Vamos rir para não chorar – Não são os bandidos do morro que executam os PMs, são os seus próprios “irmãos de armas” 30

Peças dos fuzis estavam separadas para serem montadas — Foto: Patrícia Teixeira/G1

 

 

A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou 117 fuzis incompletos, do tipo M-16, na casa de um amigo do policial militar Ronnie Lessa no Méier, na Zona Norte do Rio.

De acordo com investigações da DH e Ministério Público, Lessa foi responsável por atirar na vereadora Marielle Franco e no motorista Anderson Gomes no dia 14 de março de 2018.

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/03/12/policia-encontra-117-fuzis-m-16-na-casa-de-suspeito-de-atirar-em-marielle-e-anderson-gomes.ghtml

Marielle – A FRANCA – foi executada para que as mídias bolsonaristas denegrissem toda a esquerda propalando falso acerto de contas por traficantes que a financiavam 43

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Esse pessoal dessa extrema direita de tortos é especialista em contrainformação…

Ou seja, fazer da mentira uma verdade incontestável. 

Em poucas horas – em todo o Brasil –  a vítima virou a bandida…

E a polícia carioca um imaculado poço de pureza! 

Os Bolsonaros devem ser investigados profundamente.

A conduta deles em relação ao episódio é eloquente.  

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Condomínio Vivendas das Milícia…( Agora se vê o motivo de os Bolsonaros jamais manifestaram repúdio pela execução de Marielle ) 2

Alugar casa em condomínio de suspeito do caso Marielle pode custar R$ 10 mil

Casa de Ronnie Lessa, com cerca e portão alto, destoa de outras do local, sem muros

 

Catia Seabra
Rio de Janeiro

O ruidoso sobrevoo de dois helicópteros rompeu, às 5h30 desta terça-feira (12), a calmaria do Condomínio Vivendas da Barra, endereço do policial reformado Ronnie Lessa, 48, e do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Lessa, sua mulher e seu filho moram, há três anos, no número 65/66 do condomínio Vivendas da Barra. Sua rua é a C, a mesma do presidente Jair Bolsonaro. Da varanda da casa de Lessa é possível ver o quarto da filha de Bolsonaro.

O aluguel de uma casa no condomínio custa em média R$ 8.000. Como a casa de Lessa é dupla, com 280 m2 de área construída, o IPTU é de R$12,6 mil por ano. O condomínio custa R$ 2.316 por mês.

A família tem dois carros, um deles blindado. No fim da tarde, um Jeep Renegade de cor vinho estava estacionado na garagem. Na varanda térrea, uma imagem de Buda está localizado na porta de entrada. Nos fundos, um caiaque.

Nesta manhã, após a prisão, sete policiais estavam diante da casa de dois andares, branca com detalhes em azul, de onde levaram documentos e computadores. Essa não é a primeira vez que Lessa quebra a rotina do condomínio de 150 unidades.

Fachada da casa de Ronnie Lessa, ex-PM preso sob a suspeita de ter matado Marielle
Fachada da casa de Ronnie Lessa, ex-PM preso sob a suspeita de ter matado Marielle – Cátia Seabra/Folhapress

Sem fornecimento de água direto da Cedae, a casa tem que ser abastecida por carros-pipas, o que chegou a provocar desconforto aos vizinhos. O policial reformado também já pediu autorização para fixação de uma câmera de segurança no poste de luz do condomínio. Como não obteve autorização, ele instalou um poste dentro de casa, com a câmera voltada para a rua.

A casa de Lessa tem cerca e portão altos e destoa em um condomínio sem muros. Na lateral da casa do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, por exemplo, há uma calçada pela qual é possível caminhar até a rua ao lado.

Condomínio Vivendas da Barra, no Rio, onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa
Condomínio Vivendas da Barra, no Rio, onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa – Google Maps

À noite, as crianças brincam pelas ruas e, com circulação livre, os gatos são identificados apenas por coleiras.

O condomínio tem segurança privada e, na entrada, visitantes se identificam na guarita, apresentam documento e têm a entrada autorizada pelos moradores.

Desde a eleição, dois agentes federais armados fazem guarda na porta da casa do Bolsonaro.

