do dia em que terminar o prazo da suspensão condicional da pena ou do livramento condicional, desde que o condenado comprove estar recuperado do vício. 
    

    Capítulo III
    Do Procedimento Judicial

     Art. 14. O processo e julgamento dos crimes previstos no art. 281 e seus parágrafos do Código Penal reger-se-ão pelo disposto neste Capítulo, aplicando-se subsidiàriamente o Código de Processo Penal. 
    
     Art. 15. Ocorrendo prisão em flagrante e lavrado o respectivo auto, a autoridade policial comunicará o fato imediatamente ao Juiz competente, que designará audiência de apresentação para as 48 (quarenta e oito) horas seguintes. 
    
      § 1º Nas comarcas onde houver mais de uma vara competente para distribuição e designação da audiência, a comunicação far-se-á ao Juiz distribuidor ou ao Juiz de plantão ou, ainda, na forma prevista na lei de organização judiciária local. 
    
      § 2º Da designação da audiência, a autoridade policial intimará o preso, as testemunhas do flagrante e o defensor que aquêle tiver indicado ao receber a nota de culpa. 
    
      § 3º A audiência de apresentação realizar-se-á sem prejuízo das diligências necessárias ao esclarecimento do fato, inclusive a realização do exame toxicológico, cujo laudo será entregue em juízo até a audiência de instrução e julgamento. 
    
     Art. 16. Presentes o indiciado e seu defensor, o Juiz iniciará a audiência, dando a palavra ao órgão do Ministério Público para, em 15 (quinze) minutos, formular, oralmente, a acusação, que será reduzida a têrmo. Recebida a acusação, o Juiz, na mesma audiência, interrogará o réu e inquirirá as testemunhas do flagrante. 
    
      Parágrafo único. Se não houver base para a acusação, o órgão do Ministério Público poderá requerer o arquivamento do auto de prisão em flagrante ou sua devolução a autoridade policial para novas diligências, caso em que a ação penal, que vier a ser ulteriormente promovida, adotará o procedimento sumário, previsto no art. 539 do Código de Processo Penal. 
    
     Art. 17. Encerrada a audiência de apresentação, correrá o prazo comum de 3 (três) dias para: 
    
      I - O Ministério Público arrolar testemunhas em número que, incluídas as já inquiridas naquela audiência, não exceda a 5 (cinco) e requerer a produção de quaisquer outras provas; 
      II - O defensor do réu formular defesa escrita, arrolar até 5 (cinco) testemunhas e requerer a produção de quaisquer outras provas. 
    
      Parágrafo único. O Juiz indeferirá, de plano, em despacho fundamentado, as provas que tenham intuito meramente protelatório. 
    
     Art. 18. Findo o prazo do artigo anterior, o Juiz proferirá em 48 (quarenta e oito) horas despacho saneador, no qual ordenará as diligências indispensáveis ao esclarecimento da verdade e designará, para um dos 8 (oito) dias seguintes, audiência de instrução e julgamento, intimando-se o réu, seu defensor, o Ministério Público e as testemunhas que nela devam prestar depoimento. 
    
      § 1º Na audiência, após a inquirição das testemunhas, será dada a palavra, sucessivamente, ao órgão do Ministério Público e ao defensor do réu, pelo tempo de 20 (vinte) minutos para cada um, prorrogável por mais 10 (dez), a critério do Juiz, que em seguida proferirá sentença. 
    
      § 2º Se o Juiz não se sentir habilitado a julgar de imediato a causa, ordenará que os autos lhe sejam conclusos e, no prazo de 5 (cinco) dias, dará sentença. 
    
     Art. 19. Não será relaxada a prisão em flagrante em conseqüência do retardamento, pela autoridade policial ou judiciária, da prática de qualquer ato, se, êste: 
    
      I - Sendo anterior à apresentação do réu a juízo, tiver sido recebida a acusação do Ministério Público; 
      II - Sendo posterior ao recebimento da acusação, estiverem os autos preparados para sentença. 
    
     Art. 20. Quando o crime definido no artigo 281 e seus parágrafos do Código Penal fôr daqueles de competência da Justiça Federal e o julgar em que tiver ocorrido for Município que não seja sede de Vara Federal o processo e julgamento caberão à Justiça Estadual com interveniência do Ministério Público local. 
    
