Concurso PC-SP: TCE recomenda novos editais para reposição de pessoal 27

O TCE-SP recomendou ao governo de São Paulo o planejamento e realização de novos concursos para Polícia Civil

No último relatório de Contas do governador, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) fez oito recomendações à Polícia Civil. Entre elas, o planejamento e a realização de concursos para repor recursos humanos e verificar necessidades de infraestrutura dos Distritos Policiais.

Vale lembrar que o atual governador de São Paulo, João Doria, já autorizou um novo concurso Polícia Civil-SP com 2.939 vagas de nível superior. Os editais estão previstos para o próximo ano, como informou à Secretaria de Segurança Pública (SSP) à FOLHA DIRIGIDA.

A recomendação do TCE-SP para abertura de novos concursos para corporação foi apontada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em sessão do dia 12 de setembro.

Isso porque a Casa publicou uma emenda ao Projeto de Lei do Plano Plurianual (PPA 2019/2023) para ampliar os indicadores e contribuir para obras de infraestrutura da polícia. A Assembleia sugeriu o acréscimo de 20% da meta do PPA para que sejam reformadas e/ou construídas unidades policiais.

O que também ajudaria na abertura de concursos para Polícia Civil, tendo em vista que as novas unidades precisariam de mão de obra. A emenda foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo de sábado, 14 de setembro.

PC-SP tem concurso autorizado com mais de 2 mil vagas
de nível superior (Foto: Divulgação)

Em uma auditoria feita em julho, o Tribunal de Contas identificou que a PC-SP funciona com efetivo 25% inferior ao ideal. No exercício de 2018, o déficit foi de mais de oito mil policiais, que não foram repostos com aprovados nos concursos PC-SP.

Segundo o relatório, foi constatada a carência de 8.821 agentes nas oito carreiras da corporação. O quadro de pessoal da Polícia Civil e Técnico-Científica, segundo o TCE, apresentou um déficit crescente de 2014 a 2018. Isso atingiu 30% do total de cargos, com exceção de delegado.

Outra informação importante revelada pela auditoria é que 30% dos policiais em atividade já estão aptos a se aposentar. Isso porque cerca de 37% do quadro tem idade superior a 50 anos.

https://folhadirigida.com.br/noticias/concurso/policia-civil-sp/concurso-pc-sp-tce-recomenda-novos-editais-para-reposicao-de-pessoal

  1. Triste situação da polícia civil de São Paulo. Policiais com salários baixos, sem carreiras adequadas e dignas, delegacias sem estruturas, condições de trabalho desumanas e muitos policiais com problemas psicológicos. Tudo isso por culpa desse governo do PSDB que reina em São Paulo há mais de 20 anos. Não é atoa que esse partido é chamado de TUCANO, “mentiroso”. Mentem tanto que o nariz é maior do que o do próprio tucano.

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  2. Se demorarem mais um pouco, vai ser somente, reposição de vagas vazias! Está uma debandada geral! Escrivães, até Peritos…Tiras! Só os delegados, com tempo para sair, estão ficando. Por que será?!

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  3. Somente um pouquinho de história da Administração. Este tipo de divisão profissional que ocorre na Policia Civil é algo baseado na administração clássica, a qual surgiu no início do século XX, tendo como expoentes Taylor (Administração cientifica) e principalmente Fayol, o qual dividia as atividades da organização por funções muito bem divididas. Este tipo de divisão das tarefas era algo muito bem justificado quanto havia líderes com qualificação superior aos demais subordinados, que via de regra, tinha formação precária e, para adequação aos trabalhos da organização, eram especializados em determinada função, exercendo-a repetidamente, o que de fato diminuía a ocorrência de erros. Este tipo de descrição parece muito bem encaixado com a Polícia Civil do século XX, com muito cargos de apoio ao cargo exercido pelo profissional com a maior qualificação da instituição, o Delegado de Polícia. Notem que tínhamos, como ingressantes na grande maioria das carreiras, profissionais em regra com o ensino fundamental, antigo primeiro grau, em contrapartida á figura do único profissional com exigência de nível superior para o ingresso (para simplificação, exclui-se peritos e médicos legistas). No entanto, com o crime sendo cada vez mais organizado, em especial, penetrando em atividades econômicos, a exigência de conhecimento do policial tornou-se algo de vital importância para o exercício das atividades de investigações, convergindo para uma característica totalmente oposta à especialização, que a multidisciplinaridade, ou seja, a necessidade de múltiplos conhecimentos e diversidade do profissional para a solução dos mais diversos crimes. Assim, não faz sentido a polícia ser dividida em diversos cargos, quando o crime atua de forma dinâmica, adaptando-se quando necessário. Cabe á Polícia Civil atuar com esta mesma dinâmica, e o primeiro passo seria aproveitar o conhecimento e vivência do policial para atuar de forma eficiente, independente de sua função decorrente de admissão através de concurso público.

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    • (…não faz sentido a polícia ser dividida em diversos cargos…)

      Faz SIM !!

      A burocracia gera a ineficiência que possibilita a corrupção.

      Resumindo:

      Está estrutura arcaica e improdutiva (com quatorze carreiras) facilita a atuação do crime organizado.

