“Sociedade brasileira cultua a violência”, diz sociólogo 25

“Sociedade brasileira cultua a violência”, diz sociólogo

DW Fernando Caulyt

09/10/201710h04

Estudo mostra alta propensão do país ao autoritarismo. Em entrevista à DW, pesquisador alerta para risco de políticos com “posições salvacionistas” e defende Estado que garanta a paz, e não o medo. Uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em conjunto com o Datafolha, mostrou que o medo da violência é uma das principais razões para que o brasileiro tenha propensão a posições autoritárias.

O estudo, divulgado na sexta-feira (06/10), também apontou que o segmento mais rico da população é o que mais rejeita a ampliação dos direitos humanos e civis no país.

Para o sociólogo Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do FBSP, hoje há espaço no Brasil para posições políticas e ideológicas que reforçam preconceitos, posições reacionárias e atitudes de intolerância.

“A sociedade brasileira é extremamente violenta, e infelizmente essa é uma característica que tem raízes históricas”, diz Lima, em entrevista à DW. “Somos uma sociedade que cultua a violência, o individualismo exacerbado e não valoriza a vida.”

DW Brasil – Quais são as principais conclusões do estudo?

Renato Sérgio de Lima – A pesquisa mostra que a sociedade brasileira é extremamente violenta, e infelizmente essa é uma característica que tem raízes históricas. É uma sociedade que entende que a forma de resolver os conflitos é por meio de posturas autoritárias e de violência. Ou seja, violência se resolve com mais violência. No caso de apoio a posições autoritárias, o índice atingiu 8,1 numa escala de 0 a 10 – sendo 10 a mais alta propensão. Segundo a nossa pesquisa, as pessoas mais propensas ao autoritarismo são as mais pobres, com menos escolaridade e moradores da região Nordeste do país.

Outro destaque é que as pessoas mais ricas, que ganham mais de dez salários mínimos, são aquelas que, proporcionalmente, mais rejeitam a ideia de ampliação dos direitos humanos e civis, como por exemplo, da população LGBT, das mulheres e dos negros. Nesse caso, o índice atinge 7,83 numa escala de zero a dez. Ou seja, temos uma combinação tóxica no Brasil onde, de um lado, a população mais pobre tem maior propensão a posições autoritárias e, de outro, a mais elitizada não quer aderir à agenda de direitos da nossa Constituição.

Qual é o motivo para que a população brasileira seja mais propensa ao autoritarismo?

Vemos que o medo da violência tem dominado a população adulta no país e, assim, essa questão assume um papel central no contexto atual, em que vivemos uma profunda crise de legitimidade das instituições democráticas. Essa crise abre espaço para posições políticas e ideológicas que reforçam preconceitos, posições reacionárias e atitudes de intolerância e que podem levar a retrocessos dramáticos no que diz respeito a políticas públicas, em especial as voltadas para a área de segurança pública.

Os resultados apontam para a urgência de o Brasil rever a maneira como tem enfrentado a violência e pautado as políticas de segurança pública. Quer dizer, o medo da violência é o maior motor para posições polarizadas, porque a sociedade brasileira vive, na média, amedrontada. Ou interferimos na interdição moral e política da violência como uma ferramenta de solução de conflitos ou estamos criando um ambiente extremamente complexo, que abre margem para sectarismos e posições perigosas para a democracia brasileira.

Por que os brasileiros mais ricos apresentam uma maior tendência de ser contra a agenda de direitos?

Geralmente, as pessoas associam direitos a privilégios. Uma das perguntas foi se “a lei das domésticas interfere indevidamente nas relações entre patrões e empregados”. Muitos brasileiros ricos pensam que, se a população tiver seus direitos ampliados, eles não terão mais condições de pagar uma empregada doméstica todos os dias. Então, associa-se ao risco que a mobilidade social oferece aos privilégios que a classe média e os mais ricos conseguiram construir ao longo dessa estrutura de desigualdade, de não direitos. A população do Brasil, historicamente, é relegada ao salve-se quem puder e, em meio a isso, a perspectiva de ampliação de direitos assusta aqueles que, de algum modo, imaginam que conseguiram mobilidade por mérito ou herança. Somos uma sociedade que cultua a violência, o individualismo exacerbado e não valoriza a vida. Nosso futuro depende de reconhecermos na vida o nosso valor máximo a ser preservado e garantido.

Como você analisa este dado: o perfil médio do brasileiro que apoia posições autoritárias é autodeclarado pardo, maior de 60 anos, da classe D/E, menos escolarizado e morador de cidades de até 50 mil habitantes da região Nordeste.

