Moradores de Paraisópolis acusam a PM pelo assassinato dos 9 jovens 68

‘O pessoal não foi vítima de pisoteamento, mas da própria polícia’, diz comerciante de Paraisópolis

03/12/19 por Maria Teresa Cruz e Paloma Vasconcelos

Ponte visitou a favela na segunda-feira (2/12) para entender a dinâmica das vielas onde 9 jovens morreram; imagens mostram PMs lançando bombas

A avenida Hebe Camargo é um dos principais pontos de entrada na favela localizada na zona sul de SP | Foto: Paloma Vasconcelos/Ponte Jornalismo

O dia nesta segunda-feira (2/12) na favela de Paraisópolis, na zona sul da cidade de São Paulo, parecia normal como qualquer outro começo de semana. As ruas estavam cheias, os comércios funcionando, mas as pessoas estavam monotemáticas. O assunto mais falado da favela era o massacre que tirou a vida de 9 jovens na madrugada do último domingo (1/12).

“A versão policial é mentirosa”. Um comerciante ouvido pela Ponte afirma que nenhum motoboy usou o baile como escudo. O comerciante, que alega ser de família religiosa e não gostar de funk, detalha que sempre que há baile na favela a Polícia Militar não entra no local, mas ficam nas entradas de Paraisópolis fazendo blitz durante o dia.

“Eles estavam fazendo blitz por volta das sete horas da noite. Tinham duas viaturas e mais três motos. De madrugada, eles começaram a invadir o baile, dispersar a multidão, aí vão embora. Aí a multidão volta e fica nessa disputa. É sempre assim”, explica o comerciante, que preferiu para não ser identificado por temer represálias contra sua família.

Um pouco antes das 4h da manhã do domingo, segundo o comerciante, os PMs “invadiram o baile de uma vez só”. “Não foi bala de borracha, foi bala de fogo. Eles invadiram com pau, isso vem acontecendo faz tempo. Eles encurralaram esse pessoal e jogaram bombas”, relata.

Imagens obtidas pela Ponte, perto de um dos pontos de concentração do baile, na Rua Ernest Renan, mostram policiais chegando em alta velocidade com a viatura, lançando bombas contra pessoas que já estavam correndo e outras pessoas tentando se abrigar.

O comerciante deixou pelo menos 100 pessoas se esconderem no seu estabelecimento, que durante o dia é um restaurante e na madrugada funciona como um bar. Ele conta que levou as pessoas para a laje enquanto, na viela, outros participantes do baile eram encurralados.

Por isso, afirma o dono do bar, as pessoas não foram vítimas de pisoteamento e sim da própria polícia. “A primeira reação de frequentadores é correr porque sabe que vai apanhar. É só usar o raciocínio, a coerência”.

No meio da favela de Paraisópolis, onde os moradores chamam de centro, há pelo menos 10 anos rola o famoso Baile da Dz7. O baile é organizado coletivamente pelos moradores e acontece de quinta a sábado.

Às vezes um DJ é convidado para tocar no local, mas normalmente a música vem das caixas de sons espalhadas nas quatro saídas do local de concentração da festa. É a festa mais famosa de Paraisópolis, que reúne milhares de pessoas vindas de várias regiões de São Paulo. Das vítimas do massacre, por exemplo, nenhum era morador da comunidade.

Na visão de quem mora na favela, foi justamente isso – o fato de não serem do local – que pode ter atrapalhado as 9 vítimas, que tinham entre 14 e 23 anos, na tentativa de fugir e se proteger. Na hora do desespero, por conta das bombas de gás, balas de borracha e spray de pimenta usados pela PM na multidão, muitos jovens não sabiam para onde correr. A região onde o baile acontece tem pelo menos 4 ruas de ligação com o restante da favela e muitas vielas ao longo do caminho.

Algumas vielas são longas, mas bem estreitas, cercadas de paredes altas. Muitas dessas paredes são residências. De noite não são muito iluminadas, pois só contam com as luzes das residências no entorno. Algumas vielas não cabem nem duas pessoas andando lado a lado. Outras já tem um pouco mais de espaço. A viela escolhida por parte dos jovens que morreram na madrugada do domingo era estreita, escura e baixa, pois para entrar nela era preciso descer uma escada.

