A ARTE DE SOFISMAR – General Heleno diz que peculato de até R$ 24.000,00 – por ser irrisório – excluiu suposto crime do futuro presidente 6

Valor “irrisório” isenta Bolsonaro em caso de ex-assessor, diz general Heleno

Antonio Cruz/Agência Brasil
O general da reserva e futuro ministro Augusto Heleno Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

João Paulo Nucci

Em São Paulo

13/12/2018 03h35

O general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira, futuro ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), isentou o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de responsabilidade no caso das movimentações financeiras “atípicas” de um ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). “O presidente tá isento disso aí porque não teve participação. O que apareceu dele é irrisório, uma quantia pequena, e ele mesmo já explicou. Acredito que não vá atingi-lo”, disse Heleno em entrevista exibida na madrugada desta quinta-feira (13) pelo programa Conversa com o Bial, da TV Globo.

O jornal “O Estado de S.Paulo” revelou, há uma semana, que Fabrício de Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão no período de um ano, enquanto servia como assessor e motorista no gabinete de Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito, na Assembleia Legislativa do Rio. A movimentação na conta de Queiroz foi considerada “atípica” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Na entrevista, Heleno ironizou a participação do órgão no caso. “Fico muito feliz que o Coaf tenha se manifestado, porque ficou em silêncio durante muitos anos, né? Tomara que ele seja mais ativo, que não deixe sair bilhões de dólares do país sem ninguém saber.”

Sobre a resolução do caso, o general disse estar “aguardando os acontecimentos” e os esclarecimentos dos “personagens principais” envolvidos.

“Os responsáveis vão ter que assumir a culpa. Se houver alguma penalidade, vão ser submetidos a essa penalidade”, afirmou Heleno.

Dentre os depósitos realizados por Queiroz está um de R$ 24 mil para a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O presidente eleito afirmou que o repasse se deve ao pagamento de um empréstimo que fez ao ex-assessor, no valor total de R$ 40 mil.

Direitos Humanos

Na entrevista à TV Globo, Heleno também comentou uma declaração recente sua, de que “direitos humanos são basicamente para humanos direitos”.

“Se tenho limitação em proporcionar direitos humanos, e temos essas limitações, porque somos um país ainda economicamente enfraquecido, moralmente enfraquecido, socialmente enfraquecido. Se tiver que canalizar o meu esforço de proporcionar direitos humanos pAra alguém, entre o cidadão que trabalha, sai de casa às 6h da manhã, volta às 10h da noite, encara um transporte público terrível, sofre todos os tipos de limitações na sua vida diária… Ele tem muito mais direito a ser pleno de direitos humanos do que um sujeito que é bandido, que está assaltando esse sujeito o meio da rua”, disse Heleno.

“O que a gente reclama é que muitas organizações de direitos humanos não vão no enterro do policial e vão chorar no enterro do bandido. Isso é uma distorção dos direitos humanos.”

Violência

Heleno ainda defendeu a proposta do governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), de “abater” com tiros disparados por atiradores de elite traficantes que estiverem portando fuzis.

“A ideia dessa regra de engajamento é dissuasória. Ou seja: quero desencorajar o sujeito de andar no meio de uma população inocente, onde há crianças, senhoras. Com que direito ele porta esse fuzil, debocha das forças legais, quando aquilo é um alto risco para inocentes?”

Desarmamento

Sobre a proposta da gestão Bolsonaro de facilitar o acesso da população às armas de fogo, Heleno disse que a restrição ao porte “não tem levado a nada”, já que ocorrem mais de 60 mil homicídios no Brasil por ano.

O general ainda fez uma analogia das armas com os automóveis, que também provocam milhares de mortes todos os anos. “Automóvel é uma arma na mão de quem não está habilitado. Vamos proibir o automóvel?”

Para Heleno, possuir uma arma em casa é uma atitude dissuasória, que pode desencorajar os crimes. “Esse é um tema polêmico, concordo que é polêmico. Se levar para um extremo, o cara vai dizer que vai sair todo mundo atirando em todo mundo. Então marido e mulher vão se matar em casa, qualquer briguinha… O cara vai pegar a arma e matar. Pô, então não vai ter faca mais em casa. Vamos dar dentada na maminha?”

