Cinco policiais civis, tenente da Rota e três soldados são indiciados por formação de quadrilha e extorsão…Além da cadeia e expulsão poderão ser condenados a multas milionárias em ação de improbidade administrativa 11

Corregedoria da Polícia indicia 12 por extorsão de R$ 2 mi a empresário

Entre os investigados estão cinco policiais civis, um tenente da Rota, três soldados e também três empresários, personagens de um emblemático episódio protagonizado pelo ex-diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, e por outro ex-delegado da PF que prendeu os ‘aloprados do PT’, em 2006

Luiz Vassallo

08 de outubro de 2019 | 17h30

O delegado Álvaro Augusto de Siqueira, da Divisão de Crimes Funcionais, braço da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, indiciou cinco policiais civis, um tenente da Rota, três soldados e três empresários por suposto crime de extorsão contra P.R.R.B., do ramo de bitcoins.

Documento

P.R.R.B. afirma ser vítima de ‘ameaças’, diz ter pago R$ 2 milhões aos agentes policiais e que chegou a escalar como intermediários em negociações com seus algozes o ex-diretor-geral da Polícia Federal delegado Leandro Daiello e o ex-delegado da PF Edmilson Pereira Bruno, que, em 2006, prendeu os ‘aloprados do PT’ – grupo que teria tentado vender um dossiê com acusações contra o tucano José Serra.

O empresário diz que Daiello e Bruno agiram como seus ‘advogados’.

Segundo o delegado do caso, ‘P.R.R.B. foi atraído para uma reunião de negócios pelo empresário Marcelo Nogueira Chamma, que ocorreria no dia 11 de julho de 2019 (quinta-feira), no escritório de uma empresa localizada na Alameda Jaú, bairro nobre da Capital Paulista’.

“Ao chegar no local da reunião, P.B. foi surpreendido por uma blitz policial, tendo sido retirado de seu veículo, algemado e colocado no interior de uma viatura policial caracterizada com as cores da Polícia Civil Bandeirante”.

“Os responsáveis pela sua abordagem e captura foram os policiais civis Roger Hiroshi Toda, Tiago Antonio dos Santos Viana, Thomas Luiz Zan e Wailton Sena Rios, além do civil Matheus de Souza Paula”, afirma o delegado.

Álvaro Augusto de Siqueira anota que o empresário ‘foi levado até o prédio onde fica o apartamento de seu irmão, localizado na Rua Fagundes Filho, 470, mas acabaram não entrando no edifício’.

“Em seguida Paulo foi levado até o 73.º D.P. – Decap, pelos policiais civis, tendo Matheus de Souza Paula permanecido naquele local”.

“Na unidade policial, onde inicialmente estavam os policiais civis Roger, Tiago, Thomaz e Sena, juntaram-se ao grupo o policial civil chefe dos Investigadores de Polícia Geraldo Francisco Oliveira Subrinho, Matheus de Souza Paula e, Davi Carlos de Souza Queiroz, este último tenente da Polícia Militar”, narra o Delegado de Crimes Funcionais.

Ameaça

Segundo o relatório do inquérito, P.R.R.B. ‘foi então ameaçado de morte e acusado inicialmente de ser traficante de drogas e de lavar dinheiro para organizações criminosas, depois foi acusado de ser golpista e finalmente lhe foi revelado que somente estaria ali pois um de seus clientes, Guilherme Aere dos Santos, estava descontente com os serviços prestados por Paulo, além de ser credor de valor milionário de Paulo’.

“A vítima então passou a argumentar com seus algozes de que não se tratava nem de traficante, nem de lavador de dinheiro, nem integrante de organização criminosa e tampouco devedor de Guilherme Aere dos Santos”, afirma o delegado.

Siqueira ressalta que a vítima ‘chegou até a falar ao telefone com Guilherme Aere dos Santos, que o ameaçou’.

“No entanto, P.R. conseguiu convencer seus algozes de que haviam sido enganados por Guilherme Aere dos Santos e que não devia nada a ele, tendo recebido em contrapartida a proposta de que esqueceriam Guilherme, mas somente em caso de Paulo lhes pagar o valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais)”.