É exatamente esse segmento da população brasileira que tem, reiteradamente ao longo dos últimos séculos, sido vítima tanto da violência como da violação de direitos. E, com a crise econômica atual, esse segmento da população está muito decepcionado com o Estado, com as políticas sociais e com a não garantia da cidadania. As respostas apontam um pedido de socorro das classes mais pobres que nunca tiveram seus direitos assegurados, que tiveram uma mobilidade a partir do crescimento econômico, mas, que agora, com a crise, estão novamente sobre o risco do desemprego, da fome e da miséria. E as formas culturais de solução de conflitos ainda são muito permeadas pela violência. Em comunidades menores – quando o cidadão tem menos acesso à informação e é mais dependente de interações comunitárias cotidianas –, elas tendem ser mais tradicionais e, infelizmente, no Brasil a tradição é fazer uso da violência.

Qual é o cenário caso não se atue frente à violência?

Se não interferirmos nesse processo, posições salvacionistas – como, por exemplo, a plataforma política eleitoral de Jair Bolsonaro – ganham força exatamente ao tentar propor uma solução para o problema. Porém, a solução de Bolsonaro é eliminar os “inimigos”, que, portanto, seriam aqueles que estão amedrontando a população. Isso é muito perverso, porque, no momento em que a população não reconhece direitos, ela vive amedrontada e aceita posições autoritárias. Isso tem a ver com valores tradicionais, que, em associação com medo, legitimam mais violência. Estamos criando um ambiente em que o país está flertando com uma realidade que nos anos 1940 era muito próxima, como o nazismo, fascismo e ditaduras de direita ou esquerda. O ideal de Justiça é substituído pela ideia de vendeta e revanche contra todos aqueles que, em tese, são vistos como responsáveis pelo atual quadro de insegurança e criminalidade que o país vive.

O que as instituições podem fazer para diminuir a propensão ao autoritarismo da população?

Primeiramente, o governo deve garantir os direitos previstos pela Constituição de 1988, começando por garantir a vida. O Brasil tem 60 mil homicídios todos os anos e 50 milhões de brasileiros adultos que conhecem pessoas que foram assassinadas. Se tivermos que fazer algo, é repensar as políticas de segurança para garantir a vida. O segundo é garantir que as pessoas possam ter a liberdade de ir e vir, garantir sua identidade, autonomia, enfim, que a sociedade brasileira possa ser uma sociedade plural, multicultural e onde as diferenças sejam resolvidas numa instância confiável, ou seja, o Estado precisa se tornar mais confiável e as polícias precisam se aproximar da população. Precisamos investir em polícias mais confiáveis e mais capazes de lidar com o problema, e não no padrão violento de enfrentamento do criminoso. Temos que investir no esclarecimento dos crimes e punir seus responsáveis.

Como o Estado está atuando na luta contra a violência e qual seria a melhor forma de fazê-lo?

Na prática, a violência não está sendo interditada moral ou politicamente. Ou seja, os partidos de esquerda reduzem a violência como fruto da desigualdade, então frisam que é importante investir em redução das causas sociais que a provocam. Já os de direita, a violência é fruto do narcotráfico e da maldade dos criminosos, então deve-se perseguir os criminosos e eliminá-los. Mas, na prática, não estamos enfrentando de frente o problema da segurança pública, que é construir um Estado que garanta o monopólio da força legítima, consiga administrar conflitos e fazer isso dentro do Estado democrático de direito. E um Estado que garanta a paz, e não o medo, porque, no fundo, é isso que está provocando o medo na população.
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  1. Bom já temos a solução vamos por um sociólogo na favela da rocinha, com certeza vai pacificar . Na real quero que estes merdas vão para a p…. q……par. Cadê o salário é as condições de serviço. Tudo qt e bicha de plantão sabe o que fazer ,no papel e claro, e ficam enchendo o saco recursos para a polícia e salário nem se cogita. Assim com a mais alta fé e consideração desejo de todo coração que o circo continue em chamas como esta.

  2. Quero do fundo do meu coração que o circo pegue fogo. Este povo e uma cambada de f… da…..p. Cadê o salário é as códices de trabalho e só cobrança e neguinho mal carater fazendo graça fica até parecendo que ser correto e defeito. Assim meus caros irmãos concitô a todos a cruzarmos os braços quem quiser que se defenda por conta própria ou chame o batman.

  3. população em sua grande maioria violento e primitivo, tudo por culpa de uma engenharia social posta em prática ja no começo dias anos 90 o judeu liberal sionista por traz de tudo isso, fez isso no mundo todo mas aqui está um pouco pior devido a miscigenação catastrófica que trouxe isso ai que predomina na sociedade de hoje o ser híbrido.

  4. Sociólogos e psicólogos deveriam subir o morro com o símbolo de paz e amor nos dedos no momento em que os criminosos resolvem descarregar suas armas.