A ‘lei do silêncio’ não permite que se diga que o crime é a polícia…ou melhor: não permite dizer que as policiais estaduais são as maiores ORCRIMs do Brasil…( Quem não rouba nem mata deixa o “irmãozinho” roubar ou matar ! ) 1

A ‘lei do silêncio’ não permite que se diga que o crime é a polícia

POR FERNANDO BRITO · 12/03/2019

Evidente que não se fala que todo policial é criminoso.

Muitos não são, mas sabem que a estrutura é e, por isso, melhor calar.

Mas é simplesmente inaceitável ler em O Globo que “ninguém jamais havia investigado Ronnie Lessa [0 sargento apontado como o executor de Marielle Franco].

“Embora os corredores das delegacias conhecessem a fama do sargento reformado, de 48 anos, associada a crimes de mando pela eficiência no gatilho e pela frieza na ação, Lessa era até a operação desta quarta-feira um ficha limpa”.

O cara sofre um atentado a bomba acionada por controle remoto via celular, andando numa Toyota blindada e ninguém investigou a razão, sendo aceitável que ele era “segurança” (ou ex-segurança) de bicheiro e vida que segue?

O sujeito mora em um condomínio de luxo na Barra, tem casa com lancha num outro, de luxo, em Angra dos Reis, desfila num automóvel blindado Infinity que, se tiver sete ou oito anos de uso custa mais de R$ 120 mil, tudo isso com uma aposentadoria da PM que fica pouco acima de R$ 7 mil, e ninguém desconfia de nada?

E vejam que era um mero sargento, nem mesmo um oficial. Será que nem nestes há o brio de, vivendo modestamente, não investigar porque há tantos “colegas” podres de ricos?

Como isso é possível sem cumplicidade e muita?

Há uma estrutura criminosa dentro de nossas polícias e a “licença para matar” que já lhe é dada há muito tempo só a faz prosperar, inclusive agenciando as atividades dos “bandidos-bandidos”, com seus arreglos e proteção.

Meses atrás o ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse que comandantes de batalhão da PM do Rio eram “sócios do crime organizado” e nada aconteceu.

Vivi, de perto, as dificuldades de um governo, o de Brizola, que se dispôs a enfrentar os desvios da polícia. A sério, sem aquelas demagogias de escolher meia-dúzia para expulsar e continuar “deixando a festa rolar”. A imprensa fazia coro ao “não deixam a polícia trabalhar”.

Vê-se agora o quanto trabalham. Deve realmente ser trabalhoso não ver um mercenário milionário bem diante dos seus olhos.

Haverá, nos jornais, quem faça a básica pergunta de como isso foi possível?

http://www.tijolaco.net/blog/a-lei-do-silencio-nao-permite-que-se-diga-que-o-crime-e-a-policia/

No meu tempo policial militar não se incomodava com gay, lésbica , folião cachaceiro , nem mesmo com traveco de avenida…A juventude policial está mudada, em vez de quebrar ladrão quebram mulheres, idosos, meninos delicados e pingão indefeso…Dos PCC – salvo a ROTA – a maioria dos bombadões corre de medo! 6

Imagens mostram policiais agredindo folião em bloco de SP

Publicitário foi cercado e atacado por agentes, que foram afastados das funções neste domingo. Medidas legais estão sendo tomadas, diz vítima

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2019 | 22h26

SÃO PAULO – Imagens divulgadas na noite deste domingo, 10, pela TV Globo mostram o momento em que cinco policiais cercam e ao menos um deles agride um folião durante um bloco de pós-carnaval neste sábado, 9, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. A vítima, o publicitário Guilherme Kieras, de 29 anos, ficou ferido e relatou em redes sociais que foi perseguido e levado para uma rua afastada, onde foi agredido até com cassetetes.

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A gravação mostra cinco policiais segurando o homem e o colocando entre viaturas estacionadas Foto: Reprodução/TV Globo

A gravação mostra cinco policiais segurando o homem e o colocando entre viaturas estacionadas. Ao menos um soco parte do policial e o restante da cena não é possível visualizar. Kieras disse que tudo começou quando, em razão da chuva, tentou se abrigar na mesma marquise em que estavam os policiais, na Avenida Marquês de São Vicente. Ele foi impedido, segundo conta, e se dirigiu a uma árvore próxima.