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    • O que a administração e o comando da instituição também parecem não ter percebido é que o perfil do ingressante para as carreiras que eram de nível fundamental ou médio mudou. Não raro, há investigadores, fotógrafos e atendentes de necrotério com a mesma formação que peritos e delegados, ou até melhor – médicos ainda são um ponto fora da curva porque medicina é um curso caro e inacessível para a grande parte da população. A tal ponto que a Civil não passa de mera etapa para outros concursos para quem tem ingressado, infelizmente, e que as pessoas já não têm a mesma propensão a aceitar qualquer ordem absurda. Quem ingressa, hoje, tem vida fora da Polícia, ou seja, pode viver da profissão em que se formou e já não tem o superior como uma autoridade absoluta. Dá para discutir a questão da vocação para o cargo, coisa bem subjetiva, mas isso é irrelevante porque a pessoa já entrou para a instituição e precisa ser direcionada, de acordo com suas capacidades.
      Tudo isso para dizer que já não existe o abismo socio-econômico-cultural entre as carreiras de nível superior e as demais que parecia existir, e que falta sim pessoal, muito, mas que também o quadro atual poderia ser melhor aproveitado, treinado e formado.

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        • E não é só isso: foi-se também a época em que a maçanetagem, o achaque e o amadorismo ficavam por isso mesmo. A população, bem ou mal, descobriu que tem direitos. Ela chega na repartição com celular filmando. Sabe os telefones da Ouvidoria e da Corregedoria. Quer ser atendida, bem tratada, e com toda a razão, porque o IPVA, o ICMS etc já foram pagos. O funcionalismo público, mantida a estabilidade constitucional, não tem porquê para não ser encarado como a iniciativa privada, dando resultado e produzindo (eu ri alto, mas entendem o sentido).

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  4. Tem um bizu interessante : quem tem duas ou mais armas vai ter que devolver e só ficar com uma, isso para disponibilizar armamento aos novos colegas que irão ingressar, então quem quiser uma reserva , backup, vai ter que adquirir com seus próprios recursos, legal né ?

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    • Faz sentido, ontem 19/09 o meu Chefe teve de fazer um levantamento emergencial do número de cargas para mandar para a seccional.

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      • Meu chefe essa semana também perguntou quantas cargas de armas eu tinha.
        Felizmente só tenho uma. A coisa que eu menos quero no mundo é material do Estado na minha mão.
        Se some algo do Estado, eles só faltam querer sua alma em troca da tranqueira desaparecida. Te fazem dar conta e ainda cobram um valor bem acima do valor real da coisa que sumiu para você ressarcir.
        Se pudesse, nem carga de colete eu tinha e já tinha devolvido o distintivo com numeração de série e andaria só com o genérico. Quando menos coisa do Estado pra sumir na minha mão melhor.

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    • Na verdade,li um e-mail no institucional esse dias que esclareceu isso: A Policia Civil quer adquirir novas armas. Mas estamos no limite da quantidade de armas que o exército nos permite. Por isso, para adquirir novas armas, armas em uso devem ser descartadas. Então, estão solicitando que, quem tem duas cargas devolva uma e pegue uma arma nova depois.

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      • Interessante saber disso, assim como eu, outros muitos estao prestes a ser empossados.
        Entao pegaremos armas usadas…
        Eu ja estou tirando CR p nao precisar andar c carga da PC

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        • Pesquise sobre as portarias em relação ao porte para não dar bom dia a cavalo. Por exemplo: O senhor sabe que precisa de autorização da PC para o senhor andar com arma particular? Não obstante o senhor também deve saber que há portaria DLOG do EB que expressamente proíbe o uso de “suas armas” em atividade policial. Nem irei me aprofundar. Registre a arma particular no SINARM e não CRAF. Mais que isso eu cobro a informação. Kkkk

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  5. Parabéns pela sabia atitude de desarmar o policial civil, nossas armas são um lixo, disso todo mundo sabe, por isso pegamos duas cargas, se ambas falharem, pelo menos dá para arremessar na cabeça do ladrão

    Vão recolher todas as segundas armas para distribuir para os novos policiais da Acadepol, o que mais me revolta, é não termos a possibilidade de comprar uma Glock com isenção de impostos, ou por R$ 800 reais como fizeram com a Pm

    O negócio é entrar com mandado de segurança e se recusar na remoção de preso, deveria pegar todas as cargas logo, acaba de matar logo a instituição

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    • Pior que é. O que eu mais gostaria seria devolver essa MD6 (E olha que a minha eu gastei uma graninha fazendo uma afinação pra ficar menos ruim) e pegar uma daquelas 1911 .45 ACP antigonas. Mais arma que ocupa menos espaço.

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  6. Espero que seja verdade, não vejo a hora dos novos Investigadores sair da Acadepol para que eu possa sair daqui do quinto dos infernos. Sou da última turma de tira, estou trabalhando em uma delegacia de pensão alimentícia na grande São Paulo e moro na zona leste.

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  7. Não basta, só fazer concurso, tem que segurar o pessoal que está entrando, esse pessoal está sem referência salarial e de plano de carreira, não precisa ser formado em Oxford ou em Harvard para saber que, se não tiverem referência salarial com os mais antigos e plano de carreira, muitos acabam saindo e se aventurando em outra instituições.

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