As vielas de Paraisópolis são feitas de cimento e funcionam como caminhos abertos entre as casas para facilitar o acesso de quem mora ali. A população estimada da comunidade é de 100 mil pessoas. Foi em um desses corredores minúsculos que parte da multidão tentou fugir da PM na madrugada do dia 1º de dezembro. Por falta de espaço, iluminação e com os bloqueios em todas as saídas, a ação da PM terminou com nove jovens encurralados e mortos, de acordo com moradores. Todas as saídas foram bloqueadas por viaturas da PM.

Segundo moradores, o policiamento na favela aumentou muito desde que o sargento da PM Ronald Ruas Silva foi morto em 1º de novembro de 2019. De lá para cá, não houve um dia que a PM não esteve na favela. Os últimos trinta dias foram marcados por ameaças diárias, conforme mostrou reportagem da Ponte.

O sargento foi morto próximo do cruzamento da avenida Hebe Camargo com a rua Rudolf Lutze, mesmo local que, segundo a versão policial, uma moto começou a ser perseguida pelas viaturas. Essa perseguição, ainda de acordo com a PM, teria motivado o tumulto no baile. A Rudolf Lutze é uma das ruas em que o Baile da Dz7 acontece.

Esquina da avenida Hebe Camargo com a rua Rudolf Lutze | Foto: Paloma Vasconcelos/Ponte Jornalismo

Uma moradora relatou à Ponte que costuma frequentar o baile, mas que desde a morte do sargento Ruas a repressão aumentou. “Depois da morte do sargento já não tava tendo tanto baile assim, mas tava rolando de certa maneira. O baile ajuda a economia local, a noite em Paraisópolis é uma potência econômica e cultural, e já tava sofrendo com várias ações da PM, que vinha fechando os comércios”, explica.

A jovem conta como a favela enxerga as ações da PM. “A gente critica a forma violenta que é dada nessa gestão Doria na periferia, porque atinge o dia a dia do morador, atinge as questões econômicas do bairro, atinge a juventude, porque as pessoas não têm lazer, não tem lugar para ir, aí decide fazer um rolê barato, que é o baile, que é um ponto onde as pessoas consomem funk e se divertem, é um lugar de lazer”, crava. “Temos um Estado conservador que criminaliza o baile, que é uma cultura negra, periférica e marginal. O baile gira muito a renda, porque com o desemprego a galera virou autônoma e a noite a galera consome, eles vivem disso”, finaliza.

Uma funcionária de uma lanchonete no topo de uma das ruas onde o baile acontece, que trabalha há 2 meses no local, reforça que depois da morte do sargento as ações policiais se tornaram frequentes. “Antes quando a polícia vinha pra cá era diferente, era mais difícil, mas depois que morreu o policial eles vêm direto, passam a semana todinha vindo aqui, com cavalaria, andando. A gente fica com medo de ficar aberto”, desabafa.

Ela conta como o baile ajuda na economia local e o quanto as ações prejudicam o comércio. “De dia de sábado vem muito mais gente pra cá. A gente fica a noite toda trabalhando de sábado, até 5h da manhã. No sábado retrasado a gente tava aberto, mas os policiais entraram, colocaram todo mundo para fora e mandaram a gente fechar”, relata.

“Nesse sábado eles pararam aqui e ficaram só olhando. Eu tava aqui na hora, só via o pessoal correndo, as bombas estourando e o pessoal correndo. Quando foi umas 3h da manhã parou um rapaz aqui todo ensanguentado e falou mais ou menos o que aconteceu. Mas eu só fui saber o que aconteceu depois”, explica a funcionária.

