Sensibilizado com a injustiça de Bolsonaro , Rodrigo Maia defende policiais civis dos Estados , da União e a isonomia previdenciária com militares 12

Maia apadrinha policiais e engata diálogos sobre isonomia previdenciária com militares

Publicado em Economia

RODOLFO COSTA

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não caiu nas provocações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro e respondeu com classe e estratégia as críticas de que o Parlamento quer torná-lo “uma rainha da Inglaterra”. Sem precisar responder na mesma moeda, com uma postura de confronto, o demista recebeu, na segunda-feira (25/6), na Residência Oficial da Presidência da Casa, representantes da Polícia Civil, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) para discutir a isonomia da aposentadoria das categorias em relação aos policiais militares e oficiais das Forças Armadas.

Politicamente, o movimento de Maia foi um tiro certeiro, avaliam aliados. Tudo foi feito com base no diálogo entre ambas as partes, sem pressão. Afinal, eles se sentem traídos pelo governo. Em Maia, os policiais passaram a vê-lo como aliado. Antes do envio da reforma da Previdência, o Planalto sinalizou que as categorias teriam um regime diferenciado de aposentadoria. As categorias buscaram o então secretário-executivo da Casa Civil, Abraham Weintraub, atual ministro da Educação, e ouviram dele que as aposentadorias dos agentes das forças auxiliares de segurança pública seriam tratadas em um texto à parte da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019. No entanto, não foi isso o que aconteceu.

O governo, no entanto, descumpriu a promessa. A reforma da Previdência prevê 55 anos de idade mínima para ambos os sexos e 25 anos de contribuição, no caso das mulheres, e 30 anos para homens. Além disso, estabelece 15 anos de exercício em cargo para mulheres e 20 anos para homens. Mais recentemente, em reunião com policiais federais, Bolsonaro ordenou às lideranças do governo no Congresso e os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Economia, Paulo Guedes, que atendessem ao pleito dos policiais e negociassem a isonomia das aposentadorias com os militares. Nada ocorreu.

Sucateamento

Desamparados pelo governo, encontraram amparo no Parlamento. Os deputados Luis Miranda (DEM-DF), Alan Rick (DEM-AC), Expedito Netto (PSD-RO e Hugo Leal (PSD-RJ) foram alguns que intercederam a favor dos policiais e apresentaram à Comissão Especial da reforma da Previdência emendas para garantir a paridade das aposentadorias. Cálculos feitos por essas classes apontam um impacto de R$ 2 bilhões em 10 anos. Ou seja, a economia prevista no substitutivo do relator, Samuel Moreira (PSDB-SP), reduziria de R$ 915 bilhões para R$ 913 bilhões. Para as polícias, é um preço pequeno a se pagar para evitar o sucateamento humano das forças auxiliares de segurança pública.

As contas serão testadas por economistas ligados a Maia. Batendo os números, a propensão do demista é encampar a emenda 41, do deputado Luis Miranda (DEM-DF), responsável por ter levado ontem os policiais ao presidente da Câmara. O dispositivo mantém as regras atuais. Hoje, os policiais se aposentam sem idade mínima e com contribuição de 30 anos para homens, com 20 de exercício, e 25 para mulheres, com 15 de exercício. Antes do envio da reforma da Previdência para a Câmara. “O que propus não é nada mais do que Justiça em igualar as aposentadorias com o que foi oferecido aos militares. Quem está na rua sendo ameaçado todos os dias e lutando pela nossa segurança pública são eles”, sustentou o parlamentar.

Simbolismo

Por isso, o gesto de Maia tem um simbolismo político preponderante, reconhecido até por lideranças entre os policiais. “Grande parte está taxando o governo de traidor”, admitiu o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Boudens. Em toda a reforma da Previdência, os policiais são as únicas categorias que não são diferenciadas em gênero. A pensão pós-morte, que para os militares se manterá integral, para os policiais, será reduzido à metade. “Como nós podemos nos dedicar da mesma forma se criam distorções como essas? A categoria se sente traída, e, em parte, eu também. Mas falo de uma traição do governo como um todo. A imposição da equipe econômica sobre o presidente está prevalecendo e o ministro Moro (da Justiça) está se isolando junto às bases da PF e PRF”, acrescentou.

Sem ser pressionado, o presidente da Câmara basicamente apadrinhou as categorias policiais, o que, politicamente, é um trunfo poderoso. “Maia mostrou hoje (ontem) uma sensibilidade que o governo não demonstrou. O sentimento em relação ao governo, eleito com a pauta da segurança pública, é de desprestígio e traição com quem o apoiou. Vemos um governo preocupado em apresentar pautas de aumento da punição, mas esquece do lado humano”, criticou Rafael Sampaio, presidente das Associações Nacionais dos Delegados de Polícia Judiciária (ADPJ).

http://blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/maia-apadrinha-policiais-e-engata-dialogos-sobre-isonomia-previdenciaria-com-militares/

  1. Dois pesos e duas medidas.Tanto na Reforma da Previdência quanto na punição aos ladravazes políticos da nação. disse:

    Até que enfim temos alguém por nós, em tempos de bota comando, ordem unida e flexão de braços.

    Por que tratar militares, bombeiros militares ou policiais militares, de forma absolutamente diferenciada com outras carreiras policiais, aí incluídas as guardas municipais, ou públicas, como as ligadas à segurança prisional, de indiscutível, incontestável periculosidade?

