BRANCO e RICO – Filho de empresário recebe suposto tratamento diferenciado na Delegacia de Jales; apesar de “muito loko” ao volante apenas foi lavrado um “beozinho” para “rigorosa e completa” apuração dos fatos 6

Polêmica em Jales : suposto favorecimento a filho de empresário

08 de setembro de 2019

O delegado seccional disse que não há diferença de tratamento entre pessoas ricas e pobres

Filho de empresário admite ‘aliviada’ de policiais para não ser preso após fuga e acidente com BMW

Um jovem de 24 anos foi detido com drogas após fugir da polícia quando dirigia supostamente embriagado ao sair de uma festa em Fernandópolis, em São Paulo. Mais tarde, o rapaz admitiu ter bebido e que estava com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) cassada por meio de uma publicação no Instagram. Ele também disse que o “pessoal da delegacia” conhecia a família dele e que conseguiu uma “aliviada” para não ficar preso.

Filho de empresários, Lucas Maroca contou, pela rede social, que estava saindo de uma festa no carro dele, uma BMW, e que ficou em “pânico” ao se deparar com uma blitz da PRF (Polícia Rodoviária Federal). “Desesperei, tinha bebido e minha carta está cassada. Na hora entrei em pânico e nem lembro o que aconteceu”, explicou.

De acordo com a PRF, durante a fuga, o jovem jogou para fora do veículo uma substância branca reconhecida mais tarde como quetamina, medicamento veterinário usado como alucinógeno. Após a batida, uma porção de maconha também foi encontrada no interior do carro.

“Desesperei, pois tinha bebido e minha carta está cassada. Fiquei fugindo da polícia, bati meu carro e quase atropelei um policial”. Jovem admite ter bebido e dirigido e o mais impressionante: ter escapado de punição porque “pessoal da delegacia” deu uma aliviada.

Vídeo incorporado

‘Aliviada pra eu não ficar preso’

Na delegacia, Lucas prestou depoimento, se negou a fazer o teste do bafômetro e o exame de sangue, mas assumiu que os entorpecentes eram para consumo próprio. Ele foi liberado após os procedimentos.

No vídeo, Lucas comentou que policiais civis deram “uma aliviada”. “Tive a sorte do pessoal da delegacia conhecer minha família e conseguiram dar uma aliviada pra eu não ficar preso. Provavelmente vou ter que responder um monte de processo. Não me machuquei e não machuquei ninguém”. Na cidade de Jales, a família de Lucas possui uma empresa têxtil.

O BHAZ entrou em contato com o irmão de Lucas, no entanto, ele optou por não comentar e negou a passar o contato do advogado que representa a família.

‘Infeliz declaração’

Para Charles Wiston de Oliveira, delegado seccional de Polícia de Jales, todos os procedimentos feitos pelos plantonistas foram corretos e classificou a fala de Lucas como uma “infeliz declaração que trouxe desconforto”.

O delegado explicou que Lucas não foi preso, pois faltaram provas de que ele estava embriagado, mesmo com a confissão, pelo Instagram, do uso de bebidas. “Ele se negou a soprar o bafômetro, não aceitou fazer o exame de sangue. Com isso foi acionado o médico legista para analisar os sinais psicomotores, a voz pastosa e olhos avermelhados. Esse médico constatou que ele não estava embriagado. O delegado não teve prova convincente”, disse.

Sobre a porção de maconha encontrada com o jovem o delegado disse que isso não seria suficiente para ele ser preso, pois não há pena para quem porta drogas para o uso pessoal. “O crime previsto no artigo 28 na Lei de Drogas cabe uma advertência decorrente de audiência judicial. Por isso ele não poderia ser preso”.

Já com relação a quetamina jogada por Lucas durante a fuga, o delegado informou que ela não se trata de uma droga sintética, mas sim um anestésico de uso veterinário. “Ela não é proibida pela Anvisa e nem considerada uma droga sintética”.

Apesar do delegado afirmar que a embriaguez não foi constatada pelo médico legista, o registro policial consta que jovem estava embriagado, segundo o próprio Oliveira. “O registro aconteceu para que o caso seja investigado. O delegado agiu certo e fez tudo que era possível”.

Um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso.


O delegado pode ter agido dentro da mais absoluta legalidade, mas não é esse o padrão empregado pela Polícia Civil em casos semelhantes envolvendo cidadãos comuns; especialmente quando o comum é pobre . 

Zé ninguém faz exame na marra com direito a filmagem com ampla divulgação da bebedeira; acabando preso em flagrante sem direito a fiança.  

  1. Caraca! Só de ver a lata do figurinha já dá pra fazer um flagrante por conduzir veículo sob efeito de bebida alcoólica ou substância de efeitos análogos. Ouve condutor e duas testemunhas presenciais, esclarecendo que se recusa a ser submetido a exame e já era, mormente quando se envolve em acidente e se recusa a soprar etilômetro ou a fazer exame de dosagem. Duvido que o delegado plantonista correria risco de responder por abuso. Corre mais risco agora por responder por prevaricação. Na certa alguém ligou e fez aqueles pedidos do tipo: “Vê o que você pode fazer, o cara é um lixo mas a família é gente boa”,” Procure ter bom senso”, etc…
    Se fosse “Zé” já chegava na delegacia debaixo de porrada.

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  2. Ué, se não houve provas e sequer o medico legista atestou embriagues iria prender o boy de que jeito? Caracas, dá lhe paulada…………

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  3. Por isso que Direito é um lixo: quase nada é seguido a risca. Praticamente tudo na base do jeitinho.

    A teoria é muito linda. Na prática, na Constituição Federal, por exemplo, mais de 60% do que está escrito lá não é obedecido, nem pelas pessoas, nem pelo Estado

    Em química ou farmacia, se voce der um “jeitinho” e alterar uma substancia, voce altera toda uma substância e os efeitos colaterais podem ser outros.

    Matematica se voce der um “jeitinho” de somar 2+2 = 5, voce absorverá todas as consequencias do seu erro.

    Em Portugues, se voce escrever “nois vai nois fica”, voce será “taxado” de varias coisas ruins.

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  4. Não estou condenando o plantonista, mesmo porque esta respaldado pelo exame clínico feito pelo médico legista, mas no lugar dele, pelas informações constantes do comentário, faria o flagrante e não me preocuparia nem um pouco. Muito melhor do que, momentos depois, ser surpreendido pelos comentários feitos pelo “boy”.

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    • Certa vez me disseram pra, em plantão nunca aliviar pra ninguém por que você ajuda o cara agora e daqui a 5 minutos ele te ferra voluntária ou involuntariamente ou simplesmente é ingrato mesmo. De lá pra cá já vi muita “Aliviada” dar zebra por que o “ajudado” falou demais depois. Este ai me parece ser o caso. Tinha de ter metido o flagrante. Depois confirmava se o boyzinho estava breaco ou não.

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