A funcionária também denuncia que policiais entraram no local no fim de semana e falaram que não queriam ver as imagens da câmera de segurança vazadas. “Aqui de cima não deu pra entender a dimensão. O rapaz que veio machucado disse que tinha sido pisoteado. É um absurdo, os policiais já chegam como loucos. Eles entram metendo o louco. Entraram aqui, olharam para as câmeras e falaram que não era pra gente vazar nenhuma imagem”.

Duas manifestações já foram marcadas contra o massacre de Paraisópolis. Dia 10 de dezembro haverá um ato no Masp, na avenida Paulista, em homenagem as vítimas. No dia 14, uma marcha em Paraisópolis pede o fim do genocídio da população negra e periférica.

‘O pessoal não foi vítima de pisoteamento, mas da própria polícia’, diz comerciante de Paraisópolis

  1. Certos estão os Policiais que comentam aqui que ficam o dia todo no ar condicionado e não entraram NUNCA em uma favela para ver o quão bem são recebidos!

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  2. Putz que vídeo esclarecer,feito sob encomenda não sem por quem pra quem!

    No mínimo dois cortes bem claro um aos 23 seg, depois do nada surge uma VTR caraterizada, aos 1m,45s.

    Se observarem o monitor no alto a direita aparece os números 49,56, depois da nada temos 00,42, se for horários teve um corte de no mínimo 10 minutos, muito providencial esse lapso temporal.
    Mas dirão alguns 10 minutos não é nada ou ao mesmo tempo, muito tempo, dependendo da situação.
    Ok, partindo da tese que seria pouco tempo sugiro ao “jornalista” ponte fique 5 (cinco) repito 5 (cinco) minutos sem respirar.
    Depois disso podemos conversar.

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  3. pronto …. agora vão dizer que . a

    1..a reunião de mais de 5 mil pessoas é correto…
    2… o funk é legal…
    3… drogas … alcool. prostituição. é legal…
    4- vagabundo rouba de moto e troca tiro com a pm é o certo.
    5. vagabundo em fuga entra na favela sabendo que la tem uma megareunião… em um baile… é o certo…
    .

    é isso que estão dizendo…………….

    se for assim . o negocio é quando um mala roubar nas proximidades da favela. a pm não podera atender a ocorrencia… uai……….pois ele vai fujir pra favela … e isto dara zica aos policiais…

    isto serve tambem aos policiais civis……………..

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  4. o errado é o cara traficante que organizou o funk…
    outro errado é o mala que entrou fugindo da pm na favela , sabendo que la tinha um funk…
    o minimo que o chefe da favela poode fazer agora é obrigar e intimar o mala fujão se entregar no dhpp.

    porque esta zica ele vai ter que segurar…

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    • Agora propagou a ideia de “evento cultural”, “tradição”.
      Problema é quem promove aquele ata ado da droga…
      Na década de 90 os abusos da polícia desencadearam Lei de Tortura (caso Bar Bodega) e legislação prevendo indenização administrativa (Lei 10.177 ).
      O caso da favela Naval, toda aquela repercussão e agora um PM gaiato de novo deu sopa.
      Acho que o tiro saiu pela culatra. Aquele mercado de droga vai ter apoio cultural da prefeitura, etc e tal.
      Mas de fato, ninguém morreu baleado pela PM.

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    • No meu ponto de vista, tudo que você está questionando é certo.
      Da mesma maneira que seria certo a justiça já ter determinado a prisão de cada um dos monstros fardados que aparecem nas imagens; eu estou ouvindo, desde o dia dos fatos, que tudo será apurado, mas com as provas materiais deve ser tomado providências e não começar uma apuração.

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  5. Aguardando a próxima c@g@d@ dos mikes para queimar, cada vez mais, a segurança pública em SP.

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    • Vai você fazer o serviço deles então.
      O dia em que você precisar da PM, mudará seu pensamento.
      Conhecê colegas que viviam fala do mal e quando precisaram, os PMs ajudaram.
      Teve que falar a boca.
      Essa idotice de PC que tem bronca de PM ou vice-versa, é coisa de babaca.

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  6. Tem imagem de PM estrangulando ou pisoteando algum dos mortos na ocorrência? Se não tiver, já era. Por outro lado, baile “fuck” perto da casa dos outros é refresco. Com relação ao comercio na favela, suspeito que há muita receptação de carga roubada.

