Josecir Cuoco – QUANDO DOEI UM PRÊMIO ESSO!! 6

QUANDO DOEI UM PRÊMIO ESSO!!

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Meados da década de 80, conheci Otávio Ribeiro o “Pena Branca”, ele comandava na TV Record, um programa policial que levava o nome de um de seus livros “Barra Pesada”.

De conhecidos passamos a amigos e passei a ouvir as peripécias de seu ídolo “Sivuca”,  policial carioca, que, casualmente, conheci numa das sortidas da polícia paulista naquele estado.

Otávio , moreno escuro, cabelos crespos com uma nesga branca, estatura média, gingado que dizem ser de malandro, mais pra gordo, sempre em busca de uma lenda, fosse policial ou não.

Apaixonado eterno, com desilusões várias, tendo como prato essencial “filé com fritas”, proprietário de um coração do mesmo lote de Madre Tereza, seguíamos nossa amizade “surfando” pela noite , até que recebo a visita , na unidade que eu trabalhava, fato anormal, do meu companheiro de folguedos! Vejo-o arrasado, suando “em bicas”, com o cheiro característico de quem dividiu algo alcoólico com o “santo”, jogou-se em uma cadeira e explodiu :” estou desempregado”!!!

Procurei consolá-lo oferecendo-lhe um copo de água, não só rejeitado, como abominado.

Deixou claro que tinha recursos para mais um mês ,isto sem “surf”…

Procurou saber ,num solilóquio, onde havia errado e chegou a conclusão que ele era muito real e pouco virtual.

Aí aconteceu!

 Perguntei-lhe se havia interesse jornalístico numa entrevista com o cabo Anselmo?

A impressão que tive era de que Otávio fora tomado por uma “entidade” saltadora e curadora de “porres” pós desgraça!

Chegou seu rosto próximo ao meu e disse: “MERRMÃU ME ARRUMAS ISTO E TU ENTRAS PARA A MINHA GALERIA DE IDOLOS”!!.

Arrumei, Otávio ganhou o prêmio ‘ESSO” , se não me engano com a publicação pela revista “Veja”, de sua matéria!

Jurou amor eterno aos meus ascendentes e descendentes!

Sentiu-se traído pela musa da ocasião e nunca mais o vi.

Morreu poucos anos depois de câncer!!!

Autor – Dr. Josecir Cuoco

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  1. Conheci Josecir Cuoco quando da inscrição, nas dependências da Academia da Polícia Civil, para o concurso público de ingresso à carreira de investigador de Polícia. Eu estava requerendo a minha inscrição e ele, não sei exatamente porquê, apesar de já destacado delegado de Polícia, estava ali recebendo e protocolizando pedidos de inscrição.
    Ao ver a minha, com o sobrenome Tovani, me perguntou se eu conhecia “Luiz Tovani Meneghetti”. E diante da resposta “não”, completou que se tratava de “ladrão, bandido”, “filho do conhecido “Meneghetti.
    Eu sinceramente não sabia quem era, “Luiz Tovani”, o pai, “Meneghetti”, sim, era famoso.
    Isto se deu, creio eu, cerca de 40 anos atrás.
    Naquele concurso, para investigador, fui reprovado. Imagino que o Dr. Cuoco nada tenha a ver com aquela reprovação.
    Pouco depois me vi aprovado primeiro para oficial de Justiça Avaliador, depois para procurador do Estado, em seguida para delegado de Polícia, depois promotor de Justiça, juiz de Direito (cargo no qual me aposentei), além de advogado da CESP, procurador do município de SP etc.
    Mas no único de investigador que fiz não fui aprovado.
    Nunca mais vi o Dr. Cuoco, mas sobre ele ouvi falar muito, ora bem, ora mal, mas muito mais bem do que mal.
    Agora, já aposentado, e neste momento respirando ares lusitanos, da região de Cascais, leio matéria por ele assinada e fico feliz em sabê-lo ativo em assuntos policiais.
    Quanto a “Meneghetti”, ou seu filho “Luiz Tovani Meneghetti”, pesquisei a respeito e não temos nenhum parentesco.

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    • Senhor Ronaldo

      Com toda vênia, mas pessoa gabaritada como o senhor, afirmar que o unico concurso que prestou e não passou foi o de Investigador de Policia, sem lhe desmerecer evidentemente, mas causa orgulho neste antigo Policial, não o fato do senhor não conseguir, mas a hombridade de contar.
      Estamos em uma época que todo mundo “é super” e não admite suas falhas e limitações.
      Agora, com certeza, mais adiante aparecerá alguem para o escarnio…
      Já o admirava por suas ponderações, a partir deste momento, minha admiração dobrou de volume.

      é o que penso

      C.A.

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      • Caríssimo C.A., grato pelas referências. O concurso para investigador naquela época, tal como também é hoje, trata-se de uma disputa em que o candidato, além de se sair bem, para ser aprovado, terá ainda que se sair melhor do que os outros, para ser classificado. E, como disse, naquele concurso que fiz para investigador não consegui nem uma coisa nem outra e por isso merecidamente foi reprovado. Mas também da reprovação tiramos ensinamentos: precisamos estudar sempre e mais. Depois tive muitas vitórias, mas naquela derrota foi onde mais aprendi. E mais tarde, em outras carreiras que abracei, foi com “antigos policiais” como Vc que pude ter certeza que todos nós temos nossa importância. Abraço fraterno do Tovani

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    • Osso, nem leio as matérias desse blog mais, só entro para ver os comentários e me informar por aqui, pois é onde estão os assuntos pertinentes a PC…

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  2. O deputado que conseguiu transformar os carcepas em agentes, bem que poderia elaborar um novo projeto, agregando mais duas ou três carreiras obsoletas, como aux. de papi e atendente de necrotério, por exemplo, à de agente policial. Teríamos, assim, uma extrutura de carreiras mais enxuta e moderna, podendo seus ocupantes serem melhor distribuidos dentro da instituição. Muitos destes agentes poderiam ser alocados em dlegacias para tarefas como a eleboração de B.Os. Isso abriria espaço para uma possível unificação das carreiras de investigador e escrivão, cujos profissionais ficariam responsáveis pelas diligências e condução dos inquéritos.

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