Mourão não quis desperdiçar R$ “45”.000,00 ( preço da participação nas prévias ) para ver o PSDB indicar o candidato que perderá para o Márcio França 18

O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), retirou sua pré-candidatura a governador do Estado. A decisão foi comunicada nesta sexta-feira (16), em carta endereçada ao Diretório Estadual do partido.

“Não disputar as prévias para governador não exclui minha participação das disputas eleitorais”, escreveu Mourão, sem dizer se pretende disputar outro cargo neste ano.

O PSDB começará a escolher seu pré-candidato ao Governo Estadual no domingo (18) e, se preciso, haverá segundo turno de votação no dia 25.

Leia mais em: http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/mourao-desiste-de-disputar-o-governo-do-estado/?cHash=52e57ab915013070ed21cda3c6203367

RIOCENTRO 2018 – Exército já achou o lado otimista do fuzilamento da vereadora: fortalece intervenção e justifica medidas adotadas…( e a ser adotadas em sacrifício do povão , né ? ) 9

Crime fortalece intervenção e justifica medidas adotadas, diz porta-voz de Braga Netto

Luis Kawaguti

Do UOL, no Rio*

 

  • Luis Kawaguchi/UOL

    23.fev.2018 - Forças Armadas realizam operação na Vila Kennedy, zona oeste do Rio

    23.fev.2018 – Forças Armadas realizam operação na Vila Kennedy, zona oeste do Rio

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) mostra que a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro tem um trabalho a ser feito e justifica “medidas que foram tomadas e vão ser tomadas”, segundo afirmou nesta quinta-feira (15) o coronel Roberto Itamar, porta-voz do general Walter Braga Netto.

Franco foi assassinada a tiros, juntamente com o motorista Anderson Gomes, na noite de quarta-feira (14), na região central do Rio de Janeiro, após participar de um evento político. O carro em que ela estava foi seguido por criminosos até uma área mais vazia. Os suspeitos atiraram diversas vezes no veículo e mataram a vereadora e seu motorista. Uma assessora sobreviveu, com ferimentos leves ferimentos.

O coronel Itamar afirmou que o crime foi lamentável e inadmissível, mas mostrou que alguma coisa tem que ser feita para melhorar a segurança no Rio.

“Só fortalece os objetivos da intervenção”, disse o porta-voz. Ele não detalhou quais medidas foram tomadas e vão ser tomadas no âmbito da intervenção, mas afirmou que elas não estão relacionadas diretamente ao caso da vereadora, mas sim à crise de segurança como um todo.

Itamar disse ainda que uma apuração rigorosa do crime está em curso, mas apenas os órgãos policiais poderão dar detalhes específicos sobre a investigação. Segundo ele, ainda é cedo para saber qual será o desfecho da investigação e não é possível dizer se há ligação do assassinato com as mudanças que estão ocorrendo no Rio.

“Pode acontecer muita coisa ao longo de dez meses [prazo previsto da intervenção federal no Estado]. Eu só posso dizer que o decreto presidencial [de intervenção federal] vai ser cumprido.”

Sensação de insegurança aumenta, diz coronel

Porém, por outro lado, o assassinato de Marielle também pode gerar impacto negativo na sensação de segurança no Estado, segundo afirmou ao UOL o coronel José Vicente da Silva Filho, ex-secretário Nacional de Segurança Pública.

Ele disse que a divulgação massiva do caso na mídia pode aumentar a sensação de insegurança na população. Por isso, em sua opinião, as forças policiais vão concentrar esforços para resolver o crime o mais rápido possível.

“A polícia não consegue dar conta de tudo que chega nas delegacias. Ela então tem que cuidar de fatos que dão maior impacto sobre a opinião pública.”

A construção de uma sensação de segurança na sociedade é um dos elementos de uma estratégia ampla da equipe de Braga Netto para tentar resolver a crise de segurança no Rio.

Segundo militares envolvidos na intervenção ouvidos pelo UOL, a ideia é de que moradores do Estado sintam confiança nos órgãos de segurança pública e passem a apoiá-los de forma mais consistente –fornecendo desde informações sobre o paradeiro de criminosos e armas a suporte para as ações que sejam realizadas.

Esse apoio serve para potencializar os efeitos das ações de segurança propriamente ditas, que envolvem uso da força e operações policiais, e também ajudar na implementação de mudanças administrativas que visam melhorar o desempenho das polícias.