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  7. novopolicial, sou inteligente, portanto não precisei ser mike. Cada um, na sua competência constitucional. PM, cada vez mais, queimada com a população.

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    • Nossa, que inteligente. Passou em qual concurso??? Procurador federal? Juiz federal? Auditor fiscal??
      Ah não, policial civil, grande bosta.

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  8. Baile funk varando a madrugada, importunando o descanso daqueles que trabalham, drogas, sexo fácil, bebida à vontade e uma grande baderna. Infelizmente morreram poucos!

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  9. Hoje com a promulgação da Lei que cria a Polícia Penal inicia-se uma nova frente de batalha contra o crime organizando.

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    • Negativo!
      So mais uma “policia” para brigar pela faria de aumento destinada às tradicionais policias e deflacionar o bico.
      Se até agora quatro policias, GM e FFAA não deram jeito…

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      • Se o senhor soubesse dez por cento do que um Agente Penitenciário sabe sobre o funcionamento do PCC teria uma opinião diferente.
        Está lei foi uma pancada tão forte no PCC e outras organizações criminosas que corremos o risco de em breve o Congresso ou o Judiciário cancelarem ela.

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        • E outra: foi PEC, promulgada pelo Congresso!
          Sem assinatura de Bozo e só passível de questionamento judicial perante o STF.
          O Bozo não pode nem rubricar a PEC com a Bic/Compactor…Ao Congresso, pelo teu raciocinio, seria melhor não criar a PEC..

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          • Novamente o senhor está enganado.
            Exemplificando:
            Situação A
            Cadeia onde o crime tem seus interesses realizados está sempre silenciosa e tranquila.

            Situação B
            Cadeia onde o ladrão não manda.
            Sempre morre alguém e uma vez ou outra tem rebelião.

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  10. Trocando alhos por bugalhos, se até o Deputado/Delegado Olink agilizou a aposentadoria antes da Reforma do J(Jotinha) Dólar chegar na AL, você que tem tempo e contribuição está esperando o quê? Milagre

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  11. Cultura?
    Um monte de meninas menores com pouquissimas roupas, rebolando a bunda de uma forma que parece estar possuida; meninos fazendo arminha com a mao com replica de oculos de marca e corte zeca urubu, usando drogas e alcool.
    Varias motos e carros roubados
    Letras de musica que so falam putaria
    Favela mal tem estrutura, foi tudo construido nas coxas sem autorizacao alguma, tudo puxadinho
    Ruas estreitas, casa sem recuo lateral, sem calcadas, construido tudo a forma que eles bem entendem.
    Pra mim tunha que derrubar todas essas casas feias – sao feias e mal acabadas sim – e construir predios tudo nos moldes da cdhu.
    Tem muita gente de bem que merece ter sossego e um lugar melhor…twm corredor em favela que nao tem 80 cm d largura, janelas que dao pra um paredao enorme, quase nada de ventilacao
    Ambiente propicio pra varias doencas e tambrm as respiratorias

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    • Seria o correto substituir todas as moradias, do local, por prédios da CDHU, mas para isto precisaríamos de um governador interessado em realizar algo de útil para a sociedade, infelizmente Não é o caso de São Paulo.

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      • Não adianta.
        Onde tem CDHU/Cahab logo o povo dá um jeito e bagunça; vende em seguida. O orçamento nunca chega. O cara consegue o teto, logo vem parentes de outras localidades, filhos maiores que querem casa… Nunca acaba. Ademais, veja o que aconteceu com o Cingapura. Favelizou de novo.
        Quem pensa em vida melhor pensa em sair daqueles locais.

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  12. Uma festa com 10.000 pessoas não começa do dia pra noite. A PM não quer ter o trabalho de ocupar antes para o funk não acontecer. Preferem provocar o caos pra ver se a festa não acontece no proximo fim de semana. Os coxas que estão na rua, cerca de 35.000, trabalham pra maioria que coçam o saco, dirigem pra oficial, bajulam juízes promotores e deputados. Se pusessem o efetivo dos praças nas ruas que é o lugar deles a cidade estaria bem melhor.

