Skaf decide apoiar Márcio França contra Doria no 2º turno em SP 5

Terceiro colocado no primeiro turno, emedebista deve fazer nesta quarta-feira uma agenda com o atual governador em Suzano, na Grande São Paulo, para anunciar a aliança

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

09 Outubro 2018 | 19h28

Como já é praxe nas declarações de apoio entre candidatos no segundo turno, França deve se comprometer com alguns pontos do programa de governo de Skaf. O principal deles é de “levar o padrão Sesi para as escolas estaduais”, bandeira de campanha do emedebista. Nos debates, porém, o pessebista chegou a criticar o empresário pelo fato de o Sesi cobrar mensalidade e também o associou a Temer e ao governo do MDB no Rio de Janeiro.

Virada. O apoio de Skaf, que perdeu para França a vaga no segundo turno por uma diferença de 89 mil votos, é o principal trunfo do atual governador para tentar virar o jogo contra Doria – desde a aprovação da reeleição, em 1998, todo governador paulista que tentou um novo mandato saiu vitorioso das urnas. No primeiro turno, França teve 21,5% dos votos válidos, ante 31,8% de Doria, o que representou uma vantagem de 2,1 milhões de votos para o tucano – metade da votação recebida por Skaf.

O emedebista chegou a liderar a disputa durante a campanha, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, mas começou a cair na reta final e não conseguiu reverter a tendência. Políticos do MDB atribuíram a derrocada final à declaração “precipitada” de apoio que ele deu ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) quatro dias antes da votação.

‘Padrinho’. Foi pelas mãos de França que Skaf estreou na política, em 2010, quando foi candidato a governador pela primeira vez pelo PSB. Na ocasião, ele se apresentou como a terceira via entre a polarização PSDB e PT no Estado, mas foi derrotado por Alckmin no primeiro turno. Em 2014, já no MDB, Skaf tentou chegar ao Palácio dos Bandeirantes pela segunda vez, mas perdeu para Alckmin, também no primeiro turno.

Além de Skaf, França deve receber apoio indireto do PT, que ficou em quarto lugar com Luiz Marinho. O partido decidiu pela “neutralidade” no segundo turno, mas vai deixar claro aos seus eleitores que eles são anti-Doria. Da mesma forma, o PSL de Bolsonaro também não subirá em nenhum dos dois palanques, mas o presidente estadual da sigla e senador mais votado no último domingo, Major Olímpio, afirmou que jamais vai apoiar o PSDB em São Paulo.

  1. Decisão sensata do SKAF. Isto deverá atrair seus eleitores para o França, concorrendo significativamente para sua vitória, se Deus quiser! Ganhou minha simpatia.

  2. Dória queimou-se.
    Terá muito problema para eleger-se.
    Em não conseguindo, ouvirá: “Você está demitido!”.

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