*Com reportagem de Carolina Farias, Leo Burlá, Paula Bianchi e Silvia Ribeiro, e colaboração de Lola Ferreira e Marina Lang

‘Tudo aponta para possível envolvimento de policiais”; até a munição era da Polícia Federal 60

‘Tudo aponta para possível envolvimento de policiais’, afirma coordenador criminal do MPF no Rio sobre Marielle

Mariana Schreiber – @marischreiber

Em Brasília

 

  • Márcia Foletto/Agência O Globo

    Marielle Franco (PSOL-RJ) era socióloga e a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016

    Marielle Franco (PSOL-RJ) era socióloga e a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016

O coordenador criminal do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, o procurador José Maria Panoeiro, disse à BBC Brasil que uma análise inicial do assassinato da vereadora carioca do PSOL Marielle Franco aponta para o possível envolvimento de policiais ou agentes milicianos no crime.

Milícias são formadas principalmente por policiais militares, mas também por policiais civis, bombeiros e mesmo integrantes das Forças Armadas, explicou.

Marielle foi morta ao ter seu carro alvejado por pelo menos nove tiros, no centro do Rio, após ela deixar um evento no bairro da Lapa. O motorista Anderson Pedro Gomes também acabou atingido e morreu, enquanto uma assessora que estava no carro teve ferimentos leves e sobreviveu.

Para Panoeiro, as informações de que o carro foi perseguido por outro, de onde partiram os disparos, e o fato de ela ter morrido com quatro tiros na cabeça tornam pouco prováveis as hipóteses de uma ação de traficantes ou assaltantes.

“A forma de organização do crime, o fato de a assessora não ter sido alvejada diretamente e o fato de o motorista ter levado um tiro por trás denota um certo grau de planejamento [da ação] que leva a colocar policiais como suspeitos da prática do delito”, afirmou.

Ele disse, porém, que outras hipóteses também precisam ser investigadas.

“Dentro de uma análise inicial soa pouco provável que, por exemplo, traficantes de drogas de uma determinada comunidade saíssem armados para seguir o carro de uma vereadora que sai de um evento à noite na Lapa. Mas não deve ser descartada essa hipótese porque, quando você investiga, você não descarta nenhuma possibilidade”, ressaltou.

Juíza Patrícia

Na sua avaliação, o caso lembra o da juíza Patrícia Acioli, morta em 2011 com 21 tiros na porta de sua casa em Niterói (RJ). Ela era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo e atuava em diversos processos em que os réus eram PMs do município, o que levou à prisão cerca de 60 policiais ligados a milícias e a grupos de extermínio. Onze policiais militares foram condenados pelo seu assassinato.

O procurador considera que “o ponto de partida” para as investigações do assassinato da vereadora é o fato de Marielle ter denunciado a violência policial. Quatro dias antes do assassinato, a vereadora denunciou supostos abusos de agentes do 41º Batalhão da Polícia Militar na favela de Acari, na zona norte do Rio.

“O que ela fez que é diferente e poderia incomodar as atuações expostas? É a questão da violência policial. Dos elementos que se apresentam, tudo aponta para possível envolvimento de policiais ou milicianos no crime”, reforçou.

Apesar de ver indícios do envolvimento de policiais, Panoeiro manifestou confiança de que a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro tenham independência para investigar o caso, assim como foi feito no caso de Acioli. Embora a segurança do Rio de Janeiro esteja sob intervenção federal militar, as autoridades estaduais continuam responsáveis pelas investigações dos crimes.

“A gente não pode generalizar. Ainda que tenha policiais envolvidos, não significa que toda a polícia está envolvida”, disse Panoeiro.

No início desta tarde, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também manifestou essa confiança por meio de nota, mas ao mesmo tempo instaurou procedimento para eventual “federalização” do caso.

Ou seja, a PGR agora vai acompanhar o desenrolar das investigações para avaliar a possibilidade de pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que retire o caso das autoridades estaduais e passe a apuração para o Ministério Público Federal.

Esse procedimento costuma ser adotado em crimes contra os direitos humanos e quando as autoridades estaduais falham no seu papel de investigação. Recentemente, por exemplo, foi federalizada a investigação da chacina de dez trabalhadores rurais em Pau D’Arco, no Pará, devido a envolvimento de policiais no crime.

Pedido do presidente

A nota da Procuradoria Geral da República (PGR) destaca que “a vereadora (Marielle) se notabilizou por ser defensora de direitos humanos e por dar voz às vítimas de violência no Estado”. Informa ainda que “o Ministério Público está unido e mobilizado em torno do assunto” e que foram destacados três procuradores para se reunir com o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussen, e acompanhar o início das investigações. Entre eles está o secretário de Direitos Humanos da PGR, André de Carvalho Ramos.

Independentemente da federalização do caso, o presidente Michel Temer solicitou ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que coloque a Polícia Federal à disposição para ajudar na investigação.