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  13. O Prefeito tem culpa por não oferecer aos jovens eventos esportivos, culturais e de lazer.
    O Governador tem culpa por não operacionalizar programas habitacionais na proporção que a população precisa.
    A Polícia Civil tem culpa por não identificar os traficantes que mandam naquela ária.
    A imprensa tem culpa por não cobrar das Autoridades soluções efetivas para um problema (áreas dominadas pelo tráfico) tão antigo.
    O M P tem culpa por não exigir ações efetivas da Polícia Civil contra o tráfico.
    O comando tem culpa por não apoiar o Mike quando ele explode devido a dupla jornada( bico, plantão, bico, plan….).
    O povo de São Paulo também é culpado por votar neste partido.

    Só não tem culpa aqueles que ……

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  14. Só não tem culpa aqueles polícias que saíram de casa para trabalhar e não conseguiram retornar com vida ou sem seguelas.

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  15. Tem uma coisa que estamos esquecendo aqui. Quem tem filho aborrecente sabe que nesses funks (rolezinhos) não vai só preto pobre e favelado. Tem colega aqui que tenho certeza nem sabe onde tá o filhote a esta hora. Já fomos jovens e sabemos que a garotada dá nó em pingo d´água. Mesmo os filhotes da Elite branca (gente do bem) fala pro pai que vai no shopping e vai na favela fumar um beck. Acho temeroso apoiar que a PM saia sentando o dedo! Alguém discorda? Você que discorda, tem certeza que sabe onde seu pirralho vai toda sexta á noite? Está certo disso? Num vai chorar depois… Meu pai tbem “achava” que sabia onde eu tava…kkkk

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    • Elite branca cidadão de bem… Olha a síndrome do menor poder ou de vira latas…
      Filho meu não irá fumar “beck” em favela. Pode fumar em casa mesmo. Aí sustenta o tráfico e deixa o problema para os funckeiros nojentos.
      Vou empurrar Rock nele desde cedo! No primeiro sinal de “funck”, alerta amarelo!

      Já encheu o saco de povo de veículos de esquerda e direita sempre com os mesmos jargões: cidadão de bem, elite branca, vai p Cuba, Venezuela e sei lá mais o q, matar “preto”, pobre e favelado…

      Eu pensando que Policial saberia dividir as coisas.

      Azar, falta de competência do Estado e falta de competência até das pessoas que não saem de lá por “falta de oportunidade”. Quem trabalha em favela sabe muito bem do que estou falando!
      O cara não tem garagem e tem dois carros populares… Isso quando não é carrão! Aí a família vai aumentando (por diversos motivos) e vão criando cômodos acima de suas casas… Vc entra em muitas destas casas e tem TV de tela plana, Smart fone e etc. Sem contar os gatos que não paga água, nem luz… Aí é contemplado com um “COHAB” ou Cingapura e vende sem fiscalização e depois volta para o “sofrimento” e “desamparo” do Estado com um dinheirinho no Bolso.
      Não se pode generalizar, mas na favela em que eu trabalho mais de 60% do povo de lá é assim… Se não for mais! Aí marginaliza quem realmente precisa e faz jus ao “jargão”.

      Sinceramente… F…..!

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  16. O pessoal da Polícia Civil precisa pressionar os Deputados da Alesp para votarem contra essa Reforma do Dória.

    A PM está fora desse Reforma e são os Deputados ligados à Polícia Militar que estão trabalhando mais forte contra essa Reforma.

    Delegado Olim…Delegado Bruno Lima e Delegada Graciela ainda estão ao lado do Dória.

    Vocês vivem reclamando da PM mas os seus não defendem vocês.
    Depois falam que nossos representantes são corporativistas, apaniguados…só pensam na caserna.

    Oras bolas, graças a Deus que são.
    Está na hora da PC acordar. Se essa Reforma passar como está, olhem…nem o salário da PC indo para R$ 10 mil inicial vai fazer valer a pena ser PC.

