PM preso com 900 kg de cocaína e R$ 1 milhão é transferido para o Romão Gomes 46

Por José Claudio Pimentel, G1 Santos

 


Tabletes de cocaína e armamento foram apreendidos com dupla em Guarujá, SP — Foto: G1 SantosTabletes de cocaína e armamento foram apreendidos com dupla em Guarujá, SP — Foto: G1 Santos

Tabletes de cocaína e armamento foram apreendidos com dupla em Guarujá, SP — Foto: G1 Santos

O policial militar reformado Mario Marcio da Silva, de 44 anos, flagrado pela Polícia Federal com 968,69 kg de cocaína e R$ 1.020.650 em Guarujá, no litoral de São Paulo, foi transferido ao presídio militar Romão Gomes, informou a corporação nesta sexta-feira (8). O preso é investigado por envolvimento com o tráfico internacional de drogas.

Silva foi alvo de uma operação federal que resultou interceptação de um caminhão-baú conduzido por ele e que transportava tabletes de cocaína escondidos em um fundo falso. Em um imóvel que o policial mantinha próximo à orla do Tortuga, as equipes ainda encontraram o dinheiro em espécie, um fuzil, pistolas e um bunker (sala segura) inacabado.

Logo após a conversão do flagrante em prisão preventiva (tempo indeterminado) pela Justiça Federal em Santos (SP), a defesa de Mario solicitou habeas corpus em instância superior. O desembargador federal Mauricio Kato indeferiu o pedido, mas determinou que ele fosse transferido a um quartel do Comando da Polícia Militar na região.

Dinheiro e armas foram apreendidas em casa com bunker próximo à orla do Tortuga — Foto: ReproduçãoDinheiro e armas foram apreendidas em casa com bunker próximo à orla do Tortuga — Foto: Reprodução

Dinheiro e armas foram apreendidas em casa com bunker próximo à orla do Tortuga — Foto: Reprodução

“Contudo, anoto que há risco iminente de morte, caso o paciente, policial militar da reserva, continue encarcerado em estabelecimento comum, sendo de rigor que a custódia ocorra em estabelecimento adequado à proteção da vida do paciente”, escreveu o desembargador na decisão. O investigado estava detido na Penitenciária I, em São Vicente (SP)

MP pede a cassação da aposentadoria do ex-diretor do DEIC , Godofredo Bittencourt Filho , por suposto envolvimento em venda de atestado de frequência para investigador que fazia espionagem ilegal…( Obviamente, a frequência positiva não era de graça! ) 46

Promotor processa policiais de São Paulo por improbidade

Em ação civil, Marcelo Milani, do Ministério Público paulista, afirma que um investigador deixou suas funções para administrar suas empresas e foi acobertado por delegados

Julia Affonso e Luiz Vassallo

O promotor Marcelo Camargo Milani, do Ministério Público de São Paulo, ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra um delegado da Polícia Civil do Estado, um delegado aposentado, um investigador e um ex-investigador. O processo foi apresentado à Justiça no dia 1.º de março. Nesta quinta-feira, 7, o juiz Alberto Alonso Munoz, da 13.ª Vara da Fazenda Pública, deu 15 dias para as defesas se manifestarem.

DADOS FALSOS

A ação aponta que o ex-investigador Claúdio da Silva Santos deixou de exercer sua funções para administrar suas empresas entre fevereiro de 2011 e agosto de 2014. O promotor afirma que os superiores sabiam da conduta e ‘não fizeram constar suas faltas, permitindo que este recebesse integralmente sua remuneração, sem que houvesse efetivamente exercido suas funções’.

“Claudio era investigador de polícia, contudo apurou-se que quase não comparecia ao seu local de trabalho, sendo que não há nenhum registro de sua presença ou de uso dos instrumentos necessários para execução de suas atividades funcionais”, aponta Marcelo Milani.

“Mesmo fora do exercício de suas funções recebeu regularmente seu salário, consubstanciando atos de improbidade administrativa, quais seja enriquecimento ilícito e ofensa aos princípios administrativos.”

De acordo com o promotor, o delegado aposentado Godofredo Bittencourt Filho e o investigador Sérgio Vulcano inseriram ‘dados falsos de frequência no sistema, praticando ato de improbidade administrativa que importaram em enriquecimento ilícito’ de Cláudio da Silva Santos. O Ministério Público pede a cassação da aposentadoria, suspensão dos direito políticos de três a cinco anos; pagamento de multa civil, ressarcimento integral do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

A Promotoria relata que o delegado da Polícia Carlos Eduardo Duarte de Carvalho ‘deveria velar pela observância dos princípios de legalidade, impessoalidade e moralidade, que norteiam a Administração Pública’. Segundo o Ministério Público, o delegado ‘não o fez, pois, apesar de ter ciência da ausência do demandado Cláudio assinou atestado de presença integral para este’.

A reportagem está tentando localizar todos os citados. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, A POLÍCIA CIVIL

A Corregedoria da Polícia Civil informa que está em curso um processo administrativo disciplinar para apurar as denúncias apontadas pelo MP.

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Tanta arrogância e falso moralismo enquanto Cardeal para acabar,  na velhice,  sofrendo uma acusação infamante!

Infelizmente, ainda sobra para o delegado que assumia interinamente a Seccional de Diadema. ]

Observando-se que o TJ-SP trancou a ação penal em desfavor do Dr. Carlos Eduardo Duarte de Carvalho , por inexistir crime em sua conduta ao assinar, como mero substituto do titular em férias, as folhas de frequência previamente elaboradas pela equipe do titular Godofredo.

Assim, certamente, será absolvido na esfera administrativa e civil.

A propósito, os fatos foram constatados em Diadema, mas segundo consta ocorria desde o DEIC…

Equipe de confiança, né?

PETIÇÃODOMP-DEIC

TJ-SP_HC_21685647820188260000_8df0d.pdf