A BBC Brasil procurou a Secretaria de Segurança do Rio para comentar as suspeitas de envolvimento de policiais no assassinato da vereadora. Em nota, o órgão afirmou que “o Secretário de Estado de Segurança, Richard Nunes, determinou à Divisão de Homicídios ampla investigação sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora que a acompanhava”.

Já a Polícia Civil disse em um comunicado que “a investigação está sob sigilo e não descarta nenhuma possibilidade sobre a motivação do crime”.

O chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, se reuniu, nesta manhã, com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), e os delegados Fábio Cardoso e Giniton Lages, que estão assumindo as titularidades da Divisão de Homicídios e da Delegacia de Homicídios da Capital (DH/Capital), respectivamente.

DISCURSO DE ÓDIO – Manifestação de coronel PM é a expressão mais caricata e repugnante de corporativismo , soberba e primitivismo político …Para ele a morte dessa “pessoa” , vereadora , homossexual é apenas uma mesquinharia…( Esse coronel deveria ser exonerado e processado por revelar todo seu racismo , homofobia e desrespeito à democracia ) 75

( Pois é, coronel, para muitos parcela do oficialato, inclusive – a morte de um PM também é nada!)

Coronel da PM questiona comoção por Marielle: ‘Por que transformar em mártir?’

Washington Lee Abe publicou uma carta em resposta as acusações e ofensivas feitas a Polícia Militar

Tarobá News – 16/03/2018 – 10:59 Atualizado em 16/03/2018 – 12:02

“E quando morrermos tentando salvar uma vida inocente”, escreveu o coronel Lee Abe (Foto: Tarobá News)

A vereadora Marielle Franco (PSOL), do Rio de Janeiro, asassinada em uma emboscada no bairro do Estácio na última quarta-feira, era conhecida pela sua militância contra a violência policial nas comunidades carentes. Marielle era inclusive integrante comissão que acompanha a intervenção militar no Rio. O crime acabou motivando discussões e publicações nas redes sociais sobre a atuação dos agentes de segurança.

Na noite de quinta-feira, o coronel Washington Lee Abe, comandante do 5º Comando Regional da Polícia Militar do Paraná (PR), publicou uma carta polêmica, em que ataca Marielle, questiona a comoção em torno do crime e rebate acusações contra a PM.

“Por que tanta tentativa de transformar essa vereadora em mártir? Ela representa o povo? Que povo? Qual segmento do povo? Do cidadão de bem?”, diz Abe.

“E quando morrermos em combate, tentando salvar uma vida inocente que clama pela nossa presença, vamos aguardar pacientemente os políticos, a imprensa, autoridades que estão fazendo todo esse alarde pela morte dessa ‘pessoa’ intitulada vereadora, promotora dos direitos humanos, mãe, homossexual (como ela mesma se apresenta) fazerem também o mesmo alarde exigindo respostas rápidas e firmes das autoridades? O mais incrível é declararem em coro que os matadores ‘sabiam atirar’, insinuando serem policiais”, afirma.

Leia o desabafo publicado pela Tarobá News na íntegra:

Por que o mundo inteiro respeita a Polícia? Por que o mundo inteiro precisa da Polícia? Não existe governo, não existe judiciário em nenhum lugar do mundo sem uma polícia. Por que tanta tentativa de transformar essa vereadora em mártir? Ela representa o povo? Que povo? Qual segmento do povo? Do cidadão de bem?

A Polícia Militar, responsável pela morte de negros e pobres na ordem de 30% no País (segundo a vereadora) é morta por quem? Pelo cidadão de bem? Nós, PM, saímos pelas ruas escolhendo 30% de negros e pobres para matar (hahaha). Quando atingimos a nossa quota diária, vamos completar nossa meta matando brancos, asiáticos e tudo o mais que aparecer na nossa frente.

É assim que funciona? E quando morrermos em combate, tentando salvar uma vida inocente que clama pela nossa presença, vamos aguardar pacientemente os políticos, a imprensa, autoridades que estão fazendo todo esse alarde pela morte dessa “pessoa” intitulada vereadora, promotora dos direitos humanos, mãe, homossexual (como ela mesma se apresenta) fazerem também o mesmo alarde exigindo respostas rápidas e firmes das autoridades? O mais incrível é declararem em coro que os matadores “sabiam atirar”, insinuando serem Policiais.

Nós, Policiais, temos uma missão muito maior do que essa mesquinharia. Somos muito mais do que “isso”. Somos a Polícia!

Coronel Washington LEE Abe – Comandante do 5º Cmdo Regional da Polícia Militar do Paraná