    Acordem…

    Já não é sem tempo…

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    • Nem adianta, Jamiro.

      Aqui na PC só tem super polícia.

      Tem PC que se diz “antigão”, mas acredita em Olim, PSDB e afins.

      Até a adolescência a gente tenta educar. Depois disso, se persistir no erro, tem sinais de masoquismo.

      Aqui funciona assim: se a casa do vizinho está ruim, quer dizer que está igual a nossa. Se lá está boa, a solução é quebrar a casa do vizinho para equiparar-se à nossa, que está de mal a pior.

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    • Jamiro….Bom dia
      Vc é testemunha que cansei de informar que as Policias Estaduais iriam cair na “” armadilha Previdência””, elaborada pelo relatores do PSDB e a “” bala de prata”” foi acordo que se os Governadores não estivessem não seriam obrigados a aderira o texto federal, no entanto teriam que elaborar em seus Estados no prazo de 6 meses e com maioria simples na ALESP.

      Preparem-se no Rio Grande dos Sul, laboratório do PSDB, começaram a ensaiar para tirar os adicionais, licença premio .
      Em Curitba os servidores Estaduais arrumaram o maior “”barraco”” na Casa Legislativa.
      Mas como se sabe ……sempre aparece os “”sábios da Grécia””” são sempre os mesmos com aquela conversa de “”comunista “””, “””PT lixo”””, “”Mito”””…………….na boa nem do PT gosto…jamais terão o meu voto, e muito menos dessa bosta que elegeram para Presidência….agora tirar os direitos conquistados tá bom??????
      Não tem um Deputado defendendo a Policia Civil na Alesp…Conversei com um Deputado Estadual, na sexta-feira, sabe que fui obrigado a ouvir “””Fique tranquilo que vem coisa boa”””……pensei comigoVSF.

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    • Jamiro, algumas vezes zoei vc nesse espaço por vc ter zombado e falado mal da minha instituição, como se na pm fossem todos santos. Concordo com vc, esses nomes que vc citou, que deveriam nos defender, esta sendo uma grande decepção. Nunca acreditei em político, mas os nossos pares estão nos decepcionando. Parabens aos militares que tiveram a nova previdencia aprovada. Os seus pares não o abandonaram.

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  17. Faltou colocar o título completo do post:

    “Não foi vítima de pisoteamento, mas da própria polícia’, diz comerciante DE DROGAS de Paraisópolis” hahaha

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  18. Polícia idiota fica se confrontando nestes lugares merdas por 5% de reajuste. Tenho plena convicção que os policiais que participaram do evento vão “se fuder”. Conselho para todos virem as costas e vão patrulhar nos jardins.

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    • Com o aumento do desconto previdenciário, de 11 para 14, não vai dar nem isso.
      Graças a subserviência dos deputados Estaduais ao desgovernador teremos um desaumento.

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  19. Não vejo a hora de me aposentar para ir morar no melhor Estado do Brasil: Santa Catarina. Único Estado ordeiro, o resto, tudo merdha.

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  20. Nosso futuro será promissor:
    R$ 100(base) – R$ 11(11%) = R$ 89,00
    R$ 105 (base + 5%) – R$ 14,7(14%) = R$ 90,30
    A cada cem reais do salário, teremos R$ 1,30 de aumento.

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  21. Só um cala boca para a opinião pública. Depois a vida retoma seu curso normal. disse:

    O pessoal de Paraisópolis é vítima do abandono do Estado. Paraisópolis sempre foi considerado um desagradável incomodo encravado no sofisticado bairro do Morumbi.

    Uma área extremamente problemática em termos de segurança que tem em seu território o 89º DP que fecha a noite, como em muitos outros bairros de São Paulo tanto na capital como no interior.Em Heliópolis deve acontecer o mesmo.

    Gostaria de saber se os Presidentes dos Consegs de Paraisópolis e de Heliópolis convidam as lideranças das comunidades para as reuniões periódicas que realizam com as forças de segurança locais(Cia PM e DP). Com certeza não, a bem da verdade as comunidades são consideradas as causadoras da criminalidade local.