Sobre a chacina ocorrida na Catedral de Campinas (SP) na terça-feira (11), quando um homem abriu fogo e matou cinco pessoas, Heleno afirmou se tratar de uma “situação extraordinária”.

“É o caso típico: a arma tava raspada. (…) Ele não comprou essa arma legalmente. O porte ilegal é muito mais perigoso que o legal.”

Transição

O futuro ministro-chefe do GSI revelou que está ansioso para tomar posse, em 1º de janeiro: “Nunca esperava que uma transição fosse tão demorada e tão difícil de acontecer. Achava que a gente ia entrar no vestiário, trocar de roupa, ia ter a preleção do técnico e vamos entrar em campo. Mas demora para caramba pra entrar em campo. E é chorado. Todo dia os problemas meio que se renovam. Acho que todos que estão vivendo essa fase estão loucos pro governo começar”.

Heleno disse ainda que vai ter certa dificuldade, como chefe da inteligência, de manter sigilo sobre as informações: “O GSI, por ser a cabeça do sistema brasileiro de inteligência, por tradição, por doutrina, todos aqueles (que fazem parte dessa estrutura) são soldados do silêncio. É uma coisa que eu não estou muito habituado. Eu tenho que fazer força pra ser soldado do silêncio. Eu gosto de falar. Acho importante a gente trocar ideia, nunca tive preconceito contra a imprensa”.

Ainda sobre a imprensa, o futuro ministro disse que havia uma “torcida”, no Brasil e no exterior, contra Bolsonaro. “A imprensa precisa voltar a ser um instrumento de informação, mais do que uma torcida por alguém. Toda a campanha do presidente eleito foi caracterizada por uma enorme torcida contra ele. Isso acabou prejudicando a visão do que estava acontecendo. Aconteceu também com o Trump.”


Honestidade intelectual não parece ser o forte dos homens fortes do futuro governo!

  1. AOS INGÊNUOS….

    para quem não sabe … vou explicar , no minimo detalhe .. o que se passa..isso que estamos vendo na assembleia do RJ. é costumeiro. são coisas de deputados e senadores…estaduais e federais…. entendem ???

    isso é coisa de quem tem verba publica para distribuir para seus acessores , mas logicamente que combina se antes de contratar um funcionario que o mesmo terA QUE DEVOLVER 10% DO SEU SALARIO ,, TODO MES SOBRE a promessa de que esta contribuição sera para um fundo para as proximas eleições… e que logicamente se o politico ganhar na proxima eleição… o cargo de acessor do contrubuidor estara garantido , para o proximo …

    e se formos analizar friamente… chegaremos a conclusão , de que ai não existe crime algum… é apenas , uma doação de ums funcionarios , para que o patrão junte um dim dim para gastar nas proximas campanhas politicas…

    e logicamente se o patrão ganhar … aqueles funcionarios que hoje estão juntos a ele…
    permanecerão por mais tempo….com um bom emprego garantido……………

  2. não existe um politico da camara federal e das camaras estaduais que estão isentos destes costumes antigos…

  3. Gosto muito do General Augusto Heleno. Talvez seja o melhor Ministro indicado por Bolsonaro. E um dos mais preparados para a função, com certeza.
    Mas nessa ele CHUTOU O SACO DO GUARDA!
    Corrupção é corrupção CARALHO!
    O valor é pequeno, sim…Se de fato foi pagamento por empréstimo, que o Presidente eleito faça uma Declaração de IR retificadora e recolha o imposto devido aos cofres públicos…Mas se foi o velho e conhecido sistema de caixinha com salário de funcionários do gabinete é corrupção porra…
    Vale para o Lula e o PT e vale para o Clã Bolsonaro…
    Do contrário é melhor voltarmos à Ditadura mesmo…seja ela militar ou civil…
    Absolvição pelo pecado menor…essa foi pra ACABAR.

  4. Não que esteja defendendo o Bolsonaro, nem nada do tipo, mas viraram a vida do cara de ponta cabeça, fizeram uma devassa, e tudo o que acharam é um cheque nominal depositado na conta da esposa, ao passo que a lava jato já apurou uma corrupção na ordem de OITO TRILHÕES DE REAIS

    O Coaf que fez essa devassa, se esqueceu de um detalhe, ano que vem esse órgão estará nas mãos do Moro, se bobear até o Judiciário e Ministério vai rodar nessa história

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