O tenente da Rota

O delegado afirma que ‘no dia 14 de julho de 2019 (domingo) aulo P.R.R.B. encontrava-se no shopping Praia Mar, no município de Santos, com sua família, quando foi abordado por um indivíduo que lhe mostrou uma arma, sentou-se ao seu lado e disse que estava lá a mando de Guilherme Aere’.

“Tal indivíduo ainda lhe entregou um envelope e disse que Paulo Bilíbio ficaria famoso com as informações que constavam naquele envelope.”

Os autores da abordagem são o tenente da Rota José Ricardo Nahrlich Júnior e o PM Amauri Moreira da Silva. Segundo o relatório, eles foram identificados após diligências realizadas por Daiello e Pereira Bruno.

Ex-delegados da PF

“Acrescenta-se que os dois assessores de compliance de Paulo Bilíbio também foram até o Deic e, em contato com o Investigador de Polícia Leandro Perpétuo, agendaram uma reunião com os policiais civis do 73.º D.P. – Decap que participaram do arrebatamento de Paulo Bilíbio no dia 11 de julho de 2019 – Roger Toda, Wailton Sena, Tiago Viana e Thomas Zan”, diz o delegado.

Segundo o delegado, no dia 1 de agosto, ‘na praça de alimentação do shopping D, localizado nesta Capital, houve uma tentativa de acordo com os policiais civis’.

“Foi proposto que testemunhassem a favor de P.R.R.B. no Gaeco/Ministério Público de Santos, para que relatassem sobre Guilherme Aere os ter contratado para cobrar uma dívida, bem como para que devolvessem o dinheiro indevidamente pago a eles. No entanto, nenhuma das propostas foi aceita.”

O próprio empresário Guilherme Aere ‘contou sobre uma reunião no shopping Cidade Jardim, entre ele, seus advogados, P.R.R.B e seus respectivos advogados e seguranças e dois indivíduos que se aproximaram durante a reunião e um deles mostrou um distintivo da Polícia Federal, ameaçando-o de prisão – tratava-se de Edmilson Pereira Bruno, ex-delegado da Polícia Federal’.

Os indiciados:

1) Guilherme Aere – Empresário

2) Marcelo Nogueira Chamma – Empresário

3) Roger Hiroshi Toda – policial civil

4) Tiago Antonio dos Santos Viana – Policial Civil

5) Thomas Luiz Zan – Policial Civil

6) Wailton Sena Rios – Policial Civil

7) Matheus de Souza Paula – proprietário de estande de tiro

8) Ramon Almeida da Silva – PM

9) José Ricerdo Nahrlich Júnior – tenente da Rota

10) Amauri Moreira da Silva – PM

11) Geraldo Francisco Oliveira Subrinho – policial civil

12) Davi Carlos de Souza Queiroz – PM

COM A PALAVRA, O EX-DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL EDMILSON PEREIRA BRUNO

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em relação a matéria “Daiello e delegado do ‘Escândalo dos Aloprados’negociaram com policiais acusados de sequestrar empresário” esclareço que:

“Eu, Edmilson Pereira Bruno, atuo na análise e investigação de gestão de risco, para diversas empresas.

No caso em questão, por ser ligado à empresa quando da ocorrência do fato e, tendo em vista o reconhecimento de minha expertise em investigação criminal, me foi solicitado a atuação investigativa privada, visando identificar os autores dos crimes relatados pelo empresário.

Durante o transcurso do processo investigativo, em virtude da complexidade dos fatos e dificuldades encontradas é que solicitei o auxílio do advogado Leandro Daiello Coimbra.

Quando concluída a investigação privada, os dados obtidos foram repassados aos advogados da empresa, para que pudessem informar às autoridades competentes do estado de São Paulo no sentido de complementar a representação criminal, feita anteriormente.”

Edmilson Pereira Bruno

________________________________________________________

O tenente da ROTA em 2015 foi preso preventivamente em razão de investigação da Corregedoria da PM.