    Como de sempre, quando a vaca foge correm fechar a porteira, a tragédia de Paraisópolis comprova isso. O Governador, o Ministério Público, Defensoria Pública e outros órgãos correm para dar uma atenção à comunidade que nunca deram anteriormente.

    O problema de violência desmedida da PM é cíclico e vai ocorrer novamente, a séria histórica não desmente isso: Carandirú, Castelinho, Favela Naval, Mortos de Maio (pseudo reação aos ataques do crime organizado, objeto do livro do falecido sociólogo Paulo Mesquita), Chacinas de Osasco em reação à morte de um policial num posto de gasolina, etc.
    Mudança de “protocolo” é a maneira elegante de dizer “modus operandi”, maneira de agir, que não vai mudar nunca se não mudar a mentalidade violenta da instituição. É semelhante ao vocábulo “fluxo” que em linhas gerais significa local de maior concentração de marginais, desordeiros, desocupados, vagabundos em geral.

    Pancadão é uma desgraça social e jamais deve ser nominado como manifestação cultural. Associar um ritmo musical à prática de inúmeras infrações penais e manifestações imorais, tais como consumo exagerado de substâncias entorpecentes e alcoólicas, apresentação pública de armas de fogo, práticas públicas de relações sexuais e todo tipo de ato libidinoso, perturbação do sossego da população local, proibição do sagrado exercício do direito de ir e vir, principalmente da própria propriedade. etc.

    Em linhas gerais, só oba, oba, quando a poeira baixar, tudo continuará exatamente igual ao antes no quartel do Abrantes.

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    • “Só um cala boca”………

      Não fala sem saber! O 89 DP, além de abrir a noite é Central de Flagrantes, reunindo 4 DP’s e dos que dão muita ocorrência.

      Abrange o 34, 75, 37 e o próprio 89. Lá se trabalha e muito e ainda estou para conhecer um Presidente de Conseg tão

      atuante como o Sr. Celso.

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  22. Que beleza…………o PAGAMENTO ( 06/12) NÃO FOI DEPOSITADO…..verifiquem o extrato bancário.
    É só dor de cabeça e ilusão desse Governo………..caloteiros

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    • O Pescador da Ponte Pensil

      Dá uma olhada melhor irmão, pra mim tá tudo certo, agora, um colega não recebeu mês passado, foi ver e não havia feito o recadastramento e bloqueou.

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      • Obrigado………..Entrei no site da SPPREV e consta a informação que houve uma falha no sistema, mas valeu obrigado

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  23. Só nao se perca de vista, que esse Governador Joao “Zé Botox” Doria, enqto Prefeito, nada, nada fez para normatizar, fiscalizar, enfrentar e fechar esses Pancadoes, pois, administrativamente era o que lhe competia. Agora, optou pelo caminho mais facil, sacrificar 10/12 Cordeiros para posar de competente. Políticos sao assim, “nós acertamos, você errou !!”.

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  24. Obrigado pela correção Que fecha a noite não é o 89º e sim o 34º ao lado de Paraisópolis. É a mesma coisa que trocar 6 por meia dúzia. disse:

    Tira Véio, tenho amigo que reside e tem empresa na área e,recentemente, que foi vítima de roubo de carga.Disse-me que chegou na delegacia aí no Morumbi a noite e estava FECHADA. Tinha só um policial cuidando do prédio. Se não é o 89º DP, com certeza é o 34º DP, que é do lado da comunidade de Paraisópolis.

    Pelo possível equívoco peço desculpas, mas não costumo dizer o que não sei. A pergunta que fiz em relação ao presidente do Conseg é se ele convida as lideranças da comunidade de Paraisópolis para participar das reuniões do Conseg? É impossível desconhecer ou desconsiderar uma comunidade de mais de 100 mil pessoas existente no bairro onde preside o Conseg e acreditar que eles não tenham nenhuma reivindicação a fazer em termos de segurança, certo?