     Art. 21. No processo e julgamento dos crimes previstos no artigo 281 e seus parágrafos do Código Penal em que não houver flagrante, observar-se-á o procedimento sumário previsto no artigo 539 do Código de Processo Penal. 
    
     Art. 22. O caput do artigo 81 do Decreto-lei nº 941, de 13 de outubro de 1964, passa a vigorar com a seguinte redação: 
    

    “Art. 81. Tratando-se de infração contra a segurança nacional, a ordem política ou social e a economia popular, assim como nos casos de comércio, posse ou facilitação de uso de substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica ou de desrespeito à proibição especialmente prevista em lei para estrangeiro, a expulsão poderá ser feita mediante investigação sumária, que não poderá exceder o prazo de 5 (cinco) dias, dentro do qual fica assegurado ao expulsando o direito de defesa.”
    Art. 23. O artigo 281 e seus parágrafos do Código Penal passam a vigorar com a seguinte redação:

                           Comércio, posse ou uso de entorpecente ou substância 
                                    que determine dependência física ou psíquica.
    

    “Art. 281. Importar ou exportar, preparar, produzir, vender, expor à venda ou oferecer, fornecer, ainda que gratuitamente, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, ministrar ou entregar de qualquer forma, a consumo substância entorpecente, ou que determine dependência física ou psíquica, sem autorização ou em desacôrdo com determinação legal ou regulamentar:

    Pena – reclusão, de 1 (um) a 6 anos e multa de 50 (cinqüenta) a 100 (cem) vêzes o maior salário-mínimo vigente no País.

    § 1º Nas mesmas penas incorre quem, indevidamente:
    Matérias-primas ou plantas destinadas à preparação de
    entorpecentes ou de substâncias que determinem
    dependência física ou psíquica.

    I – importa ou exporta, vende ou expõe à venda ou oferece, fornece, ainda que a título gratuito, transporta, traz consigo ou tem em depósito, ou sob sua guarda, matérias-primas destinadas à preparação de entorpecentes ou de substâncias que determinem dependência física ou psíquica:
    Cultivo de plantas destinadas à preparação de
    entorpecentes ou de substâncias que
    determinem dependência física ou psíquica.

    II – faz ou mantém o cultivo de plantas destinadas à preparação de entorpecentes ou de substâncias que determinem dependência física ou psíquica:
    Porte de substância entorpecente ou que
    determine dependência física ou psíquica.
    III – traz consigo, para uso próprio, substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica:

                           Aquisição de substância entorpecente ou que 
                              determine dependência física ou psíquica. 
    

    IV – adquire substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica.

                     Prescrição indevida de substância entorpecente ou que 
                                  determine dependência física ou psíquica. 
    

    § 2º Prescrever o médico ou dentista substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, ou em dose evidentemente maior que a necessária ou com infração do preceito legal ou regulamentar:
    Pena – detenção, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa de 10 (dez) a 30 (trinta) vêzes o maior salário-mínimo vigente no País.

    § 3º Incorre nas penas de 1 (um) a 6 (seis) anos de reclusão e multa de 30 (trinta) a 60 (sessenta) vêzes o valor do maior salário-mínimo vigente no País, quem:
    Induzimento ao uso de entorpecente ou de substância
    que determine dependência física ou psíquica.

    I – instiga ou induz alguém a usar entorpecente ou substância que determine dependência física ou psíquica:
    Local destinado ao uso de entorpecente ou de substância
    que determine dependência física ou psíquica.

    II – utiliza o local, de que tem a propriedade, posse, administração ou vigilância, ou consente que outrem dêle se utilize, ainda que a título gratuito para uso ilegal de entorpecente ou de substância que determine dependência física ou psíquica;
    Incentivo ou difusão do uso de entorpecente ou substância
    que determine dependência física ou psíquica.

    III – contribui de qualquer forma para incentivar ou difundir o uso de entorpecente ou de substância que determine dependência física ou psíquica.
    Forma qualificada.