“Nisso um policial começou a gritar dizendo que ali também não podíamos ficar, eu questionei porque não havia motivo aparente para não poder, fomos em seguida perseguidos por 4 a 5 PMs que nos batiam com cassetetes, chegando a me perseguir na rua, me levar a força para uma rua afastada, onde levei socos, chutes e fui desacordado por uma mata-leão”, relatou. “A última coisa que lembro antes de perder a consciência foi de pedir para não morrer, e segundos após acordar, me recordo de pedir pra ir embora. Fui chutado para a rua, onde, sangrando muito pela boca e rosto, saí em busca de ajuda”, completou.

Ao Estado, a Secretaria da Segurança Pública confirmou o afastamento dos envolvidos “até a conclusão das investigações”. “A Polícia Militar informa que, assim que tomou conhecimento das imagens, instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar toda a ocorrência”, declarou a corporação em nota. “Mais de 10 mil policiais militares estiveram nas ruas da capital paulista neste fim de semana para garantir a segurança dos foliões e o cumprimento da lei. A PM não compactua com desvios de conduta de seus agentes e este episódio, que não representa o trabalho da corporação, será rigorosamente apurado.”

“Fazemos um escândalo e lutamos com fogo nos olhos. O afastamento dos policiais é apenas o início. Todas as medidas legais estão sendo tomadas. Vamos lutar em nome de todos os que sofrem com isso diariamente e não têm voz!”, acrescentou o publicitário em nova postagem.

Na semana passada, o Estado mostrou que policiais militares usaram bombas e balas de borracha contra foliões no mesmo bairro, deixando ao menos três pessoas feridas. As vítimas relataram que o bloco do qual participavam já tinha se dispersado e poucas pessoas permaneciam nas ruas da região quando foram surpreendidas pela ação, que classificaram como truculenta. Ao pedir providências no batalhão depois de ser ferida, uma mulher foi ameaçada por um policial militar, que disse que não tinha “cerimônia para quebrar cara de mulher” . O agente foi afastado e o governador Doria (PSDB) reconheceu o excesso.

Sargentos da PM – se dizendo policiais civis – presos por extorsão para restituição de veículo roubado…Há suspeita de que eles mesmos roubam veículos e depois contatam os proprietários exigindo resgate 2

Sargentos da PM são presos por tentar extorquir vítima de roubo em BH

Os dois militares, sendo um aposentado e outro da ativa, teriam se passado por policiais civis. Eles ligaram para uma vítima de roubo de carro e pediram dinheiro para fazer a devolução do veículo


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Um caso de tentativa de extorsão terminou na prisão de dois sargentos da Polícia Militar (PM)em Belo Horizonte. Uma vítima de roubo de carro recebeu ligação dos militares que pediram R$ 30 mil para devolver o veículo. A suspeita é que eles mesmos tenham levado o automóvel. Na conversa com o proprietário, se passaram por policiais civis. A corregedoria da PM e a Polícia Civil investigam o fato.

A ocorrência aconteceu nessa sexta-feira. Equipes da Polícia Civil começaram a investigar o caso depois que receberam denúncias de que pessoas se passando por policiais civis estariam ameaçando outras com objetivo de receber dinheiro.

O proprietário que teve o carro roubado, um C3, informou aos policiais civis que os sargentos teriam se apropriado do veículo dele e cobravam propina para fazer a devolução. O valor seria R$ 30 mil. Como se identificaram como policiais civis, a vítima entrou em contato com a corporação para esclarecer tal fato.

Enquanto conversava com os investigadores, recebeu uma nova ligação dos sargentos. Desta vez, eles teriam pedido R$ 15 mil. O dinheiro deveria ser depositado pela vítima em uma caçamba de lixo. Uma operação foi montada por equipes da Polícia Civil e os autores foram presos.

Um dos sargentos presos é do Comando de Aviação do Estado (Comave) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o outro seria aposentado. Os nomes não foram divulgados. Os dois sargentos foram autuados pelo crime de extorsão e entregues à Corregedoria da Polícia Militar para as medidas cabíveis.

Por meio de nota, a A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) afirmou que não coaduna com desvios de conduta e que a Corregedoria da Instituição acompanha o fato desde o momento da prisão dos policiais. Informou, ainda, que está adotando todas as medidas legais cabíveis ao caso, “respeitando o direito da ampla defesa e do contraditório dos envolvidos”. Os presos estão recolhidos em unidades da PM, em Belo Horizonte, à disposição da Justiça.