    Alíquotas previdenciárias, tempo de serviço, integralidade e paridade entre ativos e inativos, pensão, tudo deve ser exatamente igual.

    Não basta ser honesto, tem que ser competente.O Bozzonaro se veste de senhor da razão, invade competência legislativa e mostra postura incompatível com a dignidade do cargo que ocupa. Ser humilde é bem diferente de ser ridículo. Não tem cabimento, em visita à escola de educação física da PM, trajado de terno e gravata, fazer flexões de braços com alunos militares em trajes desportivos. Não tem cabimento, numa entrevista a um telejornal, perguntado sobre o ferimento que sofreu, erguer a camisa e a gravata e mostrar toda a região abdominal na TV. E se a facada fosse nas nádegas, iria baixar as calças e mostrar a bunda para todo mundo?

    Felizmente, o Brasil tem demostrado que as instituições estão se fortalecendo, o que possibilita controlar desvios ou abusos de poder. É absolutamente inadmissível que matérias de lei sejam normatizadas pelo Bozzonaro por decretos. Isso nos remete aos AI5 dos anos de chumbo. Infelizmente, em razão da rapinagem que norteou o exercício do poder político civil nas últimas décadas, criou-se o esterótipo de que os militares são mais honestos. Honestidade vem de berço, temos gente desonesta em todas as instituições do Estado, inclusive nas PM’s e nas FFAA, e até mesmo em profissionais próximos ao próprio Presidente da República, o que ficou comprovado, nesta semana, com um Sgt da Aeronaltica preso na Espanha transportando quase 40 quilos de cocaína no avião da FAB em apoio à comitiva presidencial.

    O crime está enraizado nos poderes instrumentais da Administração e estruturais do Estado.

    A Lavajato é a única esperança de alguma moralização nisso tudo que ai está. Não podemos deixar de prestigiá-la.

    A bandeira não deve ser “Lula livre” e sim Aécio, Michel, Serra, Padilha, Alckimin, Perillo, etc., também protagonistas do mal feito à nação, presos e pagando na mesma moeda que o Lula.

    Simples assim.

  2. O Maia tem que assumir o protagonismo nesta reforma. Caso contrário, funcionários públicos concursados e trabalhadores da iniciativa privada serão sacrificados para que os provolégios dos militares e funcionários públicos nomeados sejam mantidos.

  3. Éh, dependemos do Maia mesmo.
    Ao invés de alguns políticos do partido do presidente se preocuparem com a reforma da previdência ser igual para todos, se preocuparem com o desemprego, se preocuparem com a decadência no ensino público, a decadência na economia…, eles estão fazendo bricandeiras com a carga de cocaína que foi apreendida com o militar traficante lá na Espanha, ve se pode isso.

    • Se nós policiais vamos depender de tipos como Rodrigo Maia, então estamos mais ferrados do que eu pensava. Aquilo ali é pior que o cocô do cavalo do Bandido.
      Ganhou a presidência da câmara mendigando o apoio do Bolsonaro e agora só atravaca tudo o que o governo tenta fazer. Só esta “A favor dos policiais” pra tentar complicar a reforma da previdência.
      Assim como puxou o tapete do Presidente, puxará sem dó o dos ingênuos policiais que cometerem o erro de acreditar nele. Esse Maia é do DEM a mesma laia Gogó da estirpe do PSDB. Maia é uma espécie de Dória gordo e mais burro, mas igualmente picareta.

  4. O Interessante, mesmo, é que, num momento tão importante para o Brasil e para o povo brasileiro, quando já estão em tratativas finais quanto aos termos da reforma da previdência, em vez do Presidente da Câmara Federal ter que estar se desgastando e fazendo todos os contatos políticos e com as entidades (inclusive com os governadores), enquanto isso o Presidente da República (autor da proposta de reforma da previdência, e quem mais deveria estar se empenhando) se encontra no Japão participando de encontro do G-20… (resumindo-´se, no caso, muito ajuda quem não atrapalha…)…

  5. Até agora o Bozo só tentou fazer merda. Não fosse o congresso e supremo, o Brasil já teria se transformado em uma grande fossa.

  6. O Analista de Plantão disse:
    27/06/2019 ÀS 19:16
    Até agora o Bozo só tentou fazer merda. Não fosse o congresso e supremo, o Brasil já teria se transformado em uma grande fossa

    jjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjj

    nossa …. o sr entende pra caramba de politica né ??kkkkkkk pode ser um cientista politico..kkkkkk

  7. O Bozzonaro só dá bola fora.
    Falar para a Chanceler da Alemanha, uma das mulheres mais importantes do planeta, quiça a mais importante, líder da maior economia européia e uma das maiores do mundo que o Brasil tem muito para ensinar para a Alemanha, é de uma grosseria sem precedente na diplomacia brasileira.
    Bozzo, não temos nada a ensinar para a Alemanha, nem no futebol que tomamos de 7 a 1.

  8. Tá bom demais para PF, PRF e PC’s…bom demais!
    Podia ser pior.

    Para às PM’s também está bom demais…quietos estão errados!

  9. Agora pouco passou uma matéria no Jornal da Bandeirantes tratando do texto da reforma da Previdência, o entrevistado Rodrigo Maia, Presidente da Câmara do Deputados disse o seguinte:
    “””””Não vamos ceder a pressão de determinadas categorias dos funcionários públicos, aos policiais “”””
    Durante o dia fala uma coisas, a noite outra.

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