  5. Cultua novelas lixo, que vulgarizam a mulher, traição e corriqueira, ninguém trabalha, só festa e falando mal um do outro.
    Cultuam matar ladrão de farol, mas ladrões do calibre do sera, alckimin, lula, temer etc querem na cadeia.
    Tem como referencial o cantor lixo de axe, qualquer um do the voice e similares arrebenta que ganha milhões por mês, e não um professor, que ganha pouco mais de $ 2000 mensais.
    Tem coragem de gastar $ 1000 num tênis, mas não tem coragem de rebocar a parede de casa.
    Entra sem dar seta, corre, mas quando e o outro acha ruim.
    Valores familiares, tradicionais já foram; pregunte a uma senhor de 80 e tantos anos o que acha dessas meninas de 13, 14 anos seminuas, mostrando a dobra da bunda, com um top andando nas ruas.
    Esse mundo esta acabando.
    Um policial fica indignado quando roubam alguem e vai fazer bo, mas esta na recolha firme e forte.

  6. Cupim disse:
    10/10/2017 ÀS 13:00
    Cultua novelas lixo, que vulgarizam a mulher, traição e corriqueira, ninguém trabalha, só festa e falando mal um do outro.
    Cultuam matar ladrão de farol, mas ladrões do calibre do sera, alckimin, lula, temer etc querem na cadeia.
    Tem como referencial o cantor lixo de axe, qualquer um do the voice e similares arrebenta que ganha milhões por mês, e não um professor, que ganha pouco mais de $ 2000 mensais.
    Tem coragem de gastar $ 1000 num tênis, mas não tem coragem de rebocar a parede de casa.
    Entra sem dar seta, corre, mas quando e o outro acha ruim.
    Valores familiares, tradicionais já foram; pregunte a uma senhor de 80 e tantos anos o que acha dessas meninas de 13, 14 anos seminuas, mostrando a dobra da bunda, com um top andando nas ruas.
    Esse mundo esta acabando.
    Um policial fica indignado quando roubam alguem e vai fazer bo, mas esta na recolha firme e forte.

    Nada a acrescentar … esse país é um lixo, uma pena ter nascido nele … Se fosse uma país sério, com essa extensão, diversidade agrícola, e potencial energético, já seria o país mais forte do mundo a muito tempo, com sobras pra o segundo lugar, mas aqui tem brasileiros, uma erva daninha em meio ao jardim do édem.
    Que venha a próxima novela das 21, parece que essa já está acabando, e batendo recordes de audiência, com uma namorada de traficante como protagonista …

  7. Única coisa que lamento, e o Maj Olímpio não ser o vice do Bolsonaro, seria a chapa de ouro e a salvação para livrar esse país desses ratos de bueiros.

  8. sociedade em sua grande maioria ja viraram zumbis, portanto quem está no poder sabe disso e portanto dão um foda se para população zumbi, quem duvidar e de nas ruas peguem metrô e trem em SP a maior cidade do país e verão os lixos que estão por ai, povo luxo lixo e vai ficar pior.

  9. Vcs não percebem que tudo trata-se de um Golpe que querem dar no Brasil??? desde Fernado Henrique que começou a putaria de Politicamente correto, vejam todos pastidos que governaram o Brasil foram comunistas socialista que são a mesma coisa…
    O Marxismo cultural em todas as áreas tentando tornar o Brasil em um país comunista.
    É exposição de “ARTE” com pedofilia e afronto a família e cristãos, direitos Humanos defendendo bandido entre outros absurdos…. se o presidente não for de direita nas próximas eleições , preparem- se para mudar do País ficará insuportável

  10. Vcs não percebem que tudo trata-se de um Golpe que querem dar no Brasil??? desde Fernado Henrique que começou a putaria de Politicamente correto, vejam todos pastidos que governaram o Brasil foram comunistas socialista que são a mesma coisa…
    O Marxismo cultural em todas as áreas tentando tornar o Brasil em um país comunista.
    É exposição de “ARTE” com pedofilia e afronto a família e cristãos, direitos Humanos defendendo bandido entre outros absurdos…. se o presidente não for de direita nas próximas eleições , preparem- se para mudar do País ficará insuportável

  11. A sociedade não cultua a violencia, o problema é, independente da classe social, é que todos já estão cansados ( inclusive nós) de ver tanto crime , tanta ausencia de leis, tantas vidas ceifadas…..quem é do bem e não faz apologia ao crime é assim mesmo.

  12. Sociólogos tem esse pensamento de bosta esquerdista pq ficam 4 anos dando a bunda e fumando maconha na faculdade. Não são as pessoas de direita que respondem a ideias diferentes das suas com cusparadas.

  13. o problema do Brasil e o brasileiro em sua maioria, gente feia e ranhenta

  14. O brasileiro tira uma selfie em frente ao espelho para exibir o celular da marca da maçã mordida que custa R$ 5.000,00, mas se esquece que atrás dele tem uma parede de tijolo baiano sem reboco e cheia de marcas de mofo!!! KKKKK

  15. A esquerda está há décadas no poder e o país virou uma zona! Assassinatos, roubos, sequestros…tudo foi multiplicado por cem…e esses mesmos esquerdistas (sociólogos, cientistas políticos etc) estão “receosos” com o crescimento da temível direita. Caguem de medo, mesmo! Bolsonaro é fichinha perto do pensamento do cidadão mediano deste país…e esses cidadãos medianos são maioria.

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