    § 4º As penas aumentam-se de 1/3 (um têrço) se a substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica é vendida, ministrada, fornecida ou prescrita a menor de 21 (vinte um) anos ou a quem tenha, por qualquer causa, diminuída ou suprimida a capacidade de discernimento ou de autodeterminação. A mesma exasperação da pena se dará quando essas pessoas forem visadas pela instigação ou induzimento de que trata o inciso I do § 3º.
    Bando ou quadrilha.

    § 5º Associarem-se duas ou mais pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer qualquer dos crimes previstos neste artigo e seus parágrafos.
    Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa de 20 (vinte) a 50 (cinqüenta) vêzes o maior salário-mínimo vigente no País.
    Forma qualificada.

    § 6º Nos crimes previstos neste artigo e seus parágrafos, salvo os referidos nos §§ 1º, inciso III, e 2º, a pena, se o agente é médico, dentista, farmacêutico, veterinário ou enfermeiro, será aumentada de 1/3 (um têrço).
    Forma qualificada.

    § 7º Nos crimes previstos neste artigo e seus parágrafos as penas aumentam-se de 1/3 (um têrço) se qualquer de suas fases de execução ocorrer nas imediações ou no interior de estabelecimento de ensino, sanatório, unidade hospitalar, sede de sociedade ou associação esportiva, cultural, estudantil, beneficente ou de recinto onde se realizem espetáculos ou diversões públicas, sem prejuízo da interdição do estabelecimento ou local, na forma da lei penal.”
    Art. 24. Considera-se serviço relevante a colaboração prestada por pessoas físicas ou jurídicas no combate ao tráfico e uso de substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica.

     Art. 25. O Poder Executivo regulamentará, dentro em 30 (trinta) dias, a execução desta Lei. 
    
     Art. 26. Fica mantida a legislação em vigor, no que expressamente não contrariar esta Lei. 
    
     Art. 27. Esta Lei entrará em vigor 30 (trinta) dias após a sua publicação, aplicando-se, em matéria processual penal, sòmente aos fatos ocorridos a partir dessa data, revogadas as disposições em contrário. 
    

    Brasília, 29 de outubro de 1971; 150º da Independência e 83º da República.

    EMÍLIO G. MÉDICI
    Alfredo Buzaid
    Adalberto de Barros Nunes
    Orlando Geisel
    Jorge de Carvalho e Silva
    Antônio Delfim Netto
    Mário David Andreazza
    L. F. Cirne Lima
    Jarbas G. Passarinho
    Júlio Barata
    Márcio de Souza e Mello
    F. Rocha Lagôa
    Marcus Vinícius Pratini de Moraes
    Antônio Dias Leite Júnior
    João Paulo dos Reis Velloso
    José Costa Cavalcanti
    Hygino C. Corsetti

    Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial da União – Seção 1 de 01/11/1971


    Apesar de todo o rigor , praticamente igualando traficantes e usuários , não impediu a proliferação de entorpecentes no Brasil. Alias, aparentemente deu uma grande contribuição para a aculturação entre nós da maconha e da cocaína. Depois veio a Lei n. 6.368, de 21 de outubro de 1976; e há pouco mais de 10 anos a LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006.

    Por que nada funciona ?

    Ora, vem lei vai lei e o governo não cumpre aquilo a que está obrigado : INVESTIR NA EDUCAÇÃO EM GERAL, NA CONSCIENTIZAÇÃO , NOS ESPORTES e NA CULTURA, únicas ferramentas capazes de diminuir o apetite por tais substâncias que destroem a vida de muita gente enquanto, direta ou indiretamente, fomentam uma industria cada vez mais poderosa. Tudo o que se refere a drogas e drogados vale ouro; nem é preciso ser traficante. Dá pra faturar até com um sambinha despretensioso:
    É que o 281 foi afastado
    O 16 e o 12 no lugar ficou ( agora 28 e 33 )
    E uma muvuca de espertos demais
    Deu mole e o bicho pegou
    Quando os home da lei grampeia
    Coro come a toda hora
    É por isso que eu vou apertar
    Mas não vou acender agora

    Vou apertar
    Mas não vou acender agora

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