Segundo o relato do Promotor de Justiça, o Oficial foi  alvo de fiscalização por parte da Polícia Disciplinar Ostensiva para apurar denúncia anônima de que a equipe da viatura operacional nº 91103 portava “drogas e armas” no interior do veículo oficial.

Quando da abordagem  foi localizado no interior da viatura policial, atrás do banco do passageiro, um revólver Taurus, calibre 38, com numeração raspada e municiado com seis cartuchos, sendo que dois estavam “picotados”. Realizadas buscas nos pertences dos policiais  no batalhão, foram encontradas outras 5 (cinco) munições do mesmo calibre no armário do Cb PM Wilson e 5 (cinco) cédulas de identidade (RG) de mulheres vítimas de roubo, no armário do 1º Ten. PM José Ricerdo Nahrlich Júnior .

Como se vê o tenente da Rota é um criminoso contumaz que conta com a impunidade corporativa.

A investigação concluiu que não havia elementos seguros em relação ao crime de peculato em relação à arma e aos documentos de vítimas de roubo. 

Ora, tá mais do que evidente que o tenente andou roubando ladrões!  

Certamente,  seria Coronel e  futuro deputado pela PM…Deu azar! 

É um caso isolado? 

Não: Porteira que passa um boi passa uma boiada !

  1. Eeeeeeeeetatataporrameuuuuuuu.
    KKKKKKKKKKKKKKKKKK, bem feito para a última reserva do País Brasil, a pm.
    O tenente da ritona é bem popular mesmo hein meu.
    E ainda tava trabalhando pq não havia elementos suficientes para mandá-lo embora do serviço público pelo seu primeiro crime? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKMKKKKKKKKKKKKKKKK
    Esses oficiais da pm são fortes mesmo hein.
    Caraio meu, qdo ele fez sozinho não houve elemento para ser preso pelos seus irmãos de farda, mas agora é cana?
    Se desta vez os acusados fossem apenas pms e investigados pela própria pm, certamente ele se safaria de novo?
    Isto é para os PCs aprenderem, quem anda com mal elemento deve ser considerado como tal.
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    E o iate pms, quem é o dono?
    Então quer dizer que os pms traficantes do batalhão de Botucatu ainda não foram presos pq a investigação provavelmente está nas mãos da própria pm? Ou tem oficial envolvido no fato?
    KKKKKKKKKKKKKKKMKKKKKKKKKK
    Bando de bandidos do caralho!
    O senador Olímpio gritou V E R G O N H A para a Dilma, grita agora a palavra bandidos para o seu curral eleitoral, a pmesp.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.
    Coisa feia hein JACA!
    Eu sei que vc vai dar uma olhadinha nas postagens viu meu.
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    Eu adora ver pms se FUDER!
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    Quem são os pms traficantes do batalhão de Botucatu CARALHOOOOOO meu!
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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  2. É gente da chefia. Policial diferenciado. De confiança. E$colhido a dedo pelo Titular. disse:

    Fica ai consignado mais esse lamentável fato, desta feita envolvendo policiais civis e militares, num verdadeiro litisconsórcio criminoso que teve a sede de uma delegacia da Polícia Civil do Estado de São Paulo como QG da bandidagem policial com tentáculos na Rota, uma das mais respeitadas forças de segurança do Brasil, quiça a mais respeitada.

    Cadê o Delegado de Polícia Titular dessa Delegacia? É surreal imaginar que condutas criminosas que se desenrolaram durante dias numa unidade policial, se deram no completo desconhecimento de seu Delegado de Polícia Titular, mormente quando entre os envolvidos está seu chefe de investigadores cuja a sala fica ao lado da sua.

    Com certeza tem mais gente envolvida nisso, e é gente do escalão superior da polícia, são os destinatários finais de parte da propina, não dão a cara para bater, mas garantem o cargo dos que o fazem e comparecem para pegar a parte que lhes cabe, geralmente a parte do leão.

    Quer quebrar o ladrão do colarinho branco, ataca o bolso dele com cautelares do tipo bloqueio de bens, sequestro, etc., para arrancar tudo o que roubaram usando o cargo público, por último arranca o cargo dele e manda para o PPC e depois para o Presídio de Taubaté.