Os policiais militares de todo o Brasil devem desculpas à sociedade: A PM MATOU MARIELLE várias vezes…E quando você for assaltado cuidado para quem você pede socorro, o polícia pode ser sócio do ladrão ! 11

Caso Marielle Franco: quem são os dois presos e o que falta saber sobre os assassinatos

Ronnie Lessa e Elcio QueirozDireito de imagem POLÍCIA CIVIL DO RJ
IOs ex-PMs Ronnie Lessa (à esq.) e Elcio Vieira de Queiroz foram denunciados como executores do crime contra Marielle e Anderson

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado anunciaram nesta terça-feira a prisão de dois suspeitos pelo assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e do motorista dela, Anderson Gomes, em março de 2018.

O policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Elcio Vieira de Queiroz, de 46, foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado de Marielle e Anderson e por tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, assessora de Marielle, que sobreviveu ao ataque.

Segundo os investigadores, Lessa efetuou os disparos contra Marielle e Anderson, enquanto Queiroz dirigiu o veículo de modelo Cobalt usado durante o ataque.

Os investigadores ainda não sabem, no entanto, qual foi a motivação para o crime e quem teria sido o mandante, se é que houve algum. Essas questões serão objeto de uma segunda etapa da investigação, que já está em andamento.

Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, o governador do Rio, Wilson Witzel, disse que os suspeitos poderão fazer uma delação premiada, se assim quiserem.

Lessa foi preso em sua casa, no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca – mesmo local onde o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem casa. Segundo os investigadores, o fato não foi relevante para esta etapa da investigação.

Marielle FrancoDireito de imagemMÁRIO VASCONCELLOS/CMRJ
Image captionSegundo investigadores, ataque que vitimou Marielle Franco e Anderson Gomes foi planejado ao longo de 3 meses

Quem são os presos

Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, Giniton Lages, chefe da Delegacia de Homicídios da Capital, responsável pela investigação, disse que os autores dos assassinatos cometeram “um crime perfeito”, o que fez os investigadores concentrarem sua atenção em pessoas que teriam a capacidade técnica de cometê-lo.

Lessa, acusado de efetuar os disparos, é policial reformado. Também trabalhou na Polícia Civil e foi membro do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope), segundo Lages. Por sua experiência, avalia o delegado, era capaz de cometer um crime sofisticado.

Durante a investigação, diz Lages, observou-se que Lessa tem “obsessão por personalidades que militam à esquerda”. “Numa análise do perfil dele, você percebe ódio e desejo de morte, você percebe alguém capaz de resolver diferenças dessa forma (matando)”, diz o delegado.

Ainda que não seja possível afirmar qual foi a razão para o crime, o delegado a descreve como “motivo torpe”.

A investigação foi feita com a quebra de dados do celular de Lessa. Segundo o delegado, ele fazia buscas por informações ligadas a Marcelo Freixo e também ao general Richard Nunes, então secretário de Segurança Pública do Rio.

Segundo o delegado, a confirmação de que de fato era Lessa no carro foi possível por métodos que não serão divulgados.

Em nota, a PM-RJ afirmou que Lessa ingressou na corporação em 1991 e, a partir de 2003, atuou como adido na Polícia Civil, onde permaneceu até sofrer um atentado que o afastou das atividades policiais, em 2010.

“Em decorrência de sua prisão na manhã desta terça-feira, a Corregedoria Interna da Polícia Militar do Rio de Janeiro já se colocou à disposição da DHC (Delegacia de Homicídios da Capital) e do Gaeco para colaborar no que for possível em relação ao inquérito que resultou na Operação Lume. A Corregedoria aguardará o envio de informações sobre o envolvimento do sargento para adoção de medidas disciplinares cabíveis.”

Queiroz, que seria o motorista do carro, foi expulso da PM-RJ em 2015, após se tornar réu na Operação Guilhotina, realizada pela Polícia Federal, em 2011, e voltada contra policiais fluminenses acusados de corrupção. Segundo a PM-RJ, Queiroz foi expulso em razão de envolvimento “em atividade ilegal de exploração de jogos de azar” e não tem mais qualquer vínculo com a corporação.