    Mas agora vai ter o Pancadão da Paz, todos de branco, a PM empunhando rosas brancas, o Dólar vai anunciar um prolongamento da linha amarela até a comunidade e a construção da “futura” estação Paraisópolis, umas duas Fatec’s, umas cinco Etec’s, construção de um Hospital e de um posto do Poupatempo. Só não vai dizer quando? Agora está todo mundo preocupado com a favela de Paraisópolis, digo, “comunidade”, só isso que mudou, o vocábulo para referenciar uma localidade totalmente abandonada pelo Estado.

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    • “Obrigado pela correção Que fecha a noite não é o 89º e sim o 34º ao lado de Paraisópolis”………

      Desculpe, favor fazer outra correção, o “89” que é defronte a Paraisópolis e não o 34.

      Você está relatando o que ouviu de alguém, vá você mesmo e confira.

      Ademais, você acha que o “líder” da comunidade, PCC, se interessa por reuniões do Conseg? Santa ingenuidade……..

      Eles só não querem ´Polícia lá dentro, de resto, no Conseg, eles poderiam solicitar a intervenção para que fosse instalada

      uma base da PM lá dentro, e você acha que é isso que eles querem?

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  25. “Tira véio”

    “Não fala sem saber! O 89 DP, além de abrir a noite é Central de Flagrantes, reunindo 4 DP’s e dos que dão muita ocorrência.

    Abrange o 34, 75, 37 e o próprio 89. Lá se trabalha e muito e ainda estou para conhecer um Presidente de Conseg tão

    atuante como o Sr. Celso.”

    Caro Tira Véio, em nenhum momento disse que se trabalha pouco no 89ºDP, nem tampouco que o presidente do Conseg local, Sr. Celso, não seja um cidadão atuante. Disse no meu comentário sobre a ausência do Estado que faz “olho de vidro” para a complexidade de problemas existentes na “comunidade” de Paraisópolis. O Conseg está na estrutura administrativa do Estado. Se assim não fosse, não existiria uma centralização e padronização de suas atividades na própria sede da Secretaria de Segurança Pública. Não me parece razoável que nas reuniões locais dessa estrutura governamental, não fosse lembrado que 110 mil pessoas dá área não estão sendo ouvidas sobre os problemas de segurança públicada área. Paraisópolis não é um apêndice que não serve para nada na região do Morumbi.

    O descaso governamental é tamanho, que segundo suas próprias palavras, o plantão noturno do 89º DP, além de atender as ocorrências policiais da área do 89º DP, onde está encravada a “comunidade” de Paraisópolis, atende ainda as ocorrências da área de outras três delegacias de polícia circunvizinhas, o que deve transformar o plantão no verdadeiro porão do inferno.

    Corroborando com essa grave situação de insegurança, na medida em que uma viatura da PM sai da área da Cia PM/Delegacia PC onde deveria patrulhar, para apresentar a ocorrência na área do 89ºDP, deixa desguarnecido seu local de patrulhamento, o que concorre para o aumento da criminalidade nesse local.

    Isso demonstra que esse governo, apesar de toda “perfumaria” quer que a segurança pública se “phoda”. Por conta disso os roubos à residência na região do Morumbi são recorrentes, como os roubos de veículos e de pertences de seus condutores e transeuntes no chamado “Ladeirão” do Morumbi.

    Não tem melhora “Tira véio” é chumbo no salário, nas condições de trabalho, de aposentadoria, na pressão do MP e do Judiciário, na cobrança da imprensa e da opinião pública, a profissão é muito mais do que sacerdócio, virou coisa de alienado mental.

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    • Concordo plenamente com você.

      Só que o Ladeirão já não tem mais problemas como antes, mudaram para mão única e resolveu bastante, de resto, é roubo pra todo lado.

      Lá deveria chover pólvora uma semana e depois cair um raio, só assim resolveria.

      E o Estado você pergunta!? Oras, como sempre, se me der algum voto, tá tudo bem…….

      E fodam-se os Polícias!

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