Corregedoria Geral da Polícia Civil apura suposto assédio moral e sexual praticado por Delegado de Polícia 63

Por Jocelito Paganelli, TV TEM

 

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Delegado seccional de Rio Preto é acusado de assédio sexual e moral por policial civil

Delegado seccional de Rio Preto é acusado de assédio sexual e moral por policial civil

Uma policial civil acusa o delegado seccional de São José do Rio Preto (SP), José Mauro Venturelli, por assédio sexual e moral.

TV TEM teve acesso, com exclusividade, ao depoimento da mulher contra o delegado feito na quinta-feira (27) na Corregedoria Geral da Polícia Civil, em São Paulo.

No depoimento, ela disse que o assédio começou entre os anos 2013 e 2014, quando o delegado seccional “começou convidar a declarante para sair”. Ela disse que recusava os convites, pois sabia que Venturelli era casado.

Ainda de acordo o depoimento da mulher, o delegado sempre a procurou e dizia que a policial poderia manter um relacionamento com ele e que seria “favorecida” com benefícios se aceitasse.

Delegado José Mauro Venturelli, de São José do Rio Preto, disse que não vai comentar o caso — Foto: Reprodução/TV TEMDelegado José Mauro Venturelli, de São José do Rio Preto, disse que não vai comentar o caso — Foto: Reprodução/TV TEM

Delegado José Mauro Venturelli, de São José do Rio Preto, disse que não vai comentar o caso — Foto: Reprodução/TV TEM

A investigação contra o seccional foi aberta pela Corregedoria da Polícia Civil depois que o marido da policial, que é vereador em Rio Preto, denunciou o assédio no Departamento de Polícia do Interior (Deinter).

O vereador Anderson Branco (PR) chegou a usar a tribuna da Câmara para falar sobre o caso. Na oportunidade, ele disse que sua esposa passou a ser perseguida por Venturelli, porque não aceitava as insinuações do delegado.

No depoimento, a mulher disse que “desde que se recusou a sair” com o delegado e a “ter ou manter um relacionamento íntimo” com ele, passou a ser perseguida no trabalho.

A policial disse ainda que conversava com o delegado seccional por aplicativos de mensagens. Algumas conversas do seccional, segundo ela, eram de conotação sexual.

Ela afirmou na corregedoria que nas conversas por aplicativo dava respostas “amistosas” ao seccional, porque tinha medo de ser perseguida.

A policial civil afirmou no depoimento que está afastada do trabalho, com quadro de depressão, por causa do assédio.

Em nota, a Corregedoria da Polícia Civil informou que recebeu a denúncia no dia 11 de dezembro e não irá divulgar mais detalhes para não atrapalhar as investigações.

O delegado seccional está de licença desde o dia 17. A equipe de reportagem da TV TEM tentou contato com ele, mas não obteve resposta. Em outra ocasião, ele já havia enviado uma carta dizendo que não iria se manifestar sobre o caso.

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