Os promotores e policiais não descartam a possibilidade de que houvesse uma terceira pessoa no veículo, algo que será avaliado na próxima etapa da investigação.

Como foi o ataque, segundo as autoridades

“A empreitada criminosa (contra Marielle e Anderson) foi meticulosamente planejada durante os três meses que antecederam o atentado”, diz em nota o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).

A operação foi batizada de Lume – uma referência ao Buraco do Lume, onde Marielle atuava num projeto chamado Lume Feminista.

“É inconteste que Marielle Francisco da Silva [nome de batismo da vereadora] foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia”, diz a denúncia, que classificou o atentado como um “golpe ao Estado Democrático de Direito”.

Os investigadores dizem que os assassinos sabiam onde Marielle estaria, em um compromisso na Casa das Pretas, na Lapa, e tinham informações sobre o carro que a levava.

Eles reconstituíram, por meio de imagens de câmeras de rua, a viagem de cerca de uma hora feita pelo carro, da Barra da Tijuca até o endereço onde estava Marielle. A identificação do veículo foi possível, segundo o delegado, porque ele tinha um “defeito traseiro inconfundível”.

Ao chegarem ao endereço, não encontraram o carro do motorista Anderson, então deram uma volta no quarteirão. Na segunda volta, toparam com o veículo e estacionaram próximo a ele. Ficaram lá por duas horas, até que Marielle deixou o local.

Os assassinos seguiram o carro e efetuaram os disparos a alguns quilômetros dali.

Além das prisões, a operação realiza mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, acessórios, munições e outros objetos.

Os promotores do Gaeco/MPRJ concederão uma entrevista coletiva sobre a operação na tarde desta terça-feira. Desde o fim da manhã, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) e policiais civis envolvidos na investigação também estão dando detalhes da operação a jornalistas.

Além dos pedidos de prisão, o Ministério Público pediu a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa, além da indenização por danos morais aos parentes das vítimas e do pagamento de uma pensão ao filho de Anderson até que ele complete 24 anos.

Repercussão

A prisão da dupla teve grande repercussão nas redes sociais – o termo #MarielleFranco entrou na lista dos trending topics globais no Twitter.

Muitos, porém, cobravam a identificação dos mandantes do ataque – e não apenas dos executores -, além da elucidação dos motivos do crime.

Os pedidos pela responsabilização dos mandantes foram endossados pela arquiteta Mônica Benício, viúva de Marielle.

“Parabéns às promotoras, e a todos os envolvidos. Espero poder ter acesso aos detalhes para que sinta segurança nesse resultado. Mas ainda falta a resposta mais urgente e necessária de todas: QUEM MANDOU MATAR Marielle? Espero não ter que aguardar mais um ano para saber”, ela escreveu no Twitter.

Em nota, a ONG Anistia Internacional pediu que um grupo independente de especialistas possa acompanhar as investigações. “A organização reitera que ainda há muitas perguntas não respondidas e que as investigações devem continuar até que os autores e os mandantes do assassinato sejam levados à Justiça”, diz a ONG.

Outra ONG, a Human Rights Watch, afirmou que a detenção dos suspeitos, “se confirmadas as evidências sobre seu envolvimento, é um passo muito importante na eludicação deste grave crime que chocou o Brasil e o mundo”.

“Para além disso, permanece o desafio fundamental de que os investigadores da polícia e o Ministério Público avancem no inquérito que visa identificar os mandantes do assassinato. A sociedade precisa saber não só quem apertou o gatilho, mas quem mandou matar e o porquê”, diz a organização


Há um ano, neste site e em todas as mídias do Brasil, policiais militares de todos os estados indignados com as primeiras suspeitas dando conta de que o crime de mando teria a participação de PMs, a grita foi geral.

Ocorre que , a grande maioria, em vez de atacar a generalização criminosa preferiram atacar a honra da morta.

O que fazem até hoje ; com comparações levianas , inclusive!

Como se uma morte de “uma pessoa de bem” fosse mais importante do que a morte de uma vereadora negra lésbica militando em defesa dos direitos de minorias ; pessoa de bem na ótica deles! 

Aí está a denúncia apontando para os executores: DOIS POLICIAIS MILITARES E MILICIANOS! 

Como se diz na PM, para os expulsos e aposentados ,  não existe ex-soldado…

E os aposentados continuam com funcional e direito a porte de arma.