    Chega de ladrão na polícia, na maioria das vezes tratados de maneira muito melhor dos que os policiais honestos. Cadê os traficantes de uma tonelada de maconha desviada do 1º DP – Sé, de outros 500 quilos desviados do 90º DP? Cadê a CORREGEDORIA nos casos? Cadê o GAECO nos casos? Quem são os policiais traficantes envolvidos nos casos e que ainda estão TRAFICANDO na polícia?

    Será que isso decorre de baixos salários? É evidente que não. Boa parte desses bandidos travestidos de policiais sequer sabe qual é o salário deles. Isso decorre da impunidade institucional, muitos desses policiais recebem na instituição por parte de superiores tratamento diferenciado, verdadeiro estímulo, exatamente para fazerem o que fazem, ou seja, transformar delegacia em balcão de negócios espúrios.

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  3. Dr. Guerra

    Esse proprietário de estande de tiro é o mesmo senhor que até o final do ano passado era Agente de Segurança Parlamentar comissionado na ALESP ou apenas um caso de homônimos ?

    Vinculado a algum gabinete?

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    • Sim!
      Até dias atrás estava comissionado na Câmara , 11º gabinete . Não sei quem é o vereador, pois não encontrei no site .
      Também não encontrei o deputado responsável pela sua nomeação na ALESP.
      Como se trata de campeão de tiro , dono de academia , muito provavelmente é ligado à bancada da bala.
      Ganso oficializado!

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  4. kkkkkk já sabem que a tora vai entrar neles o pc Wailton Sena Rios já torrou todas suas licenças e férias so pra paga o anel ! trinta conto kkkkkkkkk

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  5. Sobre o episódio, hoje, radio Bandeirantes dando conta de que o empresário arrebatado atuava no ramo de “investimento” em BitCoins. Será?!
    Sabe-se que o chamariz para tais investimentos assemelha-se a uma pirâmide. Quem investe sozimho não toma tombo (não perde tudo)… E nesta ânsia de lucrar mais do que cartão de crédito, muitos enterram economias suas, de parentes e amigos influenciados. Repentinamente, perdem tudo.
    Lembrei-me do sistema TelexFree.
    Suponho que, além do oporrunistas, alguem estaria tentando recuperar “investimento” seu e de outrem…

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  6. Rapaz !, tiro o chapéu para o segundo e excelente exposto acima. E, digo mais ! Não titubeio em dizer, que ainda hoje existe Delegacia que Agente Policial manda mais do que o próprio Delegado de Polícia. Lembro que na década de 80, lá no 4º D.P. Consolação, existia um carcereiro alcunhado de ” bolinha” que era mais idolatrado do que o próprio Del.Pol. Titular. E, me ajudem aí ó !…

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  7. Essa já contei aqui. Na década de 90, lá no 34º D.P. Morumbi , existia um agente Policial que mandava mais do que o Delegado Titular, digo porque, infelizmente eu estava lotado lá. Acontece que o indigitado era aclamado por seus “comparsas” como sendo o Investigador Chefe. Ocorre que para se manter, mandando e desmandando, ele nomeou um ” tira pé de chinelo” que fazia às vezes de Chefe. Rapaz, cala ti boca ! E, me ajude aí ó !….

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  8. Prometo que é a última, a qual é verídica tanto quanto as anteriores. Rapaz !, essa foi um chute no saco. Coincidentemente na década de 90, lá no 15º D.P. Itaim Bibi, Delegacia que para alguns, na época era a ” top” de Sampa, pois . s.m.j., ainda não havia sido inaugurado o 78º Jardins. Um ” tira chefe folgado “, que era useiro e vezeiro em querer dar uma de E$criba, pois constantemente adentrava nos cartórios, pedia I.Ps. para levar para sua sala, adentrou em meu cartório e pediu um certo I.P. o que neguei veementemente. Tomei um bonde para o 93º D.P., mais ele não levou o I.P. para u$á-lo. E, me ajudem aí ó !…

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