Sistema de vigilância integrado ajuda polícia a capturar bandidos em rodovias paulistas 6

Por Jornal Nacional

 

Sistema de vigilância integrado ajuda polícia a capturar bandidos em rodovias paulistas

Sistema de vigilância integrado ajuda polícia a capturar bandidos em rodovias paulistas

Cidades do interior de São Paulo montaram um sistema de segurança inédito no país. A chamada muralha eletrônica tem como base a troca de informações e está ajudando a polícia a reduzir os índices de criminalidade.

O mesmo sistema de segurança está em quase 30 cidades onde moram cinco milhões de pessoas. São 1.100 câmeras instaladas em municípios da Grande São Paulo, litoral e interior do Estado. A maior parte dos equipamentos está na região de Jundiaí. A muralha virtual registra a passagem de quase seis milhões de veículos por dia. Nada escapa aos olhos eletrônicos e ao sistema de inteligência.

As informações dos veículos usados em crimes são compartilhadas. Se uma quadrilha sai de uma cidade e entra em outra, será descoberta. O monitoramento com câmeras especiais ainda gera um banco de dados que pode ser analisado de várias formas, desde o caminho percorrido por um suspeito até o cruzamento de um veículo com uma ou mais ocorrências.

Uma quadrilha invadiu uma empresa em Indaiatuba. Os assaltantes levaram R$ 12 milhões em fertilizantes agrícolas em caminhões roubados. Dois dias depois, um dos carros usados na escolta dos caminhões entrou em Jundiaí. O sistema deu o alerta, a Guarda Civil cercou e prendeu os bandidos. Eles estavam com duas vítimas sequestradas de outro roubo de carga que tinha acabado de acontecer. No caso de placas clonadas, o próprio sistema indica a duplicidade.

Das quase 30 cidades que usam o sistema de segurança no Estado de São Paulo, Campinas é a mais populosa, com 1,1 milhão de habitantes. Depois que o monitoramento começou, houve queda no roubo e furto de veículos.

O banco de dados também facilita o trabalho de investigação da polícia. “Essas informações chegando dessa forma, com qualidade e com velocidade, não há dúvida que a Polícia Civil consegue desenvolver um trabalho melhor, esclarecendo melhor e mais rapidamente os crimes e, consequentemente, reduz a criminalidade naquela região de atuação”, afirma Paulo Sérgio Giacomelli, gestor de Segurança de Jundiaí (SP).

A troca de informações entre as cidades é inédita no país. “Esse exemplo que a gente está vendo aqui é um exemplo da polícia do futuro, aquela que estabelece padrões criminais e age em cima de casos específicos. É isso que países como Estados Unidos, como Inglaterra, como França, como Alemanha têm tentado fazer com que suas forças policiais façam”, diz o professor de segurança pública da FGV Rafael Alcadipani

  1. Infelizmente, o ladrão, sabedor das cameras em vários locais, ou os evita ou troca as placas.

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  2. Detecta, não sei qual a base de dados utilizada, mas é diferente daquele da PM, na qual a pesquisa é quase em tempo real e não cria dados ficticios, ou seja, quando testei ambos ví que um veículo que não anda há anos canta no nosso e no deles não.

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